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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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albinos_01Por Eduardo Castro, correspondente da EBC na África

No interior da África, ainda é forte a crença de que portadores de albinismo são presságio de muita sorte ou grande azar. Na Tanzânia, desde 2007, pelo menos 59 pessoas foram assassinadas por traficantes de órgãos, usados em rituais de magia. “As crenças existem. De que o albino não morre, desaparece. E de que o sangue ou o cabelo do albino pode ajudar a acumular riquezas”, disse Ana Gabriela Eugênio, presidenta da primeira associação moçambicana a lidar com o tema.

Entretanto, em pouco mais de um ano de existência, a Associação Diferentes Somos Iguais não registrou nenhum caso de assassinato de crianças motivado pelo tráfico de órgãos. Em Moçambique, o problema maior, disse ela, é o preconceito. “Nós temos alguns membros que foram abandonados pelos pais porque a mãe preferiu conservar o lar. Existe a crença forte de que um albino na família é sinal de azar”.

Na província de Cabo Delgado, na fronteira com a Tanzânia, uma criança albina chegou a ser vendida pelos pais para um estrangeiro no ano passado, segundo ela. “Muitos são deixados em casa. Não estudam nem trabalham por causa da vergonha da família.” Boa parte dos albinos tem a saúde precária, porque não recebem os cuidados necessários, como proteger a pele e os olhos da exposição ao sol.

Professora de uma escola secundária, casada com um não albino e mãe de uma menina sem problemas de pigmentação na pele, Ana Gabriela se considera privilegiada. “Nasci e cresci aqui em Maputo e tive uma vida absolutamente normal. Quer dizer, normal para quem tem albinismo”. Segundo ela, uma vida normal inclui usar roupas fechadas mesmo no verão escaldante, passar protetor solar o tempo todo e proteger os olhos da radiação solar.

“Eu tinha mais condições de comprar protetor, além de ter a informação de que a exposição ao sol pode causar um cancro [câncer] de pele mais facilmente”. Vendo as dificuldades dos demais, ela diz que “tentou auxiliar de alguma forma” ao criar a associação.“Era um apoio que eu sentia que precisava existir.”

Apoio que, espera, cresça ainda mais depois da primeira audiência que teve com o presidente da República. Armando Guebuza recebeu Ana Gabriela no fim de setembro. Ela pediu ao presidente auxílio para motivar os jovens albinos a voltar para a escola, bem como para a compra de medicamentos e protetores solares, “vendidos aqui [em Moçambique] a preços exorbitantes”, já que todos são importados.

Nesse período, já há o que comemorar. Graças a um entendimento da associação com o Ministério da Saúde de Moçambique, o tempo de espera por uma consulta com um especialista caiu de três meses para, no máximo, uma semana, de acordo com a líder da associação, especialmente em Maputo. Mas a tarefa à frente ainda é grande, pois Moçambique ainda não tem sequer um levantamento sobre a incidência do albinismo na população. Na vizinha Tanzânia, a conta foi feita e apontou que o país tem 170 mil albinos.

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Para lembrar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorado nesta sexta-feira (10), o Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia convida todos os usuários do Twitter para uma mobilização (“twittaço”) em apoio aos direitos humanos. A expressão "Declaração Universal" já se encontra em 9º lugar nos assuntos mais comentados do Brasil, na rede mundial de microblogs, enquanto "Direitos Humanos", pura e simples (sem ′#′ hashtags), já lidera a discussão no Twitter entre todos os tópicos pesquisados. No mundo, "Derechos Humanos" já é a 7ª expressão mais postada pelos internautas.

No Recife, a Prefeitura realizou uma pausa de 12 minutos durante a manhã para um momento de reflexão. O objetivo foi lembrar os 62 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. No ato, foi exibido um filme produzido pela Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã. No site da PCR (www.recife.pe.gov.br)  há um banner através do qual o filme é exibido.

O curta retrata a Semana Nacional de Direitos Humanos de 2009, sediada na cidade, e fala dos conceitos e do plano educacional em Direitos Humanos. A atividade acontece em paralelo à Semana Municipal de Direitos Humanos, que segue até o próximo domingo (12), com ações que envolvem as diretrizes do Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH 3) e a difusão e popularização da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Dia - A data marca o 62º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o primeiro documento a reconhecer, no âmbito internacional, direitos fundamentais aplicáveis a todos, independentemente de raça, etnia, gênero, origem, religião, idade, situação civil, condição de saúde, ou qualquer outra forma de diferenciação.

O programa é uma parceria entre seis agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e o o governo brasileiro, com apoio do Fundo para o Alcance dos Objetivos do Milênio, criado pelo governo espanhol.

Confira a programação:

10/12

09h – Oficina. Tema: Cine Educação em Direitos Humanos. Local: Mamam (Rua da Aurora, nº 265, Boa Vista)

14h – Oficina. Tema: Direitos Humanos e Mulheres. Local: Mamam (Rua da Aurora, nº 265, Boa Vista)

11/12

14h – Fórum Esporte no Mangue.Tema: Juventude Radical em Construção da Cidadania. Local: Geraldão (Avenida Mascarenhas de Morais, Imbiribeira – Recife)

12/12

14h – Fórum Esporte no Mangue. Tema: Juventude Radical em Construção da Cidadania. Local: Geraldão (Avenida Mascarenhas de Morais, Imbiribeira – Recife).

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Do Pernambuco.com, com informações da Agência Brasil

Para lembrar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorado hoje (10), o Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia convida todos os usuários do Twitter para uma mobilização (“twittaço”) em apoio aos direitos humanos. A expressão "Declaração Universal" já se encontra em 9º lugar nos assuntos mais comentados do Brasil, na rede mundial de microblogs, enquanto "Direitos Humanos", pura e simples (sem ′#′ hashtags), já lidera a discussão no Twitter entre todos os tópicos pesquisados. No mundo, "Derechos Humanos" já é a 7ª expressão mais postada pelos internautas.

No Recife, a Prefeitura fez uma pausa de 12 minutos na manhã desta sexta-feira para um momento de reflexão. O objetivo foi lembrar os 62 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. No ato, que começou às 10h, foi exibido um filme produzido pela Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã. Para que todos possam participar da atividade, haverá, no site da PCR (www.recife.pe.gov.br), um banner através do qual o filme será exibido.

O curta retrata a Semana Nacional de Direitos Humanos de 2009, sediada na cidade, e fala dos conceitos e do plano educacional em Direitos Humanos. A atividade acontece em paralelo à Semana Municipal de Direitos Humanos, que segue até o próximo domingo (12), com ações que envolvem as diretrizes do Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH 3) e a difusão e popularização da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Confira a programação:

10/12

09h – Oficina. Tema: Cine Educação em Direitos Humanos. Local: Mamam (Rua da Aurora, nº 265, Boa Vista)

14h – Oficina. Tema: Direitos Humanos e Mulheres. Local: Mamam (Rua da Aurora, nº 265, Boa Vista)

11/12

14h – Fórum Esporte no Mangue.Tema: Juventude Radical em Construção da Cidadania. Local: Geraldão (Avenida Mascarenhas de Morais, Imbiribeira – Recife)

12/12

14h – Fórum Esporte no Mangue. Tema: Juventude Radical em Construção da Cidadania. Local: Geraldão (Avenida Mascarenhas de Morais, Imbiribeira – Recife).

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violencia_domesticaIpea: Mais de 90% querem investigação de crimes de violência doméstica mesmo sem queixa da vítima

O velho ditado “em briga de marido e mulher não se mete a colher” parece estar superado entre os brasileiros. Para 91% da população, crimes de violência doméstica contra a mulher devem ser investigados mesmo que a vítima não queira ou retire a queixa inicial. É o que conclui a pesquisa sobre a percepção social a respeito de violência contra as mulheres divulgada nesta terça-feira (7), em Brasília, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Na avaliação de Maria Aparecida Abreu, coordenadora de Igualdade de Gênero do Ipea, a população avalia que “um tapinha dói”; que a violência doméstica é um “problema de toda a sociedade”; e que o Estado deve intervir e “meter a colher”, disse.

A obrigação do Estado em apurar esse tipo de crime, mesmo nos casos em que a queixa é retirada, está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF) que julga uma ação da Procuradoria-Geral da República contra uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que considerou ilegal o trecho da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) que dispensa a representação da vítima.

A pesquisa de opinião do Ipea constata que o brasileiro tem conhecimento sobre o problema da violência doméstica e sobre a Lei Maria da Penha. Para quase 82% dos entrevistados, a violência contra a mulher em âmbito doméstico é “um grande problema da nossa sociedade”. Mais de 95% disseram que conhecem ou já ouviram falar da Lei Maria da Penha. Quase 80% dos entrevistados acreditam que a Lei Maria da Penha pode evitar ou diminuir a violência contra as mulheres.

Apesar do conhecimento e da aceitação da Lei Maria da Penha, menos de 31% dos entrevistados afirmaram saber de algum caso de mulher que utilizou o serviço de atendimento. Para Maria Aparecida Abreu, o percentual pode revelar que, apesar da percepção favorável à lei, permanece um comportamento silencioso sobre o assunto. Além disso, o índice pode indicar baixa procura do serviço ou mesmo que a rede de atendimento é insuficiente a despeito da “eficiência na divulgação da lei”.

O levantamento foi feito pelo Ipea entre os dias 6 e 17 de agosto. Foram entrevistadas 2.770 pessoas em todas as regiões do país. Não houve variação significativa entre as opiniões de homens e mulheres.

A pesquisa de gênero ainda levantou dados sobre a demanda de creches e transporte escolar, problemas mais afetos às mulheres que, historicamente, são as principais responsáveis pelo cuidado direto com os filhos. Apenas 15% dos entrevistados tinham filhos em idade para matricular em creche. Desses, apenas um quarto utiliza creche para cuidar dos filhos.

Também foi pequeno o número de pessoas que declararam que os filhos de 4 a 14 anos utilizam transporte público (ônibus) para ir a escola, 13% contra os mais de 65% que dizem que os filhos vão a pé para a escola. Cerca de 83% dos entrevistados, no entanto, informaram que se houvesse transporte escolar público gratuito, o filho utilizaria.

Para a pesquisadora do Ipea, os resultados não mostram que haja baixa demanda por esses serviços, pelo contrário: “faz-se necessário refletir sobre as necessidades das famílias residentes nas áreas urbanas e o papel do Estado na oferta de serviços destinados a crianças e adolescentes”, escreveu Maria Aparecida Abreu no relatório da pesquisa.

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Terça, 07 Dezembro 2010 18:52

Direitos Humanos: humanos direitos

direitoPor Rildo Véras Martins*

Quando estamos falando em direitos humanos, estamos falando, na verdade, em direitos de quem? Quem são e onde estão os humanos? Porque a necessidade de se dedicar uma semana (e um dia, em especial: 10 de dezembro) para celebrar os direitos humanos?

Os dois principais marcos legais – A Constituição de 1988 e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) – enfatizam que todos/as são iguais perante a lei sem distinção. Em seu preâmbulo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.”

O que se constata na prática é, muitas vezes, distante e difere dos conceitos acima mencionados. Grupos sociais historicamente marginalizados – a exemplo das mulheres, dos homossexuais, das pessoas idosas, das pessoas com deficiência, de negros e negras, de indígenas, ciganos, crianças e adolescentes, população em situação de rua, só para citar alguns - em pleno século XXI ainda têm direitos violados, de modo que uma das estratégias adotadas é a organização em grupos para que o que está tão bem escrito no papel torne-se realidade na vida daqueles e daquelas que têm sua cidadania plena constantemente violada. Os homossexuais, por exemplo, têm pelo menos 37 direitos que lhes são negados: não podem casar, não adotam o sobrenome do parceiro, não podem declarar imposto de renda juntos, não podem somar renda para aprovar financiamentos, não podem adotar criança enquanto casal, não têm direito à herança... não podem, não podem, não podem...

Defender os direitos humanos passa, necessariamente, por uma postura política, ética e pela mentalidade do respeito às diversidades, bem como o exercício da solidariedade entre os povos e implica em processos de mudanças de paradigmas, de reconstrução sócio-cultural.

Não obstante toda a realidade de violação de tais direitos uma nova realidade começa a ser construída principalmente por ativistas organizados/as e por gestões comprometidas com a construção de uma sociedade que respeite as diferenças, porque historicamente não fomos educados para respeitá-las, mas para discriminar e colocar à margem aqueles e aquelas que ousam viver e expressar suas diferenças.

A criação de secretarias para tratarem das especificidades dos direitos humanos nos âmbitos federal, estaduais e municipais, além de órgãos dentro das secretarias de educação (a exemplo da Gerência de Direitos Humanos, da Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco e de outros organismos para implantarem políticas públicas específicas para mulheres, negros e negras, homossexuais, pessoas com deficiência, idosos etc etc.) configuram-se como compromissos na efetivação de tais direitos.

Das atividades preparadas pelos governos vale destaque para: a 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul (realizada pelo Governo Federal em parceria com o Governo de Pernambuco), no Cinema São Luiz, no período de 06 a 12 de dezembro e ainda da Comenda “Medalha dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara” realizada pela Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã, da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes.

Não há como negar que os desafios perduram, todavia. Mas também temos que enfatizar que estamos em processo de construção de uma sociedade em que as pessoas serão respeitadas pelo simples (e complexo) fato de serem humanas com toda a diferença e diversidade que lhes são tão peculiares. Vai na linha de pensamento de Boaventura de Souza Santos quando sabiamente filosofou: “Temos o direito a sermos iguais quando a diferença nos inferioriza, temos o direito a sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza” .

Que o universo continue conspirando sempre a nosso favor. Que possamos cada vez mais ser humanos (nem mais humanos nem menos humanos), mas com direitos iguais aos demais.

*Sociólogo, pos-graduando em gênero e diversidade (UERJ) e assessor especial do Governo de Pernambuco para Diversidade Sexual.

Publicado em Artigos

menorA integração dos Três Poderes da República para criar mecanismos que facilitem as resoluções de questões que envolvam casos de subtrações de menores para o exterior foi defendida nesta quinta-feira (2) pelo ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, durante o 2º Seminário sobre Subtração Internacional de Crianças, em Brasília.

“A integração dos Poderes ajudará que o Brasil continue a rigor seguindo o que está estabelecido na Convenção de Haia de 1980. É importante dar agilidade nos casos para que a criança, peça-chave desses casos não sofra graves danos”, disse.

A alteração dos formulários de viagens internacionais com menores, no qual ficará expressamente declarado que a criança está liberada para viajar com o pai, mãe ou outro parente, apenas para passar férias, será um dos assuntos em destaque no seminário. A medida tem por objetivo evitar casos de subtração de menor, como o do menino Sean Goldan, que veio passar férias no Brasil com a mãe, em 2004, e não retornou aos Estados Unidos, país de origem do pai. Desde a morte da mãe, a criança foi alvo de disputa judicial entre a avó brasileira e o pai, cidadão norte-americano. O caso se arrastou por seis anos na Justiça, com repercussão na mídia, até a criança retornar aos EUA e ficar sob a guarda do pai.

Para o vice-advogado-geral da União, Luiz Fernando de Albuquerque Faria, a agilidade na resolução dos casos não está relacionada apenas aos danos causados à criança, mas, também, com a repercussão negativa que pode acarretar ao país. “É importante pensar na celeridade nos casos não apenas para evitar transtornos a essas crianças que foram arbitrariamente retiradas do convívio familiar, mas também para que o país não seja responsabilidade por qualquer tipo de dano provocado ao menor ou se caracterize qualquer tipo de alienação parental”, disse.

De acordo com Luiz Fernando, a Justiça brasileira registrou de 2003 até hoje, 211 pedidos de cooperação relacionados a pedidos de cooperação para resolver casos de subtração internacional de crianças. Em 2009, foram 32 pedidos, e até novembro deste ano, 55.

O seminário também vai discutir a rigidez no cumprimento dos casos de subtração internacional de crianças, que devem ser solucionados no prazo de até seis semanas.

O seminário termina nesta sexta-feira (3) e deve formular propostas que intensifiquem os cuidados nos aeroportos para viagens de pai ou mãe separados com seus filhos, além de criar mecanismos na Justiça para que os processos de subtração internacional de crianças sejam resolvidos dentro do prazo estabelecido pela Convenção de Haia.

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Da Rádio ONU

A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que o direito à saúde é fundamental na resposta ao HIV. Segundo a agência, os direitos humanos devem ser uma preocupação central em estratégias de combate à doença.

A afirmação foi feita para marcar o Dia Mundial de Combate à Aids neste primeiro de dezembro.

Em nota, a OMS afirmou que os grupos mais expostos ao risco do HIV, incluindo trabalhadores do sexo, usuários de drogas injetáveis, homens que têm relação sexual com outros homens e transexuais são também os que menos têm acesso a programas de prevenção da doença.

De 92 países pesquisados em 2009, apenas 36 ofereciam serviços de redução de danos.

Segundo as Nações Unidas, 80% de todas as mulheres contaminadas com o HIV no mundo vivem na África Subsaariana. No leste europeu, 50% dos soropositivos são também usuários de drogas injetáveis.

Já na Holanda, na Espanha e na França, até três quartos das novas infecções por HIV ocorrem em grupos de migrantes. Em todo o mundo, cerca de 34 milhões de pessoas convivem com o vírus.

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Por Taíza Brito

Na tarde da última terça-feira, 23 de novembro, estudantes e professores de Telecentros, comunicadores populares, autores de portais, blogs e sites, além de jornalistas que atuam na Câmara Municipal e nas secretarias de Programas Sociais e da Mulher e de Comunicação Social do Cabo de Santo Agostinho compartilharam conosco, do Blog Viva Pernambuco, um pouco da experiência de quem trabalha com mídia alternativa.

A roda de conversa foi promovida pelo Centro de Mulheres do Cabo dentro da programação do Seminário de Comunicação pelo Enfrentamento à Violência de Gênero e Raça, que faz parte dos eventos da Campanha Mundial 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

Além da experiência em mídia de paz do Blog Viva Pernambuco, que foi representado por mim e pela jornalista Éricka Melo, foi mostrada a proposta Blog Eu Decido (www.eudecido.wordpress.com), pela jornalista Ana Veloso, professora da Universidade Católica de Pernambuco, e uma das integrantes da equipe que aborda os temas cultura, política e gênero.

O debate girou em torno da importância da existência e ampliação de redes de mídia alternativa, amparadas na defesa dos direitos humanos e abertas ao diálogo sobre temas pouco aprofundados na grande imprensa. O que permite, segundo Ana Veloso, que uma série de movimentos sociais possam realizar a comunicação de forma independente.

Iniciada às 14h, a roda de conversa terminou às 16h30, com muitas perguntas dos participantes, sintonizados com a proposta de alimentar redes de comunicação que qualifiquem o debate de temas como violência contra a mulher, igualdade racial, diversidade, entre outros. O debate aconteceu no Salão Paroquial da Igreja São José Operário, na Vila Social Contra Mucambos, no Centro do Cabo.

A programação do evento, segue assim:

24 (quarta) – 9h às 16h: Oficina de Gênero e Raça:

Uma Reflexão Histórica sobre o processo de construção e desconstrução das desigualdades de Gênero e Raça no Brasil.

25 (quinta) Ato Público

O Ato Público de encerramento do Seminário de Comunicação e Lançamento da “Campanha dos 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” acontecerá em dois momentos:

>> Das 6h às 8h - Panfletagem no Terminal Integrado de Passageiros do Cabo

>> Das 9h às 12h - Entrega de material de divulgação da Campanha nas agências bancárias, empresas públicas e privadas e transportes urbanos locais, com o objetivo de sensibilizar a população cabense para o enfrentamento à Violência Contra a Mulher.

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LGBT-TLPor Taíza Brito, com informações da ABGLT

O debate sobre a homofobia no Brasil vai pautar uma série de eventos que acontecem nesta terça-feira (23) e quarta-feira (24), na Câmara Federal, em Brasília. As discussões acontecem num momento em que entidades ligadas ao Movimento LGBT e aos Direitos Humanos repudiam atentados contra jovens em função da sua orientação sexual em São Paulo e no Rio de Janeiro. O que traz à tona o debate sobre a necessidade de acelerar a votação do Projeto de Lei 122, que tramita no senado, e criminaliza a homofobia.

Um dos eventos previstos para a terça-feira (23) é o “Seminário Escola sem Homofobia”, no Plenário 3, do Anexo II, das 13h30 às 16h30. Promovido pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos e Minorias e a Comissão de Educação e Cultura, o seminário vai debater o preconceito e a discriminação enfrentada por Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) na escola.

No evento serão mostrados os resultados da última pesquisa qualitativa sobre a homofobia na comunidade escolar em 11 capitais das cinco regiões brasileiras (Manaus, Porto Velho, Recife, Natal, Goiânia, Cuiabá, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba).

Coordenada pela organização não governamental Reprolatina – soluções inovadoras em saúde sexual e reprodutiva, o estudo faz parte do projeto Escola Sem Homofobia, financiado pelo Ministério da Educação, e executado em parceria entre a Pathfinder do Brasil; Reprolatina; e Ecos – comunicação em sexualidade; com o apoio da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT; da GALE – Global Alliance for LGBT Education; e da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT do Congresso Nacional.

A pesquisa teve como objetivo conhecer a percepção da equipe docente, de autoridades e de estudantes do 6ª ao 9º ano da rede pública de ensino sobre a situação da homofobia no ambiente escolar, para dar subsídios ao Programa Brasil Sem Homofobia (do Governo Federal). A pesquisa envolveu um total de 1412 participantes, sendo 11 Autoridades Estaduais, 11 Autoridades Municipais, 86 gestores (as) de escolas, 382 professores(as), 395 estudantes e 527 outros integrantes das comunidades escolares.

Entre outros resultados, o estudo revelou que as questões envolvendo a diversidade sexual e a homofobia não estão sendo trabalhadas adequadamente com os jovens e adolescentes do país. Segundo a pesquisadora responsável, Margarita Díaz, o planejamento escolar ainda é deficiente nesta área.

"A principal conclusão a que nós chegamos é a falta de informação e compreensão sobre o que é sexualidade e diversidade sexual. A sociedade tem construído somente o modelo heterossexual e as pessoas que não seguem esse padrão são discriminadas”, disse.

A pesquisa ainda revelou que nem mesmo os(as) profissionais de educação têm o devido preparo para lidar com esse tipo de conteúdo. Em decorrência desse problema, a homofobia vem se espalhando entre os(as) estudantes, o que futuramente poderá transformá-los em adultos preconceituosos. "Nós temos muitas políticas públicas que na prática das escolas não são implementadas" explica a pesquisadora.

Lançamento - A programação do Seminário conta também com o lançamento dos materiais didáticos desenvolvidos pelo projeto Escola Sem Homofobia, que objetivam facilitar o trabalho dos docentes no enfrentamento da discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. Entre os materiais produzidos estão vídeos e materiais impressos, que poderão ser utilizados em oficinas formuladas e inseridas em um guia especifico para os educadores.

O presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Paulo Pimenta (PT/RS), lembra que o Seminário é mais um avanço a contribuir para a reflexão da sociedade sobre o histórico de exclusão. “Esse processo é reflexo do protagonismo das pessoas que se negam a conviver com a discriminação e enfrentam o desafio na busca da efetivação do seus direitos, de fazer parte da sua geração”, destacou Pimenta.

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Segunda, 22 Novembro 2010 15:53

Gajop oferece curso de mediação de conflitos

O Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop) promove, nos dias 30 deste mês, 1º e 02 de dezembro, o curso “Mediação de Conflitos na Perspectiva dos Direitos Humanos e Conflito Escolar” para professores dos níveis fundamental e médio. São 25 vagas e a carga horária total é de 15 horas. A inscrição custa R$ 50 e confere certificado de participação.

O Objetivo do curso é fornecer bases para os profissionais de educação apliquem os princípios da mediação de conflitos à luz dos direitos humanos no ambiente escolar, priorizando seu contexto interdisciplinar e, articulando desta forma, os diferentes campos temáticos transversais por meio de uma abordagem teórico-prática. A coordenação é da Profª Valdênia Brito – (Mestre em Direito Público).

Serviço: Curso “Mediação de Conflitos na Perspectiva dos Direitos Humanos e Conflito Escolar ”


Realização: Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop)

Local: Sede do GAJOP - Rua do Sossego, 432, na Boa Vista - Recife

Datas e horários:

30 de novembro, 14h às 17h30, quarta-feira

01 de dezembro, 14h às 17h30, quinta-feira

02 de dezembro, 14h às 17h30, sexta-feira

Para maiores informações entrar em contato com Mércia Assunção pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou pelo telefone: 3092-5252.

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