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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Da ONU Brasil

O ativista brasileiro Paulo Adario, defensor do meio ambiente, está entre os cinco ganhadores do Prêmio Heróis da Floresta, entregue hoje (09/02) pelas Nações Unidas, em Nova Iorque. A cerimônia, foi transmitida ao vivo pela internet e houve homenagem póstuma ao casal de extrativistas José Claudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo.

A condecoração é um reconhecimento a pessoas de todo o mundo que contribuíram de forma relevante para proteger as florestas e as comunidades que nelas vivem. A celebração marca o encerramento do Ano Internacional das Florestas.

Apesar das ameaças de morte e do conflito de interesses de diversos grupo, Adario tem se dedicado à proteção da Amazônia brasileira e de suas comunidades. O ativista que se destaca entre 90 indicações de 40 países, foi escolhido como o representante da América Latina.

Os outros quatro vencedores regionais são: Paul Nzegha Mzeka (Camarões) para a África; Shigeatsu Hatakeyama (Japão) para a Ásia; Anatoly Lebedev (Rússia) para a Europa; além de Rhiannon Tomtishen e Madison Vorva (Estados Unidos) para a América do Norte.

O júri decidiu ainda fazer uma homenagem aos extrativistas tragicamente assassinados ano passado no Pará ao tentarem defender a floresta amazônica.

Os Heróis da Floresta compartilham coragem, paixão e perseverança que servem de inspiração para qualquer pessoa que queira fazer diferença pelas florestas.

Desde seu lançamento em fevereiro de 2011, a observância global do Ano Internacional da Floresta tem sido dedicada para aumentar a consciência pública sobre o papel vital das pessoas no gestão sustentável e ações de catalisadores no desenvolvimento e conservação de todos os tipos de florestas.

Publicado em Viva Brasil

e36Por Nassir Abdulaziz Al-Nasser*

De todos os desafios de nosso tempo, garantir a segurança alimentar é primordial, afirma o presidente da Assembleia Geral da ONU, Nassir Abdulaziz Al-Nasser.

A experiência mostra que a cooperação Sul-Sul e a triangular, apoiadas por um adequado financiamento, são ferramentas cruciais para dar resposta aos desafios de desenvolvimento de nosso tempo. A cooperação Sul-Sul apenas complementa, não substitui a Norte-Sul. Todas estas associações são pertinentes diante dos desafios da economia global e do desenvolvimento sustentável.

E, de todos os desafios, garantir a segurança alimentar é primordial. Quase 925 milhões de pessoas em todo o mundo vão dormir com fome todas as noites, e a grande maioria está no Sul do planeta. A comunidade internacional foi capaz de reduzir consideravelmente esses números, mas há muito por fazer nos próximos anos. Nossa resolução para observar criticamente as estratégias contra a insegurança alimentar demonstrará nossa solidariedade com essas populações vulneráveis.

As observações da Organização das Nações Unidas (ONU) em matéria de desenvolvimento sustentável, incluindo a mudança climática, a biodiversidade e a desertificação, deixam claro que devemos ser mais vigilantes. Precisamos ampliar a busca de soluções inovadoras e sustentáveis para a insegurança alimentar.

Para isto, podemos compartilhar lições aprendidas e espalhar estratégias e tecnologias de sucesso no Sul para, entre outras coisas:
1. Melhorar a produtividade agrícola;
2. Elevar a proteção social e reforçar a resiliência dos mais vulneráveis;
3. Administrar os ecossistemas frágeis;
4. Melhorar a nutrição;
5. Combater as enfermidades.

Estes enfoques deveriam contribuir para a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, cujo prazo terminará em 2015. Também teremos que atender a produção de energias renováveis e modelos de agronegócio que funcionem para colocar alimento suficiente à mesa. Muitos países do Sul tiraram milhões e milhões de pessoas da pobreza extrema e da fome.

Essas nações têm à sua disposição suficientes conhecimento e capacidade técnica que podem ser usados para melhorar intercâmbios Sul-Sul de informação, experiências e técnicas com a visão de elevar a produtividade agrícola e ampliar a distribuição de alimentos para beneficiar mais populações.

Por exemplo, a Aliança Mundial de Terras Áridas – Associados pela Segurança Alimentar busca fortalecer a cooperação entre as nações de territórios secos e desenvolver soluções inovadoras e melhores práticas que possam ser compartilhadas amplamente com países de todo o mundo.

Outro exemplo é o Grande Muro Verde da União Africana, cujo fim é plantar um corredor de árvores através do continente, do Senegal no oeste até Djibuti no leste, para dar respostas simultâneas a problemas ambientais e de pobreza, como degradação e erosão dos solos e avanço da desertificação.

Tais iniciativas foram concebidas para apoiar e complementar esforços a fim de conseguir os ODM, especialmente o primeiro, erradicar a extrema pobreza e a fome, e o sétimo, assegurar a sustentabilidade ambiental.

Com a solidariedade Sul-Sul podemos aprender com os países que estão reformando leis consuetudinárias e práticas para que as mulheres tenham igual acesso à terra e a outros bens produtivos que contribuem para a segurança alimentar. Assim, as mulheres ocuparão o lugar que lhes cabe por direito nas sociedades.

O investimento em pesquisa agrícola é outra área importante da cooperação Sul-Sul, que pode ajudar a financiar melhor os estudos sobre cultivos tropicais dos quais dependem milhões e milhões de pobres.

Os acordos entre instituições agrícolas líderes do Sul global seriam um grande passo adiante no fortalecimento das capacidades nacionais para alimentar seus cidadãos, incrementar sua produção e participar das cadeias de fornecimento agroalimentar criadas para dar resposta à crescente demanda por alimentos de populações em rápido crescimento.

Como presidente da Assembleia Geral da ONU, tenho o compromisso de promover a cooperação Sul-Sul e triangular como uma parte importante de uma unificada associação global. Apenas tal associação, baseada no diálogo aberto e no mútuo entendimento, pode conseguir uma ação coletiva eficaz em um mundo globalizado e interdependente.

* O autor é embaixador do Catar e atual presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Direitos exclusivos IPS.

Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde

Publicado em Artigos

j0437376Por Rádio ONU

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2012 como o Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos. O objetivo da iniciativa é chamar a atenção para a importância de se aumentar o acesso à energia renovável em todas as partes do mundo. Segundo a ONU, cerca de 1,4 bilhão de pessoas ainda carece de acesso a fontes energéticas modernas. Além disso, 3 bilhões dependem de recursos da “biomassa tradicional”, a exemplo do carvão, para atividades diárias como aquecimento e cozimento de alimentos.

Os serviços de energia têm um efeito profundo na produtividade, na saúde e na educação, além da segurança alimentar e serviços de comunicação.

De acordo com especialistas, a falta de acesso à energia limpa e barata impede o desenvolvimento socioeconômico e humano de comunidades inteiras.

O acesso à energia sustentável é também uma das ferramentas para que o mundo alcance os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

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 Do PNUD

O primeiro Relatório sobre o Estado do Voluntariado no Mundo (SWVR – State of the World’s Volunteerism Report, na sigla em inglês), lançado no último dia 5 de dezembro, cita uma necessidade de tornar as ações voluntárias parte integral do novo consenso de desenvolvimento.

O documento foi apresentado oficialmente durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, e em diversos países, coincidindo com o Dia Internacional dos Voluntários e o encerramento do 10º Aniversário do Ano Internacional dos Voluntários (AIV+10).

Seguindo as recomendações dos Estados Membros das Nações Unidas em sua análise de progresso de 2010 rumo aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) até 2015, o SWVR aponta que o voluntariado é um modo eficaz de implantar estratégias conduzidas pela comunidade. Embora seja claro que são necessários maiores esforços para alcançar os ODM, há um reconhecimento cada vez maior de que o atual paradigma de desenvolvimento, baseado no desenvolvimento econômico e no acesso aos serviços, encontra-se drasticamente limitado. A dimensão do bem-estar, com foco na satisfação das pessoas, precisa de mais atenção.

A preocupação está aumentando em relação à eficácia da cooperação para o desenvolvimento. Faz-se necessário uma mudança de foco dos processos e coordenação de projetos para os resultados dos estágios finais e impactos desses processos. O relatório ressalta que é necessário compreender o papel e as contribuições do voluntariado para incorporar esse recurso vital na agenda do desenvolvimento.

O bem-estar é essencial para o novo modelo de desenvolvimento

A visão de que o Produto Interno Bruto (PIB) é um reflexo fiel da sociedade está sendo cada vez mais questionada. O relatório diz que “economias robustas e vigorosas são desejáveis, mas somente quando elas proporcionam bem-estar no modo de vida das pessoas.” A solidariedade, a paixão por uma causa e o desejo de dar um retorno à sociedade são aspectos inerentes ao bem-estar e ao voluntariado.

“Está claro que a avaliação do progresso em termos de expansão do PIB não leva em consideração todos os parâmetros essenciais para o progresso”, diz Flavia Pansieri, coordenadora executiva do programa de Voluntários das Nações Unidas (VNU). “Um novo paradigma de desenvolvimento faz-se necessário, baseado em novos métodos de avaliação do progresso. O PIB permanece fundamental, logicamente, mas avaliações de compromisso individual e social também precisam ser consideradas junto com a sustentabilidade ambiental. Valores como participação, engajamento e inclusão são indispensáveis à promoção do bem-estar das pessoas e da sociedade.”

Geração de dados confiáveis e abordagem de ideias equivocadas

O SWVR demonstra que o voluntariado é universal e abrangente em termos numéricos, mas as ideias equivocadas e a falta de metodologias padronizadas de avaliação são um obstáculo para sua abrangência e alcance. “Para fazer jus ao seu potencial, as dimensões e os valores reais do voluntariado precisam ser reconhecidos como um elemento essencial para o progresso sustentável e nivelado das comunidades e nações”, avalia Flavia.

O relatório demonstra que o voluntariado está presente em cada aspecto da vida e da cultura. Muitos serviços do setor público em todo o mundo dependem de voluntários. O engajamento dos voluntários no setor privado tem crescido progressivamente desde a metade da década de 1990. Ademais, o voluntariado não é um privilégio restrito aos mais ricos e aos mais instruídos: o voluntariado é muito difundido em meio às pessoas de baixa renda. Homens e mulheres voluntárias contribuem em aproximadamente a mesma quantidade de horas. Enquanto a participação de jovens nas organizações está diminuindo, parece haver uma mudança no sentido de formas menos estruturadas de engajamento, como por meio da internet.

O relatório aponta que embora as ações voluntárias não objetivem retorno financeiro, o reembolso de despesas e alguns benefícios podem ser justificados. A quantidade progressiva de políticas e leis em âmbito nacional que incentivam o voluntariado e protegem os direitos dos voluntários ressalta que os governos têm um papel a exercer no campo do voluntariado. Entretanto, o Estado não deve encarar o voluntariado como um meio de justificar reduções na prestação de serviços.

O relatório conclui que a pesquisa sobre voluntariado está em fase inicial e confere aos governos a tarefa de incentivar estudos mais empíricos. Como primeiro passo, um único órgão governamental deve ser responsável pela avaliação do voluntariado no país em vez de depender de levantamentos feitos órgão a órgão. Essa medida deve ser acompanhada de um acordo internacional sobre padrões mínimos e metodologia para assegurar a comparação internacional de dados.

Novas formas de desenvolvimento

O SWVR ilustra como as três maiores tendências estão mudando a face do voluntariado no início da globalização e da era digital: a migração e as viagens estão transformando o modo como as pessoas se voluntariam; o setor privado está cada vez mais envolvido no voluntariado; e as tecnologias da informação e comunicação estão fornecendo novos meios de participação voluntária.

O voluntariado online tem aumentado apesar da diferença significativa entre os países desenvolvidos e aqueles em desenvolvimento em termos de acesso à internet, aponta o relatório. O voluntariado internacional está passando por grandes mudanças devido à introdução dos esquemas de voluntariado Sul-Sul ou Sul-Norte. A nova forma de turismo voluntário (“volun-tourism”, em inglês) está em expansão e o setor privado está cada vez mais envolvido com a evolução das práticas de responsabilidade social coorporativa.

O SWVR diz que “formas modernas de voluntariado têm o potencial de contribuir significativamente para o desenvolvimento humano”. Apesar dos obstáculos, essas novas oportunidades, que incluem a responsabilidade social corporativa, favorecem o acesso ao voluntariado para mais pessoas. “Essas notícias são excelentes para a essência de nossas sociedades”, conclui o SWVR.

O voluntariado é importante na superação de obstáculos

O voluntariado fornece uma direção importante para a saída da pobreza ao construir capital social, humano, natural, físico, financeiro e político. O voluntariado pode ser especialmente eficaz quando os recursos nas comunidades locais são utilizados em conjunto, entretanto, como aponta o relatório, para que as pessoas saiam da pobreza, faz-se necessário um sistema de apoio articulado com o mundo exterior e investimentos para promover um ambiente favorável.

O relatório constatou que as ações voluntárias são formas fundamentais de superar a exclusão social, visto que essas ações podem aumentar o sentimento de valor próprio, bem como ajudar no desenvolvimento de vocações e outras habilidades. Para as comunidades, as ações voluntárias podem levar a uma relação mais coesa por meio do estabelecimento da confiança. Isso também coloca em ação recursos humanos que se encontravam inativos, podendo, dessa forma, conduzir a um cenário de ganhos econômicos. O SWVR aponta que o voluntariado precisa ser conhecido plenamente para que seja colocado no seu lugar devido: o debate público sobre inclusão social. Os governos podem fazer melhor uso do voluntariado como uma ferramenta complementar para políticas sociais.

Recurso essencial frente às guerras e catástrofes

O relatório cita a necessidade de integração das ações voluntárias às políticas e programas voltados para a prevenção de conflitos e às ações posteriores a esses eventos. Vários exemplos demonstram como o voluntariado pode exercer um papel positivo em situações de conflito e pós-conflito. Essas ações podem ser altamente eficazes em afastar as pessoas da violência, bem como em estabelecer coesão e paz depois de um conflito aberto. “Reforçar os valores de solidariedade e o apoio mútuo é tão importante para uma sociedade pacífica quanto reconstruir a infraestrutura e estabilizar a economia”, diz a coordenadora do VNU, Flavia Pansieri.

Ao ajudar na prevenção, mitigação e reação às catástrofes, os voluntários contribuem imensamente para a construção de comunidades resilientes, constata o relatório. Programas para o enfrentamento de catástrofes estão em constante aperfeiçoamento para reforçar a prevenção, mitigação e preparo, nos quais as ações voluntárias exercem um papel fundamental.

Na fase de recuperação, aponta o relatório, os esforços de reconstrução costumam ser voltados para a infraestrutura física e ignoram a infraestrutura social. Pesquisas empíricas demonstram que comunidades com mais confiança, engajamento cívico e redes sociais mais sólidas, que são amplamente baseadas em trabalho voluntário, têm mais chances de se recuperar depois de uma catástrofe do que comunidades fragmentadas e isoladas.

Em suma, a coordenadora executiva do programa VNU destaca em sua mensagem no relatório: “O voluntariado é mais que uma ferramenta para o desenvolvimento. Seus valores centrais são indispensáveis para conduzir o mundo no sentido de um futuro mais sustentável. Em todo o planeta, as pessoas estão reconhecendo cada vez mais que nossos padrões insustentáveis de produção e consumo precisam ser modificados. Para que isso aconteça, a vontade política sozinha não é o suficiente. As pessoas precisam participar e se empenhar”.

Saiba mais

Leia a íntegra da mensagem da coordenadora executiva do programa de Voluntários das Nações Unidas, Flavia Pansieri.

Conheça alguns fatos relevantes relacionados ao voluntariado no mundo.

Acesse o resumo do relatório em português.

Acesse a íntegra do relatório em inglês e espanhol 

Publicado em Viva Mundo

Sha-Zukang-405x270Da ONU Brasil

A pouco mais de sete meses da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), representantes da ONU e autoridades do governo brasileiro anunciaram o lançamento do site oficial da Rio+20 em português. Na ocasião foi reiterado o pedido para que os chamados “major groups” – empresários, ONGs, sociedade civil, entre outros – participem ativamente da Conferência, incluindo o processo preparatório.

“Temos muito trabalho pela frente”, afirmou o Diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Giancarlo Summa, referindo-se aos desafios logísticos e práticos a serem enfrentados até a realização da Conferência. Ele agradeceu ao Instituto Humanitare, representado no evento por sua Presidenta, Sheila Pimentel, pelo apoio no lançamento do site – o primeiro instrumento de informação da Rio+20 para o Brasil. Summa anunciou também o lançamento, na próxima segunda-feira (28/11), da campanha “O Futuro que Queremos”, no Palácio do Itamaraty, no Rio.

O Diretor da Divisão para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, Nikhil Seth, afirmou que o novo site é “uma janela para a Conferência” e que as novas tecnologias da informação são essenciais para o sucesso do evento. Seth comentou as diferenças entre a Rio+20 e a Rio 92, realizada há vinte anos, destacando o crescente papel  dos “major groups”, responsáveis por “80% da Conferência”, segundo ele.

(Acesse o discurso aqui e aqui)

O Secretário-Geral da Rio+20, Sha Zukang, também destacou a importância dos “major groups” e fez um apelo para que eles continuem participando e enviando contribuições por meio do site e das redes sociais.

(Acesse o discurso de Sha Zukang em inglês clicando aqui)

Sha afirmou que nos eventos preparatórios para a Rio+20 foram definidos três pontos fundamentais para a Conferência: a implementação dos compromissos feitos em cúpulas anteriores sobre o meio ambiente (como a Rio 92 e a Conferência de Estocolmo); a integração do desenvolvimento econômico e social com a proteção ambiental; e a ação coerente entre governos e ministérios.

“Vamos fazer (da Rio+20) a maior conferência da história”

Os representantes do governo brasileiro reforçaram a disposição do país, em especial da cidade do Rio de Janeiro, em sediar a Conferência. O Prefeito do Rio, Eduardo Paes, citou uma série de ações em implementação na cidade, como a melhoria do sistema de transporte público e a inauguração de um centro de tratamento de resíduos sólidos, que seguem os princípios do desenvolvimento sustentável.

O Subsecretário-Geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, afirmou que a Rio+20 não significa apenas um olhar para os 20 anos desde a Rio 92, mas também para os próximos 20 anos. Para Machado, a atual crise mostra que o modelo de desenvolvimento precisa ser modificado. O Embaixador reiterou o compromisso do Brasil em contribuir com a Conferência. “Vamos realizar a maior e melhor conferência da história.”

Confira as fotos do evento aqui 

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Um rito amazônico brasileiro e mais dez manifestações culturais de outros países entraram no último dia 24 de novembro para a lista de Patrimônios Culturais Imateriais em Necessidade de Salvaguarda Urgente. O Ritual Yaokwa, do Povo Indígena Enawene Nawe, do noroeste do Mato Grosso, passa agora a ser protegido também pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Cultura e a Ciência (UNESCO).

Os índios realizam este ritual diariamente durante sete meses por ano, abrangendo as estações de seca e chuva, num calendário ecológico. Envolve a pesca de barragem, com sofisticadas armações que configuram elaboradas obras de engenharia, feitas com matéria-prima da floresta amazônica. Inclui ainda música, dança e oferendas para os espíritos.

Também foram incluídas na lista manifestações culturais do Peru, China, Emirados Árabes, Indonésia, Irã (2), Mali, Mauritânia, Mongólia e Vietnã.

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Terça, 04 Outubro 2011 19:00

Declarações memoráveis

Por Cesar Vanucci *

O desarmamento nuclear é fundamental para a

segurança pilar do Tratado de não Proliferação.”

(Presidenta Dilma Rousseff)

A fala incisiva da presidenta Rousseff, acolhida com manifesta simpatia pelos representantes dos países presentes à sessão inaugural da Assembléia Geral da ONU, contemplou vários outros temas palpitantes, além dos focalizados em nosso último artigo. O papel da mulher no mundo contemporâneo, assunto por ela tratado com ênfase na campanha eleitoral passada, em meio a borrascas de incompreensões ditadas por uma mídia hostil e por adversários raivosos, ocupou largo espaço no aplaudido pronunciamento.

Dilma reportou-se a atuação fundamental das mulheres brasileiras na superação das desigualdades sociais. Lembrou que “nossos programas de distribuição de renda têm nas mães a figura central”, por serem elas que cuidam dos recursos que permitem às famílias investir na saúde e na educação de seus filhos. Reconheceu sensatamente que o Brasil, como os demais países, “ainda precisa fazer muito mais pela valorização e afirmação da mulher”. Confessou-se orgulhosa de representar, além das mulheres brasileiras, “todas as mulheres do mundo: as anônimas que passam fome, aquelas que padecem de doenças, as que sofrem violência e são discriminadas, aquelas cujo trabalho no lar cria gerações futuras.” No arremate dessa edificante linha de considerações, registrou: “Junto minha voz à voz das mulheres que ousaram lutar e participar da vida profissional e política e conquistaram espaço de poder.”

O momento do discurso que parece haver provocado o mais forte impacto emocional na atenta platéia foi aquele em que Dilma Rousseff, assegurando que o governo brasileiro irá, até o final de sua gestão, erradicar a pobreza extrema, asseverou que a melhor política de desenvolvimento “é o combate à pobreza”, convidando todos os países a participarem da Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável programada, em 2012, para o Rio de Janeiro.

Logo na sequência, a voz compreensivelmente embargada, fez questão de reafirmar as crenças humanísticas que constituem seu ideal de vida: “Como mulher que sofreu tortura no cárcere, sei como são importantes os valores da Democracia, da Justiça, dos Direitos Humanos e da Liberdade. É com esperança de que esses valores continuem inspirando o trabalho desta Casa das Nações que tenho a honra e iniciar o debate desta Assembléia.”

Horas depois do histórico discurso proferido na abertura solene da Assembléia Geral, a Presidenta Dilma Rousseff reocupou as atenções dos representantes dos países membros da ONU com outro memorável pronunciamento em que conclamou o mundo a abolir as armas nucleares. As agências noticiosas classificaram a declaração como a mais peremptória já ouvida na ONU, por parte de um chefe de Estado, sobre o sempre momentoso tema, debatido com extrema hipocrisia, como é notório, pelas grandes potências. “O desarmamento nuclear é fundamental para a segurança pilar do Tratado de não Proliferação, cuja observância as potências nucleares devem ao mundo”, afirmou.

Disse mais: “A segurança desse acervo militar nuclear merece tanta consideração quanto a dos materiais utilizados para fins pacíficos. Seria, sem dúvida, necessário para fins de segurança fiscalizar ambos. É imperativo ter no horizonte previsível a eliminação completa e irreversível das armas nucleares. A ONU deve preocupar-se com isso.”

Outra fala da Presidenta, sem sombra de dúvida, memorável.

* Jornalista (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )

 

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Terça, 27 Setembro 2011 22:30

Fala de estadista

dilmabandeiramariarodriguesPor Cesar Vanucci *

“O desemprego golpeia as famílias,

tira a esperança e deixa a violência e a dor.”

(Dilma Rousseff, Presidenta da República)

Indoutrodia definiram-na como uma das personagens femininas mais representativas, do mundo contemporâneo. Após a fala de Dilma, a primeira de uma mulher na abertura oficial da Assembléia Geral das Nações Unidas, a admiração universal pela conduta da Presidenta brasileira só fez, com toda certeza, crescer.

Pronunciamento de estadista. Sob numerosos aspectos, de conteúdo nitidamente superior ao de outros mandatários brasileiros convocados, como reza a tradição desde a criação da ONU, a proferirem anualmente a alocução inaugural nas assembléias gerais da instituição. Contundente, sem se afastar do toque diplomático ajustável às circunstâncias, o discurso da Presidenta confere realce, com clareza e objetividade, a itens candentes de nossa realidade política, social e econômica. Entre os pontos enfocados, ao jeito de uma bronca mais do que compreensível, como reconheceram qualificados observadores, Dilma Rousseff cobrou enfaticamente das grandes potências uma solução coletiva para a crise mundial. Lembrou que “essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países”. Propôs, então, debaixo de aplausos, “um novo tipo de cooperação, entre países emergentes” – caso do Brasil e demais integrantes dos chamados BRICs – “e países desenvolvidos”.

Uma proposta interpretada naturalmente, pelas lideranças mais lúcidas da opinião pública mundial, como esplêndida “oportunidade histórica para redefinir, de forma solidária e responsável, os compromissos que regem as relações internacionais”, como acentuado na vibrante fala.

Interrompida repetidas vezes pelas manifestações calorosas da platéia, Dilma deixou registrado não ser por falta de recursos financeiros que os líderes das grandes potências ainda não souberam encontrar soluções para os problemas que angustiam a humanidade. Explicou, com precisão, o motivo das coisas não funcionarem a contento: “É, permita-me dizer, por falta de recursos políticos e de clareza de idéias.” Reportando-se ao aflitivo problema do desemprego, lembrou que “enquanto muitos governos se encolhem, a face mais amarga da crise, o desemprego, se amplia.” Trata-se de drama – pontuou – que “golpeia as famílias, tira a esperança e deixa a violência e a dor.”

Defendendo a presença permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, a chefe do governo brasileiro assinalou que a legitimidade do órgão se subordina, cada dia mais, à necessidade de sua reformulação. Um debate, afinal de contas, que já se espicha por décadas e que, no ver da comunidade internacional, não pode ser protelado indefinidamente. Louvando o ingresso do Sudão do Sul como novo integrante das Nações Unidas, lastimou, com toda razão, não poder, naquela mesma hora, saudar também a chegada à ONU da Palestina, com o desfrute em plenitude dos direitos de um Estado soberano associado.

Recebeu verdadeira ovação ao dizer estas palavras: “Assim como a maioria dos países nesta Assembléia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título.” Acrescentou, com firmeza e sensatez: “Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender os legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional.” Nada mais exato, convenhamos, na análise da problemática da turbulenta região.

Os Direitos Humanos, tão vilipendiados em tantas partes deste planeta, mereceram também de Dilma, no histórico discurso, um registro significativo. Ela expressou veemente repudio às repressões brutais que vitimam populações civis, sublinhando, com amargura, que o mundo vê-se às voltas, hoje, com as pungentes consequências de intervenções que só se aprestam a agravar os conflitos, além de possibilitar “a infiltração do terrorismo onde ele não existia.” Disso advêm novos ciclos de violência, com a multiplicação assustadora de vítimas civis.

* Cesar Vanucci é jornalista (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )

 

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imagesCA08Y2YUPor Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU

Duas agências da ONU juntaram esforços para produzir um guia sobre o combate à criminalidade em áreas urbanas.

O manual foi produzido pelo Centro das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, UN-Habitat, e pelo Escritório sobre Drogas e Crime, Unodc.

Homicídios

O guia faz parte do Programa “Cidades Mais Seguras” e oferece dicas a policiais, funcionários de governos estaduais e municipais, além de integrantes de grupos civis.

Um relatório do Unodc, divulgado no ano passado, mostrou que os índices de homicídios em todo o mundo teriam ficado estáveis ou diminuído entre 2003 e 2008.

Mas se cidades de alta renda estão conseguindo combater a criminalidade com o uso de tecnologias inovadoras, o mesmo não ocorre em capitais de rendas baixa e média.

Prestação de Contas da Polícia

Entre as medidas que deram certo estão a comunicação de funcionários estatais com a polícia e outras instituições do Estado. O objetivo é incorporar preocupações com a segurança em ações do governo.

O manual ainda promove maior interação das comunidades com as polícias locais.

Mas o guia também alerta: os maiores responsáveis em aumentar a prestação de contas da polícia são os próprios policiais.

Publicado em Viva Mundo
Segunda, 22 Agosto 2011 22:57

O planeta é voluntário. E você?

logoIYV_Portuguese-390x390Da ONU Brasil

O Programa de Voluntários das Nações Unidas (VNU) e a Rede Brasil Voluntário (RBV) lançam nesta terça-feira (23/08), no Rio de Janeiro, a campanha “O Planeta é Voluntário. E Você?”. A ação é composta por filme para TV, spot de rádio, peças visuais e site oficial destinados a promover o tema do voluntariado no Brasil, exatamente no ano em que se comemora o décimo aniversário do Ano Internacional dos Voluntários instituído pelas Nações Unidas.

O intuito da campanha é provocar a reflexão e sensibilizar as pessoas, motivando-as para que se tornem voluntárias, dedicando seu tempo, trabalho e talento a causas de interesse coletivo – de maneira espontânea e não remunerada –, contribuindo assim para a transformação social.

O conceito das peças criadas procura fazer uma analogia entre o que o Planeta Terra oferece ao ser humano e o nosso senso de cidadania e solidariedade. A campanha tem alcance global, com tradução para o inglês e espanhol, e estará também disponível nos canais eletrônicos da RBV, do programa VNU e das demais instituições parceiras.

O ato de lançamento acontecerá às 10h30, no auditório do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), com a presença da Coordenadora Nacional do Programa de Voluntários da ONU, Anika Gaertner, dos Centros de Voluntariado que coordenam a Rede Brasil Voluntário e dos representantes das instituições patrocinadoras.

A campanha “O Planeta é Voluntário. E você?” conta com a parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e patrocínio do Itaú Social, Instituto Unibanco, Bradesco, Instituto C&A e Kraft Foods. O conceito e artes da campanha foram desenvolvidos voluntariamente pelo publicitário Percival Caropreso, Ogilvy, Agência 2 e ½ e Grupo de Ação pelo Desenvolvimento.

10º Ano Internacional dos Voluntários: AIV+10

A Assembleia Geral da ONU proclamou 2001 como o Ano Internacional dos Voluntários em reconhecimento à valiosa contribuição e potencial adicional do voluntariado para o desenvolvimento econômico e social. O voluntariado também é reconhecido pelas Nações Unidas pelo importante papel que desempenha para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Neste contexto, o AIV+10 é uma oportunidade para celebrar e também avaliar os progressos realizados pelo trabalho voluntário desenvolvido e incentivado pela ONU, segundo seus quatro pilares:

  • Reconhecimento – Reconhecer o valor do voluntariado para a sociedade em todo o mundo e a conexão entre o voluntariado e os ODM;
  • Facilitação – Garantir que o número máximo de pessoas da mais variada gama de recursos tenha acesso a oportunidades de voluntariado;
  • Networking – Promover o intercâmbio de experiências e reforço das parcerias entre diferentes entidades para a promoção e implementação de projetos de voluntariado;
  • Promoção – A promoção do voluntariado inclusivo, que represente os diversos grupos da sociedade.

Ações previstas

Dentre as ações previstas para comemorar o décimo aniversário do Ano Internacional dos Voluntários estão a elaboração de uma pesquisa nacional sobre o voluntariado no Brasil, a realização, em São Paulo, de uma conferência internacional sobre o tema e o lançamento mundial do relatório global da ONU sobre o voluntariado.

Mais informações sobre as atividades podem ser obtidas no site www.worldvolunteerweb.org.

Publicado em Viva Brasil
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