Editor

.

Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

    Leia mais ...

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) vai promover, neta quarta-feira (08), o Seminário Moda Sustentável. O evento, que acontece no Auditório da Livraria Saraiva do Shopping Center Recife, às 14h30, é aberto ao público. Os interessados podem se inscrever gratuitamente pelo portal da CPRH: www.cprh.pe.gov.br. Serão disponibilizadas 80 vagas.    

A abertura será feita pelo secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Sérgio Xavier. Entre os debatedores estão a coordenadora da Modateca/ UPE, Izabelle Barros; o coordenador da Câmara dos Profissionais da Moda/ACIC e Ativistas da Moda, Leopoldo Nóbrega; a empresária Amanda Meneses, da empresa Memê; Afonso Andrade, da Santana Textiles; e Clarissa Sóter, da UFPE. O gestor de Educação Ambiental da Semas, Cristiano Carrilho, foi convidado para ser o mediador do evento.  

O objetivo do seminário é debater o tema Moda Sustentável, que consiste em pensar em todo o processo de produção da indústria da moda, desde a utilização de materiais orgânicos à valorização de mão de obra local, o que reduz a emissão de gás carbônico. A ação integra o Mês do Meio Ambiente, que a CPRH idealizou em conjunto com a Semas e o Parque Dois Irmãos.

Publicado em Blog

O governador Eduardo Campos assina nesta quarta-feira (08/6), às 15h30, no Palácio do Campo das Princesas, o decreto  que cria o Comitê Executivo de gestão do Programa de Implantação das Unidades de Conservação do Estado de Pernambuco, com um investimento de R$ 14,1 milhões. Os recursos do programa vão custear o diagnóstico, zoneamento, plano de manejo e criação de um Conselho Gestor que vai gerir e monitorar a implantação das unidades. A perspectiva é contratar de imediato 20 técnicos, em caráter de seleção temporária. Em 36 meses, todos os documentos das 66 unidades do Bioma Mata Atlântica e de 5 do Bioma Caatinga, devem estar concluídos.

O Estado de Pernambuco possui 66 Unidades de Conservação Estaduais ao longo de 25 anos. Dessas, 35 são unidades de uso sustentável (18 Áreas de Proteção Ambiental –APA, 09 Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPN e 08 Reservas de Floresta Urbana - FURB). Outras 31 unidades são de proteção integral (27 Refúgios da Vida Silvestre – RVS - 03 Parque Estadual –PE - e 01 Estação Ecológica – ESEC). Todas as unidades de conservação estaduais estão localizadas no Bioma Mata Atlântica.

Com o Programa, a proposta é implantar as 66 unidades de conservação estaduais e, inicialmente,  pelo menos mais 5 unidades de conservação no Bioma Caatinga. Estudos técnicos realizados pela Semas e um grupo de trabalho formado por parceiros  do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, Ministério do Meio Ambiente e Comitê da Caatinga, identificaram 13 áreas potenciais de preservação deste bioma, o que elevará  de 0,7% para aproximadamente 4% a área de Caatinga preservada no Estado de Pernambuco.

Publicado em Blog

A XXI edição do Prêmio Vasconcelos Sobrinho, promovido pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), será entregue, neste ano, em quatro categorias. Os contemplados serão o Projeto-Agenda 21 da Bomba do Hemetério, do Instituto Walmart na categoria Participação Comunitária; Projeto Gestão de Ruídos Orgânicos, do Colégio Fazer Crescer, na categoria Projetos e Práticas Educacionais; Odilon Pereira da Cunha na categoria   Personalidade do Meio Ambiente; e Antônio Figueiredo Guerra Beltrão na categoria Destaque Jurídico.  

A entrega do Vasconcelos Sobrinho será no dia 10 de junho, como parte das atividades de comemoração ao Mês do Meio Ambiente, realizado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), CPRH e Parque Dois Irmãos. Os premiados foram escolhidos por uma comissão julgadora, formada por cinco integrantes: o coordenador jurídico Pedro Pontual, o ouvidor ambiental Márcio Azevedo e a gerente de Educação Ambiental Lúcia Maria, todos da CPRH; além do jornalista e radialista Felipe Salgado e da educadora ambiental Dinabel Vilas-Boas. 

O reconhecimento é concedido anualmente a pessoas físicas, empresas e instituições (governamentais e não-governamentais) que realizem ações e projetos com objetivo de promover a melhoria das condições ambientais ou desenvolva ações socioambientais. A premiação consiste em um troféu, feito em madeira e cerâmica, montado em uma base de vidro, que foi escolhido pela CPRH por meio de concurso.

Publicado em Blog

Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, no próximo domingo, 5 de junho, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) vai realizar diversas atividades abertas ao público no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem. A ação integra o Mês do Meio Ambiente, que a CPRH idealizou em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e o Parque Dois Irmãos. Com o tema Todos pela sustentabilidade de todos, o evento contará com palestras, minicursos, oficinas, mesa redonda, exposição fotográfica, seminário, teatro, contação de história e um passeio ciclístico. Toda a programação poderá ser conferida pelo site www.cprh.pe.gov.br.

No domingo, as atividades, realizadas em parceria com a Prefeitura do Recife, começam às 8h, com um grande Passeio Ciclístico. A concentração será na frente do Hospital da Tamarineira, saindo em direção ao Parque Dona Lindu. No local, durante a tarde, estão previstas atividades gratuitas, voltadas para adultos e crianças, com o objetivo de sensibilizar a população sobre as questões ambientais.

Às 15h, haverá contação de história no Teatro Luiz Mendonça. Em seguida, às 16h, o Grupo Pé de Arte encena uma peça teatral inédita, idealizada pela CPRH. Trata-se de Cacá Caranguejo, que enfoca o tema da poluição no manguezal e a consequente necessidade da preservação desse bioma tão característico em nosso Estado.

O Mês do Meio Ambiente conta com a parceria das empresas Ambev, Celpe, Wal-Mart, M&G Polímeros, Kraft Foods, Sorvetes Zeca's, Gerdau, Tecon Suape, Usina São José, Termocabo e Instituto de Co-responsabilidade pela Educação (ICE), além das prefeituras dos municípios participantes.

Publicado em Blog

Por Francisco Roberto Caporal

Se você tem filhos pequenos ou adolescentes, se tem netos ou se ainda vai ter netos, saiba: os deputados federais acabam de decretar mais uma desgraça para eles. Acabam de votar CONTRA as futuras gerações.

A votação do Código Florestal, ontem à noite (24 de maio), na Câmara de Deputados, foi um ato contra o país e contra a maioria da sociedade. Esta votação foi a expressão mais profunda e triste da soma de ignorância, falta de visão de futuro com a defesa de interesses mesquinhos de uma minoria da população brasileira representada pela chamada “bancada ruralista” e pelo agronegócio.

A aprovação, por 410 votos contra 63, do texto elaborado pelo deputado Aldo Rebelo, do PCdoB, que atende aos interesses dos grandes produtores e dos latifundiários deste país, foi seguida da aprovação de uma emenda ainda mais absurda. Por 273 x 182 os “nobres” deputados e as deputadas escancararam as portas para mais descalabros ambientais, já que consolida as atividades hoje realizadas nas APPS – Áreas de Preservação Permanente.

Ademais, inclui os Estados no processo de regularização ambiental e, pior, mantém a anistia para todos que causaram desmatamentos até julho de 2008. A inclusão dos estados, foi uma decisão que chega a ser digna de risos. Quem sabe, suas excelências - que é o modo como eles se tratam em plenário, massageando seus egos – não conhecem seus próprios estados e as frágeis estruturas institucionais ligadas às questões ambientais, absolutamente sucateadas e/ou insuficientes na grande maioria dos 27 estados brasileiros, senão em todos, além de outros interesses nem sempre favoráveis ao meio ambiente que hoje em dia já são evidenciados em muitos lugares da nossa geografia.

Assisti pela televisão, estarrecido, ao debate de baixa qualidade que precedeu as votações. Argumentos estapafúrdios, sem lógica e sem nenhum rigor científico desfilavam de boca em boca. Da base do governo aos oposicionistas (se é que esta divisão ainda existe). Um festival de falta de vergonha na cara, recheado de hipocrisia e defesa aberta de interesses alheios à vontade da maioria dos eleitores. Sequer as recomendações da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, da Academia Brasileira de Ciências ou do Ministério Público Federal, foram observadas. Que dizer, então, das centenas de manifestações da sociedade civil organizada, ONGs, OCIPS, entidades da agricultura familiar e entidades científicas, entre elas a Associação Brasileira de Agroecologia. Nada disso serviu para a reflexão de suas excelências, que passaram olimpicamente das preocupações dos eleitores.

O Código aprovado por suas excelências, elimina a necessidade ambiental de manutenção da reserva legal em propriedades que tenham até 4 módulos fiscais (entre 20 e 400 hectares). O pior de tudo, é que, se mantidas com estão, as regras terão impactos futuros negativamente imprevisíveis. A redução (e a não recuperação) de áreas de florestas, vai repercutir na destruição definitiva de parte importante de nossa biodiversidade e, em muitos lugares, vai impactar as culturas e conhecimentos locais associados a ela. Ao mesmo tempo, ficando o Código como está, poderemos acelerar os já graves problemas de disponibilidade de água doce, além, é claro, de ampliarmos a contribuição brasileira para o aquecimento global e o cambio climático.

Outra demonstração de falta de rigor científico é a parte do texto que permite compensar o desmatamento hoje registrado nas propriedades por reflorestamentos em outros biomas. Ora, suas excelências deveriam saber que os biomas são exatamente um recorte do meio ambiente com base, entre outras coisas, nas suas condições ecológicas diferenciadas. Recompor floresta em outro bioma, não recupera a biodiversidade perdida no bioma impactado e sequer as relações ecológicas necessárias e indispensáveis para a sustentabilidade, de modo que, como está o Código, vamos decretar definitivamente a perda de vida nos biomas que mais interessem ao capital, para seus processos produtivos baseados na monocultura e nos uso intensivo de agroquímicos.

Não bastasse, o que a câmara de deputados aprovou ontem mostra que manter a participação da produção agropecuária no PIB e assegurar a continuidade das exportações de commodities,   é mais importante do que preservar os serviços ambientais ofertados pelas florestas. Não sei como os deputados e o governo, pensam em substituir os serviços ambientais que estão eliminando e que só as florestas nos podem garantir: “como a produção de água, a regulação dos ciclos das chuvas e dos recursos hídricos, a proteção da biodiversidade, a polinização, a reprodução de muitas espécies, o equilíbrio das cadeias tróficas, o controle do assoreamento dos rios e barragens e o equilíbrio do clima” – que são alguns dos sustentáculos básicos da vida neste planeta. Por certo não será com suas capacidades criativas e inventivas. Sequer com suas pesquisas científicas.

Ontem, assistimos a uma triste votação, contra as futuras gerações. Os resultados estarão presentes logo, mas os maiores impactos serão sentidos pelos nossos filhos e netos. Por isto, anote o voto do deputado federal em quem você confiou nas últimas eleições, para não esquecer nas próximas. E cuidado! Se ele está entre os 410 ou entre os 273, não esqueça de lembrá-lo agora ou no futuro, que sustentabilidade depende de uma solidariedade sincrônica (entre as atuais gerações) e diacrônica (das atuais para com as futuras gerações), logo, quem votou a favor está negando não só a solidariedade, mas as possibilidades de um futuro mais sustentável e, portanto, a qualidade de vida dos que estarão aqui, nesta terra, daqui a algum tempo.

Não estou entre os que acham que o governo teve uma derrota.  A posição do governo (lembrem-se que Aldo Rebelo era ou é da base, já nem sei) foi sempre ambígua, medrosa. Temente aos interesses do agronegócio, como o diabo tem medo da cruz. Este temor desmesurado é a mesma razão pela qual os governos não levam a votação os índices de produtividade da terra, que poderia ser um bom caminho para substituir a concentração da terra, a erosão ambiental e a exclusão social por uma reforma agrária profunda e sustentável.

Esta votação foi, na verdade, uma derrota não do governo, mas da sociedade, dos ambientalistas e de todos os que buscaram racionalidade científica na orientação do encaminhamento desta questão. Uma pena, o que aconteceu. Mas ainda há a esperança na votação que ocorrerá no senado. Se é que naquela casa ainda resta um pouco de lucidez quanto à questão ambiental. Não vamos desistir da luta, pois dela dependem as futuras gerações. Vamos conclamar a todos os cidadãos e cidadãs de bom senso, para que somem forças e pressionem os senadores e o governo federal no sentido de que suas posições se desatrelem dos interesses da minoria e passem a representar o interesse geral da nação.

O autor é engenheiro agrônomo, doutor em Agroecologia pelo Instituto de Sociología y Estudios Campesinos da Universidade de Cordoba-ES; professor da UFRPE e presidente da Associação Brasileira de Agroecologia. Email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

P.S.: Dedico este texto a Laila e Leonardo. Camaragibe, Pernambuco, Brasil, 25 de maio de 2011.

Publicado em Artigos

Por EcoD

Sem que a gente perceba, diversos químicos tóxicos entram em nossas casas diariamente por meio de produtos de limpeza, materiais de construção e pesticidas. Essas substâncias são extremamente prejudiciais a nossa saúde e ao meio ambiente. O importante é que podemos trocar alguns desses produtos por outros com substâncias naturais e que podem ser encontradas em casa.

Antes de comprar um desinfetante, aerossol ou qualquer produto do gênero, confira se ele possui alguma dessas sustâncias: amônia, butil cellosolve, cresol, formaldeído, glicol, ácido hidroclórico, ácido hidroflórico, lixívia, naftalina, paradiclorobenzenos, percloroetileno, destilados de petróleo, fenol, ácido fosfórico, propelentes, ácido sulfúrico e tricloroetileno.

Esses produtos podem causar diversos problemas, como intoxicação, problemas respiratório, danos ao sistema nervoso e até câncer.

Produtos químicos não tóxicos

Alguns itens encontrados em sua cozinha podem te ajudar a manter a casa limpa e a fazer um economia no final do mês.

Vinagre

Por ser ácido, o vinagre mata os germes, dissolvendo gorduras e depósitos minerais. Use vinagre para tirar as manchas de fervura na chaleira: despeje o vinagre até 1/3 da capacidade da chaleira, leve à fervura e esvazie. Repita o processo com água para eliminar o vinagre.

Fermento em pó

Uma lata de fermento em pó é um produto barato e fácil de encontrar no armário da cozinha. Além de seu uso tradicional para assar bolos, trata-se de um produto de limpeza com poder abrasivo, com propriedades alvejantes. Também é ótimo para remover odores deixados pelos bichinhos de estimação nos tapetes.

Óleos essenciais

As essências de diversas plantas, como hortelã e lavanda, podem ser usadas como desodorizadores de ambiente e para acrescentar um aroma agradável a desinfetantes caseiros. Você encontrará óleos essenciais em lojas de produtos naturais e algumas farmácias e supermercados. Um pequeno frasco de essência de boa qualidade pode ser caro, mas você só precisará de duas gotas para obter efeito.

Carbonato de sódio

Também conhecido como barrilha e soda, este produto facilitará a remoção de sujeiras e manchas gordurosas. Procure próximo aos sabões em pó, no supermercado. Muito cuidado, no entanto, pois esse produto só pode ser usado para lavagens à mão; jamais coloque na máquina de lavar.

Publicado em Blog

Da ONU Brasil

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) está lançando esta semana seu primeiro banco de dados de campanhas publicitárias especificamente dedicadas a assuntos relacionados à sustentabilidade.

A galeria criativa de comunicação sustentável é resultado de uma seleção que se iniciou com a revisão de 40 mil campanhas. Cada campanha destacada nesta galeria trata de questões de sustentabilidade por meio de seus vários temas, tons, tipo de mídia e estratégias. A galeria é classificada por temas de sustentabilidade e compila estudos de caso retirados de publicações do PNUMA, como Communicating Sustainability e Talk the Walk.

Ao compilar essas campanhas de todas as partes do mundo, o PNUMA deseja inspirar e estimular uma maior e melhor comunicação sobre a questão da sustentabilidade por partes interessadas que estão envolvidas na promoção do desenvolvimento sustentável. No entanto, as campanhas selecionadas não constituem endosso de mensagens, marcas, empresas ou agências publicitárias por parte do PNUMA.

A galeria criativa também foi desenhada para auxiliar e promover as áreas de pesquisa, educação e informação relacionadas ao marketing, publicidade e comunicações. Por isso, convidamos publicitários, empresas, governos, autoridades locais, organizações não governamentais etc., a submeter suas campanhas na nossa base de dados com o objetivo de dividir suas experiências com outros especialistas da área e garantir que esta galeria seja uma ferramenta viva, constantemente alimentada.

Para obter mais informações sobre os 12 temas em sustentabilidade (publicidade, ecodesign, energia, alimentação, moradia, lazer, estilo de vida, mobilidade, tecnologia de informação, têxtil, turismo e água), é possível consultar o UNEP Resource Kit on Sustainable Consumption and Production (disponível em inglês e francês).

Clique aqui para conhecer a galeria (disponível em inglês).

Publicado em Viva Mundo

Em ação conjunta, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e o Parque Dois Irmãos vão promover, em junho, o Mês do Meio Ambiente. Com o tema Todos pela sustentabilidade de todos, a gestão ambiental do Estado preparou uma extensa programação, que inclui palestras, minicursos, oficinas, mesa redonda, exposição fotográfica, seminário, teatro, contação de história e um passeio ciclístico.

O objetivo é sensibilizar a população em prol da conservação dos biomas protegidos pela legislação brasileira, em especial as florestas, uma vez que a Organização das Nações Unidas declarou 2012 como o Ano Internacional das Florestas. O evento conta também com o apoio de parcerias privadas e municipais.

Todas as atividades programadas acontecem no Recife e nos municípios do Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Carpina, Paulista, Nazaré da Mata, Ribeirão, Petrolina, Tamandaré e Vitória de Santo Antão. Para participar, os interessados devem encaminhar e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

A abertura acontece a partir das 9h do dia 31 de maio, no Parque Dois Irmãos, com o plantio de espécies da Mata Atlântica feito pelo secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier, com a participação de crianças da rede pública de ensino. Nos dias seguintes, haverá o lançamento do Programa de Educação Ambiental da CPRH, lançamento de uma cartilha educativa e de um jogo ambiental. Estes dois últimos serão distribuídos após a encenação de textos teatrais com a temática ambiental, como o esquete "Árvores: E eu com isso?" e a peça "Cacá Caranguejo", espetáculo inédito idealizado pela CPRH e produzido e encenado pelo grupo Pé de Arte.

Faz parte também da programação do Mês do Meio Ambiente a entrega da XXI edição do Prêmio Vasconcelos Sobrinho e dos certificados Amigos do Meio Ambiente, que vai acontecer no dia 10 de junho, às 20h, na Casa de Recepção Porto Fino. Criado em 1990, o prêmio é um reconhecimento do Governo de Pernambuco a pessoas físicas e jurídicas que desenvolvem atividades em prol do meio ambiente, seja em Pernambuco, no território nacional ou até mesmo fora do País.

O Mês do Meio Ambiente conta com a parceria das empresas Ambev, Celpe, Wal-Mart, M&G Polímeros, Kraft Foods, Sorvetes Zeca's, Gerdau, Tecon Suape, Usina São José, Termocabo e Instituto de Co-responsabilidade pela Educação (ICE), além das prefeituras dos municípios participantes.

Publicado em Blog

Por Flavia Pardini, da Página 22

A aprovação do projeto que altera o Código Florestal pela Câmara na noite de terça-feira (24) foi notícia não só no Brasil. Boa parte dos grandes jornais internacionais reportou a votação e a maioria destacou os efeitos para as florestas brasileiras. Alguns arriscaram opinar, como o espanhol El País, ao dizer que “mais uma vez ficou claro quem manda no Brasil quando os interesses dos latifundiários estão em jogo”.

Wall Street Journal chamou o novo código de controverso, disse que o projeto deve ser aprovado “quase intacto” pelo Senado e levantou questão sobre a capacidade do governo de colocar a lei em prática. “O debate sobre a lei evita o problema maior de se o Brasil é capaz de encarar a tarefa de fazer valer suas leis ambientais, dizem observadores. Tanto ambientalistas quanto agricultores concordam que a lei atual não é cumprida. A razão é que as autoridades não possuem recursos para operar em áreas vastas e remotas do Brasil que ainda retêm uma ilegalidade de faroeste”.

O correspondente para assuntos ambientais da BBC, Richard Black, chamou o novo código de “retrógrado” e disse que a dicotomia sobre o caminho para o desenvolvimento – refletida no embate entre ruralistas e ambientalistas – é um “dilema global”. “Claro, os fazendeiros podem explorar mais de suas terras se puderem desmatar o topo dos morros e as margens dos rios. Mas o que acontece se vêm fortes chuvas? Quanto aumentam as chances de que a água lave as encostas recém-desmatadas e leve o solo embora?”, questionou.

Black também lembrou o Brasil almeja ser líder internacional na área de proteção à natureza e, como tal, estará sujeito a críticas. “Na cúpula sobre biodiversidade da ONU no ano passado, não houve país mais visível, mais vocal e mais engajado em todos os temas em discussão do que o Brasil. Críticas às nações ocidentais consolidam-se em torno da noção de que, se você quer reivindicar liderança ambiental, faça-o com ações em vez de palavras. As mesmas críticas serão, eventualmente, direcionadas aos países em desenvolvimento que não protegem o que têm – especialmente diante do conselho de que a proteção faz parte de seus interesses de longo prazo”.

O Financial Times disse que o novo código é uma ameaça à Amazônia, mas alertou que será difícil usar argumentos econômicos para atingir objetivos ambientais. Segundo o jornal, dificilmente a nova legislação vai afetar as exportações brasileiras devido a oposição, em mercados como a Europa, às práticas ambientais. “O problema é que o Brasil vende menos e menos para esses mercados. Mais da metade das exportações de soja do país, por exemplo, agora vão para a China – um país onde os protestos ambientais frequentemente estão limitados a temas locais em vez de injustiças globais”.

O China Daily, jornal publicado pelo governo chinês em inglês, limitou-se ontem a noticiar que a presidente Dilma Rouseff pretende vetar dispositivos que dêem anistia a agricultores que desmataram no passado.

Saiba mais:

Código Florestal: principais mudanças

Código Florestal: confira como votou cada deputado

Publicado em Blog

agricsust250Da PrimaPagina, do PNUD

O PNUD e a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia lançaram, em Brasília, uma coleção de cartilhas que busca incentivar agricultores e extensionistas rurais – profissionais que disseminam conhecimentos e técnicas de expansão e produção alimentar – a adotar práticas sustentáveis no manejo de plantas e frutas. Os textos trazem ainda informações sobre o calendário de colheitas e a importância social e econômica das espécies.

O lançamento foi realizado na sede central da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), e contou com a presença da oficial de programa do PNUD Rose Diegues, além de diretores da instituição, da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e do Ministério do Meio Ambiente, entre outras autoridades. As cartilhas também foram produzidas em parceria com o ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza).

Os primeiros cinco livros trazem como tema espécies importantes para a alimentação (pequi, mangaba, umbu, coquinho azedo) e o artesanato (capim dourado e buriti) de famílias de proprietários rurais. Nas publicações, há informações sobre a distribuição dos espécimes, características e ciclo de vida das plantas, calendário de colheita, importância social e econômica, além de receitas com mangaba, umbu, coquinho azedo e pequi e dicas de coleta e uso sustentável do capim dourado e do buriti para artesanato.

“Mas o mais interessante são as recomendações e boas práticas de manejo e transporte. As cartilhas explicam quais cuidados se precisa ter com as espécies e como plantá-las”, afirma Aldicir Scariot, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e coordenador da iniciativa.

Linguagem simples

A intenção é auxiliar a preservar, no local, os recursos genéticos nativos e permitir a sustentabilidade da atividade por longos prazos. Um dos pontos altos da coleção, de distribuição gratuita, é sua linguagem simples e fácil de ser interpretada, dirigida a agricultores e técnicos extensionistas.

“A tiragem inicial foi de mil exemplares de cada livro, mas a procura foi tão grande que vamos aumentar para cinco mil exemplares”, ressalta Scariot. As publicações estarão disponíveis em comunidades tradicionais e indígenas, cooperativas e associações de agricultores. A coleção também vai se transformar em kit de leitura nas escolas rurais.

O coordenador da iniciativa lembra que o Brasil tem 31,3 milhões de pessoas morando em áreas rurais, o que equivale a 16,7% da população. Ao todo, 58% das propriedades têm menos de 25 hectares, ou seja, são minifúndios. “Tentamos, com as cartilhas, conter a perda de recursos genéticos nativos, que desempenham papel importante na alimentação e na renda familiar”, afirma Scariot, que reforça ainda que os livros ajudam na conservação da diversidade ambiental e cultural.

Publicado em Viva Brasil

twitter

Apoio..................................................

mercado_etico
ive
logotipo-brahma-kumaris