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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Segunda, 24 Maio 2010 17:12

A corrida maluca para o verde

Escrito por

verdePor Newton Figueiredo*

A cada nova ida ao supermercado, à loja de material de construção, ou mesmo nos intervalos da programação da TV e nas revistas, deparamo-nos com cada vez mais produtos se dizendo “eco”, “verde”, “amigo do meio ambiente”, “preserva a natureza”. A lista é extensa, mas, infelizmente, constatamos que a grande maioria ainda é “maquiagem verde”. Sinais de que a corrida maluca para o verde - isto é, distorções dos conceitos para se fazer parecer sustentável sem ser - cresce a cada dia.

Recente pesquisa sobre tendências para o consumo consciente, realizada pelo Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2009, publicada na edição deste mês da revista Ideia Socioambiental, indica que apenas 8,2% do consumidores se caracterizam como retaliadores, ou seja, deixam de comprar produtos e ainda criticam a empresa para terceiros, disseminando informações negativas.

É mais um argumento para a empresa não mudar e acelerar ainda mais a corrida maluca para o verde. No Brasil, ainda não existem números sobre maquiagem verde, mas na Austrália, recente levantamento, identificou que 98% dos produtos oferecidos como verde são “maquiados”.

Temos a população do planeta mais preocupada com as mudanças climáticas e disposta a até pagar mais caro por produtos e serviços que possam contribuir para um mundo melhor. Algumas empresas sabendo disso têm exagerado em sua comunicação e cometido erros que poderiam ser classificados como propaganda enganosa ou mesmo falsidade ideológica. Esses comportamentos têm causado mais ceticismo e desconfiança no consumidor e dificultado o posicionamento de ações consistentes em sustentabilidade.

Por falta de opção e informação correta os consumidores brasileiros continuam levando para casa produtos que podem prejudicar a saúde de suas famílias propagandeados como “mais sustentáveis” só porque têm rótulos e embalagens recicladas. A falta de uma legislação adequada que proteja o interesse do consumidor tem feito com que seja possível se anunciar pão-de-queijo que não contém queijo, produtos como ecológicos que agridem a natureza e se estimular o uso de água sanitária como mais sustentável só porque sua embalagem é feita de material reciclado. É interessante perceber que existem empresas multinacionais fazendo isso em nosso País, mas que não se atreveriam a fazê-lo nos EUA onde poderiam estar sujeitas a multas milionárias pela Federal Trade Commission.

* Newton Figueiredo é fundador e presidente do Grupo SustentaX, que desenvolve, de forma integrada, o conceito de sustentabilidade ajudando as corporações a terem seus negócios mais competitivos e sustentáveis, identificando para os consumidores produtos e serviços sustentáveis e desenvolvendo projetos de sustentabilidade para empreendimentos imobiliários.

seninhaAté 18 de julho, a HP Brasil e o Instituto Ayrton Senna realizam a terceira edição da campanha Fórmula do Bem. Nas duas primeiras edições, foram arrecadados mais de R$ 2,5 milhões, doados aos programas educacionais do Instituto que acontecem em todo o País.

A campanha, que tem Senninha e a Copa do Mundo como temas, motiva os consumidores a comprarem impressoras das linhas multifuncionais HP Deskjet, Photosmart e Officejet e participarem da doação por um Brasil campeão. Para cada produto adquirido, um valor fixo é repassado pela HP ao Instituto Ayrton Senna.

Os consumidores que adquirirem também um cartucho HP, no momento da compra da impressora, poderão entrar no site da empresa, a partir do dia 20 de maio, para ter acesso a um conteúdo exclusivo: um almanaque em que a história do tricampeão de F 1, Ayrton Senna, é contada em uma aventura divertida, protagonizada por Senninha e sua turma.

mortalidade_infantil

Do  G1

A mortalidade infantil caiu no Brasil a uma taxa anual de 4,8% de 1970 a 2010. A ONU estima que seria necessário um índice de redução anual médio de 4,4% entre 1990 e 2015 para o cumprimento da meta, mas a média anual de redução registrada na análise de 187 países foi de 2,1%.

Apesar do esforço, a mortalidade infantil no Brasil - que caiu de 120,7 a cada mil nascimentos vivos, em 1970, para 19,88 em 2010 - ainda é muito superior a dos países com o menor índice de mortalidade: Islândia (2,6) Suécia (2,7) e Chipre (2,8). Na Itália, o número é de 3,3, na Noruega de 3,4 e na França de 3,8.

Mortalidade mais baixa

A análise de dados realizada pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) da Universidade de Washington - que avalia estatísticas sobre saúde - afirma que a taxa de mortalidade entre as crianças com menos de cinco anos de idade em todo o mundo é mais baixa do que a estimada pelo Unicef em 2008.

Estudos anteriores destacaram que menos de um quarto dos países estava no caminho de cumprir a meta da ONU, mas este novo estudo afirma que o número de mortes na faixa etária diminuiu em 4,2 milhões de 1990 até 2010, caindo de 11,9 milhões para 7,7 milhões (estimativa).

A nova análise afirma que a estimativa mais baixa se deve a novas pesquisas que mostram que o declínio na mortalidade infantil foi mais rápido do que o projetado, além da inclusão de outros métodos de medição.

Futuro promissor

O estudo ainda mostra que o maior progresso foi visto entre os países pobres - nas Ilhas Maldivas a taxa de redução anual média foi de 9,2%, a mais alta entre os 187 países analisados entre os anos de 1970 e 2010.

Segundo o estudo, o progresso é promissor. Em 1970, havia 40 países com taxa de mortalidade mais alta do que 200 mortes a cada mil nascimentos vivos. Em 1990 este número havia caído para 12 países e em 2010 não há nenhum país com índices tão altos.

futuraA jornalista Cirlene Menezes, que atua na assessoria de imprensa do Centro das Mulheres do Cabo (CMC), recomenda aos leitores do Blog Viva Pernambuco que vejam os vídeos produzidos pelo Canal Futura para a série “Que exploração é essa?”. O material começou a ser veiculado na semana passada no site da emissora e pode ser acessado pelo link  http://www.futura.org.br/queexploracaoeessa/.

O programa “Que exploração é essa?” é uma realização do Canal Futura em parceria com a Childhood Brasil (WCF-Brasil) e produzido pela Casa de Cinema de Porto Alegre. A série aborda de maneira inédita o dramático problema da exploração sexual infanto-juvenil, que atinge milhões de meninas e meninos no mundo todo.

O projeto é resultado de uma longa trajetória de pesquisa e parcerias realizadas pela mobilização comunitária do Canal, que h0á dois anos passou a acompanhar as agendas da sociedade civil sobre a temática, participando de fóruns, debates e eventos.

Depois de levar a questão para muitas pautas do jornalismo, o Futura decidiu produzir um programa que abordasse a exploração sexual infanto-juvenil a partir de uma abordagem inovadora, capaz de transformar perspectivas, falas, textos e concepções.

Participação de mais de 30 ONGs - Toda a produção do programa foi acompanhada, discutida e avaliada por mais de 30 ONGs e instituições de referência na área - como a WCF Brasil, a Casa de Passagem, de Pernambuco e a ong Lua Nova, de São Paulo - e por aqueles que foram vítimas de abusos.

Em Pernambuco, além da Casa de Passagem, também participaram desse processo as seguintes organizações: Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social, Childhood\WCF Brasil, Centro de Cultura Luiz Freire, Centro das Mulheres do Cabo, Coletivo Mulher Vida, Save the Children, Turma do Flau, Grupo Curumim, Grupo Mulher Maravilha, Instituto Papai, Graúna - Gênero, Juventude, Arte e Desenvolvimento, Rede Ação em Rede pela Criança e Adolescente, Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e Rede Tecendo Parcerias.

Para a produção, bonecos foram testados e todos os croquis e roteiros sofreram modificações ao longo do processo.

O resultado é uma série com manipulação de bonecos em cinco episódios de sete minutos, que retrata a viagem de um caminhoneiro ao lado de seu filho. Ao percorrerem as estradas brasileiras, a dupla depara-se com diversas situações de exploração sexual de crianças e de adolescentes.

A trama de ficção é intercalada com depoimentos de especialistas e autoridades que falam sobre a real gravidade do problema e da importância de enfrentá-lo coletivamente a partir da sensibilização da sociedade como um todo.

Por isso, durante a exibição da série, serão divulgados no site do Futura os endereços e contatos das redes de proteção às vitimas. Os programas serão disponibilizados para instituições e secretarias governamentais que atuam na área em um kit com textos complementares que também poderão ser acessados pelo site do Canal. 

Segunda, 24 Maio 2010 14:06

Quantas horas de sono você precisa?

Escrito por

sono

Com informações do UOL

Seu amigo acorda às 5 horas da manhã no maior pique para correr no parque depois de ter dormido durante seis horas, enquanto você se arrasta para fora da cama às 7 horas, depois de oito de repouso. Bom, você não é preguiçoso, nem seu amigo um louco — talvez apenas um pouco. Dormir é uma tarefa muito específica, cada um precisa de um tanto de horas na cama. “Os chamados pequenos dormidores, cerca de 2% das pessoas, necessitam apenas de cinco a seis horas por noite. Já os grandes dormidores, outros 2%, de dez a onze. A maior parte da população está nesse intervalo”, explica o neurofisiologista Geraldo Rizzo, do Laboratório do Sono (Sonolab) dos Hospitais Moinhos de Vento e Mãe de Deus, em Porto Alegre, RS.

Para descobrir de que tipo você é, pergunte ao seu corpo. “A fórmula prática é aproveitar as férias para deitar quando tiver vontade e levantar quando não sentir mais sono, sem pressão de horário ou compromissos. Assim, poderá perceber quantas horas de sono necessita.” O difícil é, depois das férias, manter o ritmo ideal, já que há pressões por todos os lados que levam ao sono de baixa qualidade.
Mas é natural que a quantidade de horas necessárias de sono mude com o passar dos anos. Recém-nascidos dormem até 20 horas por dia. “Já os idosos costumam ter períodos mais fragmentados, entram poucas vezes na fase de sono profundo”, explica Gunther Kissmann, da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro.

Uma pesquisa, coordenada por Derk-Jan Dijk, professor da Universidade de Surrey, no Reino Unido, comprovou exatamente isso. No estudo feito com voluntários, adultos mais velhos dormiram cerca de 20 minutos menos do que indivíduos de meia-idade, que, por sua vez, dormiram 23 minutos menos do que os adultos mais jovens. Portanto, fique de olho no seu organismo para não negligenciar o descanso de que seu corpo precisa.

 

Da Agência Brasil

O Ministério do Trabalho lança durante o 1º Encontro Nacional sobre Trabalho Escravo um livreto com perguntas e respostas sobre o trabalho análogo à escravidão. O evento começa nesta terça-feira (25) e vai até quinta-feira (27) em Brasília.

A publicação explica como se caracteriza a condição de trabalho escravo, as penas para esse tipo de prática e as ações do governo para combater o crime. Além disso, o livreto também responde a perguntas sobre como fica a situação trabalhista das pessoas resgatadas do regime análogo ao de escravidão e como a sociedade está se mobilizando para evitar essa situação.

Além disso, também será lançada uma publicação explicando os conceitos de trabalho escravo, legislação sobre o tema, compromisso internacional do Brasil com o a erradicação do trabalho escravo entre outros.

As duas publicações serão apresentadas durante o encontro, promovido pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Com ampliação da campanha, governo espera vacinar 100 milhões de pessoas

Por Carolina Gonçalves, da Agência Brasil

Crianças de 2 a 4 anos e 11 meses vão poder receber a vacina contra a influenza A (H1N1) – gripe suína a partir da próxima segunda-feira (24). O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, na última sexta-feira (21) no Rio de Janeiro. Com a ampliação da campanha, a meta de imunização passa de 90 milhões para 100 milhões de pessoas.

“O estoque estratégico, durante esses dois meses [desde o início da campanha nacional de imunização] , funcionou como uma reserva para qualquer eventualidade [rejeição de lote de vacina ou demanda extra]. Como conseguimos manter a reserva de cerca de 10 milhões de doses, é suficiente para que possamos incluir mais uma faixa etária”, afirmou o ministro.

Temporão explicou ainda que o novo grupo que começa a receber a vacina foi selecionado por apresentar maior vulnerabilidade a desenvolver complicações pela influenza A (H1N1), depois dos grupos prioritários já incluídos anteriormente na campanha.

A vacinação segue até o dia 2 de junho. O prazo vai ser aproveitado também para prorrogar a imunização de gestantes e o grupo de pessoas com idade entre 30 e 39 anos.

“O inverno está chegando. A circulação viral aumenta e, no ano passado, essa doença matou 2 mil brasileiros. A vacina é segura, protege e está disponível em todos os 36 mil postos de saúde do país”, assinalou Temporão.

Nenhum estado conseguiu atingir a meta de imunização na faixa etária entre 30 e 39 anos. E, entre as gestantes, apenas seis unidades da Federação atingiram o percentual esperado.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 62 milhões de pessoas já foram imunizadas em todo o Brasil. O número representa mais de 70% da meta estipulada pelo governo federal.

Todos os estados conseguiram imunizar o total definido entre crianças de 6 meses e menores de 2 anos. Entre os doentes crônicos, 80% foram imunizado. Já entre as gestantes, esse percentual foi de 68%. Entre adultos com idade entre 20 e 29 anos, o índice ficou em 77%. Entre os adultos com idade entre 30 e 39 anos, apenas 37% se vacinaram.

 

Da Redação do Portal Imprensa, no site do UOL

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), autor do projeto "Ficha Limpa", pretende lançar um site em julho para cadastramento e divulgação dos candidatos que não possuem problemas com a Justiça. O portal será atualizado pelos membros do MCCE.

De acordo com o G1, o MCCE tem a intenção de ajudar o eleitor a fiscalizar seu candidato e evitar que políticos condenados pela Justiça sejam eleitos.

O site será criado em parceria com a Articulação Brasileira contra a Corrupção e Impunidade (Abracci), que fará uma espécie de cadastramento de certidões negativas de antecedentes criminais digitalizadas dos políticos.

O presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abrampe), Marlon Reis, declarou que o portal será aberto à sociedade, e qualquer pessoa poderá acessar e, até mesmo, contestar as informações.

"Vamos ajudar os eleitores a ver, com mais facilidade, quem realmente tem ficha limpa. Se o seu candidato não estiver lá, das duas, uma: ou é porque não tem como entrar no portal 'ficha limpa' ou porque não dá importância a isso, o que também é sério", disse.

O candidato com "ficha limpa", segundo o projeto de lei, é aquele que não tem condenação em primeira instância ou denúncia recebida por um tribunal, no caso de políticos com foro privilegiado.

O projeto de lei "Ficha Limpa" foi aprovado pelo Congresso na última quarta-feira (19), e entrará em vigor após a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Domingo, 23 Maio 2010 03:48

Bem-vinda! E bem-vindo!

Escrito por

drauzio2Há dois meses falamos da reestréia do portal Drauzio Varella, cujo conteúdo pode ser acessado pelo endereço www.drauziovarella.com.br. Na home, o médico, que dispensa apresentações, dá informações importantes sobre saúde, por meio de artigos, entrevistas, vídeos, áudios, e espaço para interatividade.

Um dos conteúdos que chama a atenção está no link Espaço Cultural, no qual além de acessos a livros, conversas e filmes, o visitante ainda pode acessar ao blog do médico (http://drauziovarella.com.br), no qual ele deixa os assuntos da medicina de lado e fala sobre a vida.

Em um dos textos postados no blog, intitulado "Bem-vinda!", ele fala sobre o nascimento da segunda neta, fazendo reflexões que merecem atenção. E que republicamos aqui no Blog Viva Pernambuco, também desejando boas vidas a este ser de grande alma:

Por Dráuzio Varella (Bem-vinda!)

Minha neta acabou de nascer. Não é a primeira, tive outra há cinco anos; uma menina de bons modos e olhar atento que encanta a família inteira.

Curiosa a experiência de ser avô, perceber que a espiral da vida dá uma volta completa; a primeira que independe de nossa participação. Sim, porque até o nascimento de um neto os acontecimentos biológicos, de alguma forma, dependeram de ações praticadas por nós: nossos filhos só existem porque os concebemos, os fatos que constituíram a história de nossas vidas apenas ocorreram porque estávamos por perto; mesmo nossos pais, só se transformaram em figuras carregadas de significado, porque nos deram à luz. Os netos, em oposição, vêm ao mundo como consequência de decisões alheias, nasceriam igualmente se já nos tivéssemos ido.

A ideia de nos tornarmos seres biologicamente descartáveis é incômoda, porque nos confronta com a transitoriedade da existência humana: viemos do nada e ao pó retornaremos, como rezam os ensinamentos antigos. Por outro lado, liberta do compromisso de transmitirmos às gerações futuras os genes que herdamos das que nos precederam, força da natureza que reduz a essência da vida na Terra (e em qualquer planeta no qual ela porventura exista ou venha a existir) ao eterno crescei, competi e multiplicai-vos, como ensinaram Alfred Wallace e Charles Darwin.

A sensação de que nos livramos dessa incumbência biológica, entretanto, não nos torna imunes ao ensejo de proteger os filhos de nossos filhos como se fossem extensões de nós mesmos. Somos impelidos a fazê-lo, não por senso de responsabilidade familiar ou normas de procedimento ditadas por imposições sociais, mas por ímpetos instintivos irresistíveis.

Os biólogos evolucionistas afirmam que a seleção natural privilegiou nas crianças uma estratégia de sobrevivência imbatível: a beleza. Fossem feias e repugnantes não aguentaríamos o trabalho que nos dão, porque cavalos e bezerros ensaiam os primeiros passos ao serem expulsos do útero materno, enquanto filhotes de primatas como nós são dependentes de cuidados intensivos por anos a fio.

Dizem eles, também, que o amor dos avós conferiu maior chance de sobrevivência aos bebês que tiveram a sorte de contar com ele, razão pela qual esse sentimento teria persistido em nossa espécie. Pelo mesmo motivo, explicam as vantagens evolutivas conferidas pela menopausa, fase em que a mulher já infértil reúne experiência e disponibilidade para ajudar os filhos a cuidar da prole.

Sejam quais forem as raízes biológicas, o fato é que caímos de quatro diante dos netos. Por mais voluntariosos, mal educados, egoístas, temperamentais e pouco criativos que os outros os julguem, para nós serão lindos, espertos, de boa índole e, sobretudo, inteligentes como nenhuma outra criança.

Anos atrás, surpreendi um amigo ao telefone, perguntando para o neto como fazia o boizinho do sítio em que o menino de dois anos se encontrava. A cada buu que ouvia, meu amigo ria de perder o fôlego. Diante do riso exagerado, perguntei como reagiria quando a criança relinchasse. Você verá quando for avô, respondeu.

Tinha razão. Os netos surgem em nossas vidas, quando estamos mais maduros, menos preocupados em nos afirmar, mais seletivos afetivamente, desinteressados de pessoas que não demonstram interesse por nós, libertos da ditadura que o sexo nos impõe na adolescência e cientes de que não dispomos mais de uma vida inteira para corrigir erros cometidos, ilusão causadora de tantos desencontros no passado.

A aceitação de que não temos diante de nós todo o tempo do mundo, cria o desejo de nos concentrarmos no essencial, em busca do máximo de felicidade que pudermos obter no futuro imediato. A inquietude da inexperiência e os desmandos causados por ela dão lugar à busca da serenidade.

Fase inigualável da vida, quando abandonamos compromissos sociais para brincar feito crianças com os netos, sem nos acharmos ridículos. Ajoelhar para que montem em nossas costas, virar monstros, onças ou dinossauros em obediência ao que lhes dita a imaginação aventureira, preparar-lhes o jantar que não comerão, assistir aos desenhos animados da TV, ler histórias na cama quando estão entregues, beijar-lhes o rosto macio, sentir-lhes o cheiro do cabelo e a respiração profunda ao cair no sono.

Domingo, 23 Maio 2010 02:56

O entulho da construção civil

Escrito por

Por Roberto Naime, para o EcoDebate, publicado no site do Mercado Ético

Os resíduos de construção civil ou demolição (resíduo de C&D) ou simplesmente denominado entulho, têm uma composição muito heterogênea e varia muito conforme a região em função das alterações das técnicas construtivas.

A constituição dos entulhos é argamassa, areia, cerâmica, concreto, madeira, metais, papéis, plásticos, pedras, tijolo e tintas. O concreto é o segundo material mais utilizado pela humanidade, logo depois da água.

O entulho da construção civil sempre foi considerado inerte. Inerte é todo material que mantido durante 24 horas em água bi-destilada não altera as propriedades físico químicas da água. Mas é claro que não é todo resíduo de construção civil que é inerte. Gesso dissolve em água. Tinta contém metais pesados em sua composição, que se solubilizam na água. As telhas de fibro cimento antigamente continham amianto que no ar é altamente cancerígeno.

Os índices de perda de matérias-primas na construção civil é bastante elevado. Muitos autores divergem sobre as quantidades mas o certo é que são quantidades elevadas. (AGOPYAN, V. et al. Alternativas para a redução do desperdício de materiais nos canteiros de obras. São Paulo, 1998 (Relatório final: vol. 1 ao 5); SOIBELMAN, L. As perdas de materiais na construção de edificações: sua incidência e seu controle. Porto Alegre: Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Dissertação (Mestrado), 1993. 127 p.).

Este fato tem duas conseqüências imediatas e inevitáveis: o setor repassa sua ineficiência para os preços dos imóveis, que nós pagamos. O setor produz um impacto ambiental desnecessário ao utilizar matérias-primas naturais em quantidade superior ao necessário, registrando uma contabilidade socioambiental negativa.

Devemos ressaltar que o setor de construção civil é um dos maiores empregadores de mão-de-obra não qualificada, e que este é o preço que acaba tendo que pagar por este fato.

Atualmente são aceitos índices de desperdício no consumo de matérias-primas que oscilam desde 8% em empresas com alto padrão de desempenho gerencial, até cerca de 20% ou 30% nas obras em geral. Neste último caso, podemos afirmar que para cada 3 edifícios, sobraria material para construir um quarto, caso o material fosse bem gerenciado em “lay outs” de obra adequados.

As obras de reforma, pela falta de uma cultura de reutilização e reciclagem, geram muitos entulhos. Em todas as cidades a geração de entulho se equivale a quantidade de geração de resíduos sólidos urbanos domésticos. E quando as cidades são submetidas a grandes intervenções urbanas, como novas avenidas, túneis ou obras de saneamento, geralmente a proporção de geração de entulhos fica muito maior.

O pequeno construtor e o chamado “construtor formiga”, em todo Brasil, continuam jogando estes materiais em estradas, avenidas, terrenos baldios, rios e córregos. O surgimento dos caçambeiros contribuiu para que este quadro fosse amenizado, com a criação de locais para depósitos, mas estes locais nem sempre são adequados e esta não é a melhor solução.

Algumas prefeituras como a de Belo Horizonte, Ribeirão Preto e Curitiba têm implantado usinas de reciclagem de entulho. Em Belo Horizonte existe uma rede de pontos de coleta de recebimento de pequenos volumes que em geral são transportados por carroceiros autorizados, e duas usinas de reciclagem, uma no bairro Estoril e outra na Pampulha.

Nestas usinas o entulho é beneficiado produzindo agregados que são reutilizados como sub-leito de pavimentos ou no processamento de artefatos de concreto para a própria construção civil.

Dados de São Paulo estimam em 372.000 toneladas a produção mensal de entulho (ZORDAN, S. E. A Utilização do Entulho como Agregado na Confecção do Concreto. Campinas: Departamento de Saneamento e Meio Ambiente da Faculdade de Engenharia Civil, Universidade Estadual de Campinas. Dissertação (Mestrado), 1997). Em Cuiabá não existem dados publicados, mas é possível estimar em 15 a 20.000 toneladas mês de entulhos da construção civil.

Roberto Naime, professor no programa de pós-graduação em Qualidade Ambiental na Universidade FEEVALE, em Novo Hamburgo (RS) é articulista do EcoDebate.

Da PrimaPágina, no site do PNUD

Projetos empresariais que contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio podem concorrer ao um prêmio global promovido pelo PNUD, pela Câmara Internacional de Comércio e pelo Fórum Internacional de Líderes Empresariais. A iniciativa, que em cinco edições teve quatro projetos brasileiros entre os ganhadores, foi lançada esta semana em Nova Iorque.

As inscrições do World Business and Development Awards (Prêmio Empresas Globais e Desenvolvimento) vão até 1º de julho. Podem participar empresas de qualquer tipo e tamanho que liderem projetos voltados a pelo menos um dos oito Objetivos do Milênio. A ideia é mostrar como modelos inovadores de negócios, apoiados em parcerias sólidas, podem obter sucesso comercial e ao mesmo tempo melhorar a vida de muitas pessoas.

Os vencedores serão condecorados em 21 de setembro, em Nova Iorque, em evento paralelo à cúpula mundial na qual líderes de vários países vão debater um programa de ação para acelerar o progresso nas metas estabelecidas pela ONU.

“Cada vez mais o setor privado tem sido um componente essencial para o aumento da eficiência da ajuda humanitária e para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, disse o secretário-geral da Câmara Internacional de Comércio, Jean Rozwadowski, no lançamento da premiação.

O prêmio é bienal e existe desde 2000. Na primeira edição, um projeto da Bahia Sul Celulose para reduzir poluição esteve entre os ganhadores. Na edição de 2002, uma iniciativa da Alcan voltada ao ensino de empreendedorismo e ética ambiental, implantada no Brasil e outros quatro países, também esteve entre os vencedores.

Na lista de premiados de 2006 estava o Banco Real, por orientar diversas de suas ações de acordo com os Objetivos do Milênio. Por fim, um projeto da Endesa aplicado no Brasil (que dá descontos em conta de luz para quem recicla lixo) foi um dos vencedores de 2008.

 

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Com informação do G1

Pesquisa do IBGE divulgada nessa sexta-feira (21) aponta que apenas 130 cidades, do total de 5.560 municípios brasileiros, têm unidades de abrigos institucionais para mulheres. De acordo com o levantamento, dessas, 10 cidades são da Região Norte; 15, do Nordeste; 51, do Sudeste; 34, do Sul; e 20, do Centro-Oeste.

Além de municípios, os estados de Roraima e Amapá e o Distrito Federal também não possuem abrigos municipais para mulheres vítimas de violência. Percebe-se que apesar dos avanços que o país vem conseguindo na luta da violência contra as mulheres – principalmente com a Lei Maria da Penha – ainda carece de políticas públicas voltada para o enfrentamento da questão.

Além do número insuficiente de abrigos, também precisa aumentar o número de delegacias da mulher e capacitação de profissionais para lidar com o problema, que vai desde policiais e delegados até psicólogos e médicos. A violência contra a mulher é uma mácula na imagem de país desenvolvido que o Brasil quer transmitir, e precisa ser enfrentada em todas as esferas sociais, desde campanhas educativas - inclusive nas escolas - até a punição severa para os agressores.

 

Da Agência de Notícias dos Direitos da Infância

Estão abertas as inscrições para a turma 5 de ensino à distância do Curso Descomplicando o Orçamento Público, promovido pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), com o apoio da Petrobras e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O curso é gratuito e destinado a jornalistas e estudantes de jornalismo de todo o País que estejam interessados em conhecer melhor o processo de construção, execução e acompanhamento do orçamento público, qualificando a cobertura de pautas sociais, em especial para a infância e a adolescência.

A turma tem 40 vagas e terá início no dia 8 de junho. A duração é de 40 horas/aula, com encerramento previsto para o dia 5 de julho. Os interessados devem preencher, até o dia 31 de maio, o formulário de seleção que será avaliado pela ANDI.

A escolha dos participantes será feita de acordo com o tipo de trabalho desenvolvido pelo profissional, região onde atua e sua experiência com as ferramentas de internet. Os selecionados recebem um e-mail solicitando o acesso à plataforma de cursos à distância da Andi, com data para o convite expirar. Os alunos que concluírem todas as atividades, com bom desempenho, recebem um certificado.

O curso Descomplicando o Orçamento Público além de trazer conceitos fundamentais relativos à análise orçamentária, ainda ensina a operar o Sistema de Monitoramento do Investimento Criança, criado pelo Unicef, que permite acompanhar pela internet os programas e ações do Orçamento da União voltados para a Infância e a Adolescência.

Nesta turma, o conteúdo e o formato do curso sofreram reformulações, o que vai propiciar mais dinamismo às atividades. A novidade também é a presença de um consultor de orçamento na sala de aula virtual, participando de chats e esclarecendo dúvidas.

Serviço:

Curso à distância Descomplicando o Orçamento Público

Público-alvo: jornalistas e estudantes de jornalismo

Inscrições: 20 a 31 de maio (www.ead.andi.org.br)

Início do curso: 08 de junho

Previsão de término: 5 de julho

Com informações da France Presse

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou que seus psicólogos e psiquiatras atenderam cerca de 69.000 haitianos por traumas depois do terremoto de 12 de janeiro, que provocou cerca de 300.000 mortos e deixou 1,9 milhão de pessoas sem teto.

"Quatro meses depois do terremoto, muitos haitiano sentem ainda que a terra tremer (...) Existe uma depressão coletiva por trás dos sorrisos que evocam a Porto Príncipe de antigamente. As pessoas sabem que o provisório será duradouro. Percebe-se um desânimo entre as pessoas que, no entanto, não se resignam", explica o relatório do dr. Maryvonne Bargues, psiquiatra da MSF.

"Mais de um milhão de pessoas continua vivendo em condições deploráveis, em barracas ou toldos de plástico, sem perspectivas claras para os próximos meses", destaca Stefano Zannini, chefe da missão da MSF no Haiti. "Enquanto isso, as chuvas se intensificaram e inundam os locais sinistrados várias vezes por semana".

Se a situação física já é tão complicada, pelo menos os atendimentos psicológicos promovem algum alento emocional. Enquanto a grande mídia não divulga mais a situação no Haiti, seus habitantes continuam sofrendo com as conseqüências do terremoto que os atingiu, aliado a falta de infraestrutura básica do país. Nesse momento, a solidariedade faz toda diferença.  

 

Casa_conviteO Projeto Casa da Criança realiza treinamento do Programa Cia dos Anjos de entre os dias 24 e 26 de maio, no Vila Rica Hotel, no Recife. O treinamento será oferecido às creches Lar dos Pequeninos de Jesus e Lar Esperança, ambas localizadas no município de Jaboatão dos Guararapes.
 
O treinamento tem como objetivo apresentar a metodologia social do Programa Cia dos Anjos – Mobilização de Parcerias para as instituições, a fim de garantir a qualidade no atendimento oferecido às crianças e adolescentes através da mobilização de parceiros que realizem atividades nas áreas de saúde, educação, esportes, lazer, arte e cultura. A capacitação no Programa Cia dos Anjos aborda assuntos como a importância da integração da equipe de gestão; o planejamento dos objetivos e metas para cada área de atendimento; como mobilizar parcerias e como divulgar as ações e os eventos realizados.

Após o treinamento, as instituições passam a fazer parte da rede de unidades beneficiadas pelo Programa Cia dos Anjos e, além de serem motivadas a buscar parcerias por conta própria, recebem consultoria e participam de reuniões de acompanhamento das atividades oferecidas às crianças.

Metodologia
– O Programa Cia dos Anjos é uma metodologia social desenvolvida pelo Projeto Casa da Criança com base em pesquisa realizada junto às instituições beneficiadas em todo o Brasil. O Programa tem como objetivo mobilizar parcerias, fundamentais para um melhor atendimento às crianças, nas áreas de educação, saúde, esportes, lazer, arte e cultura e ainda contribuir com parcerias para a manutenção das unidades.

Em 2009, o Cia dos Anjos expandiu sua atuação para além das instituições reformadas pelo projeto Casa da Criança. Atualmente, qualquer instituição de atendimento a crianças e adolescentes pode solicitar a participação no treinamento anual do Programa, o que aumenta o número de crianças sendo beneficiadas com atividades em todas as áreas de atuação do Cia dos Anjos.

Saiba mais: www.projetocasadacrianca.org.br

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luizotaviocavalcantiO ensaísta Luiz Otávio Cavalcanti, que escreve artigos na revista Algo Mais (www.algomai.com.br), lança na próxima quinta-feira (27), no Recife, o livro Pernambuco, uma história política. O lançamento acontece a partir das 18h, no Museu do Estado de Pernambuco, localizado na Avenida Rui Barbosa, 960, no bairro das Graças. Abaixo publicamos uma sinopse da publicação:

*Por Roberto Tavares

A história, segundo Jacques Le Goff, é a ciência que explica a mudança. O livro de Luiz Otavio Cavalcanti, Pernambuco – uma história política, (Ed. Nossa Livraria, 2010), não é um livro de história. Mas explica muita mudança (e algumas permanências) ocorrida por aqui.

É uma história de Pernambuco, não a história do Estado . Porque trata-se  da visão do analista sobre a evolução social e política pernambucana.  Luiz Otavio preparou um texto de psicologia política. Escavou a terra em que frutificaram nossos movimentos sociais. Dissecou as tendências políticas que influem sobre nosso comportamento, como povo. Tenta decifrar os códigos de nossa identidade política.

Para o autor, tudo começou com Duarte Coelho, primeiro donatário da Capitania. Que apaziguou os índios, trouxe técnicos da ilha da Madeira para apoiar a plantação de cana de açúcar, combateu os franceses e incentivou a organização de culturas produtivas. Foi Duarte Coelho o fundador desta terra.

O livro acentua três pontos importantes do roteiro político pernambucano: aqui, não foi nem será possível a existência de um Antônio Carlos Magalhães. Porque os pernambucanos desgostam de caciquismos. Não convivemos com oligarquias familiares. E a repetidora da TV Globo, no Recife, não é patrimônio de família.

O segundo aspecto é que Pernambuco viveu uma era vermelha e anos azuis. A era vermelha foram as décadas entre as revoluções de 1817, 1824 e 1848. Três ações revolucionárias, muito sangue e morte em trinta e um anos. Os anos azuis foram as décadas de cinqüenta e sessenta no século 20, nas quais Pernambuco deu ao Brasil a ciência de Josué de Castro, a educação cidadã de Paulo Freire e a testemunho democrático de Pelópidas e Arraes.

O terceiro ponto, ressaltado pelo autor, é que o Pernambuco moderno foi fundado três vezes: o Pernambuco moderno industrial foi criado por Cid Sampaio. Que inventou a alcoolquímica local e mudou o vocabulário rural para a linguagem urbano-industrial.

O Pernambuco moderno social foi produzido por Pelópidas / Arraes, binômio que inaugurou o discurso popular entre os discursos classe média do PSD e da UDN. E o Pernambuco moderno gerencial foi fundado por Moura Cavalcanti. Que arquivou a velha guarda pessedista e administrou com o profissionalismo de um grupo de jovens comprometido com o futuro. 

É um olhar sobre o passado que explica o presente. 

*Roberto Tavares é editor da revista Algomais

Cartaz_Palabra_en_El_Mundo_2010O IV Festival Palabra en El Mundo - Ação Poética Mundial acontece na próxima terça-feira (25), no mesanino do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com recitais de poesia, leituras, artes visuais e fotografia.

O evento acontece paralelamente em mais de 350 cidades de 30 países que promovem em torno de 700 ações poéticas, sendo o maior festival de literatura descentralizado do mundo. Com edições anuais, é convocado pela Revista Isla Negra, pelo Proyecto Cultural Sur e pelo Festival Internacional de Poesia de Havana.

No Recife, o festival está em sua terceira com organização da Revista Poética XXI, editado por Silvio Romero Tuppan, em parceria com o advogado e escritor Antônio Campos, do Instituto Maximiniano Campos.

Programação:

17h: Abertura da Exposição “Artistas da UFPE”  

Lúcio Mustafá, Ricardo C. Melo, Mardilene Ferreira, Ilson  

Intervenções Espontâneas | Fotografia: Ercília Marques   

17h25: Megaphone da Poesia

17h30: Sussuros Poéticos

17h35: Abertura | Recital Poético-Musical        

S. R. Tuppan | Ícaro de Holanda | Vertin |                  

Lara | Pedro Ernesto | Convidados | Comentários

Microfone Aberto | Twitter o evento todo

Https://twitter.com/PnM_Rec | https://twitter.com/tuppan

Sorteio de Livros e Brindes | Ciranda

frica

Da Agência Reuters

A África Subsaariana precisa de uma "Revolução Verde", com investimentos em tecnologia agrícola a fim de incrementar a segurança alimentar após décadas de sub-investimento, declarou uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) divulgou em um relatório que a tecnologia e a inovação precisam almejar as necessidades de milhões pequenos agricultores e refletir as condições climáticas sob mudanças, em vez de apenas copiar os avanços da Ásia e da América Latina.

A capacidade da África em produzir alimentos caiu em um quinto ao longo dos últimos 40 anos, disse o secretário-geral da Unctad, Supachai Panitchpakdi, em um briefing sobre o relatório.

"Houve uma severa deterioração na forma com a qual a agricultura deveria ser tratada, apoiada pelos governos nacionais, pela comunidade internacional e pelo tipo de tecnologia e metodologia de inovação que poderia se provar ser de grande ajuda, como o foi na Ásia", afirmou ele.

Falta de investimentos

A ausência sustentada de investimento público, exacerbada pela quase exclusão do setor privado na agricultura, deixou muitos países da África, que já foi exportadora de alimentos, dependentes da importação de comida, observa o relatório.

A agricultura também é a chave para o combate à pobreza na África, que responde por uma parcela maior da economia do que em outras regiões e pela maior parte dos empregos, disse um dos autores do relatório sobre Tecnologia e Inovação, Angel Gonzalez.

Acesso à tecnologia

Supachai disse que a tarefa crítica era aumentar a produtividade. Isso poderia ser feito adotando tecnologias simples apropriadas para pequenos agricultores como a irrigação gota a gota, de baixo custo, ou usando baldes de plástico para armazenar água da chuva.

Os agricultores africanos também deveriam receber ajuda para trabalhar com novas variedades de cultivo. Um exemplo é o "Novo arroz para a África" (Nerica, da sigla em inglês), um híbrido asiático e africano desenvolvido na África com o apoio japonês, que combina resistência à seca com alta produtividade, disse ele.

 

Por Taíza Brito

A notícia dada nesta quinta-feira (20) pelo governador Eduardo Campos, durante cerimônia de inauguração das novas instalações do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), no Recife, de que o Governo de Pernambuco vai criar a primeira Rede Estadual de Enfrentamento ao Crack é uma boa notícia.

Isso porque esse é um tema que merece interesse de toda sociedade, visto a rapidez alarmante com que o vício provocado pela droga se alastra entre nós, seja aqui no Estado ou país afora, e a voracidade com que destrói mente e corpo de suas vítimas.

Eduardo Campos informou que na próxima semana lançará o Plano de Ações Sociais Integradas de Enfrentamento ao crack, que terá como base um conjunto de ações reunidas com a colaboração da sociedade civil organizada, universidades, meios de comunicação, igrejas, Ministério Público e outras entidades.

Para Eduardo Campos, o crack tornou-se um grave problema de saúde pública. “Hoje o Brasil tem o grande desafio de enfrentar a questão da droga e do crack como uma epidemia. Espero que o País faça o enfrentamento com a mesma competência que fez contra a Aids, filariose e a Doença de Chagas. O crack é uma enfermidade que está assolando o Brasil e toda a América Latina”, disse.

A fala do governador reflete uma realidade triste e dolorosa. O crack conseguiu se alastrar pelo país, aprisionando e causando diversos males não só apenas a usuários, mas também a familiares e amigos que na maioria das vezes assistem à degradação dos viciados em saber de que forma ajudá-los.

O governador Eduardo Campos falou de outro ponto significativo, ao criticar o número insuficiente de vagas disponíveis na rede pública de saúde para atendimento dos viciados e defendeu mudanças na legislação que hoje impede que o Estado interne viciados sem autorização prévia do próprio viciado.

Quem tem na família alguém afetado pelos efeitos do em crack sabe bem o que é isso. Primeiro e mais dramático está o fato de querer ajudar aquela pessoa e não poder interná-la porque a legislação não permite que mesmo submetido à degradação física e mental e ao risco de ser assassinado por traficantes, o usuário só pode se submeter a tratamento por vontade própria (este é um ponto à reflexão).

Outro ponto impeditivo diz respeito aos custos do tratamento, que na maioria das vezes, mesmo não sendo tão altos quanto bancar o vício, não estão ao alcance da maioria das pessoas.

Oxalá que esta iniciativa do Governo de Pernambuco redunde em benefícios a usuários de crack, a seus familiares e à sociedade.

Pesquisadores elaboraram dois rankings de países que mais degradam o meio ambiente. Em uma das listas, a que considera o impacto absoluto de cada nação, o Brasil aparece como o pior país, graças ao desmatamento

Por Bruno Calixto, da Amazonia.org.br

Um estudo publicado na revista científica PloS One identificou o Brasil como um dos países que mais causam danos ao meio ambiente. A pesquisa, intitulada “Evaluating the Relative Environmental Impact of Countries”, foi produzida por pesquisadores da Universidade de Adelaide, Austrália, e publicada no dia 9 deste mês.

O artigo compara o estado da degradação do meio ambiente em mais de 170 países, utilizando diversos critérios, como crescimento da população de cada país, desmatamento, poluição marinha e perda da biodiversidade. O documento também apresenta dois rankings de países que mais causam impacto à natureza.

Segundo os autores, o objetivo do ranking é identificar as nações mais bem sucedidas na condução de políticas para reduzir a degradação ambiental, e também apontar as políticas que falharam. “Nosso objetivo aqui é apresentar métricas simples para medir os impactos ambientais - absolutos ou proporcionais - dos países”, diz o estudo, em livre tradução do inglês.

Em uma das listas, a que considera o impacto ambiental de maneira absoluta, isto é, sem considerar o tamanho do país ou a quantidade de recursos naturais disponíveis, o Brasil foi classificado como o país que causa mais impacto no meio ambiente.

O principal motivo para que o Brasil tenha sido considerado o pior para o meio ambiente, na lista absoluta, é o desmatamento. O país é o primeiro no critério de perda de floresta natural e o terceiro em conversão do habitat natural. O Brasil também foi classificado como quarto no total de espécies ameaçadas e na quantidade de emissões de CO2.

“De uma perspectiva global, os países mais populosos e economicamente influentes tiveram o maior impacto ambiental absoluto: Brasil, EUA, China, Indonésia, Japão, México, Índia, Rússia, Austrália e Peru foram os 10 países pior classificados”, diz o artigo.

A segunda lista classifica os países levando em conta seu impacto proporcional ao total de recursos naturais presentes em cada país. Nessa classificação, o Brasil não aparece entre os 20 piores.

“Este índice classifica os seguintes países como tendo o maior impacto ambiental proporcional: Cingapura, Coréia, Qatar, Kuwait, Japão, Tailândia, Bahrain, Malásia, Filipinas e Holanda”, diz o estudo.

De acordo com a pesquisa, existe uma relação, indicando que os países que mais degradam o meio ambiente são aqueles com maior população e maior riqueza.

“Os resultados também mostram que a comunidade mundial deve incentivar os países menos desenvolvidos a um melhor desempenho ambiental, especialmente na Ásia”, diz o artigo.

Isso porque seis países asiáticos aparecem no topo, tanto da lista proporcional quanto daquela que avalia o impacto ambiental absoluto: China, Indonésia, Japão, Malásia, Tailândia e Filipinas.

O artigo está disponível, na íntegra e em inglês, no seguinte endereço:

http://www.plosone.org/article/info:doi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0010440

Por Taíza Brito, com informações de Lúcia Nórcio, da Agência Brasil

Alerta feito nesta quinta-feira (20) pela gerente de Normatização e Avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Letícia Silva, de que o uso de agrotóxicos aumentou consideravelmente nos últimos anos no Brasil, em cujas lavouras são usados indiscriminadamente produtos proibidos em outros países, demonstra que aqueles que optam por frutas, legumes e verduras orgânicas estão mais do que certos.

De acordo com Letícia, só no ano passado, o consumo nas lavouras foi de 790 mil toneladas de ingredientes ativos, avaliados em US$ 6.8 bilhões, de produtos que, formulados, podem ser multiplicados infinitamente. “Isso é muito grave”, afirmou Letícia, adiantando que diversos produtos químicos usados nas lavouras e proibidos em outros países estão passando por reavaliação para verificar a possibilidade de comercialização.

O agricultor Ariolino Morais, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná, que estava participando de uma Jornada de Agroecologia no sudoeste do Paraná junto com  Letícia, deu uma sugestão interessante: a concessão de subsídios para o produtor que não usa agrotóxico.   “Afinal, estamos produzindo alimento saudável, o que acaba sendo remédio para doenças. É preciso tratamento diferenciado para quem produz de forma segura e tem apenas um pedaço pequeno de terra”, argumentou Ariolino, um dos 370 mil agricultores familiares do Paraná, possuidores de áreas que não passam de 50 hectares.

Letícia Silva informou ainda que na próxima semana a Anvisa deve divulgar os resultados de uma pesquisa que detalha o uso de agrotóxicos nos alimentos. Ela também disse que com apoio da Polícia Federal, a Anvisa fiscaliza os agrotóxicos comercializados no país e a forma como estão sendo produzidos pelas multinacionais. “Empresas que cometem irregularidades são autuadas, e o resultado dos processos é encaminhado para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal para apuração das responsabilidades criminais”, explicou.

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