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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Taiza Brito

Taiza Brito

Desta terça-feira (11), até o dia 11 de maio, a cidade sedia a exposição fotográfica inédita e publicação do catálogo “Recife [é um] Porto”, no Centro Cultural da Caixa. De autoria do fotógrafo Gustavo Maia, a mostra faz uma verdadeira captura da paisagem portuária do bairro do Recife de 1992 a 2013, período de transformação do velho porto, iniciada com a reforma da Praça do Marco Zero. Há cem anos, o porto e o bairro do Recife passavam por uma grande reforma. Agora, o espaço portuário inicia um novo ciclo que se descobre para a tecnologia, a cultura e o turismo. E é justamente essa transformação que a exposição irá revelar. O lançamento oficial para convidados e imprensa será na terça (11), às 19h30, na Caixa Cultural. A exposição tem acesso gratuito e será aberta para visitação a partir desta quarta (12), de terça a domingo, das 12h às 20h.

“Diante da importância histórica, econômica e social do porto do Recife, que se confunde com a própria cidade, acreditamos ser um momento oportuno de homenagear o Porto, ao mesmo tempo em que promovemos a valorização e preservação da memória do Recife”, considera o fotógrafo Gustavo Maia, autor, entre outros, das imagens do livro “Modernidade Verde – Jardins de Burle Marx”, de Guilherme Mazza Dourado, em 2009. É por isso também que o início da exposição e o lançamento do livro acontece na mesma semana em que a cidade comemora seus 477 anos.

Além das fotografias, “Recife [é um] Porto” compartilha textos e poemas de importantes poetas pernambucanos como Alberto da Cunha Melo, Ascenso Ferreira, Carlos Pena Filho, Mauro Mota, Ângelo Monteiro, Bento Teixeira e Joaquim Cardoso, que abordam temas ligados ao porto. Os textos que compõem a exposição e o catálogo são bilíngües, com traduções em português e inglês. A curadoria da exposição fotográfica é do arquiteto e historiador José Luiz da Mota Menezes. A apresentação do catálogo é assinada pelo poeta e ensaísta Ângelo Monteiro. O projeto é produzido pela Bureau de Cultura e Turismo através da Lei Rouanet e aprovação no edital da Caixa Cultural.

SERVIÇO:

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA E LANÇAMENTO DO CATÁLOGO “Recife [é um] Porto”, DO FOTÓGRAFO GUSTAVO MAIA
LANÇAMENTO: 11 DE MARÇO
HORÁRIO: 19H30
ONDE: CENTRO CULTURAL DA CAIXA

VISITAÇÃO: DE 12 DE MARÇO A 11 DE MAIO DE 2014
ONDE: CENTRO CULTURAL DA CAIXA, BAIRRO DO RECIFE
HORÁRIOS: TERÇA A DOMINGO, DAS 12H ÀS 20H
ENTRADA GRATUITA

Mensagem interessante enviada pelo papa Francisco aos jovens alertando sobre as coisas passageiras da vida. Uma mensagem que merece reflexão.

 

O papa Francisco afirmou que “é muito triste ver a juventude com fartura mas frágil”, e estimulou a juventude a mudar de vida e não transformar em “ídolos” o sucesso, o prazer e as posses de maneira egoísta.

O Vaticano publicou hoje (6) a primeira mensagem do papa argentino para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que a Igreja Católica celebra em 13 de abril, com os conselhos de Francisco aos jovens.

O pontífice pediu aos jovens que não se “abarrotem” de coisas supérfluas. “Ousem nadar contra a corrente. Sejam capazes de buscar a verdadeira felicidade. Digam não à cultura do provisório, da superficialidade e do usar e descartar, que não os considera capazes de assumir responsabilidades e de enfrentar os grandes desafios da vida”, aconselhou o papa.

Além disso, Francisco disse aos jovens que por trás da “verdadeira felicidade” está o “desmascarar e rejeitar tantas ofertas a baixo custo” que lhes oferecem.

“Quando buscamos o sucesso, o prazer, o possuir de maneira egoísta e os transformamos em ídolos, podemos experimentar também momentos de embriaguez, um falso sentimento de satisfação, mas no final nos tornamos escravos, nunca estamos satisfeitos, e sentimos a necessidade de buscar cada vez mais”, acrescentou em sua mensagem.

Sexta, 07 Fevereiro 2014 13:33

Questão social, não policial

Por Cesar Vanucci *

“Não se viu, a propósito dos rolezinhos, um debate sobre as
causas estruturais que permitiram a essas mobilizações aflorar.”
(Senador Cristovam Buarque)

Fixei a atenção por momentos nos assim denominados rolezinhos. Precisei de curto tempo para concluir que a questão levantada é social, não policial. Pitadas de preconceito e de despreparo profissional é que andam conferindo ao caso dimensão despropositada. A contribuição da mídia sensacionalista revelou-se significativa para o espalhafato criado a respeito. Ou seja, desses encontros marcados em “shoppings” por jovens da periferia socialmente desguarnecida.

A história reclama diálogo urgente para que sejam desfeitos mal-entendidos. O debate terá que ser calcado num bom começo de conversa. Isso implica no reconhecimento taxativo do direito à livre circulação de qualquer cidadão, independente da categoria social, em todo e qualquer centro comercial. Em tudo quanto é lugar de convergência pública. A vedação pura e simples dessa prerrogativa cidadã, que está atrelada à liberdade constitucional de ir e vir, caracteriza inapelavelmente apartação social. Agressão a um direito fundamental, à democracia. Rescende a “apartheid”, para relembrar, desgostosamente, vocábulo repulsivo empregado para designar práticas segregacionistas ainda aplicadas em certas paragens deste nosso mundo velho de guerra sem porteira.

Assim vistos os acontecimentos, o melhor a fazer é partir imediatamente para a construção do diálogo. Comungo do ponto de vista do Prefeito Fernando Haddad, de São Paulo, quando propõe que “as cidade têm de ser discutidas”, sugerindo sejam abertos espaços públicos para que seus habitantes de todas as faixas etárias e classes possam desfrutá-las. E, quando também pontua que a incompreensão de muita gente face ao assunto tem suscitado reações marcadas por exageros. “Mas nada, que uma boa conversa não resolva”, como sublinha.

O que os rolezinhos vêm fazendo é, na verdade, denunciar uma sociedade desumana, injusta e segregadora, como também constata o filósofo Leonardo Boff, entre outros categorizados observadores da conjuntura social. Cristovam Buarque, senador da República, é outra voz respeitada a partilhar da mesma percepção. Admite: os rolezinhos “desnudam o sistema de apartação implícita, sem leis.” Alerta ainda: “Daqui para a frente, os “shoppings” (...) terão um papel positivo no conforto social, mas a “guerrilha cibernética” (o senador refere-se aí às redes sociais utilizadas para a programação dos encontros dos jovens) é uma realidade com a qual vamos conviver. Ou assume-se a segregação explicita, ou promove-se a miscigenação social.”

Não era pra ser, mas virou problema, por ausência de bom senso no trato da questão. Moças e rapazes das camadas menos aquinhoadas financeiramente, a exemplo de rapazes e moças das camadas afortunadas, possuem todo o direito do mundo em programar pelas redes sociais encontros em lugares de afluência pública, os shoppings incluídos. Despiciendo registrar que ninguém, nenhum poder articulado, pode estabelecer restrições a esses contatos via internet, nem tampouco impedir sejam os encontros realizados em consequência de posturas preconceituosas de classe. De outra parte, habitualmente inábil na lida social, como fartamente demonstrado, a polícia não pode adotar na vigilância contra eventuais excessos praticados em locais públicos, o estilo “leão de chácara” de boate. Não se ajusta ao seu papel institucional exigir de quem frequente centros comerciais carteirinha indicativa de capacidade pecuniária como consumidor.

Fique claro, ainda, de outra parte, que encontros de jovens em lugares públicos não podem se aprestar a palco de arruaças e confusões. E que às autoridades competentes cumpre a obrigação de saber distinguir, com precisão e equilíbrio, a diferença de comportamento entre os que comparecem a tais locais para papear com amigos, usufruir momentos de lazer, adquirir mercadorias e os que – certeiramente, uma minoria insignificante – estejam ali a fim de infringir regras de convivência social. Confundir, por puro preconceito, jovens das periferias com marginais é insano e injusto. A turma dos rolezinhos dispõe de aparelhos de TV e de acesso aos demais veículos de comunicação de massa. Como os jovens de lares abonados financeiramente, são submetidos a um bombardeio midiático permanente, chamando atenção para as ofertas de produtos nas vitrinas multienfeitadas e coloridas das lojas dos shoppings. Adquirir produtos ou simplesmente admirá-los, por singelo prazer, hábito de tanta gente, não configura ato passível de condenação.

O Poder Público precisa saber extrair dos fatos as lições devidas. A abertura de espaços comunitários para a convivência humana é fator de grande significação nas politicas de integração social. A escola de tempo integral, com qualidade cultural, faz parte dessas politicas.

Resumindo toda essa “melódia”: em se tratando do Brasil, corremos riscos maiores com o “rolezão” da exclusão social acionada a partir de atitudes precipitadas e de intolerâncias descabidas, do que com os tais rolezinhos, manifestação juvenil que, na base de um papo legal, pode ser perfeitamente escoimada de algum possivel exagero que carregue em seu bojo.

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

Do Mobilize Brasil

O primeiro passo para um futuro no qual residentes das grandes cidades brasileiras poderão usar os smartphones para planejar itinerários com carros compartilhados será dado no Recife. A capital pernambucana vai ser a primeira cidade do país a implementar um sistema de carros de aluguel, nos moldes das bikes, para viagens de curta e média distância. O serviço funcionará através do projeto PortoLeve e deve ter início em maio.

Até lá, o Porto Digital, que responde pela ação, realiza estudos de trajeto e de custo que vão definir o tempo de uso dos veículos e o valor diário ou mensal a ser pago pelos usuários.

Inicialmente, o objetivo era colocar carros elétricos nas ruas para serem usados pela população. Como o carro elétrico ainda não tem legislação específica para circulação nas vias de grandes cidades nem é ofertado em concessionárias no país, o Porto Digital optou por tirar o projeto do papel com veículos movidos a gasolina e a álcool. A ideia é migrar para os elétricos no segundo semestre deste ano, quando deve sair a regulamentação do uso desses veículos nos país. Serão disponibilizados três carros modelo Fiat 500 para serem compartilhados.

A cor do carro ainda não foi definida, mas ele terá a identidade visual do PortoLeve, usada nas bicicletas do projeto. Cada veículo vai transportar até quatro pessoas. "Devemos trocar pelo próprio Fiat 500 elétrico até o fim do ano", informou o diretor de Inovação e Competitividade do Porto Digital, Guilherme Calheiros. Os carros foram cedidos em comodato (empréstimo sem ônus) pela Fiat. Os recursos do projeto vêm do governo do estado e do Ministério da Ciência e Tecnologia. "O orçamento do sistema ainda está sendo fechado, por isso não sabemos o valor que será cobrado ao usuário".

"Além disso, estamos realizando estudos para definir o tempo de uso de cada carro, que deve variar entre 30 e 60 minutos", completou a gerente de projetos do Porto Digital, Cidinha Gouveia. Caso ultrapasse esse tempo, será cobrado um valor adicional para cada meia hora excedente.

Os carros poderão ser retirados e devolvidos em seis estações: em frente ao C.E.S.A.R., perto do prédio do Porto Digital, no Bairro do Recife; na Estação Central do Recife, no bairro de São José, na Rua Capitão Lima, em Santo Amaro e nos shoppings RioMar e Tacaruna. "A lógica da liberação será a mesma das bicicletas. Como é pioneiro no país, vamos testar se o sistema de carros é viável e se ele será bem assimilado pela população", pontuou Calheiros. Segundo ele, a expectativa é atrair 200 usuários na fase inicial.

Embora trabalhe diariamente com a questão da saúde humana, o que com frequência é sinônimo de lidar com o sofrimento alheio, a dor e a morte, o exercício da medicina e a formação na área raramente levam em consideração aspectos como religião e espiritualidade no contato com os pacientes. Mas para o psiquiatra Frederico Camelo Leão, independentemente das crenças pessoais do médico, ele deve estar preparado para lidar com a dimensão espiritual. "O paciente demanda isso", afirma o pesquisador do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

No Instituto, Leão coordena o Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade (ProSER), iniciativa que busca compreender a relação entre esses três fatores a partir de atividades de pesquisa, ensino e assistência terapêutica. Segundo o médico, a complexidade do ser humano e a saúde mental vão muito além das questões neuroquímicas — e é essa premissa que guia o programa.

A ideia não é que a espiritualidade e a religiosidade entrem como uma alternativa ao tratamento médico. "É uma forma complementar, dentro da visão de que a busca da saúde é mais do que apenas tomar remédios", explica. Leão conta que trabalhos científicos na área indicam que práticas como meditação, orações ou a dedicação a uma denominação religiosa podem estar associadas a melhoras na defesa imunológica e na longevidade. Ao frequentar um templo ou igreja, por exemplo, a pessoa, além de trabalhar sua espiritualidade, tem também suporte social, ou seja, frequenta um lugar onde pode compartilhar experiências e obter apoio, o que traz benefícios à saúde, podendo, inclusive, inibir ímpetos suicidas.

Mapeamento espiritual

Os pacientes em tratamento no IPq são convidados pela equipe do ProSER a responder um questionário. Trata-se da anamnese espiritual, uma forma de mapear o perfil espiritual / religioso, a partir de questões que buscam identificar os valores cultivados pelo paciente — por exemplo, se ele vê relação entre o sofrimento psíquico e a religião seguida, ou a que a pessoa recorre em momentos de dificuldade.

Essa anamnese, que em si já apresenta uma função terapêutica, pois estimula a reflexão do paciente sobre essas questões, é seguida de discussão pela equipe que vai, então, sugerir o encaminhamento a alguma das atividades promovidas pelo programa, como meditação, oficina de contos, yoga e psicoterapia transpessoal. No caso da yoga, o programa se estende também aos funcionários do Instituto.

O trabalho feito pelo ProSER não envolve práticas religiosas, mas tem a parceria do Comitê de Assistência Religiosa (CARE) do Hospital das Clínicas. O Programa faz a intermediação com esse Comitê quando o paciente deseja receber a visita de um representante religioso, como um rabino ou pastor.

Em geral, pacientes se sentem mais humanizados com abordagem do ProSER

Segundo o coordenador do ProSER, é difícil dizer se a melhora do paciente tem relação direta com a abordagem espiritual, especialmente ao se tratar do IPq, cuja assistência multiprofissional é uma das características mais marcantes. No entanto, os depoimentos dos pacientes revelam, em geral, que se sentiram mais humanizados. "Muitas das queixas de pacientes internados vêm do fato de serem tratados apenas como um leito, um diagnóstico. Quando você faz uma abordagem diferente, dando a oportunidade da pessoa falar sobre sua intimidade, suas crenças, a pessoa se sente mais acolhida", conta Frederico Leão.

Ciência e espiritualidade

Embora ainda exista resistência por parte da comunidade científica ao lidar com questões que envolvam religião e espiritualidade, Leão enxerga um grande crescimento na produção científica na área, que encontra espaço nas revistas de impacto. Um exemplo é a Revista de Psiquiatria Clínica, que publicou em 2007 uma edição especial dedicada ao assunto e mantém atualmente uma seção chamada Série Mente-Cérebro, que abrange trabalhos na área. "O programa vem sendo reconhecido, vem crescendo dentro da Universidade. Na psiquiatria, de um modo geral, há um crescimento extraordinário das publicações, não só no Brasil".

Esse avanço se deve, em parte, à decisão da Associação de Psiquiatria Americana que, em 1995, atualizou o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), incluindo problemas espirituais e religiosos como uma nova categoria diagnóstica, ou seja, eles deixavam de ser classificados como transtornos mentais. A mudança deu impulso à criação no IPq do Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos (NEPER), embrião do ProSER, e motivou estudiosos também em outros países. "A resistência vem de quem acredita que a questão central da psiquiatria é diagnóstico e medicação. Mas a psiquiatria não se esgota aí", crê Frederico Leão.

Informações sobre triagem e atendimento no IPq podem ser obtidas pelo telefone (11) 2661-8045, diariamente, das 7 às 19 horas (inclusive sábados, domingos e feriados).

Mais informações: email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Se o Arcebispo Emérito de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara, estivesse vivo completaria nesta sexta-feira (sete de fevereiro) 105 anos de idade. Para marcar a data, os admiradores do religioso que era também conhecido pelos codinomes de "Dom da Paz" e "Dom da Partilha", estarão reunidos na Igreja das Fronteiras, no bairro do Dérbi, a partir das 19 horas numa celebração religiosa, que contará com a presença do historiador belga Eduardo Hoomaert, com a participação dos corais da Capela Dourada e Nossa Música.

A celebração também marcará os 30 anos de existência do IDHeC instituição criada pelo religioso e que, atualmente, mantém o acervo das obras produzidas por Dom Helder.

Representantes do Comitê da Ação da Cidadania Pernambuco Solidário também marcarão presença com o Bloco Brinque na Paz e os bonecos gigantes do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e do economista Maurício Andrade, criadores, do movimento voluntário de cidadãos.

Também confirmaram presença no ato em homenagem a Dom Helder, o cantor e compositor Tito Lívio e as cantoras Lourdinha Oliveira e Patrícia Cruz.

Após a celebração no pátio da igreja se apresentarão representantes do Bloco Lírico Flores do Capibaribe, e dos maracatus Nação Porto Rico e Várzea do Capibaribe.

Por Leda Letra, da Rádio ONU

A Assembleia Geral da ONU aprovou por consenso, na semana passada, a criação da Década Internacional dos Afrodescendentes. As celebrações começam em 1 de janeiro de 2015 e seguem até 31 de dezembro de 2024.

O tema da década será “Pessoas de Descendência Africana: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”. Na resolução, a Assembleia Geral destaca que “todos os seres humanos nascem livres, com direitos e dignidades iguais.”

Racismo

O texto aprovado também ressalta que apesar de esforços já feitos, “milhões de pessoas continuam sendo vítimas do racismo, da discriminação racial, da xenofobia e da intolerância”, que podem tomar formas violentas.

A Década Internacional dos Afrodescendentes vai buscar combater o preconceito, com uma série de atividades em vários países. Na Assembleia Geral, a representação do Brasil na ONU ressaltou que o país tem o maior número de afrodescendentes vivendo fora da África, que ainda enfrentam “racismo e intolerância herdada de um passado colonial.”

Em nota, o governo brasileiro manifestou “satisfação” com a aprovação da década e afirmou que participou diretamente do processo de criação da data.

*Colaborou Gustavo Barreto, do Unic Rio

Era uma vez uma jovem brasileira que, há quase uma década, decidiu cruzar os oceanos em busca de sua felicidade. Ela saiu do emprego que tinha em São Paulo e foi viver como uma simples estudante nas vielas de Barcelona. Um ano depois, decidiu ir para Alemanha, onde fez MBA em Sustentabilidade na Universidade de Lüneburg.

Camila, o marido, e os pequenos Maria, 4, e Gael, 2. / Fotos: Arquivo pessoal

Nas terras gélidas dos grandes pensadores, a jovem Camila Furtado casou-se com um alemão, teve dois filhos e, em vez de buscar a felicidade, aprendeu a encontrá-la todos os dias, na simplicidade do seu cotidiano. Agora, mais do que uma jovem em busca de aventuras, ela é a mãe de Maria (4) e Gael (2), à procura de valores melhores para passar para seus pequeninos.

“Vou jogar metade da minha casa fora e viver melhor”. Foi por meio do post com este título, publicado no blog Tudo Sobre a Minha Mãe, que o EcoD descobriu Camila. Achamos a história dela tão bacana que resolvemos criar a série “Minha Vida Sustentável”, com relatos de gente como a gente que decidiu dar um basta no modelo de vida atual e saiu em busca da sustentabilidade – e você, é claro, está mais do que convidado a contar sua história pelo e-mail redacaO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Mas, antes disso, fique por dentro do bate-papo que tivemos com Camila sobre os desafios de sua nova escolha.

EcoD - Quais são as principais diferenças entre o estilo de vida brasileiro x alemão? E a questão ambiental, é apenas preocupação governamental ou os cidadãos também ligam para a temática?

Camila Furtado - Em relação ao consumo e ao meio ambiente os alemães são em geral bem mais conscientes que os brasileiros. Não tive muita dificuldade de me adaptar a isso, pois quando eu vim para Europa era exatamente esse estilo de vida que eu estava buscando. Uma vida mais simples mesmo. Eu passei um ano sabático em Barcelona antes de morar na Alemanha. Pedi demissão do meu trabalho em São Paulo e fui viver uma vida de estudante lá. Nunca vivi com tão pouco dinheiro como em Barcelona, mas nunca fui tão feliz. A gente cozinhava com amigos, em vez de ir em restaurantes caros, voltava da balada de “night bus” ou de bicicleta em vez de pagar táxis, não me “emperiquitava” tanto para sair. E desde essa experiência em Barcelona que esse estilo de vida meio frugal da classe média europeia me fascinou. Então quando eu vim para Alemanha, eu esperava viver assim.

Mas apesar disso, eu tive alguns momentos meio chocantes, principalmente na vida familiar. Lembro que quando eu esperava minha primeira filha meu marido ganhou uma mala de roupas usadas da filha de um amigo. Na época achei um absurdo, eu queria um enxoval completo novíssimo, mas depois vi que era uma besteira, as crianças perdem roupa super-rápido, por que não usar umas coisinhas usadas e em bom estado de amigos? Hoje em dia, aceito as roupinhas usadas, e também passo as das minhas crianças para amigas com filhos menores.

Um amigo meu alemão acabou de ter um filho agora, nos encontramos para um café, e perguntei se ele queria algumas coisas dos meus filhos. Ele disse que não obrigada, porque como foi um dos últimos a ter filho, ganhou tanta coisa dos amigos, tipo coisas usadas, que não tinha comprado praticamente nada. Ah, e detalhe, ele é um executivo top. Ou seja, isso não tem nada a ver com pobreza.

Os alemães acham um absurdo o desperdício. Mesmo que eles tenham o dinheiro, porque pagar 60 euros num casaco de inverno, que seu filho vai usar uma temporada, só?

Quando eu vou para o Brasil eu fico chocada. Como as pessoas precisam ter coisas e mostrar as coisas que têm para todo o mundo. É como se você tivesse que sempre dar alguns sinais de quem você é, de acordo com o que você tem. Aqui na Alemanha, “todo mundo” pode ter um Iphone de última geração, por exemplo, então, não é isso que vai te diferenciar dos outros. É o que você tem dentro, o estilo de vida que você leva. Sinceramente, isso é libertador!

EcoD - Quando e como tomou a decisão de viver uma vida com menos coisas?

CF - Não foi uma coisa que aconteceu do dia para noite. Primeiro, veio como eu te falei acima, esse desejo de viver uma vida mais pé no chão, mais simples, do que a que eu vivia em São Paulo. Mais tempo para mim, menos escravidão com o trabalho, e tal…

Depois você começa a perceber que ter coisas não necessariamente te faz feliz. Aqui na Alemanha, as coisas são muito mais baratas que no Brasil. Uma família como a nossa, que é de uma classe média um pouco acima do padrão, pode ter praticamente tudo. Carro, aparelhos eletrônicos, mil brinquedos, mil roupas. No começo, quando eu mudei para cá, eu fui meio tomada por essa possibilidade de consumo tão fácil. Mas depois você vê que a sua casa está cheia de tranqueiras e isso não faz nenhuma diferença na sua felicidade. Claro que eu gosto muito de ter algumas coisas, e pago caro por elas se for o caso. Mas eu não preciso mais ter na quantidade que eu tinha antes.

Aqui em casa, nós temos dois carros. Meu marido trabalha em outra cidade, e a conexão com trens não é boa. E ele tem os horários meio loucos. Eu precisava de carro porque não vivemos no centro, e as crianças estudavam lá. Enfim, com pesar no coração, compramos um segundo carro. Eu morro de vergonha. Quando conto para os meus amigos, que nossa família tem dois carros, todo mundo acha superestranho. Como se nós fôssemos sem noção mesmo. Eu sempre me vejo me justificando… Ou melhor, prefiro que ninguém perceba, sabe? Dá até vergonha. E claro que num contexto assim é mais fácil mudar.

Mas voltando a decisão, acho que para mim a gota final foi quando eu virei mãe mesmo. Como eu falei no post, é superdifícil manter uma casa arrumada se você tem muita coisa. Então, 2013 está sendo para mim o ano da desintoxicação. Tô vendendo, dando, jogando fora. Se alguém vem me oferecer um brinde gratuito na rua, saio correndo!

EcoD - Quais são as principais dificuldades de se reduzir o consumo?

CF - Reduzir consumo é um exercício diário. Como mãe, você compra para a família inteira, toda hora envolve pequenas decisões. No geral estou tentando aplicar a regra de ter poucas coisas, mas coisas boas, duráveis. E também não estou mais deixando me enganarem…. Vejo aquelas coisas no supermercado ou na loja dizendo “me compre! me compre! vou mudar sua vida”, e penso “não…” e saio feliz dando de costas!

E depois é como eu escrevi no post: “Este projeto é difícil para caramba. Primeiro, vamos combinar, é muuuuuuuito chato, dá trabalho, e você tem que decidir o que fazer com as coisas. Aqui na Alemanha até doar para quem precisa dá trabalho. Jogar fora também. O lixo tem mil restrições e se você for feliz e contente jogar a cafeteira sobressalente na lixeira do prédio, pode voltar com uma bela multa…. Além disso, esse negócio de possuir coisas está muito enraizado na gente. Dá medo de se arrepender, de alguma vez na vida precisar de novo daquele conjunto de chá que foi usado numa única ocasião nos últimos 5 anos. Mas estou decidida a começar uma nova era aqui em casa. A ordem agora é liberar a energia, doar e pasmem, até fazer uma grana…”

EcoD - E a família, tem apoiado a decisão? Quais são os principais resultados até agora?

CF - Meu marido é meio apegado… O sótão é só tralha dele, praticamente. Mas aos poucos ele está vendo que é mais fácil largar. Minha meta agora é conseguir jogar fora uns brinquedos DELE, que a mãe dele trouxe para cá quando as crianças nasceram. Ele morre de dó… E a mãe então nem se fala (risos!)

Eu ainda estou no processo de desintoxicação da casa, mas posso te dizer que já sinto as coisas bem mais fáceis. TUDO. Mais fácil de arrumar, de achar o que você tá procurando, e também de se concentrar nas coisas que você quer se concentrar, sabe? Um exemplo: toalhas e roupas de cama, tenho um armário só para isso. E esse armário estava lotado, fiz uma reflexão e pensei que nem que eu estivesse hospedando um batalhão eu ia precisar de tanta toalha e roupa de cama. Doei metade. Cada vez que eu abro aquele armário, e enxergo as toalhas que eu tenho, e pego uma sem cair outras mil, sinto um alívio…

EcoD - Além da redução do consumo, você adota outras práticas mais sustentáveis?

CF - Nós fazemos o que todo mundo faz praticamente. Reciclamos o lixo, não desperdiçamos água, tentamos reutilizar as coisas, preferimos comprar produtos locais, andamos a pé e de bicicleta sempre que possível.

EcoD - Quais são os valores que você que passar para os seus filhos? Qual é o mundo que você quer que eles vivam?

CF - Eu quero que meus filhos cresçam conscientes de que a felicidade não está em ter coisas, nem em atingir um determinado status social. Claro que eu quero que eles gozem de segurança financeira, que tenham, como eu sempre tive, suas necessidades bem atendidas. Mas eu gostaria que eles fossem mais evoluídos espiritualmente do que a minha geração foi e ainda é. Que eles vejam que a felicidade está em ter amigos, ter família, se sentir em paz consigo mesmo, cultivar a bondade, ter chance de perseguir seus sonhos. Ou seja, que eles foquem mais no interior do que no exterior.

Por Priscilla Andrade, do Consumidor Consciente

Dados da pesquisa realizada em parceria pela UN Food and Agriculture Organization (FAO), Stockholm International Water Institute e a International Water Management Institute(IWMI) revelaram que quase metade de todo o cultivo mundial de alimentos é desperdiçado após a sua produção

Seja durante a produção, o transporte ou o consumo, muito alimento que poderia ser utilizado acaba no lixo. E o que não falta no mundo é gente precisando deles. Portanto faça a sua parte e não jogue fora o que ainda pode ser aproveitado. Por meio de mudanças simples de hábito é possível desperdiçar menos. Conheça dez dicas listadas pelo EcoD.

Nos dias de hoje, somos incentivados a consumir o tempo todo. Por isso, muitas vezes compramos mais do que realmente precisamos. Para evitar esse consumo abusivo, uma boa dica é fazer uma lista de compras antes de ir ao supermercado. Isso evita aqueles impulsos de levar coisas desnecessárias, que vão acabar passando da validade e indo parar no lixo.

Reaproveite as sobras do almoço

Sobrou comida do almoço? Então nada de jogar fora. Aproveite o que restou na janta e evite o desperdício. Sobras do frango podem virar uma canja, o feijão pode se transformar em uma sopa, os legumes podem servir para o recheio de panquecas e o arroz pode acabar como o risoto. Vale a criatividade e o talento na cozinha.

Compre a granel

Em vez de comprar alimentos em embalagens padronizadas, experimente comprar somente a quantidade que você precisa. Além de evitar as embalagens descartáveis, você reduz o desperdício ao levar para casa apenas o que precisa. Diversas feiras e supermercado dão a opção de compra a granel, alguns são até mais baratos que os tradicionais. É possível inclusive encontrar alimentos orgânicos vendidos em quantidade individual e com preços bem acessíveis. Outra dica é utilizar embalagens retornáveis (como aqueles sacos plásticos vedáveis) e utilizá-los sempre que for comprar determinado produto.

Compre alimentos perecíveis aos poucos

Alimentos que passam da validade em poucos dias, como frutas, laticínios e condimentos, devem ser comprados aos poucos – à medida que forem necessários. Assim você poupa que eles estraguem, evitando o desperdício de alimento e de dinheiro.

Compras de semana são ideais para esse tipo de situação. Feiras de ruas e pequenos mercadinhos podem fornecer esses alimentos de consumo rápido sem que você precise enfrentar longas filas de supermercado.

Cozinhe em quantidade e congele

Separe um dia para preparar várias refeições para todo o mês ou a semana. Depois basta guardar no freezer e reaquecer no dia de consumi-la. Essa prática ajuda a economizar ingredientes e energia.

Os processos de descongelar e esquentar são mais econômicos do que se você fosse preparar todo o alimento de novo. Cada vez que você vai para a cozinha preparar uma refeição você consome uma enorme quantidade de água, eletricidade (geladeira, microondas, liquidificadores, etc), gás e também de alimentos, já que sempre sobra um pedaço de legume ou um punhado de tempero que termina no lixo. Fazer tudo de uma vez evita esse tipo de desperdício e ainda poupa tempo para os próximos dias.

Use a data de validade como critério

Escolher os itens em um supermercado pode ser uma aventura, e como em todas as atividades que apresentam um pouco de risco, as compras também exigem atenção redobrada. É preciso sempre estar atento aos rótulos, para saber a procedência, composição e mais importante, a data de validade. Assim é possível evitar a compra de produtos que certamente não serão consumidos antes do vencimento e terão como destino o lixo.

Cuidado com a mania dos olhos maiores que o estômago

Colocar no prato somente aquilo que vai comer é outro passo importante. Os pais costumam dar esse recado aos filhos, mas o cuidado deve existir em todas as faixas etárias. Em alguns restaurantes os clientes que desperdiçam comida são obrigados a pagar multas, portanto é melhor repetir, do que jogar fora.

Reaproveite o pão dormido

O que você faz com o pão do dia anterior? Se a sua resposta é “jogo fora”, saiba que existem diversas formas de aproveitar o alimento e evitar o desperdício. O pão dormido pode ser o ingrediente principal de receitas como pudim, rabanada, lasanha, torradas, entre outras. Ele ainda pode ser fatiado ou triturado e guardado no congelador, onde ficará conservado por muito tempo. Depois é só descongelar e utilizá-lo normalmente.

Aproveite todas as partes dos alimentos

Na hora de preparar as refeições, nada de jogar cascas, sementes e bagaços fora. Todas as partes de frutas, verduras e legumes podem ser aproveitadas e são fontes de vitaminas, minerais e outros nutrientes fundamentais para nossa saúde. É fácil encontrar receitas envolvendo essas partes dos alimentos que melhoram nossa alimentação e ainda evitam o desperdício.

Só não deixe de lavar bem os alimentos, especialmente se for usar as cascas – já que essas partes geralmente concentram a maior quantidade de pesticidas. Uma solução é usar alimentos orgânicos que são plantados de forma natural, ou seja, não recebem produtos químicos durante o cultivo.

Não prepare mais comida do que o necessário

Esse mesmo cuidado tido na hora de montar o prato deve ser considerado no momento de preparar a comida. O indicado é preparar alimentar sob medida. As famílias pequenas ou pessoas que moram sozinhas devem levar esse requisito a sério na hora de entrar na cozinha.

Até o final de janeiro estarão abertas as inscrições para o Curso de Recondicionamento de Computadores ministrado pelo Movimento Pró-Criança. No módulo os alunos são capacitados a recondicionar computadores, mouses, monitores, teclados, estabilizadores, impressoras e peças em geral, que se transformam em máquinas novinhas em folha que estão sendo encaixotadas em embalagens artesanais confeccionadas também pelos jovens alunos do Movimento Pró-Criança (MPC) e enviadas gratuitamente para paróquias e outras ONGs. A formatura da primeira turma de jovens capacitados no Curso de Recondicionamento de Computadores aconteceu no início do último mês de dezembro.

Em 2014 serão formadas de quatro a seis novas turmas ao longo do ano. A primeira foi inaugurada no dia 13 de janeiro. Para se inscrever basta procurar o Movimento Pró-Criança, na Rua dos Coelhos, 317, Boa Vista, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h. São necessários uma foto 3 x 4, RG, CPF e comprovante de residência. Informações pelos telefones 3412 8989 ou 3412 8952. O curso completo, voltado para jovens a partir dos 16 anos que cursam ou já cursaram o ensino fundamental, tem duração de 84 horas/aula no total, com aulas de segunda a quinta, das 8h30 às 11h30.

 

O programa completo inclui aulas de capacitação para manutenção de hardware, administração e instalação de sistemas operacionais, eletrônica básica, configuração de redes, sustentabilidade e cidadania. Oitocentos computadores velhos já foram doados por pessoas físicas e empresas para o início dos trabalhos e eles agora estão na fila esperando pelas mãos jovens que darão nova vida útil a estas máquinas enquanto aprendem também um novo ofício.

Em todo o Brasil, seis instituições foram escolhidas para abrigar um Núcleo de Recondicionamento pelo convênio CNPQ/Marista e o Pró-Criança foi uma delas. Qualquer pessoa pode doar seus equipamentos fora de uso para o Movimento Pró-Criança, em qualquer estado. Depois de recuperar e reconstruir as novas máquinas, a equipe do MPC/Marista envia o material que sobra, sem condições de reaproveitamento, para Cingapura, que ao lado da Bélgica e Estados Unidos são os únicos lugares que têm programas eficientes para o recebimento desse refugo da era tecnológica.

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