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Segunda, 22 Março 2010 03:44

O preço do oxigênio

oxignioPor Acir Gurgacz

Quanto custa o oxigênio produzido na Amazônia? É fácil saber quanto custa cada litro do petróleo do pré-sal, mas e quanto ao metro cúbico de oxigênio? É fácil definir o valor dos royalties para remunerar os Estados produtores de petróleo, mas e os Estados produtores de oxigênio?

Costumamos ouvir as cobranças do mundo inteiro pela preservação da Amazônia. Sequer falam em “conservar” a Amazônia, querem-na intangível. A diferença pode não parecer clara para alguns, mas ela se refere a usar ou não um recurso. Quando preservamos algo, é como colocarmos sob uma redoma de vidro. Quando procuramos conservar algo, como por exemplo, o gado bovino, cuidamos para que a espécie tenha condições de se reproduzir, de existir. Ou seja, matamos bois e vacas há séculos e eles continuam por aqui.

O mundo parece não querer que a Amazônia seja conservada. A opinião pública e organismos internacionais gostam mais da idéia de uma floresta amazônica que não sirva para nada além de produzir oxigênio. Esquecem que o continente africano tem uma floresta equatorial tão grande quanto a nossa e que pode produzir tanto oxigênio quanto nós.

A diferença é que a floresta africana está dividida entre vários países, e o mundo não se mostra muito disposto a assumir a dificuldade de lidar com duas situações: as florestas de pequenos países africanos não têm o peso político da nossa Amazônia; e a culpa que o Primeiro Mundo teve (e tem) no processo de desmatamento daquele continente.

Desta forma, a pressão por decisões ecologicamente corretas recai sobre o Brasil, e mais diretamente sobre nós, Estados dentro daquilo que chamam de reserva mundial de biodiversidade. Temos que preservar a floresta, temos que recuperar áreas que foram desmatadas sob determinação do governo no século passado e temos, acredito, que viver de brisa. Viver de oxigênio.

Caso essa consciência ecológica valesse para todos os Estados do Brasil, quantas cidades deveriam deixar de existir? Quantas fábricas sumiriam? Condomínios inteiros, praias e resorts simplesmente sumiriam no nosso mapa. Afinal de contas, em algum momento da história do Brasil os machados e motosserras trabalharam duro para dar espaço ao desenvolvimento.

Não quero defender aqui o desmatamento. Longe disso. Quero apenas agir dentro de uma lógica que parece servir para todo o mundo e para o resto do Brasil, mas não para nós, Estados amazônicos: precisamos de sustento e condições de desenvolvimento. Se o país e o mundo demanda que a Amazônia produza oxigênio, é preciso estabelecer um preço para isso. E que não nos chamem de mercenários.

Na Europa a solução para esse dilema já existe há tempos. Selos ind icativos de produção ecologicamente sustentados diferenciam preços e valorizam produtos. Uma geléia de framboesa fabricada com frutos orgânicos e em áreas menos agredidas pelo homem custam mais caro que aquela produzida com agrotóxicos e regiões sem manejo ambiental. Por quê? Porque o fabricante da primeira geleia tem uma linha de produção bem menor que a segunda.

Uma saída como essa deve ser a opção para os Estados inseridos dentro dessa mancha verde da Amazônia. Ou seja, uma remuneração para não desmatar, uma remuneração para manter do jeito que está. Esse preço seria estabelecido e agregado em quê? Na carne produzida em Rondônia? Em cotas de financiamento com juros estabelecidas em proporções de áreas não-desmatadas? Ou em financiamentos a fundo perdido definidos pelo mesmo critério?

É preciso avaliar essa compensação de forma séria, pois, ao contrário do que o mundo parece pensar, há seres humanos vivendo nos Est ados que integram a nossa Amazônia. Pessoas que têm os mesmos sonhos, as mesmas necessidades e ambições bem parecidas com a de pessoas que vivem em São Paulo, Rio de Janeiro, Londres ou Paris.

Acir Gurgacz, que é senador pelo PDT de Roraima, teve este artigo publicado no site da Revista Carta Capital.

Publicado em Artigos

Por Fabiano Ávila, da CarbonoBrasil

carbonoTodos nós recebemos dezenas de panfletos e catálogos semanalmente nas nossas casas, papéis que muitas vezes nunca pedimos que nos fossem enviados. Apenas ao recusar esse tipo de material, já estaríamos contribuindo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) do nosso país.

Nos Estados Unidos, uma sociedade que consegue ser ainda mais consumista que a brasileira, uma medida simples como essa, em conjunto com outras pequenas ações, poderia resultar em uma redução de 15% nas emissões.

Esta foi a conclusão de um estudo do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC) em parceria com o Instituto Garrison. Segundo a análise, trabalhando em medidas comportamentais simples, como uma melhor postura no uso de eletricidade, transporte e alimentação seria possível cortar a emissão de um bilhão de toneladas métricas de GEEs até 2020 nos EUA.

“Enquanto a Casa Branca desenvolve estratégias de energia limpa para reduzir em larga escala a poluição industrial, este estudo dá embasamento para que cada cidadão tenha conhecimento de como ajudar. Todos têm a oportunidade de reduzir as emissões e ainda cortar custos do orçamento doméstico”, declarou Peter Lehner, diretor executivo do NRDC.

Mas os autores do estudo deixam claro que a idéia não é substituir ações governamentais por atos individuais e sim que um complemente o outro. “Essas medidas comportamentais que sugerimos não devem anular políticas energéticas ou de novas tecnologias. Na verdade uma coisa completa a outra e assim ficamos mais perto de uma solução para a crise climática”, explicou Jonathan Rose, co-fundador do Instituto Garrison.

Desperdício - O ponto fundamental da alteração comportamental que as pessoas devem ter em mente é evitar o desperdício. Por exemplo, se cada residência desligasse os aparelhos das tomadas quando não estão em uso, colocasse os computadores para hibernar e apagasse as lâmpadas quando ninguém está precisando delas, isso já reduziria as emissões em 70 milhões de toneladas métricas de carbono equivalente (MMtCO2e) até 2020.

O corte de 25% no desperdício de alimentos significaria outros 65 MMtCO2e não liberados para a atmosfera. Aumentar a reciclagem de papéis, plásticos e metais em 50% pouparia 105 MMtCO2e. Se negar a receber panfletos, catálogos e usar os dois lados de papéis para imprimir em casa já evitaria a liberação de mais 60 MMtCO2e.

“Essa economia comportamental pode nos ajudar a vencer os desafios das mudanças climáticas e apontar maneiras de agirmos não apenas em interesse próprio, mas também com compromisso comunitário. Acredito que podemos alcançar grandes mudanças comportamentais, e não apenas a nível de indivíduos, mas também em organizações, políticas e mercados”, afirmou Rebecca Henderson, diretora da Iniciativa de Negócios e Meio Ambiente da Harvard Business School.

De acordo com Rebecca, as pessoas quando tomam determinada decisão são fortemente influenciadas pela emoção e até mesmo pelo altruísmo. Além disso, o senso de comunidade deveria ser mais explorado para melhorar a postura da sociedade com relação ao desperdício. “Campanhas que levem em conta apenas os ganhos pessoais de cada um são muito limitadas. Os seres humanos são muito mais cooperativos e emotivos do que se pensa”, concluiu a economista.

 

Publicado em Blog

Por Carol Bradley

Preservar os mananciais de água e racionalizar o seu consumo deve ser preocupação de todos: iniciativa pública, privada e sociedade civil. Por isso, iniciativas como a anunciada pela AmBev esta semana, que irá investir R$ 44 milhões em uma campanha de mobilização para o uso consciente da água, deveriam ser regra e não exceção.

Batizado de Movimento Cyan, o projeto será lançado oficialmente em 22 de março, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, quando se comemora o Dia Mundial da Água e será tocado em parceria com a Organização Não Governamental WWF.

Dentro das ações previstas está a adoção da Bacia de Corumbá, no Distrito Federal, que abastece uma fábrica da AmBev, em Brasília. O objetivo é proteger cinco nascentes, mobilizando a comunidade que vive no entorno e apoiar a formação de um comitê gestor da bacia hidrográfica.

Em parceria com a ONG holandesa Water Footprint Network e a Universidade de São Paulo, a empresa pretende calcular o consumo de água em toda a cadeia produtiva, promover ciclo de debates com especialistas sobre o assunto, realizar exposições interativas sobre o manancial e promover uma campanha publicitária visando chamar atenção para o uso racional da água.

Publicado em Viva Brasil
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