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Da EcoD

Você sabe o que fazer para reduzir os impactos ambientais causados pela sua alimentação? Para os membros da Bon Appétit, é possível diminuir os danos globais com pequenas atitudes individuais. Pensando nisso, eles listaram cinco dicas essenciais para quem quer se alimentar com saúde, qualidade e respeito ao planeta.

1º – Não desperdice

Quando você joga comida fora, está transformando em lixo não apenas aquelas sobras, mas também toda a energia gasta para cultivar, transportar e preparar a refeição. Quando chega aos aterros sanitários, essa comida libera gás metano, um dos gases causadores do efeito estufa. Por isso, compre e cozinhe apenas a comida que você vai comer. Se sobrar, guarde para a próxima refeição.

2º – Faça do “local e sazonal” seu mantra alimentar

Alimentos que são cultivados sazonalmente e dentro do perímetro da sua região geralmente emitem menos carbono na atmosfera. Por isto, essas devem ser as suas primeiras opções. Mas tome cuidado para não comprar alimentos cultivados em estufas aquecidas com energias não renováveis, mesmo que elas estejam próximas a você.

3º – Afaste-se de carnes vermelhas e queijos

A pecuária é responsável por 18% das emissões mundiais de gases do efeito estufa. Se você não puder viver sem carne e queijo, considere ao menos reduzir a quantidade desses itens, e selecione-os criteriosamente, comendo com menos frequência e apenas aquilo que você realmente ama.

4º – Evite frutas e peixes de outros países

Quando você compra mariscos e frutas “frescas” vindas de outros países, saiba que para que elas estejam no supermercado pouco tempo após sua colheita foi preciso transportá-las de avião, o que torna as emissões dez vezes maiores do que se esses alimentos viessem de navio. Por isso, prefira sempre alimentos locais e os frutos do mar que foram “processados e congelados no mar”.

5º – Se for processado e embalado, esqueça

Salgadinhos, sucos, e até mesmo hambúrgueres vegetarianos (preparado, embalado, congelado e transportado) consomem muita energia e geram lixo, e nós comemos essas coisas sem pensar. Por isso, quando você precisar de um lanche ou refeição prática e rápida, escolha uma fruta fresca local, pequenas quantidades de nozes, e outras opções caseiras deliciosas.

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Hoje é dia de feira

Publicado em Blog

019qzb7kodt14w08o0oCom informações da Redação EcoD

Sob o tema “Sou Rio, essa bossa é nossa”, a 20ª edição do Fashion Rio, que começou na última terça-feira, 10 de janeiro, no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, traz nesta quarta-feira (11) a sustentabilidade no desfile da grife TNG, assim como nos acessórios que serão apresentados no evento paralelo, o Rio-à-Porter.

A TNG leva a sustentabilidade para as passarelas por meio do jeans 100% reciclável, desenvolvido a partir de sobras de indústrias de confecção e garrafas PET.

Além do jeans eco-friendly, a grife promete apresentar outros tecidos ecologicamente corretos em looks que traduzem o diálogo entre a tecnologia têxtil e a sustentabilidade, assim como em acessórios, a exemplo dos óculos de acetato 100% reaproveitado, e bolsas, sapatos e cintos feitos de raspas de couro.

Já no Rio-à-Porter, que será realizado até o dia 13 de janeiro, na Casa Firjan da Indústria Criativa, em Botafogo, algumas designers irão apresentar peças de acessórios sustentáveis, a exemplo de Silvia Blumberg, Julieta Sandoval e Mônica Krexa.

Silvia Blumberg irá apresentar a sua nova linha da coleção Canteiro de Joias, chamada “Horta Carioca”, que são peças fabricadas com cimento branco e coloridas com verduras como a beterraba.

Julieta Sandoval, por sua vez, aposta na criação de uma linha de eco joias feita a partir do mix de diversos papéis, como revistas, panfletos e papel natural pintado a mão, tudo de forma inovadora e criativa.

Já a argentina Mônica Krexa transforma o alumínio em peças nobres, ao desenvolver a sua coleção composta por brincos, anéis, braceletes, bolsas-acessórios, com detalhes do metal e trabalhadas em lona, couro e camurça, além de adereços de cabeça, combinando alumínio e feltro em tiras coloridas tingidas de forma artesanal, dando as suas criações caráter de objetos de arte.

(A Fashion Rio segue até o sábado, 14 de janeiro)

Publicado em Viva Brasil

Do MSN Brasil

Você sabe o que fazer para reduzir os impactos ambientais causados pela sua alimentação? Para os membros da Bon Appétit, é possível diminuir os danos globais com pequenas atitudes individuais. Pensando nisso, eles listaram cinco dicas essenciais para quem quer se alimentar com saúde, qualidade e respeito ao planeta.

Regra número 1: não desperdice!

cascasQuando você joga comida fora, está transformando em lixo não apenas aquelas sobras, mas também toda a energia gasta para cultivar, transportar e preparar a refeição. Quando chega aos aterros sanitários, essa comida libera gás metano, um dos gases causadores do efeito estufa. Por isso, compre e cozinhe apenas a comida que você irá comer. Se sobrar, guarde para a próxima refeição.

Regra número 2: consuma produtos da época!

Alimentos que são cultivados sazonalmente e dentro do perímetro da sua região geralmente emitem menos carbono na atmosfera. Por isso, essas devem ser as suas primeiras opções. Mas tome cuidado para não comprar alimentos cultivados em estufas aquecidas com energias não-renováveis, mesmo que elas estejam próximas a você.

Regra número 3: sem carnes vermelhas ou queijos!

A pecuária é responsável por 18% das emissões mundiais de gases do efeito estufa. Se você não puder viver sem carne e queijo, considere ao menos reduzir a quantidade desses itens, e selecione-os criteriosamente, comendo com menos frequência e apenas aquilo que você realmente ama.

Regra número 4: evite frutas e peixes de outros países!

peixesQuando você compra mariscos e frutas "frescas" vindas de outros países, saiba que para que elas estejam no supermercado pouco tempo após sua colheita foi preciso transportá-las de avião, o que torna as emissões 10 vezes maior do que se esses alimentos viessem de navio. Por isso, prefira sempre alimentos locais e os frutos do mar que foram "processados e congelados no mar".

Regra número 5: se for processado e embalado, esqueça

Salgadinhos, sucos, e até mesmo hambúrgueres vegetarianos (preparado, embalado, congelado e transportado) consomem muita energia e geram lixo, e nós comemos essas coisas sem pensar. Por isso, quando você precisar de um lanche ou refeição prática e rápida, escolha uma fruta fresca local, pequenas quantidades de nozes, e outras opções caseiras deliciosas.

Publicado em Blog
Terça, 04 Maio 2010 19:03

Pense nas sete futuras gerações

futuro*Por Francisco Caporal

Há um ditado, que alguns atribuem ao Budismo, que diz o seguinte: Antes de tomar qualquer decisão, pense nas sete futuras gerações. Não sei porque sete e nem sei mesmo se isto tem a ver com o Budismo. O que importa é que este ditado poderia ser adotado como refrão de todos aqueles que falam, propugnam ou lutam pelo desenvolvimento mais sustentável.

A tão propalada sustentabilidade ambiental que hoje faz parte de todos os discursos politicamente corretos só tem verdadeiro significado se e quando estivermos falando de solidariedade diacrônica, isto é, quando tratarmos de estabelecer um modo de vida e de consumo que assegure as possibilidades de vida digna para as futuras gerações.

Fora disso, é apenas discurso vazio. Parece óbvio que para avançarmos neste sentido seria necessário superarmos o individualismo e a competição que caracterizam nossas sociedades atuais, construindo, também, uma solidariedade sincrônica.

Transportando isto para a vida cotidiana, vamos tomar como referência o consumo de alimentos. Inicialmente, vale reforçar aqui que todo o ato de consumo é um ato político. Decorre de uma opção consciente ou não de um indivíduo ou de um coletivo. Quando compramos o que comer, estamos optando por fortalecer uma grande cadeia do sistema agroalimentar globalizado ou, no outro extremo, a agricultura familiar camponesa de nossa região. Neste caso, o que é preferível? Qual a opção seria mais justa e sustentável do ponto de vista do Planeta ou da sociedade do nosso entorno?

Obviamente, os nutricionistas nos ensinam que um alimento será mais saudável e nutritivo quanto mais próximo estiver a sua produção do lugar de consumo. Como diz uma amiga nutricionista, “por isso mesmo dizemos ali-mento, se fosse o contrário seria um lá-mento”. Deixando de lado este trocadilho, que não deixa de ser interessante, vale destacar aqui que está cada vez mais comprovado que do ponto de vista da sustentabilidade ambiental, quanto mais próximos estiverem produção e consumo, mais estaremos fortalecendo a sustentabilidade planetária.

Por isso, alguns autores informam que um produto certificado como orgânico que é produzido em Pernambuco e atravessa o oceano para ser vendido na Europa, pode ser “muito orgânico”, mas não é sustentável, na medida em que só no transporte e logística de distribuição estaremos consumindo uma quantidade enorme de matéria e energia que faz com que este produto ao chegar à mesa do consumidor apresente uma enorme “mochila ecológica”.

Em razão desta nova consciência ecológica, nasceu e se fortalece em alguns países a campanha KM ZERO. Isto é, a demanda de grupos de consumidores que exigem que além de rótulos de orgânicos, biológicos ou ecológicos, se identifique a distância que percorreu o produto até chegar à prateleira do supermercado, o que permitiria a escolha entre os produtos que mais consomem recursos (os que mais viajam) e os que menos consomem recursos (os de menos kilômetros rodados) e, portanto, ambientalmente mais adequados.

Por outro lado, a decisão política de comer algum alimento, também contribui para a vigência e fortalecimento de diferentes modo e estilos de produção. Poderemos estar apoiando, mesmo que indiretamente e inconscientemente uma agricultura empresarial capitalista de larga escala, com um modelo de monocultivos que destrói a biodiversidade de espécies e que, portanto, é ambientalmente insustentável, ou podemos estar fortalecendo a agricultura familiar camponesa que é mais diversificada, que busca preservar os recursos naturais e está mais acorde com os valores e as culturas e hábitos alimentares locais.

Quando compramos o que comer, estamos “consumindo”, também, um modo de produção, que pode ser mais ou menos sustentável, socialmente justo. Nossas escolhas alimentares contribuem para delimitar o estilo de desenvolvimento rural que desejamos apoiar.

Michael Pollan em seu livro intitulado “Em defesa da comida” alerta que a concentração provocada pelas indústrias no sistema agroalimentar, na busca de lucro, agregação de valor, etc, tem levado a uma enorme simplificação das paisagens agrícolas, com uma “substituição das fazendas diversificadas que nos alimentavam”, por vastas monoculturas de um grupo minúsculo de espécies, o que tem implicado em uma simplificação das dietas que é prejudicial à saúde.

Por outro lado, o autor cita dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e de pesquisas feitas na Inglaterra, para mostrar que o modelo de agricultura agroquímica dos monocultivos industriais tem levado a uma brutal diminuição do poder nutritivo dos produtos agrícolas.

Hoje já se sabe que alimentos produzidos à base de fertilizantes químicos e agrotóxicos são menos nutritivos que os que são produzidos ecologicamente. “As plantas organicamente cultivadas” além de apresentarem níveis mais elevados de minerais, contém vários compostos secundários, (incluindo carotenóides e polifenóis), muitos dos quais possuem efeitos antioxidantes e antinflamatórios” e, portanto, seriam mais saudáveis.

Se não bastasse, está cada vez mais evidente que estamos consumindo venenos agrícolas como nunca ocorreu na história da humanidade. As pesquisas realizadas pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária (www.anvisa.gor.br), têm mostrado que estamos comendo o que alguns grupos de consumidores espanhóis chamam de “comida basura”, que em bom português poderíamos chamar de – alimento lixo, que deveria ser jogado fora.

Logo, não é por acaso que as atuais gerações vivem uma “epidemia” de novas doenças, em especial de câncer. Muitas pesquisas realizadas em diferentes lugares do mundo associam as neoplasias com a contaminação por agrotóxicos. Está provado que existe relação direta entre contaminação por agrotóxicos e câncer de mama ou de próstata, por exemplo. O mesmo ocorre com respeito a má formações congênitas, transtornos hormonais, etc.

Assim, também por questões de saúde a escolha dos alimentos é fundamental. Do ponto de vista social, as escolhas mais justas seriam aquelas que pudessem fortalecer as agriculturas camponesas locais/regionais em vez das grandes empresas agrícolas dos monocultivos ou os grandes conglomerados transnacionais.

Ao mesmo tempo, do ponto de vista ambiental, deveríamos fortalecer agriculturas diversificadas e os circuitos curtos de comercialização – que aproximam consumidores e agricultores. Seria conveniente, do ponto de vista de outro modelo de desenvolvimento, o engajamento em movimentos sociais em defesa do consumo responsável, em movimentos de economia solidária, e outros que possam nos ajudar na hora de fazermos nossas escolhas sobre como nos alimentar.

Escolher, comprar e consumir alimentos é um ato político. Quando fizermos nossas escolhas, pensemos em nós, na geração atual, mas também nas sete futuras gerações.

Francisco Roberto Caporal é engenheiro agrônomo, doutor pelo programa de Agroecologia Campesinado e Historia da Universidade de Córdoba (Espanha) e presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA).

Publicado em Artigos

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