Editor

.

Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

    Leia mais ...

O projeto Ensinando o Respeito para Todos, resultado de cooperação entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), os Estados Unidos e o Brasil, foi lançado no último dia 18 de janeiro em Paris. Esse é o primeiro passo de um processo com duração de três anos, cujo objetivo é desenvolver currículos que promovam o aprendizado da convivência na escola.

Coordenado pela Unesco e financiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, o projeto reconhece o papel fundamental das escolas no combate à discriminação racial e étnica. O objetivo da primeira fase do projeto é rever os currículos escolares, as legislações e as políticas de educação para a tolerância a fim de identificar as melhores práticas nessa área.

Participam do lançamento a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, a secretária adjunta para Organismos Internacionais do Departamento de Estado dos EUA, Esther Brimmer, e o secretário executivo da Secretaria Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial, Mário Theodoro Lisbôa.

Publicado em Viva Brasil

radio_futPor A. D. McKenzie

O desaparecimento do rádio é apregoado desde que a televisão se popularizou nos anos 1950, mas não só conseguiu adaptar-se à competição como foi se transformando para ser uma ferramenta cada vez mais necessária para o desenvolvimento, segundo especialistas. “O rádio é barato, portátil e tem enorme potencial de crescimento local e nacional”, afirmou Mirta Lourenço, chefe de desenvolvimento da comunicação na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Esta agência aprovou, na semana passada, proposta da Espanha para proclamar 13 de fevereiro Dia Mundial do Rádio, a ser comemorado de diferentes formas nos seus 194 Estados-membros. “O objetivo é promover o rádio comunitário e celebrar o serviço que oferece. Existe a sensação de que não foi reconhecido pelas muitas funções que realiza para a humanidade”, disse Mirta à IPS.

Durante a Conferência Geral da Unesco de duas semanas, que terminou no dia 10, os Estados-membros acordaram objetivos para aumentar a conscientização sobre a permanente relevância do rádio, especialmente para “setores marginalizados”, e impulsionar organizações comunitárias e indígenas a criarem novos canais.

Cerca de um bilhão de pessoas, uma em cada sete no mundo, não tem acesso a esse meio de informação e comunicação, segundo a Unesco. “Necessitamos expandir o acesso ao rádio porque, de certa forma, é inadiável. Uma vez que se compra o aparelho, ele é seu por toda a vida e faz uma grande diferença, especialmente para comunidades rurais”, afirmou a funcionária da Unesco.

Também se aproveitará o Dia Mundial do Rádio para destacar a necessidade de “potencializar o direito da sociedade civil à comunicação”, disse a agência. Além disso, permitirá “melhorar a interconexão entre comunicadores” e promover os direitos humanos e civis. O rádio foi usado com fins negativos, como a propaganda realizada durante as duas guerras mundiais, e para incitar a violência, como no genocídio de Ruanda em 1994. Entretanto, também tem um papel específico em situações de emergência e desastres, entre outras situações.

A Unesco criou um programa, com apoio da Suécia, para promover o uso do rádio em zonas rurais da África e produzir programas de qualidade sobre assuntos de interesse local, como questões sobre agricultura e saúde. A iniciativa incluirá emissoras dirigidas por camponesas e programas educativos sobre o uso de novas tecnologias da comunicação, como as mensagens de texto em massa aos quais os usuários poderão responder com mais consultas ou comentários.

“De acordo com minha experiência em muitos países em desenvolvimento, o rádio costuma ser a forma mais barata de comunicação para muitas pessoas que não têm dinheiro para comprar jornal ou um televisor”, disse Jamion Knight, jornalista que trabalhou na região do Caribe. O rádio “permite receber informação sobre o que acontece na comunidade e também no resto do mundo, e as pessoas podem compartilhar informação, que é uma poderosa ferramenta”, acrescentou.

Jamion utilizou o rádio para tratar de temas como depressão pós-parto, uma condição que não é muito discutida pelos meios de comunicação em geral, no Caribe. Informações como esta oferecem às mulheres a possibilidade de compreenderem seus sentimentos, explicou. O rádio também é um meio útil para reabilitar delinquentes, segundo a Unesco. Um dos projetos foi a criação de uma rádio carcerária na Jamaica, a primeira experiência desse tipo na região.

Tanto o pessoal penitenciário como os presos receberam treinamento para produzir e transmitir programas no contexto de um projeto da Unesco e da Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional (Cida). Um dos objetivos foi preparar os detentos para se reintegrarem à sociedade. No entanto, ainda não se sabe se esse e outros projetos da Unesco poderão ser mantidos devido à crise financeira atual que a agência enfrenta.

No encerramento da Conferência, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, fez um pedido urgente de doações para paliar a escassez de recursos pela decisão dos Estados Unidos de suspender sua contribuição em represália à incorporação da Palestina como membro pleno, no dia 31 de outubro. Essa decisão de Washington, justificada por duas leis da década de 1990, deixa a Unesco com um déficit imediato de US$ 65 milhões até o final deste ano e um vazio de 22%, ou US$ 653 milhões, para seu orçamento 2012-2013.

A urgência do assunto fez com que a agência já começasse uma exaustiva revisão de suas atividades planejadas para novembro de dezembro, informou Irina . “Interrompi temporariamente algumas atividades para revisar os custos”, explicou. O governo do Gabão anunciou uma doação de US$ 2 milhões, e a Unesco criou um site na internet para receber doações individuais.

A data escolhida para Dia Mundial do Rádio, que comemora a criação da rádio da ONU em 1946, foi proposta por Irina depois que vários países sugeriram datas vinculadas a promotores locais desse meio de comunicação. Entre os pioneiros está o norte-americano-canadense Reginald Fessenden, nascido em 6 de outubro de 1886, “inventor” da radiotransmissão da voz humana, e o italiano Guglielmo Marconi, a quem se atribui a primeira transmissão sem fio em código morse no dia 27 de julho de 1896.

Também foi proposto 30 de outubro, porque nesse dia de 1938 Orson Welles transmitiu nos Estados Unidos a obra adaptada para o rádio “A guerra dos mundos”, quando a audiência entrou em pânico acreditando que os marcianos realmente invadiam a Terra. Esta transmissão mostrou o poder do rádio e o impacto que podia ter nas comunidades. Ao declarar um Dia Mundial do Rádio, a Unesco pretende ressaltar e promover suas possibilidades para o desenvolvimento da mudança social. 

Publicado em Viva Mundo

peCom informações da Agência Brasil

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Irina Bokova, condenou nesta segunda-feira (18) o assassinato do radialista e jornalista Luciano Leitão Pedrosa, de 46 anos. Para Bukova, é fundamental que o governo do Brasil dê garantias do exercício da liberdade de imprensa e de expressão no país. As informações são das Nações Unidas e da Unesco.

Pedrosa foi morto no último dia 10, depois de fazer uma série de reportagens sobre grupos de extermínio em Pernambuco e criticar a ação das autoridades locais. As reportagens de Pedrosa foram ao ar no programa Ação e Cidadania, transmitido pela TV Vitória e pela rádio Metropolitana FM, no município de Vitória de Santo Antão. Para Bukova, a liberdade de imprensa deve ser garantida a todos os profissionais.

“Os jornalistas devem ser livres para trabalhar sem medo. O debate público está no cerne da governabilidade democrática. O assassinato de Luciano Leitão Pedrosa é um ataque direto a este debate e contra o direito humano fundamental da liberdade de expressão. Eu condeno este assassinato e os responsáveis não devem ficar impunes", disse Bukova.

De acordo com a organização não governamental Comitê de Proteção aos Jornalistas, Pedrosa foi baleado em um restaurante de Vitória de Santo Antão. Nos últimos meses, o jornalista se queixava de estar recebendo ameaças.

Bukova lembrou que ataques a jornalistas no Brasil são relativamente frequentes. A diretora-geral recordou de um tiroteio, em março, contra o jornalista Ricardo Gama, no Rio de Janeiro. O autor dos disparos, segundo ela, não foi identificado.

A diretora-geral da Unesco lamentou também o assassinato do repórter de televisão do Iraque Taha Hameed. O profissional iraquiano foi morto enquanto dirigia um carro no qual estavam também ativistas de direitos humanos no Iraque, no último dia 8. O carros deles foi alvo de tiros em Bagdá, capital iraquiana. De acordo com o Instituto Internacional de Imprensa, Hameed é o quinto jornalista a ser morto no Iraque apenas este ano.

Publicado em Blog
Quarta, 05 Janeiro 2011 02:30

Mama África para todos

africa_intDo Mercado Ético

Você sabia que os africanos trouxeram para o Brasil técnicas avançadas de agricultura, engenharia e fitoterapia? E que a civilização africana lançou as bases do conhecimento matemático e físico?

Essas e outras contribuições históricas da África para a humanidade estão detalhadas na série História Geral da África, que acaba de ser lançada em português pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (SECAD/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).

Riqueza e conhecimento mundial

Para preencher uma lacuna na formação brasileira a respeito do legado do continente na própria identidade nacional, a coleção - considerada a principal obra de referência sobre a África até hoje - cumpre a função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza.

Oito mil volumes serão enviados para bibliotecas de escolas brasileiras e de países africanos de língua oficial portuguesa. Para o representante da Unesco, Vincent Defourny, a iniciativa marca um reencontro entre Brasil e África.

Mais cultura, mais educação

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, e a série de livros História Geral da África ajudará a elevar a qualidade e produção de materiais didáticos sobre o continente.  “Nós temos que ter o mesmo rigor no ensino da história da África que temos com o ensino da Revolução Francesa ou da Revolução inglesa ou da independência brasileira. E esse material é muito rigoroso. São intelectuais de ponta que elaboraram esse material.”

Desde 2003, uma lei obriga as escolas brasileiras a incluir no plano pedagógico o ensino da cultura e da história da África e dos afrodescendentes.

Para o professor da Universidade Federal de São Carlos, Valter Silvério, a série História Geral da África poderá tornar mais efetiva e rápida a aplicação desta lei. “Costumo dizer que eu ando pelo Brasil e vejo África presente em todos os lugares. Só nós que não sabemos porque desconhecemos a importância da cultura africana na conformação dos modos de vida do Brasil.”

Longa história

A tarefa de contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos começou em 1964 e tinha um objetivo claro: mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos, como se costuma pensar.

Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de reconstruir a historiografia africana livre de estereótipos e do olhar estrangeiro. Estavam completas as quase dez mil páginas dos oito volumes da Coleção História Geral da África, editada em inglês, francês e árabe entres as décadas de 1980 e 1990.

Conhecimento livre

A série História Geral da África ficará disponível gratuitamente nos sites da Unesco e do Ministério da Educação. Anote os endereços: www.mec.gov.br e www.unesco.org.br

Publicado em Viva Brasil

twitter

Apoio..................................................

mercado_etico
ive
logotipo-brahma-kumaris