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Por Fabiano Ávila, do Instituto CarbonoBrasil

 
“Pode não parecer sexy, mas solucionar problemas como diarreia, vermes e desnutrição fará mais bem aos pobres do mundo do que intervenções grandiosas”, resume Bjørn Lomborg, fundador do Centro de Consenso de Copenhague, instituição que tem como grande objetivo encontrar as melhores maneiras para o investimento de recursos destinados ao desenvolvimento e auxílio de países pobres.

É com essa postura de propor soluções que sejam “realistas” que a entidade reuniu 65 pesquisadores, entre os quais quatro vencedores do Prêmio Nobel, com o objetivo de pensar durante um ano em possíveis respostas para os dilemas globais.

O resultado desse trabalho vem sendo divulgado nas últimas semanas no formato de artigos sobre dez temas: Conflitos Armados, Biodiversidade, Doenças Crônicas, Mudanças Climáticas, Educação, Fome e Desnutrição, Doenças Infecciosas, Desastres Naturais, Crescimento Populacional, Água e Saneamento.

Para as questões de biodiversidade e da fome, por exemplo, é sugerido o investimento pesado em tecnologias agrícolas. Assim, seria diminuída a necessidade de converter áreas preservadas para campos de cultivo.

De acordo com o Centro de Consenso de Copenhague, se o investimento em pesquisa agrícola chegasse a US$ 13 bilhões ao ano, em 2050 o número de famintos cairia em mais de 200 milhões, devido, sobretudo, ao barateamento dos alimentos.

Analisando em conjunto os problemas, os 65 pesquisadores elaboraram uma lista de 16 ações que deveriam ser prioritárias (em ordem decrescente de importância):
- Financiar intervenções de nutrição para combater a fome e melhorar a educação;
- Expandir os subsídios para o tratamento de malária;
- Expandir a cobertura de imunização infantil;
- Lidar com as doenças causadas por vermes em crianças;
- Expandir o tratamento de tuberculose;
- Investir em pesquisa e desenvolvimento agrícola;
- Melhorar sistemas de alerta de desastres naturais;
- Fortalecer as capacidades cirúrgicas em países pobres;
- Imunização da Hepatite B;
- Financiar o uso de drogas de baixo custo para casos de ataques cardíacos em nações pobres;
- Campanha para reduzir o consumo de sal;
- Investir em pesquisa e desenvolvimento de geoengenharia para lidar com o aquecimento global;
- Programas de transferência de renda condicionados à presença escolar;
- Investir na pesquisa da vacina do HIV;
- Campanhas informativas sobre os benefícios da educação;
- Financiar a construção de poços artesanais.

“Os investimentos para combater doenças infecciosas são baratos e efetivos. Os governos podem conquistar muito nessa área”, afirmou Thomas Schelling, vencedor do prêmio Nobel de Economia de 2005.

“Acabar com doenças provocadas por vermes é um objetivo quase ignorado e que merece mais atenção e recursos. Este simples e barato investimento significa crianças mais saudáveis e que passam mais tempo na escola”, reforçou Robert Mundell, outro vencedor do Prêmio Nobel de Economia.

“O volume de pesquisa produzida pelo Centro de Consenso de Copenhague soma-se ao nosso conhecimento de quais são as maneiras mais inteligentes para lidar com os desafios da humanidade. E a lista construída pelos vencedores do Nobel nos mostra quais investimentos podem ajudar mais. Estas são as áreas que os governos e filantropos deveriam focar sua atenção”, resumiu Lomborg.

Clima

Para as mudanças climáticas, uma solução apresentada foi a criação de uma taxa sobre o carbono para financiar novas tecnologias limpas de energia. Segundo Isabel Galiana e Christopher Green, ferramentas de cobrança sobre as emissões de gases do efeito estufa devem estar alinhadas com o desenvolvimento de novas opções tecnológicas, pois somente assim esses mecanismos são úteis.

Curiosamente, uma das sugestões apontada para o aquecimento global é a polêmica geoengenharia. São apresentadas como soluções viáveis métodos para refletir raios solares, como a injeção de aerossóis na estratosfera e o bombeamento de vapor de água dos oceanos na atmosfera.

Essas opções chamam a atenção justamente porque Lomborg, que é autor do livro “O Ambientalista Cético” e do filme “Cool it”, já negou as mudanças climáticas.

“Minha postura atual sobre o aquecimento global é bastante simples: É real, está sendo causado pelas emissões humanas de CO2 e precisamos fazer algo para freá-lo. Porém, precisamos de ações que realmente funcionem e não apenas que façam bem para a nossa consciência”, escreveu Lomborg em um artigo publicado no dia 9 de maio.

O cidadão brasileiro poderá exercitar plenamente o direito à informação pública com a entrada em vigor, desde a última quarta-feira, dia 16 de maio, da Lei de Acesso à Informação. Proposta pelo governo federal e aprovada pelo Congresso Nacional, a norma é considerada uma das mais abrangentes e avançadas do mundo. As regras valem para a administração direta e indireta de todos os Poderes e entes federativos e se apresentam como instrumento eficiente de participação da sociedade na gestão pública.


A Lei de Acesso à Informação faz do conceito de transparência um direito de fato do cidadão brasileiro, pois uma pessoa bem informada tem melhores condições de conhecer e acessar outros direitos essenciais como saúde, educação e benefícios sociais. Além disso, o acesso a esses dados constitui-se em um dos fundamentos para a consolidação da democracia, pois fortalece a capacidade dos indivíduos de participar de modo efetivo da tomada de decisões que os afeta. Esse direito garante a ampliação do acesso à prestação de contas públicas, possibilita o monitoramento sistemático da execução e resultados das políticas públicas e faz da participação social um exercício de cidadania e de garantia de uma gestão pública de qualidade.


Entre os avanços estão o fim do sigilo eterno de documentos oficiais e a obrigatoriedade de todos os órgãos públicos de prestar, em no máximo 30 dias, informações de interesse do cidadão, sem que esse necessite justificar o pedido. De maneira espontânea, os órgãos e entidades públicas devem divulgar, independentemente de solicitações, informações de interesse geral ou coletivo, por meio de todos os canais disponíveis e obrigatoriamente em sítios da internet.


Informações sobre contratos, licitações, gastos, repasses e transferências de recursos, por exemplo, devem ser fornecidas de forma clara, em linguagem simples e direta e com apoio de ferramentas de busca e pesquisa na internet. A lei determina também que nenhum documento, ato ou fato que se configure como ameaça aos direitos humanos pode ser tratado como sigiloso. A transparência passa a ser a regra e o sigilo, a exceção.


A nova lei se soma a outras iniciativas que já privilegiavam a transparência ativa, como o Portal da Transparência - que oferece informações sobre as ações do governo federal para que a sociedade acompanhe como o dinheiro público é gasto. Medidas como essa fizeram do Brasil o oitavo país mais transparente do mundo e o primeiro da América Latina, no Índice de Orçamento Aberto do International Budget Partnership (IBP).


Canais - O governo federal trabalhou nos últimos seis meses para implementar a nova lei. Todos os órgãos centrais já criaram canais exclusivos de interação com a sociedade, conhecidos como Serviço de Informações ao Cidadão (SIC). O atendimento é presencial, pela internet ou por telefone.


Desse modo, a opção do governo federal pela transparência se apresenta como um mecanismo de aprimoramento da qualidade do gasto público, redução de custos, racionalização de processos e transformação, para melhor, da vida do cidadão brasileiro.
Saiba mais:
Acesse o portal em www.cgu.gov.br

Por Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil

Mudanças climáticas, degradação ambiental, desigualdade socioeconômica: esses e outros problemas vivenciados pela sociedade contemporânea estão relacionados a dois fatores primordiais: o crescimento populacional e o consumo desenfreado.

Visando discutir essas duas questões e seus desdobramentos, a Real Sociedade de Londres para o Progresso do Conhecimento da Natureza publicou nesta quinta-feira (26) um relatório sobre esses dois temas, e alertou: se o aumento da população e o consumo não forem controlados, poderemos enfrentar grandes catástrofes ambientais, econômicas e sociais no futuro.

O documento da Royal Society – como a instituição é mais comumente conhecida -, intitulado Pessoas e o Planeta, é o resultado de um estudo de dois anos realizado por 23 cientistas e liderado por John Sulston, biólogo ganhador do prêmio Nobel.

No estudo, os pesquisadores afirmam que a atual população, de sete bilhões de habitantes, poderá chegar a mais de nove bilhões em 2050, o que deverá colocar os recursos naturais do planeta sob ainda mais estresse do que atualmente.

“O crescimento da população global é inevitável para as próximas décadas. Até 2050, estima-se que a população de hoje de sete bilhões terá crescido 2,3 bilhões, o equivalente a uma China e uma Índia”, exemplificam os autores.

Neste sentido, a pesquisa declara que a quantidade de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, que hoje está na faixa de 1,3 bilhão, quase triplicaria, aumentando 2,5 bilhões. Isso em parte porque a região onde a população mundial mais cresce é a África, justamente onde há mais carências sociais e econômicas.

“Considerando somente a África, a população aumentará em dois bilhões nesse século. Se falharmos e os níveis de fertilidade não baixarem para 2,1 (dos atuais 4,7) a população [lá] pode atingir 5,3 bilhões”, comentou Ekliya Zulu, um dos autores e presidente da União para Estudos da População Africana.

Além disso, a questão do consumo também tende a se tornar ainda mais complexa, porque além do aumento populacional, que naturalmente exige mais recursos do planeta, o consumo nos países desenvolvidos também tende a crescer, principalmente se for considerado o aumento do padrão de vida em nações emergentes, como a China, a Índia e o Brasil.

Apesar dessa situação preocupante, os cientistas afirmam que ainda há tempo para parar essa bomba-relógio. Para isso, no entanto, os pesquisadores enfatizam que a sociedade terá que tomar uma série de medidas para reduzir/controlar sua população e seu consumo.

Uma dessas iniciativas seria desenvolver e implementar programas de planejamento familiar visando educar a população a respeito do controle de natalidade, principalmente mulheres em países em desenvolvimento, onde a taxa de nascimentos é maior.

“Para suprir todas as necessidades não atendidas de planejamento familiar seria preciso US$ 6-7 bilhões por ano. Não é muito. E é um investimento extremamente bom, extremamente acessível. Não fornecer planejamento familiar é uma violação dos direitos humanos”, explicou Sulston.

“Quando diminuímos o crescimento populacional fortalecemos as mulheres e fornecemos mais dinheiro para que países menos desenvolvidos invistam em educação. A maioria das mulheres quer menos crianças. A demanda para reduzir a fertilidade está lá”, complementou Zulu.

Apesar de defenderem o controle populacional, os autores não fixaram um número ‘ideal’ para uma população mundial sustentável, justificando que isso dependeria das escolhas de estilo de vida e de consumo.

Em se tratando de consumo, os autores ressaltaram que, mais do que reduzi-lo, é necessário criar um equilíbrio entre o que é consumido nos países desenvolvidos e nas nações em desenvolvimento.

“Muitos tipos de consumo deveriam aumentar nos países menos desenvolvidos. Mas alguns tipos de consumo deveriam estabilizar e diminuir nos países mais desenvolvidos (cujo número está sendo rapidamente ampliado pelas economias emergentes). Discussões internacionais contínuas que levem a tratados obrigatórios são essenciais para reconciliar as necessidades opostas”, observou o relatório.

“Em termos materiais será necessário que os países mais desenvolvidos se abstenham de certos tipos de consumo, como o CO2. Você não precisa consumir tanto para ter uma vida longa e saudável. Não podemos conceber um mundo que vai ser tão desigual como é agora. Devemos tirar as 1,3 bilhão de pessoas que vivem com menos de US$ 1,25 por dia da pobreza absoluta. É vital retardar o crescimento populacional nesses países”, acrescentou Jules Pretty, um dos autores do documento.

O estudo indica ainda que os métodos para medir o desenvolvimento econômico mundial devem ser reavaliados e mudados. “Estamos extremamente apegados à ideia de que o aumento do PIB é uma coisa boa”, disse Pretty.

Cientistas que não estavam envolvidos no estudo saudaram a pesquisa, enfatizando que o relatório exalta a relação entre o crescimento populacional e o aumento do consumo.

“A Royal Society salienta com razão que é perigosamente enganoso se concentrar apenas no crescimento da população ou somente no consumo, já que lutamos para descobrir como podemos sustentar uma população de nove bilhões de pessoas no planeta no futuro. Uma abordagem muito mais ampla é necessária”, concordou Barbara Stocking, porta-voz da confederação Oxfam.

“O planeta tem recursos suficientes para sustentar nove bilhões, mas só podemos garantir um futuro sustentável para todos se resolvermos os níveis grosseiramente desiguais de consumo. Redistribuir justamente os recursos consumidos pelos 10% mais ricos traz desenvolvimento, então a mortalidade infantil é reduzida, muito mais pessoas são educadas e mulheres têm o poder de determinar o tamanho de sua família – tudo isso reduzirá as taxas de nascimento”, continuou Stocking.

“[Esse fatores] se multiplicam juntos. Você tem que lidar com eles juntos. Temos consumo demais entre os ricos e pouco demais entre os pobres. Isso implica [...] de alguma forma em redistribuir o acesso aos recursos dos ricos para os pobres. Mas nos EUA estamos fazendo o oposto. O partido Republicano é descontroladamente a favor de mais redistribuição, de tirar dinheiro dos pobres e dá-lo aos ricos”, criticou Paul Ehrlich, professor de estudos educacionais da Universidade de Stanford.

Ehrlich, um dos mais renomados biólogos analistas populacionais do mundo, colocou, ao contrário do relatório, um número populacional que, segundo ele, garantiria ingredientes mínimos de uma vida decente para todos: esse número seria de 1,5 a dois bilhões de pessoas.

Já Stocking sugeriu um valor para retirar as mais de um bilhão de pessoas que estão na extrema pobreza dessa situação. “As soluções são simples e atingíveis, mas os obstáculos políticos são enormes. Exigiria apenas 0,2% do rendimento global para tirar mais de um bilhão das pessoas mais pobres do mundo da linha da pobreza extrema. Com uma classe média crescente aumentando rapidamente a pressão sobre os recursos globais, é crucial que enfrentemos o desafio.”

Finalizando a pesquisa, os autores pediram que políticos e outras figuras importantes na tomada de decisões deem enfoque a este problema, lembrando que a ciência tem um papel essencial em buscar soluções para estas situações, mas que não pode agir sozinha.

“Peço para todos os governos considerarem o problema da população cuidadosamente no encontro da Rio+20 e para se comprometerem com um futuro mais justo baseado não no crescimento do consumo material para suas nações, mas nas necessidades da comunidade global, tanto no presente quanto no futuro”, convocou Sulston.

“Em última análise, todos deveríamos lutar por um mundo no qual cada indivíduo tenha uma oportunidade de florescer. A ciência pode nos ajudar a atingir essa meta, não apenas desenvolvendo soluções práticas que melhorem nossa saúde e padrões de vida e otimizem nosso uso de recursos, mas também identificando problemas potenciais, como doenças emergentes ou o impacto de gases do efeito estufa. No entanto, não é uma panaceia e os cientistas sozinhos não podem resolver as desafios que enfrentamos agora. A humanidade deve agora agir coletivamente e de forma construtiva se quisermos encarar o futuro com confiança”, continuou o biólogo.

“O número de pessoas vivendo no planeta nunca foi tão alto, seus níveis de consumo não têm precedentes e grandes mudanças estão ocorrendo no ambiente. Podemos escolher reequilibrar o uso de recursos para um padrão mais igualitário de consumo… ou podemos escolher não fazer nada e ficar à deriva em uma espiral de problemas econômicos e ambientais que levam a um futuro mais desigual e inóspito”, concluíram os autores.

Dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a mortalidade infantil caiu quase pela metade entre 2000 e 2010.Os resultados gerais da Amostra do Censo 2010 constatam que o número de óbitos de crianças menores de 1 ano passou de 29,7 para 15,6 em cada mil nascidas vivas, uma queda de 47,6%.

Entre as regiões do país, o Nordeste registra a queda mais expressiva da mortalidade infantil. No período, o índice passou de 44,7 para 18,5 óbitos para cada mil crianças. Porém, ainda é o nível mais alto no país. O menor índice é o do Sul, de 12,6 mortes.

De acordo com a pesquisa, os principais fatores responsáveis pela queda do indicador são as políticas de medicina preventiva, curativa, saneamento básico, programas de saúde materna e infantil, além da valorização do salário mínimo e dos programas de transferência de renda.

O IBGE também destaca que a queda da mortalidade infantil está ligada ao aumento da escolaridade materna e à diminuição do número de filhos por mulher, observada desde a década de 1960. Entre 2000 e 2010, a taxa de fecundidade registrou queda e passou de 2,38 crianças por mãe para 1,9. A menor taxa é a do Sudeste (1,7 filho por mulher) e a maior, no Norte, 2,47.

Segundo o órgão, dessa forma, a taxa de fecundidade no Brasil está abaixo do chamado nível de reposição (2,1 filhos por mulher), que garante substituição das gerações na população.

O anúncio oficial do investimento será feito pelo Ministro Aloizio Mercadante, no próximo dia 2 de maio, às 17h30, no MEC, em Brasília

 

O British Council, organização internacional do Reino Unido para oportunidades educacionais e relações culturais, irá investir R$ 1.600.000,00 no programa Ciência sem Fronteiras, como parte da campanha GREAT. O anúncio oficial do investimento será feito pelo Ministro Aloizio Mercadante, no próximo dia 2 de maio, às 17h30, no MEC, em Brasília.

Aprender uma língua estrangeira, principalmente o inglês, tem sido o maior desafio para a execução do Ciência sem Fronteiras, já que os estudantes selecionados para o programa precisam apresentar uma pontuação mínima para ingressarem nas universidades estrangeiras.

Por meio do investimento, o British Council pretende aumentar as chances dos estudantes de baixa renda de todo o país, com foco prioritátio nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, de se beneficiarem do programa. A organização irá aplicar mais de 40 mil exames IELTS gratuitos para estudantes de baixa renda, doar livros preparatórios para bibliotecas públicas, oferecer aulas de treinamento e distribuir gratuitamente pela internet o material preparatório para o exame.

Para Claudio Anjos, Diretor de Exames do British Council no Brasil, o programa Ciência sem Fronteiras não estava funcionando como deveria para os candidatos de baixa renda, que possuem menos condições de se prepararem e mesmo para se inscreverem nos exames de proficiência em língua estrangeira. "Neste sentido, o British Council está alinhado com o governo brasileiro e estamos nos dedicando a criar oportunidades iguais aos estudantes, independente da condição financeira."

Representantes das Embaixadas de todos os países participantes do programa Ciência sem Fronteiras estarão presentes na cerimônia de lançamento oficial do investimento. "O British Council se disponibiliza a apoiar a todos os países que desejem se unir a esta mesma iniciativa de significativo caráter sócio-educacional para a sociedade brasileira", diz Claudio.

O investimento será feito dentro do prazo entre abril de 2012 a março de 2013 e a definição de "estudantes de baixa renda" será definida pelos programas do governo federal.

O British Council é a organização internacional do Reino Unido para oportunidadeseducacionais e relações culturais. Seu trabalho busca estabelecer a troca de experiências e laços que gerem benefícios mútuos entre o Reino Unido e os países onde está presente, por meio da atuação em quatro áreas: Educação, Língua Inglesa, Artes e Esportes. A Page 2 of 2 organização atua em 223 cidades, em 109 países, com parceiros como os governos federal, estadual e municipal, organizações não-governamentais e iniciativa privada. O British Council é uma organização apolítica que trabalha em conjunto com o governo britânico, promovendo oportunidades iguais a todas as pessoas. No Brasil, há escritórios em Brasília, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. Com informações do British Council/Rio de Janeiro.

Através do Prêmio Funarte de Composição Clássica 2012 serão selecinadas 30 composições inéditas para conjuntos orquestrais e camerísticos e para solistas, a serem executadas nos concertos da XX Bienal de Música Brasileira Contemporânea, no segundo semestre de 2013. A Bienal está em cartaz desde 1975 e é considerada a mais importante mostra de música erudita do Brasil.

Nesta edição, o Prêmio Funarte de Composição Clássica contemplará orquestras sinfônica, de sopro, de câmara e de cordas, conjuntos de câmara, podendo ser de seis a dez solistas, duos e trios, além de composições de música eletroacústica. Podem concorrer compositores brasileiros ou radicados no país há no mínimo três anos e as premiações variam de R$ 8 mil a R$ 30 mil. As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de setembro, seguindo o disposto no regulamento, disponível no www.funarte.gov.br.

A análise dos trabalhos inscritos caberá a uma comissão externa, composta por integrantes de notório conhecimento sobre música clássica. Entre os critérios de avaliação estão a qualidade da obra e a viabilidade de sua execução. O investimento total da Funarte no Prêmio é de R$ 1.130.100,00.

Mais informações
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(21) 2240-5158 / (21) 2279-8105

A lei que declara o educador Paulo Freire patrono da educação brasileira foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 16 de abril. O projeto de lei foi aprovado no início de março pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, em decisão terminativa, por unanimidade.

Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997) foi educador e filósofo. Considerado um dos principais pensadores da história da pedagogia mundial, influenciou o movimento chamado pedagogia crítica. Sua prática didática fundamentava-se na crença de que o estudante assimilaria o objeto de análise fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído.

Freire ganhou 41 títulos de doutor honoris causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford. Foi preso em 1964, exilou-se depois no Chile e percorreu diversos países, sempre levando seu modelo de alfabetização, antes de retornar ao Brasil em 1979, após a publicação da Lei da Anistia.

Da EcoD

Uma técnica milenar dos povos indígenas da Floresta Amazônica inspirou a marca espanhola One Moment a criar um sapato eco-friendly, 100% biodegradável. Em dias de chuva, os indígenas costumavam passar no pé uma fina camada de látex, extraído das seringueiras. O produto se degradava naturalmente, retornando ao ambiente natural. A lógica do calçado 01M é a mesma.

Procurando a maior versatilidade possível, o conceito do 01M foi elaborado por uma equipe multidisciplinar de arquitetos, designers, podólogos e sapateiros. O resultado: um calçado com um milímetro de espessura no corpo e 2mm na sola, foi obtido graças a técnica de injeção de polímero. O sapato possui, ao menos, três milímetros menos do que o sapato tradicional.

De acordo com o fabricante, além de trazer benefícios para meio ambiente humano, o calçado é confortável e permite que a pele “respire”. A empresa enfatiza que o sapato foi projetado para profissionais, viajantes e amantes de acessórios confortáveis para os pés.

O melhor de tudo é o preço: 10 euros por unidade, cerca de 24 reais. A coleção inicial conta com sete cores e 5 tamanhos e pode ser adquirida pelo site da fabricante.

O Movimento Mais Feliz já tem um aplicativo, chamado Myfuncity, para fazer a medição da felicidade dos cidadãos em tempo real. A ferramenta foi desenvolvida no Brasil e divulgada em todo o mundo.

Segundo o criador do movimento, Mauro Motoryn, o aplicativo é mais sensível e atual do que aquele que resultou em recente pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU), porque consegue medir rua a rua, bairro a bairro. “Você consegue perceber onde deve colocar e priorizar o investimento público”.

Após seis meses de testes pilotos que terminaram na última sexta-feira (13), envolvendo cerca de 6 mil pessoas, o Movimento Mais Feliz está iniciando o processo de discussão do Myfuncity na próxima campanha de eleição para vereadores. “É participação popular, objetivando dar prioridade ao gestor público”.

Motoryn salientou a importância de se estabelecer critérios de medição da felicidade nos municípios. “É preciso jogar essa discussão já no processo eleitoral”, defendeu. A criação de parâmetros para medir o nível de bem-estar da população será debatida pelo Movimento Mais Feliz durante a Rio+20 tendo como objetivo inserir a felicidade como definidora de políticas públicas. “O que queremos é [ver] o conceito da felicidade permear as atividades da Rio+20”.

Os testes com o aplicativo revelaram que nas regiões onde existe educação e saúde de qualidade, o nível de bem-estar é maior. De acordo com o dirigente do movimento, a felicidade analisada pela ferramenta não é a subjetiva, isto é, percebida por cada pessoa, mas sim a felicidade objetiva, que resulta das ações do poder público.

Motoryn explicou que já existem muitos exemplos no país de política pública focadas na felicidade, dando como exemplos programas do governo federal como o Bolsa Escola, o Universidade para Todos (ProUni) e o Bolsa Família.

O Movimento Mais Feliz reúne atualmente cerca de 700 entidades que buscam difundir a felicidade como norteadora de políticas públicas, no âmbito de cidades sustentáveis. “Nós queremos cidades melhores e elas pressupõem uma atividade pública com participação popular e com sugestões da população para a elaboração de programas de governo”.

A base do movimento foi o indicador Felicidade Interna Bruta (FIB), criado no Butão, pequeno reino da Ásia, encravado na Cordilheira do Himalaia. Motoryn informou que em todo o mundo já existe o embrião de uma nova sociedade, cujo objetivo é a felicidade.

O coordenador do movimento destacou, ainda, que o desenvolvimento do conceito da felicidade como objetivo das políticas públicas tem relação com o resgate da utopia, em especial, entre os jovens. “Eles precisam ter uma bandeira que possa levá-los a participar de uma forma mais ativa da gestão das cidades, independente do partido político”.

Quarta, 18 Abril 2012 19:25

Pernambucano na Iª Bienal de Brasília

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O livro “A última volta do ponteiro”, do escritor e jornalista Adriano Portela, foi convidado para participar da I Bienal do Livro e da Leitura de Brasília. A obra será lançada às 20h do dia 21 de abril, na Esplanada dos Ministérios. "A última volta do ponteiro" chegou ao mercado literário no final do ano passado e já passou por eventos como: Bienal do Livro de Pernambucano, Fliporto e debates em livrarias, universidades e escolas.

O livro conta a história de jovem chamada Anne, que cresce em meio aos mistérios da sua família. O enredo de A Última Volta do Ponteiro é uma espécie de retorno, um retorno ao centro, à origem, à reintegração de um passado cheio de surpresas, de momentos reveladores. As horas se passam entre o Brasil e a Itália, entre Recife e Florença, criando um ambiente em que se veem inúmeras relações ítalo-brasileiras. As duas culturas, tão próximas desde muito tempo, estão refletidas nos personagens. Crime, traição, investigação, fantasia, poesia, teatro e romance fazem parte desta obra.

Adriano Portela é produtor da RedeTV!, professor universitário e cineasta premiado. O autor conta que para o trabalho literário, tem como exemplo, os escritores e amigos, também pernambucanos, Raimundo Carreiro e Ronaldo Correia de Brito.

A I Bienal do Livro e da Leitura de Brasília, que começou no último dia 14, segue até 23 de abril e faz homenagem a Ziraldo e ao nigeriano prêmio Nobel de Literatura de 1986, Wole Soyinka. Caetano Veloso, Nando Reis e Fernanda Takai são destaques do evento.

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