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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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abrilDa Agência Brasil

Em pelo menos cinco estados, trabalhadores rurais já iniciaram as atividades do Abril Vermelho, ação organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que, nesse ano, exige o assentamento de pelo menos 90 mil famílias que já vivem em acampamentos.

No domingo (18) as primeiras ocupações começaram a ser feitas em Pernambuco, onde já somam 12 áreas na Região Metropolitana de Recife, na Zona da Mata e no Sertão.

Também já há duas áreas ocupadas em Alagoas e mais duas na Paraíba, entre elas, uma fazenda na cidade de Santa Rita, próximo a João Pessoa. Em Mato Grosso, trabalhadores sem terra estão mobilizados na sede regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e em Goiás os integrantes do MST iniciaram hoje a marcha em direção à capital, Goiânia.

“Nossa pauta de negociações com o governo já é antiga. Já está até amarelada”, critica José Batista de Oliveira, membro da coordenação nacional do MST.

O Abril Vermelho faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária e rememora o Massacre de Eldorado de Carajás, no qual 19 pessoas foram mortas, em 17 de abril de 1996, no Pará. As atividades desse ano revelam também o tom de insatisfação com a política agrária implementada pelo governo federal.

Para o coordenador do MST, o governo não tem orçamento suficiente para a aquisição das terras reivindicadas. “Existem mais terras prontas para serem desapropriadas do que dinheiro para adquirir essas terras e atender as famílias. Estamos em diálogo constante com o governo, mas nossa avaliação é que toda política de reforma agrária está estagnada”, avaliou José Batista.

“Se, por um lado, o governo não atende à demanda de organizações ruralistas que se articulam no Congresso para criminalizar o movimento dos trabalhadores, também não há sinais de avanço em relação à reforma agrária. Esse governo tem dado provas de que fez uma opção pelo modelo de desenvolvimento calcado no agronegócio, com monoculturas financiadas com dinheiro público. Isso faz com que o movimento dos trabalhadores e seus direitos fiquem vulneráveis à ação dos grupos ruralistas”, reclamou José Batista, citando a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do MST que funciona no Congresso.

De acordo com o Incra, o orçamento do órgão tem sido sistematicamente incrementado desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2003, o instituto tinha um orçamento de R$ 1,5 bilhão e chegou em 2009 com um orçamento de R$ 4,6 bilhões.

Ainda segundo o governo, nos últimos sete anos foram assentadas 574,6 mil famílias de trabalhadores rurais e instalados 3.348 assentamentos em 46,7 milhões de hectares. Os números, de acordo com o Incra, representam 55% do total de terras destinadas à reforma agrária nos 40 anos de existência do órgão.

José Batista avalia que para atender à reivindicação do MST, o governo precisaria investir pelo meno R$ 1,5 bilhão no atendimento às famílias, incluindo os recursos para a aquisição das áreas.

Outro ponto exigido pelo MST é que o governo realize a atualização dos índices de produtividade, exigência colocada como prioridade do movimento em negociações com o governo desde 2005. Esse índice serve para analisar se a terra é produtiva ou não e sua atualização periódica é prevista na Constituição Federal. “O governo assumiu um compromisso público de atualizar esse índice e terá que explicar porque não está cumprindo a lei”, disse José Batista.

Terça, 20 Abril 2010 03:08

Siga o exemplo de Xanxerê

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asacolaPor Taíza Brito, com informações de Romeu Scirea Cilio, do Instituto Akatu

Vale apena refletir sobre o exemplo dado por Xanxerê, município com cerca de 40 mil habitantes localizado no Oeste de Santa Catarina. Há pouco mais de um ano os supermercadistas lançaram uma campanha pelo uso de sacolas retornáveis, acabando com o fornecimento gratuito de sacolas plásticas.

Tudo porque um vídeo postado no Youtube denunciou uma grave agressão ao meio ambiente como resultado do uso excessivo e descarte incorreto de sacolas plásticas: um lixão de sacolas e outros objetos plásticos tomavam parte do Oceano Pacífico.

Ao assistirem ao filme, dez proprietários de mercados de Xanxerê – pólo do comércio da região do Alto Irani com cerca de 130 mil habitantes distribuídos em 14 municípios – decidiram agir e propuseram uma arriscada troca aos consumidores. Ao invés de receber a sacola plástica gratuita, todos deveriam comprar sacolas feitas com tecido que seriam vendidas nos mesmos supermercados a preço de custo.

Os consumidores tinham ainda a opção de levar suas compras em sacolas plásticas recicláveis, vendidas por R$ 0,50 o pacote com cinco unidades.

 A campanha foi anunciada em folhetos entregues nos caixas dos mercados em outubro de 2008, para ser lançada oficialmente em abril de 2009. A iniciativa contou com divulgação nas três emissoras de rádio, uma de televisão e nos jornais da cidade.

Nos primeiros dias sem sacolas gratuitas nos mercados, foram muitas as reclamações indignadas nos meios de comunicação e principalmente nos caixas dos próprios mercados.

 Clientes abandonavam carrinhos de compras na boca do caixa ao saber da “novidade”. Outros foram mais longe, literalmente, e preferiram fazer suas compras nos municípios vizinhos, como Xaxim, há cerca de 20 quilômetros de Xanxerê.

Os resultados da campanha, quase um ano depois, são significativos, e estão beneficiando o meio ambiente, além de ter colocado a cidade como primeira no país a abolir o uso de sacolas plásticas.

Dados levantados pelos supermercadistas da cidade apontam que nos sete maiores supermercados da cidade o consumo de sacolas plásticas baixou de 1 milhão para 150 mil unidades por ano.

Uma moradora em especial comemora os resultados da campanha. É a empresária e dona de casa Cira Moschetta, que cinco anos antes da medida já carregava sua sacola retornável sempre que ia fazer compras.

 Ela conta que sua atitude isolada foi motivo de gozação e brincadeiras entre amigos que viam na ação uma utopia, pois para eles, as pessoas jamais abandonariam as sacolas plásticas. “Nos mercados, os pacoteiros achavam muito estranho eu chegar com minha própria sacola”, revela Cira, que agora está cercada de gente que adotou a mesma prática.

O meio ambiente agradece.

Por Marcionila Teixeira e Tânia Passos, do Diario de Pernambuco, no site Pernambuco.com, em 19.04.10

União foi a palavra de ordem nos discursos do novo secretário de Defesa Social (SDS), o delegado federal Wilson Damázio, e do novo comandante da Polícia Militar de Pernambuco, o coronel Tavares Lira, durante a solenidade de posse de ambos realizada no final da manhã de hoje, no Palácio do Campo das Princesas. O delegado federal Wilson Damazio prometeu investir no combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e na redução de homicídios e que, para isso, vai juntar as três inteligências: das polícias civil, federal e militar. “Os bandidos atuam juntos. Nós também temos que trabalhar unidos.”

O governador explicou que as substituições não alteram as metas do Pacto pela Vida e que o programa segue no “automático”. “É uma nova etapa. Mudam biografias e pessoas, mas a política continua a mesma: é o Pacto pela Vida, é investir em polícias, em um efetivo maior, mais carros, mais armamentos, mais prevenção”, detalhou.

Wilson Damazio, que ocupava o cargo de diretor o Departamento Penitenciário Nacional, ligado ao Ministério da Justiça, e que já foi superintendente da PF no estado, disse que o nome do secretário adjunto não está definido, mas que fez o convite para que Cláudio Lima, o mesmo da gestão de Servilho Paiva, permaneça na função. O novo secretário adiantou que vinha acompanhando a atuação da pasta, mas que só esta tarde ficará totalmente a par da situação para então definir o que vai mudar na gestão e que pedidos deverá fazer ao governador Eduardo Campos.

Em seu discurso, o novo comandante da Polícia Militar, o coronel Antônio Carlos Tavares Lira, também anunciou que pretende atuar em “coesão” com o secretário Wilson Damazio. Ele prometeu dar continuidade ao trabalho de combate à criminalidade que havia sendo feito dentro do Pacto pela Vida e do programa Polícia Amiga, segundo ele uma marca da gestão do antecessor, o coronel José Lopes, que teria aproximado a população da polícia.

O ex-Chefe do Estado Maior acredita que sua experiência em diversos comandos lhe deu uma visão global do problema da segurança pública. Ele acrescentou que, desde a noite de ontem, já vem participando de reuniões da pasta, mostrando-se otimista em ingressar no comando da PM com a questão salarial tendo sido bem conduzida pelo governador.

Bastante cumprimentados, os que deixam o comando da segurança pública do estado também falaram durante a solenidade. Emocionado, o ex-secretário Servilho Paiva disse que entregou a pasta na sexta-feira passada exclusivamente por conta da quebra de hierarquia e que não tem questões pessoais, mas apenas institucionais contra o coronel José Lopes, acrescentando que as conquistas da pasta dependem do apoio do governo. Sobre seu futuro, ele disse que vai se apresentar à Polícia Federal em Brasília para saber qual será sua próxima missão. O policial é lotado em Sergipe.

Já o ex-comandante geral da Polícia Militar, coronel José Lopes, econômico nas palavras, adiantou que vai continuar o trabalho que desenvolvia no Pacto pela Vida e nas ações comunitárias como assessor especial do governador. “Vou sair, mas estou continuando”, garantiu. Questionado sobre qual teria sido sua marca à frente da PM, ele respondeu: “o povo é que vai dizer.”

Os dois entregaram os cargos por desentendimentos pessoais e o governador Eduardo Campos (PSB) aceitou. Como o nível de desgaste na relação entre eles chegou ao extremo e não houve conciliação até a última sexta-feira, prazo dado por Servilho para que o governador escolhesse ele ou o comandante, Eduardo Campos optou por uma saída radical nesse final de semana. Ao invés de escolher "um ou outro", Eduardo anunciou a mudança dos dois nomes.

Segunda, 19 Abril 2010 22:31

FotoLibras mostra experiência em Porto Alegre

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asurdosO projeto FotoLibras, que desenvolve um trabalho fotografia participativa com surdos em Pernambuco, desde 2007, participa da 4ª edição do FestFotoPoa 2010. O evento acontece até o dia 2 de maio, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

A experiência pernambucana estará em discussão nesta terça-feira (20), das 14h às 15h30, como parte da programação do II Seminário Fotografia para inclusão sócio-cultural.

Na oportunidade, o FotoLibras apresentará o histórico, as ações e objetivos do seu trabalho junto com a Escola de Fotógrafos Populares da Maré (RJ), o Projeto Percepções do visível – Fotografias feitas por deficientes visuais – Centro Universitário SENAC/SP e o Projeto Educação/Fotoativa (Belém).

O FotoLibras, surge numa tentativa de promover a cultura e o olhar de pessoas surdas e dar uma oportunidade para elas se comunicarem através da fotografia. A iniciativa tem como objetivo utilizar a fotografia como meio de expressão e comunicação, aumentando a visibilidade e a inclusão da comunidade surda na sociedade.

O projeto vem promovendo diversos cursos e atividades para o fortalecimento dos multiplicadores formados nas turmas de 2007 e 2009, que hoje atuam na capacitação na área de fotografia participativa. Durante o seminário, o coordenador surdo, André Luiz, apresentará experiências dos alunos que desenvolvem capacitações, na busca da qualificação de foto-educadores.

No final do ano passado, o FotoLibras lançou um guia (português e libras) sobre como elaborar e executar projetos de fotografia participativa com surdos. O Guia é uma ferramenta de socializar a experiência FotoLibras e estimular o surgimento de novas iniciativas de fotografia para surdos no país.

O material está disponível gratuitamente no site da entidade: www.fotolibras.org. Atualmente, a ação realiza atividades de montagem de varais fotográficos, além de exposições em festivais, palestras e seminários.

 

Segunda, 19 Abril 2010 22:18

Guerreiros da paz

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CATIMBAU_2010_047Por Taíza Brito

O cacique Marcos Luidson espera que este ano a luta empreendida pela reconquista das terras do povo Xucuru, de Pesqueira (PE) – iniciada há mais de 20 anos – chegue à etapa final.

Até agora os Xucuru conseguiram a desocupação de 95% do território de 27, 5 mil hectares, no entorno da Serra do Ororubá, antes habitada por 281 fazendeiros e que agora abriga 10,3 mil indígenas. O que demandou recursos da ordem de R$ 14 milhões do Governo Federal aportados em indenizações.

Contudo, o preço maior foi o da vida de seis Xucuru, assassinados em função da disputa, que suscitou a ira de fazendeiros que não aceitavam a devolução da terra e chegaram até a estimular dissidências entre os indígenas.  

Uma das vítimas foi o pai de Marcos, o cacique Chicão, assassinado a tiros em 20 de maio de 1988, época do auge das reivindicações pela demarcação e homologação da reserva.

Mesmo com os ataques sofridos – Marcos Luidson escapou de uma emboscada na qual dois indígenas foram mortos –, o cacique diz que o povo Xucuru não se deixou contaminar pela violência. E manda um recado para toda a sociedade, hoje (19), no Dia do Índio:

“Somos guerreiros da paz e seguimos o exemplo de Chicão, que sempre pregou a resolução de conflitos por meio de diálogo”.  

Por Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova Iorque

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, lembrou nesta segunda-feira (19) que os povos indígenas de todo o mundo sofrem altos índices de pobreza, problemas de saúde, crime e abusos dos direitos humanos.

Ele participou da abertura da 9ª sessão do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Violência - Ban afirmou que os indígenas representam 5% da população mundial, e representam 1/3 dos mais pobres. Em alguns países, eles tem 600 vezes mais chances de contrair tuberculose e uma criança indígena pode morrer 20 anos antes do que uma que não é nativa.

Ele lembrou ainda que os indígenas vivem geralmente nas partes mais isoladas do planeta, do Ártico às savanas africanas. O Secretário-Geral falou também sobre a violência diária, brutalidade, questões relativas à terra enfrentadas por essas comunidades, ameaças de conflitos armados, mudanças climáticas, falta de oportunidade educacional e discriminação.

Ban citou ainda a distorção da cultura e o uso para geração de lucro que não beneficia as comunidades. E mencionou previsão de desaparecimento de 90% de todos os idiomas em 100 anos. A perda das línguas corrói um componente essencial da identidade de um grupo, de acordo com ele.

O Secretário-Geral pediu aos governos, comunidades indígenas, à ONU e outros parceiros para que a Declaração Sobre os Direitos do Povos Indígenas se torne uma realidade para todos. A 9ª sessão do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas termina em 30 de abril.

Empreendedoras-sociais-gal1Projetos da ONG Ação e Moradia tem como foco ações para transformar a vida de mulheres em Uberlândia

“Dizem que a mulher é o sexo frágil. Eu não concordo! Trabalho todos os dias com outras 14 mulheres em uma fábrica de tijolos na periferia de Uberlândia, em Minas Gerais. O serviço é pesado, sim, mas quem disse que a gente dá moleza? Não fazemos um produto qualquer. Fabricamos tijolos ecológicos, que não agridem o meio ambiente. Ou seja, não usamos lenha pra queimar o tijolo, que seca no tempo. A cada mil tijolos ecológicos produzidos, deixamos de derrubar sete árvores. Já pensou quantas árvores conservamos verdinhas e bonitas em um mês de trabalho?”, questiona Eliana Setti, idealizadora do projeto.

CURSOS PARA A COMUNIDADE - A fábrica é uma ideia da ONG Ação Moradia, criada no ano 2000 pela catequista. "A ONG tem vários outros projetos para melhorar a vida de mulheres como eu, que têm filhos e precisam ajudar ou até sustentar a família sozinhas."Empreendedoras-sociais-gal4

Ela explica que a  sede da Ação Moradia é grande. "Além da fábrica de tijolos, temos uma cozinha para oficinas de culinária, um salão de cabeleireiro, uma horta comunitária, aulas de artesanato e curso de montagem e manutenção de computadores".

E completa: "Não sou funcionária da ONG, sou uma empreendedora social. Quer dizer, é como se eu e as minhas colegas que trabalham aqui na fábrica fôssemos todas donas do negócio. O lucro depende da nossa produção. O dinheiro que ganhamos com o que vendemos é dividido de acordo com as horas que cada uma trabalhou. Em meio período de trabalho, consigo tirar uns R$ 400 por mês".

Ela explica que as principais clientes são as construtoras dos conjuntos habitacionais de Uberlândia. "Mas quem está construindo sua casinha própria também vem nos procurar", complementa.

A catequista diz que o milheiro do tijolo ecológico custa R$ 420, com as medidas 12,5 x 25 x 6,5 cm. "É maior que o convencional. O metro quadrado de parede feito com ele sai mais barato do que com tijolos baianos ou blocos de cimento. O tijolo ecológico também pode ficar aparente, e aí não é preciso reboco, massa corrida ou pintura. Fica bem bonito.”

A catequista ainda destaca:

TEMOS UMA MOEDA DE TROCA SÓ NOSSA
“Eu conheci a ONG graças a uma amiga. Foi muito bom, porque eu nunca tinha trabalhado. Tenho dois meninos pra criar, só que era difícil conseguir emprego porque estudei apenas até a 8ª série. Faz pouco mais de um ano que estou na Ação Moradia, e agora posso ajudar meu marido lá em casa. O começo foi um pouco difícil, mas recebemos assessorial da ONG para cuidar da fábrica. Tem um técnico contratado que verifica a qualidade da produçãodos tijolos e nos ajuda no dia a dia. A iniciativa tem o patrocínio de fundações internacionais, que compraram as máquinas e nos auxiliam enquanto aprendemos a caminhar com as próprias pernas. Além do dinheiro, recebo cesta básica e “horas-ação”, que é como chamamos o dinheiro que só circula dentro da ONG. Com as “horas-ação” posso comprar os produtos fresquinhos que saem da horta, enfeites que outras meninas fazem na oficina de artesanato ou trocar por serviços no salão de cabeleireiro e ficar bonitona!”

ATÉ CARREGAMOS E DESCARREGAMOS O CAMINHÃO DO CLIENTE
“Eu participo de todas as etapas de fabricação do tijolo. É preciso carregar a terra, peneirar, medir a quantidade no balde, colocar o tanto ideal de cimento e bater na máquina. Depois a gente coloca na prensa, pra massa virar tijolo de verdade. Aí eles vão para o barracão e regamos com água três vezes ao dia. Por último, vão para o sol até que o cliente venha retirar. Às vezes somos nós que carregamos e descarregamos o caminhão do comprador. Como eu disse, somos muito fortes!”

APRENDI A FALAR MELHOR E USO INTERNET
“Mas o bom da Ação Moradia é que não é só trabalhar. Eu também aprendo muito. Nas horas vagas, participo de cursos sobre meio ambiente, cidadania, economia solidária e informática. Já sei até entrar na internet. Uma coisa que mudou muito foi que eu aprendi a me comunicar. Eu era bem calada, tímida, não sabia conversar. Tinha vergonha de tudo. Agora sou outra pessoa! Aprendi a expressar minhas opiniões. O que mais posso querer? Construir minha casa com os tijolos ecológicos que eu mesma fabriquei. Eu sei que vou chegar lá!”

Com informações do site ecoDesenvolvimento

O ministro da Educação Fernando Haddad afirmou na última quinta-feira (15), que o Brasil deve erradicar o analfabetismo até o fim desta década. Atualmente, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2008 (Pnad/IBGE), a taxa de analfabetismo no país é de 10% entre a população com mais de 15 anos.

De acordo com o ministro, o país irá cumprir o acordo assinado em 2000 na Conferência Mundial de Educação, em Dacar, que prevê a redução da taxa de analfabetismo em 50% até 2015. “Isso significa levar a taxa para 6,7% até 2015, o que nos permite prever que até o final da década o analfabetismo estará erradicado no Brasil. Por erradicado nós devemos entender uma taxa de menos de 4% (de analfabetos na população maior de 15 anos), o que a Unesco considera um indicador aceitável”, disse.

Haddad ressaltou que uma das dificuldades para combater o problema é que ele atinge principalmente a população idosa que vive em cidades pequenas ou no campo. “Na população de 15 a 17 anos o analfabetismo é de 1,7% apenas, já pode ser considerado erradicado. Na população de 18 a 24 anos, estamos com um percentual de 2,2% de analfabetos”, comparou.

O combate ao analfabetismo é uma notícia que merece ser comemorada. Porém, cabe ressaltar que não basta colocar os alunos na escola. É imprescindível que eles tenham educação de qualidade para que possam desenvolver a capacidade plena de cidadãos. Ensino de alto nível, esporte, cultura e uma visão crítica da realidade devem fazer parte deste cotidiano. Combater o analfabetismo é só o primeiro passo, para garantir um futuro melhor para as novas gerações.
 

Por Carol Bradley, com informações de Tiago Faria, do Correio Braziliense

O cineasta James Cameron, que no filme Avatar discorre sobre a importância de se proteger a natureza, decide ir além da ficção. Após participar em Brasília de um protesto contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, confirmou que vai filmar documentários em 3D na região do Rio Xingu.

A jornada brasileira de Cameron começou com um convite da organização ambiental Amazon Watch, sediada na Califórnia, para conhecer as comunidades que serão afetadas pela construção da usina brasileira. A proposta soou irrecusável para o autor.

"Vocês podem se perguntar: o que este estrangeiro tem a dizer sobre problemas brasileiros? Nos Estados Unidos, vários povos indígenas foram destruídos. Sempre me preocupei com a questão. Avatar fala sobre a colisão entre tecnologia e natureza. É meu filme mais pessoal", afirmou.

A meta é assumidamente política. E, claro, com um quê de entretenimento. Depois de tirar uma temporada de folga com a família, Cameron vai usar a tecnologia 3D para mergulhar os espectadores no cotidiano dos índios. "Quero mostrar essa história para o mundo", planeja.

Não é a primeira vez que a veia de documentarista fala mais alto. "Depois de Titanic, fiz oito anos de exploração subaquática e dirigi quatro documentários sobre o tema. Sempre com equipes pequenas, sem muito dinheiro. Quando fico muito curioso e emocionado, tenho que expressar esses sentimentos nos meus filmes de alguma forma", explicou o diretor.

"Fiquei muito comovido com as histórias que ouvi no Brasil. Produzir documentários sobre o tema virou uma questão pessoal", contou. Em esquema independente - sem roteiro e com poucos técnicos -, Cameron quer que os índios o ajudem a descobrir o filme (ou os filmes) que procura.

 

Do site do Ministério da Justiça em 18.04.10

Um workshop realizado durante o 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, que se encerra nesta segunda (19) em Salvador (BA), reuniu profissionais reconhecidos no país pela atuação em defesa dos direitos da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

Intitulado “Diversidade Sexual e Prevenção dos Crimes de Ódio”, o encontro inseriu o tema na agenda do Congresso e ressaltou a necessidade de aprovação do projeto de lei 122/2006, que criminaliza a homofobia e está tramitando na Câmara dos Deputados.

A mesa foi aberta pela advogada especializada em direito homoafetivo e ex-desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Maria Berenice Dias. A advogada se destacou internacionalmente pela liderança em campanhas e reformas legislativas em prol dos direitos das mulheres, de homossexuais e da revitalização do Direito da Família.

Também participaram do debate, o coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, Dimitri Sales, e a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-OAB em Itabuna (BA), Jurema Cintra, estudiosa do tráfico de travestis brasileiros para a Europa.

Berenice Dias defendeu que o sistema jurídico brasileiro é omisso na proteção dos direitos essenciais dos gays e lésbicas e que o país não possui nenhum dispositivo legal de proteção ao segmento. Para a jurista, a aprovação de leis que penalizem os agressores e a compilação de dados estáticos sobre homofobia no Brasil pode ser as ferramentas mais eficientes na prevenção dos crimes de ódio contra a comunidade LGBT. “Leis desta natureza têm caráter pedagógico e preventivo, porque o ofensor, por saber que poderá ser penalizado, talvez não cometa o crime. Hoje, o juiz não pode punir”, afirmou.

O secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, frisou que o órgão apóia o Projeto de Lei 122/2006 e que, no âmbito da Segurança Pública, tem promovido ações especiais de capacitação de policiais e gestores de todo o país sobre os direitos desse segmento social.

“Acreditamos que, neste caso, o melhor caminho para a proteção dos direitos de um grupo extremamente vulnerável é caracterizar a violência como crime”, afirmou. Abramovay comentou que os cursos do Bolsa-Formação, projeto do Pronasci, voltado à qualificação dos profissionais de Segurança Pública, trazem módulos específicos sobre o papel do servidor público no combate à homofobia.

Domingo, 18 Abril 2010 19:02

Festa em Raposa Serra do Sol

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Com informações de Luana Lourenço, da Agência Brasil

O cacique Marcos Luidson, líder da comunidade Xucuru, de Pesqueira (PE), estará entre os indígenas que participarão da comemoração da homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, nesta segunda (19), Dia do Índio.

Na comunidade do Maturuca, que receberá os convidados, o sábado (17) foi de preparativos. Desde quinta-feira (15), indígenas de toda a região da reserva festejam a homologação da demarcação em área contínua da área, confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há pouco mais de um ano.

Até esta segunda a organização da festa espera agrupar 18 mil indígenas para receber a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na aldeia.

Instalados em grandes malocas, com espaços para pendurar redes, os indígenas que chegaram – cerca de 5 mil, de acordo com a organização – participam de apresentações típicas das etnias Macuxi, Taurepang, Wapixana, Ingaricó e Patamona e de competições esportivas tradicionais, como corrida de toras e arco e flecha.

Instalados no Noroeste de Roraima, longe de Raposa Serra do Sol, um grupo de indígenas Yanomami também veio comemorar a conquista da terra pelos parentes. Marino Yanomami pegou dois ônibus para chegar. “Viemos conhecer a festa deles, as tradições deles. São diferentes dos Yanomami, mas é tudo muito bonito e alegre também. Foi uma luta muito grande, é bom ter alegria agora”.

Domingo, 18 Abril 2010 06:59

Água engarrafada na mira de ambientalistas

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No Brasil a discussão ainda é embrionária. Mas em países da Europa e nos Estados Unidos a água engarrafada está na mira de críticos de seus processos de produção e de ambientalistas há pelo menos cinco anos. Recentemente as Nações Unidas se uniram a esse coro: a água engarrafada se tornou, assim como as sacolas plásticas do supermercado, um ícone do desperdício dos tempos atuais. E também da desigualdade social.

Isso porque enquanto cerca de 900 milhões de pessoas no mundo ainda não tem acesso à água de boa qualidade, segundo dados da ONU, uma parte mais abastada consome água engarrafada, mesmo tendo acesso à água tratada. E o consumo excessivo de água engarrafada em todo o mundo pode levar à superexploração de aquíferos, o que deixaria um legado de falta d’água para gerações seguintes – enquanto o lucro com a venda de água permanece privatizado.

A maior parte da água engarrafada comercializada no mundo é feita por grandes multinacionais, como Nestlé, Danone, Coca-Cola, PepsiCo, entre outras. As empresas têm sido acusadas de criar uma falsa demanda pela água engarrafada, mesmo em lugares onde a qualidade da água fornecida pelas companhias de saneamento é considerada satisfatória (alô, grandes cidades brasileiras!). Há quem diga que a “obrigatoriedade” de se beber dois litros de água por dia foi outra falsa demanda criada pela indústria de bebidas.

Outro problema criado pelo aumento do consumo dessas águas é a poluição causada pelas embalagens. As empresas estimulam o consumo, sem se preocupar em dar um destino correto às garrafas plásticas, gerando ainda mais lixo, que como sabemos, vão parar no lugar errado. Só nos EUA são descartadas por ano 50 bilhões de embalagens plásticas de água. Menos de 10% são recicladas.

A ONU já lançou campanhas para que restaurantes passassem a oferecer a seus clientes a opção de água filtrada, sem custo para o cliente. Na Europa é possível constatar que muitos restaurantes aderiram, enquanto outros nunca deixaram de servir ao ‘tap water’ - água de torneira.

No Brasil a tendência já chegou - em São Paulo, foi criado o projeto Água na Jarra, uma iniciativa da economista Letycia Janot e da advogada Maria Fernanda Franco, que ainda não foi lançada oficialmente mas que terá apoio da prefeitura da capital e do governo paulista.

Por último, o vídeo The Story of Bottled Water (”A História da Água Engarrafada”, em tradução livre), produzido por Annie Leonard (a mesmo do “A História das Coisas”, um sucesso na internet) e lançado no Dia Mundial da Água expõe as razões para se reduzir o consumo das garrafinhas de água. Vale a pena tomar conhecimento e refletir sobre hábitos que acabam se tornando banais mas que têm seus impactos sobre o planeta.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/andrea-vialli/

 

Com informações da Agência da Boa Notícia, em Fortaleza

Os companheiros da Agência da Boa Notícia, em Fortaleza (CE), realizam um trabalho assemelhado ao do Blog Viva Pernambuco, contribuindo para a propagação de notícias construtivas, dentro da perspectiva de mídia de paz.

Entre as notícias que apresentaram nesta semana que passou, uma delas destaca a vitória de Regilane Fabrício, de apenas 15 anos, do Grupo Bailarinos de Cristo e Amor (BCAD), que conquistou o “Grand Prix de Barcelona”.

Ela ficou em primeiro lugar na apresentação solo do concurso realizado na cidade de Girona. Regilane veio de família pobre na comunidade de Bela Vista, em fortaleza.  O pai é pintor e a mãe trabalha como dona de casa. Regilane viajou em turnê pela Europa com a CIA de Dança Janne Ruth e corpo de baile BCAD

História - Desde a infância Regilane já sonhava em ser bailarina. Aos 9 anos ficou sabendo do BCAD onde se destacou pela estrutura do seu corpo e pela dedicação à dança. Com os prêmios conquistados, veio a possibilidade de estagiar na CIA de dança Janne Ruth e a oportunidade para representar o Brasil pelo mundo.

“Essa viagem foi uma experiência única em minha vida, conheci a Suíça e a Espanha e ainda recebi o melhor prêmio de minha carreira, meus pais ficaram muito felizes e orgulhosos de mim”, comemora Regilane.

Segundo Janne Ruth, coreógrafa e fundadora do BCAD, Regilane tem o biotipo perfeito para a dança. “O corpo é peça fundamental para se destacar no balé e Regilane nasceu com os atributos necessários, antes mesmo de entrar no projeto ela já possuía uma boa elasticidade nas pernas, como ela tem poucas no Brasil”.

A companhia competiu no Gran Prix com nove coreografias em diversas modalidades. Além do clássico solo a CIA recebeu ainda o primeiro lugar no conjunto moderno “Pensando em ti” e um segundo lugar com o conjunto contemporâneo “Woodox”, ficando atrás apenas do conjunto de Cingapura. Países dos cinco continentes estavam presentes no evento.

A turnê pela Europa passou também pela Suíça onde o grupo realizou cinco apresentações no Teatro Municipal Grabenhalle e na Universidade de St. Gallen. Por volta de 500 pessoas puderam assistir o espetáculo “No Nordeste é assim”, que tem a direção geral da Janne Ruth, a direção artística de Graco Alves e conta com 12 bailarinos.

Ainda na Suíça, no povoado de Sulgen, mais de 250 crianças de uma escola municipal assistiram ao espetáculo “No Nordeste é assim” e o “Sambor”. “O resultado foi tão positivo, que no final tivemos um momento de interação com as crianças, todas subiram no palco para aprender a dançar o samba” diz Andres Perdomo, técnico e tradutor do BCAD.

O Projeto BCAD nasceu no ano de 1994 com o objetivo de transformar a realidade de crianças e adolescentes pobres por meio da dança. Hoje o projeto desenvolve quatro grandes programas, “Arte e construção da cidadania”, “Arte e movimento pela vida”, “Brincando, criando, dançando e aprendendo” e “Ação e cidadania”. Além da dança as crianças recebem reforço escolar, aula de teatro, música, e esportes. Já passaram pelo BCAD mais de 11 mil crianças sendo 440 por ano. O BCAD fica localizado no bairro da Bela Vista, em Fortaleza.

Contato:

Grupo Bailarinos de Cristo Amor e Doações (BCAD) - 85 3482 0510

Domingo, 18 Abril 2010 06:07

Barraco na praia de Copacabana

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Da Agência EFE, no site UOL, em 17.04.2010

A ONG Rio de Paz instalou na manhã do último sábado (17) um barraco nas areias de Copacabana para protestar contra as más condições de moradia nas favelas da cidade.

O barraco foi construído com escombros das casas derrubadas pelas chuvas que há cerca de duas semanas castigaram o Rio e mataram pelo menos 250 pessoas. Ao lado da construção, foi estendido um varal de roupas e colocado um corpo simbolizando as vítimas.

Segundo porta-vozes da ONG, a intenção do protesto é sensibilizar as autoridades a dar prioridade a medidas de urbanização e à construção de casas nas áreas onde haverá obras para os Jogos Olímpicos de 2016.

Cerca de 20 crianças das favelas Cidade de Deus e Rio das Pedras participaram do protesto. Com mordaças nas bocas, tentaram mostrar que não são ouvidas pelas autoridades.

"Nosso objetivo é dar voz a essas pessoas e criar uma ponte em uma cidade partida para poder conectar as favelas nos morros com os bairros nas zonas baixas", afirmou o presidente da Rio de Paz, Antonio Carlos Costa.

Segundo ele, as autoridades têm que ouvir os moradores das favelas quando decidirem o destino dos recursos que serão investidos para as Olimpíadas.

Do site do PNUD

O Ministério da Justiça vai investir até R$ 800 mil no financiamento de pesquisas jurídicas. Na quarta edição do projeto Pensando o Direito, o governo vai apoiar estudos sobre temas como indenização por dano moral e improbidade administrativa. O edital, direcionado a faculdades, universidades, centros de pesquisa e entidades não governamentais que façam pesquisas na área, fica aberto até a próxima segunda-feira (19 de abril).

O objetivo é produzir textos que possam ajudar o Ministério da Justiça em propostas de elaboração ou alteração de leis e na produção de pareceres que podem sustentar posicionamentos da bancada do governo no Congresso e sanções ou vetos do presidente da República.

Nesta quarta edição, o ministério demanda estudos sobre dez temas — para cada projeto vencedor do edital, será destinada uma bolsa de até R$ 80 mil. Os temas são:

Medidas de segurança: mais especificamente, estudos sobre a relação entre o Código Penal e a recente reforma psiquiátrica, seus pontos contraditórios e possíveis formas de adequação.

Repercussão Geral e Sistema Brasileiro de Precedentes: estudar os critérios utilizados no quesito “repercussão geral”, um dos critérios utilizados pelo Superior Tribunal Federal (STF) para receber um processo.

Dano moral: há grande disparidade entre as indenizações por dano moral. O objetivo é estabelecer critérios que possam tornar as indenizações mais uniformes e proporcionais.

Propriedade intelectual e conhecimentos tradicionais: identificar os conflitos e as possíveis soluções na relação entre a legislação nacional e internacional sobre propriedade intelectual e a necessidade de proteção dos conhecimentos tradicionais, em especial dos indígenas.

Medidas inibitórias de condutas impostas pelo Poder Judiciário: não há, no direito civil brasileiro, a chamada pena exemplar (aquela em que a punição leva em conta a repercussão da pena), como acontece, por exemplo, nos Estados Unidos. A ideia, segundo o edital, é estudar esse tipo de recurso.

Regime jurídico dos Bens Imóveis da União Federal: uma série de leis esparsas regulamentam os bens da União. A proposta é identificar esses bens e pesquisar formas de exploração "tendo como mote a ideia do patrimônio como indutor do desenvolvimento e recurso estratégico para políticas públicas".

Improbidade Administrativa: não há uma interpretação pacífica sobre essa lei na jurisdição brasileira, pois ela não conceitua nem o que vem a ser improbidade administrativa. Há também críticas em relação à demora na tramitação desses processos. A proposta do edital é pesquisar, entre outros pontos, como a lei está de fato sendo aplicada.

Cooperação jurídica internacional: A intensificação das relações brasileiras com o resto do mundo vem demandando uma utilização cada vez mais frequente dos mecanismos de cooperação internacional, tanto no campo civil como no penal. O objetivo é estudar novos mecanismos de cooperação jurídica.

Lei de Execução Penal: Estudo da efetividade da lei, abrangendo temas como assistência ao preso e trabalho em penitenciárias, mapeamento das propostas no Congresso relacionadas à lei e proposição de eventuais alterações.

Desenho de Sistemas de Resolução Alternativa de Disputas para Conflitos de Interesse Público: estudar sistemas alternativos que permitem a resolução de problemas complexos ou recorrentes. No Brasil, foram dois os casos em que esse dispositivo foi usado: o acidente fatal da TAM, de 2007, e da Air France, de 2009. No entanto, esse mecanismo não tem regulamentação específica na Constituição.

Por Fernanda Fava, publicado em O Estadão

Neste domingo, pessoas comprometidas com o meio ambiente em São Paulo e no Rio de Janeiro poderão correr ou caminhar seis quilômetros - distância média que mulheres e crianças precisam caminhar diariamente para obter água em localidades com escassez deste recurso, segundo a ONG Global Water Challenge  - e contribuir para reduzir a escassez de água no planeta. Elas participarão de corridas ou caminhadas da Dow Live Earth Run For Water, que serão organizadas durante um período de 24 horas em 192 países. O evento contará também com shows de música nas duas cidades brasileiras.

Em todo o mundo, o evento vai destinar parte da arrecadação a ONGs relacionadas com o problema da água. No Brasil, 10% do valor arrecadado com as inscrições - que encerraram no dia 14 - será doado a ONG Instituto-e, da Osklen.

Apesar de não estar diretamente ligada à temática da água, a entidade foi escolhida porque vai destinar a verba para o Fundo de Boas Práticas Socioambientais em Microbacias (Funboas). Criado pelo Comitê de Bacias Lagos São João, no estado do Rio de Janeiro, e apoiado pela WWF, com quem o Instituto-e desenvolve há anos uma parceria, o projeto é um mecanismo de incentivo financeiro a agricultores familiares que preservam o meio ambiente e os recursos hídricos da Bacia Hidrográfica de São João, que abrange 13 municípios fluminenses, entre os quais Casimiro de Abreu, Silva Jardim, Araruama, Rio Bonito, Cabo Frio e São Pedro da Aldeia. Em outubro passado, o Funboas foi premiado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos.

De acordo com a ONG Global Water Challenge, em 2025, dois terços da população mundial terá acesso restrito à água. A entidade também tem outros dados bem preocupantes sobre o assunto: nos países desenvolvidos, os problemas gerados pelo uso de água não potável pelas pessoas matam mais do que todas as formas de violência, incluindo guerra. A cada semana, 42 mil pessoas morrem em decorrência do consumo de água não potável - 90% dessas pessoas são crianças com menos de 5 anos de idade.

Em São Paulo, a corrida terá início às 8h no Jockey Club. São esperados entre quatro e cinco mil corredores. O Jockey estará aberto aos curiosos que quiserem assistir à corrida. O Rio de Janeiro, sede do principal evento da Dow Live Earth Run For Water no Brasil, tem 5,5 mil inscritos, e o início está prevista para as 9h na Praça da Apoteose. Na Cidade Maravilhosa, quem estiver participando da caminhada poderá conferir o show de Jorge Ben Jor às 11h. Só terá acesso ao local quem estiver inscrito.

Além disso, localizada junto à largada e chegada, a equipe da Water Village realizará atividades educacionais sobre a água a partir de uma hora antes da corrida. Nela haverá exposições, experiências interativas e ONGs locais incentivando e educando os participantes.

 

Sexta, 16 Abril 2010 18:15

Haiti: três meses depois do terremoto

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Do site do Mercado Ético

Três meses após o devastador terremoto que abalou o Haiti e deixou sua marca em mais de um milhão de crianças, o Unicef relata que a resposta humanitária sem precedentes evitou uma crise ainda pior para as crianças. Contudo, alerta que ainda há muito a ser feito, principalmente com a aproximação da estação de chuvas no país.

Essa é a conclusão do seu resumo de atividades após o terremoto de 12 de janeiro, intitulado “Crianças do Haiti: Três meses depois do terremoto”, no qual o Unicef assinala que, apesar da destruição maciça e da interrupção dos serviços essenciais,:

Não houve nenhum surto significativo de doença, nem aumento nos índices de desnutrição;

Mais de um milhão de pessoas atingidas estão recebendo água potável;

Mais de 200 mil mulheres e crianças estão se beneficiando de programas de alimentação;

Campanhas de vacinação em massa alcançaram mais de 100 mil crianças até agora;

Centros residenciais de cuidados com mais de 25 mil crianças foram avaliados e abastecidos com remédios e alimentos de primeira necessidade para assegurar o bem-estar de meninas e meninos; e

Escolas começaram a abrir em acomodações temporárias, com o fornecimento de milhares de tendas e centenas de kits de materiais de ensino e aprendizagem.

O relatório também destaca os principais desafios, como as condições de saneamento, os riscos de violência contra mulheres e meninas que vivem em campos de desabrigados e a questão mais geral da reduzida capacidade do governo e da sociedade civil. Muitos ministérios e departamentos governamentais perderam prédios, pessoas e dados essenciais.

O Unicef identifica como prioridades a concessão urgente de abrigos melhorados para as famílias desalojadas, o aumento da oferta de serviços básicos e o reforço na proteção de mulheres e crianças. E já está trabalhando com outras organizações para apoiar a transferência segura de famílias que vivem em acampamentos mais vulneráveis para novos locais, antes do início da temporada de chuvas.

O relatório também pede o apoio para a “agenda de transformação” para as crianças do Haiti, que coloca meninas e meninos no centro dos esforços de recuperação e reconstrução. Em particular, o Unicef seleciona, como prioridades fundamentais para o desenvolvimento futuro do país, o combate à tendência de desnutrição crônica, a criação de um ambiente protetor para meninas e meninos e a garantia da educação para cada criança, entre outros.

Essas prioridades, diz o relatório, destacam-se tanto como urgentes em curto prazo quanto como essenciais para a realização progressiva e integral dos direitos das crianças.

crianca_internetDa Agência Brasil

O coordenador do programa Parceria para a Proteção da Criança e Adolescente (Child Protection Partnership – CPP, em inglês) no Brasil, Luiz Rossi, disse que os pais devem ser incluídos no mundo digital para poder acompanhar e orientar os filhos no uso da internet. O CPP é um projeto coordenado pelo Instituto Internacional para os Direitos da Criança e do Adolescente, da Universidade de Vitória, no Canadá.

“As crianças e adolescentes estão acessando a internet sem nenhum tipo de orientação familiar, porque os familiares vêm de uma geração em que não havia a inclusão digital que existe agora”, afirmou Rossi nesta quinta-feira, 15 de abril, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

O CPP participa do 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal (CPCJC), que começou segunda-feira, 12 de abril, em Salvador e termina no dia 19. Um dos assuntos em discussão é a pornografia infantil na rede mundial de computadores.

Segundo o coordenador da CPP no Brasil, é preciso lembrar que a internet oferece tanto informações positivas quanto negativas. Ele orienta os pais a manterem um diálogo com as crianças sobre o que elas devem ou não acessar.

“Temos que incluir digitalmente os pais, porque eles acham que as crianças, quando acessam a internet, só estão recebendo informações positivas, mas existem, por exemplo, informações pornográficas, que causam um impacto totalmente inadequado ao desenvolvimento da sexualidade da criança e adolescentes”.

Rossi também orienta os pais a denunciarem a existência de conteúdos pornográficos em sites que não são destinados a esse fim. Ele lembra que existem espaços para denunciar crimes contra a pedofilia na internet, como o portal da organização não governamental SaferNet. Crimes como racismo, xenofobia e tráfico de pessoas na internet também podem ser denunciados.

Sexta, 16 Abril 2010 15:43

Coragem para mudar

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acoragem

 

A Organização Brahma Kumaris, que realiza um trabalho belíssimo voltado para a restauração dos valores humanos e de uma vida mais digna, seja individual ou coletivamente, promove no próximo dia 24 de abril em Olinda o workshop “Coragem para mudar”. 

O palestrante será Rodrigo Ambros, vice-presidente da organização, que em Pernambuco tem a coordenação de Eliane Rangel. 

Rodrigo pretende mostrar que apesar de no mundo atual estarmos observando mudanças cada vez mais rápidas e radicais e que quando somos nós os envolvidos na mudança ficamos inseguros e às vezes presos ao passado. Por isso ele vai tentar responder junto com os participantes como despertar em si a capacidade de mudar, trilhar esta jornada com prazer e aprendizados e mostrar o que nos impede de mudar.

“Neste workshop vamos explorar uma dimensão mais sutil do que significa mudar e como facilitar este processo”, explica. 

A inscrição é gratuita e podem ser feitas pelo telefone 3429.4550.

Serviço:

Workshop: Coragem para mudar
Palestrante: Rodrigo Ambros
Data: 24 de Abril ( Sábado )
Horário: 15h às 18h
Local: sede da Brahma Kumaris, Avenida Luiz Gomes, 144, Farol, Olinda

Sexta, 16 Abril 2010 15:22

Caravana de solidariedade aporta em Caruaru

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anassau
Foto: Chico Peixoto

 

Engajada nas metas dos Objetivos do Milênio estabelecidas pela Organização das Nações Unidas – entre eles acabar com a fome e a miséria, reduzir a mortalidade infantil e melhorar a saúde das gestantes –, a Faculdade Maurício de Nassau promove neste sábado (17) uma caravana da solidariedade em Caruaru.

A ação, com apoio da Prefeitura do município, vai oferecer atendimentos de saúde e jurídico, além de promover a distribuição de cestas básicas para gestantes e mães de crianças com idade de até 5 anos.  O evento acontece nas futuras instalações da Maurício de Nassau, no prédio do antigo Hotel do Sol, na BR-104. A meta é atender 200 mulheres cadastradas na Secretaria de Saúde do município, entre às 10h e 17h.

Serão oferecidos às participantes orientação nutricional, oficina sobre reaproveitamento de alimentos, exercícios posturais, reflexologia podal, testes de glicemia, aferição de pressão, oficinas de customização de roupas e desfile com as tendências da moda para gestantes e show com um grupo de forró local. Um total de 150 professores e estudantes da Faculdade estará envolvido nas atividades. 

Trote legal - A iniciativa faz parte do Projeto Trote Legal, uma série de ações promovidas pela Nassau para coibir a prática de trotes violentos e estimulares a promoção da cidadania e compreensão do conceito de Responsabilidade Social entre os alunos de todos os cursos.

Durante 45 dias, os estudantes participaram de gincanas como disputas esportivas, tarefas militares e concurso de calouros para a arrecadação de duas toneladas de alimentos não-perecíveis, que serão distribuídos durante o evento em Caruaru. 

Sexta, 16 Abril 2010 01:08

Lavoura sustentável aumenta safra e lucro

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alaPor Danielle Brant, da PrimaPagina

A produção agrícola baseada em padrões industriais e alimentos exportáveis (commodities) não colabora para combater a fome em vários países em desenvolvimento e frequentemente resulta em degradação ambiental, afirma um artigo publicado pelo CIP-CI (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), um órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro.

Os autores do estudo defendem uma mudança de modelo, com incentivo para o que chamam de agricultura sustentável — baseada no conhecimento local e em técnicas de preservação.

“Este pode ser um momento oportuno para rever os métodos tradicionais da 'revolução verde', como subsídios a fertilizantes e pesticidas, e explorar alternativas sustentáveis e de baixo custo que ajudem a conservar os recursos hídricos e da terra", defendem os pesquisadores Tuya Altangerel, do Escritório de Políticas para o Desenvolvimento, do PNUD, e o pesquisador Fernando Henao, da Universidade de Nova York, no texto Agricultura Sustentável: Uma saída para a pobreza de comida.

"A produção agrícola industrializada e a transformação de itens da cesta básica em commodities não ajudaram a aumentar o consumo de alimentos em muitos países em desenvolvimento, principalmente entre importadores de alimentos", afirmam os estudiosos. Já as práticas sustentáveis “são mais eficientes em desenvolver um sistema de produção resistente”.

Eles citam uma pesquisa feita com 12 milhões de pequenos produtores em 57 países em desenvolvimento, segundo a qual os lavradores que adotaram práticas sustentáveis — como gestão integrada de nutrição e pragas, armazenamento de água de chuva e cultivo mínimo do solo — viram a safra crescer, em média, 79%. O maior salto (mais de 120%) ocorreu em pequenas propriedades irrigadas e jardins urbanos e hortas.

“Métodos de conservação, incluindo agricultura orgânica, podem atingir safra comparáveis às da agricultura industrial. Sustentadas ao longo do tempo, também geram lucros maiores e reduzem drasticamente o uso de pesticidas convencionais”, escrevem Tuya e Henao. Além disso, eles afirmam que as práticas sustentáveis asseguram ganhos ambientais e aumentam o valor nutricional dos alimentos.

No entanto, não é um caminho fácil. Adotar a agricultura sustentável requer intensa cooperação e construção de conhecimento em nível local. “Apesar de, inicialmente, isso poder elevar os custos, o lucro líquido em médio prazo ainda é maior do que na produção agrícola industrializada, principalmente se benefícios adicionais forem levados em consideração — como dinâmicas sociais fortalecidas, gerenciamento de recursos naturais locais e autossuficiência alimentar", ressaltam.

Na prática, seguir princípios sustentáveis pode ajudar as 100 milhões de pessoas que foram jogadas no universo da fome, em 2008, devido à crise econômica mundial. Os pesquisadores também veem um impacto positivo na vida de mulheres que comandam pequenas propriedades rurais, já que a adoção da agricultura sustentável pode melhorar o uso da terra em longo prazo, assim como a qualidade da alimentação da família.

 

 

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