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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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A publicação, realizada pelo Movimento Pró-Criança com apoio do Instituto HSBC Solidariedade, Excelsior Seguros, Divina Sundown Vitaminas e Espaço Cultural Maria Helena Marinho, será lançada na Fliporto 2012 neste domingo (18), às 18h, na Tenda de Autógrafos

 

O livro “Nós por nós mesmos”, que será lançado na Fliporto 2012 neste domingo (18), traz em suas páginas muito mais do que palavras. É a concretização física de algo que vem nutrindo vidas desde março de 2010, quando a psicóloga Maria Carolina Batista Gomes, responsável pela organização da publicação, iniciou no Movimento Pró-Criança um trabalho voluntário envolvendo alunos da instituição, entre 13 e 17 anos. Jovens bailarinos, percussionistas, violinistas e cantores que agora, a partir deste ano, também têm um livro publicado. Todos estarão na sessão de autógrafos, na Tenda de Autógrafos da Fliporto, às 18h.  

No livro, Elisa, Alysson Rodrigo, Danielle, Yuri, Edinílio, Issac, Breno, José Carlos, Emídio, Polyana, Lucianna, Laryssa e Jéssica falam abertamente a partir de suas experiências no dia a dia de bairros pobres da região metropolitana do Recife sobre temas como violência, profissão, adolescência, amizade, namoro, família, entre outros.

Os depoimentos foram colhidos a partir de trabalhos em sala, nas atividades realizadas pela psicóloga no Projeto Mentoria, uma das iniciativas do Movimento Pró-Criança no desenvolvimento de ações pela educação e profissionalização de jovens e crianças moradores de comunidades pobres do Recife. A riqueza do material fez com que Maria Carolina Batista lançasse depois de sete meses a proposta da organização de um livro junto aos alunos. Eles toparam e em outubro de 2010 iniciaram os passos. Ao longo de 2011 as palavras emocionaram outras pessoas que se dispuseram a ajudar. Foi assim que em 2012, impresso no parque gráfico da Companhia Editora de Pernambuco – CEPE, nasceu o “Nós por nós mesmos”, prontinho para ser lido, discutido e vivido por outros leitores.

Atualmente nem todos os autores fazem parte mais da equipe de alunos do Pró-Criança, alguns, como Alysson Rodrigo, cresceram e já estão no mercado de trabalho; outros vão se especializando em outras áreas, como Laryssa, que está estudando design gráfico e estagiando na área; tem ainda os que seguem na instituição, cantando no Coral Pró-Criança, tocando violino ou percussão na Orquestra Pró-Criança... mas estão todos se preparando com euforia para a tarde de autógrafos em que poderão dedicar aos amigos, parentes e visitantes a realização do seu primeiro livro.

A recente medida de proibição na venda de 301 planos de saúde, divididos em 38 operadoras, tomada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) - entidade que regula as atividades do setor no país – chamou a atenção para as falhas no sistema. Inúmeras reclamações de mal atendimento e não cumprimento das exigências de contrato, como por exemplo, prazos para consultas, carências e coberturas para atendimento emergencial.  

 “Essa medida vem contemplar a proteção ao consumidor”, afirma o advogado e professor da Faculdade de Direito de São Bernardo, Arthur Luís Mendonça Rollo, coordenador do curso de extensão “Planos de Saúde: carências, reajustes, novos procedimentos e aspectos processuais”, oferecido pela FDSBC.  

Segundo ele, a decisão severa imposta pela ANS, é uma pena administrativa prevista no Código de Defesa do Consumidor, faz com que as práticas abusivas cometidas contra os usuários tenham impacto direto no bolso das operadoras.

“Vários indicadores mostram que está havendo um grande número de reclamações por parte dos usuários”, ressaltou Rollo. Segundo dados da ANS, as empresas que operam planos de saúde foram alvo de 10.144 queixas de beneficiários somente entre os dias 19 de junho e 18 de setembro deste ano.   Para não fazer parte desta estatística, Rollo orienta que o consumidor precisa estar ciente de seus direitos e ficar atento na hora de escolher um plano de saúde. Para o professor da Direito São Bernardo, se um plano de saúde chegou a ser suspenso, isso já é um indicativo para não comprar.  

Além disso, o futuro beneficiário também precisa se informar sobre a rede de atendimento e os médicos credenciados e verificar tudo o que o corretor prometer na hora da venda. “E sempre desconfiar do preço. Preço muito baixo pode indicar qualidade ruim”, conclui  

Por Nana Prado, da Envolverde

A grande maioria dos brasileiros come frutas e legumes abaixo do recomendado e o consumo de carne vermelha está acima do que recomendam os nutricionistas.

A alimentação possui um significado maior do que apenas garantir as necessidades do corpo humano. Na hora das refeições, colocamos à mesa valores sociais, culturais, afetivos e sensoriais. Na maioria das vezes, comer é um momento de prazer e confraternização com amigos e familiares.   O alimento é, assim, muito mais do que uma fonte de nutrientes. Apreciamos as cores e gostamos de sentir a textura e o sabor da comida. Mas isso não é tudo! Saber o que você está consumindo é condição para ter mais qualidade de vida e, também, para contribuir com a sustentabilidade. Isto mesmo! Desde o processo de produção dos alimentos, até o momento que ele chega à mesa muita coisa acontece.

Segundo a nutricionista Monike Gárlipp Picchi, doutoranda em Clínica Médica pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), o consumo excessivo de carnes ocorre em grande parte da população. “A carne vermelha é a mais consumida, seguida pela carne de frango, carne de porco e o menos consumido é o peixe”, conta.

Saúde e qualidade de vida   Alimentos de origem animal, tais como carnes de todos os tipos, leite e derivados, e ovos são nutritivos e boas fontes de proteínas. Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, essas proteínas são completas, o que significa que elas contêm todos os aminoácidos essenciais de que os seres humanos necessitam para o crescimento e a manutenção do corpo.

Já os alimentos de origem vegetal podem ser ricos em proteínas, mas, com exceção da soja, são incompletos, ou seja, não possuem todos os aminoácidos essenciais ou na quantidade adequada às necessidades do ser humano.  

Mas uma dica que vale a pena levar para a mesa é que existem algumas combinações de alimentos que se complementam entre si, tornando a combinação de proteínas de alto valor biológico e completa.  

Por exemplo, as refeições que combinam grãos de cereais e leguminosas são fontes completas de proteínas. Essas combinações têm vantagens. Os cereais e leguminosas são relativamente mais baratos que a carne, são integrais e, em geral, altamente nutritivos e, ao contrário da carne, têm baixos teores de gorduras, inclusive de gorduras saturadas.

O equilíbrio e a harmonia na escolha das fontes proteicas animais e vegetais e a inclusão de grandes quantidades de frutas, legumes e verduras tornam a alimentação saudável em todos os aspectos.

Frutas, verduras e legumes - A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, sugerem o consumo de 400 gramas de frutas, legumes e verduras por dia, no entanto, menos de 10% da população ingere o indicado. Nove em cada dez brasileiros mantêm uma dieta pobre em frutas, legumes e verduras.

Com o aumento da consciência para a preservação ambiental, uma grande quantidade de restaurantes naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores e combinações desses restaurantes, aprenda a preparar alternativas interessantes e, ainda mais, incentive o mercado de produtos orgânicos, livre de agrotóxicos e menos agressivo ao meio ambiente.

Clique aqui e conheça Dez Passos Para Uma Alimentação Saudável, do Ministério da Saúde.

Quinta, 25 Outubro 2012 20:36

Adeus ao Mestre

Escrito por

Por Cesar Vanucci *

“Avançar sempre em direção do futuro.”

(Da homilia de Juvenal Arduini, na missa de seus 90 anos de vida em dezembro de 2008)

 

Uma das cabeças pensantes mais bem dotadas deste País acaba de deixar-nos, Mas isso - desolador sinal dos tempos -, não mereceu qualquer registro especial na grande mídia. Juvenal Arduini, o personagem em foco construiu obra pujante como filósofo, sociólogo e teólogo. Pregador eletrizante contagiou saudavelmente gerações universitárias inteiras. Viu suas idéias projetadas em livros esplêndidos, de rico conteúdo humanístico e espiritual, debatidas em simpósios, encontros, ciclos de estudos, aqui e alhures, por pessoas sinceramente empenhadas na busca de explicações acerca do sentido da vida.

Juvenal foi uma dessas criaturas admiráveis, dotadas de sabedoria incomum, que colocam os talentos do espírito a serviço do mundo, aqui e agora! Criaturas importantíssimas na construção humana de todos os dias! Por comunicarem da vida a essência. Por saberem interpretar os sinais. Por saberem olhar as estrelas e dar rumo ao navio. Por trabalharem os melhores impulsos das pessoas. Por saberem também iluminar com jatos de claridade, despejados de mente privilegiada e de coração generoso, os caminhos a percorrer, sobretudo quando se mostrem trevosos e arriscados em função da intolerância, do desamor, da injustiça e da fanatice rancorosa.

Há muita gente por aí, aquinhoada de dons singulares, que não sabe ou não quer deles fazer uso adequado. Se, por acaso, se lhes bate uma idéia generosa, de proveito social, costumam estacar diante das conveniências do jogo mundano dos interesses clandestinos. E a idéia, condenada ao enclausuramento, não ganha força em palavras e muito menos em ações. São desertores da causa social. Aplicam mal os talentos. Acumulam débitos na contabilidade da história. Deixam a bola rolar sem assumir compromisso com as apostas da vida.

Já este nosso Juvenal Arduini que acaba de partir, desfalcando nossos quadros da inteligência e da cultura, revelou-se sempre inteirissimo na postura assumida, com a qual procurou incessantemente refletir a natureza das coisas. Dono de inteligência invulgar, própria dos iluminados, ofereceu-nos um documentário vivo do emprego pertinente e fecundo dos talentos dados por Deus. Pelo vigor das idéias e disposições interiores, pela juventude de espírito.

Tornou-se lenda. Foi personagem magnífico de substanciosos capítulos na história da construção humana. Todos que travaram contato com ele, a qualquer tempo, sabiam disso. Gente de dentro e de fora da Igreja. Gente que compartilhava dos conceitos e concepções que defendia. E até mesmo gente que se contrapunha a esses conceitos, mas que não conseguia se desvencilhar do fascínio de seu verbo e do reconhecimento da universalidade de sua pregação.

Arduini teve participação em eventos decisivos ligados à expansão da consciência e conquistas sociais. Em momentos difíceis, quando valiosos ideais de vida eram colocados sob ameaça, o seu desassombro, autoridade intelectual e moral e serena avaliação dos acontecimentos representaram para milhares de cidadãos, uma âncora firme, um abrigo e um acalento. É inevitável a recordação, sem intuitos de atingir personagens menores, à época encastelados em poderosos bastiões do farisaísmo emborcado na contramão da história, da presença marcante de Juvenal Arduini nas batalhas pelos direitos civis, alvejados impiedosamente por muitos nos chamados anos de chumbo. Ele travou essas batalhas no púlpito, em livros, em salas de aulas, conferências e discursos de formatura. Deixou à mostra, o tempo todo, guarnecido de fé e esperança, inabaláveis crenças cívicas, democráticas, humanísticas no superior destino do homem, desenhado nos desígnios de Deus. Fê-lo com altivez num cenário povoado, na época, por extremismos políticos e religiosos, exasperante insensibilidade social, injustiças e incompreensões, tomadas como referência a cidade de Uberaba e outras cidades mais na região do Triângulo Mineiro.

Gerações inteiras vão guardar, com ternura, as imagens de sua presença cintilante nas pregações da célebre “missa dos universitários”. De sua indormida atuação espiritual num santuário conhecido por Hospital São Domingos, dedicado à celebração perene da vida, fundado, mantido e administrado pelas fabulosas Irmãs Dominicanas.

No livro “Hermenêutica – história e futuro”, um dos muitos suculentos e preciosos frutos de seu talento criativo como escritor, sociólogo, filósofo, pensador de escol, que contempla a vida como refulgente aventura poética, ele nos repassou, com riqueza de pormenores, lances portentosos do trabalho desenvolvido pelas dominicanas no Hospital São Domingos. Falava da “essência borbulhante do fenômeno hospitalar”, do “espaço de esperança”, da “moradia de acolhimento” e da germinação cultural para o bem da verdade que emana da instituição.

Em suma, a história de nossos tempos localizou Arduini a desenvolver monumental trabalho de conscientização social. Fiel à doutrina social da Igreja, comprometido com o amanhã da vida, sintonizado em pensadores vigorosos do porte de Teilhard de Chardin, nosso jovem mestre não fez em vida, até os 94 anos de idade, outra coisa, em vasta quilometragem apostólica, medida em anos-luz, do que ensinar que a salvação do homem não vem dos extremos ideológicos, nem das lateralidades geográficas. Vem do Alto.

Vai fazer-nos baita falta.

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

Exposição “Seguindo a Poesia” está em cartaz no Centro Cultural Correios, com obras em papel machê, fotografias e releituras poéticas dos alunos do Movimento Pró-Criança sobre o trabalho de escritores e artistas como João Cabral de Melo Neto, Clarice Lispector, Antônio Maria, Capiba, Joaquim Cardozo, Luiz Gonzaga e Chico Science, entre outros  

 

“Eu aprendi um bocado de coisas que não sabia. Antes passava por eles e não conhecia, não sabia quem eram, por que estavam ali. Hoje eu reconheço os textos, li os versos, já me empolguei e até comecei a escrever as minhas poesias. Só que tem uns nomes que eu ainda me complico e só decorei o primeiro, como Clarice... Lis... Aspec... não decorei o segundo nome ainda”, diz Thyago Rychard, de 15 anos. Ele é um dos alunos do Movimento Pró-Criança que assina as obras artísticas da exposição Seguindo a Poesia, aberta ao público até o próximo dia 31 de outubro, no Centro Cultural Correios, no Recife Antigo. Em novembro a mostra estará na Fliporto.

Com textos, fotografias e obras em papel machê, a exposição é resultado do contato e dos afetos despertados nos jovens artistas do Pró-Criança a partir do mergulho no Circuito da Poesia, série de esculturas em homenagem a grandes ícones da cultura nordestina espalhadas pela cidade do Recife. Passaram pelo projeto cerca de 60 alunos entre 12 e 15 anos da instituição sem fins lucrativos que promove ações sócio-educativas com crianças e jovens de comunidades pobres.

Entre os artistas presentes e citados na mostra estão Marques de Melo (13 anos), Luiz Gonzaga, Thyago Rychard (15 anos), Antônio Maria, Demison Renato (13 anos), Joaquim Cardozo, Maria Eduarda (14 anos), Capiba, Ericka Beatriz (14 anos), Carlos Pena Filho, Lucas Ribeiro (14 anos), João Cabral de Melo Neto, Naysa Maria (14 anos), Manoel Bandeira, Uiliane Gomes (13 anos), Clarice Lispector, Helaine Grasiele (15 anos), Mauro Mota, Chico Science, Solano Trindade, Ascenso Ferreira... Além de todos esses, a mostra faz uma homenagem a uma outra poeta que não está no circuito, mas que faz parte do dia a dia do trabalho no Pró-Criança, Maria do Carmo Barreto Campello.

A exposição reúne trinta imagens em preto e branco feitas através da técnica pinhole; máquinas fotográficas pinhole confeccionadas pelos próprios alunos do Pró-Criança com latas de leite e caixas de papelão e utilizadas no trabalho; a Caixa Mágica (câmara escura), máquina fotográfica artesanal de 160x70 cm, utilizada durante o projeto e que ficará disponível para que os visitantes possam vivenciar a experiência; textos dos artistas retratados em esculturas pela cidade; esculturas em papel machê confeccionadas pelos jovens artistas do Pró-Criança, promovendo a releitura das obras assinadas pelo artista plástico Demetrio Albuquerque no Circuito da Poesia, incluindo uma réplica em papel machê de Luiz Gonzaga em tamanho natural.  

“No início a gente promoveu uma atividade no Recife Antigo. Estávamos pesquisando arte rupestre e pichações, passamos por Ascenso Ferreira e surgiu a curiosidade, deixei que os meninos fizessem fotos da escultura e a curiosidade de conhecer mais sobre aquele homem cresceu entre eles. Partiu deles a provocação. Tudo começou em 2011. Então unimos o trabalho do curso de fotografia ao de artes plásticas e desenvolvemos a ideia do projeto Seguindo a Poesia”, explica Cristina Albuquerque, professora de fotografia da ONG e que assina o projeto junto com a artista plástica e também educadora do Pró-Criança, Tatiane Souza.

Cada um dos meninos escolheu o artista para retratar em papel machê. Uns elegeram pelo nome, outros pela imagem, outros pela obra, uma reunião de afetos e encontros. “A imagem dele é muito bonita e por isso escolhi Antônio Maria”, diz Uiliane Gomes, de 13 anos. “Ah! Porque ele está na Rua do Sol”, declara Naysa Maria, de 14 anos, que assina a escultura de Capiba. “Clarice é a que eu mais gosto. Ela é muito sincera”, explica Thyago Rychard (15), chamando a escritora pelo primeiro nome, com a intimidade de quem não aprendeu ainda a dizer o sobrenome, mas nem se incomoda com isso.   “Quem entrar no espaço da exposição vai conhecer os poetas vai conhecer os poetas, o Pró-Criança, os jovens artistas e o Circuito da Poesia”, completa Cristina. A entrada é gratuita. É só chegar.

ais de 30 mil amostras de organismos marinhos descobertos na parte do oceano que banha as regiões Norte e Nordeste do país passaram a ser reunidas no Museu Oceanográfico da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A unidade, inaugurada no último dia 23, no Recife, Pernambuco, é a primeira desse tipo na região e a quinta no Brasil.

Universidades federais do Rio de Janeiro e de São Paulo, por exemplo, já mantêm essas estruturas de pesquisa. O espaço é utilizado para concentrar descobertas de ecossistemas marinhos, analisar as características e monitorar espécies. A necessidade desse tipo de laboratório, que tem sido patrocinado pela Petrobras, ganhou impulso com a exploração petrolífera em águas profundas.

A proposta é que os pesquisadores consigam mais informações sobre a biodiversidade da região. Essas análises vão permitir, por exemplo, uma melhor avaliação do impacto ambiental provocado pelas atividades da indústria de petróleo. O trabalho dos pesquisadores é uma demanda da estatal e de outras empresas do setor que precisam fazer análise de impacto antes de começar o trabalho de perfuração em busca de petróleo.

O museu em Recife reúne coletas feitas nos últimos 60 anos, em expedições brasileiras e estrangeiras pela costa brasileira. “A gente já armazenava aqui [no Recife] o que é raridade em todo o Brasil, mas armazenávamos em estantes inadequadas e perdíamos muito material. No museu, agora, temos armários deslizantes compactadores que ocupam menos espaço e onde cabe muito material”, disse a pesquisadora do Departamento de Oceanografia da UFPE, Sigrid Leitão.

A unidade em Pernambuco, que custou R$ 1,5 milhão para ser construída e equipada, será utilizada por especialistas de várias áreas e de outras universidades, inclusive estrangeiras. Algumas amostras reunidas no museu da UFPE são partes de espécies que são encontradas apenas nas regiões Norte e Nordeste, como crustáceos, corais e estrelas-do-mar que escolhem águas mais quentes como habitat.

Curador da coleção instalada em Pernambuco, Jesser Fidelis, afirma que recentemente, com a atividade petrolífera, o volume de material entregue às equipes da universidade pernambucana tem aumentado. “Temos recebido muito material para análise. Alguns materiais têm vindo inclusive de outras regiões, como da Bacia de Campos e muitas têm chance de ser o primeiro registro no Brasil”, disse.

Fidelis afirma que os pesquisadores ainda não conseguiram avaliar todas as mais de 30 mil amostras reunidas no museu. A estimativa é que esse material represente cerca de 3 mil espécies novas de crustáceos, ouriços do mar e corais, entre outros. “Ainda temos muito material que não foi analisado e não tem como estimar, mas acreditamos que pode dobrar o número de espécies [ainda não catalogadas no país]”, calculou o pesquisador.

Em apenas um dos grupos de análise, cerca de 70% do material colhido recentemente nas regiões de exploração de petróleo representam espécies que ainda não tinham sido identificadas na parte brasileira do oceano

O Projeto Que Maravilha! leva ao Centro Cultural Correios, no Recife Antigo, a leitura dramatizada do texto A Dona da História, que será encenado por Livia Falcão e Olga Ferrario, nesta segunda (29) e terça (30), com entrada gratuita, sempre a partir das 20h. A peça de João Falcão, diretor, roteirista, dramaturgo e compositor pernambucano, se desenrola quando uma mulher resolve conversar com seu passado (ela mesma 20 anos mais jovem) e reinventa sua história.

Livia Falcão e Olga Ferrário, mãe e filha na vida real, encarnam na cena a Carolina e a Carolina jovem, num texto bem-humorado que nos leva a uma reflexão sobre o tempo e seus contratempos. A direção é de Duda Maia, formada pela Escola de Dança Angel Vianna (RJ), ex-bailarina da Lia Rodrigues Companhia de Dança e que desde 1996 desenvolve um trabalho de preparação corporal e direção de movimento para teatro, além de direção e codireção de espetáculos, ao lado de nomes como o próprio João Falcão e Lucio Mauro Filho.

Graças a uma parceria com a Botticelli, ao final das apresentações, o público poderá conversar com as atrizes num momento de troca descontraído, regado a vinhos e muitas boas histórias. A Duas Companhias, grupo teatral responsável pelo projeto, também está sorteando os calendários confeccionados em comemoração aos oito anos do grupo e mudas de plantas para a plateia.

Depois do sucesso dos ciclos de leituras teatrais Que Absurdo!, resgatando peças do Teatro do Absurdo, em 2010 e do Que Comédia!, trazendo autores da Commedia Dell´Arte, em 2011, a Duas Companhias, de Livia Falcão e Fabiana Pirro, está realizando este ano o ciclo Que Maravilha!, mais uma vez em parceria com o Centro Cultural Correios, toda última segunda e terça de cada mês, com entrada gratuita. Desta vez os textos trazidos à luz são todos de autores pernambucanos e a estreia em agosto foi com “Um Paroquiano Inevitável”, de Hermilo Borba Filho. No mês de setembro, a leitura marcou a estreia do veterano ator Cláudio Ferrario como dramaturgo, com o texto inédito “A Peleja dos Mil Anos”. Em novembro o projeto Que Maravilha! apresentará a peça O Mistério das Figuras de Barro, de Osman Lins.  

Toda última segunda e terça de cada mês, até novembro, a cada apresentação, diferentes atores e diretores convidados para se integrar ao programa, uma fórmula encontrada pela Duas Companhias para levar ao público vários talentos já consagrados e artistas iniciantes também.

Serviço:  

Que Maravilha!   Ciclo de Leituras do Teatro Pernambucano  

Auditório do Centro Cultural Correios, às 20h

Avenida Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife

Entrada Gratuita

Dias 29 e 30 de outubro

Da BBC Brasil

O Brasil ganhou 20 posições em um ranking global sobre desigualdade de gêneros em decorrência dos avanços obtidos na educação para mulheres e no aumento da participação feminina em cargos políticos. Segundo o ranking anual elaborado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF , na sigla em inglês), o Brasil saiu da 82ª para a 62ª posição entre 135 países pesquisados.  

A lista é liderada pela Islândia pelo quarto ano consecutivo, seguida pela Finlândia, Noruega, Suécia e Irlanda. No lado oposto do ranking, o Iêmen é considerado o país com a pior desigualdade de gênero do mundo. O Paquistão, Chade, a Síria e a Arábia Saudita completam a lista dos cinco mais mal colocados.

Na América Latina e no Caribe, a Nicarágua é o país com a menor desigualdade de gêneros, na 9ª posição no ranking global, seguida de Cuba, Barbados, da Costa Rica e Bolívia. O Brasil está em 14º lugar entre os 26 países da região pesquisados.

Na relação dos países considerados desenvolvidos, a Coreia do Sul é o que tem a maior diferença entre gêneros, ocupando o 108º lugar no ranking. O Japão aparece em posição próxima, no 101º lugar.  

Para elaborar o ranking, o WEF estabelece uma pontuação baseada em quatro critérios – participação econômica e oportunidade, acesso à educação, saúde e sobrevivência e participação política.

O Brasil recebeu a pontuação máxima nos itens relativos à educação e saúde, mas tem uma avaliação pior em participação econômica (no qual está em 73º entre os países avaliados) e participação política (na 72ª posição). O estudo destaca que o avanço do país no ranking geral decorre de “melhorias em educação primária e na porcentagem de mulheres em posições ministeriais [de 7% a 27%]”.  

O fato de ter uma mulher na Presidência da República, Dilma Rousseff, também conta positivamente para a posição do Brasil no ranking. Segundo o WEF, no último ano 61% dos países pesquisados registraram uma diminuição da desigualdade entre os gêneros e 39% tiveram aumento. Entre 2006 e 2012, no entanto, a porcentagem de países com redução da desigualdade salta para 88%.

A Nicarágua é o país que registrou o maior avanço na eliminação da desigualdade entre os gêneros nos últimos seis anos, pulando do 62º posto em 2006 (entre 115 países pesquisados naquele ano) para a 9ª posição neste ano, com uma melhora de 17,3% na pontuação geral. A Bolívia é o segundo país com o maior avanço, com uma melhora de 14% na pontuação, passando da 87ª para a 30ª posição no ranking.

Lista preliminar tem 49 pernambucanos mortos e desaparecidos. Com divulgação, comissão espera que sociedade civil possa contribuir

 

Do Portal G1 Pernambuco

A Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Camara (CEMVDHC) divulgou, na última quarta-feira (10), a lista preliminar com nomes de 49 pernambucanos mortos e desaparecidos durante o regime militar. A solenidade acorreu na Faculdade de Direito do Recife, na Boa Vista, no centro do Recife.

A lista é formada por pernambucanos vitimados, no estado e em outros locais do País, por agentes públicos. A maior parte tem envolvimento com os grupos ANL, PCB, APML, Colina, PCdoB, VPR, PCBR, PCR, Ligas Camponesas e UNE. Com a divulgação dos nomes, a CEMVDHC espera que a sociedade civil e entidades representativas possam contribuir com o esclarecimento dos casos, fornecendo documentos, fotografias ou vídeos.

"Além de casos emblemáticos, há nomes de pessoas desconhecidas, muitos camponeses, cujas mortes passaram despercebidas. Essa lista é preliminar e tende a aumentar, principalmente com a inclusão de vítimas de atentados durante o regime militar", explicou o coordenador da Comissão, Fernando Coelho.

A Comissão, instalada em junho deste ano, terá dois anos de trabalho, com possibilidade de prorrogação por igual período. O material pode ser entregue na sede da Secretaria Executiva de Justiça e Direitos Humanos, Rua Benfica,133, Madalena. Outras informações pelo telefone (81) 3183.3186.

O evento foi aberto ao público. A estudante Anatália Silva, de 22 anos, esteve presente. "Não é tarefa apenas da Comissão investigar esses casos, é papel de toda a sociedade civil ajudar dando informações, principalmente sobre vítimas menos conhecidas. A gente quer o resgate do que aconteceu, mães ainda querem enterrar seus filhos. Eu não tenho ligação com ninguém que morreu ou desapareceu, mas sou uma jovem que quero estar engajada nisso", disse.

Comissão Dom Helder  - A CEMV foi instalada pelo governo estadual no último dia 1°de junho. Até o momento, já ocorreram cinco sessões públicas. As duas primeiras foram relacionadas com o caso do padre Henrique. No dia 30 de julho, foi ouvido Jorge Tasso de Souza, que atuou como advogado da assistência de acusação, ao lado do irmão Fernando Tasso. No dia 16 de agosto, foi o padre José Ernanne Pinheiro, assessor político da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, quem falou.

A terceira sessão, no dia 30 de agosto, foi voltada para os casos de Fernando Santa Cruz e Eduardo Collier. Na ocasião, foram ouvidos Rosalina de Santa Cruz Leite e Marcelo de Santa Cruz Oliveira, irmãos de Fernando Santa Cruz, e Maria do Rosário Collier do Rêgo Barros (irmã de Eduardo Collier Filho).

No dia 10 de setembro, a Comissão Estadual recebeu a Comissão Nacional da Verdade, para debates e explanações de casos. A última ouvida foi a de José Ferreira dos Anjos, ex-major Ferreira.

Confira a lista:

1. ALBERTINO JOSÉ DE OLIVEIRA - Presidente das Ligas Camponesas de Vitória de Santo Antão, PE  

2. ADAUTO FREIRE DA CRUZ/CELESTINO ALVES DA SILVA - Presidente do Sindicato Rural de Goiana, PE

3. ALMIR CUSTÓDIO DE LIMA/ CEGO - Filiado ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário

4. AMARO LUIZ DE CARVALHO - Filiado aos partidos Comunista Brasileiro, Comunista do Brasil e Comunista Revolucionário

5. ANATÁLIA DE SOUZA ALVES MELO/ANATÁLIA MELO ALVES/ MARIA LÚCIA DOS SANTOS/ MARINA - Filiada ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário

6. ANTONIO HENRIQUE PEREIRA NETO/ PADRE HENRIQUE

7. ANTÔNIO BEM CARDOSO - Atuante na Ação Libertadora Nacional

8. EMANUEL BEZERRA DOS SANTOS - Filiado aos partidos Comunista Brasileiro e Comunista Revolucionário

9. EUDALDO GOMES DA SILVA/ SILVINHO/ JOSÉ/ ZACARIAS - Atuante na Vanguarda Popular Revolucionária

10. EZEQUIAS BEZERRA DA ROCHA

11. EVALDO LUIZ FERREIRA DE SOUZA/ SÉRGIO - Atuante na MNR e militante do VPR

12. FERNANDO AUGUSTO DA FONSECA/ JOÃO MACABEU/ GIL/ COMPRIDO/ JOÃO/ CLÁUDIO/ FERNANDO/ SANDÁLIA/ MAGRÃO/ SARDINHA - Dirigente Estadual do PCBR em Pernambuco

13. GILDO MACEDO LACERDA - Atuante na Ação Popular (AP) e Ação Popular Marxista-Leninista

14. IVAN ROCHA AGUIAR - Atuante no Movimento Estudantil e vice-presidente da União dos Estudantes de Palmares, PE

15. JOÃO LUCAS ALVES - Atuante no comando de Libertação Nacional

16. JOÃO MENDES ARAÚJO - Atuante na Ação Libertadora Nacional

17. JOÃO ROBERTO BORGES DE SOUZA - vice-presidente da União Estadual dos Estudantes da Paraíba   18. JONAS JOSÉ ALBUQUERQUE BARROS

19. JOSÉ BARTOLOMEU RODRIGUES DE SOUZA/ TROPI/ CARLOS/ TEL - Filiado ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário

20. JOSÉ CARLOS NOVAES DA MATTA MACHADO/ FERNANDO/ HILÁRIO/ ALBERTO/ NANDO/ ALOÍSIO - Atuante na Ação Popular (AP) e Ação Popular Marxista-Leninista

21. JOSÉ INOCÊNCIO PEREIRA - Sindicalista rural

22. JARBAS PEREIRA MARQUES - Funcionário na Livraria Moderna, no Recife  

23. JOSÉ MANOEL DA SILVA/ CIRINO/ MANÉ/ GORDO - Atuante na Vanguarda Popular Revolucionária

24. JOSÉ RAIMUNDO DA COSTA - Atuante na Vanguarda Popular Revolucionária

25. LUIZ GONZAGA DOS SANTOS

26. LUÍS JOSÉ DA CUNHA - Atuante na Ação Libertadora Nacional

27. LOURDES MARIA WANDERLEY PONTES - Filiada ao Partido Comunista Revolucionário

28. LUÍS (ALBERTO) ANDRADE DE SÁ E BENEVIDES - Filiado ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário

29. MANOEL LISBOA MOURA - Filiado ao Partido Comunista Revolucionário

30. MARIANO JOAQUIM DO NASCIMENTO (ou da SILVA)/ LOYOLA - Atuante na Ação Popular, filiado ao Partido Comunista do Brasil, integrante do Comitê do PC do B e da Vanguarda Armada Revolucionária

31. MIGUEL PEREIRA DOS SANTOS/ CAZUZA - Filiado ao Partido Comunista do Brasil

32. MÍRIAM LOPES VERBENA - Filiado ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário

33. ODIJAS CARVALHO DE SOUZA/HILTON ALENCAR DE ARAÚJO/ NEGUINHO/ BAIANO/ CIRO/ CARLOS - Filiado ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário

34. PAULINE PHILIPE REICHSTUL - Atuante na Vanguarda Popular Revolucionária

35. RANÚSIA ALVES RODRIGUES/ FLORINDA/ NUCE/ OLÍVIA - Filiado ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário

36. RAIMUNDO GONÇALVES FIGUEIREDO/ JOSÉ SEVERO - Atuante na Vanguarda Armada Palmares, PE

37. RAMIREZ MARANHÃO DO VALE - Militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, Movimento Estudantil Pernambucano e PCBR

38. SEVERINO VIANA COLON - Militante do Comando de Libertação Nacional

39. SOLEDAD BARRET VIEDMA - Militante da Vanguarda Popular Revolucionária  

40. AMARO FÉLIX PEREIRA/ PROCÓPIO - Filiado ao Partido Comunista Revolucionário e ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barreiros, PE

41. ANTÔNIO FERREIRA PINTO/ ANTONIO ALFAIATE - Filiado ao Partido Comunista do Brasil e aos movimentos populares pré-64, contra a sonegação especulativa dos alimentos, em Duque de Caxias (RJ)

42. DAVID CAPISTRANO DA COSTA - Filiado ao Partido Comunista Brasileiro

43. EDGARD DE AQUINO DUARTE - Atuante, provavelmente, na VPR

44. EDUARDO COLLIER FILHO/ ULISSES/ DUDA/ ANJO BARROCO - Atuante da Ação Popular Marxista-Leninista

45. FERNANDO AUGUSTO SANTA CRUZ OLIVEIRA - Atuante na Ação Popular Marxista-Leninista 

46. HIRAN DE LIMA PEREIRA/ JOSÉ VANILDO DE ALMEIDA - Filiado ao Partido Comunista Brasileiro

47. JOÃO MASSENA MELO - Dirigente do Partido Comunista Brasileiro

48. RUY FRAZÃO/ LUIS ANTONIO SILVA SOARE - Atuante na Ação Popular e Partido Comunista Brasileiro

49. UMBERTO ALBUQUERQUE CÂMARA NETO - Atuante na Ação Popular Marxista Leninista

Quinta, 11 Outubro 2012 13:07

Banho de Argila na praia de Itapuama

Escrito por

Por Taíza Brito

O fotógrafo Miguel Igreja apresenta hoje em seu bom dia aos leitores do Blog Viva Pernambuco imagem em primeiro plano de banhista depois de imersão em argila na praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, no Litoral Sul. Uma boa opção para o feriadão. Bom dia a todos!

Por Leda Letra, da Rádio ONU

O Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, e o governo do Brasil assinaram um acordo para que a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016 sejam eventos “verdes.”  

O compromisso foi firmado também com representantes da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional. Nesta semana, o Pnuma lançou recomendações para garantir a sustentabilidade dos dois megaeventos no Brasil. O relatório destaca ainda a performance ambiental da África do Sul na última Copa.

Segundo a agência, as pegadas de carbono durante a Copa do Mundo em 2010 foram menores do que o projetado. O evento na África do Sul lançou 1,65 milhão de toneladas de dióxido de carbono; 60% do total estimado.  

Para garantir a sustentabilidade dos eventos que serão realizados no Brasil, o Pnuma pede à Fifa que reduza suas pegadas de carbono e encoraje os países parceiros a fazer o mesmo.

A agência também destaca que as cidades sede da Copa precisam de diretrizes claras e legais sobre o meio ambiente. Outra recomendação é para a busca antecipada de financiamento para iniciativas verdes.

O Pnuma ressalta que ações de sucesso da África do Sul devem ser implementadas nos próximos megaeventos esportivos, como projetos de energia renovável, melhoria do sistema de transportes e conservação de água nos estádios e nas cidades.

Quinta, 11 Outubro 2012 12:46

Reciclagem evitaria que ouro fosse parar no lixo

Escrito por

Da EcoD  

A reciclagem evitaria que fossem parar no lixo algo em torno de 228 kg de ouro, 1,7 mil kg de prata e 81 mil kg de cobre na Argentina, apenas em 2011. A estimativa foi divulgada no relatório Mineração e Lixo Eletrônico, produzido pela Organização Não Governamental Greenpeace, e se refere somente aos metais preciosos presentes em um tipo de lixo eletrônico: os celulares.

O documento aponta que cerca de 10 milhões de aparelhos celulares foram descartados no país em 2011. Cada argentino produz, em média, três quilos de lixo eletrônico anualmente, sendo que destes, metade termina em lixões e apenas 10% destina-se ao manejo adequado de resíduos – número mais alto que outros países vizinhos, como o Chile, que recicla de 1,5% a 3%.

Se a geração de lixo eletrônico é problemática na Argentina, em terras brasileiras a situação não é diferente. Em 2010, o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) apontou o país como líder na geração de lixo eletrônico per capita entre os países emergentes: meio quilo por ano, à época.  

Mineração Urbana -  O ouro é utilizado para fabricação de componentes eletrônicos devido às suas propriedades de condução e estabilidade. No entanto, o material é encontrado em quantidades mínimas dentro de celulares ou computadores, cerca de 0,025% do total. A prática de retirar metais preciosos de aparelhos eletrônicos ainda é incipiente nos países latino-americanos, inclusive no Brasil, mas é bastante difundida em nações desenvolvidas.

A mineração urbana, como é conhecida, tem sido constantemente estimulada, pois evita a contaminação ambiental de dois modos (segundo o relatório):   1) Permite recuperar metais ou materiais que são cada vez mais escassos (como o ouro e a prata) e cuja obtenção, por meio da mineração, gera um alto impacto ambiental e social;   2) Ao mesmo tempo, freia o impacto que estes resíduos geram no ambiente ao degradar-se em lixões ou aterros, contaminando os lençóis freáticos, o solo e o ar.

Cerca de 90% de todos os materiais presentes em equipamentos eletrônicos podem ser reciclados ou reutilizados, sendo que 3% são substâncias altamente tóxicas, como o mercúrio, o cádmio e o amianto – daí a importância de levar esses materiais a postos de coleta em vez de simplesmente jogá-los no lixo.

Além dos metais citados no relatório, a reciclagem do lixo eletrônico permite a obtenção de materiais como a platina, alumínio, aço e o plástico e os oriundos das terras raras – situados na China, que detém 97% das reservas conhecidas, sendo assim mais um importante fator para estimular a reciclagem.

Leia aqui o relatório na íntegra (em espanhol).

Durante a edição deste ano da Fliporto, feira literária que acontece em Olinda no próximo mês de novembro, e mais uma edição do Arte em Toda Parte, o fotógrafo e publicitário Miguel Igreja apresentará duas exposições simultâneas.Uma delas será realizada pelo Ateliê da Barbearia, instalado no Espaço Cultural Terraço de Olinda, entre os dias 14 e 25 de Novembro de 2012. 

No mesmo período, estará circulando nas ladeiras do Sítio Histórico de Olinda, a mesma exposição fotográfica Itinerante, em bykebanners, realizada com muito sucesso por Miguel Igreja, na edição da Rio+20, na capital carioca.

Depois de lançar o seu primeiro CD no final de 2011 e preparando o lançamento do primeiro DVD do grupo para o final deste ano, o Coral do Movimento Pró-Criança recebeu convite da Companhia de Ópera do Recife (CORE) e será a atração musical do Projeto Salão de Saraus de outubro, com show no Salão Nobre do Teatro Santa Isabel, neste domingo, dia 14, às 17h, com entrada gratuita, em homenagem ao Dia das Crianças  

 

O Teatro Santa Isabel e a Companhia de Ópera do Recife (CORE) se uniram desde 2010 numa parceria que vem aproximando música e poesia e formando novas plateias através do Projeto Salão de Saraus. São vários espetáculos de música erudita, recitais e concertos ao longo do ano e neste domingo (14) o Coral do Movimento Pró-Criança será a atração musical do evento, a convite da CORE.

É a segunda vez que o grupo participa do projeto este ano, mais uma conquista para os meninos e meninas de bairros pobres, alunos da ONG Movimento Pró-Criança, que vêm mostrando seu talento e consolidando a realização de muitos sonhos, como a gravação do primeiro CD, lançado no final do ano passado e o DVD que está em produção e deve sair até o final de 2012.

O evento também contará com um recital de poesias intercalando o repertório do Coral, com a participação do ator e escritor Luciano Pontes, autor de vários livros infantis, recitando poemas dele mesmo e de outros autores que escrevem para crianças como Fernando Paixão, Elias josé , José Paulo Paes, Leo Cunha, Lenice Gomes e Roseana Murray.

A apresentação começa às 17h, com a participação especial de Fabiano Menezes (violoncelo), Rachel Casado (piano) e Mário Mendes (violino) e a entrada é gratuita. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria do teatro a partir das 16h.

O repertório musical deste domingo terá músicas de Chico Buarque, Toquinho, Luiz Gonzaga e Zé Dantas, Pixinguinha, Cleiton e Cledir e canções internacionais como Hino ao Amor, de Edith Piaf; Amigos para Sempre, de Andrew Lloyd Webber e Don Black; Volare, de Domenico Madrugo e o Cânone de Mozart.   No Coral estão nomes como Carlos Alessandrino, de Dois Unidos; Crislainny da Conceição, do Cabo; Elisa Gabriela, da Estância; Raianderson Ferreira, de Caixa D´Água; Fernanda Alcides, de Joana Bezerra...

Na primeira vez que ouviram suas vozes gravadas em uma das faixas do primeiro CD do Coral Pró-Criança, os 29 meninos e meninas não esconderam a emoção e muitos deles acabaram em lágrimas e risos que se misturavam.

Agora o sonho vai ganhando novas asas. Desde outubro de 2005 regendo e ensinando o grupo, o maestro Otávio Góes conta que o trabalho, que vem recebendo elogios pela qualidade musical, não se encerra nas vozes, mas é refletido na vida e nos passos das crianças. “Nesses mais de cinco anos de convivência, é muito bom ver o quanto, através da música, vamos conseguindo mudar o comportamento de crianças antes consideradas difíceis e nos relatos deles comemoramos as novas delicadezas descobertas também nas relações lá fora”, conta Otávio, que assina a direção musical, regência e preparação vocal do grupo. O Coral também conta com o talento do pianista Arthur Tenório na preparação dos meninos, ensaios e apresentações.

O CD teve apoio financeiro do SESI e apresenta 16 músicas, transitando por um repertório que passa pelo popular, erudito, internacional e MPB. As gravações aconteceram no estúdio Carranca e os arranjos do disco foram do maestro Crisóstomo Santos, regente da Orquestra do Pró-Criança.

A coordenadora da unidade Pró-Criança dos Coelhos, onde está localizada a sede do coral, Roseângela Almeida, foi a responsável pelos contatos para liberação dos direitos autorais. Ela conta que foram muitas belas surpresas no caminho. “Quando tentamos a primeira vez a liberação da música “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos, a gravadora que detém os direitos nos desanimou, dizendo que era muito difícil conseguir, que ele nunca tinha cedido os direitos da música gratuitamente a ninguém. Depois de um tempo me ligaram de volta, dizendo que numa decisão inédita o rei Roberto Carlos, pessoalmente, tinha concordado e que os direitos para gravação da sua música pelo Coral Pró-Criança estavam totalmente liberados”, emociona-se Roseângela.  

“Dona Zezita, viúva de Capiba, nos recebeu na casa dela, em Surubim e delicadamente nos deu a liberação para gravarmos “Eh! Uá! Calunga”, a preferida do mestre Capiba pelo Dr. Sebastião (Sebastião Barreto Campello, presidente do Movimento Pró-Criança)”, diz Otávio Góes.   “A minha ideia é criar um grupo oficial e fazer apresentações nos quatro cantos do mundo”, completa Otávio. Os alunos recebem aulas de dicção, articulação, técnica vocal, respiração, além do cruzamento de linguagens com outras expressões artísticas.  

Otávio Góes já foi professor da Universidade Federal da Paraíba, UFPE e Conservatório de Olinda, como cantor de óperas e corais já se apresentou na França, Portugal e várias cidades do Brasil. “A música me levou duas vezes para a Europa e através dela realizei muitos sonhos, é o exemplo que levo para os meninos. Com eles pode acontecer a mesma coisa. Hoje no trabalho que desenvolvo com eles, sou movido por muito amor e principalmente muita fé”.  

Terça, 09 Outubro 2012 20:38

As Olimpíadas e a Escola

Escrito por

Por Cesar Vanucci *

 

“O entrelaçamento da Escola com o Esporte é responsável,  em vários países, pelo sucesso nas disputas olímpicas.”

(Antônio Galhardo, educador)

 

A crônica olímpica revela que a participação dos países escolhidos para sede dos jogos é costumeiramente expressiva nas competições, não importa o quanto se distanciem das superpotências esportivas na pontuação geral.

Por superpotências sejam reconhecidos os Estados Unidos, a China e, também, a Rússia, mesmo que este país, após o desmoronamento do império bolchevista, tenha reduzido acentuadamente suas possibilidades de ameaçar a hegemonia esportiva estadunidense.

Essa circunstância recomenda cuidemos de colocar desde já nossas “barbas de molho”, à vista dos até aqui frustrantes desempenhos dos representantes das cores brasileiras nas quatrienais disputas. Se pretendemos, de fato, assegurar resultados que não venham a nos causar aborrecimentos futuros, a preparação dos atletas nas diversas modalidades esportivas terá que se traduzir em eficiência, esmero e cuidados especiais. Tanto quanto na estruturação logística do magno evento. Como o apito da contagem regressiva para as Olimpíadas do Rio já soou, é tempo mais do que chegado para se deflagrar o exaustivo trabalho de identificação dos quadros potencialmente aptos a concorrerem às provas.

Isso terá que vir acompanhado, evidentemente, de programação de treinos intensivos, mode que as equipes convocadas aprendam, à altura das expectativas, a subir mais vezes, muitas vezes mais que no passado, ao pódio das premiações.

Noutros lugares do mundo, onde triunfos olímpicos são festejados amiúde, a escola tem representado sempre grande manancial na formação de atletas. Entre nós, desoladoramente, isso não sucede. O complexo educacional conserva-se, inexplicavelmente, desatento à possibilidade de estabelecer conexão digna de nota com o esporte. Procede como se o esporte não constituísse instrumento poderoso no encaminhamento da juventude para o jogo da vida.

Doutra parte, os encarregados do monitoramento oficial das ações educacionais, a cúpula responsável pelas diretrizes gerais do ensino em todas as faixas, não parecem nada propensos a introduzir práticas esportivas como item relevante na grade curricular. Não é difícil imaginar o esperdício cumulativo de oportunidades, anos e anos a fio, provocado por essa ausência de percepção do verdadeiro papel do esporte no processo pedagógico.

Saiba, no entanto, o distinto leitor que, em tempos idos, muitos lugares do território brasileiro costumavam abrigar núcleos atuantes, providos de visão vanguardeira das coisas da vida, que sabiam cuidar de estabelecer preciosas vinculações entre grupos de estudantes vocacionados e centros especializados em treinamento esportivo. Os frutos desse salutar intercâmbio foram, tanto quanto sei, copiosos. Trago aqui, na condição de testemunha ocular, um depoimento.

Retorno o olhar para a Uberaba dos idos de 50. No Liceu do Triângulo Mineiro, embrião do poderoso complexo educacional criado pelo magistral escritor Mário Palmério, e no Colégio Diocesano, dirigido pelos Maristas, cerca de dez (talvez um bocadinho mais) colegas de sala de aula e contemporâneos no ensino médio ostentavam com justa ufania títulos de campeões brasileiros de natação infanto-juvenil. Só em minha classe, no Triângulo, faziam parte desse invejável grupo os nadadores campeões Edelweiss Simões, detentora além do mais de um titulo sul-americano, Helice Jurity Ferreira, Maria da Fé Gigliotti, os irmãos Vicente e Cícero Lima. Zuzinha Camargo e Lênio Lima, alunos do Diocesano, são outros craques que acodem à lembrança velha de guerra. Repito, todos, todos eles verdadeiros ases da natação. E por que isso acontecia? Qual a razão da concentração de índice tão expressivo de atletas consagrados num mesmo segmento, numa mesma cidade interiorana?

Um grupo arrojado e idealista, à frente os saudosos José Tiradentes Lima, Diocleciano Pereira de Souza e Orcival Barra, entendeu de apostar todas as fichas do cacife no talento dos jovens. Criou, na então Cultura Física, mais tarde Associação Esportiva e Cultural, numa piscina de 25 metros de extensão, um centro de treinamento que permitiu despontassem todas essas esplendidas revelações atléticas. A valorosa moçada abiscoitou títulos estaduais e nacionais à pamparra. O trabalho, mais adiante, com a saída de cena de seus idealizadores, foi deploravelmente interrompido.

Imaginem só se essa ação de vanguarda houvesse se espichado no tempo! Com certeza, algum daqueles muitos atletas laureados em competições nacionais acabaria por emergir triunfante de alguma piscina olímpica.

Esse registro, buscado nas ladeiras da memória, reforça uma crença de muita gente: a de que o potencial da escola carece ser descoberto, ainda que tardiamente, na composição de nossos futuros quadros olímpicos.

Tamos conversados.

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalente.

Terça, 09 Outubro 2012 20:30

Petrolina, a metrópole do Sertão

Escrito por

Por Taíza Brito

A imagem com a qual o fotógrafo Miguel Igreja presenteia os leitores do Blog Viva Pernambuco nesta terça-feira, 9 de setembro, tem um valor sentimental para mim. Retrata a cidade de Petrolina, no Sertão do São Francisco, onde nasci. A visão é do anoitecer na orla da cidade, com sua imagem refletida nas águas do Velho Chico. Um primor. Boa noite a todos!

Da ONU Brasil

A América Latina registrou o maior crescimento da participação feminina no mercado de trabalho nas últimas três décadas. Mais de 70 milhões de mulheres passaram a trabalhar desde os anos 1980, elevando esse índice de 36% para 43%, de acordo com relatório do Banco Mundial. No Oriente Médio e Norte da África, a elevação foi de 0,17% ao ano no mesmo período.

O Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2013: Empregos ressalta a liderança do setor privado na criação de vagas em geral (não apenas para mulheres), chegando a 90% no Brasil entre 1995 e 2005. Mas afirma que, para manter o nível atual, serão necessários 600 milhões de empregos a mais em 2020 na comparação com 2005.

Hoje, em todo o mundo, mais de 3 bilhões de pessoas estão trabalhando – quase a metade na agricultura e em pequenas empresas familiares ou em trabalhos informais ou sazonais, nos quais as redes de segurança são modestas ou algumas vezes inexistentes e a renda é frequentemente escassa. O Brasil é exemplo de rápida formalização.

Na última década, a criação de empregos no setor formal no país tem sido três vezes mais rápida que setor informal. Só nos cinco anos que antecederam a crise, a participação no mercado formal de trabalho cresceu 5%. Programas de proteção social como o Bolsa Família, simplificação fiscal para pequenas empresas, maiores incentivos para empresas formalizarem seus trabalhadores, melhor aplicação de impostos e regulamentações trabalhistas contribuíram para este sucesso.

Os empregos são a base do desenvolvimento nos países emergentes, produzindo benefícios muito além da renda. Eles são fundamentais na redução da pobreza, no funcionamento das cidades e proporcionam aos jovens alternativas à violência.

“Precisamos encontrar as melhores formas de colaborar para o crescimento das pequenas empresas e propriedades agrícolas. Os empregos proporcionam esperança igual para todos. Representam paz para todos. Os empregos podem fazer com que países frágeis tornem-se estáveis”, afirma o Presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim.

A crise econômica global e outros eventos recentes levaram as questões de emprego ao centro do diálogo sobre desenvolvimento. “O desafio que enfrentam os jovens é, por si só, impressionante. Mais de 620 milhões de jovens não estão trabalhando nem estudando. Só para manter constantes as taxas de emprego, o número global de empregos terá de aumentar em cerca de 600 milhões em um período de 15 anos”, afirma Martin Rama, responsável pelo relatório.

Do ICMBio

Com a chegada da primavera, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas (Tamar/ICMBio), vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), prepara diversas atividades que serão realizadas nos centros de visitantes para comemorar os resultados positivos, como a nova temporada de desova das tartarugas marinhas que deverá alcançar a marca de 15 milhões de filhotes devolvidos ao mar e o registro de 15 milhões de visitantes no Tamar/ICMBio.

O Tamar é atualmente coordenado pelo ICMBio e coadministrado pela Fundação Pró-Tamar. Tem como principal renda a visitação, que além da oportunidade de contribuir financeiramente, oferece às pessoas conhecer de perto o trabalho de conservação das cinco espécies que ocorrem no Brasil. O restante do recurso vem do ICMBio, do patrocínio da Petrobras e apoio do Bradesco. O contínuo e dedicado trabalho do Centro assegurou a proteção de mais de 1,5 milhões de tartaruguinhas nos mares brasileiros. Outro número bastante expressivo é o de visitantes, com previsão de 15 milhões para o mês de dezembro.

Histórico  -  Em 1982, dois anos após sua fundação, o Tamar incentivou na Praia do Forte, na Bahia, a criação do seu primeiro centro de visitantes. Com apoio de colaboradores locais, os raríssimos turistas que chegavam podiam ver os ovos e os filhotes de tartaruga marinha recém nascidos, o que foi um sucesso.

Um pequeno aquário foi construído, para onde dez das duas mil tartarugas nascidas foram transferidas. “Nem nós as conhecíamos, ou sabíamos exatamente o que comiam, o que faziam”, conta Guy Marcovaldi, coordenador nacional do Tamar/ICMBio. Logo depois, um pequeno tanque foi providenciado.

Trinta anos se passaram e até hoje o centro de visitantes da Praia do Forte nunca ficou um dia sem abrir suas portas. Esforços somados aos demais centros de visitantes no país, totalizando 11 centros, chegou-se a uma conclusão curiosa e emblemática: cada pessoa que vista o Tamar salva uma tartaruga marinha.

Ou seja, foram necessários 15 milhões de pessoas para salvar 15 milhões de tartarugas marinhas. Em média, cada ninho gerou um pouco menos de 100 filhotes, o que permite alcançar a marca de 1,5 milhões de tartaruguinhas ao mar até o final de 2012.

Tamarear -  Para festejar números tão importantes, o Tamar/ICMBio vai promover eventos chamados de Tamarear, envolvendo o público com a mensagem da conservação através da arte, da música, exposições, vídeos e muito mais.

Em Fernando de Noronha, entre 01 e 05 de dezembro, o guitarrista americano Stanley Jordan vai fazer show, aulas de técnicas de improviso, musicoterapia e outras atividades com a população e turistas. Ele será acompanhado por músicos brasileiros como Dudu Lima, Mamão, Ricardo Itaborahy, que se juntarão com músicos locais em uma troca de experiências e repertórios. Palestras sobre biologia, conservação da natureza, tartarugas marinhas, golfinhos, baleias, entre outros temas, além de músicas compostas e arranjadas especialmente para a ocasião serão conhecidas. Na semana seguinte o grupo segue para fazer o mesmo evento na Praia do Forte e receberá o reforço de Milton Nascimento.

O Tamarear não para por aí: vai para Sergipe, Ubatuba e Florianópolis, sempre nos centros de visitantes. Participarão também do Movimento Tamarear Luiz Caldas, João Donato, Dazaranha, Camisa de Venus, Ricardo Chaves, Armandinho, Toninho Horta, entre outros grandes nomes da música brasileira, sempre com a mesma filosofia de promover a interação entre músicos, comunidades e os visitantes com a conservação das tartarugas marinhas e da natureza.

Mais informações

 

Por André Trigueiro*

 

Os brasileiros entraram com grande entusiasmo na era da eletrônica, mas com pouquíssima disposição de reciclar o lixo eletrônico.  Segundo Ministério do Meio Ambiente, guardamos, no Brasil, 500 milhões de aparelhos sem uso em nossas casas. É muito lixo eletrônico. Quando se pensa em mundo, então, o número é mais impressionante.

O que se produz de lixo eletrônico por ano encheria tantos vagões de trem que daria a volta no planeta. A situação se agrava na proporção em que a vida útil dos aparelhos diminui. Um computador é trocado, em média, a cada dois anos. O celular, menos que isso (22 meses); a TV dura 10 anos; um DVD, entre quatro e cinco anos.

Isso faz com que o Brasil descarte, por ano: 97 mil toneladas de computadores; 115 mil toneladas de geladeiras; 140 mil toneladas de TVs; 2,2 mil toneladas de celulares; um bilhão de pilhas.   Nós já mostramos iniciativas públicas e de Organizações Não Governamentais (ONGs) para reciclar esse material que dão muito certo, mas o que muitos não sabem é que também existe a logística reversa – traduzindo: o produto volta para onde foi fabricado. É reciclado e reaproveitado, seja na forma de componente, seja como matéria-prima.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos tornou a logística reversa uma obrigação para todas as empresas do país. Deu prazo para que funcione e as empresas estão tratando de se adequar.   Não precisa esperar muito para aparecer mais gente com aparelhos velhos numa assistência técnica. “Liguei no serviço de atendimento ao consumidor e me informaram que essa era a loja mais próxima da minha residência”, fala a aposentada Thais Amaral Melo.

“A partir da assistência técnica uma empresa especializada coleta o produto. Ela desmonta esse aparelho e destina as peças adequadamente. Nós iniciamos esse programa em março de 2010 e até hoje nos coletamos cerca de 300 toneladas de produtos entre equipamentos, pilhas e baterias e de outros”, diz o diretor de sustentabilidade da Phillips, Márcio Quintino.

“Tem farmácias em São Paulo que aceitam pilhas, tem lojas de celular que aceitam celular usado, e tem uma rede de supermercado que aceita tanto óleo de cozinha, papelão, garrafa”, conta Thais.   Um banco, por exemplo, tem um papa-pilhas em quase todas as agências e não é só pilha que se encontra no local: baterias, celulares, cartuchos. Tudo recolhido e levado para a reciclagem.

“Nós já arrecadamos cerca de 702 toneladas. Na verdade vem superando a expectativa”, conta o gerente regional de atendimento Santander, Ricardo Fingolo.   Numa grande empresa de computadores e impressoras, o conceito de reciclagem está em todas as etapas da produção. As folhas de teste das impressoras viram caixa para embalar o produto. As caixas de papelão são reutilizadas oito vezes pelos fornecedores. Os cartuchos devolvidos viram matéria-prima e cada impressora, por exemplo, sai do local com um chip de identificação próprio, uma espécie de DNA da máquina.

“É identificado que produto é, do que ele é composto e como é que deve ser feito o processo de descarte dele. Peça por peça, parte por parte”, explica o vice-presidente de Impressão da HP, Cláudio Raupp.

A empresa não divulga quanto investe e muito menos quanto ganha de retorno com o programa, mas afirma que, com a cadeia produtiva sustentável, em um ano transformou um 1,3 bilhão de garrafas plásticas em matéria-prima, reduziu 22% da pegada de carbono e poupou 70% de água, quantidade suficiente para abastecer três milhões de casas.

“O consumidor tem um papel extremamente relevante porque na reciclagem e na sustentabilidade ele é que toma a decisão de fazer o descarte, ele é que toma a decisão de separar o lixo, naturalmente que a legislação existe, a regulação existe, mas se o consumidor não fizer o papel dele, a cadeia toda não vai funcionar”, completa Raupp.

Portanto, se você está aí em casa pensando nos aparelhos que não usa mais, mãos à obra. Afinal, segundo a ONU, se ninguém fizer nada, a previsão é de que em 2015 o mundo esteja produzindo 150 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. Imagina só como o nosso planeta vai ficar.

 

* André Trigueiro é jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental pela Coppe-UFRJ onde hoje leciona a disciplina geopolítica ambiental, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-RJ, autor do livro Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação, coordenador editorial e um dos autores dos livros Meio Ambiente no Século XXI, e Espiritismo e Ecologia, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, pela Editora FEB, em 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.

Sexta, 05 Outubro 2012 13:10

Depressão infantil

Escrito por

Por Paiva Netto

Recente levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstra que, em todo o planeta, 20% das crianças e dos adolescentes apresentam sintomas de depressão, como irritabilidade ou apatia e desânimo. Os dados referentes ao Brasil sugerem que esse tipo de distúrbio se faz presente entre 8% e 12% da população infantojuvenil. É um número preocupante. Saber lidar com essa problemática, que jamais esteve restrita a adultos e idosos, é providência urgente para pais e educadores.

O programa “Educação em Debate”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), que discute os principais assuntos da educação pela ótica da Espiritualidade Ecumênica, entrevistou o dr. Gustavo Lima, psiquiatra da Infância e da Adolescência, que nos aponta algumas causas da depressão nas fases iniciais da vida e como notá-las: “Primeira coisa — uma investigação clínica pormenorizada. Segunda coisa — é muito importante lembrar que os transtornos afetivos na infância e na adolescência são de causa multifatorial, ou seja, diversos fatores podem causar a depressão: genéticos, ambientais, entre outros. Entretanto, na nossa prática clínica, o que aumenta muito a chance de uma criança ficar deprimida são os ambientes familiar e escolar desfavoráveis”.

DIFERENÇA COMPORTAMENTAL

O que dificulta, de certa maneira, pais e educadores perceberem que o filho ou o educando está deprimido é o comportamento dessa patologia entre as faixas etárias: “Diferentemente dos adultos, as crianças não ficam deprimidas o tempo inteiro. Às vezes, os pais deixam de levar o filho para uma avaliação porque em algum momento do dia ele se divertiu. E isso não significa que não esteja deprimido”, esclareceu o especialista. E alertou ainda: “É preciso, também, muito cuidado com os sintomas de ideação de morte, quando vêm à mente ideias suicidas. Quando você está diante de uma criança deprimida com esses sintomas, é muito importante uma avaliação médica e um tratamento com psicólogo. Em alguns casos, dependendo da gravidade, recorrer a tratamento farmacológico”.

PREVENÇÃO Para o dr. Gustavo Lima — que é membro do Programa de Atendimento a Transtornos Afetivos do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP — existem algumas atitudes que podem ajudar a prevenir a depressão nas crianças: “Além de um acompanhamento pediátrico, cuidar das horas de sono e da alimentação, um ambiente familiar estruturado é fundamental. Outra coisa importante é uma escola que favoreça o desenvolvimento da criança, que consiga identificar as reais potencialidades dela. Então, saúde, bem-estar, ambientes familiar e escolar favoráveis, prestar atenção também em questões genéticas contribuem, e muito, para se prevenir a depressão infantil”. Atentemos, pois, às elucidativas recomendações do dr. Gustavo Lima. E não descuidemos de proporcionar aos pequenos e aos jovens um espaço sadio, enriquecido por uma Espiritualidade Ecumênica orientada pelos melhores princípios éticos. Desde cedo, devemos ter consciência de que a prece, a meditação, a confiança em Deus ou nas forças da Natureza são eficientes recursos ao equilíbrio bio-psíquico-espiritual.

RUY E ALEXANDRE ALTENFELDER

Foi lançado o livro “Diálogo Nacional: Repensando o Brasil”, que tem como autores o dr. Ruy Martins Altenfelder Silva, presidente voluntário do Conselho de Administração do Centro de Integração Empresa-Escola  (CIEE) e do Conselho Diretor do CIEE Nacional, e o seu filho Alexandre Artacho Altenfelder Silva, produtor-executivo do programa de TV “Diálogo Nacional”. O prefácio é de Paulo Nassar, professor-doutor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Na obra, os escritores compartilham com o público leitor importantes informações e reflexões úteis à sociedade brasileira. Fiquei honrado com a dedicatória que me encaminharam em um exemplar do trabalho: “Ao estimado José de Paiva Netto. Homenagem do Ruy e do Alexandre”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escrito (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  - www.boavontade.com)

Sexta, 05 Outubro 2012 13:02

Amanhecer em São José da Coroa Grande

Escrito por

O final de semana está chegando e muitos são os que se dirigem ao litoral para curtir as belezas das praias pernambucanas. O bom dia de hoje do fotógrafo Miguel Igreja presenteia os internautas do Blog Viva Pernambuco com uma linda imagem do amanhecer em São José da Coroa Grande, no litoral Sul. Bom dia a todos e um excelente final de semana!

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