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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Quinta, 06 Maio 2010 19:15

Exposição das Relíquias de Buda

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CartazO Museu da Abolição, no Recife, recebe a partir desta sexta-feira (7) a Exposição das Relíquias do Buda, que fica em exposição no espaço até o próximo domingo (9).  As relíquias são restos mortais de grandes mestres budistas, colhidas após a cremação de seus corpos e se apresentam em forma de grãos que se assemelham a pérolas.  

Quem já viu a exposição, que passou por Viamão, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Vitória e Salvador, diz que é extraordinária.

A coleção contém numerosas relíquias do Buda Sakiamuni e de seus mais reputados discípulos: Maudgalyayana, Ananda e Sariputra. As relíquias do Buda Kasyapa, que precedeu Sakiamuni, e de vários outros santos e mestres espirituais das tradições chinesa, indiana e tibetana também fazem parte da exposição.

As relíquias do Buda Sakiamuni foram oferecidas por Sua Santidade, o Dalai Lama ao Lama Zopa Rinpoche. Muitos outros mestres budistas uniram-se ao projeto e ofereceram relíquias para serem colocadas no coração da estátua do Buda Maitreia.

Tradição - Quando os corpos de mestres espirituais são cremados, entre suas cinzas surgem cristais parecidos com pérolas. Estes objetos são especiais porque guardam a essência das qualidades do mestre. As relíquias são evidências físicas de que ele desenvolveu muita compaixão e sabedoria antes da morte. Elas proporcionam uma oportunidade única de conexão espiritual com seres iluminados.

Inúmeras pessoas têm se conectando diretamente à poderosa energia de amor que emana das relíquias. Budistas e não-budistas relatam que se sentem inspirados, curados e em paz, simplesmente por estarem em sua presença. Cada visitante acessa o aspecto divino em si mesmo

Confira a programação:

Sexta (07/05): A partir das 18h, cerimônia de abertura com apresentações culturais e presença de várias tradições espirituais

Sábado (08/05): 10h às 18h

Domingo (09/05): 10h às 18h

Endereço:

Museu da Abolição - (81) 3228-3248

Rua Benfica, 1150, Recife-PE

Contato: João Pereira Vale Neto

Email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Tel: (81) 9268 8120 /  (81) 3244 2441

Entrada franca!

Quinta, 06 Maio 2010 12:55

Chá Beneficente

Escrito por

 

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O Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer (GAC-PE) realiza, hoje, o 9º. Chá Beneficente, às 17h, no Arcádia Paço Alfândega, e visa levantar recursos para manter as suas ações.  A Orquestra Veneza e a Banda Túnel do Tempo animam a festa.

 

Quarta, 05 Maio 2010 20:42

Ângelo, de Clarinha e Fred, de Elita e Arnaldo

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O texto a seguir é de autoria de Luiz Otávio Cavalcanti, diretor presidente da Faculdade Santa Maria, no Recife, que tem o saudável hábito de escrever crônicas, ensaios e artigos. Neste, ele nos premia com as boas vindas a uma criança recém nascida. A saudação, permeada de ternura, serve para todos aqueles que como Ângelo enchem de alegria a vida de  pais, avós, irmãos... 

Por Luiz Otavio Cavalcanti

Então, seu Berto, o senhor dos Arcos, o palmarense mais recifense que conheço, o artista da Bagaço, Arnaldo, é avô do claríssimo Ângelo ? O que nasce bem comemorado ?

Ora, pois, que toquem os sinos, que façam as notificações de estilo, que saúdem os ascendentes, que beba-se e coma-se à sua vinda. E que ele, Ângelo, tenha ventura nesta vida.

Ângelo, de Clarinha e Fred, de Elita e Arnaldo, tem origem e destino. Vem de barrancos socados na Zona da Mata, molhados de correntes fluviais e muito suor. Está assinalado no nome em anúncio do anjo à Senhora. E avisado do toque que impregna a reza das Ave Marias.

E vai, pra onde couber seu sonho, pra onde der sua passada, que a lindeza de trajetória dos seus abre caminho admirado.

Eis, portanto, sua bagagem, declarada na nominata e no DNA. Ainda tão pequeno e já tão carregado.

Mas, esta é a caminhada de todos nós, não é, seu Berto ? Você, pai-avô, sabe do que falo. Eu, avô-pai, também sei. Embora minhas titularidades sejam curtas. Porque, como pai, fui ausente. Dedicado a ofícios menos transcendentes. E, como avô, tenho só ano e meio de experiência.

Bem aplicados. É todo dia. Cedinho, vou mostrar passarinhos e pombos a Valentina. Seus olhos de amêndoa não param de enxergar o que passe. Quando seus cabelos, caracóis em ouro, cobrem sua face, ela os afasta com a mãozinha perfeitamente determinada.

Agora mesmo, vim da praia. Onde estava Valentina com os pais. Foi ela chegando na areia e correndo pro mar. Onde queria permanecer a manhã inteira, apoiada na bóia, segura pelo pai. Enfrentava com não pressentido destemor as ondas que vinham ao seu encontro.

Conseguimos sair atraindo-a com um picolé de banana. Ao findar, ela saiu aos saltos, em direção à sua liberdade, feliz por dispor de tanto espaço.

Pois é, Berto. Esta mensagem é para Ângelo, para seus pais e para Elita e Arnaldo. Sendo o nascer uma obra única, merece sempre a nota do poeta. Aí vai com a assinatura de T.S..Eliot:

“Aqui se atualiza a impossível

 União de esferas da existência,

 Aqui passado e futuro estão

 Conquistados e reconciliados,

 Onde qualquer ação ainda fosse,

 De outro modo, movimento

 Do que apenas é movido

 Sem possuir matriz de movimento”. 

fotolgbtA Campanha Pernambuco sem Homofobia desembarca nesta quarta-feira (05) em Fernando de Noronha, onde serão desenvolvidas ações até o próximo domingo (09). A meta é disseminar formas de enfrentar o preconceito e a homofobia institucional entre a população e sensibilizar gestores/as e técnicos/as da educação e da saúde para contribuírem com tais ações.

Estão programados debates com professores e alunos da Escola Arquipélago, distribuição de material educativo nas pousadas e com taxistas e guias turísticos, além de rodas de diálogo com funcionários da saúde.

Segundo o assessor especial para Diversidade Sexual do Governo do Estado, Rildo Véras, a ideia da campanha, lançada no carnaval deste ano, surgiu como uma alternativa para enfrentar o preconceito e a discriminação que assolam a população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) em Pernambuco.

A Campanha Pernambuco Sem Homofobia acontecerá durante todo o ano de 2010 aproveitando principalmente as atividades que englobam grande público, a exemplo do Festival Pernambuco Nação Cultural e das festividades juninas e conta com a parceria e apoio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

Serviço:

Campanha Pernambuco Sem Homofobia

Data: 05 a 09 de Maio de 2010.

Promoção: Assessoria Especial para Diversidade Sexual do Governo de Pernambuco

Parceria: Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco e Movimento Gay Leões do Norte.

Contatos:

(81) 3181 – 2331

(81) 9277 – 4989

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Outra iniciativa pernambucana voltada às metas dos Objetivos do Milênio é desenvolvida pela Prefeitura Municipal de Paulista, no Grande Recife. Trata-se do projeto Terreiro: Espaço de Promoção à Saúde, desenvolvido através da coordenação do Programa DST/Aids municipal, em  parceria com outras coordenações.

A proposta surgiu como resposta à demanda por implantação de ações de saúde em diálogo com espaços religiosos de matrizes africanas. E se propôs a disseminar informações a respeito do auto cuidado e prevenção às doenças sexualmente transmissíveis (DST), Aids e outras enfermidades, bem como aproximar os gestores da saúde e a prática realizada nos terreiros, quebrando os preconceitos sobre racismo e intolerância religiosa.

Para a execução foram desenvolvidas oficinas de sensibilização sobre saúde e intolerância religiosa para os agentes comunitários de saúde. Eles realizaram uma série de visitas a espaços religiosos, em companhia de integrantes das coordenações de hanseníase, tuberculose, vigilância ambiental, DST/AIDS e dengue, que procederam além do repasse de informações, fizeram testagem para HIV e VDRL, vacinaram crianças e adultos, distribuíram preservativos e inspeção para controle da dengue.  

Entre os espaços visitados estiveram o Centro Espírita Umbanda Caboclo Pena Branca (Mirueira), Centro Espírita Santa Anna (Maranguape I), Ilê Axé Oyá Togun (Janga), Ilê Omo Oyá Omirakan (Sítio Fragoso) e Ilê Axé Oxum Omintaladé (Pau Amarelo).

Além disso, foram realizadas reuniões com a coordenação DST/Aids e representantes de religiões de matrizes africanas, além do  mapeamento dos terreiros do município, com confirmação de endereços e cadastro de novos espaços. Houve ainda mobilização e organização da 1ª Caminhada de Saúde e Religiões de Matrizes Africanas da Cidade do Paulista.

Aracoiaba2

 

O Projeto Mais Vida, iniciado em 2005 no município de Aracoiaba, na Região Metropolitana do Recife, também é focado nas metas estabelecidas pelos Objetivos do Milênio. Desenvolvido com recursos técnicos e financeiros do Instituto Unilever, em parceria com a Prefeitura Municipal, atua nas áreas de educação, saúde e desenvolvimento econômico, com ênfase no envolvimento comunitário.

Segundo os coordenadores do programa, neste período, o projeto mostrou capacidade de contribuir com 7 dos 8 ODMs previstos pela ONU.

Com relação ao Objetivo 1, que trata sobre a redução de fatores de pobreza e de exclusão social, foi registrado que houve fator zero de mortalidade de crianças até 5 anos, por desnutrição, nos últimos 2 anos. E que houve alteração da renda domiciliar de menos de um salário mínimo para um a dois salários mínimos durante o período analisado.

No que diz respeito ao objetivo 2, referente à qualidade da educação básica para todos, a taxa de matrículas revelou um aumento, de 190% em 2008 contra 163% em 2005. O analfabetismo foi de 37% em 2005 e baixou para 18% em 2008.

Aracoiaba1Quanto ao objetivo 3, de eliminar a desigualdade entre sexos no ensino primário, ambiente e relações econômicas e políticas, contatou-se o seguinte: Em 2005 eram 19,5% das mulheres estudando para 35,9% de homens. Em 2008 as mulheres representam 27,5%  contra 38,9% de homens. Nas atividades econômicas, em 2005 havia 1,8% de mulheres para 5,7 de homens na autodeterminação e, em 2008, havia 6,3% de mulheres para 9,9% de homens. No trabalho formal o aumento foi maior para as mulheres: eram 12% de homens para 3% de mulheres em 2005, e em 2008 estão 13% de homens para 7% de mulheres, ou seja, um aumento de mais de 100% de oportunidades para as mulheres.

Com relação ao objetivo 4, que propõe a redução da mortalidade de crianças menores de 5 anos, verificou-se que a taxa foi de 33,4% de crianças até 1 ano em 2005 e de 25,6% em 2007.

No que diz respeito ao objetivo 5, que visa a melhorar a saúde materna familiar, o balanço em Araçoiaba foi que houve diminuição no número de abortos. De cada 100 mulheres grávidas em 2005 quase 40% sofriam aborto. Em 2008 o número foi reduzido para 25%. E aumentou o número de pré-natal, pois em 2005 quase 60% das mulheres grávidas foram atendidas e, em 2008, este número subiu para 90%.

No referente ao objetivo 6, de garantir a sustentabilidade do meio ambiente político, registrou-se que houve melhoria do acesso à água potável em quase 20% dos domicílios e iniciativas de tratamento de resíduos sólidos.

No tocante ao objetivo 8, de promover parcerias e estratégias para o desenvolvimento, estão sendo tocados programas de apoio à formação técnica e profissional para jovens desfavorecidos; Projeto Escola de Fábrica, em resposta a 160 jovens, e Projeto Jovem Artesão; mobilização de voluntários para gerar aprendizagem, com 450 voluntários foram treinados para atuarem como agentes sociais; formação de 5 bibliotecas e criação do Projeto Círculo de Leitura, com 38 Agentes de Leitura itinerantes; e capacitação de 476 pessoas em gestão de empresas e associações, além de constituição de 5 associações.

Quarta, 05 Maio 2010 13:43

Camisa do Brasil agora é reciclável

Escrito por

camisa_brasil-300x168A Copa do Mundo da África do Sul está se aproximando e a Nike já lançou a nova camisa do Brasil para a competição.

A novidade é a composição, que leva até oito garrafas PET e é 100% reciclável.

Mas não para por aí, já que durante a fabricação é economizado 30% no consumo de energia em relação ao poliéster, segundo a Nike.

Agora é esperar para ver se nossos jogadores terão uma atuação digna da camisa que vestem.

Fonte: Rede Ecoblogs


Ethos2010Por Ericka Melo, com informações do Instituto Ethos

A humanindade está iniciando uma nova caminhada no planeta. E tem inúmeros desafios pela frente que precisa vencer todos vencer!

Esse é o tema da Conferência Internacional Ethos 2010, um evento promovido pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e realizado pelo UniEthos – Formação e Desenvolvimento da Gestão Socialmente Responsável, em parceria com o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, Movimento Nossa São Paulo, Pacto Global das Nações Unidas, Sustainalility, Accountability, BSR – Business for Social Responsability, Fórum Empresa, GRI – Global Reporting Initiative e Volans.

A Conferência terá toda a sua programação baseada na Carta da Terra, uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.

Trará também o debate "A imprensa como indutora da Sustentabilidade na Pauta Política".

A 12ª edição da Conferência Internacional Ethos será uma experiência diferente do que tem sido em suas últimas edições. O Instituto Ethos pretende inovar com formatos mais participativos e com uma programação que possa trazer diferentes formas de trabalhar os temas propostos. O participante também usufruirá de uma dinâmica oferecida nos períodos de intervalo para que possa se relacionar de forma mais produtiva com os outros inscritos no evento. Reconhecemos que só iremos chegar às transformações que desejamos para o mundo a partir de soluções coletivas e compartilhadas – a partir de um universo de pontos de vista diversificados.

Participe em 2010 da 12ª Conferência Internacional Ethos e faça parte desse esforço coletivo por um mundo sob nova direção.

Serviço:

Quando: De 11 a 14 de maio de 2010.

Onde: Hotel Transamérica - Av. das Nações Unidas, 18.591 – São Paulo, SP.

Mais informações: www.ethos.org.br

 

CPP6

A Comunidade dos Pequenos Profetas (CPP - Projeto Clarion), que atende crianças e adolescentes em situação de extrema vulnerabilidade social e pessoal no Recife, é uma das organizações não-governamentais que dá exemplo em Pernambuco na prática dos Objetivos do Milênio.

Com os projetos que desenvolve já figurou duas vezes entre os selecionados pelo Prêmio Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) Brasil, concedido pelo Governo Brasileiro e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

CPP7A primeira vez foi em 2008, quando o coordenador da CPP, Demetrius Demétrio, recebeu no Palácio do Planalto, em Brasília, a estatueta da 2ª edição do prêmio devido à execução da prática Obirin L’onan, que em orubá significa “senhora de seus caminhos”.

O projeto figurou entre as 20 práticas eleitas, por um grupo de notáveis, entre mais de 1.060 concorrentes, de todas as partes do país, como as que contribuíram em 2007 para que o país alcance as oito metas do milênio.

O Projeto Obirin beneficiou diretamente cerca de 400 adolescentes afrodescendentes, do sexo feminino, em situação de risco social, no Recife, através das oficinas Fala de Menina, Reinventando o Brega, Ateliê de Arte, atendimento psicossocial, visitas culturais, palestras, bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 50,00, procurando diminuir o ciclo de pobreza, a discriminação racial e aumentar a igualdade de gênero.

Já em 2010 a CPP ficou entre as 46 semifinalistas do Prêmio ODM, por conta do projeto Grito nas Ruas, realizado em parceria com o Governo de Pernambuco, voltado para jovens que se prostituem, cometem pequenos atos infracionais, sofrem violência psicológica e física e são alvos de grupos de extermínio.

CPP3Pelo projeto meninos e meninas recebem aulas de capoeira, são alfabetizados por meio de telesala, participam de rodas de leitura e têm alimentação. “Tudo com vistas a formar uma consciência cidadã”, destaca Demétrius.  

Para Demetrius Demétrio, o prêmio foi de muita importância para a CPP e alegria para todos que trabalham na entidade e se beneficiam das atividades promovidas pela instituição. “É o reconhecimento do trabalho que é realizado por todos nós, dos aspectos inovadores do projeto e dos resultados de impactos na vida das adolescentes que querem mudar de vida, quebrar o sair da situação de exclusão social e serem reconhecidas como cidadãs, sujeitos de direitos”, disse.

Histórico – A CPP foi fundada por Demetrius Demétrio, que é educador social, a partir de uma convivência intensa com crianças e adolescentes em situação de rua do Recife, com o apoio do então arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara, conhecido nacional e internacionalmente pelo combate à pobreza e à fome.

A Comunidade dos Pequenos Profetas foi responsável pela campanha, de grande repercussão no país, em 1992, “Não matem minhas crianças”, por espalhar, de forma silenciosa, nos muros da cidade a frase anônima que mexia com o imaginário social sobre sua autoria, e que tinha como objetivo chamar a atenção da população e dos poderes públicos sobre o extermínio de crianças, adolescentes e jovens no Recife.

A Comunidade dos Pequenos Profetas atende, mais de 400 crianças, adolescentes e jovens, de 7 a 21 anos de idade, em situação de rua, abandono, em sua quase totalidade usuários de drogas, violência, abuso sexual, sendo 60% do seu público pertencente ao sexo masculino e 40% do sexo feminino, cerca de 90% são afro-brasileiros.

O público assistido pela CPP é extremamente pobre e vulnerável a todo tipo de risco social. Para se ter uma idéia, 83,3% do público atendido pela CPP está em situação de rua, 46,6% não moram com os pais, 82,1% praticam mendicância, 72,4% usam inalantes, 43,3% são usuários de craque, 82,8% são fumantes de cigarros industrializados, 63,3% fumam maconha, 80% são usuários de bebida alcoólica, 25% estão em situação de exploração sexual, 31% estão fora da escola.

As famílias dessas crianças e adolescentes são de baixa renda, 13,3% não têm nenhuma renda e 33,3% recebem até ½ salário mínimo; 22,2% recebem Bolsa Família; têm baixa escolaridade, história de uso de droga e de violência doméstica, morando em comunidades com pouca infra-estrutura urbana.

CPP1Atualmente, a CPP desenvolve projetos sociais voltados para a valorização da cultura afrobrasileira, geração de renda, resgate da cidadania, assistência integral à criança e ao adolescente, procurando incluir a família e as comunidades do público atendido no fortalecimento da auto-estima e no capital social dos beneficiários, principalmente retirar os jovens e adolescentes do mundo das drogas, tendo como princípios a ética, a transparência, a solidariedade, o respeito às diferenças, dentre outros.

A Entidade participa do Programa de Voluntários da ONU, onde tem como meta divulgar as metas do milênio entre seus beneficiados diretos e indiretos.

Para mais informações a CPP dispõe de um site : www.pequenosprofetas.org.br, bem como dispõem no Youtube, na pasta Pequenos Profetas, vídeos documentários sobre o trabalho que desenvolve.

No Estado, a missão de levar a mensagem do pacto social estabelecido pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) fica a cargo do núcleo “Nós Podemos Pernambuco”, que reúne um grupo de instituições públicas e privadas que catalisa as ações de ODM.

De acordo com Sérgio Murilo, membro da Executiva Regional do Nós Podemos Pernambuco e coordenador do Instituto Maurício de Nassau, a principal missão do núcleo é levar os ODM a todos os municípios. “Assim, temos como meta incentivar o processo de municipalização dos Objetivos, além de envolver as organizações sociais e empresas no alcance das metas”.

Murilo explicou que este trabalho vem colhendo frutos no Estado, visto que prefeituras e entidades da sociedade civil estão desenvolvendo projetos que englobam as metas dos ODM.

“Tanto que Pernambuco vem se destacando entre os selecionados do Prêmio Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) Brasil, concedido pelo Governo Brasileiro e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)”, completou Murilo, que estará nesta quarta (05) participando do seminário regional de avaliação dos ODM, na Sudene, no Recife.

objetivos_do_milenioSão compromissos assumidos, até 2015, por todos os estados-membros da Organização das Nações Unidas, inclusive o Brasil, que visam: acabar com a fome e a miséria; promover educação de qualidade para todos; propiciar igualdade entre sexos e valorização da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater a Aids, a malária e outras doenças, propiciar qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e estimular todo mundo a trabalhar pelo desenvolvimento.

Para monitorar os resultados obtidos no Brasil, periodicamente são realizados encontros regionais, nos quais sociedade e órgãos governamentais são convidados.

O próximo encontro, intitulado Seminário Estadual sobre o 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, acontece nesta quarta-feira (05) no Recife, a partir das 9h, no Auditório Presidente Médice, no edifício da Sudene.

Além de debater o estágio do Brasil em relação ao cumprimento das metas do milênio estabelecidas no ano de 2000, na reunião também será avaliada a posição de Pernambuco.

O seminário é promovido pela Secretaria-Geral da Presidência da República, a Organização das Nações Unidas, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, com o apoio da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobrás, além de instituições locais e estaduais.

Participam do evento o secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência, Antônio Roberto Lambertucci, Luciana Servo, técnica do IPEA, responsável pela elaboração do Relatório, Cristina Queiroz, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, além de representantes do Ministério da Saúde, do Desenvolvimento Agrário e do Governo de Pernambuco.

Resultados - Os Relatórios de Acompanhamento dos ODM elaborados em 2004, 2005, 2007 e 2010 testemunham claramente o progresso no alcance dos ODM, fruto do envolvimento das instituições da iniciativa privada e do poder público, que tomaram medidas para a promoção deste grande pacto social mundial.

O 4º Relatório mostra que a Meta 1 de Erradicar a Extrema Pobreza e Miséria, por exemplo, já foi alcançada pelo Brasil, mas outras persistem como a Meta 3 de Promover a Igualdade Entre os Sexos e a Autonomia das Mulheres. Indicadores demonstram que as desigualdades continuam. O relatório mostra ainda que o Brasil deve alcançar a Meta 4 de Reduzir a Mortalidade Infantil antes de 2015.

Homem_e_MulherEm nota oficial, que vem sendo veiculada desde o último dia 29 de abril, a Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO) lançou um manifesto oficial contra a homofobia.

O manifesto foi motivado pela tramitação do Projeto de Decreto Legislativo Nº 1640/09, proposto pelo Deputado Paes de Lira (PTC-SP), com apoio da bancada evangélica da Câmara dos Deputados, que propõe sustar a resolução Nº 001/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), numa tentativa de tornar aceitável a realização de psicoterapia para modificação de orientação sexual.

Leia a íntegra da nota:

A Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO) vem a público reafirmar seu veemente posicionamento crítico em relação ao tratamento psicoterapêutico de pessoas com vistas à reorientação de sua sexualidade.

O Projeto de Decreto Legislativo Nº 1640/09, proposto pelo Deputado Paes de Lira (PTC/SP), com apoio da bancada evangélica da Câmara dos Deputados, ao propor sustar  a resolução Nº 001/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), visa tornar aceitável a realização de psicoterapia para modificação de orientação sexual.

Esta resolução do CFP, de 23 de Março de 1999, dispõe no seu artigo 3º que “os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados”.

Os defensores do referido Projeto de Decreto Legislativo argumentam que a modificação da orientação sexual é um direito das pessoas que assim a desejam, portanto não é da competência do CFP decidir sobre a matéria. Além de ferir a autonomia do(a) profissional de psicologia, ignoram as opressões de uma sociedade homofóbica que constrange os indivíduos a não usufruir satisfatoriamente de seu direito a uma livre orientação sexual. Corroboram, portanto, com estas opressões, ao não propor condições satisfatórias para que gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais ou intersex possam viver livremente seu desejo.

Tal projeto de decreto legislativo contrapõe-se ao amplo debate internacional sobre direitos humanos e às iniciativas do governo federal, que por meio do programa Brasil sem Homofobia, propõe um conjunto de ações governamentais a serem executadas para combater a violência e discriminação contra LGBT. Além disso, os defensores do referido projeto ignoram as discussões referente ao PLC 122/06, que tramita no Senado, após aprovação na Câmara dos Deputados caracterizando como crime a "discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero". 

Propor tratamento da orientação sexual sob a alegação de minimizar o sofrimento das pessoas que são discriminadas seria o mesmo que propor “embranquecimento” de pessoas vítimas de racismo. O que deve, por princípio, ser tratada é a intolerância frente à diversidade humana.

A Abrapso é a favor da liberdade e dignidade da pessoa humana e contrária a qualquer forma de discriminação ou ato que vise apoiar ou conformar a discriminação.

Ao invés de sustar a aplicação da Resolução do Conselho Federal de Psicologia, o Congresso Nacional deveria, sim, legislar em favor da livre expressão da sexualidade contra qualquer forma de discriminação, seja em âmbito privado ou público, contra as pessoas, baseadas em sua orientação sexual.

longevidade10

O brasileiro está vivendo mais, segundo informa o IBGE. Até 2025, seremos o sexto país do mundo com o maior número de pessoas idosas. Que futuro almejamos? Como estamos nos preparando para esta nova realidade?

Para discutir uma questão tão ampla como esta, com impacto em vários segmentos da sociedade, a Bradesco Vida e Previdência organiza, no dia 11 de maio, em Recife, um encontro com dirigentes de empresas da região e pessoas físicas.

O evento terá duas palestras: O Impacto da Longevidade e Sensibilização: Previdência Complementar e Seguros de Pessoas, proferidas pelo Diretor Executivo Eugênio Velasques e pelo Superintendente Executivo Marco Antônio Mafra Rios.

 
Evento: Encontro Empresarial de Recife

Data: 11 de maio (terça-feira)

Local: Arcádia Recepções - Rua Madre de Deus s/n - Bairro do Recife – Recife (PE)

Horário:A partir das 19 horas

crimes_ambientaisO diretor presidente da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Hélio Gurgel, comemora o fato da população estar contribuindo com o combate à prática de crimes ambientais. Tanto que os técnicos da CPRH conseguiram empreender mais vistorias no interior de Pernambuco, no final de abril, muitas delas baseadas em denúncias anônimas.

Desta vez, a fiscalização ocorreu entre os dias 27 e 29 de abril, durante uma série de vistorias no Agreste e Sertão. Nesse período, foram apreendidos um total de 560 estacas e 180 estéres de lenha ilegal - todos de espécies nativas da Caatinga – e ainda 281 sacos de carvão. Também foram autuados 15 fornos sem autorização de funcionamento.

O primeiro trabalhado foi realizado em Tuparetama, no Sertão do Pajeú, quando a equipe flagrou um caminhão carregado com 250 sacos de carvão sem o Documento de Origem Florestal (DOF) exigido pela Agência.

Segundo denúncias, aquela é uma rotas mais utilizadas por quem faz o transporte irregular de lenha e carvão. O veículo seguia com destino à Timbaúba, onde seria feito o ensacamento e a comercialização do material apreendido. Após o flagrante, a Prefeitura de Tuparetama cedeu espaço num depósito fechado para a guarda temporária do material.

No dia 28 de abril, as ações aconteceram no município de Iguaraci, no Sertão do Pajeú, em continuidade ao trabalho para coibir a produção irregular de carvão na área, iniciado pela equipe no mês de março.

Juntamente com a Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), foram autuados pelo menos 13 fornos, que funcionavam sem autorização da CPRH, em várias propriedades localizadas em áreas rurais. Foram apreendidos, ainda, 31 sacos de carvão para comercialização no Recife e Região Metropolitana.

Na mesma data, foi descoberto o desmate não autorizado de uma faixa de domínio da rodovia PE-275, feito pelo dono de uma propriedade da área. No local, havia também 110 estacas de origem ilegal, que seriam utilizadas para o cercamento da propriedade, além de sete metros de lenha.

Em Iguaraci, os técnicos da Agência também contaram com o apoio da Prefeitura Municipal, que cedeu transporte e depósito para armazenamento do material apreendido.

Já no dia 29, no Brejo da Madre de Deus, Agreste do Estado, CPRH e Cipoma verificaram denúncia de crime ambiental numa área de assentamento rural do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Foi identificada uma pequena área de desmatamento, com 450 estacas de espécies nativas da Caatinga, além de descobertos dois fornos artesanais. Quatro metros de lenha estavam empilhados, prontos para serem transformados em carvão. Essa é considerada a maior apreensão de lenha nativa em um único empreendimento.

Durante a vistoria, os fiscais flagraram um caminhão transportando, na área do assentamento, 15 estéres de lenha ilegal. Eles seguiram o veículo até uma cerâmica, onde o produto ilegal seria descarregado. No local, que funcionava sem licenciamento da CPRH, foram encontrados mais 150 metros de lenha empilhados.

O proprietário da cerâmica foi intimado a comparecer à Agência Ambiental para se regularizar, num prazo de 15 dias. Lenha e caminhão foram apreendidos. Todos os responsáveis serão autuados pela infrações ambientais e estarão sujeitos a multas que podem chegar a um valor de até R$ 62,4 mil.

Como fazer denúncias à Ouvidoria Ambiental da CPRH:

Comparecer pessoalmente à CPRH ou enviar correspondência para: Ouvidoria Ambiental - Rua Santana - 367 - Casa Forte - Recife-PE - CEP: 52060-460.

Telefonar para o número (81) 3182 8923 - no horário das 08h às 12h e das 13h30 às 17h30 - de segunda-feira à sexta-feira.

Enviar um fax para (81) 3441-6088

Acessar o Portal da CPRH (www.cprh.pe.gov.br), onde está disponível o link para Ouvidoria Ambiental. Enviar um e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Terça, 04 Maio 2010 19:03

Pense nas sete futuras gerações

Escrito por

futuro*Por Francisco Caporal

Há um ditado, que alguns atribuem ao Budismo, que diz o seguinte: Antes de tomar qualquer decisão, pense nas sete futuras gerações. Não sei porque sete e nem sei mesmo se isto tem a ver com o Budismo. O que importa é que este ditado poderia ser adotado como refrão de todos aqueles que falam, propugnam ou lutam pelo desenvolvimento mais sustentável.

A tão propalada sustentabilidade ambiental que hoje faz parte de todos os discursos politicamente corretos só tem verdadeiro significado se e quando estivermos falando de solidariedade diacrônica, isto é, quando tratarmos de estabelecer um modo de vida e de consumo que assegure as possibilidades de vida digna para as futuras gerações.

Fora disso, é apenas discurso vazio. Parece óbvio que para avançarmos neste sentido seria necessário superarmos o individualismo e a competição que caracterizam nossas sociedades atuais, construindo, também, uma solidariedade sincrônica.

Transportando isto para a vida cotidiana, vamos tomar como referência o consumo de alimentos. Inicialmente, vale reforçar aqui que todo o ato de consumo é um ato político. Decorre de uma opção consciente ou não de um indivíduo ou de um coletivo. Quando compramos o que comer, estamos optando por fortalecer uma grande cadeia do sistema agroalimentar globalizado ou, no outro extremo, a agricultura familiar camponesa de nossa região. Neste caso, o que é preferível? Qual a opção seria mais justa e sustentável do ponto de vista do Planeta ou da sociedade do nosso entorno?

Obviamente, os nutricionistas nos ensinam que um alimento será mais saudável e nutritivo quanto mais próximo estiver a sua produção do lugar de consumo. Como diz uma amiga nutricionista, “por isso mesmo dizemos ali-mento, se fosse o contrário seria um lá-mento”. Deixando de lado este trocadilho, que não deixa de ser interessante, vale destacar aqui que está cada vez mais comprovado que do ponto de vista da sustentabilidade ambiental, quanto mais próximos estiverem produção e consumo, mais estaremos fortalecendo a sustentabilidade planetária.

Por isso, alguns autores informam que um produto certificado como orgânico que é produzido em Pernambuco e atravessa o oceano para ser vendido na Europa, pode ser “muito orgânico”, mas não é sustentável, na medida em que só no transporte e logística de distribuição estaremos consumindo uma quantidade enorme de matéria e energia que faz com que este produto ao chegar à mesa do consumidor apresente uma enorme “mochila ecológica”.

Em razão desta nova consciência ecológica, nasceu e se fortalece em alguns países a campanha KM ZERO. Isto é, a demanda de grupos de consumidores que exigem que além de rótulos de orgânicos, biológicos ou ecológicos, se identifique a distância que percorreu o produto até chegar à prateleira do supermercado, o que permitiria a escolha entre os produtos que mais consomem recursos (os que mais viajam) e os que menos consomem recursos (os de menos kilômetros rodados) e, portanto, ambientalmente mais adequados.

Por outro lado, a decisão política de comer algum alimento, também contribui para a vigência e fortalecimento de diferentes modo e estilos de produção. Poderemos estar apoiando, mesmo que indiretamente e inconscientemente uma agricultura empresarial capitalista de larga escala, com um modelo de monocultivos que destrói a biodiversidade de espécies e que, portanto, é ambientalmente insustentável, ou podemos estar fortalecendo a agricultura familiar camponesa que é mais diversificada, que busca preservar os recursos naturais e está mais acorde com os valores e as culturas e hábitos alimentares locais.

Quando compramos o que comer, estamos “consumindo”, também, um modo de produção, que pode ser mais ou menos sustentável, socialmente justo. Nossas escolhas alimentares contribuem para delimitar o estilo de desenvolvimento rural que desejamos apoiar.

Michael Pollan em seu livro intitulado “Em defesa da comida” alerta que a concentração provocada pelas indústrias no sistema agroalimentar, na busca de lucro, agregação de valor, etc, tem levado a uma enorme simplificação das paisagens agrícolas, com uma “substituição das fazendas diversificadas que nos alimentavam”, por vastas monoculturas de um grupo minúsculo de espécies, o que tem implicado em uma simplificação das dietas que é prejudicial à saúde.

Por outro lado, o autor cita dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e de pesquisas feitas na Inglaterra, para mostrar que o modelo de agricultura agroquímica dos monocultivos industriais tem levado a uma brutal diminuição do poder nutritivo dos produtos agrícolas.

Hoje já se sabe que alimentos produzidos à base de fertilizantes químicos e agrotóxicos são menos nutritivos que os que são produzidos ecologicamente. “As plantas organicamente cultivadas” além de apresentarem níveis mais elevados de minerais, contém vários compostos secundários, (incluindo carotenóides e polifenóis), muitos dos quais possuem efeitos antioxidantes e antinflamatórios” e, portanto, seriam mais saudáveis.

Se não bastasse, está cada vez mais evidente que estamos consumindo venenos agrícolas como nunca ocorreu na história da humanidade. As pesquisas realizadas pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária (www.anvisa.gor.br), têm mostrado que estamos comendo o que alguns grupos de consumidores espanhóis chamam de “comida basura”, que em bom português poderíamos chamar de – alimento lixo, que deveria ser jogado fora.

Logo, não é por acaso que as atuais gerações vivem uma “epidemia” de novas doenças, em especial de câncer. Muitas pesquisas realizadas em diferentes lugares do mundo associam as neoplasias com a contaminação por agrotóxicos. Está provado que existe relação direta entre contaminação por agrotóxicos e câncer de mama ou de próstata, por exemplo. O mesmo ocorre com respeito a má formações congênitas, transtornos hormonais, etc.

Assim, também por questões de saúde a escolha dos alimentos é fundamental. Do ponto de vista social, as escolhas mais justas seriam aquelas que pudessem fortalecer as agriculturas camponesas locais/regionais em vez das grandes empresas agrícolas dos monocultivos ou os grandes conglomerados transnacionais.

Ao mesmo tempo, do ponto de vista ambiental, deveríamos fortalecer agriculturas diversificadas e os circuitos curtos de comercialização – que aproximam consumidores e agricultores. Seria conveniente, do ponto de vista de outro modelo de desenvolvimento, o engajamento em movimentos sociais em defesa do consumo responsável, em movimentos de economia solidária, e outros que possam nos ajudar na hora de fazermos nossas escolhas sobre como nos alimentar.

Escolher, comprar e consumir alimentos é um ato político. Quando fizermos nossas escolhas, pensemos em nós, na geração atual, mas também nas sete futuras gerações.

Francisco Roberto Caporal é engenheiro agrônomo, doutor pelo programa de Agroecologia Campesinado e Historia da Universidade de Córdoba (Espanha) e presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA).

pescaTratado já tem 16 adesões e passa a valer quando a FAO receber a 25ª. ratificação; novos signatários são Rússia, Gabão, Peru, Nova Zelândia e Austrália

Por Guilherme Freitas - Rádio ONU em Nova York

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, anunciou que mais cinco países assinaram um tratado que, quando entrar em vigor, irá negar o acesso aos portos de pesca a navios envolvidos em atividades ilegais.

O 'Acordo sobre Medidas Portuárias para Prevenir, Impedir e Eliminar a Pesca Ilegal, Não Declarada e Não Regulamentada' já foi assinado por 16 países. Os novos signatários são Rússia, Gabão, Peru, Nova Zelândia e Austrália.

Primeiro Passo

Segundo a FAO, as assinaturas representam um primeiro passo importante no processo, que deve ser ratificado a nível nacional e, em seguida, enviado à agência da ONU.

O acordo passa a valer quando a FAO receber a 25ª. ratificação. Este será o primeiro tratado internacional juridicamente vinculativo destinado ao combate de pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

O vice-diretor geral da agência das Nações Unidas, Changchui He, afirma que os países terão uma ferramenta valiosa no combate a pesca ilegal.

Ele ressalta que as novas adesões indicam amplo apoio ao tratado. Outros 11 membros da FAO já haviam assinado o documento em novembro do ano passado, incluindo Brasil, Angola e Estados Unidos.

Obama afirma que o acidente tem o potencial de se tornar o pior desastre ambiental da história e avisa que a BP terá que arcar com os custos das medidas de recuperação das comunidades e ecossistemas atingidos

Fabiano Ávila, da CarbonoBrasil, com agências internacionais

A história já começou como uma tragédia: a explosão da plataforma Deepwater Horizon, operada pela BP, no dia 22 de abril, matou 11 trabalhadores. Agora, o temor são os impactos ambientais desse desastre. Por dia estão sendo lançados no oceano cerca de cinco mil barris de petróleo e uma mancha gigantesca flutua em direção a costa norte-americana rumo a uma região de mangues e pântanos de rica flora e fauna.

“Estamos lidando com um potencial desastre ambiental sem precedentes. O petróleo que ainda vaza pode prejudicar seriamente a economia e o meio ambiente dos estados do Golfo. E ele pode continuar por um longo período, o que colocaria em risco o modo de vida de milhares de americanos”, declarou o presidente Barack Obama.

Segundo a Administração Nacional Atmosférica e Oceânica (NOAA), a mancha está se movendo na direção da costa e pode atingir a Louisiana já nos próximos dias. O estado abriga 40% dos pântanos e mangues norte-americanos e é habitat de milhares de espécies, de aves a jacarés. Além disso, toda a região depende do setor pesqueiro e de criação de ostras e camarões. O prejuízo em caso de contaminação seria imenso.

Obama foi bem claro sobre quem terá que arcar com os custos de recuperação se a área realmente for atingida. “A BP foi a responsável pelo vazamento e é ela que pagará a conta”, disse.

Nesta segunda-feira (30), a empresa divulgou uma nota na qual afirma que irá assumir os prejuízos “por todos os custos de limpeza que forem necessários e apropriados”. “Assumimos a responsabilidade pelo vazamento da Deepwater Horizon e nós iremos limpá-lo”.

Planos - Ao afundar, a plataforma arrastou toda a tubulação que conduzia o petróleo para o fundo do mar (veja o vídeo). Engenheiros identificaram três vazamentos, mas o conserto deles parece que vai levar mais tempo do que se imaginava. Robôs submarinos tentaram ativar uma válvula principal que acabaria com todo o problema, porém ela não funcionou.

A BP espera instalar nos próximos dias outra válvula em um dos vazamentos. Mas o maior deles não poderá ser fechado desta maneira. O plano da empresa agora é descer uma cúpula de contenção sobre a tubulação e assim capturar o petróleo. Depois, ele seria bombeado para navios na superfície.

O problema dessa idéia está na dificuldade de executar a manobra. São 1525 metros de profundidade e o mar também não tem facilitado, grandes ondas e bastante correnteza têm sido constantes na região.

Uma solução definitiva seria a perfuração de outros poços, para possibilitar a retirada do petróleo e conseqüentemente diminuir a pressão nos vazamentos. Este plano deve ser posto em prática assim que o clima permitir, afirmou a BP. Porém, levará meses para que isso seja completado.

Enquanto não é possível acabar com os vazamentos, equipes do governo e da empresa tentam mitigar os danos causados pelo petróleo. Aviões estão despejando toneladas de dispersantes sobre a mancha para que ela se dilua e seja absorvida por bactérias. Também estão sendo instaladas bóias de contenção por toda a costa.

A questão agora é quanto petróleo irá atingir as praias e quão grande será o desastre ambiental. Tragédias passadas, como a do Exxon Valdes, em 1989, no Alasca, já mostraram que é impossível quantificar e recuperar de forma adequada os danos sobre os ecossistemas atingidos.

No Dia Mundial de Liberdade de Imprensa, celebrado nesta segunda-feira, Irina Bokova fala sobre a importância do direito à informação; ela lembrou as 77 mortes de jornalistas em 2009.

Por Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova Iorque

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, pediu nesta segunda-feira (03) um minuto de silêncio em todo o mundo para lembrar os jornalistas que morreram no exercício da profissão.

Em mensagem pelo Dia Mundial de Liberdade de Imprensa, celebrado neste 3 de maio, Bokova citou os 77 assassinatos de jornalistas no ano passado, a maioria repórteres que cobriam histórias locais.

Impunidade - Segundo o responsável pelo escritório das Américas da ONG Repórteres Sem Fronteiras, Benoît Hervieu, a impunidade é um dos principais problemas nesses casos.

Ele disse à Rádio ONU, de Paris, que Honduras é um dos países mais perigosos do mundo atualmente para jornalistas e chamou de massacre as 7 mortes registradas no país em 2010 em pouco mais de um mês.

No Brasil, de acordo com Hervieu, a preocupação é maior nas regiões Norte e Nordeste, devido ao contrabando e ao crime organizado.

“Também é um problema para jornalistas brasileiros falar sobre questões de meio ambiente e tráfico de madeira. Tudo isso faz com que os jornalistas sejam expostos a vinganças por traficantes mas também por autoridades que podem ter vínculos com o crime organizado ou com fazendeiros que tem apoio político”, afirmou.

Direito -  Para a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, o Dia Mundial de Liberdade de Imprensa é fundamental para que todos saibam a importância do direito à informação, um princípio que organizações e governos tem obrigação de compartilhar e disponibilizar a qualquer pessoa.

Ela disse que, cada vez que pegamos um jornal, ligamos o noticiário na televisão e no rádio ou vamos à internet, a qualidade daquilo que vemos ou ouvimos depende do acesso que a mídia tem à informação exata e atualizada.

liberdade_de_imprensaPela Federação Nacional dos Jornalistas, em nota oficial lançada em 03.05.10

Neste 3 de Maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a Federação Internacional dos Jornalistas promove uma campanha mundial de encaminhamento de mensagens ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadenijad, clamando pela libertação de cerca de 30 jornalistas que permanecem na prisão desde junho passado.

No Brasil, este 3 de Maio fica marcado como o primeiro ano, após décadas, em que nosso país figura entre os poucos que não dispõem de legislação específica para regular a plena liberdade de imprensa, após duas decisões do Supremo Tribunal Federal.

A campanha da Federação Internacional dos Jornalistas no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa pede a libertação imediata e incondicional de 30 jornalistas presos no Irã desde a as eleições em junho de 2009, além da reabertura do escritório da Associação dos Jornalistas Iranianos em Teerã. Tais prisões violam a Constituição iraniana e as leis internacionais. Para aderir à campanha, entre no site da Fenaj (www.fenaj.org.br).

Em solo brasileiro, desde o ano passado inexiste uma Lei de Imprensa por força de decisão do STF, que ignorou os apelos da Fenaj e de outras entidades que de fendiam a manutenção de parte da Lei nº 5.250/67 protegendo a sociedade e os próprios jornalistas até que o Congresso Nacional aprove uma nova legislação.

Também em função de outra decisão do Supremo, os jornalistas brasileiros vivem um momento de incertezas, após a extinção da exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão.

Hoje reina absoluta no Brasil a liberdade de imprensa dos patrões. Aquela onde interesses econômicos e políticos das empresas de comunicação determinam o que pode ou não ser veiculado nos veículos privado-comerciais.

Preocupa, também, a violência contra os profissionais, como a Fenaj vem denunciando anualmente em seu Relatório de Violência e Liberdade de Imprensa, e como denunciaram recentemente os Sindicatos dos Jornalis tas do Piauí, Rio Grande do Norte, Paraná e Pernambuco.

No primeiro caso, o repórter Edmundo Moreira foi preso e algemado dentro da Câmara de Vereadores de Timon (MA), no dia 28 de abril, a mando do presidente da Câmara, Antonio Borges Pimentel, quando estava fazendo cobertura de sessão que votava um projeto de regularização do plano de carreira dos agentes comunitários de saúde.

No segundo, também no dia 28, policiais civis agiram com truculência contra profissionais da Intertv Cabugi e da TV Ponta Negra. Já em Curitiba, uma decisão da mesa diretoria da Assembleia Legislativa paranaense impediu que repórteres fotográficos e cinematográficos fizessem imagens do plenário da Casa.

E no Recife, dirigentes do Clube Náutico Capiberibe agrediram física e verbalmente a equipe de jornalismo da RN Produções no domingo (02/05), durante e após o jogo entre o Náutico e o Sport Recife.

Por outro viés, a Câmara de Deputados realiza nesta terça-feira (04/05), o debate “Mídia e Democracia Representativa", na 5ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, em parceria com a Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Parlamento e donos da mídia, tudo a ver? Fato é que, mais uma vez, representantes dos trabalhadores da comunicação sequer foram convidados a participar.

Voltamos aos tempos da barbárie!

Por tudo isso, a Fenaj e os Sindicatos de Jornalistas do Brasil reivindicam a imediata votação de uma nova e democrática Lei de Imprensa que substitua o texto revogado pelo Supremo Tribunal Federal, protegendo o princípio da liberdade de imprensa associado a salvaguardas para a profissão e assegurando direitos e garantias à cidadania.

Reivindicam, também, a aprovação das Propostas de Emenda Constitucional (PECs) que tramitam na Câmara e no Senado reintroduzindo a exigência de diploma de curso superior em Jornalismo como requisito fundamental para o exercício da profissão com qualidade, ética e a serviço do interesse público.

Só assim a liberdade de imprensa terá sentido, contribuindo para que o processo de democratização da sociedade brasileira evolua permanentemente.

 

assentamentoA Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) lançou uma cartilha sobre o licenciamento ambiental para assentamentos rurais com fins de reforma agrária. A publicação é voltada para agricultores, lideranças de movimentos sociais e ao público em geral. O conteúdo, exposto de maneira rápida e sucinta, explica o que é licenciamento ambiental, quando ele é necessário, tipos de licenças existentes e o passo a passo necessário a sua emissão.

As cartilhas estão disponíveis na CPRH e Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente. Além disso, elas podem ser acessadas e impressas, através do portal www.cprh.pe.gov.br, no link de “Educação Ambiental”, em “Publicações”.


De acordo com o diretor presidente da CPRH, Hélio Gurgel, “O compromisso do Governo de Pernambuco com os movimentos sociais é uma construção de parceria com a comunidade. A CPRH como órgão estatal, é um instrumento nesse caminho de construção e, para isso, disponibiliza a informação, de forma democrática e participativa”.

Outro avanço promovido pela Agência é o lançamento da instrução normativa (002/2010), publicada no início de abril, que proporcionará mais agilidade no licenciamento ambiental para casas localizadas em assentamentos rurais do Estado. Assim, os assentados não terão mais que esperar a licença ambiental do assentamento ser emitida para dar entrada na outra licença, autorizando a construção de suas residências. Eles também ficam isentos da Licença Prévia e do Teste de Absorção e Nível Freático do Lençol.


NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E EDUCAÇÃO AMBIENTAL - CPRH
Telefones: 3182 8816/ 3182 8817
www.cprh.pe.gov.br

Com fotos de Mayumi Kubo, do Estaleiro Atlântico Sul

Os números do Estaleiro Atlântico Sul, no Complexo Portuário de Suape, que na próxima sexta-feira (7) lança ao mar o primeiro navio produzido em Pernambuco, são impressionantes.

A começar pela quantidade de empregos gerados até agora: 5 mil postos de trabalho diretos e 25 mil indiretos, investimentos de R$ 1,4 bilhão e capacidade instalada de processamento de 160 mil toneladas por ano, figurando como marco da revitalização da indústria naval do Brasil.

Além do impacto no mercado de trabalho da Região Metropolitana do Recife, com reserva de 2,8 mil vagas para moradores dos cinco municípios de Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Moreno e Escada, a empresa mantém um programa de responsabilidade social que inclui ações educativas, preservação de meio ambiente e capacitação profissional.   

De acordo os sócios – Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, a sul-coreana Samsung Heavy Industries e a PJMR –, tais ações expressam a postura de empresa cidadã do Estaleiro Atlântico Sul. Conheça os programas:

Estaleiro_1Nascedouro de Talentos - O antigo Matadouro Municipal de Ipojuca foi restaurado e reformado para abrigar a primeira escola profissionalizante da cidade. O objetivo é atender à demanda de mão de obra gerada pelos grandes investimentos no Complexo de Suape.

tatuocaPrograma Tatuoca - A comunidade da Ilha de Tatuoca está localizada junto ao Estaleiro Atlântico Sul. Um programa instituído pela corporação desenvolve diversas ações para elevar a escolaridade dos moradores, inseri-los no mercado de trabalho formal e criar alternativas de geração de renda. Trinta e cinco moradores já foram admitidos na empresa.

Estaleiro_4Centro de Treinamento - Primeira escola técnica erguida por uma empresa privada em Pernambuco, o Centro de Treinamento Eng° Francisco C. E. Vasconcelos é destinado à qualificação de profissionais para as diversas funções na área industrial do Estaleiro Atlântico Sul. Após a conclusão do programa de formação de mão de obra da empresa, o Centro passará a ser gerido pela administração do Complexo de Suape e utilizado na capacitação de trabalhadores para outras empresas da região. O investimento do EAS no CT foi de R$ 3,5 milhões.    

Estaleiro_5Programa Habitação - A fim de garantir melhores condições de moradia a seus funcionários, o Estaleiro Atlântico Sul vai construir um moderno condomínio residencial para seus trabalhadores no município de Ipojuca. O empreendimento terá 1.500 casas e também vai contribuir para incrementar a infraestrutura habitacional do município.

LeituraOndas de Leitura - O programa, que funciona como uma biblioteca intinerante, visa estimular o hábito da leitura entre os trabalhadores da empresa e os moradores da Ilha de Tatuoca. Os livros e revistas são obtidos a partir de doações dos próprios funcionários.

Vida Solidária - Através do programa de voluntariado do Estaleiro Atlântico Sul, funcionários e a comunidade em geral são engajados em ações sociais, como a melhoria das condições físicas e de ensino da Escola Estadual Aníbal Cardoso, em Nossa Senhora do Ó (Ipojuca). O objetivo do programa é promover a solidariedade, a cidadania, a inclusão social e a ética.    

Estaleiro_3Programa Educação - Preparar os alunos do ensino fundamental e médio da rede pública de Ipojuca para o novo cenário de desenvolvimento econômico do estado de Pernambuco. Esse é o objetivo do Programa Educação, focado na melhoria da qualidade do ensino nas escolas públicas locais. 

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