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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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OlindaOlinda ganha mais um aliado na preservação do patrimônio. A Prefeitura iniciou nesta terça-feira (16/11) a distribuição do manual “Conservar: Olinda Boas Práticas no Casario”, idealizado e produzido pelo Centro de Estudos Avançados da Conservação Integrada (Ceci). O manual é voltado para orientar arquitetos, proprietários e moradores do Sitio Histórico de Olinda e demais interessados em realizar obras de conservação, reformas ou restauração nos casarios antigos.

O trabalho é fruto de um convênio firmado entre o Fundo de Direitos Difusos, do Ministério da Justiça, e o Centro de Estudos Avançados da Conservação Integrada (Ceci). Nele o usuário vai encontrar orientações metodológicas desde os valores patrimoniais conferidos à cidade, aos tipos arquitetônicos, documentação necessária e orientações legais.

“O manual é um instrumento que vai ajudar a Prefeitura na preservação do patrimônio e facilitar no atendimento aos moradores do Sítio Histórico”, explica Márcia Souto, secretária de Patrimônio e Cultura de Olinda.

De acordo com Juliana Barreto, coordenadora geral do projeto, o manual abrange tanto as pessoas que desejam fazer intervenção em prédios históricos, como as que já realizaram a obra de forma indevida. “Nossa intenção é também orientar para facilitar a reversão da condição irregular dos imóveis”, acrescenta.

A produção do manual contou com o apoio e acompanhamento de técnicos de diversas instituições relacionadas com a preservação do Sitio Histórico de Olinda, como a Prefeitura, a Agência Condepe/Fiden, a Fundação Gilberto Freyre (FGF), a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), do Instituto Histórico de Olinda (IHO), do Instituto do Patrimônio Artistico Nacional (Iphan) e da Sociedade Olindense de Defesa da Cidade Alta (Sodeca).

Os moradores podem adquirir o manual na Secretaria de Patrimônio e Cultura, na Rua de São Bento, 160, e na Sociedade Olindense de Defesa da Cidade Alta (Sodeca), na Rua Bernardo Vieira de Melo, 127, no horário da manhã. Para adquiri-lo basta levar comprovante de residência. Os demais interessados devem solicitar por e-mail ao O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . O manual está disponível também no site: www.ceci-br.og. Mais informações fone: 3429.1754.

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egitoDa EcoD

Para onde vai a água utilizada todos os dias pelos cerca de 80 milhões de egípcios? Atualmente, o governo do país conhecido em razão das famosas pirâmides, reaproveita o recurso natural para regar áreas desérticas no intuito de convertê-las em florestas, segundo informações da Agência EFE.

A intervenção humana já provoca uma diferença significativa na paisagem egípcia, pois onde antes havia uma paisagem desértica e inóspita, agora há áreas verdes cobertas de árvores de alto valor econômico como álamos, papiros e eucaliptos. São as chamadas “florestas feitas à mão”.

“A água residual pode transformar o que não é fértil, como o deserto, em algo fértil, já que contém nitrogênio, micronutrientes e substâncias orgânicas ricas para a terra”, explicou à EFE o professor do Instituto de Pesquisa de Solo, Água e Ambiente Nabil Kandil, especializado na análise de terrenos desérticos adequados para o florestamento.

Opinião semelhante tem o professor do Departamento de Pesquisa de Contaminação da Água, Hamdy el Awady, que ressalta uma suposta superioridade das plantas regadas com água reaproveitada. “Esse tipo de água tem muito mais nutrientes do que a água tratada e, por isso, é uma fonte extra de nutrição que pode fazer com que as plantas resistentes aos climas hostis cresçam mais rápido e, inclusive, tenham folhas mais verdes”, argumentou.

Processo de “construção de florestas”

Atualmente, o Egito produz 7 milhões de metros cúbicos de água residual ao ano. Ao mesmo tempo, o país tem 95% do território coberto por desertos estéreis ou com pouca vegetação. Há 34 florestas em solo egípcio, localizadas em cidades como Ismailia e Sinai, no Norte, e em regiões turísticas do Sul, como Luxor e Assuã, em um total de 71,4 mil quilômetros quadrados (área equivalente à superfície total do Panamá).

De acordo com o governo egípcio, há outras dez florestas em processo de “construção”, em uma área de 18,6 mil quilômetros quadrados. Os mais de 71 mil quilômetros quadrados de floresta plantadas até agora são resultado das análises de solo, clima e água que possibilitaram a escolha das espécies de árvores capazes de sobreviver em condições extremas.

Para Kandil, os resultados positivos da experiência são a prova de que o problema no país não é a terra, que no Egito tem de sobra, mas de onde extrair a água. Obtê-la das estações de tratamento primário, onde são eliminados os poluentes sólidos, foi a saída mais barata, especialmente porque os sistemas de irrigação que transportam e bombeiam o líquido são os mesmos utilizados há anos pelos camponeses egípcios.

Apesar desta água exigir precaução devido à presença de poluentes, além do fato de que os impactos da mudança no ecossistema para a biodiversidade ainda são desconhecidos, o projeto implementado pelo Ministério de Agricultura em parceria com o de Ambiente demonstra sucesso.

De acordo com Kandil, as “florestas feitas à mão” não só combatem as secas, a desertificação e a erosão. “[Elas] aproveitam a água residual, maximizam o benefício para os agricultores e satisfazem as necessidades de madeira do Egito, gerando benefícios econômicos para o país”, acrescentou o especialista.

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Sábado, 23 Outubro 2010 03:39

Um jacaré pra viagem, por favor

jacarePor Daniela Gomes Pinto*, Página 22, edição 46

Tempos atrás visitei a Amazônia em um esquema turístico, ficando em um desses lodges à beira do rio. Acostumada com viagens de trabalho ou de mochileira, eu me adaptei à nova vida com criança pequena e lá fui com filho, sobrinhos e primos para um pacote “na selva”. Desconfortável com o conforto excessivo, achei que a experiência podia não ser a mesma com tudo tão estruturado. Bobagem. A viagem foi sensacional. Só não sei se o meu entusiasmo foi compartilhado pelos turistas que encontrei por lá.

Logo na chegada, o gerente me ganhou. Simpático e paciente, mostrou um mapa das áreas protegidas e desmatadas na região, falando rapidamente sobre a destruição da floresta. Mas, enquanto eu ficava pateticamente tentando forçar a criançada a prestar atenção no arco do desmatamento e no avanço da soja, elas corriam das mães que insistiam em passar o repelente pela quinta vez naquela manhã.

Logo na primeira noite, saímos para a tão esperada “focagem de jacaré”, uma unanimidade entre as crianças. Enquanto pulávamos para dentro do barco, o guia, um morador local simpaticíssimo, alertava que não é sempre que a gente vê o bicho, mas que o objetivo era também encontrar outros animais. Tudo ia bem, as crianças animadas. Mas comecei a sentir que alguma coisa estava errada quando um pai respondeu: “Ué, mas não existe aqui algum lugar onde os jacarés se concentram, que não tem erro, a gente vai e encontra o bicho?” Diante da resposta negativa do guia, alguns pais se entreolharam, desconfiados.

As duas preguiças que observamos no caminho não deram muito o que falar entre os adultos: uma muito no alto e muito longe, a outra mais próxima, mas com a cabeça escondida. A cobra, equilibrada em um galho de árvore, era esquálida demais e, pra piorar, não se mexia. Quando o clima já era de querer o dinheiro de volta, o jacaré apareceu triunfante, olhões diante das lanternas, corpo inteiro fora d’água, fuga rápida, desempenho perfeito. Pais contentes e motim abortado. (As crianças, obviamente, já estavam contentes há tempos, com o barco, com as lanternas, com a noite, com o rio, com as preguiças e com a cobra.)

No dia seguinte, na visita à comunidade de artesãos, os turistas não tiveram tempo de olhar para os meninos esculpindo as madeiras, afoitos que estavam para chegar primeiro à lojinha. Fizeram sua parte: saíram com sacolas e mais sacolas - e mais sacolas. Perderam a gargalhada gostosa do rapaz terminando um peixe-boi, o jardim fresco com a mangueira carregada, a praça bonita.

O passeio de canoa pelos igapós também frustrou algumas famílias: “Tudo muito igual”. De bedelho na conversa da mesa ao lado durante o jantar, ouvi um jovem marido comentar com a mulher que tinha gostado da visita às grutas, mas estava contrariado. “Não entendi por que a gente foi até a última: não tinha nada diferente das duas primeiras, não agregou nada!”

Sair pela madrugada para ver o sol nascer também não era assim tão extraordinário, porque raramente se via o sol - ou muita bruma, ou muito nublado, vai saber. Parece que os pássaros também não agregavam muito - eram poucos e não cantavam tanto. De volta do passeio à comunidade cabocla, um menino de 5 anos não parecia contente. Ansioso com a promessa repetida dos pais de que ele conheceria uma aldeia indígena na viagem, ele suspirava, chateado. “Foi legal, mas não tinha índio, só tinha gente!”

Eu mesma entrei na onda. Hospedada na beira de um dos mais belos rios do mundo, fui perguntar na recepção se não tinha por ali um igarapé escondido para nadar, alguma água boa, fresquinha, sem ninguém, algum lugar diferente, “que não tem erro”. Não tinha. O gerente foi educado: “Lamento, mas banho só no rio, mesmo”.

Pois foi só naquele rio mesmo que nadei todas as outras manhãs, na companhia de alguns barcos passando e passarinhos voando baixo, desfrutando do silêncio e da solidão, da água fresca na pele, da luz do sol no olho e a sombra da vegetação amazônica na paisagem. E quis morrer ao pensar que eu mesma tinha embarcado no turismo do inédito, do exclusivo, do turismo que “agrega”, do turismo de resultado.

A graça da floresta não está no que ela tem de único, mas no que tem de trivial. Você não precisa tropeçar a toda hora em bichos, paisagens e gentes, como se fosse ticando uma lista de compras. O país dos índios é o país dos caboclos, a floresta tropical com a maior diversidade do planeta é a mesma floresta das noites silenciosas, com uma solitária preguiça no alto da árvore. Preguiça de cabeça escondida, sim, mostrando, ao não se mostrar, a beleza, a beleza da natureza brasileira.

Não tem erro: o olhar do turista para a nossa biodiversidade precisa ser outro.

*Pesquisadora do Gvces e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela London School of Economics and Political Science.

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Por Taíza Brito, com informações da SOS Mata Atlântica

Vale apena dar uma conferida, principalmente com crianças, no projeto “A Mata Atlântica é aqui - exposição itinerante do cidadão atuante”, da SOS Mata Atlântica, exposto no Parque da Jaqueira, no Recife.

Trata-se de um caminhão, totalmente adaptado, com palco para manifestações artísticas de temática socioambiental, que percorreu 45 cidades das regiões Sul e Sudeste durante seu primeiro ano. E que agora está cumprindo roteiro com foco na região Nordeste do país, com o objetivo de promover em cada um destes locais atividades de conscientização, mobilização e educação sobre a importância da Mata Atlântica.

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Estive lá no último domingo (17), com meu marido Gerard, meu filho Lluís, 4, e sua priminha Julia, 5. Os dois se divertiram de montão participando de uma oficina de pintura de máscaras, observando numa maquete os efeitos da devastação das matas, lendo livros sobre a importância da reciclagem e do uso racional da água.

PA162181Apesar da pouca idade saíram de lá convencidos de que não devemos maltratar os animais muito menos as plantas. Diversão e aprendizado num dia só, além de muitas brincadeiras no Parque da Jaqueira, local ideal para um passeio descontraído.

O projeto, que tem como objetivo levar mais informações sobre a importância do Bioma e a influência dele na vida das pessoas, estimulando a criação de novos agentes multiplicadores em defesa da causa ambiental, fica no Recife até o próximo domingo, 24 de outubro.

A iniciativa, com o patrocínio de Bradesco Cartões, Natura e Volkswagen Caminhões e Ônibus, iniciou as atividades no Parque da Jaqueira na última quarta-feira (13), quando houve abertura com a presença de representantes da Sociedade Nordestina de Ecologia (SNE), (Associação para Proteção da Mata Atlântica do Nordeste (Amane), Ecocentro Bicho do Mato, Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá e o Secretario Municipal de Meio Ambiente Roberto Arrais.

Na quinta-feira (14), houve roda de conversa sobre a Mata Atlântica de Pernambuco, mediada pelo agrônomo Leonardo, da SNE. Os participantes tiraram suas duvidas sobre quais espécies são nativas da região e contaram as atitudes que tomam para ajudar o meio ambiente em que vivemos. O assunto prendeu a atenção de todos e nem percebemos o tempo passar.

Do Recife, o projeto segue para João Pessoa, onde fica de 27 a 31 de outubro, seguindo depois para Campina Grande (3 a 7 de novembro), Natal  (10 a 14 de novembro), Aracati - CE (17 a 21 de novembro), Fortaleza ( 24 de novembro a 5 de dezembro) e Caucaia - CE (8 a 12 de dezembro).

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plante20uma20arvoreA cidade de Caruaru adere à Campanha Junte-se a Nós, Plante Mais Uma Árvore Para Um Mundo Melhor nesta terça-feira (21), Dia da Árvore. A cidade aproveita a data para ançar o programa Caruaru Mais Verde e plantará 30 mil árvores.

A atividade é uma iniciativa da prefeitura da cidade e contará com o apoio das organizações Centro Sabiá, Agroflor e Diocese de Caruaru que irão articular a participação de mil agricultores e agricultoras da região Agreste de Pernambuco.

Para saber mais sobre a atividade acesse o blog da  campanha que quer plantar um milhão de árvores em Pernambuco: www.plantemaisarvores.wordpress.com.

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80844Da Redação do SOS Mata Atlântica 

Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, é a próxima cidade nordestina a receber a exposição itinerante “A Mata Atlântica é aqui”.  A partir desta quarta-feira (15) a domingo (19), os moradores do município poderão conhecer o caminhão adaptado pela SOS Mata Atlântica e aprender um pouco mais sobre  desmatamento, preservação, hábitos sustentáveis e outros temas relacionados ao bioma.

A programação inclui palestras e debates sobre a Mata Atlântica, oficinas, análise da água do Rio Mundaú, exibições de vídeos ambientais, maquetes interativas, jogos educativos, exposições, dentre outras atrações.  As atividades são gratuitas e destinam-se ao público de todas as idades.

O caminhão, que já passou por diversas cidades brasileiras, funcionará na Praça Guadalajara, das 10h às 16h, exceto no dia 15, quando abre às 11h.

A iniciativa tem o patrocínio de Bradesco Cartões, Natura e Volkswagen Caminhões & Ônibus e o apoio local da Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Conselho Municipal de Meio Ambiente de Garanhuns e Econordeste.

Escolas e grupos interessados podem agendar visitas monitoradas ao projeto, através do email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . Os relatos da equipe itinerante podem ser acompanhados em www.sosma.org.br/blog

Confira a programação completa:

15 de setembro (qua) – Praça Guadalajara
Atividades abertas ao público durante todo o tempo - das 11h às 16h
11h – Solenidade de Abertura.
16h - Coleta de água do Rio Mundaú para análise.

16 de setembro (qui) – Praça Guadalajara
Atividades abertas ao público durante todo o tempo - das 10h às 16h
11h – Palestra: A Mata Atlântica é aqui em Garanhuns.
14h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.

17 de setembro (sex) – Praça Guadalajara
Atividades abertas ao público durante todo o tempo - das 10h às 16h
11h – Oficina de pintura: máscaras de animais da Mata Atlântica.
14h – Jogos educativos: jogo da memória e jogo da cidadania.

18 de setembro (sáb) – Praça Guadalajara
Atividades abertas ao público durante todo o tempo - das 10h às 16h
11h – Oficina de desenho de animais da Mata Atlântica.
14h – CineMata: Exibição de vídeos com temas socioambientais.

19 de setembro (dom) – Praça Guadalajara
Atividades abertas ao público durante todo o tempo - das 10h às 16h
11h – Oficina de brinquedos feitos com garrafas PET.
16h – Encerramento das atividades.

Atividades que podem ser realizadas a qualquer momento: CineMata, mini biblioteca para consultas, roda das sensações, jogo da cidadania, jogo da memória, maquete dinâmica, oficinas de desenhos, pintura de máscaras de animais da Mata Atlântica e outros jogos educativos.

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poluicao_ar_35_1O Ministério do Meio Ambiente (MMA) deverá disponibilizar para a população, a partir de abril de 2011, o Registro de Emissão e Transferência de Poluente (Retp), sistema que divulgará dados sobre as substâncias poluidoras do ar, da água, do solo e o destino de resíduos sólidos gerados pela indústria.

Além da quantidade de emissão de aproximadamente 200 substâncias – líquidos, gases e sólidos – considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente, o portal vai divulgar a destinação desses resíduos. “Tem empresas que mandam esses produtos para um aterro, para a reciclagem, dependendo da natureza do objeto”, disse a técnica da Gerência de Resíduos Perigosos da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Mirtes Boralli.

Segundo ela, só há a intenção de tornar público o nome das empresas depois de um ano. “Por enquanto, nós pretendemos fazer um mapa para que cada cidadão saiba a quantidade de poluentes que é emitida na sua cidade e no seu estado.”

A técnica disse ainda que as empresas têm até o dia 31 de março para fornecer os dados solicitados pelo ministério. O Retp será elaborado com base no Cadastro Técnico Federal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), atualizado anualmente e instituído pela Lei 14.940, de 2003.

O principal objetivo da proposta é elaborar um inventário nacional das substâncias, do qual poderão surgir pesquisas acadêmicas e políticas públicas para a área.

A química e técnica do ministério acredita que a própria indústria passará por transformações, por meio da adoção de medidas socioambientais, depois da divulgação das informações contidas no portal. “A gente espera que as empresas vejam um nível de produção baixo de poluentes das outras empresas e tentem diminuir a sua emissão cada vez mais. E elas também podem acabar vendo boas iniciativas de destinação desses resíduos e copiando”, disse.

Fonte: Agência Brasil 

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canecaA Companhia Pernambucana de Saneamento e Abastecimento (Compesa)  pretende economizar anualmente cerca de R$ 100 mil com a troca de copos descartáveis por canecas ou garrafinhas em materiais duráveis dos colaboradores da empresa em todo o Estado.

Essa iniciativa é uma das ações contidas no projeto Ecompesa que a Companhia, por meio da Diretoria de Engenharia e Meio Ambiente, lançou nesta terça-feira (10) durante evento ocorrido no auditório da Avenida Cruz Cabugá, em Santo Amaro, no Recife.

O projeto prevê a adoção internamente de uma série de medidas de boas práticas socioambientais, como a implantação do Programa de Coleta Seletiva na empresa e a redução dos consumos de energia, papel e cartuchos de tinta. Está prevista a realização de todo um trabalho de conscientização ambiental dos funcionários a respeito do tema.

Durante o lançamento do projeto, houve a distribuição de canecas duráveis para os compesianos das unidades Aurora e Cabugá. Os demais colaboradores receberão as canecas gradativamente. Com isso, a empresa pretende diminuir a emissão de plásticos à natureza. Inicialmente foram confeccionadas 1.800 unidades. “Os copos descartáveis serão aposentados ou só serão utilizados por visitantes”, diz a gerente de Meio Ambiente da Compesa, Patrícia Torquato.

No evento houve palestra ministrada pela professora da Universidade de Pernambuco (UPE), Bárbara Cavalcanti, sobre a importância da Coleta Seletiva, que é a separação do lixo para ser enviado para reciclagem. A mesma palestra será ministrada pela professora em outras unidades da Compesa durante o plano de distribuição das canecas.

Patrícia Torquato explica que a empresa está preocupada em investir em projetos que visem a sustentabilidade e que venham diminuir os impactos ambientais, ao mesmo tempo em que está comprometida com a qualidade do serviço de abastecimento de água e de esgotamento sanitário prestado à população.

O Ecompesa faz parte do Plano de Ação para implantação do Sistema de Gestão Ambiental, desenvolvida pela Gerência de Meio Ambiente. Além do ganho ambiental, um dos principais benefícios esperados com a implantação do programa é a redução de custos que pode ser alcançada. “Este conjunto de práticas é capaz de garantir que a atividade de uma empresa gere menor impacto ambiental, promovendo ao mesmo tempo o desenvolvimento sustentável”, registra a gerente.

COPOS – A técnica operacional da Compesa, Ericka Brasil, comenta que a substituição de copos descartáveis por canecas é uma opção economicamente viável para a empresa, pois reduz o orçamento devido à diminuição da compra de copos descartáveis. Porém, diz a técnica, é necessário todo um trabalho de conscientização ambiental dos funcionários, sensibilizando-os a cerca da importância da reciclagem dos resíduos, ou seja, “para uma mudança de hábitos”.

Algumas unidades da Compesa já vêm realizando a redução do uso de copos descartáveis pensando na preservação ambiental. As equipes da empresa passaram a usar canecas, cantis e outros objetos desta natureza, ou seja, adotando as boas práticas socioambientais dentro da área de atuação, resultando em benefícios para todos.

Para a técnica, o resultado mostra que ações simples, feitas no dia-a-dia, podem contribuir tanto para a melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho como também para motivar as pessoas a se engajarem em prol de objetivos comuns, que resultem em benefícios à sociedade. “Eis aí um belo desafio para os novos tempos: encontrar maneiras eficazes de fazer com que a nova mentalidade verde mude a maneira de pensar, consumir e interagir de cada cidadão”, acentua Ericka Brasil.

Com relação às demais ações ligadas ao Ecompesa , como a redução no consumo de energia, papel e cartuchos de tinta, a equipe da gerência vai realizar o levantamento de dados sobre a redução dos custos que vai ocorrer com a adoção das medidas e divulgar os resultados posteriormente.  

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vale1Por Leticia Freire, do Mercado Ético, em 09.06.10

A Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba lançou esta semana, na cidade de Guaratinguetá (SP), seu plano de ação para dar vida ao Projeto Corredor Ecológico nos municípios de São Luís do Paraitinga, Lorena e Guaratinguetá.

Para a construção do corredor ecológico, foi realizado um estudo detalhado da ecologia da paisagem e foram identificadas diferentes formas de uso e ocupação do local. A ideia é ter os fragmentos preservados e conectados com uma produção compatível no meio, garantindo que o proprietário não destrua a mata.

A meta do projeto é ambiciosa: serão 150 mil hectares de Mata Atlântica - inicialmente na porção paulista da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul - preservados e restaurados nos próximos dez anos. Desse total, 122 mil serão de espécies nativas da floresta e 28 mil hectares serão voltadas ao uso econômico (Eucalipto).

As iniciativas desenvolvidas no Vale do Paraíba envolvem governo, sociedade civil e empresas. Atualmente participam da iniciativa o Instituto Tomie Ohtake, Fundação SOS Mata Atlântica, AMCE, Grupo Santander Brasil, Fibria, Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Su e Institutos Ethos e Oikos.

A proposta de recuperação da cobertura vegetal dessa região vai permitir a criação de faixas contínuas de matas ou um mosaico de atividades sustentáveis, de maneira a interligar trechos de florestas, e, assim, propiciar a recuperação da biodiversidade daquele bioma, de seus recursos hídricos, do trânsito de animais, além de permitir que a floresta exerça seu papel como reguladora do clima.

Valores humanos e culturais

Para Paulo Valladares, secretário executivo da Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba (ACEVP), esse não é um projeto apenas de plantio de árvores. “Não estamos brincando de plantar florestas”, disse. “Quem me garante que daqui a um ano ela estará lá? É preciso envolver a comunidade, cuidar das pessoas que estão na região”, frisou o secretário.

Ao recuperar áreas degradadas e reconectar partes isoladas de floresta, o corredor ecológico também atuará com as comunidades locais por meio de projetos de geração de renda e valorização cultural.

Segundo José Luciano Penido, presidente do Conselho de Administração da Fibria e presidente do Conselho da ACEVP, “a prática de atividades sustentáveis nas áreas intermediárias, beneficiará pequenos produtores que vivem na região. É um projeto de todos e para todos”.

Ainda segundo Penido, o maior desafio da iniciativa é a recuperação da biodiversidade, incluindo pessoas. “Queremos que elas sejam protagonistas e parceiras do projeto”, reforça ele.

Incentivo

As opções de incentivo do projeto para as populações do entorno são variadas. Existem propostas de pagamento pela soma de serviços ambientais prestados (conservação do solo e água, floresta recuperada e floresta conservada), estímulo ao plantio de espécies nativas e de espécies para o uso econômico, além de plantios consorciados.

Há também a opção das propriedades cultivarem e comercializarem plantas medicinais ou oferecerem matéria-prima para artesanato. “Dessa forma, eles começam a ter uma cesta variada de opções para que suas propriedades gerem mais recursos com a floresta do que com a degradação do meio ambiente”, lembra Valladares.

Preservação dos mananciais

Outra preocupação do Projeto Corredor Ecológico é a preservação dos mananciais da parte paulista do rio Paraíba do Sul, responsável pelo abastecimento de cerca de 10 milhões de pessoas - incluindo a indústria e a agricultura em São Paulo e 90 % da população da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Para que a água continue disponível em abundância, com qualidade e regularidade, o projeto vai promover junto às comunidades uma série de práticas conservacionistas para manter a porosidade do solo. “Proteger as nascentes responsáveis pela formação dos rios e a mata da região são condicionantes indispensáveis para isto”, lembra Valladares.

Plante uma semente você também

Pessoas físicas ou jurídicas que queiram contribuir com o plantio de árvores, podem fazê-lo por meio do Programa Arvorecer. Ao custo de R$ 15,00, qualquer um pode plantar uma árvore e ajudar os projetos socioambientais e culturais a serem financiados pela Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba.

Já as empresas podem entrar em contato com a coordenação do projeto pelo site e desenvolver projetos específicos.

Outros munícipos interessados na iniciativa também são bem-vindos.

Para participar e obter mais informações acesse www.corredordovale.org.br

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Domingo, 06 Junho 2010 19:22

A economia nada é sem um projeto de vida

Por Marcus Eduardo de Oliveira, da Adital

O economista William Stanley Jevons, nascido em 1835, na cidade inglesa de Liverpool, certa vez afirmou que “feliz é aquela pessoa que, mesmo com poucos recursos, tem a realização no seu trabalho diário e a garantia de um futuro melhor”.

Na esteira desse comentário feito por Jevons, é possível argumentar que, de fato, mesmo sem recursos financeiros suficientes não é “impossível” atingir-se um elevado grau de felicidade; ainda que a felicidade, como bem sabemos, seja algo muito subjetivo. Logo, conclui-se então que a felicidade definitivamente não repousa na obtenção de dinheiro. Muito dinheiro ou pouco, não determina se uma pessoa é (está) ou não feliz.

Visto de outra forma, o contrário da felicidade, também não está vinculado, na medida econômica, à ausência de dinheiro. Não ter dinheiro não significa que se está infeliz por conta disso.

Conquanto, cabe perguntar se a economia, por ser uma ciência social - uma ciência que na visão de muitos lida o tempo todo com o “estudo do dinheiro” - têm algo a ver com esse papo de se obter ou não felicidade, de ser ou de apenas estar feliz? Não seria esse um assunto específico para se levar com os amigos numa mesa de bar, filosofando entre um gole e outro? Por que encontrar justamente esse tipo de assunto misturado em meio de análises de economia?

A resposta é simples: felicidade envolve, na essência, pensar antes nas pessoas. Em se tratando de pessoas, isso envolve, por conseqüência, visualizar a condição humana e, a condição humana, por sua vez, envolve e contempla determinados aspectos que são inerentes à ciência econômica. Simples, não! Economia então, por esse prisma, tem tudo - e mais um pouco - a ver com a vida das pessoas, até mesmo porque essa ciência é social e, por ser social, necessita ser humana à medida que é feita pelos homens e para os homens, com uma única tentativa: efetivar a dignidade das pessoas.

A economia (enquanto ciência e atividade produtiva) tem tudo a favor para valorizar a vida das pessoas. Toda ciência social, aliás, guardada as diferenças entre os campos específicos em que atua, deve (ou deveria) ser posta a serviço de ajudar no progresso de cada um de nós.

Talvez seja por isso que o trabalho humano mais essencial certamente é o de cuidar das pessoas e do planeta que nos acolhe. Deixar de fazer isso, ou fazer com menoscabo, é ver prosperarem problemas como a fome, pobreza, desigualdades, mortes precoces vitimadas por doenças evitáveis, além da degradação ambiental.

Tais ocorrências - estejamos certos disso - podem perfeitamente serem associadas a sistemas econômicos imperfeitos. Superar, pois, essa imperfeição pelos caminhos onde transita a ciência econômica é perfeitamente possível. Para tanto, a Economia precisa dar mais atenção à questão do bem-estar das pessoas. Foi assim que Alfred Marshall, um dos mais eminentes economistas de todos os tempos, se posicionou quando defendeu que “a suprema finalidade da economia é elucidar a questão social”.

Tal assertiva marshalliana corrobora, sobremaneira, com a análise que dá conta que o principal e o mais alto interesse dos estudos econômicos reside no fato de que as decisões econômicas tomadas tanto no nível privado quanto público interfere sensivelmente na qualidade de vida das pessoas.

Especialmente em relação à Economia, existe certa tendência em acreditar que o campo de análise e preocupação dessa disciplina deve repousar continuadamente sobre a abordagem social, ainda que determinados segmentos da Economia insistam em ignorar o ser humano.

A verdade, contudo, é que pouca atenção tem sido dada pelos manuais técnicos em relação à problemática social. No entanto, tentando superar essa deficiência, muitos dos principais postulados da Economia, por estarem e se apresentarem constantemente em nossos afazeres diários, passam a ocupar posição de destaque, e, dessa forma, se condiciona a ocupar um lugar proeminente no objetivo de levar melhoria à vida humana.

Indiscutivelmente, a questão sócio-econômica permeia nosso dia a dia, percorrendo vários segmentos da sociedade. Não é à toa então que, por exemplo, o tema da Campanha da Fraternidade de 2010, “Economia e vida humana”, bem como seu lema principal, “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, acerta em cheio a ciência econômica e nos remete, de certa forma, a uma profunda reflexão de como a Economia pode atuar na ajuda ao bem-estar coletivo. A pergunta que fica é a seguinte: como conseguir orientar uma economia no sentido de que ela crie as melhores condições para a harmonia social?

Tudo isso me parece estar envolto na temática que diz respeito à própria atuação da economia, até mesmo porque é de fundamental importância não perder de vista que a ciência econômica, em sua essência, é uma ciência feita para “todo homem”, e é também, “de todos os homens”.

Se o fito fundamental da Economia é proporcionar “desenvolvimento” de todos e para todos, nada mais plausível então do que fazer dessa ciência uma escada de fácil trânsito para essa realização.

Nesse pormenor, nossa análise principal aqui contextualizada parte do seguinte pressuposto: a Economia necessita, para se firmar definitivamente como uma ciência que estuda a vida dos homens, construir ao seu redor uma engenharia social que seja capaz de captar as constantes ações individuais que envolvem a vida das pessoas.

Nesse arcabouço social não pode escapar a idéia de que os sistemas econômicos devem promover, primeiramente, a felicidade e o bem-estar humanos. É por isso que entendemos que cabe também à Ciência Econômica desenvolver uma visão solidária da vida. A Economia, acreditemos nisso, nada é sem um projeto de vida.

Em certa medida, é necessário provocar essa reflexão em torno de se visualizar a atividade econômica como uma ferramenta indispensável para “estudar” a melhoria das condições de vida das pessoas.

É imprescindível então valorizar a condição da economia enquanto ciência à medida que essa se lança num projeto maior de melhoria coletiva da vida. Essa é a razão precípua de apoiarmos um novo modo de se fazer Economia. Um novo modo que contemple, primeiramente, uma “Economia Social e Humana”. Social, no sentido de envolver o estudo sistemático das relações sociais fartamente enraizadas no seio da sociedade e, humana, à medida que prioriza o atendimento às necessidades das pessoas e faça disso um verdadeiro projeto de vida.

Enaltecer esses laços em torno das análises econômicas nos parece, a contento, uma interessante saída para fazer da Economia a “grande” ciência responsável pelo resgate integral da valorização individual num mundo repleto de injustiças, de desequilíbrios e má-querença.

Se concluirmos então que a convergência aponta para a valorização dos laços que formam a condição de vida humana, nada mais justo que “usar” o cabedal de conhecimentos da ciência econômica a fim de disponibilizá-los para esse nobre serviço.

Com o instrumental analítico de que dispõe a Economia, é possível criar-se suficientes e adequadas condições de esforçarmo-nos para viver de modo a promover o progresso da raça humana. Com isso, espera-se que as forças econômicas cooperem para com as necessidades sociais. Alcançando isso, certamente todos ganharemos!

* Economista e professor do UNIFIEO, da FAC-FITO e da Faculdade de Vinhedo. Mestre pela USP e Especialista em Política Internacional.

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