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Linha Editorial

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Terça, 14 Fevereiro 2012 20:36

Sala de aula virtual

Por Alice Marcondes, da Envolverde

“Olá, bem-vindo ao Kuadro! Aqui você encontra a resposta para aquela pergunta que não conseguiu fazer durante a aula!”. É com esta saudação que o internauta que acessa o Kuadro.com.br é recebido. Fruto de uma inciativa do engenheiro e professor Bruno Werneck, o site oferece aulas de disciplinas do ensino médio e dicas de estudo, para alunos que tenham alguma dificuldade de aprendizagem ou que apenas queiram esclarecer dúvidas e reforçar o que aprenderam em sala de aula. Todo o conteúdo é gratuito e está disponível em formato de vídeo, com animações e explicações em linguagem simples, feitos pelo próprio criador do site e sua esposa, a bióloga e também professora Lucimara Anacleto Barbosa Gomes Werneck.

Bruno conta que a princípio imaginava fazer um site onde as pessoas pudessem montar listas de exercícios, porém, ao conhecer o portal norte-americano Khan Academy (www.khanacademy.org), que oferece aulas de matemática e ciências semelhantes às do Kuadro, considerou o formato mais adequado à cultura brasileira. “O vídeo é uma ferramenta que está mais próxima do perfil do estudante brasileiro. Não temos o hábito de fazer exercícios. Os alunos gostam mais de assistir a aula e ter uma resposta rápida. Como o Brasil não tem um histórico de leitura muito grande na sociedade, a nossa capacidade de concentração é um pouco menor. Fizemos algumas pesquisas, onde perguntamos para os alunos como eles mais gostavam de estudar. Alguns afirmaram ir ao plantão da escola, outros que contratavam um professor particular, mas esta é uma opção para quem tem dinheiro. Entre os alunos da escola pública, a maior parte disse ir à lan house, ou acessar a internet em casa para estudar pelo Youtube. Baseados nessas informações optamos pelos vídeos”, comenta o engenheiro.

Além de funcionar como uma espécie de professor particular gratuito, o Kuadro pode ser uma opção para quem não tem tempo livre para estudar. “Hoje com as facilidades tecnológicas, a pessoa pode assistir os vídeos enquanto está no ônibus, por exemplo”, ressalta Bruno. Outra vantagem é o fato de as aulas serem curtas. “As disciplinas são divididas por temas, seguindo o cronograma dos livros didáticos, e cada aula tem em média cinco minutos de teoria. Caso o aluno queira ver exemplos ou resoluções de exercícios, ele acessa o vídeo seguinte. O aluno também pode enviar suas dúvidas. Nós respondemos por e-mail ou, se considerarmos que é necessário, montamos um vídeo”, complementa. Cerca de cem novos vídeos são incluídos no portal mensalmente.

No ar desde novembro do ano passado, o site não conta com nenhum tipo de patrocínio. Foi inteiramente montado por Bruno que, junto com Lucimara, grava as aulas durante a noite e finais de semana, já que ambos têm o dia ocupado por seus empregos. Ele explica que está montando uma associação sem fins lucrativos, “assim poderemos captar recursos. Vamos montar um projeto para estimular a rede de ensino pública a utilizar o Kuadro. Queremos orientar os educadores para que aproveitem bem a ferramenta”, diz. Além disso, caso consiga o financiamento, Bruno pretende contratar professores para produzirem vídeos voltados para o ensino fundamental e superior. “Pretendemos também que, futuramente, as pessoas possam colaborar enviando seus vídeos”, finaliza.

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sisu2A partir da meia-noite desta sexta-feira (6), estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 podem se inscrever para disputar uma das 108 mil vagas em universidades públicas que serão oferecidas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). As oportunidades estão distribuídas em 3.327 cursos de universidades federais e estaduais, além de institutos federais de Educação Profissional.

O maior número de vagas disponíveis (64 mil) está nos cursos de bacharelado. Há, por exemplo, 2.487 vagas em cursos de direito, 1.443 em medicina e 3.958 em graduações na área de administração. Além das carreiras  mais disputadas nos vestibulares tradicionais, há oportunidades em cursos menos conhecidos pelos estudantes como astronomia, ciências ambientais, produção cultural e mineração.

Os candidatos podem se inscrever no Sisu até 12 de janeiro. Ao acessar o sistema, o estudante deve escolher duas opções de curso, indicando a sua prioridade. Diariamente, o sistema divulga a nota de corte preliminar de cada curso com base na nota do Enem dos candidatos que pleiteiam as vagas. Durante esse período, o participante pode alterar essas opções se achar que tem mais chances de ser aprovado em outro curso ou instituição.

Ao todo, 95 instituições públicas de ensino superior participam da oferta do Sisu para o primeiro semestre de 2012. São 42 universidades federais, 13 instituições estaduais e 39 institutos federais de Educação Profissional, além da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, administrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As oportunidades se concentram principalmente no Nordeste e Sudeste, que oferecem respectivamente 34,66% e 33,09% das vagas. Menos de 5% das vagas estão no Norte, 12,88% no Centro-Oeste e 14,5%, no Sul.

O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de janeiro. Os estudantes aprovados deverão comparecer às instituições de ensino entre os dias 19 e 20 para fazer a matrícula. O participante que foi selecionado para a primeira opção de curso é retirado automaticamente do sistema e perde a vaga se não fizer a matrícula. Aqueles que forem selecionados para a segunda opção ou não atingirem a nota mínima em nenhum dos cursos escolhidos podem participar das chamadas subsequentes.

A segunda chamada está prevista para 26 de janeiro, com matrículas entre os dias 30 e 31. Caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizada para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.

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O Programa Universidade para Todos (ProUni) vai oferecer mais de 195 mil bolsas de estudo no primeiro semestre de 2012. Serão 98.728 bolsas integrais e 96.302 bolsas parciais, com custeio de 50% da mensalidade. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 14 e 19 de janeiro.

Podem concorrer às bolsas do ProUni estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral em escola particular. Para pleitear uma das bolsas de estudo integrais, o candidato deve ter renda familiar per capita mensal de até 1,5 salário mínimo ((R$ 933, a partir de 1º de janeiro). Para as bolsas parciais, o requisito é ter renda familiar per capita de até três salários mínimos, o equivalente a R$ 1.866 (a partir de janeiro, considerando o novo valor do mínimo).

Para participar do ProUni o estudante também precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011, ter atingido o mínimo de 400 pontos na média das cinco provas e não ter tirado zero na redação.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), professores da rede pública de ensino básico que concorrem a bolsas em cursos de licenciatura, curso normal superior ou de pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola na qual atuam.

Na inscrição, o candidato poderá escolher até duas opções de curso e de instituição, uma a menos que na seleção anterior, para as vagas do segundo semestre de 2011. De acordo com o MEC, a mudança se deve a “acertos normais do sistema”, que passa por mudanças a cada processo seletivo.

A divulgação dos candidatos pré-selecionados em primeira chamada deve ocorrer no dia 22 de janeiro. Os aprovados terão até o dia 1° de fevereiro para comparecer à instituição de ensino para apresentar a documentação que comprove as informações da inscrição e fazer a matrícula. A segunda chamada está prevista para 7 de fevereiro, com prazo para matrícula e comprovação de informações até o dia 15 do mesmo mês.

Desde 2004, o ProUni já concedeu 919 mil bolsas de estudos, segundo o MEC. O cronograma completo e a lista das vagas disponíveis para o próximo semestre podem ser consultados no site do programa.

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sisuPor Amanda Cieglinski, da Agência Brasil

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) vai oferecer 108.552 vagas em 95 instituições públicas de ensino superior para o primeiro semestre de 2011. A ferramenta foi criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2009 para unificar o processo de seleção de universidades públicas e permite ao estudante disputar vagas em diferentes instituições a partir da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O sistema entra no ar segunda-feira (26) para que os estudantes possam consultar as vagas disponíveis que estão distribuídas em 3.327 cursos. As inscrições para o processo de seleção começarão no dia 7 de janeiro. Em comparação ao total de vagas disponibilizadas pelo Sisu no primeiro semestre de 2011, a oferta cresceu 30%.

Os estudantes interessados em concorrer às vagas deverão acessar o Sisu a partir da meia-noite do dia 6 de janeiro – 0h do dia 7 – até o dia 12 do mesmo mês. No sistema, o candidato deve escolher duas opções de curso, indicando a sua prioridade. Diariamente, o sistema divulga a nota de corte preliminar de cada curso com base na nota do Enem dos candidatos que pleiteiam as vagas. Durante esse período, o participante pode alterar essas opções se achar que tem mais chances de ser aprovado em outro curso ou instituição.

O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de janeiro. Os estudantes aprovados deverão comparecer às instituições de ensino entre os dias 19 e 20 para fazer a matrícula. O participante que foi selecionado para a sua primeira opção de curso é retirado automaticamente do sistema e perde a vaga se não fizer a matrícula. Aqueles que forem selecionados para a segunda opção ou não atingirem a nota mínima em nenhum dos cursos escolhidos podem participar das chamadas subsequentes.

A segunda chamada está prevista para 26 de janeiro, com matrículas entre os dias 30 e 31. Caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizadas para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.

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Educação ambiental, Tecnologias de Informação e da Comunicação, Comunicação Oral e Pesquisa e Formação Humana são focos do I Encontro Internacional sobre Inovação Pedagógica, promovido pela pernambucana DH2 Assessoria Educacional, que reúne profissionais para discutir diversos aspectos do setor pedagógico. A iniciativa, que movimenta o Recife, neste sábado (19), tem como foco proporcionar sucesso profissional na área a partir do conhecimento de avançadas estratégias educacionais.

Com o tema “A velha escola em um novo mundo”, o evento promoverá no Teatro Beberibe, no Centro de Convenções, durante todo o dia, diversos debates e apresentação de trabalhos selecionados sobre tópicos variados como Scenario Planning em Educação e Software Educativo, entre alguns dos focos de maior discussão na atualidade. Integram as discussões conferencistas internacionais e de todo país como os professores Robson Luiz de França (UFU– MG), César Augusto Castro (UFMA–MA), Solange Coutinho (Fundaj/UPE), Vanice Selva (UFPE) e Cândido Filho (BA), além dos doutores da portuguesa Universidade da Madeira, Carlos Nogueira Fino e Jesus Maria.

Inscrições para Encontro Internacional sobre Inovação Pedagógica podem ser feitas ainda no local (Teatro Beberibe/ Centro de Convenções), ao custo de R$ 110,00 para alunos da DH2 e da Universidade da Madeira, R$ 130,00 para alunos de outras instituições de ensino superior e R$ 150,00 para profissionais. Maiores informações pelo site: www.dh2assessoria.com.br.

A DH2 atua há cerca de seis anos no mercado e já acumula diversos títulos e premiações, como Top of Quality em Educação 2010 e o Prêmio Empresa Brasileira do Ano 2011, da LAQI. Sua sede fica na Rua Djalma Farias, 250, Torreão (Por trás da Unicordis da Av. Agamenon Magalhães), no Recife, mas ainda conta com filiais em Fortaleza e no Distrito Federal.

Serviço:

I ENIPE - Encontro Internacional sobre Inovação Pedagógica

Onde: Teatro Beberibe, no Centro de Convenções

Quando: neste sábado, dia 19, a partir das 8h.

Inscrições: Teatro Beberibe/ Centro de Convenções, DH2 Assessoria Educacional - Rua Djalma Farias, 250, Torreão (Por trás da Unicordis da Av. Agamenon Magalhães)

Informações: (81) 3427.1099 / 3241.2414/ 3052.2608

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PAULO_FREIRE_250Do InstitutoPauloFreire

Nesta quinta-feira, dia 10, o Instituto Paulo Freire (IPF) realizará um encontro que tem como tema “Paulo Freire 90 Anos – Educação como Ato Político, de Produção e de Conhecimento”, em homenagem ao educador, que completaria 90 anos no dia 19 de setembro de 2011.

O intuito do encontro é contribuir para a formação de educadores interessados em dialogar sobre políticas públicas de educação, por intermédio das contribuições do legado freiriano, que proporcionou a disseminação de práticas e teorias educativas emancipadoras.

O evento é gratuito e ocorrerá na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). A programação inclui atividade cultural, apresentação de trabalhos e Círculos de Cultura sobre Educação Cidadã, Educação Popular e Educação de Adultos.

Haverá transmissão ao vivo pela internet.

Mais informações em  http://90anos.paulofreire.org/

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Terça, 18 Outubro 2011 20:50

Pequenos consumidores

publicidade_infantil_250Por Laís Fontenelle Pereira, da Carta Capital

Educar nunca foi tarefa fácil para pais nem para os educadores mais experientes. E a contemporaneidade tem nos colocado novos e árduos desafios, principalmente no que diz respeito ao consumo. Podemos dizer que, hoje, a formação de nossas crianças não está somente nas mãos da escola ou da família, pois é compartilhada com as diferentes mídias, atravessadas por mensagens de apelo ao consumo. E aí está o maior desafio para os educadores: como integrá-las à educação formal e ajudar o jovem a ter uma visão mais crítica sobre o que consome? Como educar e formar nossas crianças para que sejam consumidores mais conscientes no futuro? Antes de nos debruçarmos especificamente sobre o papel do educador para a transformação da realidade atual, vale uma reflexão sobre a delicada relação que a criança tem estabelecido com o consumo.

Vivemos num mundo acelerado, ligados aos meios de comunicação e às redes -sociais desde o momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir. O tempo é outro, no qual a conectividade e o consumo pautam nossa socialização. Nesses novos tempos, crianças de todo o mundo têm consumido cada vez mais diferentes mídias e, muitas vezes, realizam esse consumo de forma simultânea: ouvem rádio enquanto navegam na internet, assistem à televisão lendo gibis, participam de jogos interativos no computador ao mesmo tempo que falam ao telefone ou se utilizam de outros gadgets digitais.

Apesar da influência das novas mídias e da internet, vale destacar que, no Brasil, é a televisão que ainda dita tendências de consumo. A criança brasileira é uma das campeãs mundiais no tempo médio diário que assiste à tevê. De acordo com levantamento do Ibope feito com jovens de 4 a 11 anos, das classes A, B e C, ela passa quatro horas e 54 minutos diante da tela. Em áreas de maior vulnerabilidade social e econômica, o tempo médio chega a espantosas nove horas por dia. Um tempo de consumo que ultrapassa o período médio que passa no ambiente escolar: cerca de três horas e 15 minutos, segundo estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas em 2009.

Daí pode-se dizer sem medo que a televisão tem sido um dos meios mais constantes no processo de socialização e formação da criança brasileira. Aliás, é também a forma de entretenimento preferida entre as crianças, à frente das brincadeiras e mesmo de atividades como andar de bicicleta, segundo pesquisa realizada na cidade de São Paulo pelo Datafolha em março de 2010.

Pedagogia televisiva

Assim, outra pedagogia se instalou à infância: a da tevê, que passou a ter o poder não só de entreter, mas de informar e educar. O problema é que essa mídia educa para o consumo sem reflexão, e não para a cidadania. O mercado enxergou no abandono das crianças diante das telas uma grande chance de aumentar seus lucros e passou a criar uma série de programações e produtos feitos sob medida. Foi também nesse contexto que a publicidade dirigida às crianças entrou em cena com força total e passou a endereçar ao público infantil mensagens de apelo ao consumo de produtos voltados tanto a crianças quanto a adultos.

Esse tipo de publicidade aproveita-se da vulnerabilidade infantil para vender e, como resultado, a criança influencia até 80% das decisões de compra de uma família, de acordo com pesquisa da InterSciense de 2003. Vitrines lotadas dos mais variados brinquedos, merchandising dentro da programação infantil e até dentro de escolas, produtos licenciados e embalagens chamativas são apenas algumas técnicas de comunicação mercadológica utilizadas para atingir os pequenos. O grande problema está no fato de que as crianças são seres em desenvolvimento psíquico, afetivo e cognitivo e que a maioria delas, até os 12 anos, ainda não tem a capacidade crítica e de abstração de pensamento formada para compreensão total do discurso persuasivo dos apelos para o consumo. Além disso, as crianças menores ainda confundem muitas vezes publicidade com conteúdo da programação.

Hoje, todos somos impactados pela comunicação de mercado, que nos convida a consumir de forma desenfreada e sem reflexão. Ainda em pleno desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, as crianças sofrem cada vez mais cedo as graves consequências relacionadas aos excessos do consumo. A publicidade dirigida ao público de até 12 anos de idade gera impactos bastante negativos ao desenvolvimento infantil saudável, pois contribui para o aparecimento de problemas como o consumismo, a erotização precoce, os transtornos alimentares, a obesidade, o estresse familiar, o consumo precoce de álcool, a violência e a diminuição das brincadeiras criativas, entre outros. É claro que são todas questões multifatoriais e que, portanto, a publicidade não é a única causa de seu aparecimento. No entanto, já se sabe que é um dos mais importantes entre os fatores que as causam.

Dados como os mais recentes da pesquisa de Orçamento Familiar POF/IBGE de 2008/2009 nos chocam ao mostrar que 33% das crianças brasileiras estão com sobrepeso e 15% obesas por causa da ingestão descontrolada de alimentos ultraprocessados. Ou o de que o acesso rápido ao consumo, independência e prestígio são os principais motivadores de delitos entre os/as internos/as da Fundação Casa, indicou pesquisa sobre o perfil realizado em 2006. Em relação ao consumo precoce de álcool, estudo da Fapesp de 2009 mostrou que 62% dos adolescentes afirmaram ter sido expostos quase todos os dias, até mais de uma vez, a publicidades de bebidas alcoólicas. Não é coincidência que a idade na qual se inicia o consumo regular de bebidas alcoólicas no Brasil esteja entre 12 e 14 anos.

Reinventando as relações de consumo

O consumismo é, portanto, um hábito que se tornou uma das características mais marcantes de nossa sociedade. Mas nenhuma criança nasce consumista, e aqui vale uma reflexão ética sobre quais hábitos e valores estamos transmitindo. Hábitos consumistas e valores materialistas que priorizam o ter em detrimento do ser. O individual acima do coletivo. A competição em vez da cooperação. Além de proteger a criança legalmente da comunicação mercadológica que lhe é dirigida – como já fizeram 28 outros países do mundo (incluindo os dez com melhor qualidade de vida) –, precisamos prepará-la para que seja uma cidadã e consumidora consciente e responsável.

Educar, assim, é um ato político. O ponto central é que devemos trazer para ela a reflexão a respeito do sentido e da responsabilidade do que consumimos como tema transversal nas escolas. Essa é a base para uma educação voltada para o consumo responsável. Precisamos começar a mudar nossos próprios hábitos de consumo, além de educar nossas crianças para que tenham responsabilidade ao comprar. Elas são o prefácio para um mundo mais ético e sustentável e têm nas mãos o poder de reinventar as relações de consumo. Tudo depende da forma como as educamos. Criança precisa ter infância para ser criança.

Isso posto, fica claro que os educadores devem cumprir sua função social com as crianças, pois têm diariamente a oportunidade de contribuir para a formação de agentes autônomos, criativos e críticos. Consumir pode significar extinguir e destruir. Enquanto educadores, temos o dever de parar e pensar: que infância estamos construindo?

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Seminário: Brasil, questões e desafios atuais
Por Rede de Educação Cidadã

Entre os dias 20 e 21 de outubro, a Rede de Educação Cidadã realizará o Seminário: Brasil, questões e desafios atuais. A pauta central do evento é o debate sobre as raízes históricas da miséria e sua relação com o modelo de desenvolvimento em curso no país, identificando desafios atuais para a organização popular e o fortalecimento do Projeto Popular.

 A metodologia do seminário segue inspiração freireana, organizada em duas “Rodas de Diálogo” e três “Círculos de Cultura” em torno dos eixos consensuados para o debate. “O desenvolvimento em curso no Brasil” é tema da grande roda de abertura. O primeiro círculo de cultura terá como eixo o “Brasil sem pobreza e miséria” contando com contribuições de Márcio Pochman (Ipea), João Pedro Stédile (MST) e Graciela Rodrigues (Rebrip e Instituto Equit). O segundo tratará do tema “A democracia e a reforma do sistema político”, com Nathalie Beghin (MDS) e Roberto Vizentin (MMA e Contag). O debate no terceiro círculo girará em torno do tema “Educação popular, movimentos sociais e políticas públicas”, com Pedro Pontual (Secretaria Geral da Presidência da República), Vera Dantas (Aneps), Vanderlúcia Simplício (Pronera) e Osvaldo Peralta Bonetti (Ministério da Saúde). A síntese do aprofundamento e proposições de cada círculo embasará a segunda grande roda de diálogo, quando todas as propostas serão discutidas e consolidadas para encaminhamento.

Visando o aprofundamento do diálogo, serão explorados temas como a noção de bem viver, o desenvolvimento humano e a questão ambiental; a reflexão sobre o modelo de reforma política proposto pelo Congresso Nacional e pela Plataforma do Movimentos Sociais; a relação das questões estruturais do modelo de desenvolvimento com as questões e problemas atuais; e o compartilhamento de experiências de movimentos e organizações na busca pela construção de articulações e processos educativos.

Participarão do seminário a Comissão Nacional e o Talher Nacional, educadores/as populares da Recid dos estados e DF e mais três lideranças dos movimentos: Via Campesina, Marcha Mundial de Mulheres, indígenas, quilombolas, população de rua, catadores, LGBT, estudantes, pastorais sociais, Aneps, Mops, Coletivo Intervozes, Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Meb e Cáritas Brasileira, além de outros movimentos nacionais convidados.

O Seminário Brasil é uma realização da Recid, Instituto Paulo Freire, Secretaria Geral da Presidência da República e Secretaria Especial de Direitos Humanos. Acontecerá nos dias 20 e 21 de outubro, no Centro de Formação Vicente Cañas-CIMI, em Luziânia Goiás.

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Quinta, 06 Outubro 2011 19:56

Como estudar com um gênio sem pagar nada

136Por Gilberto Dimenstein*

O professor Sebastian Trhun desenvolveu para o Google um carro inteligente capaz de andar pelas ruas sem motorista. Qualquer um pode ter aulas com esse gênio numa das melhores escolas do mundo sem pagar nada (o detalhamento está no www.catracalivre.com.br).

Ele decidiu abrir seu curso de inteligência artificial, em Stanford, a ser iniciado na próxima semana. Até ontem, já tinha 130 mil alunos. Além de ser de graça, o aluno ganha um certificado da universidade, cuja mensalidade é R$ 8 mil.

Stanford é uma das responsáveis pela criação do Vale do Silício, na Califórnia, onde ocorre boa parte das inovações em tecnologia da informação. O Google foi concebido num dos dormitórios daquela universidade.

O que esse professor está sugerindo é algo ainda mais ousado do que um carro que dispensa motorista. O conteúdo das grandes universidades ser compartilhado, levando ensino de excelência a qualquer ponto do planeta. Os professores teriam classes de centenas de milhares.

A iniciativa é fabulosa, o ensino a distância é uma ferramenta de democratização do conhecimento. Mas ainda acredito que nada se equipara à interação carnal no processo de aprendizagem e inovação.

* Gilberto Dimenstein é colunista e membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo, comentarista da rádio CBN, e fundador da Associação Cidade Escola Aprendiz.

** Publicado originalmente no Portal Aprendiz.

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imagesCAAGS5Z9Com informações da Assessoria de Imprensa

"Saber e conhecimento para o futuro" estão no foco da XI Semana Universitária UPE, promovida pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da entidade, entre os dias 17 e 20 de outubro. Nesta edição, que tem como tema “UPE: 20 anos construindo o futuro”, a programação conta com ampla agenda que prestigiará os diversos núcleos que integram o Campus Recife, além de Caruaru, Garanhuns, Nazaré, Arcoverde, Salgueiro e Petrolina.

Cada unidade contará com uma programação própria que envolve palestras, seminários, atividades culturais, oficinas e encontros gratuitos, assim como alguns cursos livres e pagos com taxas simbólicas. No geral, são mais de 100 oportunidades de ampliar os conhecimentos nas áreas de interesse profissional e intelectual, entre as quais encontram-se palestras sobre  “Assédio moral ouvidoria pública do estado”, “Plano Tático Financeiro” e uma magna sobre a Copa 2014 com o secretário extraordinária, com Ricardo Leitão; mesas redondas como a sobre “Estresse, psicologia e trabalho/ Qualidade de vida no trabalho”; e curso como de “Projeto Corporativo: ferramenta básica do consultor de empresas".

Dentro das  ações que chamam a atenção no programa estão ainda a prestação de serviços de saúde no Mercado São José, no Centro do Recife, onde o público terá acesso a informações educativas e de esclarecimento de problemas de saúde.

As atividades da programação da XI Semana Universitária UPE estão relacionadas à diversas áreas como Medicina, Enfermagem, Ciências Biológicas, Odontologia, Psicologia, Fisioterapia, Educação Física, Engenharias (Mecatrônica e Mecânica, Telecomunicações, Elétrica e Eletrotécnica, da Computação e Civil), Administração de Empresas e Marketing, Formação de Professores e Sistemas de Informação. Serão realizadas, simultaneamente, neste importante centro comercial do Centro do Recife e nas unidades de educação e de saúde distribuídas nos campos, e podem ser conferidas pelos interessados na página da UPE: www.upe.br.

Sobre a UPE - A Universidade de Pernambuco (UPE) tem se destacado no cenário estadual, nacional e em alguns países da comunidade internacional, pelo seu compromisso com a qualidade e excelência na formação de profissionais em diversas áreas do conhecimento. Fundada a menos de vinte anos, formada a partir da união de vários Campi, algumas já quase centenárias e outras recém-criadas. Caracteriza-se pelo seu caráter multicampi, atendendo à sua missão social de interiorização do ensino superior e da ciência e tecnologia em Pernambuco, o que já o faz mais de 40 anos.

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