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Era uma vez uma jovem brasileira que, há quase uma década, decidiu cruzar os oceanos em busca de sua felicidade. Ela saiu do emprego que tinha em São Paulo e foi viver como uma simples estudante nas vielas de Barcelona. Um ano depois, decidiu ir para Alemanha, onde fez MBA em Sustentabilidade na Universidade de Lüneburg.

Camila, o marido, e os pequenos Maria, 4, e Gael, 2. / Fotos: Arquivo pessoal

Nas terras gélidas dos grandes pensadores, a jovem Camila Furtado casou-se com um alemão, teve dois filhos e, em vez de buscar a felicidade, aprendeu a encontrá-la todos os dias, na simplicidade do seu cotidiano. Agora, mais do que uma jovem em busca de aventuras, ela é a mãe de Maria (4) e Gael (2), à procura de valores melhores para passar para seus pequeninos.

“Vou jogar metade da minha casa fora e viver melhor”. Foi por meio do post com este título, publicado no blog Tudo Sobre a Minha Mãe, que o EcoD descobriu Camila. Achamos a história dela tão bacana que resolvemos criar a série “Minha Vida Sustentável”, com relatos de gente como a gente que decidiu dar um basta no modelo de vida atual e saiu em busca da sustentabilidade – e você, é claro, está mais do que convidado a contar sua história pelo e-mail redacaO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Mas, antes disso, fique por dentro do bate-papo que tivemos com Camila sobre os desafios de sua nova escolha.

EcoD - Quais são as principais diferenças entre o estilo de vida brasileiro x alemão? E a questão ambiental, é apenas preocupação governamental ou os cidadãos também ligam para a temática?

Camila Furtado - Em relação ao consumo e ao meio ambiente os alemães são em geral bem mais conscientes que os brasileiros. Não tive muita dificuldade de me adaptar a isso, pois quando eu vim para Europa era exatamente esse estilo de vida que eu estava buscando. Uma vida mais simples mesmo. Eu passei um ano sabático em Barcelona antes de morar na Alemanha. Pedi demissão do meu trabalho em São Paulo e fui viver uma vida de estudante lá. Nunca vivi com tão pouco dinheiro como em Barcelona, mas nunca fui tão feliz. A gente cozinhava com amigos, em vez de ir em restaurantes caros, voltava da balada de “night bus” ou de bicicleta em vez de pagar táxis, não me “emperiquitava” tanto para sair. E desde essa experiência em Barcelona que esse estilo de vida meio frugal da classe média europeia me fascinou. Então quando eu vim para Alemanha, eu esperava viver assim.

Mas apesar disso, eu tive alguns momentos meio chocantes, principalmente na vida familiar. Lembro que quando eu esperava minha primeira filha meu marido ganhou uma mala de roupas usadas da filha de um amigo. Na época achei um absurdo, eu queria um enxoval completo novíssimo, mas depois vi que era uma besteira, as crianças perdem roupa super-rápido, por que não usar umas coisinhas usadas e em bom estado de amigos? Hoje em dia, aceito as roupinhas usadas, e também passo as das minhas crianças para amigas com filhos menores.

Um amigo meu alemão acabou de ter um filho agora, nos encontramos para um café, e perguntei se ele queria algumas coisas dos meus filhos. Ele disse que não obrigada, porque como foi um dos últimos a ter filho, ganhou tanta coisa dos amigos, tipo coisas usadas, que não tinha comprado praticamente nada. Ah, e detalhe, ele é um executivo top. Ou seja, isso não tem nada a ver com pobreza.

Os alemães acham um absurdo o desperdício. Mesmo que eles tenham o dinheiro, porque pagar 60 euros num casaco de inverno, que seu filho vai usar uma temporada, só?

Quando eu vou para o Brasil eu fico chocada. Como as pessoas precisam ter coisas e mostrar as coisas que têm para todo o mundo. É como se você tivesse que sempre dar alguns sinais de quem você é, de acordo com o que você tem. Aqui na Alemanha, “todo mundo” pode ter um Iphone de última geração, por exemplo, então, não é isso que vai te diferenciar dos outros. É o que você tem dentro, o estilo de vida que você leva. Sinceramente, isso é libertador!

EcoD - Quando e como tomou a decisão de viver uma vida com menos coisas?

CF - Não foi uma coisa que aconteceu do dia para noite. Primeiro, veio como eu te falei acima, esse desejo de viver uma vida mais pé no chão, mais simples, do que a que eu vivia em São Paulo. Mais tempo para mim, menos escravidão com o trabalho, e tal…

Depois você começa a perceber que ter coisas não necessariamente te faz feliz. Aqui na Alemanha, as coisas são muito mais baratas que no Brasil. Uma família como a nossa, que é de uma classe média um pouco acima do padrão, pode ter praticamente tudo. Carro, aparelhos eletrônicos, mil brinquedos, mil roupas. No começo, quando eu mudei para cá, eu fui meio tomada por essa possibilidade de consumo tão fácil. Mas depois você vê que a sua casa está cheia de tranqueiras e isso não faz nenhuma diferença na sua felicidade. Claro que eu gosto muito de ter algumas coisas, e pago caro por elas se for o caso. Mas eu não preciso mais ter na quantidade que eu tinha antes.

Aqui em casa, nós temos dois carros. Meu marido trabalha em outra cidade, e a conexão com trens não é boa. E ele tem os horários meio loucos. Eu precisava de carro porque não vivemos no centro, e as crianças estudavam lá. Enfim, com pesar no coração, compramos um segundo carro. Eu morro de vergonha. Quando conto para os meus amigos, que nossa família tem dois carros, todo mundo acha superestranho. Como se nós fôssemos sem noção mesmo. Eu sempre me vejo me justificando… Ou melhor, prefiro que ninguém perceba, sabe? Dá até vergonha. E claro que num contexto assim é mais fácil mudar.

Mas voltando a decisão, acho que para mim a gota final foi quando eu virei mãe mesmo. Como eu falei no post, é superdifícil manter uma casa arrumada se você tem muita coisa. Então, 2013 está sendo para mim o ano da desintoxicação. Tô vendendo, dando, jogando fora. Se alguém vem me oferecer um brinde gratuito na rua, saio correndo!

EcoD - Quais são as principais dificuldades de se reduzir o consumo?

CF - Reduzir consumo é um exercício diário. Como mãe, você compra para a família inteira, toda hora envolve pequenas decisões. No geral estou tentando aplicar a regra de ter poucas coisas, mas coisas boas, duráveis. E também não estou mais deixando me enganarem…. Vejo aquelas coisas no supermercado ou na loja dizendo “me compre! me compre! vou mudar sua vida”, e penso “não…” e saio feliz dando de costas!

E depois é como eu escrevi no post: “Este projeto é difícil para caramba. Primeiro, vamos combinar, é muuuuuuuito chato, dá trabalho, e você tem que decidir o que fazer com as coisas. Aqui na Alemanha até doar para quem precisa dá trabalho. Jogar fora também. O lixo tem mil restrições e se você for feliz e contente jogar a cafeteira sobressalente na lixeira do prédio, pode voltar com uma bela multa…. Além disso, esse negócio de possuir coisas está muito enraizado na gente. Dá medo de se arrepender, de alguma vez na vida precisar de novo daquele conjunto de chá que foi usado numa única ocasião nos últimos 5 anos. Mas estou decidida a começar uma nova era aqui em casa. A ordem agora é liberar a energia, doar e pasmem, até fazer uma grana…”

EcoD - E a família, tem apoiado a decisão? Quais são os principais resultados até agora?

CF - Meu marido é meio apegado… O sótão é só tralha dele, praticamente. Mas aos poucos ele está vendo que é mais fácil largar. Minha meta agora é conseguir jogar fora uns brinquedos DELE, que a mãe dele trouxe para cá quando as crianças nasceram. Ele morre de dó… E a mãe então nem se fala (risos!)

Eu ainda estou no processo de desintoxicação da casa, mas posso te dizer que já sinto as coisas bem mais fáceis. TUDO. Mais fácil de arrumar, de achar o que você tá procurando, e também de se concentrar nas coisas que você quer se concentrar, sabe? Um exemplo: toalhas e roupas de cama, tenho um armário só para isso. E esse armário estava lotado, fiz uma reflexão e pensei que nem que eu estivesse hospedando um batalhão eu ia precisar de tanta toalha e roupa de cama. Doei metade. Cada vez que eu abro aquele armário, e enxergo as toalhas que eu tenho, e pego uma sem cair outras mil, sinto um alívio…

EcoD - Além da redução do consumo, você adota outras práticas mais sustentáveis?

CF - Nós fazemos o que todo mundo faz praticamente. Reciclamos o lixo, não desperdiçamos água, tentamos reutilizar as coisas, preferimos comprar produtos locais, andamos a pé e de bicicleta sempre que possível.

EcoD - Quais são os valores que você que passar para os seus filhos? Qual é o mundo que você quer que eles vivam?

CF - Eu quero que meus filhos cresçam conscientes de que a felicidade não está em ter coisas, nem em atingir um determinado status social. Claro que eu quero que eles gozem de segurança financeira, que tenham, como eu sempre tive, suas necessidades bem atendidas. Mas eu gostaria que eles fossem mais evoluídos espiritualmente do que a minha geração foi e ainda é. Que eles vejam que a felicidade está em ter amigos, ter família, se sentir em paz consigo mesmo, cultivar a bondade, ter chance de perseguir seus sonhos. Ou seja, que eles foquem mais no interior do que no exterior.

Quarta, 13 Novembro 2013 19:35

Mona Lisa fica careca em campanha contra o câncer

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Da Adnews

Uma das figuras mais recorrentes na publicidade, obra de arte mais cara e famosa do mundo, a Mona Lisa de Da Vinci, foi modificada para uma campanha contra o câncer promovida pela Associação Italiana para o Estudo e a Cura do Câncer (ANT).

“La Gioconda”, como é chamada por lá, ficou careca e irá estampar os materiais de conscientização da entidade sobre a doença. A agência responsável pela peça é a Diaframma.

 

Quarta, 06 Novembro 2013 19:57

LBV no Novembro Azul

Escrito por

Iluminação especial do TBV, em Brasília, e iniciativas de conscientização nas unidades da LBV destacam apoio a campanha mundial pelo diagnóstico precoce do câncer de próstata e pela prevenção do diabetes

 

A Legião da Boa Vontade (LBV) apoia a campanha internacional Novembro Azul, que busca disseminar a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata e da prevenção do diabetes. Até o fim do mês, o Templo da Boa Vontade (TBV), em Brasília, terá iluminação especial em apoio a essa iniciativa. Em todo o mundo, monumentos, prédios públicos, pontes e igrejas são iluminados com a cor azul, em referência simbólica à luta contra esses dois males.

Neste mês a LBV intensifica, em suas 77 unidades de atendimento no país, as atividades socioeducativas para a conscientização do tema da campanha Novembro Azul. O mesmo será feito nos outros seis países onde a LBV mantém bases autônomas: Argentina, Bolívia, Estados Unidos, Paraguai, Portugal e Uruguai.

Também no TBV — monumento dedicado à Paz e símbolo do Ecumenismo sem fronteiras — serão promovidas ações em prol da campanha. Diariamente será dedicada às 18 horas, na Hora do Ângelus, uma prece ecumênica às pessoas e seus familiares que lutam ou já venceram o câncer de próstata e também em favor dos que enfrentam incluindo os familiares o diabetes.

No Recife/PE, a Instituição promoverá palestra de conscientização para os colaboradores internos e pais beneficiados pela LBV através de seus programas socioeducativos, o evento vai acontecer no dia 20, às 15h, na sede da entidade, localizada na Rua dos Coelhos, 219 – Coelhos – próximo ao Cais José Mariano.

Acompanhe a participação da LBV na campanha Novembro Azul acessando o Portal Boa Vontade (www.boavontade.com) e conheça outras ações socioeducacionais realizadas pela Legião da Boa Vontade, a partir do link www.lbv.org.

Do CicloVivo

Quem tiver a oportunidade de visitar São Paulo até 15 de dezembro pode incluir no seu roteito uma visita à exposição itinerante “A Terra vista do céu” do renomado fotógrafo e ativista ambiental francês Yann Arthus-Bertrand. A mostra ocupa a área livre do MASP e as grades do Parque do Trianon com 130 imagens impressas, com visitação gratuita.

A ideia de Yann Arthus-Bertrand de registrar a beleza do planeta Terra e a fragilidade da natureza por um novo ângulo, surgiu no Brasil durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a “Eco 92″. Foi a partir desse evento que Yann decidiu iniciar o projeto “A Terra Vista do céu”, com fotos tiradas do alto de helicópteros e balões. As fotografias foram reunidas em um livro de sucesso internacional com mais de 3 milhões de exemplares vendidos em todo mundo.
As 130 fotografias revelam um planeta incrivelmente belo e, ao mesmo tempo, frágil diante da degradação causada pelas ações do homem.

“Em 20 anos, os sinais alarmantes se multiplicam. A partir de agora, cada um deve assumir as consequências disso. Com minhas fotografias (…) tento sensibilizar o maior número de pessoas sobre a importância do desenvolvimento sustentável. Espero que você, ao observar essas fotos, as mais fortes que tirei em 20 anos, deixe-se transformar pela beleza do mundo como eu fui transformado, e que também tenha o desejo de contribuir para a preservação do planeta. Todo mundo pode fazer alguma coisa. Cabe a você descobrir o quê.” diz o fotógrafo no site da exposição.

 

O Instituto Mobilidade Verde lançou o “Pedal Social” como um projeto-piloto em novembro de 2012, no centro de São Paulo, como uma alternativa para a população em situação de rua obter transporte gratuito para seus deslocamentos pendulares. Na época da criação da iniciativa apenas cinco bicicletas faziam parte do programa, mas logo nos primeiros meses esse número atingiu mais de 100 bicicletas.

É assim: qualquer pessoa pode doar um bicicleta ao projeto através do site da iniciativa. E os usuários precisam se cadastrar, comprovar que tem uma ocupação na qual não conseguem chegar por falta de dinheiro e, assim, garantem sua ‘magrela’ durante o mês. Ao final do período, ou quando receber o salário, ele devolve a bike, que é entregue a outra pessoa na mesma situação. E tudo funciona na base da confiança.

Assista ao vídeo que conta a história do projeto Pedal Social, com casos reais de pessoas que foram ajudadas – um dos responsáveis diz mesmo que, na época da reportagem, em março de 2013, havia cerca de 80 pessoas em lista de espera para receber uma bicicleta.

 

Da EcoD

Recentemente, o EcoD noticiou o pedido da paquistanesa Malala Yousafzai, que solicitou aos governos mais atenção à educação de qualidade. E parece que uma escola do estado americano de Massachusetts compartilha da mesma ideia que Malala. É que, para controlar o crescente aumento da violência dentro das salas de aula, em vez de contratar seguranças, os diretores optaram por professor de artes.

Tudo começou quando a escola Orchard Gardens foi considerada uma das cinco piores do estado americano. Os diretores chegaram ao ponto de proibir que os alunos levassem mochilas por medo deles trazerem armas escondidas.

Em 2010, a instituição entrou para o programa Turnaround Schools, uma iniciativa do Governo Federal para recuperar instituições em dificuldade. Para assumir a nova etapa, um novo diretor foi contratado, o também professor Andrew Bott e uma das suas primeiras ações foi muito corajosa: ele demitiu grande parte dos funcionários de segurança e, com o dinheiro, reinvestiu na contratação de professores da área artística.

As paredes dos corredores viraram muros de exposição, os entulhos que se acumularam durante anos no estúdio deram espaço às aulas de dança e a orquestra voltou a tocar. De acordo com Bott, o contato com as artes deixou os alunos mais motivados e com maior espírito empreendedor. Grande mudança para uma escola que antes era conhecida como a “matadora de carreiras” dentro da rede estadual de Massachusetts, informou a Hypeness.

O resultado? Em um período de, aproximadamente, dois anos, a escola saiu doz ranking das piores instituições de ensino público do estado para se colocar entre as melhores. A violência diminuiu drasticamente e o sucesso da nova gestão trouxe o reconhecimento para a Orchard Gardens. Um grupo de crianças até se apresentou para o presidente Obama, na Casa Branca.

Assista ao vídeo sobre a iniciativa:

Desde 19 de agosto, data em que é comemorado o Dia Mundial da Ação Humanitária, está nas redes sociais a campanha promovida pela ONU “O Mundo precisa de mais…”, que possui a intenção de transformar as palavras das pessoas em realidade e estimular a maior participação de pessoas no projeto, principalmente aqueles conhecidos como “ativistas de sofá”. A partir da criação do primeiro mercado de palavras do mundo se torna possível que marcas, organizações e indivíduos patrocinem um vocábulo e juntem os fundos necessários para ajudar operações humanitárias no mundo.

A atitude é bem simples: basta dizer o que o mundo está precisando de mais importante e transformar sua voz em ação. Para isso o site oficial da campanha oferece um grupo de várias palavras, cada uma patrocinada por uma empresa diferente. Cada vez que uma pessoa compartilha uma palavra via Twitter ou Facebook usando a estrutura #theworldneedsmore #[palavra] ela desbloqueia um dólar do patrocínio e também receberá uma mensagem dizendo que a empresa patrocinou a palavra.

Os fundos arrecadados por meio do projeto irão para pessoas afetadas por desastres naturais em lugares como Iêmem, Haiti e Afeganistão, países com grandes necessidades humanitárias que saíram do radar internacional. Além do compartilhamento de termos amparados por empresas existe a opção de doação de qualquer quantia, que pode ser feita através do site Pay-Pal.

Também participam da campanha artistas como a cantora Beyoncé e um dos nomes mais importantes da cena eletrônica atual, o Dj David Guetta, que lançou recentemente para apoiar a ideia um vídeo (que pode ser visto aqui). Para assisitir ao clipe as pessoas são convidadas a selecionar uma palavra patrocinada. Entre as empresas envolvidas até agora estão Barclays Bank (#Inclusão), Western Union (#Educação), Gucci (#Força), Crescent Enterprises (#Empreendedores), KT ( #Sonhos), Intel (#Empoderamento) e a GlaxoSmithKline (#saúde), assim como a Fundação Sergio Vieira de Mello (#Diálogo). A palavra de David Guetta é #Amor e ainda tem que ser patrocinada.

“Nós sabemos que as necessidades humanitárias estão crescendo e que, se vamos atender a essas necessidades crescentes, devemos fazer as coisas de uma maneira diferente”, disse a chefe da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos.

Depois do sucesso do documentário norte-americano A História das Coisas, lançado em 2008 e visualizado mais de 15 milhões de vezes, o The Story Of Stuff Project (Projeto A História das Coisas) apresentou no dia 1º de outubro A História das Soluções. O novo filme, ainda sem legendas para o português, aborda o que será preciso para construir um mundo mais sustentável, saudável e economicamente justo.

O curta aborda o conjunto de ações comunitárias que se interconectam globalmente em sua luta por um mundo equilibrado ambientalmente, humanitariamente, coletivamente e economicamente, que altera a regra do jogo para “Melhor”. Ao fim, The Story of Solutions ainda encontra a boa prática fraternal de nos convidar à luta unidos: poder do povo, pelo povo, para o povo – a base da democracia.

A História das Soluções também expõe a forma sistemática que atuamos em busca de um ideal insustentável, carente de questionamento e reflexão, o que tem causado destruição dos ecossistemas, da saúde global e do convívio e pensamento comunitários. Um dos temas abordados diz respeito às sacolas plásticas descartáveis: o curta sugere a união dos cidadãos e do setor privado para buscar alternativas reutilizáveis e menos nocivas ao meio ambiente.

Saiba mais

O Projeto A História das Coisas começou em 2008, um ano depois do lançamento do primeiro vídeo de Annie Leonard em parceria com o Free Range Studios sobre a estrutura de fabricação e despejo das coisas que consumimos. Financiado por doações de fundações públicas e privadas, da venda de material próprio e palestras e de contribuições individuais, suas ações envolvem a capacitação de professores, comunidades e empresas sobre “nosso relacionamento com as coisas” e como podemos realizar ações mais conscientes com relação à exploração da natureza e do próprio convívio humano.

Ao todo o projeto já lançou nove vídeos, dentre eles A História da Água Engarrafada, A História dos Eletrônicos, A História dos Cosméticos, A História do Cap and Trade, entre outros, que podem ser encontrados e baixados por meio do site da iniciativa, que também disponibiliza uma série de podcasts, em inglês, sobre variados temas.

O PIB de edificações acumulou alta de 17,2%, passando de R$ 139 bilhões para R$ 163 bilhões em apenas dois anos

O valor das construções com projetos registrados para receber a certificação de obra sustentável, os chamados prédios “verdes”, alcançou, em 2012, 8,3% do total do PIB de edificações – subdivisão do PIB da construção civil que exclui obras de infraestrutura. Em 2010, os prédios “verdes” não ultrapassavam 3% do PIB setorial. O valor total dos imóveis que reivindicam o selo sustentável atingiu R$ 13,6 bilhões no ano passado, em comparação com um PIB de edificações de R$ 163 bilhões no mesmo período, segundo estudo realizado pela EY (antiga Ernst & Young) a pedido da GCB Brasil (Green Building Council). A pesquisa levou em conta projetos registrados para o selo LEED (leadership in energy and enviromental design), concedido pela organização americana Green Building Council.

O levantamento compreende dados sobre a movimentação econômica da construção verde no Brasil, evidenciando um aumento substancial da participação de empreendimentos sustentáveis na composição do PIB de Edificações ao longo dos últimos três anos. Essa contribuição aumentou de 3% em 2010 para 9% em 2012. Para Luiz Iamamoto, gerente sênior da EY, a busca pela certificação LEED está presente em cada vez mais segmentos (como escolas, hospitais, estádios e edificações comerciais, entre outros), e até fundos imobiliários têm incluído a certificação LEED como exigência para receber investimentos, o que vem impulsionando o mercado de construções verdes.

“Percebemos que a certificação LEED desperta interesse dos investidores, principalmente em empreendimentos comerciais de alto padrão. Quando os projetos certificados começaram a ser comprados, as construtoras viam esse tipo de investimento como custo adicional. Hoje já entendem que o investimento feito a curto prazo pode até ser mais alto, mas ele é recuperado na velocidade de venda das unidades, além de reduzir em até 10% os gastos em um condomínio, em razão de projetos de eficiência energética e reuso de água.” conclui Luiz Iamamoto.

Apesar do desempenho errático da economia nos últimos seis anos, todos os segmentos da construção apresentaram taxas elevadas de crescimento entre 2007 e 2010. O segmento de edificações foi um dos destaques, com o PIB passando de R$ 139 bilhões, em 2010, para R$ 163 bilhões, no ano passado.

 A certificação LEED tem mostrado que agrega valor às construções ampliando a atratividade para a mercado imobiliário corporativo – principalmente por reduzir riscos operacionais e de investimento. Hoje, o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking mundial de construções sustentáveis, e logo deverá alcançar a terceira posição, desbancando os Emirados Árabes e ficando atrás somente de EUA e China.    

Da EcoD

Quando a produtora de moda Daniela Bueno viajou para a Europa há dez anos e se deparou com uma estante de papelão, ela não teve dúvida: “Desde aquele dia, fiquei com aquilo na cabeça e comecei a pesquisar sobre as possibilidades do uso do material, da matéria-prima no Brasil”, relatou ao portal PME Estadão.

A empresa 100t, criada por Daniela em sociedade com Marcello Cersosim, vende móveis feitos de papelão e lançou recentemente a linha 100t Verde, em parceria com a designer de flores Rita Segreto. O novo projeto tem a intenção de fazer com que os móveis funcionem como um jardim suspenso, onde são usadas plantas específicas e o papelão passa por um processo de impermeabilização. Os móveis, como poltronas e mesas, são entregues com as plantas e os preços variam de R$ 400 a R$ 1,5 mil.

Em 2012 a empresa faturou R$ 800 mil e espera fechar 2013 com R$ 1,2 milhão. Atualmente, as vendas para outras empresas representam 80% do faturamento, mas Daniela aponta um crescimento gradativo da demanda de consumidores.

Os negócios ligados à sustentabilidade estão na lista de tendências no mundo do empreendedorismo. Por enquanto, a parcela da população disposta a pagar a mais por um produto ou serviço sustentável ainda é pequena, mas a expectativa é de crescimento. “A questão da educação ambiental está sendo implantada nas escolas. Os alunos começam a ter um olhar diferente e eles serão os consumidores do futuro”, afirma a consultora do Sebrae-SP, Dorli Martins.

Papelão multifuncional

O papelão também é o principal atrativo de um restaurante em Taiwan. O Carton King Creativity utiliza pratos, copos, cadeiras, mesas e paredes decorativas de papelão. O objetivo do espaço é passar uma compreensão sobre criatividade e uma mensagem ambiental.

Para quem pretende acompanhar essa tendência sustentável, a consultora do Sebrae-SP recomenda transparência e veracidade. Isso porque se a empresa aposta no marketing verde (greenwashing), mas o que ela divulga não acompanha o que ela realmente pratica, o empresário corre um grande risco de arruinar seu negócio. “As irregularidades estão sendo descobertas com mais rapidez, especialmente com as redes sociais”, afirma Dorli. Outro cuidado é com os fornecedores. É preciso prestar atenção na matéria-prima fornecida e na mão de obra utilizada.

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