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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Quarta, 02 Junho 2010 20:53

Em águas drogadas

peixesPor Regina Scharf, especial para a Página 22

Peixes capturados em diversas cidades dos Estados Unidos apresentam uma alta concentração de ingredientes de produtos farmacêuticos e cosméticos. Por exemplo: pesquisa recente da Baylor University (uma universidade privada batista do estado do Texas) concluiu que os peixes encontrados a jusante da estação de tratamento de esgotos de Chicago continham altos índices de norfluoxetina (presente em anti-depressivos), seguido de quantidades um pouco mais modestas de carbamazepine (anti-convulsivo) e difenidramina (anti-histamínico). Também foi verificada a presença de medicamentos contra a osteoporose, anti-hipertensivos e anticoncepcionais.

Como essas substâncias chegaram ali? A resposta é fácil: escorreram por pias, ralos e privadas até a estação de tratamento, que elimina bactérias e degrada a matéria orgânica, mas passa ao largo de tais compostos. Em áreas densamente povoadas ou com rios pouco caudalosos, esses efluentes representam uma grande porcentagem do volume de água dos rios. Alguns estudiosos do assunto avaliam que o volume de substâncias farmacêuticas que contaminam o meio ambiente é comparável com a quantidade de agrotóxicos despejada na natureza.

Bryan Brooks, um dos coordenadores desse estudo na Baylor University, já havia observado o fenômeno em Denton, no Texas. Ali ele notou que a alta quantidade do hormônio estrogênio na água estava mudando os órgãos sexuais dos peixes, tornando-os mais femininos. Esse estrogênio vem, provavelmente, das excreções de mulheres que tomam a pílula anticoncepcional. Em outras partes dos Estados Unidos, o mesmo fenômeno foi observado em castores.

Segundo Brooks, a quantidade de contaminantes farmacêuticos é relativamente pequena, de modo que você teria que ingerir um volume muito grande de pescado para ser afetado. Entretanto, este tipo de contaminação pode comprometer a existência dos próprios peixes. E é importante lembrar que estes contaminantes se somam a outros que estão dispersos por aí (a esse respeito, leia meu post Adeus, Meninos, que levanta informação sobre o impacto de diferentes tipos de plástico sobre a masculinidade).

Qual seria o tamanho desse problema no Brasil? O brasileiro provavelmente consome muito menos cosméticos e medicamentos que os norte-americanos, por razões financeiras e culturais, mas também tem menos acesso ao tratamento de esgotos. Algum de vocês têm informações a respeito?

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aquecimento_global2*Por Marcelo Pelizzoli

Uma avestruz, quando tem medo, mete a cabeça sob a terra, e dá margem a ser devorada por predadores. O mundo ocidental, pós-Revolução Científica e Industrial, e o malfadado capitalismo (do eurocentrismo branco ao american way of life), tendo “vencido” o mundo primitivo, chamado de “selvagem” (como os “índios”), conquistando a Lua e parte da matéria e da energia, vê-se em processo autofágico (auto-devoramento).

Tal processo emerge a cada dia de uma série causal complexa de degradações constantes, que se assomam num continuum que reverbera por muitos anos depois de ocorrida uma ação.

A exemplo de um lixão, que mais tarde compromete toda uma região de lençóis freáticos, ou a exemplo de um consumo inconsciente com alimentação artificial e quimificada, que em alguns anos gera um câncer ou um a série de doenças degenerativas (há uma “epidemia” delas hoje).

Demoraram-se longos anos para que o establishment, a oficialidade do poder (Governos, G8, por exemplo) aceitasse, a duras penas, a verdade inconveniente de que estamos num caos crescente social e ambiental (uso a palavra socioambiental para indicar que é um só processo!). É claro que, daí para a prática, “são outros quinhentos”.

O alerta começou a ser dado no início do século XX, tendo como marco especial nos anos 50 a ameaça atômica real, e depois os colapsos ecológicos espelhados nas crises energéticas, de recursos, lutas por territórios, água, migrações de populações inteiras por questões de carência de recursos, problemas graves de saneamento, mortalidade e insanidade, e qualidade de vida comprometida devido a condições de poluição em geral, alimentação precária e artificial, uso de inseticidas, agrotóxicos, e uma gama de outros elementos agregados que nos matam antes da hora.

Tudo isso a demandar quantidades crescentes de energia e materiais (natureza). Estamos nos encaminhando para o auge desta crise. O estopim disso se chama Aquecimento Global. Entender isso apenas como aumento de temperatura do planeta é um reducionismo inaceitável, mais ainda por parte de pessoas esclarecidas. E entender Ecologia ou ambientalismo apenas como conservação natural, é outro reducionismo perverso.

A quem interessa fechar os olhos e desmentir o Aquecimento Global ? A quem interessa condenar ecologistas e taxar militantes como radicais (isso deveria ser elogio, radical: ir à raiz)? Tem sido uma das formas clássicas de quem se sente atingido, atacar no “modo (des)moralizante”, bastante sutil mas hipócrita (como quando Color de Mello disse que Lula tinha um aparelho de som caro e que ele não tinha). Neste sentido, já vi textos acusando Al Gore, autor do filme talvez o mais importante deste século (Verdade Inconveniente) de gastar 5 mil dólares na conta de luz por mês ! Mas a mentira tem pernas curtas.

Vejo somente algumas alternativas para responder à negação da amplitude da crise e, consequentemente, da defesa do status quo: Hipótese 1: alguém quer ir contra 800 cientistas renomados contatados pela painel da ONU sobre Mudanças Climáticas, e contra o que estamos sentindo na pele a cada dia (degradação socioecológica), e assim ganhar holofotes numa mídia sensacionalista. Alguns conseguem isso.

Mas há mais. Hipótese 2: alguém com interesses escusos, servindo àqueles que vêem seus negócios afetados pela diminuição do consumo e pela consciência cidadã e planetária. Esse é um caso muito comum. Nos EUA, a indústria do Petróleo e as que demandam energias imensas, e de alto impacto em gases de efeito estufa, são exemplos. Muitas vezes, ONGs, cientistas, sindicatos, pastores, mídia, são comprados constantemente para mentir em nome de alguns Senhores.

Consideremos, por um minuto, que um indivíduo que nega o aquecimento global tenha razão? Pergunta-se: a quem serve o resultado desta “verdade conveniente” ?  O que ele nega junto? Nós deveríamos parar de economizar cada vez mais energia elétrica ? Deveríamos, por causa da verdade dessa falação, andar sempre de carro e produzir mais poluição e problemas respiratórios e engarrafamento ? Deveríamos priorizar menos o transporte público ? Deveríamos parar de consumir cada vez mais, e continuar a poluir de todos os tipos nossos ambientes ?

Deveríamos continuar a destruir os nossos ecossistemas? Deveríamos continuar com valores egocentrados num individualismo grosseiro que faz perder a noção de interdependência de todos os seres e do destino comum dos que vivem num planeta limitado ? Deveríamos abandonar o trabalho exemplar do Painel da ONU e de Al Gore e toda a consciência que estão trazendo aos povos ? Vejam o absurdo a que chega uma tal negação.

Ecologia. Alerta Global. Não se trata de uma brincadeira. Não podemos brincar com o futuro de nossos filhos, e o presente que já nos pesa. O vertiginoso aumento de temperatura nos últimos anos com a comprovação consecutiva e comparativa exaustiva da alteração do ciclo uso do carbono desde a sociedade industrial é gritante. É uma questão da mais alta responsabilidade e da coletividade.

Não obstante, não podemos entender isso como simples aumento de temperatura por caprichos de eras climáticas de nosso planeta. Esqueçamos um pouco o aquecimento em si, olhemos para baixo e para os lados e um pouco adiante! Somente posso entender mais humanamente a negação dos aspectos graves da crise ecológica e social em que vivemos se ligo este fato com o medo e a dor das pessoas quanto a aceitar certas realidades. Isso seria mais humano e humilde.

Dói profundamente saber que estamos num caminho com estilo de vida profundamente anti-social e anti-ecológico; os fatos arrasam. Ou seja, admitir que o nosso capitalismo (e nós todos o somos em maior ou menor grau), levou nossa loucura egóica a tal intensidade que gera retroações e quedas as quais queremos evitar. E então, se ouve as vezes dizer: “está tudo bem”, “está tudo bem”, são apenas detalhes e a tecnologia e a política liberal, o crescimento econômico “vão resolver isso”!

Ninguém mais, de bom senso e sensibilidade, tem coragem de negar o quão fundo chegamos, gerando violências de todo tipo, perda de valores, degradação de culturas, exclusão social, relações de poder hipócritas e exploratórias, uma selvageria manifesta em especial no Hemisfério Sul do Planeta, mas também no Norte. Por que defender um modelo assim? American way of life. Superman. Até quando ? Por que negar nossa situação e vulnerabilidade? Por que querer ser Deus? Onde queremos levar nosso ego para que ele escape da minha responsabilidade cada vez maior e dos meus limites?

A injustiça clama aos céus, diz o texto sagrado. Em todo caso, não precisamos desanimar diante da situação. Ela nos clama pois não queremos uma vida arruinada, mas boa, evitando o sofrimento, buscando a felicidade, mesmo nas coisas simples da vida, na partilha, na socialização, na cultura. Alegria, amizade, culturas locais, cidadania, sim. Mas não podemos mais viver num mundo de “faz de conta”.

Não estamos mais na Era da Abundância e no infantil “Alice no país das maravilhas”, e, certas “verdades” que herdamos de nossos pais, mesmo professores (com viseiras), ou até de coronéis, hoje coronéis empresários, estão quase todas obsoletas, e por isso se tornam altamente perigosas, pois mesmo sendo por vezes religiosas, morais, perpetuam a dilapidação a que é jogada a grande população, tanto quanto o que chamamos de natureza.

Viva o progresso? Viva a cana e a monocultura ? A pecuária extensiva? O petróleo? Viva a sociedade industrial crescente? Viva cada vez mais automóveis e a economia dinossáurica? E qual o destino do ser humano a cada dia ? Doenças e epidemias, poluição, depressão, perda de sentido num mundo burguês que perdeu o controle sobre seus monstros ? É isso que queremos ?

A maneira de a natureza nos responder dá-se com avisos crescentes e arrepiantes: desordens climáticas potencializando efeitos de chuvas, secas, furacões, inversões térmicas inesperadas. Doenças novas ou doenças antigas que retornam. Vírus que se fortalecem com antibióticos e se potencializam.

“Vaca louca”, gripe do frango, plantações que florescem antes da hora, aumento de “pragas” tanto animais quanto vegetais; doenças que campeiam o mundo pobre, mas também o rico. Lutar contra esse estado de coisas não quer dizer simplesmente voltar a um mundo romântico, ao passado e a algum paraíso que não existe mais, negando toda a tecnologia.

E não é também ser apenas “do contra”, esquedista etc. Mas é, antes de tudo, uma síntese, para a qual muito temos a nos preparar – sustentabilidade - exigindo cada vez mais mudanças, desacomodamento, criatividade, tecnologias brandas, agricultura ecológica, familiar, distribuição de terras e política agrícola, cumprimento da legislação ambiental, economia solidária e ecológica, bioconstruções, fiscalizações de todo tipo, reestruturação de cidades sustentáveis e muito mais. A luta ecológica é muito mais do que romântica e verdista ou de um partido apenas, é a construção de um outro mundo possível, do que depende radicalmente a vida presente e principalmente futura.

Refletir em cima do aquecimento global é compreender porquês, buscar mudar fatos como: de cada 4 pessoas, uma terá câncer (enquanto que na década de 50, era uma em cada 40 - ao mesmo tempo, passamos de 45 aditivos químicos na alimentação para mais de 2000 hoje !!!).

É compreender que o uso de energia tem um custo muito maior do que o que pagamos; é internalizar externalidades, como no caso da carne. O consumo de carne é hoje um dos maiores vilões socioecológicos: destruição da Amazônia, da Mata Atlântica (onde vivemos), do solo, poluição intensa de rios, aumento de fome no mundo - pois a carne não é para os pobres, e toma o lugar dos grãos etc. Refletir em cima do Alerta Global é despertar para o Zeitgeist, para o aqui e agora.

Abrir os olhos ao aquecimento global, é promover a cidadania planetária, a esperança na humanidade, a vida das crianças, o respeito à vida não-humana, e a humildade – ou seja, o humus, respeito à terra, de onde todos viemos e para onde retornamos.

Neste sentido, finalizo com uma história sobre o surgimento do ser humano e o Cuidado. Diz a lenda narrada por Virgílio: "Um dia, quando Cuidado pensativamente atravessava um rio, ela resolveu apanhar um pouco de barro e começar a moldar um ser, que ao final apresentou forma humana. Enquanto olhava para sua obra e avaliava o que tinha feito, Júpiter (céus) se aproximou. Cuidado pediu então a ele, para dar o espírito da vida para aquele ser, no que Júpiter prontamente a atendeu. Cuidado, satisfeita, quis dar um nome àquele ser, mas Júpiter, orgulhoso, disse que o seu nome é que deveria ser dado a ele. Enquanto Cuidado e Júpiter discutiam, Terra surge e lembra que ela é quem deveria dar um nome àquele ser, já que ele tinha sido feito da matéria de seu próprio corpo - o barro. Finalmente, para resolver a questão, os três disputantes aceitaram Saturno como juiz. Saturno decidiu, em seu senso de justiça, que Júpiter, quem deu o espírito ao ser, receberia de volta sua alma depois da morte; Terra, como havia dado a própria substância para o corpo dele, o receberia de volta quando morresse. Mas, disse Saturno ainda, ‘já que Cuidado antecedeu a Júpiter e à Terra e lhe deu a forma humana, que ela lhe dê assistência: que o acompanhe, conserve sua vida e lhe dê o apoio enquanto ele viver. Quanto ao nome, ele será chamado Homo (o nome em latim para Homem), já que ele foi feito do humus da terra’" .

*Marcelo Pelizzoli, doutor em Filosofia, é professor da Universidade Federal de Pernambuco.

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Terça, 01 Junho 2010 14:27

Semeia a ideia de plantar uma árvore

verde1Divulgamos aqui no Blog Viva Pernambuco informações sobre a campanha que pretende plantar um milhão de árvores em Pernambuco, empreendida pelas ONGs Diaconia, Centro Sabiá e Caatinga. 

Campanhas semelhantes espalham-se em blogs e sites na web propagando a ideia de plantar uma árvore.  Outra organização que defende esta bandeira é a Rede Mundo Verde, que além de uma página na internet tem um blog (http://mundoverde.com.br/blog/quem-faz/).

Na home o visitante descobre como salvar o planeta plantando árvores com apenas um clique. E tem acesso a informações importantes como estas:

Árvores renovam o nosso ar, oferecem frutos, sombra e até mesmo “remédios”. Também ajudam a evitar enchentes: uma árvore adulta, por exemplo, pode absorver do solo até 250 litros de água por dia.

Além disso, muitos nutrientes de matérias orgânicas (como as fezes dos animais) são absorvidos pelas raízes e transformados através da fotossíntese em alimento para a toda a planta. Por sua vez, folhas, frutos, madeira e raízes servirão de alimento para diversos seres vivos.

As árvores formam uma parede que favorece o silêncio, impedindo a propagação dos ruídos. Cercas vivas, por exemplo, criam ambientes bonitos, mais silenciosos e aconchegantes. E também oferecem uma sombra deliciosa!

Cuidados com as árvores para preservar o Planeta:

Madeira: O mercado madeireiro cresce no Brasil e muitas empresas são clandestinas. É importante saber se a madeira que está comprando é autorizada, certificada ou não.

Papel: O papel vem da madeira, mais precisamente, da fibra de celulose, material que constitui as plantas. A parte mais usada é a casca das árvores. Utilize papéis reciclados ou produzidos com madeira de reflorestamento.

Oxigênio: A poluição gerada pelas grandes cidades está desequilibrando a quantidade de oxigênio no mundo. Estudiosos e pesquisadores afirmam que florestas muito antigas, que já atingiram seu equilíbrio, produzem a mesma quantidade de gás carbônico (liberado a noite) que a de oxigênio; já as florestas jovens liberam muito mais oxigênio do que gás carbônico. Isso significa que plantar uma árvore é produzir oxigênio!

Frutas: A maioria das árvores são frutíferas, produzindo frutos deliciosos e saudáveis. Aproveite esse presente nutritivo da natureza!

Fauna: Plante uma árvore perto de sua casa e veja e ouça o canto dos pássaros logo de manhã! Além disso, você acompanha a variedade de animais que poderão ser atraídos em busca de abrigo e alimentação.

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Pesquisadores elaboraram dois rankings de países que mais degradam o meio ambiente. Em uma das listas, a que considera o impacto absoluto de cada nação, o Brasil aparece como o pior país, graças ao desmatamento

Por Bruno Calixto, da Amazonia.org.br

Um estudo publicado na revista científica PloS One identificou o Brasil como um dos países que mais causam danos ao meio ambiente. A pesquisa, intitulada “Evaluating the Relative Environmental Impact of Countries”, foi produzida por pesquisadores da Universidade de Adelaide, Austrália, e publicada no dia 9 deste mês.

O artigo compara o estado da degradação do meio ambiente em mais de 170 países, utilizando diversos critérios, como crescimento da população de cada país, desmatamento, poluição marinha e perda da biodiversidade. O documento também apresenta dois rankings de países que mais causam impacto à natureza.

Segundo os autores, o objetivo do ranking é identificar as nações mais bem sucedidas na condução de políticas para reduzir a degradação ambiental, e também apontar as políticas que falharam. “Nosso objetivo aqui é apresentar métricas simples para medir os impactos ambientais - absolutos ou proporcionais - dos países”, diz o estudo, em livre tradução do inglês.

Em uma das listas, a que considera o impacto ambiental de maneira absoluta, isto é, sem considerar o tamanho do país ou a quantidade de recursos naturais disponíveis, o Brasil foi classificado como o país que causa mais impacto no meio ambiente.

O principal motivo para que o Brasil tenha sido considerado o pior para o meio ambiente, na lista absoluta, é o desmatamento. O país é o primeiro no critério de perda de floresta natural e o terceiro em conversão do habitat natural. O Brasil também foi classificado como quarto no total de espécies ameaçadas e na quantidade de emissões de CO2.

“De uma perspectiva global, os países mais populosos e economicamente influentes tiveram o maior impacto ambiental absoluto: Brasil, EUA, China, Indonésia, Japão, México, Índia, Rússia, Austrália e Peru foram os 10 países pior classificados”, diz o artigo.

A segunda lista classifica os países levando em conta seu impacto proporcional ao total de recursos naturais presentes em cada país. Nessa classificação, o Brasil não aparece entre os 20 piores.

“Este índice classifica os seguintes países como tendo o maior impacto ambiental proporcional: Cingapura, Coréia, Qatar, Kuwait, Japão, Tailândia, Bahrain, Malásia, Filipinas e Holanda”, diz o estudo.

De acordo com a pesquisa, existe uma relação, indicando que os países que mais degradam o meio ambiente são aqueles com maior população e maior riqueza.

“Os resultados também mostram que a comunidade mundial deve incentivar os países menos desenvolvidos a um melhor desempenho ambiental, especialmente na Ásia”, diz o artigo.

Isso porque seis países asiáticos aparecem no topo, tanto da lista proporcional quanto daquela que avalia o impacto ambiental absoluto: China, Indonésia, Japão, Malásia, Tailândia e Filipinas.

O artigo está disponível, na íntegra e em inglês, no seguinte endereço:

http://www.plosone.org/article/info:doi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0010440

Publicado em Viva Mundo

cartilhaCom informações de Renata Giraldi, da Agência Brasil

O Guia de Apoio aos Educadores do Brasil, cujo objetivo é estimular os alunos para a preservação e conservação da biodiversidade a partir de sugestões didáticas e lúdicas, está disponível nos sites da Conservação Internacional (www.conservacao.org), Instituto Supereco (www.supereco.org.br) e WWF-Brasil (www.wwf.org.br), organizadores da publicação.

O guia é voltado para adolescentes de 11 a 14 anos. Mas, segundo os responsáveis, as atividades podem ser adaptadas para grupos de crianças e até adultos.

As entidades envolvidas são a WWF-Brasil, a Conservação Internacional e o Instituto Supereco. No Brasil desde 1996, a WWF é ligada à entidade internacional de mesmo nome presente em 100 países. Criada em 1987, a Conservação Ambiental está presente no Brasil e em mais 43 países. A brasileira Supereco foi criada em 1994 e desenvolve programas educativos, sociais e culturais na área de meio ambiente especialmente da Mata Atlântica.

A cartilha é uma adaptação brasileira para o material Exploring Biodiversity, publicação conjunta da Conservação Internacional e do WWF. O lançamento faz parte das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade e do Dia Internacional da Biodiversidade comemorado no próximo sábado (22/5).

O material, com 133 páginas, reúne textos e atividades práticas. O enfoque é a realidade brasileira. O guia estimula os estudantes a investigar, analisar e reconhecer a importância da biodiversidade, observando os serviços ambientais existentes e as espécies ameaçadas de extinção.

Publicado em Viva Brasil

Publicado no site do Estadão em 26.03.10

O ex-vice-presidente americano Al Gore e o diretor de cinema James Cameron defenderão a preservação da Amazônia no Fórum Internacional de Sustentabilidade que começou na sexta-feira (26), em Manaus, e segue neste final de semana.

O diretor dos premiados filmes "Uma Verdade Inconveniente" e "Avatar" será orador especial no evento, que contará com a presença de ecologistas e representantes de governos e instituições que lutam pela preservação da Floresta Amazônica e do meio ambiente.

O ex-vice-presidente americano e Prêmio Nobel da Paz 2007 falará da conservação da Amazônia como fator importante para deter o aquecimento global, segundo os organizadores do fórum.

Cameron, por sua vez, falará de sua experiência pessoal como cineasta na hora de sensibilizar a sociedade sobre a urgência de atuar em prol do meio ambiente, tema da fantástica aventura "Avatar".

A abertura do evento ficará a cargo do governador do Amazonas, Eduardo Braga, que passará o bastão ao cientista americano Thomas Lovejoy, considerado um dos pioneiros no estudo e na preservação da Floresta Amazônica.

A previsão é que o evento, cujo objetivo é definir práticas ecológicas e sustentáveis e maneiras de difundi-las na sociedade, reunirá cerca de 300 representantes de empresas brasileiras e das várias esferas governamentais.

Além de buscar um compromisso político e empresarial por parte dos participantes, os organizadores do fórum querem ainda demonstrar o valor econômico e ambiental do "pulmão verde do planeta" e apontar as consequências de sua degradação para todo o mundo. 

Publicado em Viva Brasil
Sexta, 26 Março 2010 20:44

Apague a luz por uma hora!

aluzCom informações de Rogério Ferro, do Instituto Akatu

No dia 27 de março, entre as 20h30 e 21h30, faça uma experiência: abra as janelas da sua casa ou apartamento, apague as luzes e tente descobrir a beleza da luz natural. Além de viver um momento diferente e agradável, você estará participando de uma manifestação pacífica em favor da redução das emissões dos gases do efeito estufa – que causam o aquecimento global – e da conservação dos ecossistemas. Trata-se do movimento global Hora do Planeta 2010, organizado pela WWF em defesa da conservação do planeta.

Segundo os organizadores, é uma oportunidade crucial que as pessoas têm de manifestar sua preocupação com as mudanças climáticas. Para este ano, o movimento já conta com a adesão de quase 2 mil cidades espalhadas por mais de 100 países (foram 88 na edição passada).

No Brasil, já aderiram mais de 14 mil pessoas, 176 organizações e 1035 empresas de quase 30 cidades, entre elas 10 capitais. São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Belo Horizonte, Rio Branco e Recife estão entre elas.

No Recife, a Assembleia Legislativa de Pernambuco adere à campanha pelo segundo ano consecutivo, desligando as luzes de seu prédio histórico, o Palácio Joaquim nabuco, fundado em 1875. Também serão apagadas as luzes de seis prédios anexos do parlamento estadual, por proposta do deputado Isaltino Nascimento acatada pela primeira-secretaria da Casa.

Simbolismo - O ato simbólico de apagar as luzes foi escolhido por ser uma ação simples, que pode ser realizada por qualquer pessoa em qualquer lugar. Entretanto, alguns monumentos famosos pelo mundo como Torre Eiffel (Paris), a Grand Palace (Bangcoc), London Eye, (Londres), Empire State Building (Nova Iorque), Fontana di Trevi (Roma). No Brasil, pontos famosos como o Cristo Redentor (Rio de Janeiro), Praça da Alfândega (Porto Alegre), Ponte Estaiada (São Paulo) e Estufa do Jardim Botânico (Curitiba) também vão chamar a atenção do público.

O Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e algumas de suas empresas parceiras apóiam esta iniciativa. O Akatu acredita que ações como essa ajudam a conscientizar os consumidores sobre a necessidade urgente de medidas no combate ao aquecimento global. E despertam a reflexão sobre as pequenas mudanças nos hábitos cotidianos, que provocam grande impacto quando praticadas por todos.

Interessados em se cadastrar (pessoas, organizações e empresas) devem acessar o site do movimento e para assistir ao filme da campanha de 2010, clique aqui.

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Publicado no site Envolverde, do Ministério do Meio Ambiente

asacoPreocupada com o impacto do consumo excessivo de sacolas plásticas no Brasil e no mundo, a atriz global Christiane Torloni aderiu à campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente, lançada em junho de 2009.

Ela doou o cachê e gravou dois spots de rádio que serão veiculados nas principais emissoras do país. Na primeira gravação a atriz chama a atenção para a importância de se evitar o uso de sacolas plásticas em compras pequenas, já que as mercadorias podem ser levadas no bolso ou na bolsa: "Diga simplesmente 'não, obrigado'. A pessoa atrás de você vai seguir o seu exemplo".

A segunda mensagem fala das enchentes e de como o descarte incorreto de sacolas plásticas agrava a situação. As sacolas se amontoam nas bocas de lobo, dificultando o escoamento das águas das chuvas, causando danos a todos.

Christiane Torloni trabalha também para a preservação da Amazônia e sabe que novos hábitos são essenciais para criar um novo olhar sobre a responsabilidade trazida por cada ato de consumo nosso. Os móveis de madeira que escolhemos para nossa casa, a carne que compramos para nosso almoço - pode parecer que não, mas essas escolhas têm reflexo direto na preservação da Amazônia.

O mesmo raciocínio podemos usar ao recusar as sacolinhas. É uma mudança de comportamento que tem impacto direto no mundo novo que queremos construir.

E você, já faz a sua parte? Recuse sacolas plásticas sempre que possível e reutilize aquelas que teve que pegar. Novos hábitos são fundamentais. Faça como Christiane Torloni: entre você também nesta campanha!

Publicado em Viva Brasil
Segunda, 22 Março 2010 14:10

Água para o desenvolvimento brasileiro

agua250Por Benedito Braga

Em geral associa-se água ao meio ambiente. Pensa-se em água como elemento vital que deve ser preservado e conservado. Água tem também significado religioso, cultural, político e até estratégico.

Um aspecto que muitas vezes passa despercebido ao cidadão comum é de que a água é um recurso fundamental para o desenvolvimento das nações. O Brasil detém 12% da água doce do planeta. A maior parte desta água está localizada na bacia amazônica, onde nossas demandas para usos consuntivos (os que consomem água), como o abastecimento doméstico e a indústria são insignificantes.

No Nordeste, onde vive 30% de nossa população, somente 3% destes recursos hídricos estão disponíveis. Esta situação de disponibilidade regional desequilibrada associada à má qualidade da água em nossos cursos d’água impõe uma ação coordenada no setor de infraestrutura e gerenciamento de recursos hídricos.

Hoje a Agência Nacional de Águas (ANA) dispõe de estudos que dão conta que o problema do abastecimento doméstico de água no Nordeste, por exemplo, poderia ser definitivamente resolvido com investimentos em infraestrutura da ordem de R$ 3,4 bilhões quantia insignificante se considerarmos os benefícios sociais advindos.

Mas investir em infraestrutura somente não resolve o problema. O processo de financiamento deve necessariamente envolver compromisso de desenvolvimento de um sistema de gerenciamento com garantia de sustentabilidade técnica e financeira das obras implantadas.

Este foi o espírito do recém-finalizado Proágua, programa desenvolvido pela Agência Nacional De águas e pelo Ministério da Integração Nacional com o apoio do Banco Mundial, em que o financiamento da obra somente era dado se houvesse um plano de manejo sustentável após sua implantação.

A ANA, também preocupada com o problema da qualidade da água, lançou já em 2001 um programa para subsídio eficiente ao setor de saneamento para tratamento de esgotos.

O Programa Despoluição de bacias hidrográficas (PRODES), que ao invés de financiar obras, paga por resultados. Quando a estação está funcionando, o prestador de serviço de saneamento pode retirar o valor devido.

Assim, impede-se a existência de obras superfaturadas, que não funcionam ou pouco eficientes. A Agência já investiu mais de R$ 100 milhões no PRODES – que contemplou mais de 4 milhões de pessoas –, enquanto os municípios beneficiados aportaram mais que o triplo desse valor.

O futuro nos leva à Amazônia. Lá temos 50% de nosso potencial hidroelétrico em uma região ambientalmente sensível ao Norte do país. Os rios amazônicos são o caminho natural para escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste. Hoje o escoamento da soja lá produzida requer dispêndios do governo da ordem de R$ 1,2 bilhão.

Esta produção é transportada por caminhões por milhares de quilômetros para os portos do Sul encarecendo nossos produtos no mercado internacional. Como compatibilizar os usos múltiplos das águas da Amazônia, viabilizando ao mesmo tempo hidroeletricidade e navegação, com a conservação ambiental é o grande desafio do desenvolvimento e da gestão de recursos hídricos no Brasil para a próxima década.

Benedito Braga é diretor da Agência Nacional de Águas e teve o artigo publicado no site da instituição.

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Segunda, 22 Março 2010 03:54

Reflexão no Dia Mundial da Água

Pingo_D-AguaPor Carol Bradley

Muitos ainda tratam a água como um recurso natural ilimitado. Essa crença se traduz muitas vezes em desperdício. A empresa que joga dejetos no rio, poluindo suas águas, e a pessoa que deixa a torneira aberta enquanto escova os dentes, têm a mesma atitude: não dar o devido valor a esse líquido que é essencial à vida.

Nosso planeta tem cerca de dois terços de água. Tendo em vista essa enorme porção azul, muitos crêem que sempre teremos água em volume e qualidade suficiente para não nos preocuparmos. Mas, não é bem assim.  

97% da água do planeta é água do mar, ou seja, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra.

Com o objetivo de chamar atenção para a questão da escassez da água e, conseqüentemente, buscar soluções para o problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu em 1992, o 22 de março, Dia Mundial da Água, publicando um documento intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água". Abaixo os artigos, que merecem uma reflexão:

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

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