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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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O Projeto Solidariedarte, desenvolvido na cidade histórica de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, passou a ser coordenado desde agosto passado por Ivoneide Maria Damacena, presidente da União de Meninos e Meninas de Igarassu, que viveu diretamente a situação de trabalho infantil no final da década de 1980. O Solidariedarte é um dos três projetos apoiados em Pernambuco pelo Fundo Juntos pela Educação, como parte do Programa pela Educação Integral. O Nordeste é a região com maiores desafios sociais e educacionais no Brasil.

Após a edição da nova Constituição Federal, em outubro de 1988, foi constituído um núcleo em Igarassu do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua. Ivoneide estava envolvida em situação de trabalho infantil, vendendo picolé e broa nas ruas de Igarassu e logo começou a participar das atividades do núcleo do Movimento Nacional.

Posteriormente, esse núcleo transformou-se na União de Meninos e Meninas de Igarassu, hoje presidida pela própria Ivoneide. Desde 2011 a organização é parceira do Projeto Solidariedarte, com outras organizações de Igarassu: a Aldeias Infantis SOS, Escola Santa Maria e Escola Municipal “João de Queiroz Galvão”. 

O projeto oferece várias oficinas de música, ecologia lúdica, educomunicação, informática e reforço de letramento para crianças e adolescentes do município. Na sede da União de Meninos e Meninas são promovidas oficinas de flauta doce e culinária.

Um dos propósitos do projeto é promover a reflexão sobre temas relevantes para o contexto social e cultural de Igarassu, como a cultura de paz e a erradicação do trabalho infantil, tema que acompanha a trajetória da nova coordenadora do Projeto Solidariedarte.

Ivoneide acaba de concluir Pedagogia na Faculdade de Ciências Humanas de Igarassu. Em 2014, fará pós-graduação em gestão e coordenação educacional em instituições formais e informais, em Recife . Também quer cursar línguas estrangeiras, assim como já fazem os filhos e irmãos. Ela foi criada na casa da avó, onde conviviam onze crianças. Um dos irmãos é historiador e o outro, líder sindical no setor de papeleiros. “Todos participamos dessa trajetória de luta pelos direitos de crianças e adolescentes, e continuarei assim, ajudando a mostrar como a educação pode transformar a vida das pessoas e levar o país a um lugar muito melhor”, afirma a nova coordenadora do Projeto Solidariedarte.

O Fundo Juntos pela Educação é constituído pelo Instituto Arcor Brasil e Instituto C&A. O Programa pela Educação Integral apoia sete projetos em Pernambuco e no Ceará. Cada projeto está baseado em uma rede composta por escolas públicas, organizações sociais e outros serviços públicos. São redes formadas para promover o desenvolvimento integral, através de oportunidades educativas que abordem todas as dimensões, de crianças, adolescentes e jovens destas comunidades.

No Ceará, são apoiados os projetos Ecomuseu de Maranguape, em Maranguape; Nossas Histórias, em Fortaleza; Hora do Jogo e Caldeirão das Artes, ambos em Horizonte. Em Pernambuco, são apoiados os projetos Solidariedarte, em Igarassu; Brincando com os Sons, em Olinda; e Construindo saberes e direitos através da Educação Integral, em Recife.

Antigos, abandonados ou obsoletos, computadores, mouses, monitores, teclados, estabilizadores, impressoras e peças em geral estão se transformando em máquinas novinhas em folha que estão sendo encaixotadas em embalagens artesanais confeccionadas pelos jovens alunos do Movimento Pró-Criança e enviadas gratuitamente para paróquias e ONGs.

O recondicionamento das máquinas, que muitos equivocadamente terminam despejando nos ferros-velhos, está sendo possível graças ao projeto de criação do Núcleo de Recondicionamento de Computadores do Pró-Criança, uma parceria do MPC, Bremen/HMB Pateo e Centro Marista que tem o objetivo principal de capacitar jovens para o mercado de trabalho.

Este ano, mais de 10 máquinas já foram reconstruídas e a partir de agora a ampliação da proposta será a meta principal. Para isso, estão abertas gratuitamente até esta sexta (18) as inscrições para o curso de Manutenção e Recondicionamento de Computadores, voltado para jovens a partir dos 16 anos que cursam ou já cursaram o ensino fundamental. O curso acontece de 21 de outubro até 5 de dezembro, com 84 horas/aula no total.

Para se inscrever basta procurar o Movimento Pró-Criança, na Rua dos Coelhos, 317, Boa Vista, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h. São necessários uma foto 3 x 4, RG, CPF e comprovante de residência. Informações pelos telefones 3412 8989 ou 3412 8952. As vagas são limitadas.

O programa completo inclui aulas de capacitação para manutenção de hardware, administração e instalação de sistemas operacionais, eletrônica básica, configuração de redes, sustentabilidade e cidadania. O lançamento oficial do projeto, com o anúncio dos selecionados, será em 22 de outubro.

Oitocentos computadores velhos já foram doados por pessoas físicas e empresas para o início dos trabalhos e eles agora estão na fila esperando pelas mãos jovens que darão nova vida útil a estas máquinas enquanto aprendem também um novo ofício.

Em todo o Brasil, seis instituições foram escolhidas para abrigar um Núcleo de Recondicionamento pelo convênio CNPQ/Marista e o Pró-Criança foi uma delas. Qualquer pessoa pode doar seus equipamentos fora de uso para o Movimento Pró-Criança, em qualquer estado. Depois de recuperar e reconstruir as novas máquinas, a equipe do MPC/Marista envia o material que sobra, sem condições de reaproveitamento, para Cingapura, que ao lado da Bélgica e Estados Unidos são os únicos lugares que têm programas eficientes para o recebimento desse refugo da era tecnológica.

É ação social, ambiental e econômica ao mesmo tempo. Contribua!

Quinta, 17 Outubro 2013 21:05

Robin Hood tinha razão

Escrito por

Por Frei Betto*

Os pesquisadores Frans de Waal e sua colega Sarah Brosnan, ao testar macacos-prego, verificaram que eles se zangavam ao ver um companheiro receber uma recompensa melhor. Sarah entregava um seixo a um dos animais e, em seguida, estendia a mão para que o macaco o devolvesse em troca de um pedaço de pepino. Os dois macacos aceitaram a troca 25 vezes consecutivas.

Sarah passou a entregar a um dos animais um cacho de uvas, um dos alimentos preferidos dos macacos-prego. O outro continuou a receber pepino. O clima azedou. O macaco merecedor de pepino demonstrou nítida aversão à desigualdade. Ao ver seu companheiro receber uva, ficou agitado e atirou longe seixo e pepino. Um alimento que ele tanto gosta tornou-se repulsivo.

Os macacos não se irritavam quando as uvas eram exibidas a todos eles e pepinos continuavam a ser trocados por seixos. A irritação aparecia quando um deles recebia uvas. A desigualdade era motivo da revolta. (O teste está descrito por de Waal em A era da empatia, SP, Companhia das Letras, 2010).

Ao tornar público o resultado da pesquisa, Sarah e Frans receberam duras críticas de economistas, filósofos e antropólogos, chocados com a comparação entre macacos e humanos. Para azar dos críticos, a divulgação da pesquisa coincidiu com a denúncia de que Richard Grasso, diretor da Bolsa de Valores de Nova York, viu-se forçado a pedir demissão diante dos protestos gerados pelos quase 200 milhões de dólares que ele recebeu de bônus (New Yorker, 03/10/2003).

Em 2008, a opinião pública dos EUA mostrou-se indignada quando, em plena crise econômica, o governo destinou 700 milhões de dólares como “socorro” aos executivos que haviam provocado tantas perdas no setor imobiliário. Uvas aos figurões; pepinos à plebe…

No Brasil, a opinião pública também se mostrou indignada ao saber que senadores utilizavam jatinhos da FAB para eventos particulares, como viagens de familiares ou festas de casamento. As mordomias, em especial as que são pagas com dinheiro público, suscitam sempre revolta entre os eleitores.

Os animais têm muito a nos ensinar. Sarah Brosnan colocou dois macacos juntos, separados apenas por uma grade. O primeiro tinha à sua frente duas latinhas, semelhantes a essas de refrigerante, em cores diferentes. Elas podiam ser trocadas por comida. Se ele entregasse a ela a lata A, receberia comida suficiente para seu próprio consumo. Se entregasse a lata B, ganharia o bastante para dividir com o segundo macaco. Os macacos-prego testados davam, em geral, preferência à lata que favorecia a partilha da refeição.

A democracia ocidental continuará a ser uma falácia enquanto não criar condições para que todos tenham acesso aos bens essenciais a uma vida digna e feliz. Os três ideais da Revolução Francesa –liberdade, igualdade e fraternidade – na verdade têm sido limitados e deturpados.

A liberdade passou a ser entendida como direito de um se sobrepor ao outro, ainda que o outro seja relegado à miséria. A igualdade existe, quando muito, na letra da lei. Ricos e pobres merecem tratamentos diferenciados perante a Justiça, e mesmo os recursos públicos são destinados, preferencialmente, aos mais abastados, como faz o nosso BNDES.

A fraternidade ainda permanece uma utopia. Supõe que todos se reconheçam como irmãos e irmãs. Basta recorrer ao exemplo familiar para saber o que isso significa. Em uma família, embora as pessoas sejam diferentes, com talentos e aptidões próprios, todos devem ter os mesmos direitos e as mesmas oportunidades. Ninguém pode ser excluído da escolaridade ou do uso comum dos bens, como a alimentação ou equipamentos.

Fraternidade significa inclusão, reconhecimento, e até mesmo abrir mão de um direito para que o outro, mais necessitado, possa se livrar de uma dificuldade.

Robin Hood tinha razão. O que a humanidade mais anseia é a partilha dos bens da Terra e dos frutos do trabalho humano. Essa a verdadeira comunhão. No entanto, a riqueza e o poder, quase sempre associados, cegam seus detentores, incapazes de se colocar no lugar do outro, daquele que sofre ou padece de exclusão social.

E para que a cegueira não seja acusada de indiferença criminosa e desumana, inventam-se teorias econômicas e ideologias que justifiquem e legitimem a aberração como natural…

* Frei Betto é escritor, autor de “A obra do Artista – uma visão holística do Universo” (José Olympio), entre outros livros. http://www.freibetto.org – twitter:@freibetto.

Quinta, 10 Outubro 2013 15:50

Curso para roteiristas de TV é promovido em Recife

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Recife receberá em outubro curso básico de roteiro para TV, voltado prioritariamente para estudantes e profissionais de audiovisual, jornalismo ou publicidade, mas interessados de outras áreas também podem participar. O roteirista pode criar uma história original ou adaptar uma já existente, que geralmente consiste em transcrever obras literárias. Oferecido pelo Ateliê Produções, a oficina será ministrada por Homero Mendes. O roteirista e dramaturgo participou da oficina de roteiro com Cláudio Paiva, criador da série Tapas&Beijos (Rede Globo) e José Carvalho.

O curso será realizado em dois períodos, com aulas entre os dias 14 e 16 e 21 e 23 de outubro, das 19h30 às 22h, no TrinusOffice, em Casa Forte. Dividido em seis módulos, o curso contará com aulas intensas e muito laboratório para que os participantes fiquem prontos para contar suas histórias na TV, sejam novelas, minisséries, microsséries ou seriados. A programação inclui os temas, o que é um roteiro? Ideia, personagens, sinopse, estrutura e roteiro final.

O aumento na demanda por produtos de televisão é ancorado na aprovação da Lei da TV Paga 12.485/2011, regulamentada em 04 de junho pelas Instruções Normativas 100 e 101 da Ancine. O objetivo é aumentar a produção e circulação de conteúdo audiovisual brasileiro, diversificado e de qualidade, e as duas novas linhas - telefilme e desenvolvimento de produtos para TV - abertas este ano pelo Funcultura, através do 6° edital do Programa de Fomento à Produção Audiovisual de Pernambuco. Acompanhando esse crescimento, aumentou, também, a procura por profissionais da área, mas que ainda não são suficientes para atender o mercado. Com isso, o Ateliê Produções prevê, com a realização do curso, estimular o interesse pela profissão e formar novos roteiristas.

Para participar do curso básico de roteiro para televisão, o interessado terá que investir R$ 480,00 (quatrocentos e oitenta reais), podendo ser dividido em 2x de R$ 240,00 (duzentos e quarenta reais). As inscrições já estão abertas e podem ser feitas através do e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. " style="font-weight:inherit;font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:0.9em;text-align:left;line-height:20px;text-decoration:underline;color:blue;cursor:pointer">O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  ou do telefone (81) 3226.3233. As inscrições seguem até o dia 10 de outubro.

 Homero Mendes – Além da oficina de roteiro com Cláudio Paiva e José Carvalho, o roteirista participou, também, do curso livre de roteiro e dramaturgia (Casa de Artes de Laranjeiras); Dramaturgia e processo de produção de uma telenovela (Estação das Letras); Oficina básica de roteiro para televisão (Faustão Galvão); Criação de série para televisão (Telezoom).


Com o objetivo de arrecadar doações através da venda de livros a jornalista Tacyana Viard resolveu criar um blog que promove um bazar literário para custear o tratamento quimioterápico da cadela Odara, que teve como diagnóstico o "carcinoma de células redondas". 


Odara é uma cadela vira-lata e foi encontrada deitada na calçada da Avenida Cruz Cabugá, no Recife, no dia 21 de junho com fome e na chuva. E desde então vem sendo tratada com carinho e dedicação da jornalista.

 

Ela está com três tipos de câncer (pele, pulmão e mama). Para conhecer melhor eles, saber o nível de avanço será necessário uma tomografia. Para saber se aguenta tratamento, hemograma completo. Até lá, um eletrocardiograma (para saber se suporta a anestesia) e vai começar um tratamento para infecção/inflamação. Isso vai diminuir a tosse, a secreção e conter e secar o caroço que nasceu. Portanto, a luta de Odara é intensa e diária, e o custo para arcar com o tratamento necessário não deve ser dos mais baratos.


A primeira alternativa de Tacyana foi criar o blog e vender alguns livros de uma coleção pessoal, e com a ajuda de amigos a lista de títulos vem crescendo em prol da vida de Odara.


Quem tiver interesse em colaborar com a iniciativa, pode comprar, doar e divulgar. No blog, você encontra também os dados de uma conta poupança caso prefira fazer depósito.


Além de ajudar no tratamento de Odara, você adquire conhecimento por um precinho legal. Participe e compartilhe.


Alguns livros disponíveis no bazar literário de Odara:


As cores do tempo – Majela Colares R$ 20,00

As Horas Nuas – Lygia Fagundes Telles R$ 20,00

Lobos do Mar – Torben Grael R$ 20,00

A fome de Nelson – Adriana Armony R$ 20,00

O Diabo na Água Benta – Robert Darnton R$ 20,00

Rumor Branco – Almeida Faria R$ 20,00

O Arroz de Palma – Francisco Azevedo R$ 20,00

Um amor de verdade – Zibia Gasparetto R$ 20,00

Ninguém é de ninguém – Zíbia Gasparetto R$ 20,00

O Diário de Sofia – Alceu Costa Filho R$ 20,00

Cinquenta tons de cinza – E L James R$ 20,00

Iracema - José de Alencar R$ 20,00

A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães R$ 20,00

Noite na Taverna - Álvares de Azevedo R$ 20,00

A Morte de Quincas Berro D’água - Jorge Amado R$ 20,00

Jornalismo Cultural - Daniel Piza R$ 20,00

Como se tornar um líder servidor - James Hunter R$ 20,00

Administradores, quem somos nós? - Luiz Otávio Cavalcanti R$ 20,00

A miséria do jornalismo brasileiro - Juremir Machado R$ 20,00

Quem tem medo da imprensa? - Regina Villela R$ 20,00

A menina que não sabia ler - John Harding R$ 20,00

Apenas uma garotinha - Ana Claudia Landi / Eduardo Belo R$ 20,00

Escolha fatal - Rachel Lee R$ 20,00

Carnaval brasileiro - Maria Isaura Pereira de Queiroz R$ 20,00

Marley e Eu - John Grogan R$ 20,00

Agosto 1991: estávamos em Moscou - Marina Colasanti R$ 20,00

O Desatino da Rapaziada - Humberto Werneck R$ 20,00

Ayrton Senna – herói da mídia - Paulo Scarduelli R$ 20,00

Férias - Marian Keyes R$ 20,00

Por Taíza Brito

Quem cria de animais de estimação sabe bem como os bichinhos necessitam de atenção, carinho e cuidado. Preocupa-se que eles estejam bem abrigados e com gente realmente goste de tê-los por perto. Por isso, é bom ver o aumento do número de eventos que estimulam adoção de animais, como os que vêm sendo promovidos pela Secretaria Executiva de Direitos dos Animais (Seda) da Prefeitura do Recife. O último foi realizado no domingo (6 de outubro), no Parque Dona Lindú e atraiu quase mil pessoas.

Nesta 6ª edição, coordenada pelo secretário Rodrigo Vidal, 38 animais, entre gatos e cachorros ganharam um novo lar. Entre eles, a gata Ana Carolina (nos braços de Emily), que foi levada pela pequena Emily, e gatinha Perolita (a pretinha de laço azul nos braços de Lluís), ambas nascidas na minha casa. Se pudesse continuaria com elas em minha casa, mas a questão é que a mãe das duas, Pérola Negra, teve duas ninhadas sequenciadas, e nos vimos em cinco meses com 10 gatos para criar.

Com a doação das duas – outros cinco filhotes já haviam sido doados a amigos – ficamos com três gatas em casa. Número que dá para abrigar com responsabilidade. E felizes por elas terem ganhado lares de gente que como nossa família curte demais estes bichinhos. No evento, todas as adoções são precedidas de entrevista com os adotantes, assinatura de termo de responsabilidade e orientação dos veterinários presentes. O que dá segurança a quem leva bichos para serem adotados. Iniciativa louvável da Secretaria Executiva de Direitos dos Animais!

 

O Instituto Mobilidade Verde lançou o “Pedal Social” como um projeto-piloto em novembro de 2012, no centro de São Paulo, como uma alternativa para a população em situação de rua obter transporte gratuito para seus deslocamentos pendulares. Na época da criação da iniciativa apenas cinco bicicletas faziam parte do programa, mas logo nos primeiros meses esse número atingiu mais de 100 bicicletas.

É assim: qualquer pessoa pode doar um bicicleta ao projeto através do site da iniciativa. E os usuários precisam se cadastrar, comprovar que tem uma ocupação na qual não conseguem chegar por falta de dinheiro e, assim, garantem sua ‘magrela’ durante o mês. Ao final do período, ou quando receber o salário, ele devolve a bike, que é entregue a outra pessoa na mesma situação. E tudo funciona na base da confiança.

Assista ao vídeo que conta a história do projeto Pedal Social, com casos reais de pessoas que foram ajudadas – um dos responsáveis diz mesmo que, na época da reportagem, em março de 2013, havia cerca de 80 pessoas em lista de espera para receber uma bicicleta.

Sexta, 04 Outubro 2013 19:57

Os “Rs” fundamentais

Escrito por

Por Lydia Minhoto Cintra, da Página 22

A primeira atitude do consumo responsável é questionar a real necessidade de determinada aquisição, seja de produtos, seja de serviços. Escolher aqueles que duram mais ou são reutilizáveis e abolir a compra por impulso evita desperdícios e diminui a quantidade de resíduos gerados. Não é de hoje que a literatura usa o jogo de palavras para rimar e distinguir os verbos “ser” e “ter”. Gente que experimenta a simplicidade no cotidiano sabe que ter menos pode ser mais prazeroso. Um bom começo é reduzir o uso de embalagens, preferir produtos a granel àqueles embalados em isopor e plástico, evitar o “troca-troca” de celulares e computadores e repensar a quantidade de brinquedos que abarrotam o quarto das crianças. Palavra de ordem por uma vida menos superlativa e mais bem vivida. Contribuem para “reduzir” as práticas de “recusar”, “redesenhar” e “reparar”:

RECUSAR

Para uma sociedade com menos resíduos muitas vezes é necessário – e possível – dizer “não”. Por exemplo, recusar as famigeradas sacolinhas plásticas do supermercado, substituindo-as por caixas ou ecobags. Saquinhos oferecidos em compras minúsculas também são completamente dispensáveis.

REDESENHAR

Empresas e indústrias também devem entrar no jogo e investir em projetos inteligentes que alterem a forma como suas mercadorias são produzidas. Processos que consomem menos água e materiais, embalagens e produtos mais fáceis de serem reciclados e esforços para uma gestão adequada de resíduos são pontos cruciais.

REPARAR

Uma forma de reagir à cultura do descartável é investir no conserto de objetos quebrados em vez de comprar novos – exigentes de muita energia e matéria-prima extraídas de um planeta que já acenou sua finitude (mais sobre obsolescência programada na reportagem “Marcados para Morrer”, edição 56, e na nota “Conserte você mesmo”, edição 75).

REUSAR

Jogar diretamente no lixo algo que pode ser recriado esvazia as chances de se aproveitar todas as possibilidades de um mesmo objeto. Móveis podem ganhar novas roupagens e funções, folhas de rascunho podem virar caderno e bloco de anotações… Aproveite a internet, que está repleta de sites e blogs divulgando boas ideias de reutilização e reaproveitamento. Buscar novos significados para os pertences é um convite à criatividade e ajuda a diminuir a pressão sobre recursos.

RECICLAR

Colocar objetos em um novo ciclo de produção: eis o que se faz ao “re-ciclar”. Diferentes técnicas de reciclagem constituem um mercado que gera empregos, economiza energia e origina matérias-primas para fabricação de outros bens – o que é mais econômico e sustentável do que começar o ciclo do zero, com recursos extraídos primariamente da natureza. A coleta seletiva doméstica tem um papel importante nisso tudo. Em casa, duas lixeiras são o suficiente: uma para os resíduos orgânicos – como cascas de frutas e restos de verduras que podem ser transformados em adubo por meio de composteiras em casas, apartamentos e escritórios – e outra para os secos. Quando os resíduos são separados corretamente, o índice de aproveitamento passa de 70% (mais aqui). Exigir programas de reciclagem dos governos locais também é essencial para que o objetivo seja efetivamente atingido.

 

Da EcoD

Recentemente, o EcoD noticiou o pedido da paquistanesa Malala Yousafzai, que solicitou aos governos mais atenção à educação de qualidade. E parece que uma escola do estado americano de Massachusetts compartilha da mesma ideia que Malala. É que, para controlar o crescente aumento da violência dentro das salas de aula, em vez de contratar seguranças, os diretores optaram por professor de artes.

Tudo começou quando a escola Orchard Gardens foi considerada uma das cinco piores do estado americano. Os diretores chegaram ao ponto de proibir que os alunos levassem mochilas por medo deles trazerem armas escondidas.

Em 2010, a instituição entrou para o programa Turnaround Schools, uma iniciativa do Governo Federal para recuperar instituições em dificuldade. Para assumir a nova etapa, um novo diretor foi contratado, o também professor Andrew Bott e uma das suas primeiras ações foi muito corajosa: ele demitiu grande parte dos funcionários de segurança e, com o dinheiro, reinvestiu na contratação de professores da área artística.

As paredes dos corredores viraram muros de exposição, os entulhos que se acumularam durante anos no estúdio deram espaço às aulas de dança e a orquestra voltou a tocar. De acordo com Bott, o contato com as artes deixou os alunos mais motivados e com maior espírito empreendedor. Grande mudança para uma escola que antes era conhecida como a “matadora de carreiras” dentro da rede estadual de Massachusetts, informou a Hypeness.

O resultado? Em um período de, aproximadamente, dois anos, a escola saiu doz ranking das piores instituições de ensino público do estado para se colocar entre as melhores. A violência diminuiu drasticamente e o sucesso da nova gestão trouxe o reconhecimento para a Orchard Gardens. Um grupo de crianças até se apresentou para o presidente Obama, na Casa Branca.

Assista ao vídeo sobre a iniciativa:

Sexta, 04 Outubro 2013 19:42

Jamais aposentar-se da vida

Escrito por

Por Paiva Netto

Em 1º de outubro comemorou-se o Dia Internacional do Idoso. Vivemos época de constante progresso material. Entretanto, não se verifica o correspondente avanço no campo da ética e do Espírito. Resultado: males como a fome, a violência e o desrespeito à Natureza perduram. E lamentavelmente as pessoas da terceira idade também são atingidas pela frieza dos sentimentos humanos.

É verdadeiro crime não se reconhecer o valor dos Irmãos idosos. Neste período da vida, mais do que nunca se fazem merecedores do carinho e da solidariedade dos mais moços, num justo reconhecimento à contribuição que legaram à sociedade.

Na LBV não acreditamos em velhice como sinônimo de coisa deteriorada. Ninguém é velho quando tem um bom e grande Ideal. Pode não mais carregar um piano, não mais passear de motocicleta. Se possui, porém, ânimo dentro de si, é jovem.

As pessoas a certa altura da vida precisam, com raras exceções, aposentar-se de seus empregos, mas não o devem fazer com relação à vida. Devem ir à luta enquanto puderem respirar. A Legião da Boa Vontade mantém com o seu extenso trabalho de promoção humana e social Lares de amparo aos velhinhos e espaços saudáveis de convivência.

Neles os vovôs e vovós são tratados com muito Amor e, o que é melhor, aprendem que nunca é tarde para colaborar com suas experiências, em prol de uma Humanidade mais feliz, pois é a força dos bons exemplos que inspira as novas gerações a vencerem os obstáculos da existência terrena. (...) Pode parecer um paradoxo. Todavia, o país que desampara os seus idosos não crê no futuro da sua mocidade. Que é a nação, além de seus componentes?

Havendo futuro, os moços envelhecerão. Viverão mais. Contudo, também irão aposentar-se... Uma convicção arraigada do gozo imediato das coisas é a demonstração da descrença no amanhã. E há os que ainda moços pensam: “Vamos viver agora, antes que tudo acabe! E os que conseguiram resistir tanto, que se danem...“ Não há exagero algum aqui. É o que também se vê. Tem-se a impressão de que alguns daqueles que desfrutam do vigor da juventude ignoram a possibilidade de alcançar a decrepitude.

Mas poderão chegar lá... Não existe futuro sem moços. Também, não o há sem os idosos. Temos de aliar ao patrimônio da experiência dos mais velhos a energia dadivosa dos mais moços. (...) Lutamos por um mundo que ofereça oportunidades para todos.

E isto não é impossível. Impossível é continuar como está: a terrível paisagem das almas ressequidas pela indiferença ao Amor de Deus, como os ossos secos da visão do Profeta Ezequiel. O nosso planeta tem de receber o sopro espiritual da Vida, pois é rico e muito amplo, com espaço suficiente para todo mundo. (...)

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) - www.boavontade.com

Desde 19 de agosto, data em que é comemorado o Dia Mundial da Ação Humanitária, está nas redes sociais a campanha promovida pela ONU “O Mundo precisa de mais…”, que possui a intenção de transformar as palavras das pessoas em realidade e estimular a maior participação de pessoas no projeto, principalmente aqueles conhecidos como “ativistas de sofá”. A partir da criação do primeiro mercado de palavras do mundo se torna possível que marcas, organizações e indivíduos patrocinem um vocábulo e juntem os fundos necessários para ajudar operações humanitárias no mundo.

A atitude é bem simples: basta dizer o que o mundo está precisando de mais importante e transformar sua voz em ação. Para isso o site oficial da campanha oferece um grupo de várias palavras, cada uma patrocinada por uma empresa diferente. Cada vez que uma pessoa compartilha uma palavra via Twitter ou Facebook usando a estrutura #theworldneedsmore #[palavra] ela desbloqueia um dólar do patrocínio e também receberá uma mensagem dizendo que a empresa patrocinou a palavra.

Os fundos arrecadados por meio do projeto irão para pessoas afetadas por desastres naturais em lugares como Iêmem, Haiti e Afeganistão, países com grandes necessidades humanitárias que saíram do radar internacional. Além do compartilhamento de termos amparados por empresas existe a opção de doação de qualquer quantia, que pode ser feita através do site Pay-Pal.

Também participam da campanha artistas como a cantora Beyoncé e um dos nomes mais importantes da cena eletrônica atual, o Dj David Guetta, que lançou recentemente para apoiar a ideia um vídeo (que pode ser visto aqui). Para assisitir ao clipe as pessoas são convidadas a selecionar uma palavra patrocinada. Entre as empresas envolvidas até agora estão Barclays Bank (#Inclusão), Western Union (#Educação), Gucci (#Força), Crescent Enterprises (#Empreendedores), KT ( #Sonhos), Intel (#Empoderamento) e a GlaxoSmithKline (#saúde), assim como a Fundação Sergio Vieira de Mello (#Diálogo). A palavra de David Guetta é #Amor e ainda tem que ser patrocinada.

“Nós sabemos que as necessidades humanitárias estão crescendo e que, se vamos atender a essas necessidades crescentes, devemos fazer as coisas de uma maneira diferente”, disse a chefe da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos.

Sexta, 04 Outubro 2013 18:17

Sintonia com a mensagem evangélica

Escrito por

Por Cesar Vanucci *

 

“Não sendo um dogma, pode ser discutido livremente.”

(Pietro Paralin, Secretário de Estado do Vaticano, sobre o celibato sacerdotal)

 

Os setores religiosos ultra conservadores, aglutinando um bocado de indivíduos que se crêem mais católicos que o Papa, já não mais se esforçam por esconder o tremendo desconforto que lhes andam causando as falas e gestos de Francisco.

Em sua esclerótica interpretação da aventura humana, esses setores costumam identificar nas mensagens e posturas pontifícias graves riscos doutrinários. Riscos – acreditam - capazes de subverter a ordem religiosa constituída. Por ordem religiosa constituída entenda-se, na linha do rançoso entendimento integrista, um catálogo inesgotável de vetos à celebração da vida. Um compêndio de preceitos medievais inspirados na intolerância, revelador da incapacidade dos que os adotam de participarem da construção humana pelo diálogo respeitoso e partilhamento de ações e idéias com grupos que rezem por cartilhas diferentes das suas.

Assim sendo, soa-lhes sacrílega, por exemplo, a decisão de Francisco em acolher carinhosamente uma mulher islamita num ritual habitualmente reservado a fiéis católicos. Escandalizam-se com a determinação de Francisco em deslocar-se até um porto marítimo que ancora embarcações de africanos escorraçados pelas guerras tribais, para levar-lhes uma palavra de alento e fazer explicita condenação aos sistemas de espoliação de que esses refugiados se tornaram indefesas vítimas.

Arrepiam-se pra valer quando o Papa, respondendo a uma consulta de um renomado intelectual italiano ateísta (Eugenio Scalfari), revela de forma lapidar, em tom fraternal, que os cidadãos devem seguir os impulsos generosos da própria consciência quando não professam uma crença. Rangeram, por certo, os dentes ao ouvirem a recomendação papal no sentido de que os fiéis ponham fim ao clima de obsessão reinante à volta das discussões sobre aborto, união estável entre pessoas do mesmo sexo e outros temas candentes.

Sentiram-se, também, com certeza, abalados com a declaração de Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano recém-nomeado, relativa ao celibato dos padres. Não sendo um dogma, pode ser discutido amplamente, foi o que ele disse, abrindo a perspectiva de uma mudança de rumos capaz de trazer de volta aos púlpitos enorme contingente de cidadãos vocacionados para o ministério sacerdotal.

Esses setores religiosos fundamentalistas refratários a idéias remoçantes receberam também com desagrado a utilização por Francisco da cátedra universal pontifícia para criticar com veemência a ordem econômica e social injusta imposta às multidões deste planeta azul. Bem como para condenar as guerras que pipocam por diversos continentes e são, por vezes, apresentadas enganosamente como confrontos entre as forças do bem e do mal, quando não passam, segundo a mensagem atualizada de Roma, de mero e repugnante negócio para venda de armas e sustentação de esquemas iníquos de opressão.

Em toda essa história, o que mais importa, todavia, é saber que a atuação de Francisco está em sintonia com a mensagem evangélica que vem do começo e do fundo dos tempos e que isso ajuda a manter acesa a esperança humana num mundo melhor.

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

Depois do sucesso do documentário norte-americano A História das Coisas, lançado em 2008 e visualizado mais de 15 milhões de vezes, o The Story Of Stuff Project (Projeto A História das Coisas) apresentou no dia 1º de outubro A História das Soluções. O novo filme, ainda sem legendas para o português, aborda o que será preciso para construir um mundo mais sustentável, saudável e economicamente justo.

O curta aborda o conjunto de ações comunitárias que se interconectam globalmente em sua luta por um mundo equilibrado ambientalmente, humanitariamente, coletivamente e economicamente, que altera a regra do jogo para “Melhor”. Ao fim, The Story of Solutions ainda encontra a boa prática fraternal de nos convidar à luta unidos: poder do povo, pelo povo, para o povo – a base da democracia.

A História das Soluções também expõe a forma sistemática que atuamos em busca de um ideal insustentável, carente de questionamento e reflexão, o que tem causado destruição dos ecossistemas, da saúde global e do convívio e pensamento comunitários. Um dos temas abordados diz respeito às sacolas plásticas descartáveis: o curta sugere a união dos cidadãos e do setor privado para buscar alternativas reutilizáveis e menos nocivas ao meio ambiente.

Saiba mais

O Projeto A História das Coisas começou em 2008, um ano depois do lançamento do primeiro vídeo de Annie Leonard em parceria com o Free Range Studios sobre a estrutura de fabricação e despejo das coisas que consumimos. Financiado por doações de fundações públicas e privadas, da venda de material próprio e palestras e de contribuições individuais, suas ações envolvem a capacitação de professores, comunidades e empresas sobre “nosso relacionamento com as coisas” e como podemos realizar ações mais conscientes com relação à exploração da natureza e do próprio convívio humano.

Ao todo o projeto já lançou nove vídeos, dentre eles A História da Água Engarrafada, A História dos Eletrônicos, A História dos Cosméticos, A História do Cap and Trade, entre outros, que podem ser encontrados e baixados por meio do site da iniciativa, que também disponibiliza uma série de podcasts, em inglês, sobre variados temas.

Descobrir a “ordem oculta das famílias” em um trabalho que investiga dificuldades de relacionamento buscando as razões em confusões familiares atuais ou do passado. É o propósito do método terapêutico ‘Constelação Familiar’, que será repassado em forma de seminário a ser realizando dias 4 e 5 de outubro, pela Unipaz Pernambuco, na sede da instituição no Rosarinho. O seminário intitulado “A Ordem Oculta das Famílias – Constelações Familiares” será facilitado pelo psicólogo especialista em Gestalt Terapia e Terapia Sistêmica Familiar, Barthô Nigro.

O trabalho de Constelação Familiar é fundamentado na psicologia sistêmica fenomenológica, que visa dissolver antigos padrões familiares, que impedem o fluxo do amor entre os membros da família. O método foi criado por Hellinger, através da leitura do sociodrama familiar. As inscrições estão sendo feitas na sede da Unipaz, pelos telefones 3244-2742 e 97251415. Mais informações no site www.unipazrecife.org.br. O seminário é aberto ao público em geral.

De acordo com os organizadores do seminário, o trabalho possibilita perceber os mecanismos pelos quais a vida dos nossos ancestrais nos influencia, e também com mais ênfase, o que pode ser feito para mudar os padrões problemáticos. Pela ótica dos defensores desse método, as confusões familiares ocorrem quando incorporamos em nossas vidas o destino de outra pessoa, viva ou que já viveu no passado da nossa própria família, sem estarmos consciente disto.

“Passamos a repetir dos membros familiares que foram excluídos, esquecidos ou não reconhecidos no lugar que pertencia a eles. Este é um processo natural de regulação e acontece involuntariamente. A solução real pode acontecer se estas confusões forem esclarecidas e resolvidas através da colocação das constelações familiares”, explica Barthô Nigro.

Barthô Nigro é psicólogo do Departamento de Neuropsiquiatria da UFPE. Participou de Treinamento com Bert Hellinger (Criador da Terapia Sistêmica Fenomenológica). Participou do Treinamento Sul-Americano de Terapia Sistêmica-Fenomenológica de Bert Hellinger (Gunthard Weber e Jackob Shneider, fundadores do Instituto IGST Heidberg-Alemanha). Desde 1999 desenvolve o método da Constelação familiar em Pernambuco, Paraíba e São Paulo.

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo, desde início da década de 90, e visa ampliar a conscientização para a prevenção do câncer de mama. Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.

No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.

O especialista do Núcleo de Oncologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Auro Del Giglio, destaca que o diagnóstico precoce ainda é a arma mais importante para vencer o câncer de mama. Quando descoberto nos estágios iniciais, as chances de cura chegam a 95%. “A mamografia e o exame clínico das mamas são os métodos indicados para o rastreamento na rotina da atenção integral à saúde da mulher. Outras modalidades, como a ultrassonografia e a ressonância magnética, também podem ser aconselhadas”, diz.

De acordo com o Ministério da Saúde, o exame clínico das mamas deve ser feito em todas as mulheres a partir de 40 anos de idade, anualmente. A mamografia deve ser realizada por mulheres com idade entre 50 e 69 anos, com intervalos máximos de dois anos entre os exames, ou a partir dos 35 anos, para as mulheres que pertencem a grupos de risco.

 

Dúvidas Comuns:

Todo nódulo de mama é câncer?  

Não. É importante que se saiba que até 80% dos tumores palpáveis da mama são devido a alterações benignas do tecido mamário, especialmente em mulheres jovens.  Mas atenção: alguns nódulos e também alguns tipos de calcificações, porém, podem corresponder a processos malignos. Por isso, é importante que sejam feitos os exames preventivos e as mulheres sejam assessoradas por profissionais especializados.

Eu não tenho casos de câncer de mama na família. Preciso fazer exames?  Sim. Apenas 5 a 10% de todos os casos de câncer de mama estão relacionados à herança de mutações genéticas; portanto, ainda que não existam casos de câncer de mama na sua família, é essencial que se faça o rastreamento.

Quinta, 03 Outubro 2013 12:57

Use a criatividade antes de pensar em jogar no lixo

Escrito por

Jogar fora pra quê??? O mundo já tem lixo de sobra, não é mesmo? Enquanto nosso país ainda não é nem de longe uma referência em reciclagem de materiais ou na questão do desenvolvimento sustentável, cabe a nós, cidadãos e pessoas de mente aberta, começar essa marcha por um mundo melhor.

Aqui vão algumas excelentes e simples ideias para que você pense duas vezes antes de jogar qualquer coisa fora. Basta tesoura, um pouco de tinta, cola e muita criatividade para que coisas maravilhosas surjam de objetos considerados obsoletos.

1 – Garrafas de plástico

Garrafas de plástico, como as garrafas PET, são um dos símbolos mais emblemáticos da reciclagem.

Sendo assim, nada mais lógico que começarmos com algumas ideias de reaproveitamento deste item

pet_portalápis


Com fita adesiva e um pedaço de tecido, faça pulseiras personalizadas.

pet_porta lápis

Garrafas de desinfetante ou amaciante viram práticos porta-lápis.

2 – Garrafas de vidro, lâmpadas de bulbo e taças

Com um pouco de habilidade, o vidro ganha nova vida e divide um pouco de sua delicadeza com ambiente.

vidro

Aquele vidro de café vazio pode se tornar um belo pote enfeitado para a cozinha com um pouco de tinta e criatividade.

lâmpada_vaso

Quem diria que bulbos de lâmpadas queimadas seriam tão versáteis!


lâmpada

garrafas_luminárias

Garrafas de vinho vazias e decoradas possuem seu charme.

taças_vaso

3 – Latas e metais em geral


Foi pescar e esqueceu o anzol? Basta ter um aro de latinha de refrigerante ou cerveja por perto.

garfo

Talheres velhos podem virar suportes para chaves e até mesmo chaveiros depois de torcidos com alicate.

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Latas são bastante resistentes e servem pra um tudo. Basta saber como usá-los.

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“Jardim seco” feito de latinhas de atum.

metal velholata_metal velho

4 – Papel, tecido e madeira

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Belos enfeites de natal de papel usado e pintado.

jornal

Porta-lápis feito de listas telefônicas divididas ao meio e coladas para formar as pétalas.


Relógio feito com restos de estopa e botões.

tecido_blusa_sacola

Sabe aquela blusa velha? Basta costurar o fundo e dar acabamento para transformá-la numa sacola de feira ou supermercado.

camisa_almofada

Aqui, a camisa velha foi costurada e cheia de espuma para se tornar uma almofada.


Veja no que aquela caixa de papelão onde veio a TV nova pode se transformar.

papelão_suporte notebook


Papelão + água + cola + corda velha = bandeja rústica.

bandeja_jogo

A bandeja de madeira vira um labirinto para as crianças desenvolverem a paciência e raciocínio.

gaveta_porta-chave

A gaveta da estante velha vira porta-chaves na parede.

5 – Componentes eletrônicos

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CDs velhos viram belos suportes para copos.

cd_enfeites de natal

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As capas dos CDs viram uma moderna luminária.

cd_jogo

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Aqui, uma nova utilidade para as fitas de áudio.

disqueteobjetos-reciclados-para-decorar-el-escritorio5


E não é que até o monitor velho tem utilidade! Acho que o gatinho aí gostou da nova casa.

6 – Caixas de Tic Tac

Caixinhas de Tic Tac são muito úteis para organizar ou guardar pequenos objetos.

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Fala sério! Você já tinha pensado em usar as caixas de Tic Tac para colocar os temperos da sua cozinha? Bem simpático, não?!

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Genial esse organizador!

 

tictac_porta fita

A abertura da tampa parece que é perfeita para a utilização dessas fitas.

 

7 – Discos de vinil


vinil_relógio

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Coloque água fervente numa vasilha e mergulhe o vinil para torná-lo flexível; molde-o com a ajuda de um pedaço de madeira e ele se tornará um excelente suporte para manter os livros em pé.

vinil_capa de caderno

O vinil recortado vira uma capa de caderno super estilosa! 

Recife recebe de 9 a 27 de outubro a segunda edição do Projeto Memórias, evento que homenageia personalidades que contribuem ou contribuíram com sua obra e ensinamentos para a reflexão sobre a arte e o teatro. Neste ano, o homenageado será uma das personalidades pernambucanas mais importantes para o teatro e a arte-educação: Marco Camarotti. O evento acontecerá no Centro Cultural Benfica e no Teatro Joaquim Cardozo e terá na programação mesas de discussão e uma mostra de espetáculos infantis que reúne teatro, circo, música e dança.

A abertura oficial será no dia 9, no Teatro Joaquim Cardozo, com uma mesa que debate “A criança como coautora do espetáculo”. No dia 10, Kalyna Aguiar, Emannuele de Jesus e Maria Clara Camarotti, filha do homenageado, discutem “A Arte-Educação para a infância: desafios e perspectivas”. Para quem quer curtir a Mostra de Espetáculos Infantis basta ficar de olho na programação e comparecer no Centro Cultural Benfica a partir do dia 12, quando abre a mostra.

“Besteiras (As Aventuras de um Giullare Moderno)”, a primeira peça, traz à cena um trovador popular moderno que tal qual na Lírica Medieval ganha a vida recreando o público com jogos de mão, equilibrismo, malabarismos e mímica. Andando de vila em vila, por feiras e castelos, ele traz em sua mala diversos números circenses e histórias variadas. Damiano Massaccesi, o artista que interpreta este trovador, executa as canções ao vivo, cantando e tocando diversos instrumentos musicais.

Fundada há três anos por artistas brasileiros e italianos, a Cia Circo Godot de Teatro apresentou já em seu primeiro trabalho uma qualidade cênica surpreendente, resultado de anos de estudos, empenho e dedicação. Circo Godot (2010), o primeiro feito, foi apresentado nas ruas da Grécia, Tunísia, Itália e Brasil. Na ocasião, Lucky e Pozzo, personagens de Samuel Beckett, serviram de pretexto para uma cena divertida e cheia de reviravoltas.

Em 2011, a companhia apresentou seu segundo trabalho: “Besteiras (As Aventuras de um Giullare Moderno)”, contemplado com o Prêmio FUNARTE Myriam Muniz de Teatro. O projeto foi apresentado em importantes festivais da Itália e também fez turnê pela Europa, chegando agora ao Brasil através do 19° Janeiro de Grandes Espetáculos. Também contemplado com o Prêmio FUNARTE Myriam Muniz de Teatro, Le Petit: Grandezas do Ser, o terceiro trabalho da Cia Circo Godot de Teatro, estreou na programação da 3ª Mostra Marco Camarotti e foi apresentado em diversas cidades da Itália.

“Besteiras (As Aventuras de um Giullare Moderno)”, que abre a Mostra de Espetáculos Infantis do Projeto Memórias, oferece ao público a poesia do artista di strada, viva ao longo séculos.

 

MAIORES INFORMAÇÔES:

Mesas:

Tema: Teatro Infantil: A criança como coautora do espetáculo

Data| 09 de outubro, às 20h

Palestrantes: Arheta Andrade, Luciano Pontes e Marcondes Lima – Mediador: Arilson Lopes

Tema: A Arte-Educação para a infância: desafios e perspectivas

Data| 10 de outubro, às 20h

Palestrantes: Kalyna Aguiar, Emannuele de Jesus e Maria Clara Camarotti – Mediador: Amanda Caline

Espetáculos:

Besteiras: As Aventuras de um Giullare Moderno | Cia. Circo Godot de Teatro

Data| 12 de Outubro, às 16h

Faixa etária | Livre

Cavaco e sua pulga adestrada| Caravana Tapioca

Data| 13 de Outubro, às 16h

Faixa etária| Livre

Seu Rei Mandou| Cia. Meias Palavras

Data| 19 de Outubro, às 16h

Faixa etária| 06 anos

As Levianinhas em pocket show para crianças| Cia. Animée

Data| 20 de Outubro, às 16h

Faixa etária| Livre

Disse me Dança | Em Cena Arte e Cidadania

Data| 26 de Outubro, às 16h

Faixa etária | Livre

O Fio Mágico| Companhia Mão Molenga Teatro de Bonecos

Data| 27 de Outubro, às 16h

Faixa etária| Livre

Onde: Teatro Joaquim Cardozo/Centro Cultural Benfica

Rua Benfica, 157, Madalena

Tel: 32262454

E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

ENTRADA FRANCA

Por Priscilla Andrade, do Consumidor Moderno Consciente

Reza forte e promessa para parar de comprar. Muitas pessoas já recorreram as mais variadas maneiras de se livrarem dos excessos de consumo. Bombardeadas pelos apelos de consumo, as pessoas até tentam se controlar, mas a tentação em forma de cartão de crédito, mais uma vez adia o compromisso de manter a promessa. Muitas pessoas, que perdem o controle sobre suas compulsões consumistas, escondem as compras, comportamento apontado como principal sintoma da oniomania, a doença do consumo compulsivo, típica de país rico.

De acordo com a especialista no assunto da USP, Tatiana Filomensky, em 90% dos casos que atende, quem compra compulsivamente, sobrecarrega as finanças da sua família. Ela diz, que a doença ainda é pouco conhecida no Brasil, mas é nos Estados Unidos que 8% da população têm a doença. Pesquisas apontam que é mais que a parcela com problemas com álcool e drogas.

Oniomania não é um transtorno bipolar ou TOC. É preciso ter um tratamento próprio”, explica Tatiana.

Sabendo da responsabilidade que a propaganda tem, o Núcleo de Responsabilidade Social da Associação dos Profissionais de Propaganda – APP lança mais uma etapa do projeto Compra Consciente, trazendo a oneomania como mote. A campanha realizada pela R&B Propaganda e, de acordo com o diretor, Marcel Gussoni, as peças foram desenvolvidas com o objetivo de levar à reflexão.

“A publicidade, muitas vezes, é considerada ‘vilã’, em relação ao estímulo do consumo. Nesse sentido, acho importante que o nosso papel como publicitários se mostre também no estímulo à conscientização. Por isso, considero que participar deste projeto e usar nossa competência para alertar sobre os perigos do consumo alienado foi mais do que um desafio, é um dever que precisamos cumprir”, diz.

Consumir com consciência e acima de tudo contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade crítica e responsável é o lema do projeto Compra Consciente, desenvolvido em 2011. Na época, a Associação uniu seis agências da cidade para desenvolver o projeto destinado à população e, assim, minimizar o impacto que recai aos publicitários por ser um setor altamente ligado ao consumo. A proposta é retratar as consequências do consumo sem medidas e gerar a reflexão.

Sexta, 27 Setembro 2013 15:15

Queremos boas notícias, por favor

Escrito por

Por Henrique A. Camargo, no Mercado Ético

Lá por meados da década de 1990, quando Axl Rose, Slash e o resto da turma do Guns N’ Roses arrebentavam nas paradas de sucesso, eu ainda estava na faculdade de jornalismo e ajudava moderadamente nas atividades do restaurante que minha família mantinha em Cotia, na região Oeste da Grande São Paulo. Recebia algum salário pelo trabalho, que era suficiente para abastecer o carro e ir a festas. E foram naqueles anos que dois episódios marcariam o meu ponto-de-vista sobre os profissionais e a profissão que havia escolhido meio que no susto.

O primeiro envolve um professor de História da rede pública. Aquela figura robusta e popular na cidade – pelo menos até aquele momento – começava a se engajar no jornalismo comunitário. Um grupo de agentes cotianos tinha acabado de instalar uma antena de radiodifusão em um bairro carente do município, dando início à rádio pirata, da qual ele (e as vezes também eu) participava com afinco.

Em determinado dia, o professor estava mais entusiasmado do que o comum. Ele carregava uma notícia bombástica, literalmente falando: uma bomba explodiria a prefeitura da cidade, localizada quase em frente ao nosso restaurante. O homem não cabia em si mesmo. “Agora que virei jornalista, você sabe como é, torço para que desgraças aconteçam”, disse animado. Apesar de todo o alvoroço causado pela ação da polícia, movimento da pequena mídia local e toda a torcida, nada aconteceu. Foi apenas um boato para sacudir um pouco a monotonia típica da Cotia dos anos 90s, mas o Appetite for destruction (apetite por destruição) do Guns N’ Roses dava suas caras.

Em outro momento, pedi uma oportunidade de trabalho a um jornalista que frequentava o estabelecimento familiar. Ele editava um dos jornaizinhos da cidade e se impressionou com minha pro-atividade (?). Então me disse para ir até a redação do semanário onde conversaríamos sobre o assunto. Ali, o periodista já foi dizendo que não tinha dinheiro para pagar salário e, em seguida, deu uma breve aula de jornalismo ao jovem aspirante a foca. Falou sobre lead, pirâmide invertida e o principal: “notícia não é quando o cachorro morde o homem, mas quando o homem morde o cachorro”. Depois daquele dia, ouvi essa mesma historinha algumas dezenas de vezes.

Os anos se passaram e as ideias proferidas por esses dois personagens continuam vivas na prática do jornalismo. Realmente são pontos difíceis para um jornalista se desvencilhar. Há estudos comprovando que desgraça vende muito mais do que notícias boas. E como ouvi do vice-presidente editorial de uma das maiores editoras da América Latina, as empresas de mídia estão aí para ganhar dinheiro.

Nesse sentido, acho que os jornalistas que trabalham com a temática da sustentabilidade são diferentes da maior parte dos outros setoristas. Nós clamamos por notícias boas. Adoramos dizer que uma turma de jovens cientistas conseguiu produzir energia a partir do fio de cabelo (coitado dos carecas) ou do grito da torcida nos estádios. Vibramos ao descobrir que são crescentes os investimentos focados no desenvolvimento sustentável. A diminuição da pobreza e da fome, então, são temas que colocamos na capa de nossas publicações.

Infelizmente, ainda temos que lidar com as notícias ruins. Apesar de tanta coisa boa aparecendo, elas ainda tomam grande parte do nosso tempo. Afinal, não dá para ignorar o último relatório do IPCC, os fracassos das COPs, bancadas ruralistas, desmatamentos crescentes e uma ministra do Meio Ambiente dizendo que o aquecimento global não é tão ruim quanto pintam.

Queremos mais boas notícias boas, por favor.

A Faculdade de Olinda (FOCCA), que já é referência em todo o Estado na área de mediação escolar combatendo casos de violências dentro das escolas, sai na frente e lança o primeiro curso de especialização lato sensu em Mediação e Arbitragem em Pernambuco. As inscrições estão abertas e seguem até o dia 2 de outubro. As vagas são limitadas. 

Para se inscrever, o candidato participa do processo seletivo que é composto de uma redação seguida de entrevista e análise curricular. A matrícula custa R$ 400,00. Por conta de uma convênio firmado entre o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PE), servidores e voluntários do Tribunal e profissionais filiados à Ordem têm 50% de desconto nas mensalidades.      

O curso, reconhecido pelo MEC, é composto por 15 módulos presenciais com aulas realizadas todos os sábados numa carga horária total de 364hs. Após a conclusão das aulas, os alunos terão mais três meses para o desenvolvimento do trabalho de conclusão. A ficha de inscrição pode ser retirada no site da faculdade (www.focca.com.br). Mais informações pelos telefones (81) 3366.3696/ 8772.8296.

Sexta, 27 Setembro 2013 15:07

Sintonia com a mensagem evangélica

Escrito por

Por Cesar Vanucci *

“Não sendo um dogma, pode ser discutido livremente.”

(Pietro Paralin, Secretário de Estado do Vaticano, sobre o celibato sacerdotal)

 

Os setores religiosos ultra conservadores, aglutinando um bocado de indivíduos que se crêem mais católicos que o Papa, já não mais se esforçam por esconder o tremendo desconforto que lhes andam causando as falas e gestos de Francisco.

Em sua esclerótica interpretação da aventura humana, esses setores costumam identificar nas mensagens e posturas pontifícias graves riscos doutrinários. Riscos – acreditam - capazes de subverter a ordem religiosa constituída. Por ordem religiosa constituída entenda-se, na linha do rançoso entendimento integrista, um catálogo inesgotável de vetos à celebração da vida. Um compêndio de preceitos medievais inspirados na intolerância, revelador da incapacidade dos que os adotam de participarem da construção humana pelo diálogo respeitoso e partilhamento de ações e idéias com grupos que rezem por cartilhas diferentes das suas.

Assim sendo, soa-lhes sacrílega, por exemplo, a decisão de Francisco em acolher carinhosamente uma mulher islamita num ritual habitualmente reservado a fiéis católicos. Escandalizam-se com a determinação de Francisco em deslocar-se até um porto marítimo que ancora embarcações de africanos escorraçados pelas guerras tribais, para levar-lhes uma palavra de alento e fazer explicita condenação aos sistemas de espoliação de que esses refugiados se tornaram indefesas vítimas.

Arrepiam-se pra valer quando o Papa, respondendo a uma consulta de um renomado intelectual italiano ateísta (Eugenio Scalfari), revela de forma lapidar, em tom fraternal, que os cidadãos devem seguir os impulsos generosos da própria consciência quando não professam uma crença. Rangeram, por certo, os dentes ao ouvirem a recomendação papal no sentido de que os fiéis ponham fim ao clima de obsessão reinante à volta das discussões sobre aborto, união estável entre pessoas do mesmo sexo e outros temas candentes.

Sentiram-se, também, com certeza, abalados com a declaração de Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano recém-nomeado, relativa ao celibato dos padres. Não sendo um dogma, pode ser discutido amplamente, foi o que ele disse, abrindo a perspectiva de uma mudança de rumos capaz de trazer de volta aos púlpitos enorme contingente de cidadãos vocacionados para o ministério sacerdotal.

Esses setores religiosos fundamentalistas refratários a idéias remoçantes receberam também com desagrado a utilização por Francisco da cátedra universal pontifícia para criticar com veemência a ordem econômica e social injusta imposta às multidões deste planeta azul. Bem como para condenar as guerras que pipocam por diversos continentes e são, por vezes, apresentadas enganosamente como confrontos entre as forças do bem e do mal, quando não passam, segundo a mensagem atualizada de Roma, de mero e repugnante negócio para venda de armas e sustentação de esquemas iníquos de opressão.

Em toda essa história, o que mais importa, todavia, é saber que a atuação de Francisco está em sintonia com a mensagem evangélica que vem do começo e do fundo dos tempos e que isso ajuda a manter acesa a esperança humana num mundo melhor.

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

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