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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Desfile pelo Sítio Histórico começa às 15h, com concentração às 14h, na Praça do Carmo. Este ano, o Bloco celebra os 30 anos do título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, concedido a Olinda, pela Unesco.

A paz cai na folia, nesta quarta-feira (15). Crianças, jovens e adultos do Programa Escola Aberta levantam a bandeira contra a violência durante o tradicional desfile do Bloco da Paz. A concentração começa a partir das, 14h na Praça do Carmo, com saída prevista para às 15h. Este ano, o Bloco homenageia os 30 anos do título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, concedido a Olinda.A animação está garantida por orquestra e passistas de frevo, percussionistas, bonecos gigantes, papangus, dançarinos, caboclinhos, entre outros.
As quatro alas do Bloco estarão devidamente caracterizadas levando os foliões num passeio pela cultura, tradição e história das lutas libertárias da cidade. Sem esquecer a irreverência, o Bloco pretende ainda reforçar a Cultura da Paz, vivenciada pelos estudantes nas oficinas do projeto, realizadas nas escolas públicas durante os finais de semana.
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Desde 25 de novembro (Dia Internacional de Ação Não Mais Violência contra as Mulheres) até 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos) mais de 100 países se mobilizarão na 21ª Campanha 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero.

A iniciativa foi criada em 1991 por feministas e movimentos de mulheres ligados ao Centro para Liderança Global das Mulheres (CWGL, na sigla em inglês), com a finalidade de evidenciar a violência contra as mulheres como um desrespeito aos direitos humanos.

Durante os 16 dias da Campanha, o Instituto Sou da Paz lembrará algumas das instituições e ações que nos últimos anos contribuíram para dar visibilidade e combater esse tipo de violência no Brasil. A cada dia da Campanha você poderá conhecer quatro referências que atuam ou atuaram na defesa dos direitos das mulheres no país através do link http://www.soudapaz.org/16dias/

Em 2011 o tema da campanha “Da paz no lar à paz no mundo: vamos desafiar o militarismo e acabar com a violência contra as mulheres!”.

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Quinta, 03 Novembro 2011 15:11

Chance histórica desprezada

la_foto_de_la_paz_Por Cesar Vanucci *

“Apenas uma Palestina livre e soberana poderá

atender aos legítimos anseios de Israel por paz.”

(Presidenta Dilma Rousseff)

Influenciado por grupos ultra-ortodoxos em termos políticos e religiosos de suas próprias hostes – um pessoal que não perde nada em radicalização para raiventos talebãs do front político e religioso inimigo -, o governo de Telavive está esperdiçando, uma vez mais, as chances históricas de por fim a um impasse angustiante e de recompor a imagem de seu país, de tão ricas tradições de cultura, aos olhares do mundo.

A posição de arrogância e intransigência que sustenta, no tocante ao reconhecimento do Estado da Palestina, com o incompreensível apoio, sem dúvida poderoso, mas isolado, dos Estados Unidos, coloca-se em frontal dissonância com o sentimento universal. Acentua tremendamente as tensões na região e os temores gerais. Esgarça laços de convivência considerados essenciais na busca de saídas menos traumáticas para os conflitos que transformaram o Oriente Médio num barril de pólvora. É só lembrar, nesse item em particular, duas ocorrências recentes.

O esfriamento sensível nas relações com o Egito e o rompimento de relações diplomáticas patrocinado pela Turquia, diante da negativa peremptória de Israel, sentindo-se naturalmente favorecido pelas “costas quentes”, assegurada pelo seu principal aliado, de não acolher, pela enésima vez, uma decisão da ONU. Além de oferecer objeções insustentáveis à luz do senso comum à idéia da tão almejada constituição da pátria palestina; além de ampliar, ininterruptamente, as restrições de locomoção e de expressão, nos territórios sob seu controle, aos cidadãos palestinos, o governo israelense faz ouvidos moucos aos questionamentos procedentes de todos os cantos, até mesmo da Casa Branca, contra sua desafiadora e incessante política de assentamento de colonos em terrenos localizados nas terras supostamente destinadas ao futuro Estado.

Parece faltar aos integrantes do gabinete que governa o país um mínimo de sensibilidade para compreender aquilo que, de forma bastante lúcida, a Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, explicitou na tribuna da Assembléia Geral das Nações Unidas, dando voz a uma opinião largamente majoritária no seio da comunidade das nações. “Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional”, foi o que argumentou, sensatamente, a mandatária brasileira.

Falta, também, ao governo de Israel, incapacidade de percepção para extrair as corretas e pedagógicas lições de uma grande odisséia – a de sua própria gente, alvo em passado não tão distante de ignomínias catalogadas pela história com a denominação de holocausto – que relembra, de certo modo, por frisantes traços de similitude, o drama vivido na atualidade pelos escorraçados palestinos.

Principal potência econômica da região, provido de recursos tecnológicos invejáveis, pólo de irradiação cultural e de desenvolvimento, o Estado do Israel perde por conta dessas reações extremadas a oportunidade histórica de redefinir, com o reconhecimento da Palestina e com negociações que possam assegurar, na sequência, uma convivência harmoniosa com o mundo árabe em geral, o papel de liderança que está fadado naturalmente a desempenhar na região. A essas considerações cabe acrescentar que todo esse processo terá que envolver igualmente, o compromisso por parte dos países árabes, de reconhecerem formalmente Israel como um Estado consolidado, detentor de legítima representatividade no contexto das nações. Como, aliás, admitido, de há muito, pela quase totalidade dos países com assento na ONU.

 * Cesar Vanucci é jornalista (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )

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broza_arms2Num momento de decisões históricas na busca por um caminho de paz entre israelenses e palestinos, Recife recebe em única apresentação um dos maiores ídolos mundiais da música israelense, conhecido e reconhecido internacionalmente não só por seu talento musical, mas por suas posturas e seu atuante envolvimento com causas humanitárias e movimentos pacifistas, especialmente no caso dos conflitos Israel-Palestina. David Broza traz em seu trabalho elementos que destacam uma interessante fusão da cultura dos três países em que foi criado: Israel, Espanha e Inglaterra. Lotando teatros com sua famosa guitarra, sua mistura varia desde os sabores dos ritmos e percussões flamencas e das peculiares dedilhadas ao bom e velho rock and roll. Os recifenses terão uma única chance de conferir a performance, nesta quinta (20), às 21h, no Teatro do Imip.

Um dos hits mais conhecidos na voz do cantor e compositor David Broza, “Yihye Tov”, se tornou a canção hino do processo de paz.  Desde 1977 Broza vem se destacando pelas posturas pacifistas, foi até condecorado com a Medalha de Honra Real da Espanha pelo Rei Juan Carlos I, por seu apoio à tolerância e irmandade entre as nações. O ídolo de Israel coleciona, entre outros títulos, o prêmio internacional “In Search for Common Ground”, conquistado em reconhecimento ao projeto que desenvolveu em parceria com o músico palestino Wissam Murad, na gravação da música “Belibi” (Em meu Coração), com a participação de dois corais infantis, um israelense e um palestino, representando os dois povos na busca pela paz.

Ele é um dos convidados do projeto Playing for Change, onde mais de 100 músicos profissionais e de rua de inúmeros países se unem para regravar canções, buscando a paz através da música. Bono Vox e Ziggy Marley são alguns outros participantes famosos. Com 19 álbuns gravados, sua popularidade alcançou um novo patamar com o sucesso de seu trabalho cinco vezes Disco de Platina: “A Woman by my Side”. Seus álbuns ao vivo gravados no topo de Massada, em 1994 e 1999, também foram premiados com Disco de Platina, e se tornaram um acontecimento em Israel. Em 2009, Broza gravou a canção "V'ulai" para a organização Pioneers for a Cure, com o objetivo de beneficiar a The Breast Cancer Research Foundation (Fundação de Pesquisa do Câncer de Mama), em mais um de seus trabalhos sociais. Sendo um ativista que está comprometido com várias causas humanitárias, Broza foi nomeado Goodwill Ambassador (Embaixador da Boa Vontade) pelo UNICEF. Sua canção "Together" (escrita em conjunto com Ramsey McLean) foi a canção-tema para a celebração do 50º aniversário do UNICEF em mais de 148 países.

David ingressou em um tour pelo Oriente Médio com o músico jordaniano Hani Naser para promover a paz através da música. Os dois foram convidados pelos governos de Israel e da Jordânia para se apresentarem durante a assinatura da paz entre os dois países.

O evento no Recife é uma ação beneficente do Habonin Dror, movimento juvenil pela preservação da cultura judaica, com foco na formação crítica de novos agentes de transformação social, presente em oito estados brasileiros e nos cinco continentes, em 20 países diferentes. O show acontece em comemoração aos 66 anos da instituição no Brasil, que reúne atualmente cerca de 500 jovens em nosso país e também como uma homenagem aos 63 anos do Estado de Israel. O Habonin Dror coordena uma série de projetos sociais ao redor do mundo, com base na paz entre os povos e é uma instituição sem fins lucrativos, mantida através de doações e da realização de eventos culturais.

www.davidbroza.net

youtube: davidbrozaoficial

Referências na mídia internacional:

[San Antonio Express News]: David Broz: strong, slashing acoustic guitar playing makes him the Stevie Ray Vaughn of folk.

 Tradução livre: David Broza: o tocar cortante de sua guitarra acústica faz dele o Stevie Ray Vaughn do folk.

[Interview Magazine]: David Broza has a rare gift for writing haunting and compelling songs. Stunning.

Tradução livre: David Broza tem um raro dom para escrever canções estonteantes e atraentes. Deslumbrante.

[New York Post]: To hear David Broza's music is to be moved. To see Broza in concert is to be mesmerized.

Tradução livre: Ouvir a música de David Broza é comovente. Assistir Broza em um show é hipnotizante.

Serviço:

David Broza no Recife

Nesta quinta (20), às 21h, no Teatro do Imip

Vendas nas lojas Mr Kitsch (Recife, Plaza e Tacaruna)

Ingressos:

R$ 80,00 e R$ 40,00/Plateia

R$ 60,00 e R$ 30,00/Balcão

Informações:

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pazVocê sabia que 21 de setembro é o Dia Internacional da Paz? A data foi declarada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1981 e, como disse o então Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, “é um dia de cessar-fogo e de não violência em todo o mundo… cuja finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam também algo a favor da paz.”

Com isso em mente, a equipe da D&AD, uma organização sem fins lucrativos que, desde 1962, representa a comunidade global de design e propaganda, resolveu lançar um desafio aos publicitários de todo o mundo: a criação e o lançamento de campanhas relacionadas à data (saiba como participar no endereço http://www.campaignbrief.com/2011/04/introducing-the-dad-white-penc.html - em inglês). O melhor trabalho leva o troféu White Pencil, criado em alusão às outras premiações da entidade.

Mas, afinal, a publicidade pode mesmo contribuir para um mundo melhor?

Segundo os profissionais de propaganda que participaram da mesa-redonda “Indústria da Comunicação Publicitária: uma catalisadora para mudanças”, a resposta é sim. O evento foi realizado n último dia 16 de agosto, na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo, durante o lançamento do White Pencil na América Latina.

“Temos um poder muito grande em nossas mãos. É nosso dever usá-lo para mudar o mundo”, declara Andrea Siqueira, da agência publicitária JWT.

Para Gil Giardelli, da Gaia Creative, o mundo vive hoje uma revolução de valores. “Estamos em uma encruzilhada. Um dia de paz virá somente quando fizermos primeiramente uma revolução interna em cada um de nós. E a comunicação poderá então nos dizer para onde iremos”, acredita ele.

Perigos no caminho

A força da comunicação pode até ser um consenso, mas sua eficácia depende de alguns fatores. Marcelo Serpa, da Almap, ressalta que o maior perigo é pregar para pessoas que já estão convencidas do que se está falando. No caso da campanha proposta pela D&AD, ele acredita que para falar de guerra é preciso ter em mente as pessoas que estão nas trincheiras. “Falar disso entre nós não quer dizer nada”, aponta.

Outro ponto reforçado pelo publicitário diz respeito à própria essência do ser humano. “O grande problema das nossas causas é achar que o homem é melhor do que realmente é. Ele tem suas virtudes, mas é falho. Então precisamos pensar em movimentos simples, que levem em conta a fraqueza das pessoas e mobilizem alguém do outro lado do mundo”, conclui.

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Em julho de 2008, na Ilha de Joana Bezerra, no Recife, um aluno chorou quando ela passou o pincel por entre seus dedos e o ensinou a pintar o céu. Aquele espanto a fez parar (era uma professora bastante nova, apenas 18 anos) e pensar que talvez a sua vida e o seu caminho estivem entrelaçados nos fios de um pincel.

Um ano e meio depois, a jovem Richerly Fernandes, então com 19 anos, olhou para uma imagem do Buda em corpo feminino, arrumou suas malas e partiu de sua casa, na comunidade do Coque, rumo ao Nepal. Essa decisão abrupta não era tão “estranha” assim: Richerly havia entendido a possibilidade das pessoas realmente se emocionarem a partir da contemplação silenciosa de uma imagem de paz.

Essa decisão foi amadurecendo aos poucos, principalmente, durante o tempo em que morou no Centro de Estudos Budistas Bodisatva, o CEBB, de Viamão-RS, onde, sob orientação do Lama Padma Samten, encontrou pessoas extraordinárias que a fizeram internalizar a importância de viver, praticar e agir no sentido de uma dimensão mais elevada da vida. Mas uma questão sempre ficava em aberto: qual seria a forma dela própria, então apenas uma jovem menina, se expressar para trazer os benefícios que seu mestre ensinava?

Quando observou uma artista do CEBB, Tiffany H. Gyatso, desenhar de maneira belíssima um quadro da Roda da Vida, ensinamento budista sobre as nossas emoções e ilusões usuais, a menina entendeu como ela iria procurar se expressar.

 “Imediatamente”, conta Richerly, “quis aprender a pintar uma imagem como aquela. De onde vinha tanta paz? Como era possível para alguém desenhar e pintar com tamanha serenidade?”

Sua mãe, dona Elza, moradora de uma pequena casa próxima à Estação Joana Bezerra, desconfiava: “Eu sabia que ela não ia ficar quieta. Ela queria conhecer o mundo e desejava mais amor e paz para todos.” Essa consciência jamais abandonou dona Elza, nem mesmo depois de quase dois anos de separação. Anos nos quais a menina não teve uma vida mais fácil, ao contrário: distante dos amigos e no contexto de uma língua diferente, viveu basicamente de doações que mobilizou junto a amigos e conhecidos de Pernambuco, Viamão e do resto do país.

Mas agora, quase dois anos depois da mudança, a jovem Richerly Fernandes está finalmente voltando para casa para rever sua mãe e sua imensa familia-Brasil. E, diferente de quando partiu, não estará só.

Ao todo são cinco monges, mais os membros da família real Sakya, incluindo Sua Santidade Sakya Trizin, o líder máximo do budismo Sakya que estarão vindo da Índia até Pernambuco, com passagem já confirmada na comunidade do Coque. Os monges sakyas são representantes de uma linhagem milenar de cultura de paz e estão vindo para participar de uma grande cerimônia cultural sobre a paz, promovida pela UFPE, e também para fundarem o primeiro mosteiro budista do Norte/Nordeste, em Timbaúba-PE. De todos os Estados brasileiros, apenas três foram escolhidos na primeira visita destes representantes da paz a América Latina: Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco.

A primeira professora de arte de Richerly,  a médica Zita Freitas, saía dos plantões no Hospital da Restauração para ensinar arte a menina e se emociona na sua volta: “Esse encontro é um milagre: Richerly está vindo para reencontrar a mãe e os monges estão vindo para trazer uma mensagem de paz! Traz em sua companhia aqueles que ensinam a paz. É como se as coisas estivessem florescendo.”

“O mais impressionante” nos conta Zita “é que talvez ela não precise retornar ao Nepal! Imagine, nós vamos ter o que há de melhor em pintura contemplativa aqui mesmo em Pernambuco”.

Essa percepção pode transformar a história de Richerly, uma garota que no meio do centro do Recife, na comunidade do Coque, se admirou com uma imagem, foi para o Nepal e Índia e agora tem grandes chances de contribuir com o que lhe foi oferecido realizando o sonho de compartilhar o que foi aprendido na zona da mata norte de Pernambuco no periodo de sua visita. Depois retornara para o Nepal para continuar e finalizar seus estudos na escola de arte.

“Um dos focos mais fortes dos Sakyas é a arte. Daí porque no mosteiro de Timbaúba serão enfatizados os saberes tradicionais tibetanos, principalmente as medicina e artes contemplativas.” Revela o Lama Rinchen Khyenrab, abade do mosteiro Sakya de Cabreúva-SP. “Toda a questão da paz está ganhando muito mais espaço agora. São diversas ações nesse sentido, além da formação artística, passando pelo incentivo educacional até a prevenção da violência. Estamos convergindo nessa direção.”

Enquanto isso, Richerly está terminando de pintar uma bonita ‘Thangka’, nome das pinturas tradicionais budistas, que trará para o Brasil. “É um presente para todos os que me ajudaram” explica.

Para ajudar na vinda de Richerly Fernandes a Pernambuco, o Centro de Estudos Budistas Bodisatva (CEBB) está solicitando doações através dos seguintes dados bancários. Qualquer ajuda é importante.

Richerly F. Oliveira

Banco do Brasil

Agencia: 3334-0

Conta: 18229-x


(variação: 01)

CPF: 084.661.564-96


Aqueles que se interessarem em concorrer a um sorteio de uma Thangka produzida por Richerly, podem enviar email para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .'; document.write(''); document.write(addy_text96260); document.write('<\/a>'); //-->\n O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. informações: www.cebb.org.br contatos: Zita Freitas (81) 9972-3532  ou (81) João Vale Neto.

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Terça, 24 Maio 2011 21:59

Israel: um manifesto pela paz

capt_palestinian_protest_2an-300x220Do Outras Palavras

Por trás de arrogância há, muitas vezes, fraqueza. Na última sexta-feira (20/5), o chefe de Estado israelense, Benyamin Netanyahu, descartou rispidamente uma proposta feita por seu colega norte-americano na véspera. Em discurso há muito aguardo, sobre as relações entre Estados Unidos e Oriente Médio, Barack Obama tocara num ponto-chave para esvaziar as tensões que marcam a região. Sugerira que Israel reconheça o Estado palestino e retorne às fronteiras que prevaleciam até a guerra de 1967 – as mesmas aceitas por dezenas de países. Um dia depois, ambos reuniram-se, na Casa Branca. Após o encontro, ao conceder entrevista coletiva, frente a frente com Obama, Netanyahu afirmou: estas são “fronteiras da ilusão”. 

Um documento publicado no mesmo dia, no New York Times, revela: a posição expressa com soberba pelo primeiro-ministro é cada vez mais fraca no mundo — e também em Israel. Dezenas de personalidades – reconhecidas nos meios intelectual, associativo, diplomático e mesmo militar israelense – endossaram abaixo-assinado em que expressam posição muito semelhante à de Obama. 

O documento revela algo às vezes oculto, nos meios de comunicação tradicionais. Uma parcela expressiva da população de Israel deseja a paz com os palestinos e está disposta a lutar por ela. Esta postura tem, ainda, pouca expressão institucional – inclusive devido às características muito peculiares do sistema político [veja 1 2 3 textos no Diplô Brasil]. Mas se manifesta num conjunto crescente de iniciativas cidadãs. 

Articulado pela OnG norte-americana JStreet, o manifesto publicado no New York Times deflagra um processo que poderá se tornar marcante, nos próximos meses. Setores da comunidade israelense começam a se mobilizar, em todo o mundo, para separar-se de atitudes como a de Netanyahu, e afirmar claramente seu apoio a uma paz justa. Este movimento tem raízes também no Brasil.

Leia a seguir o manifesto, firmado, entre outros, por cerca de 40 intelectuais e escritores premiados, incluindo 27 contemplados com o Prêmio Israel; mais de vinte militares de alta patente, incluindo 18 generais da Reserva; cinco ex-embaixadores, cônsules-gerais e diretores do Ministério das Relações Internacionais; mais de 5 reitores e ex-reitores  universidades. A tradução é de Cauê Ameni e o documento, com seu formato original e lista de signatários pode ser encontrado no site J Street. (A.M)

O reconhecimento do estado Palestino baseado nas fronteiras de 1967 é vital para a existência de Israel

“Nós, cidadãos israelenses, nos dirigimos ao público para apoiar o reconhecimento de um Estado palestino democrático, como condição para acabar com o conflito e chegar ao acordo sobre as fronteiras, baseadas nas de 1967. Reconhecer o estado Palestino é vital para a existência de Israel. É a única maneira de garantir a resolução do conflito através de negociações, para prevenir a erupção de outra onda de violência em massa, e isolamento internacional de Israel.

“A implantação bem-sucedida dos acordos requer duas lideranças, israelense e palestina, que se reconheçam uma a outra, optem pela paz e se comprometam inteiramente com ela. Essa é a única política que deixa o destino e a segurança israelenses em suas próprias mãos. Qualquer outra atitude política contradiz com a promessa do sionismo e do bem estar do povo judeu.

“Nós, os abaixo assinados, chamamos todas as pessoas que se preocupam com a paz e a liberdade, e chamamos todas as nações, para que se unam a nós na saudação à Declaração de Independência Palestina e apoiem os esforços dos cidadãos dos dois Estados para manter relações pacificas, fundadas em fronteiras seguras e de boa vizinhança. O fim da ocupação é condição fundamental para a libertação dos dois povos, a realização da Declaração de Independência de Israel e um futuro de convivência pacifica.”

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Terça, 01 Fevereiro 2011 05:13

A herança de Gandhi

gandhi_250Por Marcelo Barros*

durante a semana que antecedeu o dia 30 de janeiro, aniversário do martírio do Mahatma Gandhi, a Índia e o mundo inteiro recordaram sua vida consagrada à paz e procuraram a cada ano, reavivar a inestimável herança que Gandhi deixou para a humanidade. Sua luta pacífica através da Satyagraha, o caminho da verdade, e ahimsa, a não violência, além de trazer para a Índia a independência política, inspirou líderes como o bispo Desmond Tutu e Nelson Mandela na África do Sul, o pastor Martin-Luther King na luta contra a discriminação racial nos Estados Unidos e todo o trabalho de Dom Hélder Câmara no Brasil da ditadura militar por uma insurreição evangélica a partir da justiça e da paz.

Gandhi foi assassinado no dia 30 de janeiro de 1948 por um hindu fanático que não aceitava que ele, hindu, estivesse morando em um bairro de muçulmanos para vivenciar o diálogo entre as religiões. Atualmente, na Índia, um partido político prega que ser hindu de nacionalidade significa pertencer à religião hinduísta. E assim todos os hindus muçulmanos, judeus ou cristãos são considerados traidores. Infelizmente, mais de 60 anos depois, o mundo de hoje não está mais tolerante e capaz de ser um espaço de convivência nas diferenças. Ao contrário, tem se revelado mais perigoso e intransigente. Por isso, é urgente recordar a herança do Mahatma Gandhi e atualizá-la para nós e para toda a humanidade. Alguns de seus pensamentos percorrem o mundo inteiro e propõem um novo modo de agir: “Comece por você mesmo a mudança que propõe ao mundo”. “Você pode se considerar feliz somente quando o que pensa, diz e o modo como age estiverem em completa harmonia”. Aí está uma profunda indicação de caminho.

Em vários países da América Latina, está crescendo um processo social e político inspirado em Simon Bolívar, venezuelano que no inicio do século XIX propunha libertar os países latino-americanos do domínio espanhol e das injustiças internas como a escravidão e a miséria de tanta gente.

Bolívar propunha fazer de toda a América do Sul uma única “pátria grande”, livre e solidária. Para isso, propunha uma revolução baseada na educação para todos e no reconhecimento dos direitos civis e igualdade de todos os cidadãos, índios, negros e lavradores. Atualmente, na Venezuela, este processo político se chama “revolução bolivariana”, no Equador, “revolução cidadã” e na Bolívia, “revolução indígena”.

Nestes países e em outros, este caminho tem se dado através dos instrumentos democráticos das eleições e da discussão de novas constituições que garantam os direitos de todas as pessoas e grupos até aqui marginalizados. Este caminho baseado nas culturas ancestrais dos povos indígenas e com a participação de muitas comunidades cristãs de base tem assumido como método a não violência de Gandhi e o exemplo de muitos homens e mulheres que consagram a sua vida pela justiça e pela libertação dos povos no caminho da paz.

Na Argentina, Adolfo Perez Esquivel, escultor e ativista cristão pelos Direitos Humanos, recebeu o prêmio Nobel da Paz. Também, em 1992, Rigoberta Menchu, índia Maya da Guatemala foi agraciada com o mesmo prêmio por sua luta pacífica pela libertação do seu povo e sua mensagem de esperança para todo o continente.

Nas novas Constituições nacionais, aprovadas no Equador e na Bolívia, um dos princípios fundamentais colocados como meta do Estado é garantir o “bom viver” que cada povo indígena chama de uma forma diferente (suma kawsay ou suma kamana ou ainda com outros nomes), mas significa a opção por uma vida plenamente sadia, baseada no princípio da sustentabilidade ecológica e social e na dignidade de todas as pessoas.

O “bom viver” privilegia o coletivo e não o individual e busca uma cultura da sobriedade e da partilha solidária na relação com a Terra e na forma de desenvolver a educação e a saúde. Quem é cristão, logo se recorda de que esta busca de uma vida que seja verdadeira e plenamente vivida é o objetivo pelo qual Jesus de Nazaré define a sua missão: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10, 10).

Apesar de que estes caminhos políticos bolivarianos são intuições latino-americanas e a partir das necessidades do mundo deste início do século XXI, sem dúvida, podem se considerar uma digna e bela realização da herança do Mahatma Gandhi na vida de nossos povos.

* Marcelo Barros é monge beneditino e escritor

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Da mesma forma que somos capazes de produzir violência, somos capazes de produzir a paz. Essa é a refelxão que norteará a palestra do Lama Padma Samten, grande mestre nyingma do budismo tibetano, que acontecerá nesta terça-feira (14), a partir das 20h, na Libertas Socializante, em Casa Amarela, no Recife.

O Lama abordará as estruturas cármicas que nos fazem agir de modo limitado, produzindo tensões e intolerância conosco mesmo e com os outros.

Contribuição sugerida:  R$ 20,00
Endereço: Libertas Socializante - Casa Amarela - 158
Mais informações: (81) 9737-1415

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onu_direitos_humanos11Por Bruno Meirelles, da PrimaPagina, no PNUD

Como parte das celebrações pelo Dia Internacional dos Voluntários, a ONU lançou, neste domingo (5), a campanha AVI+10, que tem como objetivo trabalhar pelo reconhecimento e a consolidação das redes de colaboradores espalhadas pelo mundo. A iniciativa foi batizada em homenagem ao décimo aniversário do Ano Internacional dos Voluntários (2001).

O movimento das Nações Unidas busca promover, ao longo do próximo ano, o debate e o engajamento de atores da sociedade civil, do governo e do setor privado no desenvolvimento e na criação de agendas locais de voluntariado pelo desenvolvimento e pela paz.

“Em 2011 teremos um calendário global que inclui uma série de eventos, como duas Assembleias Gerais em Nova York sobre como o voluntariado pode ajudar a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Vamos promover também uma exposição e uma conferência em março”, conta Anika Gärtner, oficial de programas do UNV (Voluntários das Nações Unidas).

No Brasil, o UNV planeja o desenvolvimento de uma campanha que vai estimular o voluntariado e disseminar o seu conceito. “A ideia é falar não muito de ações concretas, como reunir pessoas em um sábado pela manhã para recolher lixo. Será algo mais voltado a valores a serem incorporados no dia a dia, vendo o voluntariado como uma forma de vida em prol da comunidade e do meio ambiente”, explica a oficial de programas.

Além dessa iniciativa, um workshop, realizado entre 2 a 4 de dezembro em Florianópolis (SC) reuniu em sua agenda discussões de detalhes dessa campanha e a troca de experiências de práticas no setor. No primeiro dia do evento, foi realizada uma reunião entre os colaboradores da ONU e do IVA (Instituto Voluntários em Ação), na qual os participantes compartilharam detalhes de seu cotidiano e as dificuldades enfrentadas.

“Destacamos essa parte de um conhecer o outro, pois eles (os voluntários) estão em cidades e organizações diferentes. O objetivo principal foi criar aquele espírito de grupo”, acrescenta Anika.

A programação abrangia uma atividade com representantes da Defesa Civil, que tem uma parceria com o IVA para preparar voluntários para o enfrentamento de desastres, como as enchentes que afetaram o estado em 2008.

As aulas incluem noções de primeiros socorros, distribuição de comida e roupa, organização de alojamentos de emergência, além de visita a uma comunidade atingida pelo problema. “São várias capacitações para pessoas comuns. No caso de chuvas fortes, elas se tornam os primeiros voluntários no local.”

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