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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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goals_africaNada de Shakira ou Cláudia Leitte… se depender da campanha 8 Goals For Africa, da ONU, a música-tema da Copa do Mundo de 2010 será uma canção que fala sobre os oito ODMs: Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

A música, que leva o mesmo nome da campanha “8 Goals For Africa” , será exibida em toda a África do Sul, nos estabelecimentos públicos onde os torcedores se reunirão para assistir aos jogos da Copa, e também será transmitida por canais de TV e emissoras de rádio do mundo inteiro.

Gravada, apenas, por artistas africanos, a canção possui oito versos e cada um deles faz referência a um ODM. São eles:
1 ) erradicar a extrema pobreza e a fome;
2 ) atingir o ensino básico universal;
3 ) promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres;
4 ) reduzir a mortalidade na infância;
5 ) melhorar a saúde materna;
6 ) combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças;
7 ) garantir a sustentabilidade ambiental e
8 ) estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.

Neste ano, os ODMs completam uma década e o prazo para serem cumpridos se esgota em cinco anos. Sendo assim, a intenção da ONU é utilizar a Copa do Mundo um evento de grande repercussão e que reúne pessoas de todo o tipo para chamar a atenção da população para os Objetivos.

Além disso, a mobilização tem um motivo especial: em setembro desse ano, líderes mundiais que assinaram a Declaração do Milênio, em 2000, se reunirão em Nova York para dizer o que fizeram até agora e como pretendem alcançar os ODMs em cinco anos e, como sempre, a pressão da sociedade será fundamental para que esse líderes cumpram suas promessas com mais vontade.

Assista ao clipe da música, abaixo, e conte pra gente: o que você achou da iniciativa da ONU?

http://vimeo.com/11679927

arianoaulaOlinda será palco da nova aula-espetáculo de Ariano Suassuna. Concebida e conduzida pelo poeta, dramaturgo e romancista, “Chamada ao Piano” será apresentada aos olindenses na próxima quarta-feira (02), a partir das 19h, no Mercado Eufrásio Barbosa.

“Chamada ao Piano” celebra a obra pianística de compositores pernambucanos que atuaram entre o final século IX e início do XX. Durante a aula-espetáculo, haverá apresentações de bailarinos dançando diversas canções, entoadas ao piano, que vão da valsa ao choro.

Olinda será a primeira cidade da Região Metropolitana do Recife a receber a aula-espetáculo que já passou pelos municípios de Arcoverde e Santa Cruz da Baixa Verde, ambos no Sertão pernambucano. O evento é direcionado a educadores da rede municipal de ensino e ao público em geral. As senhas que darão acesso ao local serão distribuídas uma hora antes do início da aula-espetáculo.

Segunda, 31 Maio 2010 13:57

Quem é quem no mundo do trabalho hoje?

Escrito por

worklicDo IHU On-line

Um é apaixonado pelo trabalho e o outro se dedica de uma forma viciante nas suas tarefas profissionais de forma que pode adoecer. Esses são os perfis dos worklovers e workaholics. Em entrevista à IHU On-Line, por email, a psicóloga Silvia Osso explica as diferenças entre esses dois perfis de trabalhadores e analisa seus posicionamentos no mundo do trabalho e como o stress influencia seus modos de vida. “O workaholic se dedica ao trabalho de forma que ele espera uma recompensa emocional proveniente disso. O worklover espera essa recompensa de outro tipo de convívio e experiência de vida”, definiu.

Silvia Osso é pedagoga, jornalista e psicóloga educacional e empresarial.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Como podemos diferenciar um workaholic de um worklover?

Silvia Osso - O “Worklover” é um apaixonado pelo trabalho, pois vive satisfeito com suas realizações; é mais aberto ao lidar com as dificuldades que surgem. Se as condições do trabalho vão mal, busca ajuda em vez de criticar ou esmorecer. Este “amante” trabalha muitas horas por dia de forma produtiva e nem percebe o tempo passar, sendo que esta satisfação se estende a sua vida pessoal. Ele consegue equilibrar bem sua vida pessoal com a do trabalho.

O “Workaholic” é um verdadeiro viciado no trabalho. Sua motivação pelo trabalho é muito alta, seu foco é o trabalho em si, mas sua insatisfação é permanente. Se a vida profissional vai mal, sofre, adoece, e tem dificuldade de reconhecer que precisa de ajuda. Geralmente trabalha muitas horas por dia, mas descuida-se da vida pessoal e da saúde. Foge dos problemas pessoais, familiares e se distancia do social. Sua vida se resume em afundar-se no trabalho, imaginando que isso é ser produtivo e que será, ou está sendo, reconhecido por isso.

IHU On-Line - De que forma o stress se manifesta na personalidade desses dois perfis?

Silvia Osso - Muitos workaholics acham que amam seus trabalhos e, por isso, trabalham muito. Mas só se dão conta que não o são quando alertados por algum Coaching [1] que são “viciados em trabalho” e que sua motivação pelo trabalho é muito alta. Se a vida profissional vai mal, sofre adoece e tem dificuldade de reconhecer que precisa de ajuda.

Os workaholics geralmente são indisciplinados, trabalham à exaustão, têm mais chances de sofrer doenças cardiovasculares, gastrites, depressão, uso de drogas, entre outras doenças físicas e psíquicas. Os ambulatórios de medicina do trabalho das grandes empresas estão cheios de casos desta natureza.

Já o worklover geralmente não manifesta o stress em sua personalidade. Porque ele consegue separar a vida pessoal da vida profissional e, por isso, ele cuida da saúde, faz esportes, ele faz coisas que realmente lhe dão prazer além do trabalho. Existe um stress, mas é um stress que acontece na vida normal de todo mundo. O worklover normalmente não tem aquele stress que provoca problemas físicos como gastrite e hipertensão, doenças que se manifestam nos workaholics. O workaholic se dedica ao trabalho de forma que ele espera uma recompensa emocional proveniente disso. O worklover espera essa recompensa de outro tipo de convívio e experiência de vida.

IHU On-Line - A senhora poderia apontar relações entre a geração Y e o stress?

Silvia Osso - A geração Y é formada tanto por workaholics quanto por worklovers. O problema não é ser Y, mas sim como se encara e utiliza o trabalho em sua vida.

IHU On-Line - Como a senhora vê esses dois perfis no mundo do trabalho hoje?

Silvia Osso - A geração Y, por exemplo, não é comprometida. Então, encontramos muitos que são mais worklover do que workaholic nesse grupo. No entanto, também é possível encontrar jovens na faixa etária dos 20 anos que estão tão estressados quanto os senhores de 55. Isso tem muito mais a ver com o perfil pessoal da pessoa do que com o profissional, porque há quem trabalhe em grandes corporações de geração Y que são pressionados o tempo inteiro e que apresentam o mesmo perfil de um workaholic. A classe médica, por exemplo, é um grupo pressionado e que pode trabalhar 36 horas seguidas atendendo pacientes.

Os workaholics e os worklovers são os perfis que representam a tipologia de quem está no mundo do trabalho hoje. Dentro do que se pode chamar normalidade, existe um terceiro perfil que alterna entre esses dois comportamentos.

IHU On-Line - Como o trabalho influencia nos modos de vida do worklover?

Silvia Osso - O worklover é aquela pessoa que está sempre de bem com a vida. De manhã, ele cumprimenta todo mundo. A vida para ele é algo prazeroso. O sucesso, para o worklover, é o que ele conquista todos os dias. Resultado, para esse perfil, se busca, mas ele não vai morrer pela empresa. São pessoas com um humor extremamente agradável e que compreendem melhor o ser humano.

IHU On-Line - Podemos dizer que o worklover é uma versão saudável do workaholic?

Silvia Osso - Com certeza. Na verdade, algumas pessoas são worklovers a vida toda, mas há workaholics que, por força da pressão e por terem tido problemas como infarto, começam a aprender que existe outra vida. Eles entendem que o trabalho não é uma recompensa por si só, mas sim um processo produtivo.

IHU On-Line - Mas dedicar-se demais ao trabalho, tanto no caso do worklover quanto do workaholic, não é doença?

Silvia Osso - Não, porque se é um prazer, não é uma doença. A doença vem para o indivíduo que não consegue equilibrar todos os perfis que ele tem no dia-a-dia. Todos nós precisamos de recompensa e stress, mas tudo tem que ter um equilíbrio.

Nota:

[1] Coaching é um processo definido em comum acordo entre um profissional (coach) e um cliente (que pode ser um trabalhador ou uma empresa), onde o coach apoia o cliente na busca de realizar metas de curto, médio e longo prazo, através da identificação e uso das próprias competências desenvolvidas, como também do reconhecimento e superação das fragilidades.

Domingo, 30 Maio 2010 23:27

Cinema promove Objetivos do Milênio

Escrito por

Da Prima pagina, no site do PNUD

Usar o poder do cinema para promover os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio fixados pela ONU. Essa é a intenção do Festival Internacional de Documentários Millenium, que apresenta 45 filmes – 17 deles em competição - que mostram vidas, histórias e identidades de homens e mulheres com o objetivo de chamar a atenção do público para o que precisa ser feito visando ao cumprimento dos oito ODM.

Relatos sobre uma comunidade de 400 polinésios, a história da indústria de cultivo de flores no Quênia e a guerra civil na República Democrática do Congo são alguns temas escolhidos pelos diretores na segunda edição do evento, que será realizado em Bruxelas entre 12 e 18 de junho.

"O documentário é fruto de pesquisa pessoal de um diretor que fica envolvido e imerso na realidade de outros", afirma o presidente do Festival Internacional de Documentários Millenium, Lubomir Gueorguiev. "Nossa missão é apresentar documentários inovadores de todo o mundo, que nos façam encarar questões fundamentais para a humanidade."

A abertura do festival ficará a cargo do filme "Sierra Leone's Refugee All Stars" (Estrelas Refugiadas de Serra Leoa, em tradução livre), que narra a história de músicos que escaparam da guerra civil de Serra Leoa, encontraram abrigo em um campo de refugiados no oeste africano e decidiram formar uma banda que acabou virando sensação internacional. Depois da exibição do documentário, o grupo fará uma apresentação ao vivo para o público presente.

Já "There Once Was an Island" (Ali Existia uma Ilha, em tradução livre) fala de uma comunidade polinésia afetada pelos efeitos negativos das mudanças climáticas, enquanto "A Blooming Business" (Um Negócio Florescente, em tradução livre) acompanha o dia a dia de três pessoas submetidas às violentas condições de trabalho da indústria de cultivo de flores queniana.

Outro filme que promete chamar a atenção do público é "Fighting the Silence" (Combatendo o Silêncio, em tradução livre), que revela a história de sobreviventes da guerra civil da República Democrática do Congo.

Prêmios em disputa - Os 17 filmes em competição concorrem a prêmios nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Desenvolvimento de Conteúdo (oferecido pelo PNUD), Melhor Conteúdo de Direitos Humanos (oferecido pelo Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos), junto com o Prêmio Especial do Júri e o Prêmio do Público.

Além dos documentários, estão programados painéis de discussão sobre os ODMs e uma série de outras atividades.

Por Jorge Wamburg, da Agência Brasil

Já existem 86 projetos ambientais aprovados em diversos níveis de governo como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, com investimentos que somam de R$ 24 bilhões. Doze estão vinculados a obras nos estádios das cidades-sede, 53 são de mobilidade urbana, 14 para aeroportos e sete para portos. A informação é do coordenador da Câmara de Meio Ambiente da Copa, Cláudio Langone, que participou da Primeira Oficina de Licenciamento Ambiental dos Empreendimentos Prioritários para a Copa de 2014, que ocorreu hoje (28) em Brasília e que contou com a participação de representantes do governo federal, dos estados e dos municípios.

Durante os debates, o representante do Amazonas, Emanuel Guerra, defendeu a tese de que os investimentos feitos pelos estados e municípios em meio ambiente sejam recompensados com algum tipo de benefício fiscal, a exemplo das isenções de impostos concedidas pelo governo federal para a Federação Internacional de Futebol (Fifa), empresas associadas e para gastos com material nas obras dos estádios.

Segundo Emanuel Guerra, esses custos são altos e não há previsão de reembolso pelo governo federal. “A minha proposta é que, em vez dessa conta ficar para o estado ou o município, haja uma fórmula para que eles possam receber de volta esses recursos, que são muito grandes. Só o projeto ambiental do Amazonas para o novo estádio que será construído para a Copa, a Arena do Amazonas, vai custar R$ 6 milhões”.

Na oficina foram discutidos os procedimentos para licenciamento ambiental dos projetos que serão executados nas 12 cidades-sede do evento: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador.

O coordenador da Câmara de Meio Ambiente da Copa de 2014 do Ministério do Esporte, Cláudio Langone, informou que a oficina vai produzir um documento com no máximo dez sugestões ao governo federal sobre as questões envolvendo licenciamento ambiental para a Copa. Ele disse que o objetivo é evitar que eventuais divergências entre os responsáveis pelas obras e os órgãos ligados ao meio ambiente ou o Ministério Público acabem na justiça e atrasem o cronograma determinado pela Fifa. 

Da Agência Brasil

Estar presente na Amazônia, conhecer e mapear as suas riquezas, sua fauna e flora é a experiência que a Petrobras possibilita a pesquisadores, cientistas e meros curiosos com o mapa sobre a biodiversidade da região, lançado na internet depois de acordo firmado com o site de buscas Google.

Com um simples clique com o mouse em qualquer ponto do mapa, disponível no site http://www.petrobras.com.br/biomapas, mais de 100 espécies nativas da Amazônia estarão ao alcance de todos – em seus mínimos detalhes e peculiaridades.

O mapa foi detalhado a partir dos estudos desenvolvidos pelos pesquisadores da Petrobras que analisam os ecossistemas nos arredores da província petrolífera de Urucu – base de produção da estatal na Amazônia.

A pesquisa foi realizada em parceria com centros de estudo da região, que acabaram originando o livro Biodiversidade na Província Petrolífera de Urucu, em 2008.

A partir do livro, o material foi ampliado pelo Projeto Biomapas e transformado agora em fonte de consulta na internet. Podem ser encontradas curiosidades sobre espécies nativas vegetais como a goiaba de anta, a caroba, o breu, o pará-pará, e animais, como a piaba e o estalador-do-norte.

A visualização e pesquisa de forma georreferenciada, por meio do Google Maps (e também do Google Earth), é o principal destaque do site. Gravações em vídeos e fotos sobre as expedições realizadas nos últimos anos por biólogos, engenheiros florestais e coletores locais, entre outros especialistas ambientais, estão disponíveis também no YouTube, Flickr e Picasa.

arvoreCom informações do Centro Sabiá 

Plantar um Milhão de Árvores em Pernambuco. Este é o objetivo da Campanha Junte-se a Nós, Plante Mais Uma Árvore Para Um Mundo Melhor, realizada por diversas organizações da sociedade civil em todo o Estado e uma iniciativa das instituições Centro Sabiá, Diaconia e Caatinga. A campanha convida a população urbana e rural de Pernambuco a atingir a meta em um ano, a partir do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2010, comemorado anualmente no dia 5 de junho.
 
A campanha chega num momento em que todas as atenções estão voltadas para a crise ambiental provocada pela grande exploração dos recursos naturais. Para dar a início a campanha, as organizações estarão realizando durante a Semana do Meio Ambiente, a primeira do mês de junho, diversas atividades entre debates em escolas sobre meio ambiente, ato públicos, mutirão de reflorestamento de rios, audiências públicas, feiras de saberes e sabores, e o plantio de árvores em diversos municípios da Zona da Mata ao Sertão de Pernambuco.
 
A campanha também objetiva estimular a população a plantar suas próprias árvores. Fazendo mutirões com a vizinhança, nas escolas, nos seus locais de trabalho, nos quintais das suas casas. Trazendo mais sombra, alimento e um clima em equilíbrio para todos. A campanha conta com uma página na internet: www.plantemaisarvores.wordpress.com. Lá é possível ter acesso a toda a programação de atividades durante a Semana do Meio Ambiente e sobre a Campanha, além de deixar comentários contando sua experiência no plantio da sua árvore. E um perfil no twitter: www.twitter.com/maisarvorespe.

intimaPor Stephen Leahy, da IPS

As mulheres fornecem até 90% dos alimentos consumidos pelos pobres das zonas rurais e produzem inclusive 80% dos comestíveis na maioria dos países em desenvolvimento. Porém, na hora de tomar decisões sobre agricultura e biodiversidade são ignoradas. Entretanto, em Nairobi está sendo preparado um acordo que, se for aprovado, fará com que os países garantam a participação feminina nessas decisões. Isto será um marco, disse Lorena Aguilar Revelo, conselheira mundial de Gênero da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

A terceira reunião do Grupo de Trabalho Especial de Composição Aberta sobre a Revisão da Implementação do Convênio das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica terminará hoje, na capital do Quênia. Nela é debatido o Plano Estratégico desse Convênio, com a intenção de definir os objetivos para um novo acordo internacional sobre como deter a perda de espécies. Esse plano condicionará explicitamente o financiamento à participação das mulheres, disse Revelo à IPS.

O Plano Estratégico determinará vários objetivos específicos sobre biodiversidade para 2020, e será apresentado aos 193 países-membros para sua aprovação na 10ª Conferência das Partes, que acontecerá na cidade japonesa de Nagoya, entre 18 e 29 de outubro. “As mulheres são as protetoras da biodiversidade agrícola. No Peru são cultivadas mais de 60 variedades de mandioca, e em Ruanda mais de 600 variedades de feijão”, disse Revelo. “Deixar fora 50% da população quando estamos em uma crise de biodiversidade não tem sido muito inteligente”, acrescentou.

As mulheres dos países em desenvolvimento têm um conhecimento intimo dos sistemas sociais e naturais, que incluem a coleta de 80% dos produtos silvestres comestíveis. Também guardam até 90% das sementes utilizadas na agricultura de pequena escala, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). “As mulheres têm um importante papel na natureza, normalmente são agricultoras e possuem uma intima compreensão da biodiversidade”, disse à IPS o secretário-executivo do Convênio sobre a Diversidade Biológica, Ahmed Djoghlaf.

Apesar destas realidades, não são consideradas protagonistas em matéria de conservação, e deixam de ser convidadas para as reuniões sobre biodiversidade, afirmou Revelo. “Com exceção do Convênio, os papeis das mulheres não são reconhecidos nem mesmo nos debates sobre acesso e distribuição dos benefícios dos recursos naturais”, afirmou. Elas têm maiores probabilidades de serem afetadas pela perda de biodiversidade. Esta palavra é usada para descrever a multiplicidade de seres vivos que constituem os ecossistemas da Terra, que fornecem alimentos, combustível, água e ar limpos. Em muitas comunidades, as mulheres também são quem transmite os conhecimentos sobre as plantas, os animais e os ecossistemas de suas regiões.

Embora a maioria das pessoas que se dedicam à agricultura na África seja de mulheres, em muitos lugares, quando morre o marido, a mulher não herda o pequeno terreno onde cultivou os produtos para alimentar sua família a maior parte de sua vida. A propriedade passa para as mãos do irmão do marido, disse a ativista nigeriana Kemi Seesink, da Wetlands International, uma organização não governamental com sede na Holanda. Para Revelo, é preciso “modificar os padrões insustentáveis, e isso às vezes significa mudanças nas culturas, nos costumes e nos modos de vida”, afirmou.

Revelo espera que quando em outubro os países que integram o Convênio chegarem a um novo acordo sobre biodiversidade, seja dado às mulheres um papel importante na tomada de decisões a este respeito, tanto no plano nacional como no internacional. Isso será apenas um primeiro passo, afirmou Joji Cariño, da indígena Fundação Tebtebba. “Há um problema muito maior, que é garantir que o público e a sociedade civil” participem das decisões dos governos nacionais, disse. Habitualmente, são os governos que tomam as decisões sobre biodiversidade, e de uma maneira vertical, acrescentou.

Essas atitudes ainda estão presentes no Convênio, onde os planos de execução para alcançar os novos objetivos de biodiversidade “não tinham referência alguma à participação da sociedade civil até que a inserimos”, acrescentou. Revelo reconheceu que as mulheres ainda precisam percorrer um longo caminho, mas afirmou que “somente entre iguais poderemos progredir”.

Reciclar, reduzir, reutilizar e outros Rs a mais (renovar, repensar etc) são assuntos que serão abordados na peça teatral “Lata late?”, que será estreia na próxima segunda-feira (31), na abertura da Semana do Meio Ambiente promovida pelo Governo do Estado, no Espaço Ciência, em Olinda.

A peça teatral, com texto produzido pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), tem direção de Renata Phaelante e Ricardo Mourão, do grupo teatral Pé de Arte, e é um instrumento da educação ambiental da Agência, que será encenada nesta semana em vários locais.

Na enredo, os personagens Marina, Jorge Geraldo, Lady Lata, Pet Louse e Evídrio falam da importância de observar o que descartamos diariamente e ter a consciência de nem tudo deve virar “lixo”. Os personagens, que representam a lata, o plástico e o vidro, chamam a atenção para assuntos como reciclagem, coleta seletiva, problemas gerados pelo lixo descartado indevidamente e leva também a uma reflexão sobre o que é consumismo desenfreado, embalagens desnecessárias, tudo de forma lúdica e divertida.

Nos dias 1 e 2 de junho, “Lata late?” será encenada na Fundação Gilberto Freyre, no bairro de Apipucos, no horário das 09h30 e 14h30. As inscrições para quem deseja assistir ao espetáculo podem ser feitas no Núcleo de Comunicação Social e Educação Ambiental da CPRH (3182.8817).

Já no domingo (5), quem for ao Parque Dois Irmãos poderá assistir ao esquete da peça teatral “E eu com isso?”, que chama à reflexão para as nossas atitudes em relação ao meio ambiente. Todas as encenações são gratuitas. Para esse dia, não serão feitas inscrições. Os visitantes do Parque terão acesso ao teatro.

MulheresPor Karol Assunção, da Adital

No Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher quatro países da América Latina e do Caribe resolveram fazer diferente. Brasil, Guatemala, Haiti e Bolívia lançam nesta sexta-feira (28/5) a campanha “Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas”. Mais do que incentivar a denúncia e a punição, a iniciativa busca promover a reflexão da sociedade para o problema e, assim, tentar preveni-lo.

De acordo com Maria Luisa Pereira de Oliveira, uma das coordenadoras da Campanha, a Ponto Final tem como “meta eliminar a aceitação social de todas as formas de violência contra mulheres e meninas”. Isso porque, apesar de já existirem legislações e tratados internacionais que discutem o tema, como, no Brasil, a Lei nº 11.340, de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), a violência contra as mulheres ainda está presente na sociedade.

“A violência contra a mulher é naturalizada, banalizada, não existe uma indignação social. A cultura ainda transmite e reproduz valores impregnados de hierarquia entre homens e mulheres, e as pessoas não refletem sobre o assunto”, comenta Maria Luisa.

A integrante da coordenação da Campanha ainda destaca outros aspectos presentes na sociedade que contribuem para o “não estranhamento” da violência contra mulheres, como o machismo, o racismo e a discriminação por classe social. “Ainda persiste na cultura que a violência é algo natural, comum, banal”, enfatiza.

E é justamente por causa disso que a “Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas” pretende realizar ações de prevenção da violência a partir da reflexão do problema. “Queremos lançar um olhar crítico para essa situação e colaborar com a mudança na cultura”, revela.

Apesar de considerar importante a denúncia e a punição como parte do processo de combate à violência contra mulheres e meninas, Maria Luisa afirma que esse não é objetivo principal desta Campanha. “O nosso foco é na prevenção, e não na punição. A Campanha é uma tentativa de chamar as pessoas para a reflexão antes de a violência acontecer”, destaca.

A data de lançamento também não foi escolhida por acaso. Segundo a coordenadora, o dia 28 de maio - Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher - é uma data “cara ao movimento de mulheres da América Latina”. De acordo com ela, as violências enfrentadas pelas mulheres provocam impactos negativos à saúde delas. “Estudos revelam que mulheres que sofreram abuso físico ou sexual na fase adulta desenvolvem mais problemas de saúde”, apresenta.

Ações no Brasil

De acordo com Maria Luisa, a Campanha no âmbito local do Brasil será realizada no Campo da Tuca, comunidade de alta vulnerabilidade social localizada no bairro Paternon, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Lá acontecerão rodas de conversas, oficinas, seminários e visitas domiciliares para sensibilizar a população - tanto mulheres quanto homens e jovens - sobre as questões que envolvem a violência contra mulheres e meninas.

A campanha “Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas” tem como coordenação geral a Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG), Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento (Agende), e o Coletivo Feminino Plural. Também tem a Rede Feminista de Saúde na coordenação executiva, liderada na América Latina e no Caribe pela Rede de Saúde das Mulheres Latino-Americanas e do Caribe (RSMLAC).

Para mais informações acesse: www.redesaude.org.br/portal/pontofinal.

haiti

Da France Presse

O Banco Mundial anunciou nesta sexta-feira (28/5) ter cancelado a dívida de 36 milhões de dólares do Haiti com a instituição.

Dias depois do terremoto que devastou a região da capital haitiana, Porto Príncipe, em 12 de janeiro, o Banco Mundial tinha suspendido o reembolso dessa dívida e anunciado que consideraria sua anulação.

A dívida foi anulada com contribuições de 13 estados-membros: nove países da União Europeia, além de Canadá, Japão, Noruega e Suíça, informou o organismo multilateral em comunicado.

O Banco Mundial administra também um fundo para a reconstrução do Haiti, que gere a ajuda internacional a esse país, um dos mais pobres do mundo.

 

Sexta, 28 Maio 2010 16:43

Site dá dicas para reduzir emissões

Escrito por

Por Karina Ninni, de O estadão

Quando saiu de uma sessão do filme “Uma verdade inconveniente”, de Al Gore, em 2007, o físico Daniel Burd ficou se perguntando se aquilo tudo seria real, ou se os cientistas estariam carregando na tinta. Foi para a internet, pesquisou muito, e convenceu-se de que aquecimento global era, além de uma verdade inconveniente, um processo em rápido desenvolvimento.


O passo seguinte foi pensar como ele, cidadão comum, poderia contribuir para melhorar a situação. “Fiquei pensando: será que tomar banho mais curto ajuda mesmo, ou não faz a menor diferença?” Imediatamente, lançou-se aos cálculos. E descobriu que, sim, lavar roupa menos vezes e calibrar o pneu do carro regularmente ajudaria a reduzir emissões.


“Os cálculos envolvem muitas e diferentes variáveis, de acordo com a ação proposta. No caso do uso de uma lava-roupas, por exemplo, tracei a hipótese do quanto uma pessoa deixa de emitir se máquina de lavar for usada duas vezes menos ao mês”, explica Burd.


Os cálculos de Burd resultaram em um site (http://www.cidadaosustentavel.com.br) onde qualquer um pode se cadastrar e escolher “como agir” – sabendo o quanto essa ação pode poupar em emissões para o planeta.


Entre a lista de ações estão: usar o varal para secar as roupas, desligar o computador, usar canecas ao invés de copos de plástico, lembrar de fechar as torneiras – e por aí vai. “Há muitos sites dando conselhos para a gente deixar de emitir. Meu trabalho se diferencia porque eu consegui quantificar a efetividade destas ações”, resume.

 

LulapazPor Vitor Abdala, da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu discurso de abertura no 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (28), para pedir que a comunidade internacional dialogue com o Irã. Lula disse que foi à capital iraniana Teerã, há alguns dias, junto com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, justamente para buscar “uma solução negociada” para um possível conflito que ameaça o mundo.

“O Brasil aposta no entendimento que faz calar as armas. Investe na esperança, que supera o medo. Posições inflexíveis só ajudam a confrontação e afastam a possibilidade de soluções de paz”, disse Lula.

Ele ressaltou que é preciso que o mundo pratique a tolerância cultural e religiosa. E rejeitou a tese de um choque de civilizações. “Precisamos renovar mentalidades. Para isso, é preciso oferecer oportunidades de crescimento econômico com justiça social. São absurdas as teses sobre uma suposta fratura de civilizações no mundo que conduziria inexoravelmente a conflitos. Essas teorias são criminosas, quando usadas como pretexto para ações bélicas ditas preventivas.”

O presidente também aproveitou seu discurso para defender o desarmamento nuclear de todos os países e o direito ao uso pacífico da energia nuclear. “Defendemos um planeta livre de armas nucleares. E o pleno cumprimento, por todos os países, das determinações do Tratado de Não Proliferação. Acreditamos que a energia nuclear deve ser um instrumento para a promoção do desenvolvimento, não uma ameaça.”

Da Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta sexta-feira (28) a 69ª edição do Anuário Estatístico do Brasil. A publicação apresenta uma visão geral do país, com informações sobre aspectos territoriais, ambientais, demográficos e socioeconômicos, resultantes de levantamentos, estudos e pesquisas realizados pelo IBGE e outras instituições dedicadas ao conhecimento sistemático do Brasil.

Para facilitar o acesso às informações, o anuário é dividido em sete seções. De acordo com o IBGE, um destaque é a primeira seção, Caracterização do Território, que reúne dados sobre a caracterização do território nacional que só são sistematizados nessa publicação, como a série histórica da criação dos municípios brasileiros, fronteiras com indicação dos países limítrofes e o Oceano Atlântico. E ainda as informações detalhadas de cada município, como a distância em linha reta das capitais.

A seção também contém dados sobre os recursos naturais e o meio ambiente, como o número de unidades locais e de pessoal ocupado na atividade de reciclagem.

As características demográficas e socioeconômicas da população estão na segunda seção, com resultados como os da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que traz dados sobre educação, migração e características das famílias. Já no que se refere à produção agrícola, extração vegetal, silvicultura, efetivos da pecuária e atividade avícola e produção animal, a seção três apresenta dados de pesquisas agropecuárias, como a Pesquisa de Estoque.

O desempenho da atividade industrial brasileira está retratado na quarta seção, que reúne índices sobre produção, venda e dados sobre energia elétrica, gás e petróleo, entre outras informações que podem ser encontradas, por exemplo, na Pesquisa Industrial Anual. A quinta seção traz resultados de pesquisas sobre comércio, transportes, comunicações e outros serviços, como a Pesquisa Anual de Comércio e a Pesquisa Anual de Serviços.

A seção seis trata sobre índices, preços, custos e salários no país, trazendo informações, por exemplo, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Na seção sete, o Anuário revela dados macroeconômicos das Finanças Públicas, do Sistema Monetário e Financeiro, do Setor Externo e das Contas Nacionais.

AlmaquanticaA doença como oportunidade, as curas milagrosas e a medicina dos chacras. Esses e outros temas serão visitados durante a oficina “A Física da Alma: Cura Quântica e Cura da Alma”, que acontece na Academia Pernambucana de Letras, no próximo dia 5 de junho, das 8h30 às 19h. O facilitador será Wallace Lima, que é engenheiro eletrônico, professor de física e estudioso do paradigma quântico-relativístico e suas aplicações na saúde.

O programa aborda o paradigma clássico de Galileu, Newton e Descartes, passando pelos paradigmas quânticos e holográficos. O evento é voltado para médicos, terapeutas de diversas áreas, educadores, psicólogos, filósofos, advogados, publicitários, jornalistas, consultores, poetas, artistas e estudantes em geral.

“Após um mês de estada na Índia, onde tivemos oportunidade de conviver com a medicina tibetana e a medicina ayurvédica, fortaleci a convicção que a humanidade já dispõe há milhares de anos de modelos de saúde voltados para contemplar o ser humano integral dentro de uma proposta não invasiva e capaz de proporcionar excelentes resultados em todos os níveis”, comenta Wallace.

No seminário estará sendo apresentando o novo aprendizado e a base científica da física quântica e relativística para os processos de cura quântica na dimensão profunda das causas.

“Esse processo deve nos conduzir a ver a enfermidade como uma oportunidade de autotransformação e autoconhecimento”, explica Wallace, lembrando que também estará sendo apresentada a base científica para as terapias energéticas como a homeopatia, terapias florais, reiki, acupuntura, entre outras, bem como proporcionados exercícios de auto-cura.

Segundo Wallace Lima, “o seminário levará o público a refletir sobre o potencial de cura do próprio corpo e o papel do médico e do terapeuta como agentes mediadores desse processo”.

Os interessados podem se inscrever pelos telefones (81) 3268.2211/ 3082.6205 e 9192.6315 ou pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Buda_RecifeO Centro de Estudos Budistas Bodisatva Darmata vai promover um retiro de ensinamentos e práticas com o Lama Padma Samten, que dará ensinamentos sobre motivação correta, meditação mettabavana, processos de purificação das relações, além de trazer ensinamentos clássicos que Guru Rinpoche transmitiu à sua discípula mais próxima, Yeshe Tsogyal. O retiro será no município de Timbaúba, na Mata Norte, entre os dias 4 e 6 de junho.

Segundo os organizadoresm, o Lama Padma Samten fará um aprofundamento da prática de Mettabavana (do sânscrito, metta = amor, bavana = cultivo), que consiste em uma das mais importantes práticas de purificação das relações dentro da tradição budista, ensinada pelo próprio Buda Sakyamuni há 2.600 anos.

A "purificação" no Budismo diz respeito apenas a deixarmos de lado os artifícios que nos impedem de ver nossa verdadeira natureza, intrinsicamente livre. Além de Mettabavana, Lama Samten também trará ensinamentos preciosos do Guru Rinpoche, fundador do Budismo no Tibet, à sua aluna de coração, Yeshe Tsogyal, uma das primeiras mulheres a manifestar completamente a natureza de Buda.

O retiro faz parte das atividades de aprofundamento do Centro de Estudos Budistas Bodisatva Darmata, de Timbaúba.

Os interessados em se inscrever para o retiro podem obter mais informações pelos telefones: (81) 9972-3532 e 9201-9336 ou pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Sexta, 28 Maio 2010 04:30

Conta de água mais barata

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Por Tiago Cisneiros, especial para o Diario de Pernambuco

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Sabe a redução na conta de energia anunciada há um mês? Pois bem, se você é consumidor de baixa renda, talvez possa comemorar em dobro. Com base naquele reajuste, o Governo do Estado e a Companhia Pernambucana de Saneamento Básico (Compesa) decidiram derrubar a tarifa social de água em 41,58%.

No seu bolso, isso pode significar uma economia mensal de R$ 3,56 (de R$ 8,56 para R$ 5, menor do queira ( o valor inicial da tarifa, criada em 2003). A medida, que entrará em vigor em julho, deve beneficiar 300 mil famílias. A diminuição na cobrança foi anunciada na quinta-feira(27), no Palácio do Campo das Princesas, pelo governador Eduardo Campos e pelo presidente da Compesa e secretário de Recursos Hídricos, João Bosco de Almeida.

Para quem não tem ideia do quanto gasta e quer saber se vai ser contemplado pelo reajuste, explica-se: a tarifa social é um direito das pessoas que consomem menos de 80 quilowatts/hora de energia e dez metros cúbicos (ou dez mil litros) de água por mês, têm renda mensal familiar declarada de até um salário mínimo, moram em uma casa com até 60 metros quadrados e estão inscritas em algum programa de assistência oficial, como o Bolsa Família. Se você está dentro do perfil, tome cuidado para segurar o consumo e cumprir suas obrigações. Três meses de atraso no pagamento ou de uso superior a dez mil litros d'água podem lhe deixar sem o benefício. Neste caso, o jeito é ir à Compesa para tentar regularizar a sua situação e voltar à categoria.

Para o presidente da Compesa, a tendência é que não haja problemas relativos a atrasos. As famílias inseridas no grupo da tarifa social (18% dos clientes) são líderes de adimplência em Pernambuco, com um índice de 96%. Apenas a indústria consegue alcançar os 100%. Na Zona Sul do Recife, região de maior concentração financeira do estado, os pagamentos em dia correspondem a 84% do total. Segundo João Bosco de Almeida, também não há previsão de aumento expressivo no consumo de água. "As pessoas não vão querer usar mais do que o limite mensal de dez mil litros, para não perderem o direito à tarifa social", explicou.

De acordo com Eduardo Campos, a redução na tarifa é uma maneira de beneficiar a população de baixa renda sem gerar lucro ou prejuízo ao governo. "Tudo que a Compesa economizaria com a queda na conta de energia será repassado para essas famílias, que são os seus clientes mais fiéis", disse. Com a medida, a Compesa abre mão de, aproximadamente, R$ 6 milhões que deixarão de ser gastos com eletricidade no último semestre de 2010.

Hoje, a proposta de redução da tarifa será levada ao Conselho de Administração da Compesa. A previsão é que, na segunda-feira, seja encaminhada à Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe), que deverá realizar a homologação ainda durante a próxima semana. Segundo o diretor comercial da Compesa, Décio Padilha, não há necessidade de auditoria de planilhas de custo, porque a medida se baseia no princípio constitucional da modicidade tarifária, isto é, de fornecimento dos serviços públicos pelo menor valor possível.

Em outubro, o governo anunciará o reajuste tarifário anual nas contas de água. A expectativa, segundo Eduardo Campos, é que os valores das outras tarifas também sofram o efeito da redução do preço da energia elétrica, que começa a vigorar no próximo mês.

 

O Blog Viva Pernambuco parabeniza a Agência da Boa Notícia, de Fortaleza (CE) que fez a entrega do Prêmio Gandhi de Comunicação 2010, na quinta-feira (27), por ocasião do workshop “Comunicação e a Notícia da Vida”. Isso porque a agência trabalha na propagação da mídia de paz e também estimula aqueles que caminham nesta direção.

O tema central do Prêmio Gandhi é a Cultura de Paz. O concurso da ABN objetiva estimular a produção de trabalhos nas áreas do jornalismo que mostrem o que de bom a sociedade produz, gerando harmonia e transformando a vida para melhor.

Os vencedores foram: Na categoria jornalismo impresso, venceu a dupla Bruno de Castro e Ivna Girão, com série de reportagens publicada do jornal O Estado; O Gandhi de Telejornalismo ficou com Ariane Cajazeiras, da TV O Povo; Na categoria Radiojornalismo, Eriberto Vieira Sales, da Rádio FM Universitária, é tricampeão; Na categoria Publicidade e Propaganda, o prêmio foi para Danielle Campos, da Agência Advance. Entre os estua quinta-fedantes, o prêmio de Publicidade foi para George Frota Plutarco, da Faculdade Católica do Ceará e na de Jornalismo para a aluna Isabel Mayara, da Universidade de Fortaleza. Este ano não houve ganhadores em Fotojornalismo.

Na edição 2010 do Prêmio Gandhi, recebemos 90 inscrições, sendo 53 de profissionais de rádio, TV, jornal impresso e publicidade; e 37 de estudantes de jornalismo e publicidade.

Sexta, 28 Maio 2010 03:48

Olinda mapeia comunidades de terreiros

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Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, a Prefeitura de Olinda, por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos, lança nesta sexta-feira projeto Mapeamento das Comunidades Tradicionais de Terreiros de Olinda.

Quatro capitais e regiões metropolitanas dos estados de Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul e Pernambuco receberão o mapeamento. O prazo de conclusão é de sete meses. A escolha das quatro capitais e suas áreas metropolitanas se justifica porque nessas regiões se concentram o maior número de casas e terreiros. O objetivo do projeto é promover as políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, igualdade racial nas comunidades e melhoria na qualidade de vida.

O projeto é executado por uma equipe de pesquisadores da Associação Filme de Quintal que ficará responsável pela pesquisa socioeconômica e cultural dos povos e comunidades dos terreiros de Olinda. Com o mapeamento, o ministério pretende construir ações estruturadas entre os governos federal, estadual e municipal para que os mesmo reconheçam, respeitem e promovam a cidadania para as comunidades de terreiro.

Cursos_Profissionalizantes_Gratuitos_2010Da Agência Brasil

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo Instituto Votorantim, divulgada nesta semana, constatou que a chance de quem fez o ensino profissionalizante conseguir um emprego é maior do que a de quem estudou até o ensino médio. De acordo com o estudo Educação Profissional e Você no Mercado de Trabalho, ela chega a 48,2%.

“O que a gente mostra com esse estudo é que os retornos da educação profissional são ainda mais altos. Mesmo quando se considera o avanço que as pessoas têm com mais escolaridade formal, a educação profissional ainda dá um plus, ou seja, é um prêmio que a educação gera em termos de salário, ocupação e formalidade”, disse o economista Marcelo Neri, coordenador da pesquisa.

O trabalho também constatou que os salários daqueles que têm um curso profissionalizante são até 12,94% mais altos. O setor que mais emprega pessoas com curso profissionalizante é o automobilístico (45,71% ), seguido pelo de finanças (38,17%) e de petróleo e gás (37,34%).

De acordo com o estudo, 29 milhões de pessoas frequentam hoje cursos de educação profissional, o que representa 19,72% da população com mais de 10 anos de idade do Brasil. Desse total, 16,07 % (23,5 milhões de pessoas) frequentaram cursos de qualificação profissional, 3,54% (5,1 milhões de pessoas) fizeram ensino médio técnico e 0,11% (160 mil pessoas) tiveram formação tecnológica.

O estudo foi feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME). 

Sexta, 28 Maio 2010 03:12

Protagonismo do Brasil no front externo

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protagonismo250Por Washington Araújo *

Como era de se esperar, os esforços do Brasil e da Turquia encontraram na imprensa brasileira uma espécie de filial da imprensa norte-americana em seu interesse de diminuir os esforços de paz e trabalhar pelo esforço de guerra que, certamente, começa a tomar corpo com as novas sanções ao Irã.

É impressionante a capacidade de nossa “grande imprensa” de minimizar o papel que o Brasil passou a desempenhar no front externo. Até entendo. Dezenas de anos atrelado à visão e a políticas emanadas ou dos Estados Unidos ou de países europeus fizeram com que nossa imprensa considerasse de todo impossível que o Brasil tenha luz própria, pense com sua própria cabeça, veja com seus próprios olhos o que ocorre no mundo, cada vez mais dicotômico e maniqueísta.

Dia 17 de maio de 2010 é anunciado em Teerã o acordo celebrado entre o Irã, o Brasil e a Turquia visando desatar o nó cego em que a questão nuclear envolvendo o Irã se transformou. A arrogância, a prepotência e o sentimento de serem “donos da bola” minaram por completo o necessário ambiente para o diálogo, para o entendimento entre Estados Unidos e o Irã. O Brasil tratou de afastar os fios desencapados, o que por si só já valeria duradouros louvores, fosse afastada a má vontade da grande imprensa com a percepção de um Brasil independente e atuante e que não parece querer se sujeitar a “protagonismo secundário” na cena externa.

Agora mesmo vemos a ausência de intenções sinceras pelos países-membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao tratar do acordo conseguido pelo Brasil e pela Turquia junto ao Irã na questão do domínio de tecnologia nuclear. Quem decide as coisas dentro das Nações Unidas? Quem amarra o sino no pescoço do gato?

Na Assembléia Geral estão todos, mas estes só formulam recomendações, emitem opiniões como se estivessem em clube recreativo das nações. Quem toma decisões mesmo é o Conselho de Segurança, onde cinco países têm direito a veto. É a lógica dos vencedores da Segunda Guerra Mundial ainda comemorando, inebriados, o ocaso dos nazistas na Alemanha e observando partículas de poeira nuclear que varreram as populações das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Pois bem, esses cinco países que prezam pela paz no mundo e se autodesignam tutores da segurança internacional são os cinco principais produtores de armas. Ou seja: os que lucram com a tragédia humana são também os defensores angelicais da paz mundial. E enquanto não se mudar essa estrutura de poder não poderá haver nem justiça nem democracia no mundo.

Tampouco haverá paz, pois se as guerras necessitam de armas, as armas também necessitam de guerras. E não se fazem guerras com povos amigos: há que se escalar o inimigo, a bola da vez. Para isso, que se rasguem todos os tratados de relações internacionais, de diplomacia, de ética a permear a convivência entre as nações.

Mas, como era de se esperar, os esforços do Brasil e da Turquia encontraram na imprensa brasileira uma espécie de filial da imprensa norte-americana em seu interesse de diminuir os esforços de paz e trabalhar pelo esforço de guerra que, certamente, começa a tomar corpo com as novas sanções ao Irã.

E antes que os apressadinhos de costume entendam que estou defendendo o Irã declaro, logo de início, que bem ao contrário, continuo com o pé atrás quando se trata de avalizar a palavra dada pelos que falam em nome do governo iraniano. Naquele país de riquíssima história, um dos berços da humanidade, encontra-se um imenso déficit de respeito ao mais importante dos anseios humanos - o respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana. Os bahá’ís que o digam, idem os cristãos, os curdos, as mulheres, os homossexuais, os jornalistas. A lista dos que têm seus direitos humanos violados sistematicamente no Irã é realmente de encher os olhos de dor e tristeza.

Feita esta advertência, voltemos ao curso do texto: ganha uma assinatura de Veja quem apostar que não demora muito a ficarmos sabendo que o Irã possui imensos depósitos de armas químicas para destruição em massa. O resto do filme é já conhecido por todos. Passou no Afeganistão, passa no Iraque e deseja ser exibido em 3D no Irã.

Estarei errado ao entender que nosso mundo é escandalosamente injusto?

Fonte: http://www.cartamaior.com.br

[Autor de livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil, Argentina, Espanha, México. Tem o blog http://www.cidadaodomundo.org - Email -O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ].

* Jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil, Argentina, Espanha, México

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