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Festival da Caravana Tapioca reúne atrações circenses no Parque da Jaqueira e em Olinda, de quarta-feira até domingo

 

Por Tatiana Meira, do Pernambuco.com (www.pernambuco.com)

 

Ela vem de escola de circo. Ele é palhaço e músico. De tanto comer uma das iguarias típicas da gastronomia pernambucana, o casal de namorados paulistanos Giulia Cooper e Anderson Machado ganhou um apelido que acabou se tornando marca registrada da trupe, a Caravana Tapioca. Ao lado da também atriz-palhaça Marina Duarte, do Recife, eles promovem o 1º Festival de Circo a Céu Aberto, desta quarta-feira até domingo.

Inspirados nos festivais de verão da Europa, Giulia – que no palco é a palhaça Nina – e Anderson (o Cavaco), levam atrações locais e nacionais ao Parque da Jaqueira, até a sexta-feira, a partir das 20h; e ao Pátio do Carmo, em Olinda, neste caso à tarde, no sábado (16h) e domingo (15h). Tudo gratuito, com lona para os artistas e arquibancadas que comportam 100 e 140 lugares, respectivamente, para acomodar com mais conforto o público preferencial (crianças e idosos).

Em Olinda, ainda estão agendadas duas noites de números circenses e um show de encerramento.

A visão da Caravana Tapioca passa longe da máxima de que os espetáculos e artistas de rua são “coitadinhos”. “É uma ocupação lúdica e positiva do espaço urbano. Se estamos na rua, é por opção. Não é porque não estamos numa sala ‘formal’ que as montagens não possuem qualidade”, pondera Giulia Cooper. Eles estão na programação com Cavaco e sua pulga adestrada, no sábado.

A gratuidade dos espetáculos ao ar livre também é um dos pontos defendidos por Marina Duarte para que o festival ocorra “a céu aberto”. “Outra questão é que a rua é um lugar desafiador. Sujeito a provações, ao improviso, aonde você testa sua verdade cênica”, acredita Marina, da Papelão

PROGRAMAÇÃO

1º Festival de Circo a Céu Aberto - Gratuito

Bate-papos

Onde: Centro Cultural Correios – Av. Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife.

Informações: (81) 3224- 5739 e 3424-1935.

Quinta-feira, às 14h, sobre Produção Cultural Circense

Com Robson Mol (BA) e convidados (João Carlos Artigos, do Teatro de Anônimo/RJ, Alexsandro Silva, da Cia. 2 Em Cena de Teatro, Circo e Dança/PE, Danielle Hoover, da Luni Produções/PE e Fátima Pontes, da Escola Pernambucana de Circo/PE)

Sexta, dia 26/04, às 14h, sobre Circo na Praça: A Arte de Rua no Brasil

Com Marina Duarte (PE) e convidados (Anderson Machado, da Caravana Tapioca/PE, Irmãos Becker/SP e Coletivo Nopok/RJ)

Espetáculos

Parque da Jaqueira (Recife)

Quarta-feira, dia 24, às 20h

A-laS-pi-pe-tuá! (Seres de Luz Teatro/SP) - Recria o clima da chegada dos artistas mambembes e sua parafernália, tratando de recuperar o espírito das trupes tradicionais. Com Mafalda Mafalda (Andrea Macera) e Jasmim (Lily Curcio).

Quinta-feira, às 19h30

Brincadeiras de Palhaço (Trupe Circense Irmãos Santana/PE) - Três palhaços mambembes viajam por cidades nordestinas apresentando sua arte, levando alegria para crianças e buscando sua felicidade. Com Anderson Santana, Allison Santana e Jaqueson Santana.

20h30 - Intermezzo (Teatro de Anônimo/RJ) - Com base na clássica arte da palhaçaria, dos saltimbancos e suas habilidades atemporais, com números de magia, acrobacia, dança e equilíbrio que são lapidados permanentemente.

Sexta-feira, dia 26

19h30  - Besteiras (As Aventuras de um Giullare Moderno) - Cia. Circo Godot de Teatro/Itália/Brasil) - Trovador popular moderno que ganha a vida recreando o público com jogos de mão, equilibrismo e mímica.

20h30 - Circo do Só éu!!! (Barracão Teatro/SP) - O majestoso Circo do Sol recebe proposta muito mais lucrativa e decide cancelar, de última hora, a apresentação do espetáculo. Zabobrim, o palhaço, vem até o público para tentar apresentar sozinho. Concepção, Criação e Direção: Esio Magalhães (Zabobrim).   Praça do Carmo (Olinda)

Sábado, dia 27

16h - Cavaco e Sua Pulga Adestrada (Caravana Tapioca/PE) - No enredo, Cavaco, um antigo dono de circo que acabou falido ao perder todos seus artistas, decide reconstruir sua carreira com a pulga Maria. Criação, roteiro, atuação e cenografia: Anderson Machado (Cavaco). Direção: Helder Vasconcelos. Trilha sonora original: Adriana Milet. Figurino: Luciano Pontes.

18h - No Pocket – Um Espetáculo Para Todos os Bolsos (Coletivo Nopok/RJ) - Espetáculo de circo que utiliza as “charlas” clássicas, a música, a dança e a comédia física na criação de “gags” e cenas cômicas.

20h - Noite de Variedades Circenses com convidados (Apresentador Cavaco/PE). Atrações: Feeling, com Lumineiro; Karatê, com Trupe Irmãos Atada; Dirty dancing, com Coletivo Km2; A Palhaça é a Mãe!, com Trupe Puxincói, Teatro e Variedades; Malabarismo na velocidade da luz, com Irmãos Becker.

Domingo, dia 28

15h - Palco Aberto (com participação do Coletivo Nopok/RJ)

16h - Bang Bang a Pastelana (Trupe Irmãos Atada/SP)

18h - Circo Malabarístico (Irmãos Becker/SP)

20h - Noite de Variedades Circenses com convidados (Apresentador Cavaco/PE). Atrações: A lição, com Cia. 2 Em Cena de Teatro, Circo e Dança; Tudo se encaixa, com Lumineiro; Um dia de mágico, com Rapha Santacruz; JanisTANTANJoplin, com Cia. Animeé/As Levianas; Chapelando, com Irmãos Becker.

21h30 - As Severinas (show de encerramento/PE)

Quarta, 24 Abril 2013 14:34

Desfazendo mitos e preconceitos

Escrito por

Por Cesar Vanucci *

 

“Nenhuma das justificativas das pessoas contrárias às cotas se mostrou verdadeira.”

(Ricardo Vieira Alves de Castro, Reitor da Universidade do Estão do Rio)

 

As cotas deram certo. Uma década depois, a política de inclusão de negros nas universidades brasileiras explode em resultados surpreendentes.

É o que asseguram num trabalho jornalístico de grande fôlego e do melhor quilate, estampado na ISTOÉ de 10 de abril, os jornalistas Amauri Segalla, Mariana Brugger e Rodrigo Cardoso. A reportagem mostra que os cotistas vêm conseguindo notas mais elevadas que a média dos alunos. Nos vestibulares, têm-se saído tão bem quanto os não cotistas. No que lhes toca, os índices de evasão são baixos e a maioria já sai da Escola com emprego garantido. Tem mais: graças às cotas, a qualidade do ensino brasileiro melhorou. E a vida de milhares e milhares de brasileiros se transformou.

As considerações alinhadas desmontam mitos e preconceitos, ainda hoje utilizados nos argumentos dos que, equivocadamente, se contrapõem à sábia política de inclusão social perseguida com o regime de cotas.

É bastante sugestivo anotar os mitos e as verdades levantados no substancioso estudo. Um mito surrado é o de que as cotas estimulariam o ódio racial. A verdade apurada em pesquisa nas universidades federais é de que 90 por cento dos educadores entrevistados são de parecer que as cotas não estimulam jeito maneira o racismo.

Outro mito derrubado: o de que os cotistas largariam a Universidade no meio do caminho. Os fatos demonstram que a evasão entre cotistas e não cotistas se equivale. O exemplo do curso de Medicina da UERJ elucida bem a coisa. Em 2004, 94 candidatos a médicos passaram no vestibular, 43 deles cotistas. Da turma, 86 chegaram à colação de grau em 2010. Dos oito desistentes, quatro eram cotistas e quatro não cotistas.

Outro mito, inspirado em rançoso preconceito, que também não sobreviveu à realidade dos fatos: as cotas viriam comprometer o nível de ensino, degradando o currículo das Universidades. A análise de especialistas revelou que o desempenho de cotistas e não cotistas é parecido. Em não poucos casos, a performance dos cotistas mostra-se até superior. Na UERJ, a comparação, ao longo de 5 anos, assinalou nota média de 6.41 para os cotistas e nota 6.37 (ligeiramente pior, está visto) para os não cotistas. Na Unicamp, segundo palavras textuais dos autores do trabalho “os alunos que ingressaram na Universidade por meio de um programa parecido como de cotas (e que estimulou a inclusão de negros) superaram seus colegas que não tiveram esse beneficio em 33 dos 64 cursos.”

Outro mito jogado estrepitosamente por terra: com as cotas o vestibular teria discrepâncias. “A pontuação dos alunos aprovados como cotistas seria muito menor que a pontuação dos candidatos aprovados pelo sistema tradicional. Pior: ficariam de fora candidatos que tiveram notas muito mais altas do que os cotistas.” O que despontou foi algo bem diferente. De acordo com dados do SISU (Sistema de Seleção Unificada), as cotas favoreceram, em 2013, 36 mil estudantes. Na disciplina mais concorrida, a nota de corte dos cotistas foi de 761.67. A dos não cotistas foi de 787.56. Diferença de apenas 25.9 pontos, ou seja, 3 por cento.

Os repórteres vaticinam que as próximas gerações vão experimentar transformações ainda mais substanciais graças à aprovação recente pelo Senado Federal do projeto que regulamenta o sistema de cotas e que prevê que, até 2016, vinte e cinco por cento do total de vagas nas Universidades federais contemplem estudantes negros.

Esse é um dos caminhos, queira Deus indesviáveis, que o Brasil vem percorrendo na invasão do futuro.

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

Quarta, 24 Abril 2013 14:31

Educação afasta o racismo

Escrito por

Por Paiva Netto

Evidenciar o respeito às diferentes etnias pavimenta a vivência pacífica entre seres humanos e nações. Há poucos dias, a Boa Vontade TV (canal 23 da SKY) abordou, no programa “Sociedade Solidária”, o Estatuto da Igualdade Racial, instituído pelo governo do Brasil em 20/7/2010. Uma entrevista com o dr. Marco Antonio Zito Alvarenga, advogado criminalista e presidente do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo (CPDCN), trouxe-nos especial contribuição. 

Da sua palavra, este trecho esclarecedor: “O Estatuto da Igualdade Racial, na verdade, não tem uma efetividade do poder de punir. Ele define o que é racismo, define políticas públicas, define o que deve ser feito no sentido da diminuição do fosso entre negros e brancos, indígenas... O que deve ser aplicado legalmente para a punição é a Constituição Federal primeiro, que prevê o crime de racismo como inafiançável e que não prescreve. Depois, a Lei 7.716/89, que prevê pena de um a cinco anos para racismo; e mais ainda o artigo 140, parágrafo 3o do Código Penal, que prevê o tipo penal definido como injúria racial. Então, esses são os instrumentos legais. Agora, não basta só isso”.

Atentemos, pois, para a prática que o dr. Marco Antonio aponta. A observância legal enriquece nossa cultura e, por consequência, valoriza todas as etnias que formam a sociedade brasileira: “Sou um apaixonado pelo Direito Penal, mas acho que o racismo tem que ser banido não através da punição, mas também pela educação. E pela educação é que vamos visibilizar a importância do povo negro na construção deste país. E para que isso ocorra, há que se aplicar a Lei 10.639/03. Que lei é essa? É a lei que prevê a aplicação, ou seja, o aprendizado da história da população negra ou do afro desde sua origem. E a importância disso não é só para os negros, é também para os não negros, que assim terão uma visão diferenciada da nossa participação na construção deste país”. A experiência do dr. Marco Antonio Zito Alvarenga na militância pela justa causa da igualdade racial merece ser levada em consideração.

DALCIDES BISCALQUIN LANÇA LIVRO E CD

Todos temos algo de bom a oferecer ao mundo. Observamos isso no livro “Por onde o amor me leva” e no CD “Alma & Coração” que o escritor, jornalista e cantor Dalcides Biscalquin lançou recentemente. Falando à Super Rede Boa Vontade de Comunicação, ele comentou: “Quando escrevi ‘Por onde o amor me leva’, eu pensava em ajudar aquelas pessoas que estão mais necessitadas, sozinhas, que passam por um período difícil. É isso que quero com esse livro”. Agradeço seu estímulo aos Legionários da LBV: “Parabéns pelo trabalho de vocês! E que bom, nesse momento, a gente estar junto como parceiros, porque nosso objetivo é o mesmo. Minha mãe me dizia que queria sempre ajudar as obras que vocês têm, de Boa Vontade, e ela sempre ajudou. Hoje, olho o trabalho de vocês e digo: ‘Que bom que Deus fala ao mundo por vocês’”. Grato ainda ao estimado Dalcides pelas mensagens que me enviou em seu livro e CD, respectivamente: “Sempre olho para a LBV como um sinal de que Deus acredita na Humanidade! Com amor e paz”; e “Paiva Netto, sempre admiro seu trabalho. Você e sua obra são sinais do Amor de Deus”. A generosa Alma do autor está bem descrita pela jornalista Mariana Godoy, no prefácio do livro: “A experiência acadêmica vivida por Dalcides lhe deu a certeza de que seu trabalho nesta vida é ajudar o próximo a compreender o que ele compreende: o poder do amor”.

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  — www.boavontade.com

 

CicloVivo

O principal objetivo aumentar as doações de vacinas contra poliomielite para crianças carentes. | Foto: Reprodução
 

A participação mais intensa de brasileiros na rede social Facebook tem criado uma grande quantidade de “apoiadores” superficiais em favor dos necessitados. São pessoas que, realmente, acreditam que atrás de seus computadores podem fazer o bem e ajudar o próximo. Essa situação motivou a criação de uma campanha publicitária que busca alertar sobre a ineficácia da prática.

 

O engajamento restrito à internet incomodou a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), que desenvolveu a ação “likes não salvam vidas”. A intenção é fazer com que a população entenda que é preciso mais do que cliques de “curtir” e “compartilhar” para ajudar.

 

A iniciativa mostra em vídeo a história de um menino de dez anos que precisa cuidar do irmão infectado por poliomielite, também conhecido como paralisia infantil. Ironicamente, ele afirma que não está preocupado porque pode contar com a ajuda dos 170 mil seguidores da página da Unicef no Facebook.

 

Há quem diga que o brasileiro é um povo solidário, porém, uma pesquisa divulgada na Gazeta do Povo, em 2011, afirma que apenas 33% dos brasileiros fazem doações anuais para a área social. O vídeo da Unicef é uma tentativa de mudar essa posição, quando afirma que “likes não salvam vidas; dinheiro salva”.

Essa ação foi realizada na Suécia, onde a Unicef tem uma abordagem mais provocativa, segundo o Brainstorm9. Essa campanha, em especial, tem como principal objetivo aumentar as doações de vacinas contra poliomielite para crianças carentes.

 

A Unicef ressalta que são necessários apenas 15 reais para vacinar 12 crianças

 

Veja baixo o vídeo da campanha publicitária:

 

Nesta quarta-feira (24/04), o Cine É Proibido Cochilar, iniciativa da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura, apresenta o curta "Maracatu Atômico Kaosnavial", dos cineastas pernambucanos Marcelo Barroso e Afonso Oliveira. O filme, exibido às 12h30 e 18h30, traça uma trajetória do cantor Jorge Mautner e do mestre Zé Duda, que apresentam suas respectivas bagagens musicais, promovendo uma troca de vivências e referências artísticas.

Filmado em 2011 e apresentado ao público no Cine PE de 2012, a obra teve sua produção sediada na Zona da Mata Norte de Pernambuco, e une o universo do maracatu e o tropicalismo.

A sintonia de Mautner com o Maracatu Estrela de Ouro, representante do Movimento Canavial, é algo que veio crescendo desde o primeiro contato estabelecido no Festival Canavial de 2006, na cidade de Nazaré da Mata, em Pernambuco. Desde então, estes ícones passaram a fomentar uma relação de retroalimentação que resultou numa profusão de liberdade poética e estética, tendo um CD e o filme como um de seus frutos.

O filme será exibido em duas sessões: A primeira, às 12h30, e a segunda, às 18h30. O público que optar por comparecer às 18h30 terá a oportunidade de bater um papo com os cineastas.

Serviço  

"Maracatu Atômico Kaosnavial"  

Data: 24/04 - Quarta-feira

Local: Cine É Proibido Cochilar - Rua do Bom Jesus, 237 - Bairro do Recife - Recife

Horário: 12h30 e 18h30

Informações: (81) 3117.8439

Do IHU On-Line

Uma reivindicação do Movimento Social Negro, a Lei n. 10.639/3, que inclui no currículo oficial das escolas a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira, completa dez anos. Apesar de alguns professores ainda serem resistentes à legislação, Lúcia Regina Pereira ressalta que “diferente de dez anos atrás, mais pessoas, escolas, e educadores têm ciência, se não consciência, dessa outra parcela da população que precisa se ver na história e se ver de forma positiva”.

Para ela, a instituição desta lei “prevê uma revolução na educação do país ao mostrar que o Brasil foi construído a partir de vários grupos étnicos: o grupo indígena, o grupo negro e o grupo europeu, e que essas histórias todas têm que vir à tona para entendermos como funciona a sociedade brasileira”.

Em entrevista à IHU On-Line por telefone, Lúcia assinala que “muitas escolas ainda pensam que fazer uma atividade no dia 20 de novembro contempla a questão da lei, mas a proposta não é essa”.   E acrescenta: “A proposta é que se integre no currículo propriamente dito e no currículo culto da escola, nas próprias relações interpessoais, para que as pessoas tenham consciência do tratamento. Então, esta questão tem de deixar de ser uma coisa pontual e festiva. A cultura tem que ser tratada como uma questão educacional, como uma questão de organização social. A cultura, neste momento, é extremamente importante, e ela tem que perpassar todo o processo educacional”.

Lúcia Regina Pereira é mestre e doutora em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. Leciona nas redes estadual e municipal de ensino. Também é integrante do Grupo de Pesquisa Africanidades, Ideologia e Cotidiano – AIC (PPGH/PUCRS), coordenadora técnica de Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras, Secretária do GT Negros: História, Cultura e Sociedade – ANPUH/RS. Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como e em que contexto foi sancionada a lei n. 10639/3?  

Lúcia Regina Pereira – Esta lei é resultado de um processo muito longo de trabalho e de reivindicação das organizações negras do final do século XIX e início do século XX. Em meados do século XX, essa discussão foi proposta pela instituição da Frente Negra Brasileira, que atuou de forma mais incisiva politicamente. E, nos anos 1970, o movimento negro atuou politicamente e concretizou essa reivindicação sobre a questão negra da educação no sistema de ensino. Esse processo vem se desenvolvendo desde o período colonial com as Irmandades do Rosário, que sempre tiveram na pauta das suas ações a preocupação também com a educação.

IHU On-Line – Como a lei é abordada nas escolas, entre professores e alunos?  

Lúcia Regina Pereira – Num primeiro momento, houve resistência. Ouvia colegas dizendo que não iriam cumprir a lei porque era uma coisa vinda de cima. Na realidade, há um desconhecimento do processo histórico da instituição da lei. Ela não veio de cima, não foi a presidência da República que propôs; foi uma reivindicação do Movimento Social Negro. As pessoas ainda ficam com “o pé atrás”, porque acham que é preciso ter leis para outros segmentos discriminados da sociedade, mas não é assim que funciona. A instituição da lei prevê uma revolução na educação do país para mostrar que o Brasil foi construído a partir de vários grupos étnicos: o grupo indígena, o grupo negro e o grupo europeu, e que essas histórias todas têm que vir à tona para entendermos como funciona nossa sociedade.   Ainda hoje há aqueles que são resistentes à lei. Porém, o lado bom é que, diferente de dez anos atrás, mais pessoas, escolas e educadores têm ciência, se não consciência, dessa outra parcela da população, a qual precisa se ver na história e se ver de forma positiva.  

IHU On-Line – Como a história e cultura afro-brasileira eram abordadas na educação nacional antes da instituição da lei n. 10639/3, e o que mudou no ensino após a instituição da lei?  

Lúcia Regina Pereira – A história era vista com muitos estereótipos. Primeiro, quando os negros apareciam na dita história, apareciam como acessórios. A história africana foi ligada à história das grandes navegações. Então, a história do negro aparecia a partir do colonialismo. Nas imagens pejorativas, o negro era visto como escravo, como o mau trabalhador e como uma pessoa que não tinha condições devido à falta de civilidade, de trabalhar e progredir. Embora existam restrições, ainda hoje algumas pessoas não aceitam a revisão histórica e veem a sociedade de uma forma eurocêntrica e acham que as coisas devem continuar do jeito que estão.   Por outro lado, existem pessoas imbuídas desta ideia de ver o Brasil, de fato, na sua multiculturalidade e, nessa, a população negra – que é 53% da população – tem um papel fundamental naquilo de bom, que é a preservação da cultura, as relações interpessoais, a questão da religião, a questão da culinária etc.   A lei entrou para o calendário oficial da escola e, mal ou bem, elas são obrigadas a olhar para este tema. Algumas estão trabalhando durante todo o ano, outras trabalham de forma pontual. Então, muito mais pessoas, tanto professores do Censo quanto alunos, acabam tendo um contato, mínimo que seja, com a cultura afro-brasileira.  

IHU On-Line – Quais os avanços e perspectivas dez anos após a instituição da lei n. 10639/3?

Lúcia Regina Pereira – Eu diria que a perspectiva é de avanço, até porque ela é uma lei revolucionária. Eu gosto muito de dizer isso, visto que ela muda todo o sistema de ensino do país, desde a educação infantil até o ensino superior. Em termos de mudança social, as pessoas serão obrigadas a mudar seus pensamentos, suas visões simbólicas do mundo e das relações sociais no Brasil. Então, isso é revolucionário. Não se trata apenas de incluir conteúdos na sala de aula, mas também de pensar o fazer individual, o fazer de cada pessoa no dia a dia. Como eu trato aquele que é diferente? Como eu trato as questões étnico-raciais na sala de aula? Além da questão do conteúdo propriamente dito, as pessoas terão que olhar para seu comportamento e ver até que ponto – ou até onde – vão as limitações em aceitar o outro como produtor de história, como produtor de cultura, que é uma cultura relevante. E, se não fosse essa cultura, com certeza o Brasil seria diferente.  

IHU On-Line – Quais são hoje as principais reivindicações do movimento afrodescendente?

Lúcia Regina Pereira – Em matéria de publicação, diferente de dez anos atrás, existe um bom número de publicações relacionadas à questão do negro. Esse é um ponto extremamente positivo. Outro ponto é que a lei se efetive de fato, porque, dada a resistência da cultura brasileira, alguns municípios de tradição germânica ou outra qualquer pensam que não é importante falar de negros na sua localidade. Estamos aprendendo a história do país, e na história do país precisa estar incluída a de todos os segmentos. É importante fazer com que isso realmente se efetive. Não basta promulgar uma lei; precisa mudar a mente das pessoas e os seus posicionamentos.   Muitas escolas ainda pensam que fazer uma atividade no dia 20 de novembro contempla a questão da lei, mas a proposta não é essa. A proposta é que se integre no currículo propriamente dito e no currículo culto da escola, nas próprias relações interpessoais, para que as pessoas tenham consciência do tratamento. Então, esta questão tem de deixar de ser uma coisa pontual e festiva. A cultura tem que ser tratada como uma questão educacional, como uma questão de organização social. A cultura, neste momento, é extremamente importante, e ela tem que perpassar todo o processo educacional.   Os professores e professoras que estão se formando precisam ter conhecimento dessa lei, para quando forem exercer a sua profissão saberem como trabalhar a temática dentro da sala de aula. Então, é uma via de duas mãos. A questão da pesquisa também é fundamental. Por muito tempo se pesquisou a população negra da sociedade como se ela fosse um apêndice invisível, e hoje nós temos pesquisas direcionadas que vão reverter em prol dessa população que tanto foi excluída na sociedade brasileira.

O espetáculo Corpos Compartilhados, do Coletivo Lugar Comum, inicia uma série de 10 apresentações gratuitas pelo Recife e Região Metropolitana em espaços alternativos. As primeiras encenações dentro do projeto, aprovado pelo Funcultura, acontecem nesta quinta (25/04) e sexta (26/04), às 19h, na Associação Comunitária da Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes.

São ao todo quatro solos que propõem uma maior aproximação entre o público e os corpos dos bailarinos, todos utilizando a poesia como parte da criação e inspiração dos movimentos: Topografias do Feminino, de Liana Gesteira; OSSevaO, de Silvia Góes; Valsa.me, de Cyro Morais e Pé de Saudade, de Maria Agrelli. Corpos Compartilhados será encenado também em Olinda, Cabo, Camaragibe, Recife e São Lourenço da Mata.

A circulação continua em maio, dias 8 e 10, às 19h30, na Escola Municipal José Collier, em Camaragibe. Dias 9 e 24 de maio tem apresentações no Recife, dentro da programação do Festival Palco Giratório, em parceria com o Sesc, sempre às 18h, no pátio do Centro Apolo-Hermilo, ambas com recurso de audiodescrição. Dia 9 o público poderá conferir as performances Valsa.me e Topografias do Feminino e no dia 24 de maio, OSSevaO e Pé de Saudade.

 Ainda em parceria com o Festival Palco Giratório, o Coletivo Lugar Comum vai promover duas oficinas: Corpo e Voz (dias 2 e 3 de maio, das 14h às 17h) e Corpo e Poesia (dias 16 e 17 de maio, das 14h às 17h). As oficinas, direcionadas a pessoas com e sem deficiência visual, também contarão com recursos de audiodescrição e serão realizadas na sala de dança do Instituto dos Cegos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone: 81.9606.7758 ou através do site www.coletivolugarcomum.com.

O trabalho de consultoria e desenvolvimento do projeto de acessibilidade é da VouVer, da atriz Andreza Nóbrega e da psicóloga Liliana Tavares, ambas consultoras em acessibilidade e audiodescritoras. “LEVE, que também é um espetáculo do Coletivo Lugar Comum, foi o primeiro espetáculo de dança em Pernambuco a contar com o recurso da audiodescrição, durante uma das apresentações do Palco Giratório, em 2010. Depois o mesmo LEVE foi o primeiro a realizar uma temporada inteira com esse pensamento que integra a arte e a acessibilidade comunicacional com audiodescrição na concepção de cada uma das sessões. Agora é a vez do Corpos Compartolhados”, diz Andreza Nóbrega.

Ela diz que em teatro já há mais iniciativas, mas em dança ainda são poucos os grupos que se concentram no debate. “Mas tudo isso vai mudando aos poucos. A orientação sobre a importância da acessibilidade ressaltada nos próprios editais, como é o caso do Funcultura, tem feito os coletivos e artistas planejarem seus espetáculos com essa prioridade”, completa Liliana Tavares.

“A audiodescrição em dança tem que dançar com o corpo na cena, porque é movimento”, destaca Andreza com o brilho nos olhos de quem fala com paixão sobre a sua luta e suas conquistas. Para Liliana “é um processo muito rico. Cada obra é nova, cada trabalho é único, seja teatro, ópera, dança, cada espetáculo é único”.  

Corpos Compartilhados é composto de quatro solos de dança contemporânea criados por artistas do Coletivo Lugar Comum a partir de um pensamento de performance. Os trabalhos são Topografias do Feminino, de Liana Gesteira, sobre o corpo-território da mulher, com seus significados, sensações e simbologias; OSSevaO (expressão de O Avesso espelhado), de Silvia Góes, poetizando sons e lapidando letras num corpo-palavra que se mostra no desnudamento do seu avesso; Valsa.me, de Cyro Morais, um convite para a dança de um corpo que traz marcas de diferentes amores vivenciados; e Pé de Saudade, de Maria Agrelli, que compartilha com o público a sensação da saudade como parte inextricável do próprio corpo. Todos têm em comum a proposta de discutir em seus corpos memórias e vivências de outros.

Com informações de Taba Benedicto, do Consumidor Moderno Consciente

Uma empresa americana ecoATM disponibiliza um aparelho que efetua a troca de gadget usado ou com defeito por dinheiro. Já foram espalhados 320 quiosques da empresa por 20 estados norte americanos. A iniciativa pretende que resíduos eletrônicos sejam descartados inadequadamente.

O aparelho desenvolvido pela empresa funciona da seguinte forma, o consumidor informa o modelo de seu aparelho a ser descartado, depois de identificado o item. É tirada uma foto do documento para comprovar a maioridade e garantir que o aparelho não é roubado.

Então é liberada uma etiqueta a ser colada no aparelho pelo consumidor. Um sistema automático tira foto do aparelho e digitaliza as informações. A análise de qualidade do equipamento descartado é feita por meio de um cabo conectado ao aparelho, e, assim, determinado o valor do material.

s valores dos gadget descartados variam de US$ 7, para quando não possuem condições de uso, até US$ 142, quando o item descartado estiver em bom estado. Neste caso são restaurados para permanecerem em uso.

Os aparelhos que não possuem conserto são desmontados e seus componentes são levados para reciclagem.

Segunda, 22 Abril 2013 19:47

Movimento Pró-Criança completa 20 anos

Escrito por

O Movimento Pró-Criança inicia as comemorações dos seus 20 anos com a realização de um evento nesta terça (23), a partir das 15h, aberto ao público, no auditório da sede do Pró-Criança dos Coelhos (Rua dos Coelhos, 317, em frente ao IMIP). Durante o encontro será apresentada a marca comemorativa em homenagem às duas décadas da instituição, além do balanço social e prestação de contas da gestão financeira da ONG do último ano. A abertura terá apresentação do Coral Pró-Criança.

Fundado em 27 de julho de 1993 pela Arquidiocese de Olinda e Recife, o MPC tem como objetivo promover o direito à cidadania das crianças, adolescentes e jovens em situação de risco ou abandono, na jurisdição dos municípios que compõem a Arquidiocese de Olinda e Recife ou a quem esta delegar, através de educação complementar e da oferta de oportunidade de inclusão social.

Através dos projetos realizados nas suas três unidades (Piedade, Coelhos e Recife Antigo) ao longo de 2012, o Pró-Criança beneficiou diretamente 1.335 crianças, adolescentes e jovens, além de 880 pais e/ou responsáveis.As atividades realizadas ao longo deste exercício, também contemplaram a parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco para validação da nova missão, visão de futuro e valores do MPC e a análise do seu impacto no sistema institucional e os desdobramentos sobre as atividades gerais da organização.

No exercício de 2012 o Movimento Pró-Criança contou com o apoio de mais de 60 parceiros, compreendendo instituições públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, empresas públicas e privadas e pessoas físicas.

Além destes, há 367.063 pequenos contribuintes que através de suas contas de energia elétrica (CELPE) e de água (COMPESA) têm efetivado as suas contribuições. No último ano essas contribuições representaram 66,59% do total da receita da instituição. Se acrescentarmos a esses números outros pequenos parceiros engajados através do Sistema de Telemarketing, Sistema Telemar Norte e Leste S/A, e outras contribuições avulsas, esse percentual se eleva para 80,33% do orçamento total do MPC.

O corpo técnico-administrativo que deu suporte as atividades do MPC neste período contou com a colaboração de 107 servidores, envolvendo 35 profissionais de nível superior (pedagogos, educadores, psicólogos, assistentes sociais, etc.), pessoal de nível médio e básico, além de 19 estagiários e 52 voluntários. Visando manter o sistema de capacitação dos seus funcionários, o MPC deu continuidade ao Projeto Auxílio Educação, através do pagamento de 50% das despesas com instituições ou mensalidades de seminários e cursos de curta e longa duração (Especialização, Mestrado, etc.). Em 2012 o investimento neste programa foi de R$ 42.229,40 (1,27% das despesas administrativas), tendo beneficiado 30 funcionários.

Da mesma forma foi investido no ano em assistência médica para valorização do quadro funcional do MPC o valor de R$ 248.389,19, representando um percentual de 5,91% das despesas administrativas.

O relatório que será apresentado nesta terça ressalta também a continuidade do Programa de Voluntariado do MPC, integrada com a Rede Pernambuco Voluntário, que conta com mais de 30 instituições, tendo realizado com o apoio do Pró-Criança, até dezembro de 2012, treze capacitações, onde foram preparadas 275 pessoas para realizar trabalho voluntário em diversas instituições integrantes da rede em Pernambuco.

No último ano de 2012, o Movimento Pró-Criança foi homenageado pela ONU e pelo Governo Brasileiro entre as instituições nacionais que mais vêm contribuindo através de seus projetos para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Neste aniversário de 20 anos do Pró-Criança, há muito o que comemorar, principalmente pela história de tantas vidas que mudaram ao longo destas quase duas décadas. Nomes como o do bailarino Wanderson Wanderley, que pode parecer desconhecido para os pernambucanos, mas na verdade o menino é daqui e está fazendo o maior sucesso na Áustria. Desde 2005 ele mora e trabalha, como bailarino, em Viena. Em 2006 foi contratado para integrar o grupo de dança da ópera “Carmen Cubana”. Agora dá aulas de dança por lá e está ensaiando para novas apresentações. São vidas assim que se misturam com a história do Movimento Pró-Criança e desses cinco senhores incansáveis.  

Há duas décadas o Movimento Pró-Criança, coordenado por um quinteto voluntário de senhores aposentados, de cabelos brancos e muita vontade de viver, vem atuando na Região Metropolitana do Recife, sendo considerada uma das principais estruturas do país no desenvolvimento sócio-educativo de crianças, adolescentes e jovens em situação de exclusão social, segundo pesquisa da Kanitz & Associados.

Através de atendimento e orientação médica, jurídica, psicológica e educacional e qualificação profissional são beneficiadas anualmente milhares de crianças e jovens.   Atualmente cada criança assistida pelo Pró-Criança, que sobrevive graças às doações de empresas e pessoas físicas, representa um investimento mensal de cerca R$ 150,00, garantindo aulas profissionalizantes e de arte, aulas complementares ao programa escolar trabalhadas de forma lúdica para incentivar um maior rendimento na escola, aulas de cidadania, alimentação e transporte. O valor médio varia de ano a ano.  

De acordo com o presidente da instituição, Sebastião Barreto Campello, um voluntário de mais de 80 anos, um dos principais passos que vem com o amadurecimento da maioridade é a realização de novas ações focadas principalmente no pós Pró-Criança. “Estamos em entendimento com financiadores e com o Sebrae, por exemplo, para desenvolver um programa de supervisão de crédito por voluntários para ajudar na abertura do próprio negócio para aqueles alunos que terminam os estudos”, explica. A abertura de vagas no mercado de trabalho através de parcerias também é outra iniciativa.  

O fotógrafo Júnior Santos é outro belo exemplo da luta dos cinco senhores que se destacam nesta matéria, ex-aluno da escola de fotografia do MPC, ganhou uma bolsa graças ao seu talento e está estudando na Suíça.

em a história de Maria Neves, que merece ser contada mil vezes.

Pernambucana da terra estudada por Josué de Castro, como tantos, quando criança ela saía muito cedo de casa com a mãe e os irmãos para pegar mariscos na maré, saíam às vezes sem comer, passavam a manhã inteira trabalhando e quando voltavam cozinhavam o que tinham conseguido juntar para vender e garantir o sustento da família. A mãe morreu quando ela tinha 11 anos. O pai biológico nunca a procurou.

Maria decidiu que ia mudar de vida e via nos estudos a possibilidade de crescer. Aos 12 anos conheceu o Pró-Criança e terminou indo parar em Nova Iorque, onde fez formação de um ano na escola Alvin Ailley, instituição famosa por ter tido como aluna a pop star Madona, entre outras personalidades. Depois Maria voltou pra cá por escolha própria e hoje é professora de dança e coreógrafa no mesmo lugar onde iniciou sua carreira, no Pró-Criança.  

Outras histórias de vidas que mudaram  

A arte como instrumento de mudança já desenhou muitas histórias de sucesso no Pró-Criança. Dos que ficaram por aqui, a bailarina Milze Costa faz parte atualmente do grupo de dança que se apresenta com Novinho da Paraíba e Jaciara Alves trabalha como professora de dança e produtora executiva, dando assistência a todos os cursos da escola de dança do Espaço Cultural Maria Helena Marinho. São histórias que só comprovam que a mudança é possível e que o primeiro passo é acreditar nela. O quinteto de cabelos brancos vem acreditando, trabalhando e comemorando junto com todos os jovens que vão desenhando novos futuros.

Desde 2004 que o Pró-Criança vem mantendo contatos com várias entidades austríacas, através da Organização Rosário da Luz. Em 2008, a chance apareceu para a passista pernambucana Bruna Renata, aluna do Espaço Cultural Maria Helena Marinho, que participou de uma série de apresentações em Viena, na Ferien Messe, a maior feira de turismo da Áustria.

Fundado em 27 de julho de 1993 pela Arquidiocese de Olinda e Recife, o Movimento Pró-Criança atua na Região Metropolitana do Recife e conta com três unidades localizadas nos bairros dos Coelhos, Recife Antigo e Piedade. “Estamos convictos de que, no ambiente dos 19 municípios desta Arquidiocese, existem recursos suficientes para solucionar o grave problema social das crianças “em situação de risco” e “em situação de rua”.

O Movimento Pró-Criança é uma tentativa de organizar estes recursos materiais e humanos, oferecendo a todos a oportunidade de fazer o bem, salvando vidas humanas”, enfatiza Sebastião Barreto Campello, presidente da instituição.  

Para participar das atividades oferecidas pelo MPC, os alunos precisam estar matriculados, em outro turno, numa escola pública regular.  

Projetos em andamento

Jovem Artesão

Objetivo: Formar jovens cidadãos na educação pela arte.

Nº. de Beneficiários: 100

Parceiro: Instituto Ayrton Sena

Parceiro: Coca-Cola   Unidade: Coelhos e Piedade  

Coca-Cola

Objetivo: Profissionalizar jovens no mercado de varejo.

Nº. de Beneficiários: 1155

Parceiro: Coca-Cola   Unidade: Coelhos e Piedade

Decolando na arte da vida

Objetivo: Capacitação de adolescentes e jovens em artes gráficas, plásticas, percussão, dança e corte e costura. (Desenvolvido em dois períodos)  

Nº. de Beneficiários: 210

Parceiro: INFRAERO

Unidade: Piedade

Reuso de Águas  

Objetivo: Captar, filtrar e reutilizar águas da chuva.

Nº. de Beneficiários: 150

 Parceiro: HSBC

Unidade: Espaço Maria Helena Marinho-Movimento Pró-Criança

Vida Nova  

Objetivo: Prevenção junto às crianças em situação de vulnerabilidade a ociosidade e a permanência nas ruas, oportunizando o desenvolvimento dos seus potenciais.  

Nº. de Beneficiários: 50

Parceiro: Governo do Estado

Unidade: Espaço Maria Helena Marinho-Movimento Pró-Criança

Mentoria  

Objetivo: Melhorar a qualidade de vida de crianças e jovens, apioando a Orquestra MPC (EMHM).

Nº. de Beneficiários: 150

Parceiro: Excelsior Seguros  

Unidade: Espaço Maria Helena Marinho-Movimento Pró-Criança

Direitos promovidos, criança com qualidade de vida  

Objetivo: Promoção da Cultura e Educação.

Nº. de Beneficiários: 300

Parceiro: Fundação Mapfre

Unidade: Coelhos e Piedade

Future First-Inventing in our children

Objetivo: Manutenção do Coral EMHM-MPC e Oficina de Reciclagem.

Nº. de Beneficiários: 150

Parceiro: HSBC/LOSANGO, UNINTS e TJ-PE.

Unidade: Espaço Maria Helena Marinho-Movimento Pró-Criança

Serviço:   Movimento Pró-Criança

www.movimentoprocrianca.org.br  

(81) 3412.8989

 

SDS lança Campanha

 

Em mais uma ação do Governo do Estado, o Secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, lançou na manhã da última quarta – feira (17), no auditório da SDS, durante coletiva com a imprensa, a campanha “Cultura de Paz”.

 

O principal objetivo é diminuir, a partir da conscientização, os índices de violência por razões fúteis e impulsivas, que de acordo com a Gerência de Análise Criminal e Estatística – GACE, atingiu em 2012 a marca de 49% dos homicídios investigados no Estado.

 

Com o tema: “Se você perder a cabeça, você perde a sua vida. Não deixe um impulso afastar você de quem você ama”, a campanha será veiculada na televisão, no rádio, no jornal, na internet, em outdoor, backbus, além de cartazes e adesivos para carros. A campanha abrangerá a Capital, Região Metropolitana e cidades do Interior.

 

Wilson Damázio falou da importância da realização do trabalho e atribuiu a necessidade de lançar a Campanha no Estado, ao índice de crimes violência por razões fúteis e impulsivas. “Esses são crimes que muitas vezes a polícia não tem como intervir, pois na maioria das vezes, acontecem dentro das próprias casas. Por isso o Governo do Estado decidiu apostar e lançar a Campanha, visando a conscientização e a valorização da vida. Além de ser um grande passo para continuarmos alcançando resultados positivos no que diz respeito a segurança no estado”, falou.

 

Durante o lançamento, foram apresentadas as peças publicitárias que serão utilizadas como divulgação, além de três pequenos vídeos que serão exibidos. Também estiveram presentes representantes da Prefeitura do Recife e da Agência que elaborou as peças, Blacninja.


Assista os vídeos:






Sexta, 19 Abril 2013 14:00

Os direitos “sagrados” dos caubóis

Escrito por

Por Cesar Vanucci *

“Todo inventor de formação humanística tem seu momento de depressão a la Santos Dumont, por causa do temor de que sua invenção venha a ser desvirtuada dos propósitos originais.”

(Domingos Justino, educador)

Inimaginável impressora capaz de produzir artefatos em três dimensões, bolada por uma tecnologia de vanguarda destes tempos assombrosos, está sendo desvirtuada dos objetivos para os quais foi inventada, passando a atender a maquiavélicos e assustadores propósitos. O que se cogitava, de princípio, com a revolucionária técnica, era a produção de objetos de adorno ou de utilidade prática no ambiente caseiro, de forma a facilitar a vida das pessoas dotadas de habilidades mecânicas ou artesanais.

Mas eis que o instinto perverso de alguns descobre, de repente, outra linha de utilização para o instrumento: a fabricação de armas portáteis mortíferas de comprovada eficácia. Com a “vantagem” para os interessados na composição de “arsenais domésticos” de não terem que prestar contas a ninguém de suas “atividades” como fabricantes clandestinos de instrumentos de destruição. Testes promovidos por especialistas revelaram que armas de potente calibre nos moldes configurados em nada ficam a dever, quanto aos malefícios espalhados, aos produtos originais. E a munição tradicional é perfeitamente adaptável.

A descoberta desse macabro aplicativo da impressora de três dimensões levantou, naturalmente, enorme preocupação. Os órgãos competentes estão dando tratos à bola, nos Estados Unidos, com vistas a estabelecer normas de controle que possam impedir o invento de transformar-se numa ameaça social sem controle.

Já uma minoria barulhenta de caubóis que na terra de Tio Sam defendem, com tresloucados argumentos, o “sagrado direito” de cada cidadão em poder montar dentro de casa seu próprio arsenal bélico, mode proteger-se dos riscos urbanos, suburbanos e rurais, vale dizer, dos riscos da vida, vem celebrando com euforia a novidade. Em depoimentos, alguns desses personagens – hoje em conflito aberto permanente com o governo Obama, por sua disposição de regulamentar o negócio de armas no país – registram, com insano júbilo repita-se, que a geringonça tecnológica é um caminho apontado por Deus aos verdadeiros patriotas americanos. Um pessoal disposto a não renegar, sob pressão alguma, os “autênticos valores da nacionalidade” e que se insurge com destemor contra decisões que cogitem submetê-los a normas, como a da regulamentação de armas, que alvejam claramente seus sagrados direitos pessoais, ufa!

Isso mesmo que você acaba de ler, caro leitor. Nada de espanto prolongado. O jogo dos fundamentalistas estadunidenses é feito todo nessa base. O radicalismo dominante transpõe todos os limites razoáveis e imagináveis. O Presidente negro Barack Obama é considerado por essa gente perigoso agente da esquerda terrorista, com vinculações no mundo muçulmano.

Como as correntes integristas e racistas são ainda força política dotada de poderes na sociedade norte-americana, os argumentos empregados pelos seus porta-vozes geram certa ebulição. As ferozes resistências, inclusive na mídia, que a Casa Branca tem encontrado para fazer prevalecer uma legislação sensata de regulamentação do comércio de armas configuram bem o estado de espírito belicoso desses grupamentos, que bebem inspirações para seus atos nas idéias da Ku Klux Klan, da Sociedade John Bird e do Tea Party.

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

Por Paula Furlan, do Consumidor Moderno Consciente

A primavera chegou ao Brasil com ares de verão e como nem todo mundo pode aproveitar a brisa do mar ou o frescor de parques arborizados, quando possível apelamos para o ar condicionado.   É notório quão prejudicial para o ambiente e para a saúde das pessoas o uso deste aparelhinho tão querido nos dias quentes, além disso seu consumo de energia desestabiliza qualquer orçamento.   Portanto, para quem não conta com um ar condicionado disponível ou quer usá-lo apenas nos casos de calor mais extremos, algumas dicas podem ajudar a manter seu ambiente mais fresco, ecologicamente correto e, é claro, econômico.

Feche as janelas  

Pode parecer absurdo, mas em dias quentes de verão, abrir as janelas, muitas vezes, torna a sua casa mais quente, e não mais fresca. Abra as janelas apenas à noite, quando o ar é mais frio do lado de fora do que dentro, e feche-as – juntamente com persianas e cortinas – antes que o sol bata no ambiente pela manhã. Quando a noite cair, abra bem as janelas, particularmente aquelas que dão para correntes de ventos, para que possa aproveitar a ventilação. Isso permitirá que o ar fresco da noite circule e evita que uma boa parte do calor do sol entre em casa. Você também pode colocar plantas – especialmente plantas grandes em vasos – na frente de janelas ensolaradas que possam absorver parte da energia do sol.

Use os ventiladores estrategicamente

Muitas pessoas não sabem otimizar o uso dos ventiladores. Aqui vão algumas dicas para que eles realmente refresquem o ambiente.  Os ventiladores de teto podem criar uma brisa agradável para refrigerar um quarto de forma significativa. Certifique-se de que você tem o ventilador na direção certa, mesmo porque ventiladores de teto também podem ser usados no inverno para criar uma corrente ascendente: no verão, você deve sentir a brisa soprando. E lembre-se, ventiladores de teto servem para refrescar pessoas e não ambientes, portanto, desligue-os quando sair do lugar. Se você estiver comprando ventiladores de teto novos, certifique-se de comprar ventiladores com certificação energética eficiente. Esta escolha pode fazer diferença no bolso a longo prazo.   Ventiladores de chão colocados diretamente na frente de uma pessoa, é claro, ajudam a mantê-la fresca. Borrife água nele e você pode mudar radicalmente a sua temperatura, como a água evapora fora de sua pele, seu corpo libera calor.

Um túnel de vento feito em casa é a terceira opção, se há uma brisa fresca, principalmente à noite, coloque um ventilador virado para um lado da sua casa recebendo o vento, e outro voltado para fora no lado oposto da casa. Você vai maximizar a potência de refrigeração da brisa natural.  

Coma alimentos gelados  

Assim como tomar uma bebida gelada ajuda a refrescar, comer alimentos frios também são aliados do bem estar nos dias quentes e ajuda a manter sua temperatura interna mais baixa em dias quentes. Tente colocar na sua dieta saladas de frutas, especialmente como melancias e melões ou sopas frias. Se quiser comer algo quente, tente usar um grill ou forno de microondas, pois o uso do forno e fogão aquecerá a temperatura da cozinha e você sentirá mais calor. E lembre-se, utensílios de cozinha não são os únicos dispositivos que emitem calor, limitar o uso de eletrônicos e iluminação vai ajudar a manter sua casa com uma temperatura mais amena.

Apague as luzes  

Enquanto a iluminação moderna, como lâmpadas fluorescentes compactas e de LED são mais eficientes, as incandescentes produzem tanto calor quanto luz. Mas, mesmo com lâmpadas que geram menos calor, apagar as luzes é sempre eficiente para economizar energia. O mesmo vale para muitos eletrônicos, então tire das tomadas quaisquer aparelhos que não precisem ficar plugados, pois mesmo em modo standby muitos permanecem quentes.

Tome um banho frio ou vá nadar  

Pode parecer bem óbvio, mas não custa falar novamente: se você está com calor, amenize a temperatura do seu coração ao imergir em água fria. A menos que haja 100% de umidade, a evaporação da água da sua pele esfriara assim que você sair da água. Se não puder fazê-lo, use água e cubos de gelo para manter seus pulsos frios, como os vasos sanguíneos estão muito próximos à pele nesta região, o resfriamento é eficaz como se estivesse esfriando o sangue diretamente.  

Instale toldos  

Assim como persianas e arbustos de trabalho podem ajudar a proteger a sua casa dos quentes raios do sol, toldos podem também ser uma ferramenta que ajuda a economizar dinheiro em contas de energia ao reduzir o calor que sua casa absorve. Este é um investimento que pode valer a pena e até mesmo dar um visual charmoso à casa.

Plante árvores estrategicamente  

Sua casa fica quente porque o sol bate nela implacavelmente em dias quentes de verão. Deixe a natureza ajudar a reduzir suas contas de energia por meio do plantio de árvores nas laterais da sua casa. No verão, suas folhas largas sombrearão sua casa, enquanto no inverno, os ramos nus não vai impedir o calor do sol de chegar às suas paredes.  

* Com informações do The Daily Green

quadrilha

 

Terão início nesta segunda-feira (22) as inscrições para o Festival de Quadrilhas Juninas categorias adulto e infantil, promovido pela Prefeitura do Recife. A iniciativa, que tem por finalidade valorizar e incentivar a manifestação cultural característica do São João do Nordeste, distribuirá um montante de R$ 100,9 mil em premiações para as melhores apresentações. As inscrições serão realizadas até a sexta-feira, 26 de abril, das 10h às 16h, na Casa 39 do Pátio de São Pedro, no Bairro de São José. Dúvidas poderão ser esclarecidas através dos números 3355.8018, 3355.8048 ou 3355.8193.


Podem participar do concurso todas as quadrilhas, desde que sejam compostas por, no mínimo, 18 pares na categoria adulto, e 16 pares na infantil. Os critérios de avaliação para pontuação das apresentações serão a interpretação do casamento, a evolução e harmonia do conjunto, a atitude do marcador, a criatividade e precisão da coreografia, a concepção e originalidade do figurino, a seleção musical e o desenvolvimento do tema.

 

As eliminatórias da categoria adulto acontecerão nos dias 22 e 23 de junho, a partir das 20h, nos bairros de Casa Amarela, Peixinhos, San Martin, Várzea e Ibura/UR-2. Ao todo, 24 quadrilhas dos Grupos 1 e 2 serão selecionadas para a final, que será realizada nos dias 28 e 29 de junho, no Sítio da Trindade. Cada grupo de dança classificado receberá prêmios de R$ 1.700,00 (Grupo 1) e R$ 1.250,00 (Grupo 2). Além de receberem troféus pelas evoluções, as cinco quadrilhas vencedoras dos Grupos 1 e 2 serão contempladas com prêmios que totalizam R$ 43,9 mil.

 

Na modalidade infantil, as eliminatórias serão realizadas nos dias 9 e 16 de junho, a partir das 14h, no Sítio da Trindade. Cinco quadrilhas serão selecionadas para a final, marcada para ocorrer no mesmo local, no dia 24 de junho, a partir das 15h. Os grupos de dança classificados serão contemplados com R$ 1,5 mil, cada. Os jovens ganhadores também receberão troféus e a premiação de R$ 5 mil para a 1ª colocação, R$ 3,5 mil para a 2ª, R$ 2,5 mil para a 3ª, R$ 2 mil para a 4ª e R$ 1,5 mil para a 5ª.

 

O Festival é realizado pela Fundação de Cultura Cidade do Recife com apoio da Federação das Quadrilhas Juninas de Pernambuco (Fequajupe).

outlet solidário aacd

 

 

A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) promove, entre os dias 22 e 23 de abril, na Arcádia Paço Alfândega, a sexta edição Outlet Solidário. O bazar é uma ótima oportunidade para comprar presentes e ainda ajudar a instituição, que não possui fins lucrativos.

 

Para esta edição, a agência Gruponove, parceira da entidade há mais de 10 anos, desenvolveu um campanha que traz o slogan “A moda ajuda a autoestima. Parte de tudo que é vendido ajuda a AACD”. E no Outlet, além de se sentir bem, com a autoestima elevada, as compras ajudam no tratamento de crianças, jovens e adultos, pois 10% de toda a venda são revertidos para a AACD-PE.

 

O evento irá reunir, em uma estrutura diferenciada, lojas dos mais diversos segmentos: vestuário, moda praia, lingerie, acessórios, calçados e decoração com descontos entre 50% e 70%. Serão mais de 40 stands montados para expor produtos de grifes como La Pomme, Maria Muamba, Prima Santa, Mascate, Senhoria Luna, Hope Lingerie, Maison Elle, Divina Graça, Lubella, Lure Aromas Personalizados, Dolly Mi Pulseiras Fashion, Bendita Seja, Tax, Praiana, Mactoot, Milla Boutique, Mercatore, Juliana Beltrão, entre outras.

 

Na última edição, a Associação de Assistência à Criança Deficiente arrecadou cerca de R$ 60 mil. São esperadas mais de três mil pessoas nos dois dias de evento. “Todo recurso que a AACD recebe é destinado para melhoria dos atendimentos. Com os valores arrecadados com o Outlet, por exemplo, é possível capacitar ainda mais o nosso corpo clínico e adquirir novos equipamentos para auxiliar na reabilitação dos pacientes”, explica o gestor administrativo da instituição, José Nunes. A produção do evento, comandado por Celinha Batista, Lourdinha Maciel, Cida Melo, Anelise Renda e Andrea Danzi, espera repetir o sucesso das edições anteriores.

 

Além das grifes, uma área gourmet será montada na Arcádia para atender os visitantes do Outlet. Na mini praça de alimentação serão oferecidos pastéis, coxinhas, doces e sanduíches leves, e todo o cardápio será assinado por Celinha Batista. Os ingressos para o VI Outlet Solidário custam R$5 e poderão ser adquiridos na bilheteria da casa de recepções nos dois dias do evento.


Mais lojas participantes:
Honey Pie, Durma Bem Colchões, Guilhermina, CG Store, Relicário Roupas e Acessórios, Caju Artigos Personalizados, Ponto Minas Fashion, Espaço das Unhas, Amor Perfeito Lingerie, Banda Desenhada, Verde, Constantino Buffone, Pedras e Prata, Corujando, Ulalá, Elaine Vasconcelos Aromas e Presentes, Rosângela Santos, Sogno Allegro, Closet Modas, Exclusivité, Chá com Chita, Joui, Bessa, Donalice, Cecília Souza Fisioestética e Acupuntura, Durma bem Colchões, Casabella Cortinas, Fofuxa e Cristina Soares e Juliana.

*Por Reinaldo Domingos

Muito famoso no passado, o temido dragão da inflação voltou às pautas nos últimos meses e tem causado grande preocupação, tendo como o principal vilão o preço do tomate, com elevação de 122,13% em 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Realmente estamos em um período de alta de preços, mas, é importante reforçar que os índices inflacionários ainda não dispararam, muito pelo contrário, isso dificilmente acontecerá, principalmente pelo impacto político que este número tem. Mas, as noticias mostram que este índice não está adormecido, por isso todo cuidado é pouco.

Assim, medidas devem ser tomados para que os aumentos de preços não tenham reflexos diretos no cotidiano. Tendo em mente que os índices já estão menores. Recentemente o IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, usada como base para as metas do governo, que apresentou variação de 0,47% março – taxa inferior à registrada no mês anterior, de 0,60%.

Mas como fazer com que a alta dos preços não ocasionem prejuízos e desespero? O primeiro passo é manter a calma. Muitas pessoas lembram o período quando a inflação era monstruosa e por isso já ligaram o sinal de alerta, mas é importante não se desesperarem, pois isto só prejudicara a situação, uma corrida às compras para armazenar produtos só ocasionará um cenário no qual a inflação será ainda maior.

A saída é a educação financeira, fazendo com que a pessoa considere o fator inflacionário na hora de seu planejamento financeiro. Tenha em mente que uma inflação na faixa dos 4% ou 5% pode e vai comprometer o seu poder de compra e o desempenho dos seus investimentos se não ocorrerem cuidados. É preciso proteger seu dinheiro, e para isso o principal caminho é definir os sonhos de curto, médio e longo prazo que deseja realizar e investir o dinheiro de acordo com esses, pois, o rendimento anulará a inflação.  

O índice inflacionário não poupa ninguém. Ele pode comprometer os ganhos de qualquer tipo de aplicação financeira. Por isso, vale acompanhar os índices inflacionários. O IPCA é o indicador utilizado na política de metas inflacionárias do governo. No entanto, quando o assunto é finanças pessoais, também é importante acompanhar o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado).

O IGP-M é utilizado porque afeta mais diretamente o bolso do consumidor. Esse indicador inflacionário é utilizado, por exemplo, para contratos de aluguel, reajustes de tarifas públicas e planos ou seguros de saúde.  

Sobre a relação da inflação com o consumo, uma idéia bastante comum é a de parcelar compras com prestações fixas. Realmente esta opção é tentadora, mas, pode ter certeza, nos valores das prestações incidirá, por mais que seja dito que a taxa é zero, tenha em mente, nenhuma instituição emprestará dinheiro para você se não tiver nada em troca.

Sobre armazenar produtos, também alerto para um risco. As pessoas passam a armazenar muitas vezes desordenadamente, o que faz com que compre coisas que não são realmente necessárias, em quantidades excessivas e que perdem as validades rapidamente, isso faz com que o desperdício seja muito grande e os prejuízos financeiros maiores ainda. Assim, para armazenar é preciso controle saber o que já tem e o que realmente utiliza.

 Mas, o mais importante neste período é evitar deixar o dinheiro parado, sem aplicações, dinheiro sem direcionamento será rapidamente desvalorizado. Pesquise e veja quais são as linha de aplicação financeira que mais respondem aos seus interesses, sempre lembrando de dividir os sonhos em curto, médio e longo prazos.

Por fim, por mais que as notícias sobre a inflação sejam assustadoras, não se deve entrar em desespero, é muito difícil que retomemos as taxas inflacionárias que tínhamos à 20 anos atrás, assim, mais do que nunca é hora de pensar na educação financeira, pois esta com certeza fará com que os impactos sejam muito menores no seu dia a dia.

 

*Reinaldo Domingos, educador financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira e Editora DSOP e da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), autor dos livros Terapia Financeira, Eu mereço ter dinheiro!, Livre-se das Dívidas, Ter Dinheiro Não Tem Segredo, das coleções infantis O Menino do Dinheiro e O Menino e o Dinheiro, além da coleção didática de educação financeira para o Ensino Básico, adotada em diversas escolas do país, Apostila de educação financeira para o ensino EJA e Jovem Aprendiz.  

A Biblioteca Carmen de Burgos, do Instituto Cervantes Recife, está promovendo um concurso de fotografia com o tema "Livros, leitura e biblioteca" para celebrar o Dia do Livro e do Direito do Autor. Os interessados deverão realizar as inscrições até o próximo dia 20 de abril. Os vencedores serão conhecidos em 23 de abril, quando se comemora a data.

Serão concedidos três prêmios:

Primeiro lugar: Uma bolsa de estudos (módulo de 90 horas) para um curso de espanhol no Instituto Cervantes Recife + um dicionário do Instituto Cervantes Recife + um diploma de participação.

Segundo lugar: Um curso virtual de espanhol - AVE (Aula Virtual de Español) (módulo de 60 horas)  +  um dicionário do Instituto Cervantes Recife e um diploma de participação. 

Terceiro lugar: Um curso virtual de espanhol - AVE (Aula Virtual de Español) (módulo de 30 horas)  +  um dicionário do Instituto Cervantes Recife +  um diploma de participação.

Para ver as regras do concurso, clique em:  http://recife.cervantes.es/es/biblioteca_espanol/biblioteca_espanol.htm

Prazo de envio das fotografias: até 20 de abril de 2013.  

Comunicação dos ganhadores: 23 de abril, Dia do Livro

Evento integra comemorações do Dia Nacional do Livro Infantil, que acontece nesta quinta (18). Na ocasião, todas as escolas municipais estarão com programação especial.

 

Da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Olinda

No Dia Nacional do Livro Infantil, Olinda inaugura nova biblioteca escolar. A unidade de ensino Coronel José Domingos, em Ouro Preto, conta agora com um novo espaço de pesquisa e leitura. A Secretaria de Educação do município também vai ampliar o projeto literário da rede, abrindo o acesso das bibliotecas escolares para o público em geral.

A inauguração acontece nesta quinta (18), que também será um dia voltado especialmente para atividades literárias, em todas as escolas da rede. Estão programadas rodas de leitura, exposição de textos dos alunos, feira de troca-troca de livros, apresentações de recitais, oficinas de desenho e pintura.

De acordo com a diretora de Programas e Projetos Educacionais, Josiane Melo, abrir o acesso da biblioteca escolar para a comunidade é ampliar o espaço de leitura e fomentar o desenvolvimento social. “Com a medida, alunos de qualquer rede, professores, pais, curiosos, pesquisadores, poderão usar o espaço para pesquisas e até fazer o empréstimo de livros”, informa. A rede municipal de ensino possui 51 escolas bases, das quais 21 já estão com biblioteca. As demais possuem cantinho de leitura ou biblioteca itinerante.

A escola Coronel José Domingos também inaugura uma Sala de Atendimento Especializado (SAE) com recursos multifuncionais, para apoiar de forma complementar crianças com superdotação ou de forma suplementar aos alunos com deficiência no ensino regular. As salas multifuncionais possuem itens voltados para o atendimento especializado feito com profissional especializado em educação Especial. 

Quarta, 17 Abril 2013 15:09

Infelicianeidade

Escrito por

Por Frei Betto*  

Marco Feliciano  Vocábulos nascem de expressões populares. Assim como nomes próprios trazem significados que deitam raízes em suas respectivas etimologias.

Feliciano é nome de origem latina, derivado de felix, feliz. Nem sempre, contudo, uma pessoa chamada Modesto deixa de ser arrogante e conheço uma Anabela que é de uma feiura de fazer dó.

Estamos todos nós, defensores dos direitos humanos, às voltas com um pepino federal. Nossos servidores na Câmara dos Deputados, aqueles cujos altos salários e complementos (viagens aéreas, planos de saúde, assessores etc.) são pagos pelo nosso bolso, e a quem demos empregos através do voto, cometeram o equívoco de eleger o deputado e pastor Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos.

O pastor-deputado, filiado ao PSC-SP, escreveu em seu twitter: “Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato.” Em outra mensagem, postou: “Entre meus inimigos na net (sic) estão: satanistas, homoafetivos, macumbeiros…”

Em processo aberto no Supremo Tribunal Federal, Feliciano é acusado de induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, crime sujeito à prisão de um a três anos, além de multa.

Em sua defesa, protocolada, a 21 de março, pelo advogado Rafael Novaes da Silva, Feliciano afirma: “Citando a Bíblia (…) africanos descendem de Cão (sic) (ou Cam), filho de Noé. E, como cristãos, cremos em bênçãos e, portanto, não podemos ignorar as maldições.”

Que deus é este que amaldiçoa seus próprios filhos? Essa suposta teologia vigorou no Brasil colonial para justificar a escravidão. O Deus de Jesus ama incondicionalmente todos os homens e mulheres, e ainda que O rejeitemos Ele não deixa de nos amar, conforme atestam a relação do profeta Oseias com sua mulher Gomer e a parábola do Filho Pródigo.

Todo fundamentalismo cristão é ancorado na interpretação literal da Bíblia, que deriva da ignorância exegética e teológica. Os criacionistas, por exemplo, que negam o evolucionismo constatado por Darwin, acreditam que existiram um senhor chamado Adão e uma senhora chamada Eva, dos quais somos descendentes (embora não expliquem como, pois tiveram dois filhos homens, Caim e Abel…). Ora, Adão em hebraico é terra, e Eva, vida. O autor bíblico quis acentuar que a vida, dom maior de Deus, brota da terra.

Ter Feliciano como presidente de uma Comissão tão importante – por culpa de grandes legendas como PMDB, PSDB e PT – é uma infelicidade, pois não condiz com o nome do deputado que, na roda do samba que está sendo obrigado a dançar, insiste no refrão: “Daqui não saio, daqui ninguém me tira.”

O deputado é um pastor evangélico. Sua conduta deveria, no mínimo, coincidir com os valores pregados por Jesus, que jamais discriminou alguém.

Jesus condenou o preconceito dos discípulos à mulher sírio-fenícia; atendeu solícito o apelo do centurião romano (um pagão!) interessado na cura de seu servo; deixou que uma mulher de má reputação lhe lavasse os pés com os próprios cabelos, e ainda recriminou os que se escandalizaram ao presenciar a cena; e não emitiu uma única frase moralista à samaritana adepta da rotatividade conjugal, pois estava no sexto homem! Ao contrário, a ela Jesus se revelou como o Messias.

É direito intrínseco de todo ser humano, e também da democracia, cada um pensar pela própria cabeça, seguir a sua consciência. Nada contra o pastor Feliciano, na contramão do Evangelho, abominar negros e odiar homossexuais e adeptos da macumba. Desde que não transforme seu preconceito em atitude discriminatória, e seu mandato em retrocesso às conquistas que a sociedade brasileira alcança na área dos direitos humanos.

Estamos todos nós, brasileiros e brasileiras, indignados e perplexos frente ao impasse armado pelo jogo político rasteiro da Câmara dos Deputados. Eis uma verdadeira situação de infelicianeidade, com a qual não podemos nos conformar.

 

* Frei Betto é escritor, autor do romance “Aldeia do Silêncio” (Rocco), entre outros livros.

Com informações do site da PCR

 

A Prefeitura do Recife está propondo uma nova missão aos recifenses dentro da campanha "Eu Amo Recife". É um concurso fotográfico realizado por meio do Instagram, aplicativo gratuito para iPhone e Android, que nesta nova etapa sugere que seja fotografado o que o usuário mais curte no seu bairro, utilizando a hashtag #euamorecife02. Cerca de 40 fotos foram compartilhadas nas primeiras horas do concurso,lançado na última segunda-feira, dia 1º de abril.

A campanha educativa intitulada “Eu Amo Recife” foi iniciada com sucesso em janeiro deste ano e a partir desse tema principal estão sendo criados objetivos. Serão 20 até novembro deste ano. O #euamorecife01, lançado no dia 12 de março, data do aniversário de 476 anos do Recife, propôs que os usuários do Instagram fotografassem o que mais amam na cidade. Paisagens, personalidades, monumentos e até destaques naturais foram clicados e compartilhados. Nessa primeira missão foram compartilhadas 2.157 fotos na hashtag #euamorecife01. Até o momento foram 7,1 mil curtidas em fotos e 915 pessoas seguindo o perfil @euamorecife.

“Essa é uma forma das pessoas mostrarem o que há de melhor nos bairros onde vivem, levando um pouco de cada área da cidade por meio da fotografia”, explicou o secretário de Turismo e Lazer do Recife, Felipe Carreras. As fotos postadas com a hashtag #EuAmoRecife (o internauta pode usar todos os caracteres em caixa baixa ou em alta, isso não interfere na participação) serão compartilhadas no www.facebook.com/EuAmoRecifeOficial e na página www.instagram.com/EuAmoRecife. As imagens também serão utilizadas para ilustrar o site oficial da Prefeitura, bem como suas redes sociais. O regulamento está disponível no site da Prefeitura do Recife www.recife.pe.gov.br.

A Prefeitura está organizando a exposição das melhores fotos da primeira missão. A ideia é que essas mostras aconteçam mensalmente de forma itinerante, ou seja, em cada mês será realizada em um dos diversos equipamentos culturais e de lazer do Recife. A expectativa é que no fim do ano outra exposição reúna as três melhores fotos de cada missão. As imagens serão selecionadas por uma equipe formada por repórteres fotográficos da Prefeitura do Recife, integrantes do trade turístico e outros profissionais convidados.

Do EcoD  

O total de veículos nas ruas do Brasil mais que dobrou nos últimos dez anos, atingindo o total de 64,8 milhões apenas em dezembro de 2010, segundo levantamento do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). E não para por aí, a Agência Internacional de Energia apontou que em 2035 haverá cerca de 1,7 bilhão de carros nas ruas.  

No Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas gastam, em média, quase uma hora e meia no percurso casa-trabalho, sendo que 5% da população chega a perder mais de duas horas no trânsito. O EcoD mostrou que, entre os cariocas, o ônibus foi citado como principal meio de locomoção, com cerca de 47% de usuários, já 19% dos entrevistados na pesquisa vão a pé para o trabalho, 10% usam van, 3% o metrô, e 1% se locomove de trem.   Conheça possíveis maneiras para melhorar o trânsito do Brasil:

Compartilhamento de carros  

O EcoD já mostrou que o chamado car sharing (compartilhamento de carros, em português) pode ser uma boa solução para pessoas que utilizam carros por curtos períodos de tempo. O modelo de aluguel de carros permite que o motorista utilize o automóvel e deixe-o em um lugar estratégico para que o próximo locatário possa dirigir.

Segundo um estudo da Universidade de San José, na Califórnia, feito com empresas do ramo nos Estados Unidos, um único automóvel pode ser usado por até 13 pessoas durante o dia.  A americana ZipCars, por exemplo, que detém quase metade do mercado mundial, cobra US$ 8,00 por hora de uso, em qualquer dia da semana, por exemplo. No Brasil, o valor varia entre cerca de R$13,00 e R$47,00.

Pedágio Urbano  

Cobrar pedágio nas áreas centrais da cidade mostrou ser uma solução de sucesso em Londres e em Cingapura. Os recursos arrecadados no pedágio são investidos no transporte público.  

Bogotá foi o país pioneiro da América Latina a aderir ao modelo, em 2012. Segundo o prefeito da cidade, Gustavo Petro, a cobrança não é pela posse do carro e sim por utilizá-lo em áreas de riscos.

Além de ser uma ferramenta para combater o congestionamento, o pedágio urbano também auxilia as cidades a economizarem bilhões de dólares em perda de produtividade econômica, custos com saúde pública e ainda ajuda a melhorar a qualidade ambiental da região.

Corredores e faixas exclusivas para o transporte público  

Curitiba e Bogotá já utilizam esta solução, e cada vez mais cidades aderem ao modelo. Reservar uma faixa exclusiva para o transporte público é uma maneira de garantir agilidade no percurso, segundo especialistas. Na cidade brasileira, este sistema é utilizado desde 1974.

Um dos projetos para a Copa do Mundo de 2014 são corredores expressos, como previsto no Rio de Janeiro, que pretende beneficiar cerca de 1,5 milhão de passageiros diariamente. São: T5 (28 km de faixa exclusiva para ônibus ligando a Barra à Penha) e os BRTs (ônibus de trânsito rápido) na Avenida Brasil, Barra-Deodoro e Barra-Zona Sul.

Ciclo vias e ciclofaixas  

A bicicleta tem sido um meio de transporte muito utilizado atualmente nas cidades brasileiras. Mas, o perigo de pedalar entre os carros pode fazer com que algumas pessoas temam usar a bike como o principal meio de transporte.

A prefeitura de São Paulo, cidade conhecida por seus extensos engarrafamentos, pretende implantar 400 km de vias exclusivas para as bicicletas até 2016, o projeto é intitulado Sou + SP de Bicicleta.

Recentemente, ciclistas da capital paulista se reuniram para cobrar medidas de segurança no trânsito. A iniciativa foi motivada pelo acidente com o jovem de 21 anos, o limpador de vidros David Santos, que teve o braço decepado ao ser atingido por um carro em alta velocidade enquanto pedalava na ciclofaixa da Avenida Paulista.  

Carros para mais passageiros e pistas de incentivo para caronas  

Dados apresentados no EcoD apontam que se todas as pessoas que vão de carro ao trabalho pegassem uma carona uma vez por semana, o trânsito das cidades diminuiria 12%. Isso representa toneladas de CO2 que deixariam de ser emitidos e quilômetros de engarrafamento a menos.   Por isso, outra opção para diminuir o número de carros nas ruas é incentivar a carona. Nos Estados Unidos, por exemplo, foram implantadas pistas exclusivas para automóveis com mais de dois ou três passageiros, nas vias urbanas. A iniciativa é uma tentativa de motivar os motoristas a oferecerem caronas.

A carona solidária também pode ser uma boa opção. O modelo funciona tanto em empresas e escolas quanto para pessoas do mesmo bairro. O sistema é simples: basta encontrar alguém que tenha um itinerário parecido e combinar para que um dê carona ao outro.

Pode funcionar em revezamento (cada dia é utilizado o carro de uma pessoa) ou os “caroneiros” podem contribuir com uma quantia referente ao combustível, por exemplo. Não há limite de distância, pode ser uma carona para a próxima esquina ou até outra cidade. Saiba mais!

O espetáculo de dança Sobre um Paroquiano, inspirado no texto Um Paroquiano Inevitável, de Hermilo Borba Filho, cai na estrada e realiza mais uma circulação estadual por dez municípios pernambucanos. O projeto foi aprovado pelo Funcultura 2012. A caminhada começa por Goiana, às 20h, no Cine Teatro Polytheama, nesta sexta (05/04), com entrada gratuita. Além da apresentação, haverá oficina de dança na cidade coordenada pela Compassos Cia. de Danças e debate com o público antes da encenação, tudo de graça.

A montagem conta com os bailarinos Patrícia Costa, Gervásio Braz, Priscilla Figueiroa, Anderson Rafael, Adriana Ayub e Marcela Felipe, além da presença de Ana Carolina na sonoplastia, interagindo com os elementos da cena. A direção é de Raimundo Branco.  

A circulação, projeto incentivado pelo Funcultura, passará ainda este mês por Triunfo, no dia 20 de abril, às 20h, no Cine Teatro Guarany; será encenado dia 21 em Serra Talhada, no Museu do Cangaço, às 19h e no dia 22 de abril em Buíque, no Salão Paroquial, às 19h30. Em todas as cidades a Compassos Cia. de Danças vai oferecer gratuitamente oficinas de dança-teatro, dança contemporânea e frevo e as inscrições já estão abertas.

Em Triunfo as aulas acontecem dias 19 e 20, em turmas distintas, no Cine Teatro Guarany, dias 19 e 20, das 9h às 12h ou 15h às 18h e ainda uma outra turma no dia 19, das 19h às 21h, na Fábrica de Cultura, onde estão sendo realizadas as inscrições. Em Serra Talhada haverá opções de aulas nos períodos da manhã, tarde e noite, nos dias 20 e 21 de abril, no Museu do Cangaço, onde estão sendo realizadas as inscrições. Dias 21 e 22 será a vez das oficinas de Buíque, em parceria com o SESC LER.

A obra do pernambucano Hermilo Borba Filho, sua linguagem amplamente atual e sempre inovadora e seu namoro apaixonado com a poesia da cultura popular vêm impulsionando as pesquisas artísticas da Compassos Cia. de Danças desde antes mesmo de sua fundação, quando o seu criador, Raimundo Branco, se deparou e assombrou-se eternamente com as palavras, personagens e cenários do dramaturgo pernambucano.

A aproximação da Compassos Cia de Danças com a obra de Hermilo Borba Filho se consolidou há pouco mais de cinco anos. Foi em 2007 que o espetáculo estreou, ainda chamado de Um Paroquiano Inevitável, ganhou vida, refez passos, agregou novos artistas e agora renasce em um novo percurso. Uma família, seus compassos e descompassos diante do absurdo da existência. A poesia agreste e sublime entranhada na convivência entre Mãe, Pai e os filhos Poeta, Atleta e Noivo. E a Noiva. E o misterioso Enéas.

Em três almoços, um espetáculo nasce, uma vida se espelha, com seus desatinos e encontros. Corpo e voz no desnudamento de um cotidiano apinhado de encruzilhadas. Dança, teatro, cinema... artes e afetos desenhados sobre a mesa, repleta de gostos e cheiros, de vida e de morte.  

“Mudamos o título pelo entendimento de que o espetáculo mostra aquilo que a companhia entende por Hermilo e sua obra e não uma transposição direta do texto de Borba Filho para a expressão dançada. Nesta versão, com 50 minutos de duração divididos em “três almoços”, o espetáculo acontece com o texto mais presente na boca dos atores-bailarinos e um amadurecimento do elenco”, destaca Raimundo Branco, que assina a direção e coreografia.

Os bailarinos/atores dançam/interpretam os conflitos de uma família pequeno-burguesa. As relações são marcadas por desentendimentos.  

A movimentação é baseada em ações cotidianas e comportamentos habituais dentro de uma casa, como sentar, deitar, andar, arrumar os ambientes, ir ao banheiro, estar num quarto, lavar as mãos e varrer a casa, aliados a técnicas de dança contemporânea e capoeira. Dessas ações aparentemente corriqueiras, varrer a casa ganha uma dimensão especial, pois, além de ser utilizada como um determinante para ações coreográficas, ainda interfere nos corpos dos bailarinos com uma sonoridade que ambienta o espetáculo. 

A preparação e conscientização técnica do elenco estão sob a responsabilidade de Carlos Ferreira (voz e movimento), Luiz Roberto (clássico),  Fábio Costa (capoeira) e Raimundo Branco (Dança).   A concepção e confecção de figurinos são assinadas por Júlia Fontes e Suzi Queiroz, que fizeram um resgate das roupas entre as décadas de 30 e 60, do século passado.

A iluminação, concebida por Eron Villar, traz para a cena a proposta de envelhecer o local, através da sobreposição de cores, como amarelo e verde e, em determinados momentos, é fundamental o jogo criado entre luz e sombras. A trilha sonora é composta em sua maioria por composições utilizadas no cinema e foi selecionada por Raimundo Branco, que também assina a cenografia. Aliás, o cenário está ligado ativamente à escrita e aos desenhos dançados. Em particular a mesa ao redor da qual acontece o desenrolar das relações tem papel fundamental na obra reescrita.  

“Além da influência da dramaturgia Hermiliana, buscamos referências nos quadrinhos de Neil Gaiman, a partir da “família dos sete perpétuos”, constituída pelos personagens Desespero, Delírio, Morte, Destino, Sonho, Desejo e Destruição. Lars Von Trier também foi uma inspiração com os filmes Dogville, e Dançando no Escuro. O cinema e seus bastidores são uma grande referência na pesquisa da realização de um “cinema ao vivo”, como chamamos os espetáculos de dança e teatro criados a partir do estudo da linguagem cinematográfica”, diz Raimundo Branco.

O espetáculo foi criado para um palco ou espaço cênico em arena ou semiarena, por esta razão, todos os ângulos foram coreografados procurando explorar os possíveis focos de uma câmera de cinema. Com a intenção de oferecer ao espectador o direito de escolher o que deseja ver/assistir.   Sobre um Paroquiano é fruto da pesquisa que a companhia vem desenvolvendo ao longo dos últimos seis anos, em torno do que foi nomeado pela Compassos de dança do cotidiano.

Aliada a técnicas de dança contemporânea, à capoeira e ao teatro, a movimentação é resultado das observações de gestos banais e ações aparentemente corriqueiras, como arrumar a casa, lavar as mãos e varrer o assoalho, recheados de memórias familiares, transformando comportamentos habituais em poesia dançada.

 Ao dialogar com a Literatura como um elemento importante para a construção de trabalhos coreográficos, o projeto divulga também a obra de um grande artista pernambucano: Hermilo Borba Filho

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