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Terça, 07 Fevereiro 2012 14:01

Cortiça, moda e ecologia

saca_rolhaDo Mercado Ético

Foi-se o tempo em que cortiça servia apenas para fazer rolha para garrafas de vinho ou mural de parede para pendurar fotos e recados. Com características como elasticidade, compressibilidade e flexibilidade, parecia óbvio que mais cedo ou mais tarde iria se descobrir diferentes usos para esse material. E não deu outra, mais recentemente a indústria da moda e design encontrou requinte e sofisticão na casca da árvore sobreiro, o que lhe empresta ainda um status de ser ecologicamente correta.

Portugal é o país que mais se destaca nesse novo segmento. Não é para menos. O país é o maior produtor de cortiça do mundo, dominando 50% de todo o mercado. O sucesso é tanto, que o conceituado Troféu de Melhor Empresária da Europa 2011, concedido pelo Parlamento Europeu em conjunto com o Conselho Europeu das Mulheres Empresárias, foi para Sandra Correia, presidente da Pelcor, uma empresa de cortiça da região do Algarve. “Este prêmio abre novas portas para a cortiça e é um caso de motivação e orgulho para Portugal”, comemorou ela ao receber a premiação.

A Pelcor começou suas atividades em 1935, fabrincando rolhas para vedação de garrafas de vinho. Mas depois que assumiu a empresa fundada por seu pai, Sandra decidiu expandir os negócios também para o ramo da moda e do design. Hoje, produtos luxuosos feitos a partir da casca do sobreiro fazem parte do catálogo de produtos oferecidos pela companhia. São guarda-chuvas, bolsas, gravatas, chapéus, carteiras etc. O luxo é tanto, que algumas dessas peças passaram a ser vendidas no Museu de Arte Moderna (MOMA) de Nova Iorque, um dos mais conceituados do mundo.

A exemplo da Pelcor, outras companhias da área também passam a investir em outras utilidades para a cortiça. Não é para menos. De acordo com António Rios de Amorim, presidente da Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR), entidade que representa e promove o setor, as áreas de materiais de construção, juntamente com decoração e design tem um potencial de crescimento que pode representar um mercado de mais de 50 milhões de euros.

O sobreiro, árvore da qual é extraída a cortiça, tornou-se oficialmente um símbolo para os portugueses. Em dezembro, o parlamento aprovou um Projeto de Resolução que institui a espécie como Árvore Nacional de Portugal.

O título é merecido. Segundo o Inventário Florestal Nacional, o sobreiro ocupa uma área de aproximadamente 716 mil hectares e as atividades ligadas a ele representam 3% do PIB do país.

Mais do que isso, como revela um estudo da WWF, organização não governamental de consevação ambiental, as florestas de sobreiro contribuem para a manutenção da biodiversidade, impedindo a desertificação – principalmente ao sul de Portugal -, e servindo também de habitat para espécies ameaçadas de extinção, como o lince ibérico e a águia-imperial ibérica.

A resolução que institui o sobreiro como Árvore Nacional de Portugal assinala que “o montado (área florestada) e a cortiça demonstram como um sistema agro-silvo-pastoril tradicional pode ser sustentável, preservar os solos e, desse modo, contribuir para evitar a desertificação e consequente despovoamento/desordenamento do território”.

Apesar de ser proibida a derrubada do sobreiro desde 2001, a árvore continuou a ser abatida ao longo dos anos. Com o novo estatuto, espera-seque o quadro seja revertido.

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019qzb7kodt14w08o0oCom informações da Redação EcoD

Sob o tema “Sou Rio, essa bossa é nossa”, a 20ª edição do Fashion Rio, que começou na última terça-feira, 10 de janeiro, no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, traz nesta quarta-feira (11) a sustentabilidade no desfile da grife TNG, assim como nos acessórios que serão apresentados no evento paralelo, o Rio-à-Porter.

A TNG leva a sustentabilidade para as passarelas por meio do jeans 100% reciclável, desenvolvido a partir de sobras de indústrias de confecção e garrafas PET.

Além do jeans eco-friendly, a grife promete apresentar outros tecidos ecologicamente corretos em looks que traduzem o diálogo entre a tecnologia têxtil e a sustentabilidade, assim como em acessórios, a exemplo dos óculos de acetato 100% reaproveitado, e bolsas, sapatos e cintos feitos de raspas de couro.

Já no Rio-à-Porter, que será realizado até o dia 13 de janeiro, na Casa Firjan da Indústria Criativa, em Botafogo, algumas designers irão apresentar peças de acessórios sustentáveis, a exemplo de Silvia Blumberg, Julieta Sandoval e Mônica Krexa.

Silvia Blumberg irá apresentar a sua nova linha da coleção Canteiro de Joias, chamada “Horta Carioca”, que são peças fabricadas com cimento branco e coloridas com verduras como a beterraba.

Julieta Sandoval, por sua vez, aposta na criação de uma linha de eco joias feita a partir do mix de diversos papéis, como revistas, panfletos e papel natural pintado a mão, tudo de forma inovadora e criativa.

Já a argentina Mônica Krexa transforma o alumínio em peças nobres, ao desenvolver a sua coleção composta por brincos, anéis, braceletes, bolsas-acessórios, com detalhes do metal e trabalhadas em lona, couro e camurça, além de adereços de cabeça, combinando alumínio e feltro em tiras coloridas tingidas de forma artesanal, dando as suas criações caráter de objetos de arte.

(A Fashion Rio segue até o sábado, 14 de janeiro)

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brechoEssa é pra quem gosta de moda e não quer gastar tanto. Se você adorava passear por brechós, mas agora não tem mais tempo, descobrimos a solução para você! O Busca Brechó oferece, além de uma lista de brechós de todo o Brasil, um espaço com as últimas liquidações, busca por peças e outras vantagens. Entre lá e confira!

Reclamações e recomendações

Com o grande número de brechós existentes e o aumento dos brechós virtuais, às vezes é difícil saber quais são realmente bons e confiáveis. Por isso, foi criado o Sindicato dos Brechós. O blog oferece espaço para recomendar, certificar ou denunciar – garantindo direito de resposta sempre que um brechó for denunciado.

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Arlindo_GrundPara participar de bate-papo com Arlindo Grund, do programa Esquadrão da Moda, leve um kit mingau à Faculdade Senac, no Recife, nesta sexta-feira (27)

Se vestir bem e com estilo não é uma missão para qualquer um. Aprender a fazer isso e ao mesmo tempo praticar solidariedade é melhor ainda. Isso pode ser feito nesta sexta-feira, no Recife, ao participar de um bate-papo com o stylist Arlindo Grund – que apresenta o programa Esquadrão da Moda, do SBT, ao lado da top model Isabella Fiorentino.

A conversa começa às 15h, quando o stylist relata suas experiências no mundo da moda no auditório da Faculdade Senac, no Recife. O evento conta ainda com a participação da blogueira Camila Coutinho, do Blog Garotas Estúpidas.

Para participar é preciso trocar um “kit mingau” (leite em pó, açúcar, maisena e farinha de arroz) por um convite na Loja Avesso, nas Graças, localizada na Avenida Rui Barbosa, 8060. Os alimentos arrecadados serão doados à população de Manari, no Sertão pernambucano, uma das cidades com o Índice de Desenvolvimento Humano mais baixo do país.

Serviço:

Bate-papo com Arlindo Grund

Dia: 27 de agosto, às 15h

Local: Auditório da Faculdade Senac – Avenida Visconde de Suassuna, n° 500, Santo Amaro

Convites: trocar por um “kit mingau” (leite em pó, açúcar, maisena e farinha de arroz) na Loja Avesso, nas Graças.

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roupa_economiaNão comprar nenhuma peça de roupa durante um ano inteiro ou usar apenas seis itens, ou menos, dos que já fazem parte do seu armário durante um mês. É o desafio “Seis peças ou menos”, lançada na internet por duas amigas americanas e que já tem aderência de cerca de cem pessoas espalhadas por diversos países.

Segundo Heidi Hackemer, uma das idealizadoras do projeto, o objetivo é “aguçar a criatividade das pessoas, para que invistam em acessórios e em outras maneiras de usar a mesma peça e, ao mesmo tempo, economizar dinheiro”.

“O importante é que as pessoas que aderiram à iniciativa levantaram a questão de como elas se relacionam com o que tem no armário e o que se ganha com isso”, afirma Eric Wilson, jornalista que entrevistou os participantes. “Elas destacaram que há uma preocupação com o que se gasta com roupas e o que se ganha com isso. O resultado dessa ‘dieta’ é que as pessoas vão ficar mais conscientes a respeito da forma com que se compram roupas”.

E você? Consegue escolher apenas seis peças do seu armário para usar durante 30 dias? Acesse o site, faça seu cadastro e conte sua experiência para consumidores do todo o mundo.

Clique aqui para assistir à reportagem feita pelo jornal americano New York Times sobre esta iniciativa e ver como Heidi conseguiu vencer esse desafio.

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