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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Do PNUD Brasil

As Nações Unidas, por meio de parceria entre algumas de suas agências, criaram um novo fundo que irá promover os direitos das pessoas com deficiência. A iniciativa visa apoiar os países na melhoria das políticas, na compilação de dados e na prestação de serviços a esse público.

O UN Partnership to Promote the Rights of Persons with Disabilities Fund, lançado este mês, vai facilitar o diálogo entre os governos e as organizações que atendem pessoas com deficiência a fim de estimular uma ação nacional contra a discriminação e a marginalização.

“A constatação de que deficiência e desenvolvimento estão interligados persuadiu os Estados-Membros das Nações Unidas a adotar, em 2006, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências,” disse Rebeca Grynspan, Administradora-Adjunta do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que atuará como Secretária Técnica do Fundo.

“Esse acordo foi um marco fundamental para o movimento dos direitos das pessoas com deficiência e serviu como um instrumento poderoso, possibilitando o que Kofi Annan chamou de uma ‘nova era’, em que pessoas com necessidades especiais não terão mais que lidar com a discriminação e com atitudes que prevalecem há muito tempo. Esse fundo se apoia na promessa da comunidade internacional de acabar com a exclusão social dessas pessoas”, acrescentou Grysnpan.

Mais de um bilhão de pessoas, ou aproximadamente 15% da população mundial, vivem com algum tipo de deficiência, de acordo com o Relatório Mundial sobre Deficiência publicado no começo do ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Banco Mundial.

O governo australiano já contribuiu com aproximadamente US$ 2 milhões, sendo que mais contribuições são esperadas nos próximos meses. No lançamento do fundo em Nova York, representantes da Finlândia, da Suécia e do governo do estado de São Paulo também se comprometeram a contribuir com a iniciativa.

As agências da ONU parceiras no fundo são: a Organização Mundial do Trabalho (OIT), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUR), o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA), o PNUD, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a OMS.

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Do site do PNUD

Começa a ganhar forma no Brasil um projeto que prevê a construção de um sistema nacional de indicadores e informações capazes de ajudar o país a avançar nas políticas de fortalecimento e promoção dos direitos humanos.

Estão abertas até o dia 17 de outubro as inscrições para contratação dos consultores técnicos que desenvolverão indicadores em áreas específicas como direitos civis e políticos, seguridade social (previdência e assistência sociais), trabalho e geração de renda, saúde e educação com foco em direitos humanos (veja os detalhes sobre os editais à direita desta reportagem).

A iniciativa faz parte do projeto “Informações em Direitos Humanos: Identificando Potenciais e Construindo Indicadores”, desenvolvido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Com a construção desse sistema de informações, o governo federal busca criar um instrumento para apoiar a formulação de políticas e ações, utilizando dados que expressem a realidade social brasileira também pela perspectiva dos direitos humanos e não apenas do ponto de vista sociológico, geográfico ou econômico.

De acordo com a SDH, os dados de que o país dispõe para a construção de políticas, principalmente dos grupos mais vulneráveis, estão dispersos e não possuem a sensibilidade necessária para se trabalhar a questão. “A criação desse sistema nacional vai ajudar a aprofundar e qualificar as discussões relativas ao tema”, assinala o coordenador-geral de Informações e Indicadores em Direitos Humanos da secretaria, Jorge Teles.

Ele identifica três importantes utilidades do projeto: qualificar as políticas públicas que tratam dos direitos humanos, facilitar e ampliar a prestação de contas por parte do governo e possibilitar um maior controle social por parte da sociedade civil sobre o que é feito nessa área.

Existe atualmente no país um sistema estruturado de dados e indicadores que é usado na avaliação de desempenho das variáveis macroeconômicas e setoriais. Os indicadores sociais, publicados anualmente pelo IBGE, mostram situações de carências de grupos em condição de vulnerabilidade e são usados como medida aproximada do grau de satisfação de direitos fundamentais como trabalho, educação, saúde, entre outros.

No entanto, na avaliação da SDH, esses indicadores não refletem o caráter normativo dos direitos humanos e por isso representam medidas incompletas dos direitos individuais.

Outros exemplos de indicadores são o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do PNUD e o Índice de Desenvolvimento da Família (IDF) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Também destacam-se os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e seus indicadores como medidas complementares aos critérios de avaliação de direitos humanos.

Embora a discussão metodológica e conceitual tenha evoluído ao longo dos anos, são raras as iniciativas para criação de bancos de dados e de indicadores de direitos humanos entre os países-membros da ONU. Com este projeto o Brasil enfrenta o desafio de, partindo dos princípios contidos nos tratados internacionais, criar instrumentos capazes de medir os níveis de compromisso, a realização das etapas e os resultados alcançados na realização dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais.

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alimentosPor Darana Souza y Danuta Chmielewska, do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo

Abordagens que combinam o acesso a alimentos para os segmentos mais vulneráveis da população com o apoio à produção de gêneros alimentícios por agricultores familiares podem trazer benefícios significativos para o combate à fome e à pobreza. O mercado institucional pode desempenhar um papel importante nestas abordagens, garantindo, por um lado, alimentos para doações, e, por outro, uma oportunidade de mercado para os agricultores que de outra forma teriam dificuldade em estabelecer relações comerciais vantajosas.

As vantagens geradas por estas abordagens podem ser significativas quando as estratégias de aquisição são executadas considerando a produção local e os padrões locais de consumo. O Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) pode trazer lições importantes a serem debatidas neste contexto. O PAA é uma ação estratégica da política nacional de segurança alimentar do país conhecida como Fome Zero.

O objetivo do Programa é garantir acesso a alimentos para populações que vivem em insegurança alimentar e nutricional, bem como promover a inclusão social nas áreas rurais. Desde sua implantação em 2003 até dezembro de 2008, o governo federal já destinou R$ 2 bilhões para a execução do PAA, resultando na aquisição de cerca de 2 milhões de toneladas de alimentos. Em 2008, um total de cerca de 120 mil agricultores vendiam seus produtos ao PAA, que foram doados para 16,8 milhões de pessoas (CONSEA, 2009). Duas modalidades do Programa – CDLAF e CPR-Doação – facilitam as aquisições por parte do governo para distribuição de diversos produtos agrícolas.

A aquisição dos produtos é feita com dispensa de licitação, garantindo este mercado aos agricultores familiares beneficiários do Programa. As duas modalidades referidas são capazes de fornecer uma ampla gama de alimentos para instituições locais, tais como associações de bairro, creches e hospitais. Ao fazê-lo, as populações locais podem ter acesso gratuito aos alimentos distribuídos.

Um estudo de caso no Nordeste do Brasil mostra que tais modalidades do Programa representam ao mesmo tempo uma oportunidade comercial decisiva para os agricultores familiares, na medida em que apoiam importantes mudanças em suas práticas produtivas e organizacionais, bem como uma estratégia crucial para garantir oferta adequada de alimentos (Chmielewska e Souza, 2010).

O estudo afirma que, para os agricultores familiares, a oportunidade de mercados seguros com preço garantido os encoraja a reinvestir em sua produção e otimizar recursos existentes. Este processo leva a um maior uso de insumos e de mão de obra, à diversificação da produção e a um maior controle de qualidade.

A melhoria da qualidade de produtos pode ser atribuída ao controle imposto pelo Programa e ao compromisso dos agricultores em entregar produtos satisfatórios para os beneficiários locais. As organizações de agricultores também se fortaleceram por meio do PAA, o que pode ser ilustrado pela regularização da sua condição jurídica, pelo aumento do número de membros e pela maior capacidade de gestão de projetos.

O PAA tem ainda facilitado a disponibilidade de uma diversa gama de alimentos que respeitam os hábitos alimentares locais para aqueles que se beneficiam das doações proporcionadas pelo Programa. Além disso, o PAA foi apontado como incentivador da produção e do consumo de alguns alimentos que estavam sendo abandonados, como diferentes variedades de mandioca.

Como qualquer programa deste tamanho e complexidade, os desafios são os mais diversos. O estudo revela que ainda é necessário maior acesso dos agricultores a ações complementares, a exemplo de assistência técnica para o planejamento da produção. Isso é justificado pela capacidade limitada de produzir os tipos de produtos e as quantidades especificadas pelos agricultores nos projetos do PAA. Além disso, intervalos entre os projetos têm causado dificuldades consideráveis para alguns agricultores, afetando sua renda e o fluxo de mercadorias para os beneficiários das doações.

Considerando a exposição acima, concluímos que o mercado institucional pode ser uma ferramenta relevante de apoio à estratégia de produção e acesso a alimentos. A experiência brasileira tem demonstrado o potencial de benefícios para produtores e consumidores, maximizado pela promoção de produtos diversificados que podem ser consumidos localmente. Neste contexto, as relações de compra e distribuição combinadas com programas de apoio fornecem uma oportunidade significativa para melhorar as capacidades de inserção no mercado dos agricultores e para produzir benefícios à comunidade como um todo.

Referências:

Chmielewska, D. and Souza, D. (2010). Offering Market Alternatives for Smallholder Farmers in Food Security Initiatives: Lessons from the Brazilian Food Acquisition Programme, IPC-IG Working Paper, Brasília, IPC-IG.

Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – CONSEA (2009). Building up the National Policy and System for Food and Nutrition: the Brazilian experience, Brasília, Presidência da República.

Leia também:

Um outro mundo é possível

Gotas de Chuva para a Educação: Como melhorar o acesso à água nas escolas?

 

Publicado em Viva Brasil
Terça, 29 Março 2011 02:47

Um outro mundo é possível

mundo_newsDo Mercado Ético

Cada vez mais a discussão sobre estratégias para o crescimento inclusivo vem recebendo grande atenção por parte de governos de vários países. Formadores de opinião, pesquisadores e ativistas da sociedade civil também estão discutindo a inclusão como fator essencial ao crescimento econômico sustentável e responsável.

Sabe-se, entretanto, que aliar crescimento econômico ao combate à desigualdade e à pobreza é uma dificuldade comum nos países em desenvolvimento como o Brasil, a África do Sul, a China, a Índia, a Rússia e a Turquia. Para solucionar a equação que prejudica o desenvolvimento social são necessárias várias intervenções e iniciativas de políticas públicas que reduzam a desigualdade e permitam a geração de oportunidades de emprego e renda em ampla escala.

Para contribuir com o debate da promoção humana aliada ao desenvolvimento econômico, o Mercado Ético e o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC-IG/PNUD) uniram-se mais uma vez para lançar uma série especial de quinze artigos que focam na discussão de abordagens sobre o que é crescimento inclusivo e como alcançá-lo.

Os artigos podem ser acessados todas as quintas-feiras na página do Mercado Ético (www.mercadoetico.terra.com.br), onde serão postados textos de pesquisadores e intelectuais das Nações Unidas, de chefes de estado dos países em desenvolvimento e de acadêmicos das melhores universidades do mundo. Eles abordarão temas como a expansão do acesso a serviços de utilidade pública, como água potável, saneamento básico e eletricidade; agricultura familiar no Brasil; promoção do desenvolvimento rural sustentável, entre outros aprendizados sobre iniciativas bem-sucedidas de inclusão social ao redor do mundo.

Os países emergentes e os novos atores da cena mundial têm muito para compartilhar em termos de políticas sociais inovadoras. Assim, o Mercado Ético e o IPC-IG esperam que este diálogo contribua para a promoção de um desenvolvimento global mais justo e solidário.

Abaixo, segue o primeiro artigo da série Especial Crescimento Inclusivo

Gotas de Chuva para a Educação: Como melhorar o acesso à água nas escolas?

Boa leitura a todos!

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portalDo IPC-IG/PNUD

Quais são os países que possuem programas de transferência de renda? Como eles funcionam? Quais as principais iniciativas de promoção da inclusão social e da agricultura familiar nos países do Sul? Quais as diferenças entre as estratégias do Brasil, Índia, China e África do Sul para o crescimento inclusivo?  Estas e outras questões são abordadas pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), um órgão das Nações Unidas em parceria com o Governo Federal, que acaba de lançar uma plataforma para promover a discussão e o aprendizado sobre iniciativas bem sucedidas de inclusão social ao redor do mundo.

Dentre os recursos disponíveis no novo site, destaca-se a biblioteca virtual que traz ao público brasileiro mais de 130 pesquisas em português acerca de políticas e programas de proteção social e transferência de renda; estratégias de desenvolvimento rural e sustentável; inovações para a geração de emprego; políticas macroeconômicas para a redução da desigualdade; e estratégias de provisão de água, saneamento e eletricidade para todos e todas. Os estudos do IPC-IG são publicados em diferentes formatos, facilitando o acesso a diferentes públicos. Neste sentido, a biblioteca traz desde os populares One Pagers, que abordam um tema ou uma política de maneira simples e direta, até os Working Papers, anunciando os resultados de programas de pesquisa, e os Policy Research Briefs, que promovem recomendações práticas para políticas públicas.

O site também traz mais de 280 pesquisas em inglês e espanhol, abordando outros tópicos relacionados a estratégias para o crescimento inclusivo, tais como: impacto da situação econômica mundial para o bem-estar humano e o impacto de políticas macroeconômicas para a epidemia de HIV/AIDS.

Quais são as novidades sobre crescimento inclusivo no mundo?

Além do rico acerco bibliográfico, o IPC-IG apresenta uma Sala de Notícias em português, que destaca as novidades sobre iniciativas de crescimento inclusivo nos países em desenvolvimento.  Programas de sucesso, novos relatórios das Nações Unidas, artigos de jornais e revistas e discussões em blogs e outras mídias sociais são anunciados diariamente pelo IPC-IG. O acesso ao portal também permite ao leitor saber quais são os principais centros de pesquisa que trabalham com a temática social em 106 países e como pesquisar sobre crescimento inclusivo em mais de 70 portais especializados na internet.

Mas, afinal, o que é crescimento inclusivo?

Crescimento inclusivo significa que todos e todas possam participar do processo de crescimento econômico e do compartilhamento dos seus benefícios. Para tal, são necessárias várias intervenções e iniciativas de políticas públicas que reduzam a desigualdade e permitam a geração de oportundidades de emprego e de inclusão social em ampla escala. A discussão sobre estratégias para o crescimento inclusivo vem recebendo grande atenção por parte de governos de vários países em desenvolvimento e emergentes, com destaque para o Brasil, Índia, China e África do Sul. Formadores de opinião, pesquisadores e ativistas da sociedade civil também estão discutindo a inclusão como fator essencial ao crescimento.

O IPC-IG é um fórum global das Nações Unidas para o diálogo e aprendizado Sul-Sul sobre políticas inovadoras para o crescimento inclusivo. O IPC-IG é resultado de uma parceria entre a sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Nova York e o Governo Federal, representanto pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).  A partir de sua sede na Esplanada dos Ministérios em Brasília, o CIP-CI dedica-se à promoção de conhecimento entre os países em desenvolvimento visando à formulação, implementação e avaliação de políticas e programas que levem a um processo de crescimento com inclusão social. Para tal, o IPC-IG já ofereceu oportunidades de treinamento a mais de 7.500 altos representantes de mais de 50 países em desenvolvimento e já realizou mais de 100 Missões de Assessoramento técnico a países parceiros. As publicações do IPC-IG atingem públicos especializados em mais de 189 países.

Como participar?

Acesse o site do IPC-IG e descubra como fazer parte desta rede de conhecimento sobre as melhores práticas para o crescimento inclusivo no Sul. Acompanhe as notícias e saiba como participar do programa de estágio e muito mais sobre o nosso trabalho.

Visite: http://www.ipc-undp.org/HomePort.do

Serviço:

Unidade de Comunicação, Disseminação e Advocacy, Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG)

Contato: Francisco Filho e Mariana Hoffmann

E-mail: frO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ; O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Telefones: + 61 2105 5036 e 2105 5022

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jornalismoDo Mercado Ético

“A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, colhe o que lhe sonegam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam, ou destroem, vela pelo que lhe interessa, e se acautela do que a ameaça”. Ruy Barbosa

Mas, poderíamos perguntar: o que acontece com a nação quando seus ‘olhos’, como diria Ruy Barbosa, estão doentes, fragilizados ou mesmo míopes? De qualquer forma, como identificar? Quais os impactos
desta situação para o desenvolvimento da sociedade? Como melhorá-la?

Essas e outras questões estão reunidas no relatório “Jornalismo Investigativo: Questões para um Debate Sul-Sul” que acaba de ser lançado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) do PNUD e o Mercado Ético.

A publicação busca levar ao público uma reflexão sobre os principais questionamentos e recomendações discutidas durante do Seminário Internacional sobre Jornalismo Investigativo: Um diálogo Sul-Sul, que aconteceu em 22 de novembro de 2010, em São Paulo. O evento –  organizado pela Embaixada da Suíça em Brasília, pela Procuradoria Geral da República (PGR), pela Fundação Konrad Adenauer, pelo IPC-IG e pelo Mercado Ético – contou com a presença de jornalistas, especialistas acadêmicos e formadores de opinião da África do Sul, Brasil, Índia, México, Suíça e Qatar; além de representantes das Nações Unidas e da sociedade civil.

Trazendo a perspectiva do Brasil, destacam-se João Paulo Charleaux (O Estado de S. Paulo), Luis Nassif (Agência Dinheiro Vivo), Maurício Hashizume (Repórter Brasil), Luiz Martins (UnB) e Luiza Frischeisen (PGR). O documento também conta com reflexões de Abderrahim Foukara, Chefe do canal árabe Al Jazeera em Washington D.C., e de outras personalidades no campo do jornalismo.

Escrito em dois idiomas, o documento foi dividido em três seções: Informação, Democracia e Desenvolvimento Social; Diferentes Censuras: Política, Fincanceira, Econômica e Geográfica; e Corrupção, Mídia e Mercado. O relatório apresenta ainda questões para uma agenda de colaboração entre os países participantes e as Nações Unidas para o aperfeiçoamento do jornalismo investigativo e sua contribuição para o desenvolvimento.

Leia o relatório completo aqui.

 

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estagioDo IPC-IG

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), uma unidade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), lançou o Programa de Estágio que oferecerá vagas para estudantes de Mestrado, Doutorado e Pós-Graduação durante todo o ano de 2011.

Serão 5 áreas de trabalho para o programa de 2011: Comunicação, Relações Públicas e Parcerias Internacionais; Proteção Social e Transferências de Renda; Crescimento Inclusivo; Desenvolvimento Rural e Sustentável; e Inovações para o Desenvolvimento.

Confira aqui maiores informações e como fazer a sua inscrição!

De Agronomia a Relações Internacionais

O Programa de Estágio do IPC-IG seleciona alunos com ótimo rendimento acadêmico, experiência comprovada de pesquisa e interesse pelas temáticas do desenvolvimento e da Cooperação Internacional. Recrutamos estudantes das mais variadas áreas do conhecimento, tais como agronomia, ciência política, economia, jornalismo, publicidade, sociologia, e relações internacionais.

Inglês e Multiculturalismo

Fluência oral e escrita em inglês é exigida para a participação no programa. O IPC-IG busca estudantes aptos a trabalhar num ambiente multicultural e multiétnico. Respeito à diversidade e aos princípios da Carta das Nações Unidas (ONU) é pré-requisito fundamental.

Programa de renome internacional

O Programa de Estágio do IPC-IG já recebeu estudantes de 27 países, representando as melhores universidades do mundo, tais como Harvard, Columbia, Yale, London School, Oxford, e Cambridge.

Vários estudantes brasileiros partiparam do Programa nos últimos anos, vindos de universidades de todo o país, como: Universidade de Brasília (UnB), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Universidade Estadual Paulista (UNESP), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Minas Gerais (PUC-MG) e Rio de Janeiro (PUC-Rio).

No coração de Brasília

O programa de estágio acontece na sede do IPC-IG em Brasília. O escritório é localizado junto à Presidência da República / Secretaria de Assuntos Estratégicos, na Esplanada dos Ministérios.

Sobre o IPC-IG

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo é um fórum global do PNUD para a Cooperação Sul-Sul com sede em Brasília, Brasil. O IPC-IG produz e divulga estudos e recomendações de políticas públicas para o crescimento inclusivo a partir de experiências inovadoras e de sucesso nos países em desenvolvimento. Acreditamos no potencial de aprendizagem entre os países do Sul para a concepção, implementação e avaliação de políticas eficazes para o crescimento inclusivo. Acreditamos que os países emergentes e novos atores na cena mundial, como Índia, Brasil, África do Sul e China, têm muito a compartilhar em termos de políticas sociais inovadoras com outros países e que esta troca de ideias e de melhores práticas pode contribuir para a promoção do desenvolvimento a nível global.

A parceria entre o Brasil e a Organização das Nações Unidas (ONU) para o estabelecimento do IPC-IG como um fórum com uma agenda global é única no mundo e representa o compromisso do país para os desafios do mundo em desenvolvimento, garantindo oportunidades para a igualdade de acesso aos benefícios e participação no processo de crescimento. Ela representa, ao mesmo tempo o compromisso do PNUD para com os processos de reforma da ONU a partir da descentralização e reforço de parcerias estratégicas com os países emergentes.

A parceria também indica o reconhecimento por parte da comunidade internacional de que países como o Brasil estão passando por processos bem-sucedidos de transformação social e, portanto, têm muito a compartilhar com o resto do mundo.

Mais informações sobre o programa de estágio no site: http://pressroom.ipc-undp.org/get-involved/internship-programme/

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Publicado em Viva Brasil
Terça, 28 Dezembro 2010 14:59

Cidades da Copa serão 'treinadas' em 2011

Jornadas Formativas de Direitos Humanos visam graduar profissionais da área de segurança para atuar durante a Copa do Mundo de 2014

Da PrimaPagina, no site do PNUD

Com o objetivo de melhorar a capacitação dos profissionais da área de segurança no país, o projeto Segurança Cidadã, parceria do Ministério da Justiça com o PNUD, investe nas Jornadas Formativas de Direitos Humanos, que já graduaram cerca de 12 mil pessoas da área. O objetivo dos responsáveis em 2011 é estender o programa a todas as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.

As jornadas consistem em um tipo de treinamento dado a membros das Polícias Civil e Militar, bombeiros, agentes penitenciários, guardas civis metropolitanos, e no qual um professor capacitado ministra aulas sobre a aplicação dos preceitos dos direitos humanos em seu cotidiano.

“Ainda não fechamos o cronograma, mas com certeza os profissionais que vão operar nas 12 cidades que sediarão a Copa do Mundo de 2014 serão preparados para lidar bem com uma competição desse porte", afirma o tenente-coronel Silvio Tucci, um dos coordenadores do projeto na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça.

"Os municípios são Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE), Salvador (BA) e Brasília (DF), que já recebeu a jornada", acrescenta.

Desde a criação do projeto, em 2004, as jornadas eram aplicadas apenas àqueles que atuavam efetivamente nas ruas e nas instituições. “As empreitadas priorizavam as áreas abrangidas pelo programa, com vistas a preparar os operadores de segurança pública para a compreensão da sua atividade e sua missão dentro do Estado Democrático de Direito”, conta Juliana Barroso, coordenadora do Segurança Cidadã.

No início de dezembro deste ano, porém, a instituição iniciou uma nova caminhada, com o curso de "formação de formadores", iniciativa que visa a preparar melhor os instrutores de direitos humanos das academias e dos colégios militares.

“Com duração de cinco dias em período integral, o treinamento tem o intuito de sensibilizar o profissional para que ele repasse os conceitos aprendidos nas jornadas de forma objetiva aos colegas que estão se formando ou fazendo reciclagem”, explica o tenente-coronel.

Interagindo com os colegas

Nesse primeiro encontro, que contou com aproximadamente 35 pessoas, todos tiveram a oportunidade não só de aprender, como de se expressar e interagir com os colegas. “Isso ajuda no sentido de fazer com que o ensinamento fique mais solidificado. Além de as pessoas se expressarem melhor, a assimilação e o entendimento se tornam mais fáceis”, afirma o coronel Tucci.

“Uma coisa que nós sempre notamos é a mudança de visão. Muitos dos profissionais já vêm com alguns pré-conceitos, e, durante o trabalho, vamos mostrando outros pontos, focos diferentes. No fim, eles saem ganhando porque, além de atualizarem o conhecimento, têm uma troca de informação bastante interessante com os colegas”, conta o militar.

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'Uma Jornada pela Proteção Social no Brasil' vai ser divulgado entre governos africanos para fortalecer colaboração com continente

Da PrimaPagina, no site do PNUD

Com o objetivo de compartilhar com a África experiências brasileiras de sucesso na área de políticas sociais, o CIP-CI (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), um órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro, lança na próxima segunda-feira (20 de dezembro) o documentário "Uma Jornada pela Proteção Social no Brasil".

O filme, disponível em inglês, espanhol e francês, reúne depoimentos de especialistas, representantes do governo e sete famílias de beneficiários dos programas estatais falando sobre o desafio ético de erradicar a miséria no país. Ele será divulgado entre as lideranças de todas as nações africanas como uma forma de fortalecer a colaboração com o continente.

“O Brasil foi o primeiro país no mundo a criar um programa de transferência de renda e também um dos pioneiros na integração de ações sociais com outras áreas de políticas públicas. Por isso, é um exemplo importante no setor”, explica Francisco Filho, assessor de comunicação do CIP.

O trailer, que já pode ser conferido no YouTube, traz alguns dos tópicos que são discutidos na versão final do vídeo, como a necessidade de verificar se os programas sociais estão realmente fazendo diferença na vidas das pessoas. Além disso, por ser uma ferramenta de ensino, as questões complexas são abordadas em linguagem acessível.

“Nossa mensagem principal é a necessidade de integração entre as diferentes políticas sociais. Elas precisam ser vistas de forma ampla, para que possam ter um efeito transformador e emancipador a longo prazo”, afirma Francisco.

O lançamento do documentário se dará no dia seguinte à comemoração do Dia das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul. Iniciativas sociais como o programa de DST/AIDS e o Bolsa Família fizeram com que o Brasil ganhasse destaque no exterior e passasse a ser um dos expoentes nesta modalidade de ajuda entre nações em desenvolvimento. As principais regiões contempladas com os projetos brasileiros são a América Latina e a África.

Criado para que governantes, estudantes, profissionais da área, pesquisadores e público em geral aprendam mais sobre como programas, iniciativas e políticas que podem transformar a realidade social dos países em desenvolvimento, o filme é um dos resultados do Programa África-Brasil de Cooperação em Desenvolvimento Social, gerenciando pelo CIP-CI em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e com o Ministério Britânico para o Desenvolvimento Internacional.

O evento de lançamento será realizado em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, Bloco O, Exército Brasileiro, 7º andar/PNUD.

 

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onu_direitos_humanos11Por Bruno Meirelles, da PrimaPagina, no PNUD

Como parte das celebrações pelo Dia Internacional dos Voluntários, a ONU lançou, neste domingo (5), a campanha AVI+10, que tem como objetivo trabalhar pelo reconhecimento e a consolidação das redes de colaboradores espalhadas pelo mundo. A iniciativa foi batizada em homenagem ao décimo aniversário do Ano Internacional dos Voluntários (2001).

O movimento das Nações Unidas busca promover, ao longo do próximo ano, o debate e o engajamento de atores da sociedade civil, do governo e do setor privado no desenvolvimento e na criação de agendas locais de voluntariado pelo desenvolvimento e pela paz.

“Em 2011 teremos um calendário global que inclui uma série de eventos, como duas Assembleias Gerais em Nova York sobre como o voluntariado pode ajudar a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Vamos promover também uma exposição e uma conferência em março”, conta Anika Gärtner, oficial de programas do UNV (Voluntários das Nações Unidas).

No Brasil, o UNV planeja o desenvolvimento de uma campanha que vai estimular o voluntariado e disseminar o seu conceito. “A ideia é falar não muito de ações concretas, como reunir pessoas em um sábado pela manhã para recolher lixo. Será algo mais voltado a valores a serem incorporados no dia a dia, vendo o voluntariado como uma forma de vida em prol da comunidade e do meio ambiente”, explica a oficial de programas.

Além dessa iniciativa, um workshop, realizado entre 2 a 4 de dezembro em Florianópolis (SC) reuniu em sua agenda discussões de detalhes dessa campanha e a troca de experiências de práticas no setor. No primeiro dia do evento, foi realizada uma reunião entre os colaboradores da ONU e do IVA (Instituto Voluntários em Ação), na qual os participantes compartilharam detalhes de seu cotidiano e as dificuldades enfrentadas.

“Destacamos essa parte de um conhecer o outro, pois eles (os voluntários) estão em cidades e organizações diferentes. O objetivo principal foi criar aquele espírito de grupo”, acrescenta Anika.

A programação abrangia uma atividade com representantes da Defesa Civil, que tem uma parceria com o IVA para preparar voluntários para o enfrentamento de desastres, como as enchentes que afetaram o estado em 2008.

As aulas incluem noções de primeiros socorros, distribuição de comida e roupa, organização de alojamentos de emergência, além de visita a uma comunidade atingida pelo problema. “São várias capacitações para pessoas comuns. No caso de chuvas fortes, elas se tornam os primeiros voluntários no local.”

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