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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Sexta, 08 Abril 2011 16:07

Gente que conseguiu mudar

mudarMuitas das causas das mudanças climáticas são estruturais, políticas, e não há muito que cada cidadão possa fazer para mudá-las. Mas é possível sim fazer diferença adotando atitudes simples, que reduzem bastante o impacto individual. Conheça a história de cinco paulistanos que, sem se sacrificar, mudaram de vida.

Lixo reduzido

Erich Burger é administrador de empresas, tem 27 anos e quase não gera lixo.

Ele mora sozinho, mas convive diariamente com a presença da namorada em casa. Todos os dias, Erich despeja o lixo orgânico que os dois geram no seu minhocário. O minhocário é uma pilha de três caixas de plástico, sendo que as duas de cima possuem húmus com minhocas. Erich despeja lixo orgânico junto com folhas secas na caixa de cima até ela encher, e aí passa a do meio para cima, enquanto as minhocas diligentemente transformam cascas de frutas e de ovos, pó de café e restos não muito condimentados de comida (vulgo “lixo”) em humus de minhoca, uniforme e limpo. Na caixa de baixo, vai se acumulando um bio-fertilizante que é ótimo para regar as plantas. Tudo isso acontece praticamente sem cheiro.

Um minhocário custa de R$ 270 a R$ 370. O que não pode ser descartado nele, como resto de carne, vai para o lixo comum de Erich, junto com sachês de ketchup que ganha na lanchonete ou papéis de cupom fiscal do cartão do banco, que não são recicláveis.

Os papéis comuns, o vidro, o plástico e outros recicláveis são acumulados em uma lixeira nos fundos da casa. Sempre que o recipiente transborda, Erich usa a caçamba de sua picape para levar os resíduos a um ponto de coleta que fica a poucos metros de sua casa.

Fazendo a conta:

Erich gera 80% menos lixo do que a média da população de São Paulo. O Departamento de Limpeza Urbana de São Paulo (Limpurb) estima que 17.000 toneladas de lixo são coletados por dia. Apenas 1% desse total é reciclado. Todo o restante vai para os aterros, gerando contaminação do terreno e liberação de metano, que 21 vezes mais potente na geração de efeito estufa do que o CO2. Se todos fizessem o que Erich faz, a coleta diária seria reduzida para 3.400 toneladas de resíduos e, com a separação correta dos resíduos, seria possível reciclar muito mais.

Parto natural e humanizado

Mariana Lettis tem 35 anos, é profissional de comunicação, e deu à luz seu filho Luis Esteban na Casa de Parto de Sapopemba, na zona leste da cidade.

Mariana queria um parto mais humanizado, com o mínimo de intervenção possível. Isso significa que não tomou anestesia para o nascimento do filho, conduzido pela enfermeira obstetra Maria Yukie Nakamura Takahashi.

Mariana sabia que a gravidez não corria riscos, já que acompanhou o crescimento do bebê com os exames necessários e cuidou de sua alimentação durante a gestação. Quando sua bolsa estorou, ela passou 15 horas na Casa de Parto de Sapopemba esperando a hora certa para o bebê nascer. Se estivesse em um hospital, muito provavelmente seria encaminhada para uma cirurgia cesariana, já que a maioria tem como procedimento não deixar o trabalho de parto ultrapassar 12 horas.

Mariana não precisou vestir camisola de hospital, nem ficar deitada numa posição pré estabelecida pelos médicos e pelo formato da cama para ter seu filho. Ela pôde ficar sem roupa e posicionar seu corpo da maneira mais confortável para parir. Na hora do nascimento, havia apenas um abajur ligado para auxiliar a enfermeira e um aquecedor para garantir o conforto dela e do bebê.

Uma hora depois de dar à luz, Mariana já conseguia ficar de pé e festejar a chegada do pequeno. Um dia depois do parto teve alta e pôde voltar para casa com seu filho no colo. Não pagou nenhum centavo para parir, já que a casa era pública. Não gerou lixo hospitalar. Gastou pouquíssima energia elétrica. E quer repetir a experiência se tiver um segundo bebê.

Fazendo a Conta:

A Organização Mundial da Saúde considera aceitável que de 10% a 15% dos partos sejam feitos com cesáreas, que só devem acontecer em caso de complicações durante a gravidez. O Brasil tem uma taxa de 80% de cesáreas, a grande maioria realizada em hospitais públicos. A recuperação, nesses casos, é muito mais lenta, o que faz com que a mãe e o bebê precisem ficar mais tempo no hospital.

É difícil quantificar o impacto ambiental de partos feitos em hospitais, mas é fato que geram, de um lado, uma grande quantidade de resíduos – 85% deles recicláveis e 15% constituído de materiais infectantes e perigosos, que exigem manuseio especial no descarte – e, de outro, demanda de água e energia elétrica para que funcionem 24 horas por dia.

Escola a pé

Marcia Carini tem 36 anos, é jornalista, e escolheu para seu filho, Loretto, uma escola que fica a 600 metros de casa.

Todos os dias, Márcia passa cerca de oito minutos caminhando com o filho de dois anos até a porta do colégio. Só tira o carro da garagem para levá-lo até a escola quando chove ou faz muito frio.

Loretto não é aluno de uma das escolas top de linha de São Paulo, que ficam a pelo menos quatro quilômetros de sua casa. Não vai ser alfabetizado em dois idiomas ao mesmo tempo antes de completar seis anos de idade nem aprender operações complexas de matemática antes da primeira série do ensino fundamental. Não faz aulas de caratê, judô, nem informática na escola.

Márcia queria um espaço de convivência para onde pudesse levar seu filho à pé, cujos donos parecessem sérios e as professoras carinhosas. A mensalidade barata e o gasto zero com transporte permitem que ela reserve uma graninha para dar ao garoto um outro tipo de educação: aquela que recebemos ao viajar.

Loretto reconhece a imagem da Monalisa, a torre Eifel e o Big Ben porque já viajou até cada um deles, e conhece a história do Monstro do Lago Ness porque já viu o lago de perto. Ao caminhar para a escola, Marcia deixa de rodar 8 quilômetros por dia de carro, o que equivale à emissão de 0,52 toneladas de carbono por ano (ou 0,26 por passageiro se houver duas pessoas no carro). As emissões de uma viagem anual a Paris equivalem a 1,7 toneladas de carbono, divididas com outros 100 passageiros – portanto 0,017 por pessoa.

Ela não se angustia por saber que o filho está exposto, na escola, a coisas legais para sua formação e outras nem tanto assim. Prefere que ele conheça o mundo e aprenda a distinguir o que é bacana do que não é.

Fazendo a conta:

A pesquisa de origem-destino realizada a cada dez anos na região metropolitana de São Paulo contabilizou, em 2007, 38,1 milhões de viagens realizadas diariamente, 66% feitas com veículos motorizados. Quanto maior a renda familiar, menores são os números de deslocamentos feitos à pé.

Márcia conseguiu fugir à regra matriculando Loretto em uma escola perto de casa. Diminuir a demanda por transporte e por asfalto (que impermeabiliza o solo e contribui com as ilhas de calor) é uma saída para diminuir as emissões de gases do efeito estufa e regular a temperatura da cidade, que chega a ser 6ºC mais quente no centro em relação às estremidades.

Comida local

Vanessa Trielli tem 31 anos, é professora de yoga e conseguiu encurtar a cadeia para comprar alimentos para sua casa.

Quando vai comprar comida, ela sempre opta pela feira do seu bairro ou encomenda cestas de produtos orgânicos em uma empresa chamada Sabor Natural, que entrega tudo em casa. Também procura os produtos que compõem a sua mesa em feiras como a que acontece todos os sábados de manhã no Parque da Água Branca, no bairro da Pompéia, que só vende produtos orgânicos.

Vanessa paga um pouco mais caro por esses alimentos do que pagaria em um supermercado. Mas o impacto de suas refeições para o meio ambiente é muito menor, pois, além de viajar menos, os alimentos são menos embalados, o que gera menos lixo, e são cultivados sem agrotóxicos, danosos ao solo.

Fazendo a conta:

Alimentos básicos, como feijão, chegam a viajar 1.500 km, desde o Rio Grande do Sul, para chegarem até São Paulo. Como a cidade tem uma alta densidade populacional e grande parte do solo contaminado, os alimentos são cultivados em regiões cada vez mais distantes. (Entenda e quantifique o impacto do abastecimento de São Paulo) (link pro infográfico da comida)

De bike para o trabalho

Carolina Pretti tem 25 anos, é fisioterapeuta e usa a bicicleta como meio de transporte.

Todos os dias, Carolina precisa se deslocar por cinco quilômetros para chegar até o trabalho. Ela sabia que esse caminho poderia ser percorrido em cinco minutos de carona no carro do namorado ou 15 minutos de ônibus. Mas descobriu nos últimos meses que 10 minutos são suficientes para percorrer a rota de bicicleta.

Carolina não pensa no fato de estar gerando menos gases poluentes ou contribuindo com a segurança de quem pedala pela cidade (quanto mais gente pedalando, mais seguro fica). Ela só sabia que queria versatilidade quando escolheu um modelo de bicicleta dobrável, que pode ser integrada ao transporte público, às caronas do namorado e facilmente transportada em viagens de ônibus e avião. E agora seu bilhete único carregado com 100 reais dura quatro meses – antes da bike durava apenas um.

Fazendo a conta:

De 1990 a 2005, o Inventário Brasileiro de Carbono mostrou um aumento de 62% nas emissões de gases do efeito estufa em São Paulo. O principal fator é a geração de CO2 pelos veículos a combustíveis fósseis. O número continua subindo, em parte porque a frota de carros da cidade aumenta todos os dias em 1.000 unidades e em parte porque a média de duração dos deslocamentos diários subiu de 33 para 39 minutos nos últimos dez anos.

Em média morrem 8 pessoas por dia, vítimas total ou parcialmente da poluição. A péssima qualidade do ar tira um ano em média da vida de um paulistano.

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Segunda, 04 Abril 2011 19:50

Mata do Passarinho será recuperada

matapassarinhoI051005A Prefeitura Municipal de Olinda anunciou a assinatura da ordem de serviço, nesta terça-feira (05)  para início da recuperação da reserva ecológica Mata do Passarinho. O projeto é fruto de uma parceria entre a prefeitura e o Governo do EstadoSerão investidos recursos de aproximadamente R$ 300 mil, direcionados para a complementação da cerca no limite da reserva, implantação do sistema de drenagem, compra de esquadrias, reservatórios de água inferior e superior, instalações de novas redes elétricas e hidráulicas, pintura, compra de equipamentos multimídia e implantação de projeto de educação ambiental.

O projeto prevê a extinção do processo erosivo na encosta do morro que há no local, a maior proteção contra o acesso irregular de estranhos à reserva, o melhor conforto aos visitantes face às condições de infraestrutura, interlocução com a comunidade do entorno para preservação e conservação do espaço, implementação de práticas de educação ambiental e pesquisas científicas.

A reserva ecológica possui 14 hectares de Mata Atlântica. Encontra-se localizada no bairro do Passarinho, próximo ao Alto da Bondade, Caixa D´Água, Águas Compridas e córregos dos Carneiros e do Abacaxi. Espécies como Jacarandá, Pau Sangue, Oiti, Sucupira e Visgueiro compõem a flora local. A Mata do Passarinho é considerada como área de preservação ambiental desde 1998. 

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PRODUO1A Organização Brahma Kumaris (OBK) colocou ano passado na rede mundial de computadores um site voltado a questões do meio ambiente, com diversos materiais: reflexões, participação em Conferências da ONU sobre o Meio Ambiente, meditações, iniciativas em prol do Meio ambiente, entre outros.

A sessão em português pode ser acessada através do seguinte endereço:   http://environment.brahmakumaris.org/portuguese-section. A página principal é acessada pelo http://environment.brahmakumaris.org.

Outra ação da organização em prol do meio ambiente é o projeto “India One”. Trata-se de um projeto para tornar autossuficiente em termos de energia elétrica o maior campus da OBK na Índia, Shantivan, no estado do Rajastão. Para isso, começou a ser construído no local um grande sistema para gerar energia através de captação de energia solar.

O sistema já existente de geração de energia solar para a cozinha de Shantivan é capaz de produzir 35.000 refeições por dia. Mais detalhes sobre o projeto podem ser encontrados no endereço www.india-one.net (site em inglês).

Serviço:

Organização Brahma Kumaris

Site nacional: www.bkwsu.org/brasil

 el.: (55) (11) 3564-8946

 Site da Editora BK: www.editorabk.org.br

 Email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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sustentabilidade22222Por João Paulo Resende, do Correio Brasiliense

A empresa norte-americana Microsoft é referência mundial em tecnologia da informação (TI). Recentemente, para provar que se preocupa com o meio ambiente, a companhia assumiu o compromisso global de reduzir em 30% suas emissões de gases de efeito estufa até 2012, na comparação com 2007, quando foram produzidas 938.508 toneladas de dióxido de carbono (veja o saiba mais). Segundo a corporação, as reduções devem ocorrer por meio de inovações em data centers, laboratórios de informática, viagens e construções. 

E as ações em prol do planeta já estão a todo vapor. Entre junho de 2009 e junho de 2010,  houve uma redução global de 35% no número de viagens da empresa. Para se ter uma ideia, o crescimento da Microsoft projetado para os próximos cinco anos, no Brasil, prevê a reforma completa da sede de São Paulo, com o objetivo de otimizar o espaço e evitar o aumento do consumo de energia elétrica e de água.

De acordo com a companhia, todas as copas da Microsoft no Brasil foram remodeladas e contam com aparelhos novos e com selo Procel, que garante a economia de eletricidade. O compromisso permanente da empresa com a sociedade é desenvolver-se com eficiência energética, conciliando o ganho de produtividade e o alto desempenho e, ao mesmo tempo, minimizando os impactos negativos ao meio ambiente.

No Distrito Federal não é diferente. O gerente de contas da Microsoft Brasília, Gláucio Rocha, 32 anos, costuma usar uma garrafa de água, doada pela própria empresa, para evitar o desperdício de copos plásticos. “Há cerca de dois anos a empresa tem estimulado, de forma constante, seus funcionários a praticar atitudes sustentáveis. Fazemos coleta seletiva de lixo, costumamos usar papéis reciclados para fazer impressões e também evitamos usar copos plásticos para tomar água ou café. Está funcionando, todos estamos engajados”, ressalta.

E, para mostrar que ser sustentável pode ser financeiramente vantajoso, desde 2009 os funcionários da empresa recebem garrafas não descartáveis. A atitude tirou de circulação uma média de 10 mil garrafas de água PET por mês e garantiu uma economia de R$ 6 mil mensais. A limpeza dos prédios ocorre no período matutino, o que evita o consumo diário de 174 kw/h, e os aparelhos de ar-condicionado têm sensores que regulam o volume de ar de acordo com a temperatura externa, economizando, diariamente, cerca de 1.822kw/h. As contas, sem dúvidas, já chegam mais baratas.

Saiba mais

O dióxido de carbono, também conhecido como gás carbônico, é uma substância química oriunda da junção de dois átomos de oxigênio e um de carbono (CO2). Fundamental para o reino vegetal, já que o CO2 é essencial à fotossíntese, a liberação em grande escala desse gás, por outro lado, pode ser prejudicial. Isso porque ele ocasiona o efeito estufa e, consequentemente, o aquecimento global.

O CO2 é liberado por fontes múltiplas: vulcânicas, combustão de matérias orgânicas e processo de respiração dos seres vivos. A composição é oxidada, não reativa e não inflamável.

Publicado em Viva Mundo
Quarta, 23 Março 2011 02:01

Água virtual

agua1Por Xico Graziano*

Proteger os recursos hídricos do planeta está virando uma grande batalha ambiental. Ainda bem. Rios poluídos, nascentes secando, consumo perdulário indicam crise na chamada agenda azul. Água é vida.

Cresce a consciência da sociedade sobre a importância da água. Na Europa, especialmente na Espanha e em Portugal, o assunto tornou-se quase uma obsessão. Territórios desertificados, fruto da secular, e insensata, exploração humana da natureza, exigem extrema atenção das políticas públicas. É difícil, e oneroso, recuperar florestas, protetoras da água.

As mudanças de clima trazem novo, e desastroso, componente na oferta hídrica para a humanidade. Muitas nações, com a Índia, dependem das geleiras das montanhas para garantir seu pleno fornecimento hídrico. E elas estão derretendo a olhos vistos. Que o diga o Himalaia.

No Brasil, a gestão dos recursos hídricos se fortalece, mas caminha lentamente. Avançam a proteção dos mananciais e a recuperação da biodiversidade, nas matas ciliares especialmente, mas o passo está curto diante da urgência do problema.

Poucos Estados, São Paulo à frente, fazem realmente funcionar seus comitês de bacia hidrográfica. A Agência Nacional de Águas (ANA), criada no governo de Fernando Henrique Cardoso, perdeu serventia após ser politizada nos esquemas petistas. Uma lástima.

A dramaticidade do tema favoreceu o surgimento de um novo conceito: o da “água virtual”. Ele expressa uma contabilidade básica, qual seja, a de determinar a quantidade de água exigida no processo de fabricação de um produto. Isso avalia um custo ambiental.

Uma caneta ou um avião nada apresentam, visivelmente, de úmido. Entretanto, qualquer mercadoria para ser fabricada demanda certo consumo de água, em alguma fase da cadeia produtiva. Na indústria, as caldeiras movem-se pelo vapor, as quais acionam máquinas, derretem metais, moldam plásticos. Móveis inexistiriam sem a seiva das árvores, alimentadas pelas raízes no solo molhado. Por aí segue o raciocínio.

Calculando a quantidade de água necessária, ou melhor, consumida na elaboração dos bens, pode-se comparar a eficiência dos processos produtivos. Vale na indústria como na agricultura, visando à economia do recurso natural. Mais ainda: no comércio internacional, transfere-se água embutida nas mercadorias, elemento que poderia entrar no preço das exportações e importações. A rica teoria encanta ecologistas mundo afora.

Breve pesquisa na internet vai mostrar que o Brasil é o 10.º exportador mundial de “água virtual”, num comércio que movimenta cerca de 1,2 trilhão de litros do precioso líquido, disfarçado nas mercadorias, sendo 67% desse volume relacionados com a venda de produtos agrícolas. Essa é a grandeza planetária da equação.

Números específicos chamam a atenção. Eles indicam que um quilo de carne bovina necessita de 15.500 litros de água para chegar à mesa; um quilo de arroz vale 3 mil litros; uma xícara de café se iguala a 140 litros de água. Surpreende a precisão. Segundo a organização The Nature Conservancy (TNC), uma importante entidade ambientalista, não necessários 10.777 litros de água para fazer uma porção de chocolate, enquanto um carro exige 147.971 litros para ser construído. Conclusão: evite sobremesas e ande de bicicleta para ajudar o equilíbrio da Terra.

Atraente, mas discutível. O cálculo desse fetiche ecológico esconde um perigo, disfarçado por pressupostos, estimativas e arbitragens que o distanciam da matemática, uma ciência exata. Na linguagem popular, chuta-se muito. O grande problema reside na estimativa da quantidade de água embutida nos alimentos. Invariavelmente uma brutal deformação pune a agricultura. Veja o porquê.

Vamos pegar o caso da carne. A conta acima da “água virtual”, além do consumo na limpeza das instalações em máquinas, na ração do cocho, na silagem, etc., considera também a quantidade de água que o bicho bebe para ajudar a digestão e viver tranquilo. Acontece que um boi ingere pelo menos 30 litros/dia de água. Ao final de três anos, quando será abatido, terá engolido 32.850 litros apenas para matar a sede.

Preste atenção: incluir tal consumo na conta da “água virtual” somente estaria correto se o boi, ou sua senhora vaca, não fizessem xixi! Acontece que a urina dos animais, do homem inclusive, participa do ciclo da água na natureza, matéria elementar lecionada na quarta série do ensino fundamental. Na escola as crianças aprendem que a água assume formas variadas - gasosa, sólida e líquida - no sistema ecológico do planeta. Assim, recicla-se naturalmente.

Paradoxalmente, o ciclo da água, um dos conceitos fundamentais da ecologia, acabou esquecido pelos proponentes da “água virtual”. Um absurdo científico. Dizer que um cafezinho exige 140 litros de água para ser produzido considera o volume de água absorvido pelas raízes da planta, esquecendo simplesmente a evapotranspiração que ocorre em suas folhas, sem a qual inexistiria a fotossíntese. Vale para qualquer alimento.

Em 22 de março se comemora o Dia Mundial da Água. Data para profunda reflexão. A crise ambiental do planeta afeta dramaticamente os recursos hídricos, afetando milhões de pessoas. Essa bandeira ambiental não pode ser desmoralizada por equívocos banais.

É totalmente distinto gastar água nos processos fabris, ou no resfriamento de reatores atômicos, de utilizá-la nos processos biológicos vitais. Igualá-los significa cometer erro crasso, estimulando um festival de bobagens que, no fundo, serve apenas para agredir o mundo rural. E livrar a barra dos setores urbano-industriais.

Na Páscoa coma chocolate sem culpa ambiental. Cuidado, isso sim, com a balança.

*Xico Graziano é agrônomo, foi secretário do Meio Ambiente do estado de São Paulo. E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . publicado em de março, na coluna do autor no jornal O Estado de S. Paulo, intitula-se “ÁGUA VIRTUAL”. A relação completa das publicações pode ser encontrada em http://www.agrobrasil.agr.br/home/

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saco2O Ministério do Meio Ambiente lançou três cartilhas da campanha Saco é um Saco. A iniciativa criada em 2009, em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), visa à redução do uso de sacolas plásticas por consumidores.

Cada cartilha é voltada a orientar diferentes públicos no processo de substituição das sacolas plásticas por material sustentável. A primeira busca orientar municípios sobre a campanha, a segunda procura mobilizar instituições públicas e privadas, e a terceira pretende mostrar aos consumidores que eles também podem colaborar com a redução das sacolas.

Com a campanha, o ministério quer reduzir o uso das sacolas até 2015. Daqui a quatro anos, o governo estima que o número de sacolas no comércio seja 40% menor do que em 2010. No ano passado, só os supermercados usaram 14 milhões de sacolas.

De acordo com o ministério, desde que a campanha foi lançada, cerca de 5 bilhões de sacolas plásticas deixaram de ser produzidas no país.

Publicado em Viva Brasil

pneusor Rogério Ferro, da equipe Akatu

Em 2010, o Brasil reciclou 311.554 toneladas de pneus – algo em torno de 62 milhões de unidades de carros de passeio – dos 67,3 milhões de toneladas de todos os tipos e tamanhos produzidos no mesmo período. Os dados são da Reciclanip, entidade responsável pela coleta e destinação ambientalmente correta de pneus, ligada à Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip).

Vale lembrar que a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada pelo ex-presidente Lula da Silva em dezembro de 2010, dispensa especial atenção à logística reversa. Ou seja, obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores de pneus, entre outros materiais, a recolherem e dar destinação correta a seus produtos após o descarte pelo consumidor final.

Para descartar seu pneu usado, clique aqui e consulte a lista dos 620 pontos de coleta de pneus espalhados pelo país.

“Representamos 70% do mercado de reposições, contra 30% de importados”, diz César Saccio, gerente geral da Reciclanip, que já conta com 620 pontos de coleta em todo o Brasil. Segundo ele, a previsão de investimento no setor para 2011 é de US$ 41 milhões, o que significa um aumento de 20% em relação à verba investida em 2010, que foi de US$ 33 milhões.

Quando descartado de forma incorreta, os pneus representam uma grave ameaça ao meio ambiente, já que demoram, em média, 600 anos para se decompor na natureza. Por isso, eles se acumulam em aterros sanitários, vias públicas, rios e lagos e obstruem galerias e bueiros, além de facilitar a proliferação de insetos.

Por outro lado, quando é dada destinação correta ao material, eles têm sua vida prolongada e são reaproveitados em diversos setores de atividade, já que composto basicamente de borracha sintética e aço, o pneu é um produto 100% reciclável. Eles podem ser reaproveitados em projetos de projetos de paisagismo e como fonte de energia para diversas indústrias, como a de cimento e de papel e celulose.

Segundo a Reciclanip, 64% do volume anual de pneus descartados seguem para as caldeiras das indústrias de cimento e de papel e celulose e os outros 36% são transformados em concreto ecológico, asfalto permeável, capachos para carro, sola de calçados e até mesmo em artefatos para paisagismo.

Para descartar seu pneu usado, clique aqui e consulte a lista dos 620 pontos de coleta de pneus espalhados pelo país.

“Representamos 70% do mercado de reposições, contra 30% de importados”, diz César Saccio, gerente geral da Reciclanip, que já conta com 620 pontos de coleta em todo o Brasil. Segundo ele, a previsão de investimento no setor para 2011 é de US$ 41 milhões, o que significa um aumento de 20% em relação à verba investida em 2010, que foi de US$ 33 milhões.

Quando descartado de forma incorreta, os pneus representam uma grave ameaça ao meio ambiente, já que demoram, em média, 600 anos para se decompor na natureza. Por isso, eles se acumulam em aterros sanitários, vias públicas, rios e lagos e obstruem galerias e bueiros, além de facilitar a proliferação de insetos.

Por outro lado, quando é dada destinação correta ao material, eles têm sua vida prolongada e são reaproveitados em diversos setores de atividade, já que composto basicamente de borracha sintética e aço, o pneu é um produto 100% reciclável. Eles podem ser reaproveitados em projetos de projetos de paisagismo e como fonte de energia para diversas indústrias, como a de cimento e de papel e celulose.

Segundo a Reciclanip, 64% do volume anual de pneus descartados seguem para as caldeiras das indústrias de cimento e de papel e celulose e os outros 36% são transformados em concreto ecológico, asfalto permeável, capachos para carro, sola de calçados e até mesmo em artefatos para paisagismo.

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almanaqueA segunda edição do almanaque, lançada no final de 2007 pelo Instituto Scioambiental (ISA), esgotou e agora está disponível para download no endereço www.socioambiental.org Em linguagem acessível, com fotos, imagens e gráficos, a publicação apresenta um panorama atualizado dos ambientes brasileiros e das grandes questões socioambientais da Terra. O aquecimento global e as mudanças climáticas são o destaque, e é a contribuição do ISA para aguçar a consciência planetária sobre os modelos insustentáveis de produção e consumo que estão por trás da atual crise ambiental em que vivemos.

Assim como em sua primeira edição, de 2005, traz um panorama atualizado dos ambientes brasileiros – Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, Pampa e Zona Costeira -, aborda as grandes questões socioambientais contemporâneas, e tem capítulos específicos sobre Diversidade Socioambiental, Florestas, Cidades, Água, Terras, Recursos Energéticos e Minerais e Modelos de Desenvolvimento. Contém ainda um capítulo inteiro sobre Mudanças Climáticas.

 O tema permeia toda a publicação, que traz informações específicas sobre as ameaças que as alterações no clima representam para cada região do Brasil a partir de cenários pessimistas ou otimistas, seus efeitos sobre o planeta, a relação do Brasil com o aquecimento global, o papel das florestas na regulação do clima, e quais os desafios que se colocam daqui para frente, no Brasil e no mundo.

Cartões-postais brasileiros ameaçados revelando a situação de paisagens, regiões ou lugares do País que vêm sendo afetados por grandes obras, poluição, desmatamento ou descaso também integram a publicação. Os textos foram produzidos por 122 colaboradores, entre jornalistas, ativistas e especialistas das mais diferentes áreas. Um mapa-pôster destaca os efeitos da ação humana sobre o território brasileiro.

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lixoPor Rogério Ferro, do Instituto Akatu

Sem a coleta seletiva de resíduos dentro de casa, a logística reversa – uma das principais determinações da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a recolher as embalagens recicláveis, depois de usados pelo consumidor final – não pode ser plena. Por isso, é fundamental levar a educação ambiental ao consumidor, para que ele possa contribuir, efetivamente, para o sucesso da PNRS, regulamentada em dezembro pelo ex-presidente Lula da Silva.

Essa foi a conclusão do debate que reuniu, na sede Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), na semana passada, representantes dos governos (federal e municipal), da sociedade civil organizada, além de empresários, para discutir a implementação da nova lei.

Para Lisa Gunn, coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a logística reversa representa uma mudança de paradigma para o consumidor. “Ela pressupõe a responsabilidade compartilhada e isso é tão claro que hoje o Idec não fala mais apenas dos direitos do consumidor, mas também de seus deveres e responsabilidades”, explica. “Por isso enxergamos que informar e educar o consumidor deve ser o primeiro passo a ser dado para o sucesso desta lei”.

É que para os responsáveis pela recolha dos resíduos façam seu trabalho, o consumidor final deve realizar a coleta seletiva dos materiais dentro de casa, separando e disponibilizando materiais recicláveis como eletroeletrônicos velhos e seus componentes, além de diversos tipos de embalagem.

“Sem essa participação dos cidadãos, pode ser que a lei perca seu efeito, afinal, a não geração, a redução, a reutilização dos resíduos recicláveis são etapas que antecedem a reciclagem e sua execução é da responsabilidade do consumidor”, explica Silvano Silvério da Costa, secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA). “E o governo não pode abrir mão de elucidar o cidadão sobre sua participação nesse processo, por isso, a nova lei prevê o acesso a esse tipo de informação em forma de campanhas”, disse.

Dráusio Barreto, secretário de Serviços do Município de São Paulo, enfatizou a opinião de Costa. “Em São Paulo, por exemplo, 10.400 toneladas de lixo de um total de 17.500 toneladas recolhidas diariamente, é domiciliar. Por isso, esse setor deve ser o foco da política que trata dos resíduos”.

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torneirasPor Gisele Eberspächer, do Atitude Sustentável

Mais um protótipo sustentável no mercado. Dessa vez, os designers Yonggu Do, Dohyung Kim e Sewon Oh desenvolveram uma torneira de banheiro que evita o desperdício de água na hora de lavar as mãos, a 1ℓimit.

O produto funciona da seguinte maneira: enquanto a torneira não está sendo usada, uma espécie de tubo armazena um litro de água. Assim, quando o usuário abre a torneira, somente essa quantidade de água pode ser utilizada.

Como a média de água para lavar as mãos é de seis litros, o uso do produto reduziria os gastos em cinco litros por pessoa. Os designers garantem que um litro é suficiente para uma lavagem rápida de mãos, e se o usuário precisar de mais água, basta esperar rapidamente o tubo encher e usar a torneira novamente.

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