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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Com informações da Agência Brasil

A lagoa Rodrigo de Freitas, um dos cartões-postais do Rio de Janeiro, estará despoluída e completamente limpa até a Copa do Mundo de 2014, afirmou nesta terça-feira o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz. Segundo ele, o investimento total da cidade em projetos de saneamento básico totaliza R$ 1,5 bilhão.

Muniz declarou que até os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, com a intensificação do trabalho da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), a prioridade é resolver o esgotamento sanitário da região metropolitana da Baixada Fluminense e o saneamento de Santa Cruz e Campo Grande, na zona oeste do Rio.

O presidente do Instituto Trata Brasil, Raul Pinho, ressaltou a importância do seminário 2014 - Saneamento na Rede, que começou hoje, no intuito de cobrar compromissos do governo e instituições na área de saneamento.

"Esse evento é uma provocação para que as 12 cidades-sede da Copa invistam para diminuir os seus problemas de saneamento básico. A gente espera que as cidades estejam preparadas para receber a Copa, e, com exceção de Brasília, nenhuma delas tem condições sanitárias para ter um evento desse tipo. No mínimo, é preciso deixar um legado além dos estádios, com transporte, saneamento, para as pessoas viverem de forma adequada depois", afirmou.

Segundo Pinho, o Rio tem graves problemas de poluição, porém com a Copa, a expectativa é que se chegue a 80% da população atendida pela coleta e tratamento do esgoto. Ele também destacou que há recursos para os projetos, mas cabe aos prefeitos e operadores iniciativas e o compromisso de assumir metas.

O que chama atenção é que o Brasil tenha que receber um evento esportivo como a
Copa do Mundo para investir em infra-estrutura básica. Certamente, os recursos existem, o que falta até agora é vontade política para resolver esse problema histórico. Saneamento básico está diretamente ligado à saúde e qualidade de vida da população, pelo menos esse gol a Copa de 2014 já vai marcar.

 

 

florestas

Publicado no site EcoDesenvolvimento

Está em aberto uma campanha online do Greenpeace que enviará e-mails referentes à preservação da biodiversidade brasileira ao deputado Aldo Rebelo. O parlamentar é relator da comissão especial que analisa 11 propostas de alteração ao Código Florestal e a Lei de Crimes Ambientais, que será apresentada para votação em breve.

De acordo com a ONG, a proposta do deputado resultará em uma mudança no Código Florestal Brasileiro que reduzirá a importância social e ambiental das florestas e das propriedades rurais, o que representa um desequilíbrio ainda maior nos recursos naturais do país.

No e-mail proposto pelo Greenpeace, o assinante enviará a mensagem: "Como cidadão brasileiro, sou a favor a proteção integral das florestas que restam em nosso solo. E não quero anistiar quem desmatou ilegalmente. Por isso, defendo que o Código seja, ao menos nesse momento, deixado em paz. No máximo, torço para que ele vire um assunto primordial nas próximas eleições".

Quem tiver interesse em partcipar da campanha, basta entrar no site do Greenpeace e assinar o e-mail.

Outro lado

O deputado Aldo Rebelo vem respondendo aos e-mails encaminhados pelo Greenpeace. Em comunicado de duas páginas, ele explica quais as principais razões que levaram a uma modificação no Código Florestal Brasileiro, e afirma que a comissão não pretende "alterar" o documento, e sim "corrigir" alguns pontos que o tornaram inaplicável a alguns dispositivos.


 

reciclagem

r Com informações de Karina Ninni, publicado em O Estadão

Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Ministériodo Meio Ambiente (MMA), aponta que o Brasil poderia ter benefícios da ordem de R$ 8 bilhões por ano se fizesse a reciclagem de todos os resíduos recicláveis que são encaminhados aos lixões e aterros. Atualmente, a coleta seletiva gera benefícios que variam de R$ 1,4 bilhão a R$ 3,3 bilhões anuais.

O documento deverá servir de base para estabelecer uma política de Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos (PSAU) pelo Ministério do Meio Ambiente, em que as cooperativas de catadores devem desempenhar papel fundamental. “O estudo nos deu a base para trabalhar. Há um mercado enorme e existe 1 milhão de catadores no Brasil todo”, diz a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Só na cadeia do plástico, os benefícios poderiam subir do atual teto máximo de R$ 1 bilhão para R$ 5 bilhões por ano. Um Grupo de Trabalho foi criado para discutir as medidas legais e institucionais necessárias à implementação da política de PSAU e deve começar a trabalhar em 40 dias.

“Estamos estudando a melhor forma de levar a política adiante. Se vamos trabalhar com preço fixo para cada categoria de material, se vamos fornecer crédito para que as cooperativas se profissionalizem”, adianta a ministra. Além de fundamental para a conservação do meio ambiente, a reciclagem também pode ser um ótimo negócio.

 

 

Terça, 18 Maio 2010 00:11

Riscos calculados

Escrito por

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Por Marina Silva*
 
Há quase um mês estamos assistindo, no golfo do México, ao pior desastre ambiental da história recente. A explosão da plataforma de petróleo da empresa British Petroleum (BP), que matou 11 pessoas, vem despejando quantidade incalculável - já se fala em 800 mil barris diários - de óleo cru e tóxico no oceano. E não se consegue conter o derrame.

O golfo do México é habitat de milhares de espécies, como a baleia cachalote, tartarugas marinhas e o atum azul, em extinção. Nessa área, a indústria pesqueira arrecada bilhões de dólares por ano. Só o Estado de Louisiana abriga 40% dos pântanos e mangues norte-americanos.

Mesmo com o pagamento de indenizações, as perdas em biodiversidade e os prejuízos econômicos e sociais são irreparáveis. Repete-se, aumentado, o pesadelo de 40 anos atrás, no Alasca, quando o naufrágio do navio Exxon Valdez derramou 250 mil barris de petróleo numa área particularmente sensível. Em casos como esses, é impossível quantificar o dano e recuperar de forma adequada os ecossistemas.

As petrolíferas têm intensificado a exploração de petróleo em águas profundas, o que requer altíssimos investimentos e capacidade tecnológica. Que, mais uma vez, se mostram insuficientes. Os riscos não foram efetivamente considerados, como constatou o presidente Barack Obama ao criticar a licença ambiental concedida à BP.

Ao mesmo tempo, o Congresso americano se prepara para revisar a legislação e tornar as medidas de segurança mais severas.

O Brasil tem que prestar enorme atenção a tudo isso, nesses tempos de expectativas pela exploração dos megacampos da camada de pré-sal. E é preciso que a sociedade tenha conhecimento não só dos benefícios mas também dos riscos dessa exploração, para que exija os cuidados preventivos necessários.

A discussão da partilha dos royalties e o desafio tecnológico que se coloca para a Petrobras são inseparáveis das providências de proteção ambiental.

É hora de pensar no licenciamento ambiental não como estorvo, como muitos fazem, mas como instrumento de defesa dos interesses da sociedade e do planeta. Esse mesmo licenciamento, tão atacado, desqualificado e negligenciado por setores do próprio governo, é a garantia para calcular riscos e prevenir ou minimizar acidentes.

Menosprezá-lo, tentar irresponsavelmente transformá-lo em ficção ou jogar para o futuro uma promessa mistificadora de que a tecnologia tudo resolverá pode causar danos irreparáveis.

Adotar o princípio da precaução, por outro lado, é, hoje em dia, um seguro inescapável para o desenvolvimento. Que o diga Obama.
  
Marina Silva é Pedagoga e Senadora pelo PV-AC - texto publicado na Folha de São Paulo.

diversidade2Por Renata Giraldi, da Agência Brasil

No Dia Internacional Contra a Homofobia, comemorado nesta segunda-feira (17), o diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (cuja sigla em inglês é Unaids), Michel Sidibé, apelou para que os governos se esforcem para evitar o preconceito e a discriminação. Segundo ele, dos 192 países que integram a Organização das Nações Unidas (ONU), 85 deles ainda mantêm leis que criminalizam o comportamento homossexual.

Sidibé disse que a homofobia é considerado um dos principais obstáculos à implementação de estratégias de prevenção do vírus HIV. Em um discurso direto, objetivo e claro, o representante da ONU pediu aos governo para que se empenhem na adoção de medidas que garantam o respeito aos direitos humanos e o acesso à prevenção e ao tratamento da doença.

“Apelo a todos os governos para que tomem medidas que eliminem o estigma e a discriminação enfrentados pelos homens que fazem sexo com homens, lésbicas e transgêneros. Os governos também devem criar ambientes sociais e legais que assegurem o respeito pelos direitos humanos e permitir o acesso universal à prevenção, tratamento, cuidados e apoio”, disse Sidibé.

Segundo Sidibé, de 5% a 10% dos casos registrados de contaminação ocorrem em relações sexuais entre homens, mas os percentuais variam de acordo com países e regiões. Porém, lembrou ele, apesar dos dados, os homossexuais masculinos continuam sofrendo discriminação por parte de profissionais de saúde, prestadores de serviços, entidades patronais e forças de segurança.

De acordo com o representante das Nações Unidas, a discriminação impede que os homossexuais masculinos revelem sua verdadeira orientação sexual e que prestem informações aos serviços de combate à Aids/HIV.

“A homofobia é parte significativa da epidemia de HIV [Aids] em todas as regiões do mundo. Apenas um em cada 10 [homossexuais e transgêneros] tem acesso a serviços de prevenção do vírus”, disse o diretor-executivo do Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária.

De acordo com a Unaids, em 17 de maio de 1990, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou a 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID) estabelecendo que a orientação sexual (heterossexual, bissexual ou homossexual) deixariam de ser “considerada como uma desordem”. Por esse motivo, o Dia Internacional contra a Homofobia é comemorado em 17 de maio.

Por Karina Ninni, publicado em O Estadão

As ONGs WWF-Brasil, Supereco e Conservação Internacional lançam esta semana o livro “Investigando a Biodiversidade: guia de apoio aos educadores do Brasil”. A publicação destina-se a professores e educadores que trabalham o tema biodiversidade com crianças e jovens. A obra é uma adaptação brasileira de “Exploring Biodiversity”, guia lançado pela Conservação Internacional e o WWF nos Estados Unidos.

A partir de 18 de maio o guia estará disponível nos sites da Conservação Internacional (www.conservacao.org), do Instituto Supereco (www.supereco.org.br) e da WWF-Brasil (www.wwf.org.br).

Foram impressos 7 mil exemplares, mas as instituições estão discutindo com o Ministério do Meio Ambiente a possibilidade de reimpressão da obra para permitir ampla distribuição do livro aos educadores brasileiros.

Adaptação

O livro, que reúne textos e atividades práticas, tem 133 páginas. Voltada para o público a partir dos 11 anos, a publicação traduz conteúdos científicos, geralmente técnicos e complexos, de forma lúdica.

“Tivemos de incluir um capítulo na publicação original, pois temos uma biodiversidade diferente, mais rica. Também falamos dos corredores de biodiversidade, que são pontes entre diferentes ambientes naturais, o que não existe nos EUA, onde o livro original fez imenso sucesso”, afirma Irineu Tamoio, coordenador de educação ambiental da WWF Brasil.

Segundo Irineu, a versão brasileira demorou dois anos para ficar pronta. “Biodiversidade é um palavrão para crianças nessa idade. Mas a principal ideia que procuramos passar foi a de que todas as formas de vida estão interligadas. E que a riqueza da cultura humana não pode existir sem a riqueza das outras variedades de vida”, resume.

Embora a faixa etária recomendada para a aplicação prática do material seja de crianças e jovens entre 11 e 14 anos, os autores ressaltam que diversas atividades podem ser adaptadas para grupos de crianças mais novas e adultos.

 

Mural2Quinhentos jovens pernambucanos participam nesta segunda-feira (17) de oficinas para a promoção do respeito às pessoas de orientação sexual diferente. O trabalho está sendo realizado pelos ativistas do Movimento Gay Leões do Norte, no Centro de Juventude de Santo Amaro.

A cada mês, os adolescentens participam de ações contra homofobia no Recife. Nesta segunda-feira, quando se comemora o Dia Internacional de combate à Homofobia, eles estão criando um mural com expressões sobre a homossexualidade, intitulado "Os Jovens e o Imaginário da Homossexualidade".

Uma pesquisa realizada pelas universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uerj) e de Campinas (Unicamp) mostra que, apesar das dificuldades, os jovens têm concebido sua condição sexual cada vez mais cedo. O estudo aponta que, aos 18 anos, 95% dos jovens já se declararam gays. A maior parte fez isso aos 16. Para a geração dos anos 80, normalmente a homossexualidade era revelada a partir dos 21 anos.

Dados do Ibope mostram ainda que o preconceito também tem diminuído. Em 1993 quase 60% dos brasileiros declaram não aceitar gays. Atualemte, esse mesmo percentual considera a homossexualidade "natural".

Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

navioCom informações de Afra Balazina e Andrea Vialli, de O Estado de S.Paulo

A proliferação dos cruzeiros na costa brasileira, comemorada pelos municípios que recebem mais visitantes e pela indústria do turismo, traz também preocupação sobre o impacto ambiental dos navios. Verdadeiras cidades flutuantes, as embarcações produzem grandes volumes de lixo, esgoto e de emissões de gases de efeito estufa - a eletricidade usada a bordo geralmente é produzida por motores a diesel.

Todo o lixo orgânico produzido durante a viagem é lançado ao mar, de acordo com a convenção da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês). Segundo a regra, esse tipo de lixo pode ser descartado no oceano, desde que a uma distância de 12 milhas náuticas - cerca de 22 quilômetros - da costa.

A própria Associação Brasileira dos Cruzeiros Marítimos (Abremar) diz não possuir "dados sobre a quantidade de resíduos produzidos pelos cruzeiros". No entanto, o Instituto EcoBrasil, organização voltada ao turismo sustentável, compilou informações a respeito.

A ONG estima que são produzidos 950 mil litros de esgoto humano e gerados o equivalente a duas piscinas olímpicas de águas cinza (provenientes de pias e chuveiros) por semana num navio de grande porte.

Grandes armadoras (as donas dos navios) que atuam no Brasil, como MSC Cruzeiros e Royal Caribbean, reconhecem que os navios trazem impactos ao ambiente, mas afirmam que a cada ano são implementadas novas tecnologias para amenizar a "pegada" ecológica das embarcações.

A MSC Cruzeiros, adotou a norma internacional ISO 14.001, de gestão ambiental, para seus transatlânticos. "Para cuidar do lixo, temos a bordo incineradores, compactadores e trituradores. Parte dos resíduos volta aos portos e é encaminhado para reciclagem", diz Adrian Ursilli, diretor comercial e de marketing da MSC Cruzeiros Brasil.

"Sabemos que precisamos melhorar cada dia mais no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável. O objetivo é que no futuro existam, sim, "navios ecológicos". Hoje, porém, o trabalho das operadoras de cruzeiros já é exemplo de sustentabilidade", diz Ricardo Amaral, presidente da Abremar e diretor da Royal Caribbean do Brasil.

Segundo ele, as empresas "vivem do mar e atuam em prol de praias limpas, cidades litorâneas e oceanos saudáveis".  Infelizmente nem sempre essa é a realidade, muitas vezes as empresas querem apenas explorar o meio ambiente, sem dar a devida contrapartida.

MULTAS

Louis Cruises
Em 2007, empresa foi multada em 1,17 milhões de euros por poluir o mar com 450 toneladas de óleo.

Carnival Corporation
Pagou US$ 18 milhões em multas entre 1996 e 2001 por lançamento de óleo ao mar.

Royal Caribbean Cruises
Entre 1998 e 2000, foi multada por ter jogado ao mar águas poluídas e tóxicas.


 

qualidadedevida

Com informações de Cássia Miranda,

 Pernambuco passa a contar agora com um núcleo da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), entidade sem fins lucrativos que trabalha para influenciar processos de transformações sociais e organizacionais em qualidade de vida, divulgar informações de diferentes naturezas, mostrando tendências, novidades, novos conceitos e prática de mercado, além de premiar organizações que se destaquem na área de qualidade de vida.

 Além de se instalar em Pernambuco, em solenidade que ocorre nesta terça-feira (18), no Paço Alfândega, a entidade fundada em 1995 em São Paulo está expandindo as atividades no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

O consultor e professor de gestão da saúde e qualidade de vida no trabalho, Paulo Erlich, e a gerente da Divisão de Saúde e bem-estar da Chesf, Heloísa Nóbrega, foram convidados a comandar o processo de instalação em Pernambuco.

“Um preceito fundamental que queremos passar para as empresas é que elas devem considerar a saúde dos empregados com um ativo em que elas precisam investir, para atingir mais facilmente seus objetivos”, explica Paulo Erlich.

Segundo ele, melhorar o nível de saúde da força de trabalho resulta em menor absenteísmo por doença, menor presenteismo (funcionários presentes, mas não produtivos, em função de problema físico ou mental) e menores custos de assistência médica. Isso se reflete na produtividade da empresa e, afinal de contas, em seus resultados financeiros.

SERVIÇO:
LANÇAMENTO DA ABQV-PE
QUANDO: TERÇA-FEIRA, 25 DE MAIO
ONDE: AUDITÓRIO DA LIVRARIA CULTURA DO PAÇO ALFÂNDEGA
QUE HORAS:19h

 

Segunda, 17 Maio 2010 14:28

Evite passear com seu cachorro na praia

Escrito por

co_praiaCom informações do site EcoDesenvolvimento

O Brasil com seu imenso litoral é um convite à diversão na praia, que muitas vezes inclui além da família e amigos, um passeio com o  cachorrinho de estimação.

No entanto, por mais que seja prazeroso passear na praia com o  “amigo de todas as horas”, essa é uma atitude que deve ser repensada.

As fezes e urinas dos cães deixam a praia poluída e mal cheirosa e ainda possuem fungos e bactérias nocivas ao ser humano.

Muitas pessoas, principalmente crianças, costumam sentar na areia, o que torna qualquer tipo de contaminação mais fácil. Por isso, quando for curtir um passeio com seu mascote prefira outros locais, como ruas e praças públicas. E não se esqueça de recolher as fezes e descartá-las corretamente. 

 

Por Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa

Aprovado na Câmara dos Deputados na última terça-feira ( 11/5), o projeto de iniciativa social que amplia restrições para a candidatura de cidadãos a cargos públicos com ficha criminal pendente espera tramitação no Senado, sob uma chuva de suposições a serem confirmadas.

A primeira informação, que circulou ainda na terça, logo após a votação na Câmara, dava conta de que as lideranças do Senado haviam acertado que o projeto deverá passar sem novas alterações, possivelmente ainda a tempo de valer para as eleições deste ano.

O tema finalmente ganha espaço na imprensa, mas a soma de todas as notícias publicadas nas edições da quinta-feira (13/5) não permite ao leitor assegurar-se de que o projeto é vencedor. Portanto, o movimento social que empurrou a proposta para o plenário do Congresso ainda não pode relaxar.

Pressão social - Segundo o Estado de S.Paulo, a bancada governista vai usar o projeto como moeda de troca para apressar a votação do pacote de projetos que regulamentam a exploração das reservas de petróleo na camada de pré-sal do Oceano Atlântico.

Citando representantes do governo e da oposição, o Estadão informa que nenhum dos dois grupos políticos se manifesta abertamente contra a proposta, mas dá a entender que um tenta empurrar para o outro o ônus da impopularidade que poderá resultar de eventual atraso ou da rejeição do projeto.

A urgência na votação se justifica pelo fato de que, para ter validade ainda nas eleições deste ano, o projeto precisa receber aprovação final até o dia 6 de junho.

Especialistas ouvidos pela imprensa têm discordado dessa tese. Alguns alegam que as regras eleitorais têm que ser aprovadas um ano antes, mas outros juristas dizem que não é o caso do projeto Ficha Limpa, porque este não altera o processo eleitoral, apenas torna mais rigorosa a seleção dos candidatos que podem ser registrados.

O Globo preferiu fazer uma manchete de duplo sentido, tentando induzir o leitor a pensar que o governo federal é contra o projeto, mas no interior da reportagem fica claro que em todos os partidos tem havido restrições.

A lei só está passando, sete meses e meio depois de proposta, por causa das pressões da sociedade.

Dezenas de processos - A imprensa parece ter entrado no jogo apenas agora, e mesmo assim a leitura de somente um dos jornais de circulação nacional não garante um bom entendimento do caso. A Folha de S.Paulo, por exemplo, afirma que, mesmo se transformando em lei, a proposta terá pouca eficácia, porque os parlamentares têm foro privilegiado. Eles são julgados por instâncias superiores da Justiça. Com base nessa premissa, o jornal conclui que apenas 1 entre 110 políticos seria atingido pela restrição.

Há quem considere que barrar 1 entre 110 candidatos já seria algum controle.

Além disso, a reportagem da Folha está considerando apenas as tentativas de reeleição, enquanto a proposta visa evitar justamente que cidadãos com conduta criminosa usem a política para escapar da Justiça ou para protelar o julgamento.

Segundo a Folha de S.Paulo, o ex-governador Paulo Maluf, que pretende se candidatar novamente a deputado federal, é o único político paulista que teria a candidatura barrada com a nova lei, porque já foi condenado por um órgão colegiado. Maluf responde a pelo menos uma dezena de outros processos e não pretende desistir da candidatura.

Vigilância permanente - A Folha, que gosta de infográficos e quadrinhos, lembra a seus leitores o que diz o projeto: ficam impedidos de registrar a candidatura os condenados por decisão colegiada, ou seja, a restrição não vale para as condenações de um juiz apenas; a restrição vale até oito anos após o fim da pena, mantendo a inelegibilidade nesse período; o que torna inelegível é, além dos crimes eleitorais, crimes contra a administração pública, a economia popular e o patrimônio público, contra a fé pública, contra o mercado financeiro, tráfico de entorpecentes, estupro, homicídio, crime contra o meio ambiente e a saúde pública; quem renuncia para evitar cassação fica impedido de se candidatar novamente.

Ainda que seja considerada imperfeita por alguns analistas, a proposta representa um passo importante para impor alguma restrição ao livre trânsito que se observa até aqui, de cidadãos que migram diretamente da vida criminosa para a vida pública, quando não fazem da própria vida pública uma carreira de crimes.

Os jornais parecem finalmente interessados no projeto, a julgar pela quantidade de reportagens e pelo destaque dado ao tema nesta semana. Mas a proposta só vai virar lei e vigorar já para as próximas eleições se a sociedade mantiver a pressão sobre o Congresso e a imprensa.

maeCom informações da BBC Brasil

Será que um simples telefonema de uma mãe pode transmitir tanto conforto ao filho quanto um abraço?

Estudo de pesquisadores americanos sugere que sim. Os cientistas chegaram a esta conclusão após os resultados de estudos que submeteram 60 meninas entre sete e 12 anos de idade a situações de estresse e monitoraram as respostas hormonais delas à voz materna, um toque carinhoso e um filme.

Em um artigo na revista científica "Proceedings of the Royal Society B", os pesquisadores afirmam que os dois primeiros gestos proporcionam o mesmo nível de conforto - medido pelos níveis do "relaxante natural" oxitocina.

"Assumia-se que a liberação de oxitocina em um contexto social requeria contato físico", disse a coordenadora do estudo, Leslie Seltzer, da Universidade de Wisconsin-Madison. "Mas esses resultados deixam claro que a voz de uma mãe pode ter o mesmo efeito de um abraço, ainda que elas não estejam fisicamente presentes", completa.

Vencendo a distância -  As conclusões indicam que mães que precisam sair para trabalhar e deixar as crianças na creche podem tranqüilizá-las com uma ligação telefônica.

Pesquisas anteriores feitas com roedores se concentravam na liberação de oxitocina em situações de tensão através do contato físico. A substância é uma espécie de "sedativo natural" associado à empatia e capaz de aliviar os efeitos do cortisol, o chamado "hormônio do estresse".

Na pesquisa, as meninas tiveram de falar e resolver questões de aritmética em público inesperadamente, o que fez acelerar os seus batimentos cardíacos e elevar os níveis de cortisol.

Após a experiência, elas foram divididas em três grupos: o primeiro recebeu uma ligação telefônica materna logo após a situação de estresse; o segundo, recebeu um toque carinhoso, como um abraço; o terceiro foi levado para assistir ao filme "A marcha dos pingüins", considerado "emocionalmente neutro".

Segundo os cientistas, os níveis de oxitocina subiram nos dois primeiros grupos em praticamente igual medida. Não houve aumento no nível desse hormônio no terceiro grupo.

Mesmo com tais descobertas, há de se concordar: Não há nada tão acolhedor quanto um bom abraço de mãe.

Por Taíza Brito, com informações da Agência Brasil

A resposta à pegunta-título é entre R$ 41,5 e R$ 69,1 bilhões por ano e consta do relatório Corrupção: Custos Econômicos e Propostas de Combate, divulgado esta semana pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

E já pensou o que daria para fazer com este dinheiro ?

De acordo com o relatório, se o montante,  que representa entre 1,38% a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), fosse investido em educação, por exemplo, poderia ampliar de 34,5 milhões para 51 milhões o número de estudantes matriculados na rede pública do ensino fundamental, além de melhorar as condições de vida do brasileiro.

“O custo extremamente elevado da corrupção no Brasil prejudica o aumento da renda per capita, o crescimento e a competitividade do país, compromete a possibilidade de oferecer à população melhores condições econômicas e de bem-estar social e às empresas melhores condições de infraestrutura e um ambiente de negócios mais estável”, diz o estudo da Fiesp.

O relatório aponta também que, se o desvio de verbas no país fosse menor, a quantidade de leitos para internação nos hospitais públicos poderia subir de 367.397 para 694.409. O dinheiro desviado também poderia atender com moradias mais de 2,9 milhões de famílias e levar saneamento básico a mais de 23,3 milhões de domicílios.

Para a área de infraestrutura, o relatório calcula que se não houvesse tanta corrupção, 277 novos aeroportos poderiam ser construídos no país. A precariedade dos terminais é um dos maiores problemas para a realização da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

O estudo também revela, citando informações da organização não governamental (ONG) Transparência Internacional, que o país conseguiu reduzir a corrupção, mas não foi suficiente para tirá-lo, em 2009, da 75ª colocação em um ranking de 180 países.

O relatório da Fiesp propõe como medidas de combate à corrupção uma reforma política que, entre outras coisas, estabeleça regras e procedimentos transparentes para o controle do financiamento de campanhas eleitorais; uma reforma do judiciário, com medidas que reduzam a percepção da impunidade e que punam mais rapidamente os casos de corrupção; uma reforma administrativa, que reduza as nomeações para cargos de confiança, o poder de barganha no jogo político e a captação de propinas nas estatais; além de reformas fiscal e tributária, que aumentem o controle sobre os gastos públicos e evitem o pagamento de propinas.

Por isso devemos estar bem atentos na hora de escolher os candidatos que terão nossos votos nas próximas eleições.

O Ministério da Cultura vai investir R$ 9 milhões para construir 20 espaços culturais multiuso em municípios com até 500 mil habitantes. Os projetos foram selecionados pelo Edital Espaços Mais Cultura e receberão R$ 450 mil cada. A ação tem como prioridade atender cidades com poucos ou nenhum equipamento cultural, como teatros e museus.

A maioria dos municípios contemplados com o Espaço Mais Cultura é da região Nordeste. De pernambuco foram selecionados Lagoa Grande, no Sertão, e Goiana, na Mata Norte. As demais cidades nordestinas contempladas foram: Penedo (Al), Serrinha (BA), Caucaia (CE), São Francisco do Conde (BA), União dos Palmares (AL), Ituberá (BA) e Pedrão (BA).

As cidades selecionadas com maior população foram Ponta Grossa, no Paraná, e Caucaia, no Ceará, ambas com cerca de 330 mil habitantes. As menores foram Pedrão, na Bahia, com sete mil habitantes, e Novo Acordo, em Tocantins, com apenas quatro mil. A relação dos projetos selecionados e classificados foi divulgada no Diário Oficial de ontem (Seção 1, págs. 11 e 12). Confira.

De acordo com a coordenadora de Ações do Programa Mais Cultura, Mônica Monteiro, os critérios para a seleção dos projetos foram as condições socioeconômicas das comunidades onde serão instalados os Espaços Mais Cultura, além da escassez de equipamentos culturais nesses locais.

Os espaços terão biblioteca, cineteatro, além de salas multiuso para exposições e oficinas. “É a inauguração de um processo para viabilizar espaços físicos que permitam o acesso da população mais carente à cultura”, ressalta Mônica Monteiro.

Os projetos passaram por três etapas de avaliação: análise de documentos e avaliações técnicas, onde foram observadas questões relativas ao urbanismo - como facilidade de acesso da população ao local -, e um projeto arquitetônico que respeitasse as características culturais do município.

Os Espaços Mais Cultura têm como objetivo a construção, reparação ou adaptação de centros culturais que permitam às comunidades o acesso a um centro cultural e a participação nas atividades por meio de uma gestão compartilhada com as prefeituras. “O Espaço Mais Cultura vai além de um prédio construído: é uma mobilização social. A comunidade é chamada a participar da gestão do equipamento antes mesmo das obras terem início”, afirma a coordenadora.

Oficina - Representantes dos 20 municípios com projetos selecionados deverão comparecer na Oficina de Trabalho Espaços Mais Cultura, que será realizada nos dias 20 e 21 de maio, em Brasília. Entre as atividades, estão previstas consultorias para o ajuste dos projetos para que possam ser qualificados e otimizados de acordo com as respectivas realidades locais.

Museus para Harmonia Social. Esse é o tema da oitava edição da Semana Nacional dos Museus, iniciativa promovida em todo o país pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que será realizada a partir deste domingo (16) até o dia 23. As atividades marcam a comemoração do Dia Internacional do Museu, celebrado em 18 de maio, e envolve mais de 558 equipamentos culturais do Brasil. No Estado, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) integra o circuito promovendo ações de cunho educativo em quatro equipamentos culturais.

Instalado na antiga Casa de Câmara de Olinda, o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (Maspe), reabre depois de um breve processo de readequação que, nesta primeira etapa, consistiu na pintura das paredes além de realização de pesquisa e higienização do acervo. Para marcar o retorno do espaço, será realizada uma exposição com 30 peças da coleção permanente, que conta com peças de arte sacra – aquela feita para as igrejas – e de arte religiosa, que pode agregar elementos da cultura popular. A mostra ficará em cartaz no térreo do espaço, já que o primeiro andar se encontra fechado para reformas. A readequação completa do museu deve ser concluída até o final deste ano.

No Museu do Estado de Pernambuco (Mepe), entre os dias 18 e 21, haverá exibição de vídeos e visitação de escolas agendadas. No dia 22 o público será recebido com uma mediação teatralizada, a partir das 15h, e poderá participar de uma oficina de confecção de pipa/papagaio, das 14h30 às 17h, ministrada por Felipe Aretakis. Outras duas oficinas – confecção de Mandala e confecção de Origami – e uma mediação teatralizada, realizadas das 15h às 17h, compõem a programação do dia 23. Cada oficina terá 15 vagas disponibilizadas. As inscrições podem ser feitas através do telefone 3184-3174.

No Museu Regional de Olinda, o público poderá conferir, gratuitamente, no dia 16, uma performance do bonequeiro Pedro Dias, que contará a história do museu através da encenação de dois personagens, a partir das 15h. O artista também apresenta o espetáculo no dia 18, às 9h, para 30 alunos da escola estadual Raimundo Dinis. Logo após, os estudantes participarão atividades lúdicas em que será trabalhada a proposta triangular (ler, codificar e criar) de Ana Mae Barbosa. Os jovens terão acesso a fotos de obras do acervo do Mureo para depois montar um gráfico a partir de suas impressões.

O Museu do Barro de Caruaru (Mubac),  no Agreste,  também integra o circuito e estará aberto para visitação gratuita durante toda a semana. A partir do dia 17, haverá uma exposição de artesanato desenvolvido a partir de materiais recicláveis pelos integrantes do projeto Tareco e Mariola, do município de Belo Jardim. No dia 20, a artesã  Maria do Socorro Silva irá ministrar uma oficina gratuita sobre a arte dos reciclados para os estudantes de escolas públicas de Caruaru e da região do Agreste. As inscrições podem ser feitas no próprio Mubac. Já no dia 21, a técnica de equipamentos culturais da Fundarpe, Mônica Mendonça, ministrará palestra “A importância da Educação Patrimonial para o fortalecimento da cultura na cidade de Caruaru” em dois horários: às 10h e às 14h.

No Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC), o público poderá conferir, além do acervo permanente do museu, as exposições “A arte e a cidade”, de Erickson Britto, e “Ao natural”, de Fernando Areias,  em cartaz desde abril. A primeira reúne 30 obras entre esculturas, maquetes e jóias influenciadas pela arquitetura das grandes cidades e as marcas de urbanização.  A segunda exposição trabalha a natureza viva e luminosa, navegando do figurativo ao impressionismo.

Sábado, 15 Maio 2010 02:24

As neves do Chacaltaya

Escrito por

cha2Por Cesar Vanucci *

“Mas onde estão as neves de antanho?”

(Villon, “O Testamento”, citado por Paulo Rónai)

Estive no topo do famoso Chacaltaya em 1986. Foi numa das vezes em que – tocado visceralmente pela beleza da paisagem, edificações portentosas e muitos outros intrigantes e abundantes sinais deixados por civilizações que habitaram a região em  tempos anteriores à história conhecida dos homens – percorri como turista as regiões andinas da Bolívia e Peru.

Excedendo os 5 mil e 400 metros de altitude, com o pico e encostas cobertos permanentemente de neve, o monte figurava como  destino indesviável nas rotas dos adeptos de esqui. Oferecia sedutoramente aos apreciadores dessa eletrizante prática esportiva as pistas mais elevadas do mundo. Para chegar à  estação de onde os esquiadores se lançavam em temerários deslizamentos pela superfície nevada, tive que valer-me de um jipe velho e barulhento, conduzido por jovem motorista com pendores pra piloto de “fórmula 1”.

O veículo passava a impressão de ser remanescente da frota despejada pelas barcaças das forças aliadas, no dia “D”, nas praias da Normandia. Por estrada íngreme e encaracolada trafegavam outros jipes de igual aparência, em sentido inverso, disputando corrida de velocidade numa faixa de terreno danada de estreita, circundada por abismos colossais. Pra não estragar, assim logo de cara, o passeio, optei por uma oração fervorosa ao anjo da guarda a ter que recriminar o motorista pela postura descontrolada ao volante.

Desci do jipe no fim da subida com as pernas bambas, a respiração ofegante, o coração dando trepidantes cabriolas no peito. E não apenas pela sucessão de sustos da escalada. O “mal da altitude” (que tanto atormenta os adversários dos bolivianos nas disputas futebolísticas), agravado pela temperatura glacial dominante, dificultou tremendamente a curta caminhada, menos de 300 metros, até a estação.

Um chá providencial de folha de coca, rotineiramente reservado para esses instantes de desconforto, serviu para aliviar o mal estar. Senti-me liberado, pouco adiante, para compartilhar, por inteiro, com centenas de visitantes de todas as partes do mundo, o deslumbrante espetáculo escancarado, num impulso de prodigalidade sem par da Natureza, ao olhar extasiado da platéia agrupada, naquele mágico instante, no platô mais elevado daquela que é uma das montanhas mais imponentes dos Andes.

Passo aos leitores essa historinha singela, para transmitir uma estonteante novidade: Chacaltaya não existe mais. Pelo menos a Chacaltaya retratada. A montanha continua lá, majestática, referência soberba na geografia andina. Mas a neve desfez-se. A pista de esqui mais alta do mundo desapareceu.

Tomei conhecimento do fato, gélido de pavor (sem intenção de trocadilho, juro), pelo “Fantástico”. A causa de tudo é o aquecimento global. Ou seja, a apavorante e incontrolada ação predatória humana, responsável por mudanças climáticas que começam a cobrar, em tudo quanto é canto deste planeta azul, pesadíssimos tributos à sociedade. Colocando em cheque, ao mesmo tempo, a própria sobrevivência da espécie.

Chacaltaya reprisa a tragédia ecológica do Kilimanjaro, na Tanzânia. As neves do Kilimanjaro - recordam-se? - inspiraram um conto famoso de Ernest Hemingway. Por muitos, considerado o mais belo texto do genial autor. O enredo rendeu também filme assistido por milhões.

Lá, também, no Kilimanjaro – com seus 5.891 metros (ponto mais alto da África) e 75 mil hectares de florestas, fauna rica e grande número de espécies ameaçadas de extinção –, patrimônio da humanidade na classificação da Unesco, neve não tem mais. O degelo retirou a camada alva que emprestava beleza singular ao lugar. As causas são as mesmíssimas: efeito estufa.

Os estragos provocados pela insensibilidade humana no uso das dádivas que a Natureza concede podem ser detectados ainda em outros sítios legendários. O rio Jordão, cenário de acontecimentos transcendentes na história da civilização, não passa hoje de um filete d’água. O Mar Morto, desaguadouro natural do rio, está se transformando num estéril depósito de cristais salínicos, onde a vida vem parando de pulsar.

O que acontece com o rio Colorado, que atravessa os territórios estadunidense (o Grand Canion incluído) e mexicano, com seus 2.320 quilômetros de extensão, é igualmente inacreditável e  atordoante. O lendário rio alimenta numerosas represas, barragens, diques, canais de irrigação, está aberto à navegação, mas vem perdendo a olhos vistos sua capacidade caudalosa. A tal ponto que já não dispõe de condições para despejar água no oceano. Está morrendo antes de chegar ao estuário! Não é o único nessa condição. Segundo os especialistas, um em dez rios, nos vários continentes,  já não correm mais em direção ao mar.

* Cesar Vanucci é jornalista (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )

Sexta, 14 Maio 2010 15:53

Cultivo de cacau “verde” cresce 40%

Escrito por

cacauCom informações de Andrea Vialli, de O Estado de S.Paulo

Em breve, o consumidor brasileiro terá a opção de saborear chocolate com selo de sustentabilidade. De pequenas grifes de chocolate gourmet a grandes multinacionais do ramo, está crescendo o interesse pelo cacau com certificação da Rainforest Alliance, selo internacional que atesta boas práticas agrícolas, sociais e ambientais.

No Brasil, o movimento ainda é incipiente, mas a tendência já fez com que a certificação de lavouras de cacau com o selo Rainforest Alliance crescesse 39,6% no ano passado, em comparação com 2008.

Grifes de chocolate, como a Chocolat du Jour, aderiram à tendência: trouxeram ovos de Páscoa e produtos com alto teor de cacau referendados pelo selo verde. Gigantes do ramo, como Kraft Foods, Mars e Cadbury, estabeleceram metas globais para aumentar a presença do cacau certificado nos próximos anos, o que deve também ocorrer no Brasil.

Auditoria confere credibilidade

O selo Rainforest Alliance tem reconhecimento em todo o mundo e comprova, por meio de auditorias independentes, que as práticas agrícolas não degradam o ambiente (solo, água e florestas) e que os agricultores envolvidos na cultura possuem condições dignas de trabalho e remuneração.

Chocolate é bom de todo jeito, mas certamente os que conseguem aliar sabor e sustentabilidade merecem mais atenção do consumidor.

Sexta, 14 Maio 2010 14:01

A importância do exame preventivo

Escrito por

mama

Por Carol Bradley

Muitas vezes deixamos para depois os exames preventivos, que devem ser feitos rotineiramente.  A alegação é quase sempre a mesma: falta de tempo.  Ocorre que, para que o tempo nos seja útil para trabalhar, estudar, passear é fundamental termos saúde para desfrutarmos dessas atividades. Sendo assim, arrumar tempo para cuidar da saúde não é um luxo, é uma necessidade.

Apesar de muitas vezes acreditarmos que está tudo bem com o nosso organismo, a boa disposição pode esconder algum probleminha que seria facilmente detectado num exame preventivo. Foi o que aconteceu comigo. Em um exame de rotina descobri um nódulo no seio. Dei sorte, era benigno, mas poderia não ser, e nesse caso, quanto antes descoberto, maiores são as chances de cura.

Portanto, não há nada mais importante que a nossa saúde, vamos ficar atentos e cuidar bem dela. Para as mulheres, fazer o auto-exame, ir regularmente ao ginecologista e fazer exames preventivos  é fundamental. O mesmo vale para os homens, que muitas vezes evitam o exame de próstata por medo ou preconceito. Além disso, praticar atividade física e manter uma alimentação saudável também ajuda no bom funcionamento do nosso corpo.

Sexta, 14 Maio 2010 13:33

Abrace o colega ao lado

Escrito por

abrace-o-colega-AbrePor site Planeta Sustentável

Não, não é discurso religioso nem palestra de autoajuda. É um pedido de Tiffany Field, diretora do Instituto de Pesquisas do Toque da Universidade de Miami. Segundo ela, o contato físico faz maravilhas por sua saúde física e mental. Pode reduzir depressão, estresse e agressividade. E até mesmo combater o câncer

Como o toque pode melhorar nossa saúde?
Vamos começar pela conclusão do estudo mais revolucionário: uma simples massagem é capaz de ajudar nosso sistema imunológico. A ponto de fortalecer o corpo contra o câncer.

Como?
A massagem aumenta o número de células conhecidas como NK [sigla para natural killers, inglês para "assassinas naturais"]. Elas são responsáveis pelo combate do corpo contra infecções virais e células cancerosas. Descobrimos isso em 2005, em um estudo com mulheres que sofriam de câncer de mama. Aquelas que tinham passado por terapia com massagem tiveram aumento no nível de células NK e de linfócitos [células decisivas na defesa do organismo] durante o período do estudo. Isso mostra a importância da massagem como terapia complementar às já usadas contra o câncer.

Que outras doenças o contato físico combate?

Pode ajudar a reduzir depressão e ansiedade. Não é à toa que as pessoas ficam mais felizes e relaxadas quando abraçam amigos. Ou que vendedores dão tapinhas nas nossas costas para tentar vender um produto mais caro. Quando estimulamos receptores de pressão sob a pele, o coração desacelera. A pressão sanguínea diminui, assim como a liberação de hormônios que causam o estresse.

Quer dizer que manter contato físico traz felicidade?

Dá para dizer que ficamos mais alegres, menos irritados. Até mesmo menos agressivos. Crianças que têm menos contato físico com amigos e parentes podem se tornar adultos mais violentos, segundo pesquisas. Como acontece com macacos: se forem privados do toque quando pequenos, acabam matando uns aos outros.

Isso vale para qualquer lugar?

Porque a cultura do contato físico é diferente no mundo. Indianos andam de mãos dadas, argentinos se beijam no rosto As diferenças culturais nos mostram justamente o efeito do contato físico. Nos EUA, existe um tabu contra o toque. Escolas pedem que professores não encostem em seus alunos, por medo de acusações de abuso sexual. Claro que qualquer toque mal-intencionado deve ser reprimido. Mas as pessoas precisam do contato físico dos colegas. Testamos isso comparando um grupo de jovens de Miami a outro de jovens de Paris. Os americanos passavam menos tempo cumprimentando, abraçando e beijando seus colegas do que os franceses - e demonstraram um nível maior de agressividade física e verbal.

Uma massagem caseira pode fazer milagre, então?

Pode melhorar muito a saúde mental e física. Basta massagear movendo a pele da pessoa, sem usar força ou leveza demais. Esfregue, amasse, dê batidas - mas sempre com moderação. Para grávidas, por exemplo, esse ritual reduz as chances de um parto prematuro, por causa da redução do nível dos hormônios do estresse. Por isso, encorajamos as famílias a usar a massagem sempre que possível.

Saneamento_bsicoDo site EcoDesenvolvimento

O Banco Mundial informou nesta quinta-feira, 13 de maio, que os países da América Latina e Caribe ampliaram nos últimos 15 anos o acesso de seus cidadãos a água, saneamento, eletricidade, educação e saúde.

Apesar do avanço, o Índice de Oportunidade Humana 2010, (HOI, na sigla em inglês) aponta uma melhor situação nos países da América do Norte e Europa.

Avanços

Segundo o Banco Mundial, o acesso das crianças da América Latina e Caribe a serviços básicos aumentou 1% a cada ano desde 1995.

De acordo com o diretor do programa para Redução da Pobreza do Banco Mundial, Marcelo Guigale, o local de nascimento permanece o principal determinante do acesso à infraestrutura.

Brasil, Chile e Costa Rica registraram melhora nos índices de ocupação de moradias adequadas, ficando acima da média do continente europeu.

Acesso Universal

O Banco Mundial também destaca que Brasil e México poderão fornecer acesso universal à água potável, eletricidade e serviços sanitários na próxima década.

O Índice de Oportunidade Humana inclui dados referentes a mais de 200 milhões de crianças em 19 países.

Sexta, 14 Maio 2010 13:15

Campanha: Onda Verde

Escrito por

ondaaverdeA Onda Verde é uma campanha plurianual que visa conscientizar as pessoas sobre a importância da biodiversidade. Ela reforça o trabalho em Comunicação, Educação e Conscientização do público dentro do programa da Convenção para a Diversidade Biológica (CDB), entidade que lidera o movimento no mundo.

Os públicos principais da Onda Verde são crianças e jovens que têm como ação comemorativa simbólica da data o plantio de árvores. No Brasil, a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza será líder do movimento em 2010, agregando, além deste público, também empresas, prefeituras, Ongs e grupos específicos que se interessam pelo tema, fornecendo um menu mais amplo de atividades comemorativas.

Todos serão convidados a realizar uma atividade no  dia 21 de maio, data que antecede o Dia Internacional da Diversidade Biológica. A idéia é promover uma contagem regressiva para que às 10h (horário local), todos se mobilizem pela proteção da biodiversidade, criando uma “onda verde” mundial, de leste a oeste do planeta.

Durante todo o dia, os participantes  poderão disponibilizar fotos e textos sobre as atividades realizadas no site da Onda Verde. Assim, será formada uma grande rede colaborativa em benefício da vida. Com a contribuição das pessoas e organizações, será formado um grande mapa interativo visando a troca de informações e registro das ações no mundo inteiro.

Prepare-se para a Onda Verde!

 

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