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  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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A matéria a seguir, postada em setembro, no Blog do Julio, no Mercado Ético (www.mercadoetico.com.br), traz um exemplo interessante de São Bernardo do Campo, em São Paulo, de um projeto que está ajudando a melhorar a vida de catadores de materiais recicláveis com recursos obtidos através de “Crowdfunding” - finaciamento coletivo. Confira!


Do Blog do Julio

Você já ouviu falar sobre crowdfunding, o conhecido financiamento coletivo? Nos EUA e na Europa, esse tipo de financiamento colaborativo é muito comum. No Brasil esse movimento vem crescendo cada vez mais e podendo ajudar muitas causas, artistas, ONGs, instituições e empresas a tirarem seus projetos do papel. Através de uma plataforma online os projetos e valores necessários são apresentados e você faz a sua doação.
Se você tem um projeto bacana e quer saber mais informações sobre o sistema de ‘crowdfunding’ dá uma olhada neste mapeamento colaborativo das plataformas existentes no Brasil, que faz parte de um trabalho acadêmico.
Carrinho elétrico para catadores busca financiamento coletivo

O Programa Eco Recicla, desenvolvido pela Ong Ecolmeia, em São Bernardo do Campo – SP, desenvolveu os carrinhos elétricos de coleta seletiva.
O programa pretende garantir melhorias para a mobilidade dos catadores de materiais recicláveis das grandes cidades.
Para tornar o projeto possível, você pode contribuir com 20 reais ou mais em uma página de financiamento coletivo.
Como funciona o Eco Recicla

Com um motor elétrico projetado para bicicletas, mas com redutor de velocidade e sistema hidráulico de freios, o projeto propõe mais segurança e menos esforço para os catadores, que passam horas, diariamente, puxando seus carrinhos.
A instituição trabalha para valorizar a atividade do catador como agente de transformação ambiental.

É isso aí galera! Pra um mundo melhor precisamos de mais solidariedade, mais colaboração e muito mais participação de todos!

Não estamos acostumados a levar para casa frutas e verduras que não tenham boa aparência. Por sua vez, quem comercializa estes produtos muitas vezes prefere jogá-los fora, contribundo para o desperdício de alimentos que poderiam ser aproveitados. No texto abaixo, publicado pelo site Ciclo Vivo (www.ciclovivo.com.br), é dado o exemplo de uma rede de supermercados francesa que está dando o que falar. Confira!

 

Do Ciclo Vivo

A rede de supermercados Intermarché, uma das maiores da França, criou uma campanha para incentivar a compra de vegetais que não estão com a aparência perfeita. A ideia era mostrar que os alimentos continuam nutritivos mesmo que estejam fora dos padrões tradicionais.

É comum que em pontos de venda os alimentos naturais passem por uma triagem estética que determina se eles vão ou não para as prateleiras. Nestes casos, uma mancha na pele, um amassado na casca ou anomalias genéticas, descartam totalmente a possibilidade de o vegetal ganhar destaque nas gôndolas.
A rede de supermercados francesa resolveu fazer o caminho inverso, como forma de reduzir o desperdício de alimentos. A proposta da campanha “Frutas e Vegetais Inglórios” era dar a esses itens o status de celebridade dentro das lojas. A estratégia era coloca-los junto aos alimentos em perfeita forma, mas oferecendo a possibilidade de o cliente que escolhesse pelos “rejeitados” tivesse 30% de desconto no preço do vegetal.
Além disso, o próprio supermercado fez sucos e sopas com as frutas e legumes, para mostrar que, independente da aparência, as propriedades nutricionais e o gosto permaneciam intactos. Isso serviu como um incentivo a mais para que os clientes arriscassem inovar na compra.
O resultado foi muito positivo. Em apenas dois dias 1,2 toneladas dos alimentos foram comercializados. As prateleiras ficaram vazias e os alimentos foram responsáveis por 24% das vendas da rede. A campanha ficou tão famosa que logo se espalhou pelas redes sociais e atingiu mais de 13 milhões de pessoas. Muitos veículos da imprensa francesa também noticiaram a ação e cobraram que ela fosse replicada em todos os supermercados como esforço para reduzir o desperdício de alimentos.
Veja o vídeo da campanha:


(Ciclo Vivo)

Sexta, 12 Setembro 2014 20:14

Quem disse que lugar de livro é na biblioteca?

Escrito por

O Blog do Julio, publicado no site do Mercado Ético (www.mercadoetico.com.br), sempre traz notícias interessantes sobre sustentabilidade e dicas de atitudes que contribuem para melhorar o mundo no nosso entorno. No post de 11 de setembro, o blogueiro mirim fala sobre experiência Brasil afora de bibliotecas montadas em lugares inusitados. Confira! É o maior barato!


Do Blog do Júlio, no site do Mercado Ético, em 11/09/2014

 

E aí galera?
Ler é demais! E o melhor é que dá para fazer em qualquer lugar: em casa, no ônibus, num café, numa praça e até numa biblioteca…hahaha.
Tem muitas iniciativas bacanas pelo Brasil incentivando a leitura em espaços inusitados. Tem livros a disposição em ponto de ônibus, em açougue ou numa borracharia. Estes locais servem de inspiração para encurtar os caminhos entre as pessoas e os livros, usando muita criatividade.

Enquanto o ônibus não vem


Que tal começar uma nova leitura, enquanto espera o busão? Em Belo Horizonte, o projeto Ponto do Livro está na rua há sete meses, em quatro paradas de ônibus da cidade, duas das quais no entorno da Praça da Liberdade. Os títulos, à mostra em displays de plástico transparentes, estão ali para serem escolhidos por um novo dono. Quem quiser também pode deixar e doar seus exemplares por lá mesmo. Pelo menos 8 mil livros já foram distribuídos dessa forma.
Um kg de cultura, por favor!



Na Asa Norte de Brasília, o Açougue Cultural T-Bone é o ponto de encontro para programação musical – como shows de grandes nomes da MPB, na rua onde ele está localizado – e projetos de incentivo à leitura. Um deles faz especial sucesso. Logo em frente ao estabelecimento, há uma Estação Cultural, espaço com livros disponíveis para empréstimo sem burocracia, com iluminação própria e computador com acesso à internet. Iniciativa do Açougue Cultural, as estações se multiplicaram para outras quatro localidades da capital federal.
Saindo de uma fria

Também em Brasília, uma geladeira foi reformada pelo Projeto Refresque Ideias e virou uma biblioteca comunitária e muito diferente em plena Praça da 32, em Guará 2. O exterior foi embelezado pelos traços dos grafiteiros Mamá, Micro Svc, Julimar dos Santos e Thls Rafael. E o lado de dentro foi recheado de livros disponíveis pra quem quiser pegá-los emprestado.
Borrachalioteca

Como o próprio nome indica, é uma inusitada fusão de borracharia e biblioteca. Há 12 anos, o espaço dedicado a pneus começou a abrigar 70 livros para empréstimo. Hoje são mais de 16 mil títulos à disposição dos moradores de Sabará, na Região Metropolitana de BH. A borracharia é a matriz e o endereço mais famoso do que virou uma rede de bibliotecas, também presentes em outros três espaços da cidade.
Pedala, que lá vem história!

Outro nome autoexplicativo é o Bibliocicleta. É isso aí rapaziada, a “magrela” virou uma biblioteca itinerante que se desloca entre comunidades da Grande Salvador, levando livros e material didático a escolas, igrejas, praças e outros espaços. Feito com material reaproveitado, um suporte é encaixado na bike e serve para expor os títulos disponíveis.
Desde o ano passado, uma bibliocicleta circula por São Paulo, por meio de uma parceria com a ONG Design Possível.
E o que tem no baú?

Um dos projetos de leitura itinerante mais antigos do país, a Biblioteca Voltante, do Sesc, foi criada há 60 anos e segue levando livros e revistas pelas estradas de Minas. Um caminhão baú vai até os municípios e fica estacionado o dia todo. Os moradores podem escolher as obras que querem levar para casa. Em um intervalo, que varia entre 8 e 15 dias, esse caminhão retorna e é feita a devolução dos livros. Durante a visita às diferentes cidades, o baú também se transforma em palco para apresentações culturais. A última parada foi dia 9 de setembro em Santana dos Montes. E trem bão!!!


Notícia publicada pelo site do  Instituto Carbono Brasill, assinado por Jéssica Lipinski, relata que desde o início deste mês de junho, o governo francês está executando um programa piloto para estimular a bicicleta como meio de transporte. E o melhor é que os trabalhadores que estão participando do teste estão recebendo incentivos financeiros para utilizarem a bicicleta para se deslocarem ao local de seus empregos.
O programa, que está em uma fase de seis meses de experimentação, oferece como bonificação um pagamento de 0,25 centavos de euro – o equivalente a 0,77 centavos de Real – para cada quilômetro rodado com a bicicleta no percurso casa-trabalho.
O esquema foi adotado por 20 companhias, que no total empregam aproximadamente 10 mil pessoas, e, além de melhorar a saúde pública, visa reduzir a poluição do ar e o consumo de combustíveis fósseis.
Frederic Cuvillier, ministro dos transportes francês, afirmou que “os custos do transporte público e dos carros já são subsidiados”, e que ele quer que a bicicleta se torne “um modal separado de transporte”. O plano tem como objetivo aumentar em 50% o uso de bicicletas, e caso mostre ter sucesso, será testado em uma escala maior.
Em outros países da Europa, há planos semelhantes em andamento, em que os trabalhadores também são pagos por quilômetro rodado com bicicleta, ou recebem incentivos fiscais ou apoio financeiro para a compra de bicicletas.
Segundo um recente estudo alemão, o uso de bicicleta pode aumentar a expectativa de vida em até 14 meses, e outras pesquisas também apontam para mais benefícios do modal, como o desenvolvimento das habilidades motoras e o abandono do sedentarismo.

Da ECPAT Brasil  

A articulação Entre em Campo – Redes Pelos Direitos da Criança e do Adolescente  vai promover durante o período de realização da Copa do Mundo de Futebol uma campanha nas redes sociais, estimulando os brasileiros a denunciarem qualquer forma de violação de direitos da criança e do adolescente. A ideia é que qualquer pessoa que tenha conhecimento de algum tipo de violação faça uma denúncia nas redes sociais e utilize a hashtag #CopaSemExploração .

Com a utilização da hashtag, todo os conteúdos postados poderão ser facilmente encontrados. A mobilização nas redes sociais será feita inicialmente pelas redes nacionais que integram a articulação e também por suas entidades filiadas espalhadas por todo o País. Mas qualquer interessado também poderá participar, bastando para isso fazer o chamamento em suas contas ou perfis de redes sociais, como o Facebook e o Twitter, por exemplo.  

A estratégia foi pensada durante a III Oficina Nacional, promovida pela articulação nos dias 25 e 26 de abril, em Brasília (DF), que reuniu cerca de 100 participantes.  

A articulação “Entre em Campo – Redes Pelos Direitos da Criança e do Adolescente” reúne a Rede ECPAT Brasil, Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, Associação Nacional dos Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Seção Defense for Children Brasil (Anced/DCI Brasil), Fórum Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (FNDCA) e Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI).

O Instituto Akatu (http://www.akatu.org.br/), organização não governamental sem fins lucrativos que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o Consumo Consciente, postou em seu site uma lista de dez atitudes que podem ajudar na preservação da Mata Atântica.
A Mata Atlântica já cobriu 15% do território brasileiro, mas hoje ocupa 1% apenas, segundo a SOS Mata Atlântica, organização não governamental sem fins lucrativos, dedicada à preservação do bioma. E é uma das áreas mais ricas em biodiversidade e mais ameaçadas do planeta, decretada Reserva da Biosfera pela Unesco e Patrimônio Nacional, na Constituição Federal de 1988.
Confira a lista:
Compre produtos artesanais de comunidades indígenas, caiçaras e quilombolas, valorizando a sua cultura.
O que entra na floresta deve sair: não jogue lixo na natureza, o consumidor consciente cuida do destino correto dos seus resíduos.
Não compre plantas nativas da Mata Atlântica (bromélias e orquídeas) extraídas ilegalmente.
Selecione para compra apenas produtos feitos com madeira certificada.
Compre apenas palmito cultivado e registrado pelo Ibama.
Imóveis dentro de áreas protegidas não devem ser comprados.
Empresas que respeitam o meio ambiente devem ser valorizadas.
Não compre animais silvestres e denuncie seu aprisionamento e comércio ilegal.
Todo ato de consumo provoca impactos no meio ambiente: reflita sobre isso.
Espalhe esta mensagem a todos os seus familiares e amigos e ajude a preservar a Mata Atlântica por meio dos seus atos de consumo.
CONSCIENTIZAÇÃO – No site do Akatu, o consumidor fica por dentro de muitas informações sobre o bioma. A Mata Atlântica abrangia uma área equivalente a 1.315.460 km2 e estendia-se originalmente ao longo de 17 Estados brasileiros. Hoje, restam 8,5 % de remanescentes florestais acima de 100 hectares do que existia originalmente. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 hectares, temos atualmente 12,5%.
Na Mata Atlântica podem ser encontradas mais de 20 mil espécies de plantas, 270 espécies conhecidas de mamíferos, 992 espécies de pássaros, 197 répteis, 372 anfíbios e 350 peixes. Das 633 espécies de animais ameaçadas de extinção no Brasil, 383 estão na Mata Atlântica. Neste bioma estão sete das nove bacias hidrográficas brasileiras.
Mais de 62% da população brasileira vive na área de Mata Atlântica – com base no Censo Populacional 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são mais de 118 milhões de habitantes em 3.284 municípios. A expansão urbana desordenada e a poluição são algumas das ameaças a este bioma.

Com informações do Forest Blog
Muitas pessoas não dão importância para aquelas moedinhas de 5 centavos que recebem de troco. Mas para a Unicef Austrália elas são muito importantes e podem ajudar a crianças e jovens de comunidades pobres de países da África e da Ásia. É o que mostra campanha criada pela Iris Worlwide, de Sidney, que pretende divulgar no país o programa Change for Good (algo como “Mudar para o bem”), que atua neste sentido há 21 anos, através de doações.
O vídeo lançado para campanha é um primor de animação. Os criadores desenharam um belo filme mostrando moedas transformando a vida dos necessitados. Sutil e emocionante.

Veja o vídeo abaixo:

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Do Porvir

NOSSO OLHAR – Na última semana, o noticiário de educação do país foi tomado por uma discussão em torno da artista Valesca Popozuda. Para recapitular aos que não acompanharam desde o início: um professor de filosofia de uma turma de ensino médio do Distrito Federal pedia, em uma das questões de sua prova, que os alunos completassem uma das músicas da cantora, o hit “Beijinho no Ombro”. A questão dizia: “Segundo a grande pensadora contemporânea Walesca (sic) Popozuda, se bater de frente: (A) É tiro, porrada e bomba; (B) É só beijinho no ombro; (C) É recalque; (D) É vida longa”.
O que se viu, a partir da circulação desta foto nas redes sociais, foi uma enxurrada de críticas em várias direções. Rebateu-se o fato de o professor ter chamado a artista de “pensadora contemporânea”. A presença de um funk numa prova de filosofia. O uso de palavras de baixo calão na música original. A música popular brasileira. A imprensa. O salário dos professores. Não faltou argumento para quem quis jogar pedra. Sem entrar no mérito de julgar a questão, o Porvir faz o convite de se aproveitar a situação para enveredarmos o debate para outro lado: como inserir a realidade, os saberes e os interesses dos alunos, de maneira respeitosa, significativa e educativa, na sala de aula?
Em entrevista recente ao portal, o sociólogo Muniz Sodré fala da importância de se incorporar o que chama de “ecologia dos saberes” em sala de aula. Muito antes, Paulo Freire, o mais importante educador brasileiro, já defendia que a cultura e o conhecimento prévios dos estudantes são importantes porque o aprendizado acontece mesmo é na troca – seja entre professores e alunos, seja com outros professores, seja entre alunos.
Trocando em miúdos, o que ambos os pensadores têm em comum é a crença de que a escola não pode ser um espaço onde apenas um tipo de conhecimento é debatido. Ao contrário, precisa ser um local em que se promove o livre circular de diferentes perspectivas, o respeito à diferença, a tolerância, a flexibilidade. Portanto, os temas que os alunos trazem também precisam ser considerados, até mesmo para que possam ser discutidos com mais criticidade. Nessa conta entram não só o funk da Valesca Popozuda, mas também o samba, o rap, o hip hop, a capoeira, o candomblé e quaisquer manifestações culturais que façam parte do cotidiano dos estudantes.
O desafio para os educadores é abrir as portas da sala de aula para aquilo que já desperta o interesse dos alunos, promover uma reflexão cuidadosa a respeito e criar oportunidades para que eles tenham acesso a novas referências que ampliem seus conhecimentos e seu repertório. Desta forma, ganham todos.
- Ganha a escola, que consegue reter mais os alunos. Aqui, cabe lembrar que, segundo o censo escolar mais recente divulgado pelo MEC, 1,6 milhão de estudantes abandonaram a escola em 2012. Só para se ter uma ideia de volume, é como se todos os alunos matriculados no ensino médio de São Paulo desistissem de ir à escola.
- Ganha o aluno, que passa a ver mais sentido na escola, consegue conectar seus interesses com sua vida escolar, é capaz de ter um olhar desenvolve um olhar mais crítico sobre sua realidade. Também passa a ter uma formação que não se encerra no que é dado e imposto, mas consegue dialogar com diferentes pontos de vista, tem acesso a uma formação mais compreensiva que o ajudará nos desafios da vida.
- Ganha a sociedade, que terá alunos mais engajados no próprio aprendizado e mais críticos como cidadãos.
Muitos são os exemplos de iniciativas que conseguem desenvolver trabalhos personalizados e com resultados significativos a partir dessa perspectiva. A trilha educativa, metodologia adotada na educação integral, é um deles. Nela, os alunos propõem um tema que é de seu interesse e, a partir daí, passam a correlacionar com os assuntos das disciplinas.
A escola Politeia, em São Paulo, é uma das que usa essa abordagem. Lá, recentemente, um grupo de alunos de ensino fundamental 2 – já que não são divididos por séries – resolveu estudar os super-heróis. Os professores aproveitaram o mote para ensinar história, geopolítica, biologia, matemática e, ao fim, os estudantes apresentaram uns aos outros e para a comunidade escolar o resultado de sua pesquisa individual. No portal do Centro de Referências em Educação Integral, é possível conferir como escolas de todo o país têm trazido o interesse dos alunos para dentro da sala de aula.
A tentativa de considerar e valorizar saberes da comunidade é o centro de outra iniciativa atualmente em andamento, o Mundial da Educação. Várias instituições se organizaram para estimular que moradores das cidades-sede de jogos da Copa do Mundo identifiquem os potenciais educativos de suas cidades e promovam eventos de trocas.
Como se vê, as possibilidades são várias, dentro e fora da escola. Voltando à Valesca Popozuda e o uso de uma música sua na prova de filosofia, todo esse debate suscitado deve aproveitar o momento para discutir maneiras de oferecer um ensino mais personalizado e engajador. Se não, a oportunidade vai passar deixando um beijinho no ombro.

Confira abaixo o texto da carta de intenções do blog Da Catalunha para o Mundo, ancorado na página do portal de notícias Vilaweb (http://www.vilaweb.cat/), sediado em Barcelona, assinado por mim. Os que quiserem acessar o blog podem fazer através do endereço: http://blocs.mesvilaweb.cat/TaizaBrito. E também acompanhar as publicações através da Fanpage no facebook: https://www.facebook.com/DaCatalunhaparaoMundo.

 

Da Catalunha para o Mundo: Declaração de Intenções

Por Taíza Brito

2014 será um ano decisivo, não somente para o Brasil, que sediará a Copa do Mundo e vivenciará eleição presidencial, como também para a Catalunha, uma nação dentro da Espanha, com língua própria, que chega a uma encruzilhada histórica. É que lá um grande movimento social vem lutando pela realização de um referendo este ano para decidir o seu futuro político.

O processo reivindicatório de independência da Catalunha chama a atenção pelo seu caráter pacífico e democrático, diferente de outros movimentos separatistas que ganharam os holofotes mundiais pelo uso da violência. E a cada dia, a maré soberanista conquista mais terreno, impulsionada pela mobilização cidadã e política.

Diante deste fenômeno político, que ressurge ciclicamente na história da Catalunha, o governo da Espanha opõe como um muro de contenção a Constituição de 1978, que explicita a impossibilidade de secessão de um território do seu conjunto. Mas, os catalães lembram que o texto constitucional foi lavrado no ocaso da ditadura de Franco, ainda sob a ameaça do estamento militar. E diante do principio da legalidade antepõem o princípio anterior da legitimidade democrática.

Quem está atento aos acontecimentos percebe que os defensores da independência política da Catalunha não estão dispostos a dar passos atrás. Ou seja, seguem firmes no propósito de realizar o referendo marcado para 9 de novembro de 2014, de modo a poder exercer o direito à autodeterminação.

Cada lance neste intrincado xadrez vem ganhando, pouco a pouco, visibilidade internacional, o que é favorável à causa catalã, haja vista o alto grau de desconhecimento que ainda há fora do território europeu sobre o movimento independentista.

Acompanho diariamente o noticiário sobre a Catalunha, principalmente na página do Jornal Eletrônico VilaWeb, sediado em Barcelona e que goza do prestígio de ser uns dos pioneiros do jornalismo digital na Europa. Através do site, fica mais claro como, em poucos anos, a causa deixou de ser monopólio de um reduzido grupo de partidos minoritários e ganhou o coração das ruas.

Hoje, a independência ou, no mínimo, o direito a decidir, tornaram-se ideias transversais na sociedade catalã. Pessoas de todas as bandeiras ideológicas convergem em direção à corrente hegemônica do soberanismo. Chegando à constatação da necessidade de construir um projeto comum: um estado próprio para abrigar a sua nação.

Jornalista com experiência em redações de jornais de grande circulação no Brasil, sinto falta de ver o assunto estampado nas páginas das editorias de Internacional.

Uma das explicações para o tema passar desapercebido é que poucos aqui conhecem a história da formação da Espanha. Apesar da união dinástica entre os reinos peninsulares data da época do descobrimento de América, esta não supôs a perda de soberania dos mesmos. O Império Espanhol funcionava, na prática, como uma monarquia composta, na qual, por certo, Portugal também fez parte até sua independência em 1640. Já a configuração atual do Estado Espanhol tem apenas 300 anos. O que significa dizer que quase ninguém sabe que a Catalunha foi anexada, à força, à Espanha, depois de uma guerra sangrenta, em 1714, perdendo a soberania política que detinha.

Como sei disso? Morei em Barcelona por seis meses, em 2003, onde fiz um mestrado em jornalismo na Universidade Autônoma. E sou casada, há 11 anos, com um barcelonês, cujo desejo de ver a Catalunha independente é tão grande que o transporta diariamente do Brasil à sua terra natal, através do noticiário na internet, como se ali estivesse, envolvido pelo clamor que cresce e reverbera no território catalão.

Não posso ficar alheia à causa. Com tinta correndo nas veias, vejo e sinto que as notícias que tratam sobre o movimento independentista precisam transbordar para fora da Europa. Necessitam ganhar o mundo.

E quero colaborar para isso. Assim, surgiu a ideia de criar o blog Catalunha falando para o Mundo, ancorado na página de Vilaweb, cujos textos serão replicados em outro blog de minha autoria, o Viva Pernambuco (www.vivapernambuco.com).

Cada espaço, por menor que seja, que consigamos abrir através deste blog ou com ajuda de parceiros na mídia brasileira, para divulgar a causa independentista catalã, será de grande valia.

Endavant!!!

Da EBC
O texto aprovado de forma unânime pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), composto por entidades da sociedade civil e ministérios do governo federal, diz que “a prática do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço” é abusiva e, portanto, ilegal segundo o Código de Defesa do Consumidor.
A medida recomenda que fique proibido o direcionamento à criança de anúncios impressos, comerciais televisivos, spots de rádio, banners e sites, embalagens, promoções, merchadisings, ações em shows e apresentações e nos pontos de venda.
O texto versa também sobre a proibição de qualquer publicidade e comunicação mercadológica no interior de creches e escolas de educação infantil e fundamental, inclusive nos uniformes escolares e materiais didáticos.
Para o Conanda, a publicidade infantil fere o que está previsto na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código de Defesa do Consumidor.
O Instituto Alana integra o Conanda, na condição de suplente, e contribuiu junto aos demais conselheiros na elaboração e aprovação desse texto. “Foi uma conquista histórica para os direitos da criança no Brasil. A publicidade infantil não tinha limites claros e específicos. Agora, com o fim dessa prática antiética e abusiva, alcançamos um novo paradigma para a proteção da criança brasileira”, afirma Pedro Affonso Hartung, conselheiro do Conanda e advogado do Instituto Alana.
Não se enquadram na resolução as campanhas de utilidade pública que não sejam parte de uma estratégia publicitária. O texto deve ser publicado no Diário Oficial nos próximos dias.

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