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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Taiza Brito

Taiza Brito

Sexta, 05 Março 2010 16:05

Sorriso que encanta

2674728278_1edb9ccbe3_oFoto: Teresa Maia

Tem algo mais bonito que sorriso de criança? O desta garota, que brincava sem se preocupar com o tempo, no parque da Praça do Derby, no Recife, dia desses, atraiu o olhar de Teresa Maia. Que parou para clicar a imagem com a qual presenteia os leitores do blog.

Os leitores do Blog Viva Pernambuco podem participar desta corrente de mídia positiva colaborando com sugestões de pautas, escrevendo sobre alguma história de esperança, denunciando práticas ou situações que precisam ser modificadas. E também indicando iniciativas que valem apena ser visibilizadas.

A jornalista pernambucana Carol Bradley, que se mudou recentemente para Brasília, e acompanha diariamente as postagens do blog mandou a seguinte dica:

“Sugiro que a equipe do Viva Pernambuco conheça a experiência a ONG Comunidade dos Pequenos Profetas, comandada por Demetrius Demétrio. Porque eles trabalham com um público que muitos ignoram: crianças e jovens moradores das ruas do Recife, em sua grande maioria, drogados. Lá, os meninos e meninas recebem toda assistência social, educacional e contam atividades culturais. Essa ONG, por respeitar os objetivos do milênio recebeu um prêmio nacional”. 

Dica aceita, o blog recomenda o link da página na internet da ONG (http://www.projetoclarion.com.br/novosite/), que funciona na Rua Imperial, 185, Bairro de São José, no Recife. E no post abaixo falamos um pouquinho sobre o trabalho da entidade.


 

A Comunidade dos Pequenos Profetas (CPP-Projeto Clarion) é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que atende crianças e adolescentes em situação de extrema vulnerabilidade social e pessoal, há mais de 20 anos, no Recife.

Na sua fundação, contou com o apoio do saudoso arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara, conhecido dentro e fora do Brasil como Dom da Paz.

Atualmente, a CPP desenvolve projetos sociais voltados para a valorização da cultura afro-brasileira, geração de renda, resgate da cidadania, assistência integral à criança e ao adolescente, procurando incluir a família e as comunidades do público atendido no fortalecimento da auto-estima e no capital social dos beneficiários. 

A Comunidade dos Pequenos Profetas foi responsável pela campanha, de grande repercussão no país, em 1992, “Não matem minhas crianças”, por espalhar, de forma silenciosa, nos muros da cidade a frase anônima que mexia com o imaginário social sobre sua autoria.

O objetivo da campanha era chamar a atenção da população e dos poderes públicos sobre o extermínio de crianças, adolescentes e jovens em Recife.

Em 2008, foi uma das 20 práticas vencedora do Prêmio Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), entre 1.062 práticas, concedido pelo Governo Brasileiro e pela Organização das Nações Unidas (ONU). Foi eleita, também, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) como uma das 50 melhores práticas de desenvolvimento do Brasil.
 
A entidade atende, mais de 400 crianças, adolescentes e jovens, de 7 a 21 anos de idade, em situação de rua, abandono, droga, violência, abuso sexual, sendo 60% do seu público pertencente ao sexo masculino e 40% do sexo feminino, cerca de 90% são afro-brasileiros.

O público assistido pela CPP é extremamente pobre e vulnerável a todo tipo de risco social. Para se ter uma idéia, 83,3% do público atendido pela CPP está em situação de rua, 46,6% não moram com os pais, 82,1% praticam mendicância, 72,4% usam inalantes, 43,3% são usuários de craque, 82,8% são fumantes de cigarros industrializados, 63,3% fumam maconha, 80% são usuários de bebida alcoólica, 25% estão em situação de exploração sexual, 31% estão fora da escola.

As famílias dessas crianças e adolescentes são de baixa renda, 13,3% não têm nenhuma renda e 33,3% recebem até ½ salário mínimo; 22,2% recebem Bolsa Família; têm baixa escolaridade, história de uso de droga e de violência doméstica, morando em comunidades com pouca infra-estrutura urbana.
 
Contato:
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Fone/Fax: 55 81 3424.7481

 

Gilberto Costa, da Agência Brasil*

A cem dias do começo da Copa do Mundo de Futebol que ocorrerá na África do Sul, o Brasil se junta aos países africanos e propõe ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) a adoção de uma campanha mundial contra manifestações racistas no futebol e em outros esportes, seja entre atletas ou torcedores.

A proposta da campanha foi feita nesta terça-feira (2/3) na Suíça pelo ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH). Vannuchi que discursou na 13ª sessão anual do conselho que é o principal fórum intergovernamental da ONU para questões ligadas aos direitos humanos.

A expectativa de Vannuchi é que a campanha intitulada Um mundo de esportes livre do racismo e da descriminação, seja aprovada por todas as delegações internacionais que participam da sessão anual no Palácio das Nações, em Genebra, até o dia 26 de março.

“Infelizmente é no futebol que muitas vezes a manifestação do racismo acontece”, disse Vannuchi, em entrevista à Voz do Brasil. O ministro, no entanto, avalia que os esportes têm grande potencial de conscientização.

A campanha prevê que atletas e equipes façam declarações e divulguem mensagens, em faixas por exemplo, contra o racismo. “Isso vai formando uma compreensão no âmbito da família humana”, idealizou Vannuchi.

Além da campanha educativa, a proposta do Brasil e da África prevê que as associações internacionais de cada modalidade esportiva adotem formas de punição contra eventuais manifestações de racismo.

O ministro alertou que a crise financeira mundial tem servido de “desculpa” para manifestações racistas. “Facilita o trabalho dos racistas que começam a dizer que os empregos estão sendo disputados”.

Para Vannuchi, “o mundo dos direitos humanos é um mundo que não pode ter aversão ou horror à participação de migrantes. Os direitos humanos devem ser a soma, a união, a parceria entre muitas culturas diferentes”.

Além da campanha contra o racismo, Vannuchi manifestou a posição do Brasil de que as Nações Unidas adotem um tratado em favor do direito de pessoas idosos. “A ausência do tratado é uma grave lacuna. É preciso fechar essa lacuna tendo em vista as consequências do envelhecimento da população”, aconselhou durante o discurso.

Vannuchi também tratou da terceira edição do Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH 3) e agradeceu o apoio ao programa da alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay.

*Colaborou Adriana Franzin, da Voz do Brasil.

 
Por Gilberto Costa, da Agência Brasil*

A cem dias do começo da Copa do Mundo de Futebol que ocorrerá na África do Sul, o Brasil se junta aos países africanos e propõe ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) a adoção de uma campanha mundial contra manifestações racistas no futebol e em outros esportes, seja entre atletas ou torcedores.

A proposta da campanha foi feita nesta terça-feira (2/3) na Suíça pelo ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH). Vannuchi que discursou na 13ª sessão anual do conselho que é o principal fórum intergovernamental da ONU para questões ligadas aos direitos humanos.

A expectativa de Vannuchi é que a campanha intitulada Um mundo de esportes livre do racismo e da descriminação, seja aprovada por todas as delegações internacionais que participam da sessão anual no Palácio das Nações, em Genebra, até o dia 26 de março.

“Infelizmente é no futebol que muitas vezes a manifestação do racismo acontece”, disse Vannuchi, em entrevista à Voz do Brasil. O ministro, no entanto, avalia que os esportes têm grande potencial de conscientização.

A campanha prevê que atletas e equipes façam declarações e divulguem mensagens, em faixas por exemplo, contra o racismo. “Isso vai formando uma compreensão no âmbito da família humana”, idealizou Vannuchi.

Além da campanha educativa, a proposta do Brasil e da África prevê que as associações internacionais de cada modalidade esportiva adotem formas de punição contra eventuais manifestações de racismo.

O ministro alertou que a crise financeira mundial tem servido de “desculpa” para manifestações racistas. “Facilita o trabalho dos racistas que começam a dizer que os empregos estão sendo disputados”.

Para Vannuchi, “o mundo dos direitos humanos é um mundo que não pode ter aversão ou horror à participação de migrantes. Os direitos humanos devem ser a soma, a união, a parceria entre muitas culturas diferentes”.

Além da campanha contra o racismo, Vannuchi manifestou a posição do Brasil de que as Nações Unidas adotem um tratado em favor do direito de pessoas idosos. “A ausência do tratado é uma grave lacuna. É preciso fechar essa lacuna tendo em vista as consequências do envelhecimento da população”, aconselhou durante o discurso.

Vannuchi também tratou da terceira edição do Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNDH 3) e agradeceu o apoio ao programa da alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay.

*Colaborou Adriana Franzin, da Voz do Brasil.

 

Segunda, 01 Março 2010 16:17

Imagens para reflexão – Água

 agua_felicidade

Neste mês de março há no calendário uma data embemática para reflexão. É o 22 de março, Dia Mundial das Águas, adotado desde 1993 pela Assembléia Geral das Nações Unidas por recomendação da Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e institucionalizado no Brasil por meio da Lei federal n.º 10.670, de 14 de maio de 2003.

É voz corrente que a água é um bem precioso, indispensável à vida. Também é de conhecimento que este recurso natural não é compartilhado por todos os habitantes do planeta. E não apenas por questões geográficas, mas por conta do desperdício e mau uso.

Para lembrar que cada um de nós é responsável por esse bem – que entre os nossos irmãos nordestinos muitas vezes é escasso –, a repórter fotográfica Teresa Maia, postou no link principal de fotos do Viva Pernambuco imagens para reflexão no mês do Dia Mundial da Água.

São imagens de quem não tem acesso à agua potável e da tamanha alegria de crianças que podem contar com esse recurso natural no dia a dia.

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