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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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RIOPor Taíza Brito

Foto do Galo da Madrugada, do pernambucano Miguel Igreja, está exposta em frente ao estádio do Maracanã

Brasil Publicidade OOH em parceria com as Empresas de Outdoors do Rio, criou o projeto Outdoor Cultural. A proposta do projeto é utilizar os espaços ociosos em favor da cultura, possibilitando ao público carioca o acesso a um acervo variado de obras de arte e de graça !

A foto do Galo da Madrugada, instalado na radial oeste em frente ao estádio do Maracanã, é do fotógrafo Pernambucano Miguel Igreja, que fará uma exposição completa de sua obra no aeroporto dos Guararapes em Recife neste Carnaval de 2012. A idéia é buscar artistas plásticos, pintores, fotógrafos e fazer esta ação o ano inteiro.

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"Prêmio Funarte Nelson Brasil Rodrigues: 100 anos do Anjo Pornográfico/2012" tem inscrições abertas até 16 de março


Em homenagem ao centenário de nascimento de Nelson Rodrigues, a Fundação Nacional de Artes vai selecionar projetos de montagens das 17 obras do dramaturgo, a serem apresentadas, em agosto de 2012, nos Teatros Dulcina e Glauce Rocha, no Rio de Janeiro.

O edital foi publicado no último dia 31 de janeiro, no Diário Oficial da União. Podem concorrer artistas, produtores, companhias, grupos, associações, cooperativas ou empresas, com ou sem fins lucrativos, de natureza cultural.

As 17 obras dramáticas de Nelson Rodrigues, de que trata o edital, seguem a classificação do crítico Sábato Magaldi. São elas: Peças Psicológicas (A Mulher Sem Pecados/1941; Vestido de Noiva/ 1943; Valsa nº 6/1951; Viúva, Porém Honesta/1957; Anti-Nelson Rodrigues/1973); Peças Míticas (Álbum de Família/1945; Anjo Negro/1946; Dorotéia/1949; Senhora dos Afogados/1947); e Tragédias Cariocas (A Falecida/1953; Perdoa-me Por Me Traíres/ 1957; Os Sete Gatinhos/1958; Boca de Ouro/1959; Beijo no Asfalto/ 1961; Otto Lara Resende ou Bonitinha, Mas Ordinária/1962; Toda Nudez Será Castigada/1965; A Serpente/1978).

Será contemplado um espetáculo de cada texto. O investimento total é de R$ 1,36 milhão, distribuídos entre as 17 montagens selecionadas. Uma comissão de seleção vai analisar os projetos a partir da excelência artística de cada proposta; a qualificação dos profissionais envolvidos; e a representatividade das cinco regiões do país.

Acesse o edital e  a ficha de inscrição : http://www.funarte.gov.br.

 

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Lenine-Claudia-Ferreira-3

Alcione, Ana Carolina, Beth Carvalho, Carlinhos Brown, Chico César, Daniel, Daniela Mercury, Ed Motta, Elba Ramalho, Lenine,  Margareth Menezes e Martinho da Vila são alguns dos cantores que gravaram o clipe para a campanha Quem ama, abraça, que combate a violência contra as mulheres, a ser  lançado no portal www.quemamaabraca.org.br, no próximo dia 25 de novembro. A ação é uma iniciativa da Rede de Desenvolvimento Humano e do Instituto Magna Mater em comemoração aos 30 anos do Dia Internacional de Luta pela Não Violência contra Mulheres. O primeiro evento de lançamento da campanha, que conta ainda com intervenções urbanas, aconteceu nesta quarta-feira (23),  no Espaço Cultural do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), no Rio de Janeiro. O segundo acontece na sexta-feira (25),  no Largo da Carioca.

A campanha tem como principal objetivo chamar a atenção da população para os dados alarmantes, extraídos do Mapa da Violência 2011, do Ministério da Justiça, e da pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc).

A pesquisa constatou que 30% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência doméstica; que a cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil; que seis em cada dez brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica; e que a cada dois minutos, cinco mulheres são violentamente agredidas no país.

“Tivemos a preocupação de fazer uma campanha que dialogasse com a sociedade. O que queremos muito é atrair a sociedade, as pessoas, homens e mulheres, para que a gente possa fazer um mutirão. Criar uma grande onda de abraços pelo fim da violência contra as mulheres. Infelizmente, os dados que temos até hoje são assustadores”, ressaltou a coordenadora executiva da Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh), Schuma Schumaher.

Segundo a coordenadora, existem leis que garantem proteção para a mulher que denuncia seu agressor, e é importante denunciar os agressores. Para ela, o movimento busca assegurar os direitos das mulheres e é preciso encontrar meios para que os índices de violência sejam menores na sociedade.

Desde o dia 16 de novembro, sete estatuetas de mulheres estão espalhadas em pontos de grande movimento da cidade. A intervenção faz parte da ação Mulheres pela Cidade, que se propõe, por meio de representação simbólica de estatuetas de madeiras, a mostrar às autoridades e à opinião pública como as mulheres são tratadas.

De sexta-feira (25) ao dia 10 de dezembro, a campanha Quem Ama, Abraça estará na TV, no metrô e nas ruas de importantes cidades brasileiras. Esta é a primeira vez que o movimento se apresenta no Brasil. Além do Rio, foram colocadas estatuetas nas cidades de Porto Alegre, Vitória, Natal e Belém. 

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Quinta, 29 Setembro 2011 12:50

Jornalistas se preparam para a RIO+20

congresso_jornalismo_ambiental1A Rio+20, a mais importante reunião sobre desenvolvimento sustentável do mundo, está chegando e os jornalistas e estudantes de comunicação já começam a se aquecer para a cobertura do evento. É que entre os dias 17 e 19 de novembro, a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental realiza o IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (IV CBJA), na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

E para colaborar com o desafio que os profissionais da mídia irão enfrentar, o IV CBJA apresentará painéis, debates e oficinas focadas nos temas que envolvem a Rio+20: vão desde economia verde até o uso das redes sociais, passando por espiritualidade, resíduos sólidos e impactos das mudanças climáticas. A abertura da programação fica por conta do pensador Ignacy Sachs, ecossocioeconomista da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris.

As inscrições para o IV CCJA são gratuitas e podem ser feitas pelo site oficial do evento: www.jornalismoambiental.org.br.

Serviço:

IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental
Quando: 17, 18 e 19 de novembro
Onde: PUC-Rio – R. Marquês de São Vicente, 225 – Gávea, Rio de Janeiro-RJ

Mais informações com Ana Carolina Amaral (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ), no telefone (11) 8639-3152 ou no site oficial do congresso (www.jornalismoambiental.org.br).

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Quarta, 24 Agosto 2011 15:41

As imagens do povo

Autorretrato250Adair Aguiar, do Observatório de Favelas

Fotografia, vídeo, texto, ilustração e animação são as linguagens utilizadas pelo webdocumentário “Autorretrato”, que tem como personagens três jovens fotógrafos do Conjunto de favelas da Maré. AF Rodrigues, Ratão Diniz e Jaqueline Félix, todos formados pela Escola de fotógrafos da Maré, tecem narrativas a partir de suas imagens e falam sobre seus sonhos, sobre o ato de registrar cenas da vida cotidiana e sobre a relação que passaram a manter com a cidade.

Lançado somente na internet, o webdocumentário ainda terá uma versão em curta metragem para cinema, que deve ser apresentada em festivais do gênero. O projeto audiovisual multimídia promove uma discussão sobre novas formas de documentar territórios populares e periferias, por pessoas que vivem nestes espaços.

Formados pelo fotógrafo humanista João Roberto Ripper, os personagens de “Autorretrato” registram as transformações de seus territórios de origem através da linguagem da fotográfica documental. Adriano Ferreira Rodrigues, ou AF Rodrigues como assina seus trabalhos, relata a importância da produção de um coletivo que vem documentando espaços da cidade sub-representados pelos meios de comunicação convencionais.

“Antes de tudo vem o coletivo, que está por trás de nós, e que é muito maior que o meu trabalho individual. Este projeto veio possibilitar mais acesso às pessoas a este tipo de produção midiática, que é produzida em diferentes espaços do Brasil e não só dentro das favelas. Isto está acontecendo dentro de espaços como os quilombos e as comunidades caiçaras. Essas pessoas estão produzindo sua própria comunicação e, neste sentido, um webdocumentário como “Autorretrato”, que fala do Rio, extrapola seu foco local para outras regiões do Brasil, para as periferias que não são ouvidas pela imprensa convencional”, diz Adriano.

Internet, auto-representação e interação

O trabalho dirigido pelo cineasta e jornalista Marcelo Bauer retrata as atividades de um grupo social que ganha visibilidade ao demonstrar, de forma humana, a realidade das favelas, que tem sido extremamente estigmatizada pela imprensa convencional. Bauer, que já trabalhou em redações de grandes jornais, analisa de forma entusiasmada o resultado final de um trabalho que durou quase dois anos, desde a pré-produção até a finalização.

“A intenção era mostrar como a auto-representação nas comunidades populares ajuda as pessoas a formarem uma consciência social sobre os seus problemas e sobre sua capacidade de influenciar nas soluções. Os três personagens retratados provam que isso é verdade. Além de ótimos fotógrafos, são também cidadãos conscientes dos seus direitos, que amam o território onde vivem, mas que, por meio das imagens, lutam por condições de vida melhores para todos”, concluí o cineasta.

Bauer comenta ainda sobre as possibilidades abertas pela categoria webdocumentário. Em 2010, o diretor lançou “Filhos do Tremor – Crianças e seus Direitos em um Haiti Devastado”, seu primeiro filme no formato. “Acho o webdocumentário promissor exatamente por isso: une fotos, textos, vídeos, gráficos e outros elementos, além de permitir a interação e a participação do internauta. Creio que aos poucos esse formato ganhará espaço, e os jovens serão parte significativa da audiência desses produtos”, aposta.

Veja o vídeo aqui (http://www.youtube.com/watch?v=hP8PhL3e3us).

Mais em http://www.riodejaneiroautorretrato.com.br/

* O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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Por Isabela Vieira, da Agência Brasil

A mídia comercial não deve restringir a cobertura do cotidiano das favelas às páginas policiais ou aos programas populares de rádio e TV. O apelo foi feito durante a abertura do 1º Encontro Nacional de Correspondentes Comunitários do Viva Favela, no útimo dia 18 de julho, que se estenderá até esta sexta-feira (22), no Memorial Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Segundo os participantes do evento, a chamada grande imprensa vem reforçando, aos longos de décadas, preconceitos e esteriótipos em relação às comunidades pobres.

Além de debater a forma como a mídia comercial cobre os temas que envolvem as populações mais carentes, o evento tem outros dois objetivos: avaliar os dez anos do site criado pela organização não governamental Viva Rio e incentivar o jornalismo comunitário a produzir reportagens para as redes sociais.

De acordo com jornalistas que trabalham em veículos comunitários, há uma grande resistência da mídia comercial (jornais, site, rádios e TVs) em mostrar conteúdos positivos sobre a vida em suas comunidades ou reivindicações que pressionem governos por serviços públicos.

Da comunidade da Maré, na zona norte da cidade do Rio, a jornalista Rosilene Miliotti criticou a presença de equipes de reportagens nas comunidades pobres apenas para cobrir ações policiais violentas. “Quando é uma coisa legal, eles não vão dizendo que o local não é violento, não tem UPP [Unidade de Polícia Pacificadora]. Mas quando tem tiroteio, eles estão lá.”

A jornalista reclama também da pouca visibilidade ou da falta de acompanhamento por parte da imprensa de crimes ocorridos dentro das comunidades, como sequestros, assassinatos e roubos. Rosilene aproveitou para denunciar mais um arrombamento da sede do Movimento Enraizados, no Complexo do Alemão, na zona norte. Até agora, o crime não foi esclarecido.

Na periferia de Salvador, a situação é semelhante, conta o jornalista Ivan Luiz. Lá, relata, as equipes de reportagem acompanham ao vivo as operações policiais. “A imprensa invade a comunidade com a polícia, mas não faz reportagens sobre a nossa cultura ou nossos artistas. Temos uma classe média que cresce com a oferta de serviços e que ninguém descobriu.”.

Estar na grande imprensa é uma das formas de romper preconceitos, mas não é a única, segundo a jornalista Angelina Miranda, de Capão Redondo, em São Paulo. “Não estou certa de que as corporações por trás desse sistema querem mudá-lo. O melhor é que continuemos nós mesmos a produzir e republicar nosso conteúdo sem intermediários”.

A veiculação das colaborações para o site Viva Favela já rendeu prêmio a ONG Viva Rio e hoje constitui um acervo importante de memória das comunidade e de denúncia social, de acordo com o coordenador Rubem Cesar Fernandes. Segundo ele, o projeto continuará com foco na produção de textos, imagens e áudios, com a possibilidade de expandir a rede para outros países.

“O Viva Favela é um veículo de comunicação nacional, colaborativo, que vem da favela para fora, para o mundo. O site ajudou a quebrar o grandes mitos. E temos espaço para expansão. Um Viva Favela falando inglês, francês, espanhol, com outras favelas mundo afora.”

O evento inclui ainda oficinas, debates sobre políticas de comunicação e de cultura, além de shows.

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Os próximos concursos públicos para o estado do Rio de Janeiro deverão contar com reserva de vagas para a população negra, segundo informou a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros. A medida deve ser adotada por meio de decreto do governador Sérgio Cabral.

Durante uma visita à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro da Providência, no centro da capital fluminense, no dia 10 de maio, a ministra disse que a decisão foi anunciada no dia anterior pelo governador, no Palácio Laranjeiras. Na ocasião, eles conversaram sobre a criação de um plano estadual de promoção da igualdade racial.

"Na parte que se refere ao mercado de trabalho, o governador propôs que seja editado um decreto introduzindo, em todos os concursos públicos, a cota para negros", afirmou Bairros. "O que falta é um estudo para se chegar a um percentual que seja razoável, considerando a presença negra na população do estado".

O estudo deve ser desenvolvido pela Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Assistência Social com outros órgãos de governo, como a Procuradoria-Geral do Estado. Se for atender à proporção de negros na população fluminense verificada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as cotas raciais devem reservar mais da metade das vagas ofertadas em cada concurso.

Os dados do Censo de 2010 mostram que 51,7% da população fluminense são negros, sendo 12,4% pretos e 43,1% pardos. No Brasil, a proporção é 7,6% de pretos e 39,3% de pardos.

Na opinião da ministra Luiza Bairros, as cotas raciais nos concursos darão continuidade à política de ações afirmativas no estado, que começou de forma pioneira em 2003, quando a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) adotou o critério para selecionar vestibulandos.

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Depois de se reunir com uma comissão formada por pais de alunos da Escola Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, onde 12 crianças morreram baleadas e 12 ficaram feridas no último dia 7, vítimas do atirador  Wellington Menezes de Oliveira, asecretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin, o município vai atender às principais reivindicações do grupo.

Entre as prioridades estão a presença permanente de um psicólogo na escola; segurança por equipes da Guarda Municipal; instalação de um posto de primeiros-socorros, que deve ficar pronto em três semanas; reforço de dois inspetores, que devem começar a trabalhar no local na semana que vem; e a promoção de atividades artísticas e esportivas para as crianças.

Segundo Costin, os pais pediram que os funcionários da escola fiquem mais atentos a alunos que possam ter alterações comportamentais. “[O atendimento de] boa parte dessas reivindicações não teria impedido o que aconteceu, mas, com certeza, melhora as condições de segurança da escola e, especialmente, traz um pouco mais de enfrentamento do medo natural que vai ser viver este momento”, disse.

A secretária municipal de Educação também informou que a unidade de ensino sofreu mudanças para garantir aos alunos um ambiente diferente do que havia antes do massacre. “As salas já estão remodeladas, a biblioteca já está instalada junto com laboratório de informática nas salas [onde ocorreram as mortes], o aquário chegou, as escadas foram pintadas, a limpeza foi concluída”, acrescentou, reafirmando que a expectativa é que as aulas na Tasso da Silveira sejam retomadas em três semanas.

Na tarde de hoje (18) os alunos do 9º ano voltam à escola para uma série de atividades culturais e lúdicas, como confecção de mosaicos e pintura de paredes, que serão acompanhadas por psicólogos. Amanhã (19), os demais alunos também devem retornar ao colégio para atividades semelhantes. Além da equipe pedagógica, um grupo de quinze voluntários, alunos da Escola Municipal Nicarágua, no mesmo bairro, também estão recepcionando os estudantes da Tasso da Silveira. De acordo com a secretária, a estratégia foi uma sugestão da equipe de psicólogos, que acredita que “funciona muito melhor jovem falando com outro jovem”.

Claudia Costin também destacou que os vinte pedidos de transferência registrados pela direção da escola em apenas quatro dias, conforme informou mais cedo o diretor Luís Marduck, é pequeno quando se leva em consideração que a unidade conta com cerca de mil alunos.

A dona de casa Maria da Glória Alves, mãe de uma aluna do 9º ano, esteve na escola nesta segunda-feira (18) para cancelar a matrícula da filha, de 14 anos. Segundo ela, a menina está muito abalada e não quer voltar ao local da tragédia. “Um grupo de amiguinhas dela saiu da escola e vai estudar num colégio particular aqui perto e ela quer ir junto. Eu até acho que ela poderia ficar para enfrentar o medo, mas ela disse que não volta aqui de jeito nenhum”, contou.

Já o auxiliar de serviços gerais Valmir de Souza, pai de uma aluna de 11 anos, levou a filha para receber atendimento psicológico na escola nesta manhã. Ele disse que não vai mudar a menina de colégio, mas admitiu estar preocupado com o comportamento da estudante. “Ela está praticamente muda, fechada, não fala muito. Se for procurar outra escola, não vai ter vaga para todo mundo, então é melhor que ela continue aqui mesmo. Espero que com o tempo ela vá melhorando. Com as atividades, o reencontro com os amigos, ela vai se readaptar”, disse.

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Sexta, 08 Abril 2011 15:40

Desarme-se !

desarmamentoPor Taíza Brito

O rio de sangue que se espalhou pela Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, onde 12 crianças foram assassinadas por Wellington de Menezes Oliveira, de 23 anos, inundou o Brasil com um rio de lágrimas, como várias manchetes de jornais expressaram em suas edições desta tão triste sexta-feira, 8 de abril de 2011.

Tamanha violência causa perplexidade, estupor e deixa muitas perguntas no ar, principalmente em relação ao jovem tímido e sem amigos que se vestiu de atirador e provocou tamanha tragédia.

Qual sua história de vida? O que pode ter desencadeado tamanho ato de violência? Será que ele também foi vítima de violência? Estava movido por sectarismo religioso, tinha problemas mentais?

Nenhuma resposta trará de volta à vida as crianças mortas nem justificará a atitude do atirador. Mas tais questionamentos podem nos levar a reflexionar sobre uma série de coisas: a responsabilidade de prover o bem-estar físico e mental dos nossos filhos, de acompanhá-los nos passos que dão na vida, seja familiar ou comunitária, e de repassar valores humanos, como a tolerância e o respeito ao próximo.

Bem como colocar na pauta o debate sobre o controle de armas no Brasil, que ainda tem eco rareado. Dificultar e impedir que as pessoas tenham acesso a armas depende da mobilização da sociedade, que precisa trazer a temática para o seu dia a dia, para as ruas e levá-lo às esferas públicas.

Desarma-se é o caminho!

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08_MHB_RIO_tasso056Do site do jornal O Globo (www.oglobo.com.br)

Amigos, vizinhos, religiosos e familiares prestaram homenagens, durante a madrugada e o início da manhã desta sexta-feira, 8 de abril de 2011, às 12 crianças vítimas do ataque na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo. Na porta do colégio, na Rua General Bernadino de Matos, foram colocados vasos de flores, um para cada vítima. Jovens acenderam velas e colocaram cartazes na parede. E também oraram.

Ao todo, 12 vítimas permanecem internadas em seis hospitais, sendo dez meninas e dois meninos. Desse total, três estão em estado grave e um deles já recebeu alta hospitalar. Dois policiais militares passaram a noite no colégio, que ficou lacrado. As aulas estão suspensas. Nesta manhã, funcionários fazem a limpeza da unidade de ensino.

O estudante Alan Marcelo Diniz, de 18 anos, que foi aluno do colégio por cinco anos e era amigo de todas as vítimas, colocou velas em homenagens aos colegas. O adolescente contou que ainda não acredita no que aconteceu:

- Eram pessoas tão boas, que não faziam nada de mau para ninguém. Parece que elas vão aparecer para ir à escola amanhã e estarão juntas.

Alan relatou que conhecia de vista Wellington de Menezes Oliveira, de 23 anos, o atirador. Segundo o estudante, o assassino era uma pessoa estranha para a sua idade, já que não tinha amigos.

Representantes da ONG Rio de Paz também estiveram no local. Eles colocaram flores e cruzes junto às velas e cartazes deixados pelos estudantes. Segundo o presidente da instituição, Antônio Carlos Costa, a maior preocupação não é tentar entrar na cabeça do assassino, mas investigar como as armas chegam às mãos das pessoas.

- Não é possível entrar na cabeça de um homicida, mas é possível rastrear as armas e munições que entram no nosso estado. Essas armas estão diretamente ligadas a esses episódios - disse Costa.

Doze cruzes foram postas no muro da escolas. Essas mesmas cruzes foram usadas em um ato no Aterro do Flamengo, em 2008, quando o Estado do Rio atingiu o número de dois mil homicídios no ano. A ideia da ONG é queimar essas cruzes quando o estado atingir a meta da Organização das Nações Unidas (ONU), que é de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes.

ATAQUE EM REALENGO: Atirador invade escola e deixa mortos e feridos em Realengo

VÍDEO: As imagens feitas pelas câmeras de seguranças das crianças correndo dentro da escola

INFOGRÁFICO: o passo a passo do atirador

VÍDEO: assassino sofria bullying, contam colegas

VÍTIMAS: Irmãs gêmeas estão entre as baleadas. Uma delas morreu

PERFIL DO ATIRADOR : Testemunha diz que homem afirmou que faria uma palestra na escola

TRAGÉDIAS SIMILARES NOS EUA : Os maiores massacres em instituições de ensino dos EUA nas últimas décadas

NA INTERNET : Massacre gera onda de luto e comparações com Columbine

REPERCUSSÃO: Ataque a crianças em escola de Realengo mobiliza autoridades. Dilma se diz chocada

FOTOGALERIA: Fotos mostram o desespero dos pais dos alunos

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