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Linha Editorial

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A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), do Ministério da Cultura (MinC), anunciou nesta quarta-feira (4), na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que ocorre nessa cidade fluminense, novos programas  para a internacionalização do livro e do escritor brasileiro.

A iniciativa faz parte da segunda etapa do Programa de Internacionalização do Livro e da Literatura Brasileira. As ações serão coordenadas pelo recém-criado Centro Internacional do Livro da FBN e preveem investimentos de R$ 76 milhões até 2020.

“Esse conjunto de programas e ações que formam a segunda etapa significa que o Brasil está se colocando para atuar no mercado mundial a partir da visão de uma política de Estado. Acho que isso é o mais relevante de tudo”, destacou à Agência Brasil o presidente da FBN, Galeno Amorim.

“Essa é uma das prioridades da política do livro que o governo federal vai passar a promover  e pretende ampliar no próximo período”, completou o secretário executivo do Ministério da Cultura, Vitor Ortiz.

Os quatro programas incluem bolsas de tradução para livros técnicos, científicos e profissionais; apoio à publicação nos países de língua portuguesa; residência de tradutores no Brasil; e patrocínio de viagem a escritores brasileiros, para divulgação de suas obras no exterior.

Os editais para os novos programas  serão publicados, um a cada semana, até a segunda semana de agosto, disse Amorim. As inscrições serão imediatas a partir da publicação.

O Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros é inédito no Brasil. O secretário executivo do Ministério da Cultura informou à Agência Brasil que os tradutores estrangeiros que estejam fazendo a tradução de livros brasileiros poderão se candidatar a bolsas no valor de até R$ 15 mil.

O prazo para residência de trabalho é de até cinco semanas no Brasil. Galeno Amorim acrescentou que, na medida em que serão trazidos tradutores estrangeiros para cá, “nós também estamos fazendo acordos para  levar tradutores brasileiros para o exterior”.

Inicialmente, serão trazidos dez tradutores estrangeiros. “E nós  devemos levar um número maior que isso para o exterior. Aí, serão os países que vão convidar e assumir os custos”, comentou. Convênios com essa finalidade já estão sendo firmados com a Alemanha e a França, informou Galeno Amorim.

No caso do Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior, que oferece bolsas de até R$ 8 mil para editoras internacionais que queiram publicar autores brasileiros, a FBN está ampliando a iniciativa para contemplar temas e eventos específicos, além da conversão do texto brasileiro para outro idioma.

Um exemplo disso são a literatura infantil e juvenil e a comemoração de centenários de escritores nacionais. Além de livros, poderão ser traduzidos também e-books (livros digitais).

Vitor Ortiz declarou que o Programa de Apoio à Tradução, lançado na Flip 2011, acaba de completar um ano. Nesse período, superou a expectativa inicial,  que era ter 75 traduções efetuadas. “Hoje, estamos com 111 [traduções], acima da média prevista”, comemorou. Ele espera dobrar esse número até 2013. Os investimentos programados para o programa, no período de dez anos, alcançam R$ 12 milhões.

O Ministério da Cultura quer atingir também nichos específicos. Aproveitando a presidência pro tempore do Brasil no Mercosul, Ortiz revelou que a intenção é ter um investimento especifico para tradução de livros brasileiros para a língua espanhola, visando aos mercados da América Latina. Essa iniciativa terá um aporte especial a ser definido.

Já o Programa de Apoio à Publicação de Autores Brasileiros na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)  engloba bolsas para editoras dos países-membros da CPLP no valor de até US$ 6 mil. O edital deverá contemplar, inicialmente, 12 bolsistas interessados em adaptar textos brasileiros para as características do idioma português falado em Portugal e em países africanos.

O Programa de Intercâmbio de Autores Brasileiros no Exterior, por sua vez,  contempla editoras estrangeiras que apoiem o intercâmbio de escritores brasileiros no exterior, para que promovam suas obras e a literatura brasileira por meio de palestras, sessões de autógrafos e entrevistas. O edital prevê o pagamento de bolsas de até US$ 3 mil para 30 autores.

Os investimentos anunciados envolvem ainda a participação do Brasil em feiras anuais internacionais, com o objetivo de promoção do livro brasileiro. Ortiz citou a Feira  do Livro de Frankfurt, na Alemanha, em 2013, e a Feira de Paris, na França, em 2014, nas quais  o Brasil será homenageado.

O secretário executivo do MinC salientou a importância da Flip, que completa dez anos nesta edição, para a literatura nacional e estrangeira. “É o principal  evento de promoção do livro no Brasil e está voltado para também receber e promover autores do exterior. É uma porta de entrada para quem vem de fora, para que o Brasil possa conhecer novos e grandes nomes da literatura internacional”.

Ortiz destacou que a Flip significa também uma “janela  de visibilidade” para os autores brasileiros. A Flip 2012 homenageia o poeta Carlos Drummond de Andrade. O evento se estende até o próximo dia 8.

O cenário é histórico e o evento já virou tradição: a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) começa neste dia 4 de julho reunindo na cidade estrategicamente posicionada entre duas das principais capitais do país – Rio de Janeiro e São Paulo – escritores renomados nacionais e de vários países.

Uma sessão dupla na noite desta quarta-feira marca o início da extensa programação que vai até domingo (8). Em comemoração aos dez anos do evento, o escritor Luis Fernando Veríssimo falará sobre o valor da literatura, razão de ser da festa. Em seguida, o escritor e crítico Silviano Santiago e o poeta e filósofo Antonio Cícero fazem uma conferência sobre o autor homenageado da Flip 2012, Carlos Drummond de Andrade, que completaria 110 anos em outubro.

De acordo com o diretor-geral da Flip, Mauro Munhoz, a escolha do poeta brasileiro foi baseada em sua importância para a literatura nacional e sua contribuição para o tombamento da cidade do litoral sul fluminense como Patrimônio Histórico Nacional.

“A gente tomou a decisão de homenageá-lo por sua dimensão, por ter sido um escritor que atravessava fronteiras, podendo falar para o público especializado sem perder a conexão com o público em geral. Além disso, ele foi funcionário do Ministério da Cultura e trabalhou no órgão que antecedeu o Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] e o contato que estabeleceu com intelectuais nascidos em Paraty foi extremamente importante para que a cidade fosse tombada”, explicou.

Munhoz classificou a homenagem a Drummond como um “encontro feliz” entre cultura, literatura e questões do território.

Ao fazer um balanço de uma década desde a criação do festival, que cresce sem perder seu charme, o diretor-geral credita o sucesso ao equilíbrio entre tradição e inovação.

“A Flip se renova a cada ano, mas o formato mantém uma identidade muito forte. É como as casas do centro histórico de Paraty: não há duas iguais, mas o que fica é a sensação de conjunto e coerência entre todas elas”, enfatizou.

Entre os destaques internacionais desta edição estão Jennifer Egan, ganhadora do Prêmio Pulitzer de 2011 por A Visita Cruel do Tempo; Jonathan Franzen, vencedor do National Book Award por As Correções; Ian McEwan, que teve o livro Reparação transformado no filme Desejo e Reparação e o dramaturgo, contista e roteirista Hanif Kureishi, que tem alguns títulos publicados no Brasil, entre eles Intimidade.

Durante a edição comemorativa dos dez anos do festival, também serão lançados dois livros, editados pela inglesa Liz Calder, criadora da Flip, e um DVD. Os títulos literários são o Dez/Ten, composto por contos e ensaios de cinco escritores brasileiros, e o Paraty É uma Festa: 10 Anos de Flip, escrito por jornalistas associados à história do evento, como Zuenir Ventura e Humberto Werneck. Já o filme trará trechos de mesas-redondas ocorridas desde a edição de 2003.

O próximo roteiro turístico gratuito realizado pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo, será pela Avenida Rui Barbosa. Aberto ao público, o passeio acontece neste sábado, 7 de julho, com saída da Praça do Arsenal da Marinha, a partir das 14h. Para participar, é só entrar em contato através dos telefones 81 3355.8847 ou 3355.8017.

A primeira parada do Circuito da Av. Rui Barbosa será na Capela dos Manguinhos. Construída entre 1711 e 1741, foi fundada pelo padre Francisco de Sales. A capela conserva até hoje a pintura da capela-mor e um grande painel central representando o casamento de José e Maria.

O roteiro também vai passar pela Praça do Entroncamento. Projetado pelo paisagista Burle Marx, em 1935, a praça ganhou este nome porque costumava abrigar o cruzamento de três antigas estradas de ferro urbano. A última parada será no Museu do Estado de Pernambuco. O palacete do século XIX abrigou a residência do Barão de Beberibe. O acervo do museu é composto por 14 mil peças.

As vagas são limitadas. É solicitado aos participantes a entrega de um pacote de biscoitos para ser doado ao Centro de Oncologia Pediátrica do IMIP.

Serviço:
Conheça o Recife – Circuito Av. Rio Barbosa
Data: 07/07/12 (sábado)
Saída: 14h, da Praça do Arsenal da Marinha

Da EcoD

Com o princípio de que as tendências são temporárias e considerando que os recursos materiais são finitos, a agência de moda Refinity, sediada na Holanda, criou uma técnica para fazer impressões removíveis, permitindo que os usuários reformulem as suas roupas.

Criada pelo designer Fioen Van Balgooi, a tinta pode ser aplicada em vestuários como qualquer outra tinta de tecido tradicional, no entanto, a diferença está na possibilidade de retirar a pintura quando quiser com um detergente especial.

A ideia é permitir que os seguidores da moda permaneçam em tendência, sem ter que gastar mais com uma roupa nova.

A tinta pode também ser facilmente removida de uma peça de vestuário, antes de ser reciclado, tornando a triagem de tecidos por cor, durante o processo de reciclagem, muito mais fácil.

Para melhores resultados, a Refinity recomenda utilizar suas tintas em tecidos de algodão orgânico, no entanto, a empresa está atualmente trabalhando para tornar a tinta mais adequada para outros tecidos.

O objetivo da agência é proporcionar uma forma ambientalmente amigável para os clientes ostentar novos projetos usando suas roupas velhas.

Vantagens da técnica:

A tinta e o detergente não contêm substâncias nocivas;
Necessidade menor de artigos têxteis;
Transporte de matérias-primas para distâncias menores;
As impressões são laváveis em máquina e podem, portanto, ser usadas mais de uma vez;
A produção flexível: não há necessidade de estoque de papeis têxteis impressos, pois a impressão digital é sob demanda;

Da Agência Brasil

Um estudo divulgado no último dia 3 de julho pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia, mostra que a produção residencial de energia solar (a chamada geração distribuída) já é economicamente viável para 15% dos domicílios brasileiros. A produção de energia solar em grande escala (geração centralizada), no entanto, ainda é inviável, mesmo com incentivos governamentais.

De acordo com a pesquisa da EPE, o custo da geração nas residências brasileiras, a partir de um equipamento de pequena potência, é R$ 602 por megawatt-hora (MWh) mais barato do que a energia vendida por dez das mais de 60 distribuidoras de energia, como a da Ampla, responsável pelo abastecimento de municípios do Grande Rio e interior fluminense.

O cálculo é feito com base no custo médio de instalação de um painel com a menor potência, R$ 38 mil. Graças a novas resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), publicadas neste ano, os consumidores que instalem painéis solares em suas casas ou condomínios podem não apenas reduzir a quantidade de energia comprada das distribuidoras, como também vender o excedente da energia produzida para essas empresas.

Segundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, esse mercado potencial pode crescer bastante se forem concedidos incentivos como o financiamento à compra dos painéis e conversores fotovoltaicos (equipamentos que transformam a luz do sol em energia elétrica), a isenção fiscal para a produção desses equipamentos no país e a redução do Imposto de Renda para os consumidores.

Espera por viabilidade

Caso o governo esteja disposto a criar os três tipos de incentivos, ao mesmo tempo, a energia solar pode se tornar competitiva para 98% dos consumidores residenciais brasileiros. “Hoje a geração distribuída já é mais ou menos interessante em alguns lugares. Agora, para ampliar, seria necessário ter incentivos ou esperar o preço [do equipamento] cair”, apontou Tolmasquim.

Por outro lado, o estudo mostra que a geração centralizada, isto é, produzida em larga escala por usinas comerciais, ainda não é viável economicamente. Hoje, o custo de produção da energia solar gira em torno de R$ 405 por MWh, enquanto a média do preço de outras fontes de energia, nos últimos leilões do governo, foi R$ 150 por MWh.

Mesmo com incentivos, como a redução de impostos, que barateiem em 28% o preço da energia, a solar não seria viável, porque ainda custaria o dobro da média cobrada nos leilões de venda de energia.

Segundo Tolmasquim, o país tem as opções de esperar o custo da energia solar diminuir para colocá-la em leilões ou de criar um leilão específico para que não haja disputa com outras fontes mais baratas, como a eólica.

Tolmasquim explicou que a criação de um leilão específico é uma opção para criar um mercado e desenvolver tecnologicamente o país, a fim de acelerar a redução do custo. “Mas teria que ser vendida uma quantidade pequena [de energia] para não onerar o consumidor.”

Há ainda a opção de abrir a possibilidade para que empreendimentos de geração de energia solar disputem o leilão de energia com outras fontes. A expectativa da Agência Internacional de Energia é que a solar esteja competitiva com outras fontes no mundo a partir de 2020.

Tolmasquim ressaltou, no entanto, que não é possível saber quando a energia solar será competitiva para produção em larga escala no Brasil. Há hoje no país apenas oito empreendimentos, que produzem apenas 1,5 megawatt (MW) de um total de 118 mil MW do país.

Com informações de Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU

O Rio de Janeiro continua lindo, como é exaltado por Gilberto Gil, e agora tornou-se Patrimônio Mundial. A decisão foi anuncida em São Petersburgo, na Rússia, durante a 36ª. sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco. A escolha foi feita na categoria “paisagem natural urbana”.

A candidatura do Rio baseou-se na topografia da cidade com belezas naturais como a Floresta da Tijuca, o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara entre outros pontos que se tornaram cartões postais reconhecidos em todo o o mundo. A apresentação, em São Petersburgo, foi feita pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, Luiz Fernando de Almeida.

Ao se tornar Patrimônio Mundial, o Rio de Janeiro passa a receber apoio técnico da Unesco para a conservação também de pontos da sua paisagem como a Praia de Copacabana, o Jardim Botânico, o Morro do Corcovado, que abriga o Cristo Redentor, e o Aterro do Flamengo.

 

Terça, 03 Julho 2012 14:32

Férias, vamos agitar!

Escrito por

Por Blog do Julio

   

Demorou, mas até que enfim as férias chegaram! Nossa, estava louco para curtir essa folga da escola com meus amigos. Apesar de gostarmos muito de computador e vídeo game, aqui no nosso bairro ainda rolam muitas brincadeiras na praça. Jogamos bola, andamos de bicicleta, brincamos de pega bandeira e mamãe-da-rua, entre outras coisas. É uma farra!

A minha mãe acha uma maravilha, vocês sabem como é menino dentro de casa. Esse negócio de ficar grudado no computador o tempo todo é mancada. Temos que nos exercitar, colocar o corpo para gastar energia. Grande parte da obesidade, o excesso de peso, em crianças e jovens se deve ao sedentarismo, que é a falta de atividades físicas. Acreditem, têm muitos jovens com problemas cardíacos de tanto ficar paradão e só comendo.

Vamos deixar de preguiça, moçada. Vamos aproveitar as férias e agitar. Computador é uma boa, mas vamos maneirar. Está em dúvida do que fazer, fica a dica de um montão de brincadeiras para se mexer nas férias mapadobrincar.folha.com.br/

Boas férias!

Segunda, 02 Julho 2012 20:50

Neobobice vernacular

Escrito por

Por Cesar Vanucci *


“Essa língua (...) é a nossa língua” 
(Raquel de Queiroz)

 

Até hoje o Congresso Nacional não aprovou o projeto do ex-deputado Aldo Rebelo, hoje Ministro dos Esportes, que regulamenta o emprego de expressões estrangeiras em eventos públicos, meios de comunicação, estabelecimentos comerciais, educandários, embalagens de produtos, por aí. Traduzindo, de certo modo, o inconformismo da sociedade diante dessa onda abobalhada de estrangeirices vocabulares que nos assola, o projeto é visto, por muita gente de peso intelectual, como uma tentativa louvável de se deter o processo, em marcha acelerada, da desnacionalização idiomática, com todos os seus nefandos desdobramentos culturais nas práticas cotidianas. Tudo fruto de indigência cívica, pauperismo intelectual e de rematada panaquice, sinais inequívocos da atmosfera que se respira em ambientes despojados do sentimento de brasilidade.

Mesmo não conhecendo na íntegra o projeto e imaginando, à vista disso, possa uma que outra disposição do texto comportar questionamentos, ou mudanças, como propõem alguns, não há como deixar de aplaudir na essência essa iniciativa, por representar reação que já vem tarde contra a neobobice vernacular que nos agride nos lares e nas ruas.

Muita gente, atingida pelos modismos moderneiros, encontra dificuldades em entender coisa tão curial: o idioma é a pátria. É o símbolo – o mais reluzente – da nacionalidade. Projeta, com dinâmica própria, o nosso modo normal de expressão, o nosso jeito de ver e sentir. As emoções puras e generosas da gente do povo. O idioma conta e canta a nossa cultura, nossos feitos e realizações. Mantém-nos íntegros e individidos em nossos sagrados domínios territoriais. Domínios territoriais, aliás, tão cobiçados pelo aventureirismo beligerante e ardiloso destes tempos de globalização fajuta.

Posto que a língua falada no Brasil é o brasileiro, um dos muitos idiomas saídos do português, já vem passando a hora de uma vigorosa resistência contra a tendência, de inocultável frescurice, da utilização, a três por quatro, em tudo quanto é canto, de vocábulos estrangeiros para classificar situações e coisas óbvias.

O aprendizado de outros idiomas é parte relevante na preparação do homem para o instigante jogo da vida. É o caso do inglês e do espanhol, por exemplo, ou o mandarim, talvez mais na frente. Mas a busca do aprendizado de outras línguas não pode significar que a gente deva ou precise esquecer a língua da gente. Isso remete a texto precioso de Eça de Queiroz. “Um homem só deve falar, com impecável segurança e firmeza, a língua da sua terra; todas as outras as deve falar mal, orgulhosamente mal, sem aquele acento chato e falso que denuncia logo o estrangeiro.” Como? O ilustre leitor destas maldigitadas acha que a tintura nacionalista do mestre está forte por demais?

Respondo à observação com uma pergunta: mas será que o momento, face às heresias vocabulares soltas por aí, com base no inglês “more or less”, não está a clamar por posições desse jaez, de claro destemor cívico, que resguardem o nosso patrimônio cultural? Muitos os abusos. Os impropérios lingüísticos. O idioma do Brasil é o idioma brasileiro. Ponto final.

É preciso deixar explícito que aos brasileiros aborrece – e muito – esse negócio de cardápio em restaurante e de saldo de retalho de loja anunciados em língua de gringo; de veículo carregando no pára-choque bobagens do tipo “My other car is a plane”, ou de “God bless America”; de repórter de tevê a  falar de “break”, e de incontáveis babaquices assemelhadas. Isso sem falar na nomenclatura aplicada aos dispositivos que acionam as engenhocas eletrônicas que estes tempos tecnológicos introduziram estrepitosamente na vida do cidadão comum.

Isto posto não há como não classificar de bem-vinda a disposição parlamentar de se por freio nisso tudo.

Levar logo o projeto para discussão, alterações nas Comissões, voto em plenário e sanção presidencial é uma boa.

 
* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog semanalmente.

Do CicloVivo

As baixas temperaturas do inverno estressam o sistema imunológico. Nesta época, também por causa do frio, nos apetecem menos as frutas, verduras e legumes e para nos aquecer costumamos ficar em locais fechados e com pouca ventilação. Tudo isso nos torna mais suscetíveis a gripes, viroses e infecções.

Para aproveitar o inverno com saúde, nosso sistema imunológico precisa estar funcionando bem. Para isso, os produtos apícolas, como mel, pólen, própolis e geleia real, são aliados da saúde.

A Geleia Real pode ser encontrada in natura e em cápsulas. É produzida pelo organismo da abelha, uma secreção rica em proteínas, gorduras boas, além de ter ação anti-inflamatória, vitaminas e minerais antioxidantes. “É usada como complemento alimentar e recomendada para manter a saúde e melhorar o funcionamento do organismo, diminuindo o cansaço físico e mental, melhorando o apetite, fortalecendo o sistema imunológico, combatendo as infecções de vírus e bactérias e reduzindo os níveis de colesterol e triglicérides”, afirma Thais Souza, nutricionista da rede Mundo Verde.

O pólen é um pequeno grão rico em proteínas que ajudam na formação de anticorpos, fortalecendo o sistema imunológico. É também fonte de aminoácidos essenciais que auxiliam na reparação do tecido muscular, tem nutrientes antioxidantes, como as vitaminas A, C e E – que combatem o envelhecimento, e do complexo B, que atuam em reações químicas que fornecem energia para o organismo. Por isso, é um alimento capaz de combater a fadiga e o cansaço físico. Contém cálcio, magnésio e fósforo, minerais fundamentais para a saúde dos ossos e dentes. “É um alimento versátil, que pode ser consumido puro ou adicionado em diversos alimentos, como sucos, iogurtes, vitaminas, frutas, saladas, no preparo de pães, bolos e cookies”, diz Thaís.

O mel, saboroso alimento produzido pelas abelhas, tem ação bactericida e antisséptica. É um bom coadjuvante no tratamento de problemas pulmonares e da garganta. Contém substâncias que agem como antibióticos naturais. Não deve ser fervido para que não perca suas propriedades. Pode ser consumido puro, em sucos, vitaminas e frutas, entre outros.

E a própolis, feita a partir de uma resina retirada pelas abelhas de algumas plantas, é rica em flavonóides de ação antioxidantes, que auxiliam no combate às doenças que atacam o organismo humano. Atua como “Antibiótico Natural”, eficaz em casos de inflamação e infecção na garganta, além de ajudar no combate a tosses.

O Ministério das Comunicações divulgou nesta segunda-feira (2) a lista das 80 cidades que serão beneficiadas com o projeto piloto do Programa Cidades Digitais. Por meio dessa iniciativa, o governo federal pretende melhorar a gestão e os serviços dos municípios, além de oferecer pelo menos um ponto de acesso público à banda larga.

"Queremos contribuir para que o país tenha gestões públicas cada vez mais transparentes. Essa é uma forma de evitarmos inclusive a [prática de] corrupção. Ao mesmo tempo, ajudará na prestação de serviços públicos como marcação de consultas nas unidades públicas de saúde, acompanhamento escolar das crianças que estudam nas escolas públicas e pagamento do IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbanao] via internet. Além disso, dará maior publicidade às licitações feitas pelas prefeituras", justificou a secretária de Inclusão Digital do ministério, Lygia Pupatto.

Para chegar às 80 cidades escolhidas, a partir de uma lista de 192 municípios, os critérios foram: municípios de até 50 mil habitantes, localizados preferencialmente nas regiões Norte e Nordeste e distantes até 50 quilômetros das redes centrais de internet (backbones), disposição das prefeituras em oferecer equipes para treinamento nas operações da rede, e cidades com menor índice de desenvolvimento.

“Esses critérios visam a diminuir as diferenças de inclusão digital no país”, disse a secretária. “Neste primeiro momento a cidade terá instalado um anel de fibra ótica ligando pelo menos quatro pontos destinados aos serviços públicos oferecidos pelo município e o ponto de acesso ao público”, acrescentou.

“Até julho os editais para contratação das empresas integradoras regionais estará concluído. As empresas [vencedoras] terão a responsabilidade de entregar pronto o anel de fibra ótica já instalado nas cidades. Terão também de treinar funcionários e dar garantia de três anos para os equipamentos adquiridos”, informou a secretária. Após três anos, a manutenção ficará a cargo das prefeituras.

A região com mais municípios beneficiados é a Nordeste (36). Na região Norte serão 13 cidades e nas regiões Sudeste e Sul serão 15 em cada. A Região Centro-Oeste foi contemplada com apenas uma localidade beneficiada: a Estrutural, uma das regiões administrativas mais pobres de Brasília.

A lista das 80 cidades selecionadas no projeto piloto Cidades Digitais está disponível no site do Ministério das Comunicações.

Um potente anti-inflamatório capaz de aliviar dores de difícil controle está sendo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Butantan. Os primeiros testes em animais comprovaram a eficácia do medicamento, que usa uma proteína presente no sangue. De acordo Renata Giorgi, pesquisadora do Laboratório de Fisiopatologia do instituto, essa descoberta é um avanço em relação às drogas disponíveis no mercado, pois, além de ser mais potente, pode ser administrada por via oral.

“Descobrimos que algumas células dos glóbulos brancos contêm uma proteína capaz de inibir dor proveniente de processo inflamatório. Com a síntese de um pedacinho dessa proteína, a gente conseguiu que houvesse viabilidade de administração”, disse a pesquisadora. Segundo Giorgi, o tratamento de dores crônicas, de lesão de nervos, é difícil, pois algumas drogas, como morfina, perdem a efetividade com o tempo.

Ela destacou que o estudo é inovador ao sintetizar uma proteína, chamada ligante de cálcio S100A9, produzida pelo próprio organismo. “Isso demonstra que, em determinadas condições, o próprio organismo tem capacidade de controlar a dor”, disse. Para fabricação do medicamento, os cientistas identificaram que apenas um pequeno pedaço da proteína é suficiente, o que viabiliza os custos de produção. “Em termos de proporção de dose, essa droga é mais potente”, declarou Giorgi.

“Esses, no entanto, são apenas os experimentos básicos”, reforçou. A pesquisa parte agora para os testes de toxicidade. “Antes de qualquer coisa, tem que se realizado o estudo toxicológico. Estamos numa fase de programar o início desses estudos. Hoje em dia, leva algo em torno de 20 anos pra se comprovar a eficácia de uma droga e conseguir colocá-la no mercado como medicamento”, destacou Giorgi. Os estudos, que iniciaram há dez anos, continuam ainda com testes em animais.

Serão feitos ainda levantamentos sobre o nível de tolerância do medicamento. “O paciente que é submetido à droga que tem efeito analgésico pode, à medida que vai sendo administrada, ficar tolerante ao medicamento. Então, tem que ser aumentada a dose para que se tenha o efeito desejado. Nós ainda vamos fazer esses estudos”, informou a pesquisadora.

Por Marina Teles, do O que eu tenho

Meditar durante um mês pode melhorar as conexões nervosas do cérebro, mostra estudo realizado pela Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, e a Universidade de Dailan, na China.

Os pesquisadores analisaram os resultados de quatro semanas, ou 11 horas, do treino IMTB, sigla para integrative body-mind training (em português algo como “treinamento de integração corpo e mente”) e constataram que, após o período, o cérebro dos voluntários sofreu uma alteração física considerável.

Segundo a pesquisa, publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, as fibras nervosas dos estudantes se tornaram mais densas, aumentando as conexões cerebrais. Além disso, os autores também detectaram uma expansão da bainha de mielina, camada protetora que envolve as fibras.

Os voluntários que se dedicaram ao IBTM relataram que tiveram seus níveis de raiva, depressão, ansiedade e cansaço diminuídos e assim como uma redução nos níveis de cortisol, hormônio que provoca o estresse.

Como os efeitos foram notados no córtex cingulado anterior, região do cérebro que determina o comportamento humano, a esperança é que a descoberta possa abrir portas para a cura de problemas mentais, já que uma atividade nervosa pobre na área é responsável por doenças como demência, depressão, esquizofrenia e déficit de atenção.

“O nível de mudanças que encontramos pode ser similar àquelas detectadas durante o desenvolvimento do cérebro no início da infância, e permitem trilhar um novo caminho para desvendar como estas mudanças podem influenciar o desenvolvimento cognitivo e emocional”, explica Michael Posner, líder do estudo.

 

A Galeria irá realizar oficinas de arte para crianças durante o mês de julho. A iniciativa se insere no programa de formação do olhar e de públicos para museus e espaços culturais no Recife.

As atividades são voltadas para crianças de 8 a 12 anos e acontecem de terça a sexta, das 14h às 17h. Cada turma terá no máximo dez participantes. São duas opções de oficinas ministradas pelo educador Carlito Person: “As cores e formas no mundo” e “Origami- baseada em obras de arte modernas e contemporâneas”. O investimento é de R$ 60 (por participante).

Programação:
OFICINA 01 | As cores e formas no mundo
Quando: de 03 a 06 e 17 a 20 de julho
A partir da experimentação das cores primárias (azul, amarelo e vermelho), os alunos irão vivenciar as diversas possibilidades da construção da cor e seus tons, utilizando técnicas variadas.

OFICINA 02 | Origami - baseada em obras de arte modernas e contemporâneas
Quando: de 10 a 13 e de 24 a 27 de julho
Vivência experimental a partir da observação de obras de arte modernas e contemporâneas utilizando a técnica oriental de dobradura de papel e outros materiais.

Horários | de terça a sexta, das 14h às 17h
Faixa etária | 08 a 12 anos
Número de participantes | Mínimo de 5, máximo de 10 crianças
Investimento: R$ 60, (sessenta reais por criança) *.
*As oficinas somente acorreram se o numero mínimo (5 crianças por oficina) for atingido.
Galeria Janete Costa | Parque Dona Lindu
Av. Boa Viagem, s/ nº - Boa Viagem
Informações: 3355.9832

Fonte: Assessoria de Imprensa

Segunda, 02 Julho 2012 15:06

Diversão em dias de chuva

Escrito por

Por Ericka Melo

 Quer saber de uma diversão legal em dias chuvosos como hoje, quando não tem jeito de sair de casa? Fazer um flipbook! Isso mesmo, basta um caderno, ou folhas soltas e canetas coloridas, ou se preferir um celular.


Vamos ao passo a passo então:

Vai desenhando um bonequinho em cada página, e vai mudando detalhes de pouquinho em pouquinho de uma pra outra a posição dele. Levanta o bracinho, abaixa o bracinho, levanta a perninha. Depois folheia rapidinho que o bonequinho vai se animando.

 

Tem tanto brinquedo ótico legal que aproveita desse fenômeno pra produzir coisas bacanas! Que tal fazer o seu? Vamos colocar a mão na massa? Abaixo tem um vídeo bem legal para mostrar o efeito da brincadeira

E quem quiser uma versão mais tecnológica, tem um aplicativo para Iphone, o iPhone Flipbook Animation que proporciona o mesmo efeito, a criatividade é o limite.

 

Do CicloVivo

 
A água é um bem necessário à vida, portanto é preciso ser preservada. Uma pesquisa feita pelo WWF-Brasil, em parceria com o banco HSBC, e divulgada no último dia 26 de junho mostra que os brasileiros sabem como economizar o recurso, mas fazem pouco para colocar a teoria em prática.

O estudo faz parte do “Programa Água para a Vida” e teve como base entrevistados de todos os estados brasileiros, dos quais, 68% acreditam que o maior problema para o abastecimento de água no futuro seja o desperdício.

Ao serem indagados sobre o controle tido em suas residências, 48% dos participantes admitiram gastar muita água em suas casas. A redução no tempo no banho foi tida como a principal maneira de economizar água nas atividades rotineiras. Mesmo assim, 30% dos entrevistados admitiram demorar mais de dez minutos embaixo do chuveiro, o que representa um gasto médio de cem litros de água. Na sequência foram citados outros cuidados, como: fechar a torneira enquanto escova os dentes, consertar vazamentos, não lavar calçadas com mangueira, entre outras coisas.

Mesmo com a comprovação de que 67% das residências brasileiras possuem algum tipo de falta de água o consumo médio nacional ainda é bastante alto. A média per capita diária é de 185 litros, que está abaixo dos índices registrados na União Europeia, mas está bastante acima dos gastos na região do semiárido brasileiro (abaixo dos cem litros) e da África subsaariana, que não chega a marcar 50 litros.

Outro ponto destacado pela pesquisa diz respeito à falta de informação. Para 81% dos entrevistados as residências e indústrias são as grandes responsáveis pelo maior consumo brasileiro de água. Quando a resposta correta seria a agricultura, apontada por apenas 16% dos participantes. Um dado parecido foi obtido com as respostas acerca da poluição, que teve como principal culpada a indústria, mas muitos não sabem que os dejetos domésticos podem superar a poluição industrial nos grandes centros urbanos.

“Esses dados demonstram que a percepção do problema se restringe ao ambiente onde vive a maioria da população do país: as grandes cidades. Não há uma visão integrada com a zona rural, onde estão as principais fontes de recursos, e do caminho que esta percorre até chegar às casas e apartamentos. O problema é visto de ‘torneira pra frente’ e poucos reconhecem da ‘torneira para trás’”, informou Maria Cecília Wey de Brito, CEO do WWF-Brasil.

Para ela, o grande problema é a falta de compreensão dos cidadãos acerca do tema. “O descompasso entre o conhecimento do problema e a tomada de atitudes precisa ser compreendido. A visão sobre a água é limitada, assim como a percepção de seus problemas”, finaliza.

A pesquisa foi encomendada ao Ibope, que entrevistou 2002 pessoas, em novembro de 2011.

* Com informações do WWF.

Por Katherine Coutinho, do G1 Pernambuco

Com expectativa de movimentar R$ 36 milhões em negócios e atrair um público de 295 mil pessoas, a 13ª da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) vai ocupar 29 mil metros quadrados do Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, entre os dias 6 e 15 de julho. Dividida em mais de 800 espaços, a feira este ano reverencia o centeário de Luiz Gonzaga e vai contar com trabalhos de artesãos de todo o Brasil e de mais 40 países. Áustria, Camboja, Catar, Congo, Líbia e Turcomenistão vêm pela primeira vez.

A 13ª edição conta com mais de 5 mil expositores. A arte popular de Pernambuco, selecionada através de curadoria, vai ficar logo no início da feira, logo após a Alameda dos Mestres Janete Costa, com a arte de 41 mestres-artesãos pernambucanos vindos de todas as regiões do Estado. "Eles perpetuam o saber e o fazer da arte de Pernambuco. Nessa área, vamos também ter peças premiadas de artistas pernambucanos", conta o coordenador geral do evento, Roberto Lessa.

Com 61 prefeituras participando do evento, a feira vai contar com 275 estandes de artistas pernambucanos. "Esse é o maior número de artistas inscritos de todas as edições e é a primeira vez que eles ficam todos juntos em uma mesma rua, na área central do evento. Temos também um recorde de artistas, prefeituras e mestres nessa edição", explica Lessa.

A praça de alimentação passou por mudanças e promete levar mais conforto aos visitantes da feira. "São mais de 2 mil metros quadrados do lado de fora do pavilhão. Fizemos uma parceria com a Associação de Bares e Restaurantes que promete ser muito boa para todos nós", acredita o coordenador. São 30 ruas, com espaços de comida artesanais e comidas prontas dentro do pavilhão.

Para facilitar o acesso, mais uma vez vai haver o vans fazendo o translado do Shopping Tacaruna para o Centro de Convenções, no horário de funcionamento da Fenearte, além de mais de 500 vagas na Fábrica Tacaruna, para facilitar a vida dos visitantes.

Espaços
Logo na entrada da feira, antes de entrar no pavilhão, o público vai encontrar a Unidade Móvel do Artesanato, em que alunos de escolas estaduais apresentam trabalhos baseados na obra de Luiz Gonzaga. "Cada uma das regionais escolheu uma música de Gonzaga para trabalhar", detalha o coordenador. Outro espaço logo na entrada é o Espaço Interferência Janete Costa, localizado na área externa do pavilhão. O espaço é uma casa com uma sala, um quarto de casal e um de criança foram decorados com objetos que recebem interferência de design e arte popular, assinado neste ano pelas arquitetas Roberta Borsoi e Bete Paes.

As etnias indígenas Fulni-ô (Águas Belas), Xucuru (Pesqueira), Pankararu (Tacaratu e Petrolândia) Kambiwá (Ibimirim, Inajá, Floresta e Garanhuns), Pataxó (Bahia) e Potiguar (Rio Grande do Norte) também vão ter um espaço próprio para mostrar sua arte, culinária e cultura.

A rodada de negócios do Sebrae acontece nos dias 7, 8 e 9 de julho, das 14h às 21h, no mezanino do Centro de Convenções. Nesta edição, pelo menos 22 lojistas de todo o País participarão da Rodada, que deve resultar em 360 encontros entre empresários e artesãos. A estimativa é gerar aproximadamente R$ 3,7 milhões nas negociações.

Rei do Baião
A decoração de toda a feira neste ano foi inspirada no Sertão e em Luiz Gonzaga. O eterno Rei do Baião vai contar com um espaço de 120 metros quadrados no Mezanino com painéis, TVs reproduzindo shows e documentários sobre a sua vida e obra, além de uma réplica em tamanho natural de Gonzaga. Outra novidade é uma brincadeira virtual, que promete transformar os visitantes no Mestre Lua, através de dois monitores de LCD,sensíveis ao toque, que reúnem as tecnologias de reconhecimento facial e realidade aumentada.

Além do espaço no mezanino, o Rei do Baião serviu de inspiração para oito praças de descanço espalhadas pelo traçado da feira, cada uma delas tendo uma música dele como tema.

Moda
A Passarela da Fenearte vai estar presente mais uma vez na feira e faz uma homenagem à estética do couro e à vestimenta do vaqueiro. A abertura do espaço, no sábado (7), às 19h, vai contar com um desfile com dez looks inspirados em réplicas de gibões usados por Luiz Gonzaga, além de acessórios e sapatos de couro. Todos os dias haverá desfiles, às 18h e às 19h, com nomes como Ricardo de Castro, Meninas dos Olhos e Manu & Paulo Medeiros.

Shows
A Feneart conta ainda com uma programação especial de shows e atrações para crianças, como teatro de mamulengos. "A Fenearte não é só um momento de artesanato, mas também estamos valorizando a cultura. São mais de 60 shows ressaltando a nossa cultura popular", explica Roberto Lessa.

Confira abaixo a programação de apresentações culturais:

Sexta (6)
Praça de Eventos
14h Orquestra Sanfônica do Recife com Bonecos Gigantes
16h Família Salustiano e a Rabeca Encantada
17h Joãozinho de Exu
18h Orquestra Criança Cidadã
19h30 Som da Terra (Gonzaga e Noel, Rei e Menestrel)
21h Jorge de Altinho

Mezanino
17h Apresentação de Mamulengos - São João de Luiz Gonzaga
18h às 20h Oficinas e apresentações circenses

Sábado (7)
Praça de Eventos
16h Bloco Flor da Lira
17h Em Canto e Poesia
18h Bia Marinho
19h30 Cascabulho
21h Petrucio Amorim

Mezanino
17h Apresentação de Mamulengos - Festa do Boi
18h às 20h Oficinas e apresentações circenses

Domingo (8)
Praça de Eventos
16h Bloco Flor do Eucalipto
18h Sociedade Musical 25 de setembro de Limoeiro
19h30 Grupo Sagrama
21h Cezzinha

Mezanino
17h Apresentação de mamulengos - Descobrimento do Brasil
18h às 20h - Oficinas e apresentações circenses

Segunda (9)
Praça de Eventos
16h Papangu de Bezerros
18h Maculelê da Funase - Águas que passam
19h30 Beto Hortis
21h Maciel Melo

Mezanino
17h Apresentação de mamulengos - Aventuras de Pinóquio
18h às 20h Oficinas e apresentações circenses

Terça (10)
Praça de Eventos
16h Cavalo Marinho Boi Matuto de Olinda de Pedro Salu
18h Grupo Corpos & Tambores do Movimento Pró-Criança
19h30 Ciel Santos
21h Santana "O Cantador"

Mezanino
17h Apresentação de mamulengos - Fabulário
18h às 20h Oficinas e apresentações circenses

Quarta (11)
Praça de Eventos
16h Trio Pé de Serra Mandacaru
18h Maracatu Estrela de Ouro de Aliança
19h30 Selma do Coco
21h Nádia Maia

Mezanino
17h Apresentação de mamulengos - Era uma vez no Sítio
18h às 20h - Oficinas e apresentações circenses

Quinta(12)
Praça de Eventos
16h Mestre Nado
18h Reisado Imperial
19h30 Geraldo Maia
21h Rogério Rangel

Mezanino
17h Apresentação de mamulengos - Mamulengada
18h às 20h Oficinas e apresentações circenses

Sexta (13)
Praça de Eventos
16h Ciranda Dengosa
18h Banda Cervac
19h30 Ronaldo Aboiador
21h João Lacerda

Mezanino
17h Apresentação de mamulengos - Um Caso de Bruxa
18h às 20h - Oficinas e apresentações circenses

Sábado (14)
Praça de Eventos
16h - Grupo de Dança Ooya Dmanedwa - Tribo Fulni-ô
17h Lia de Itamaracá
18h Banda de Pau e Corda
19h30 Wagner Carvalho
21h Josildo Sá

Mezanino
17h Apresentação de mamulengos - O Cordel da Boa Preguiça
18h às 20h Oficinas e apresentações circenses

Domingo (15)
Praça de Eventos
16h Conjunto Pernambucano de Choro
17h Grupo de Teatro Integrarte - "Integrarte 10 anos de arte"
18h Flor de Muçambê
19h30 Joquinha Gonzaga
21h Novinho da Paraíba

Mezanino
17h Infantil Apresentação de mamulengos - Sanfoninha Choradeira Tocando pro Rei do Baião
18h às 20h Oficinas e apresentações circenses

Serviço - 13ª Fenearte
Centro de Convenções de Pernambuco - Av. Agamenon Magalhães, s/n, Complexo de Salgadinho
De 6 a 15 de julho, das 14h às 22h
Nos dias 8, 13, 14 e 15, de 10h às 22h
Ingressos: de segunda a sexta: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada)
Sábados e domingos: R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia-entrada)
À venda no Shopping Tacaruna e nas bilheterias do Centro de Convenções
Serviço de vans gratuitas no Shopping Tacaruna até o Centro de Convenções: das 14h às 22h

 

Depois de lançar o seu primeiro CD no final de 2011, o Coral do Movimento Pró-Criança recebeu convite da Companhia de Ópera do Recife (CORE) e será a atração principal do Projeto Salão de Saraus de julho, com show no Salão Nobre do Teatro Santa Isabel, neste domingo, dia 1°, às 18h, com entrada gratuita

O Teatro Santa Isabel e a Companhia de Ópera do Recife (CORE) se uniram desde 2010 numa parceria que vem aproximando música e poesia e formando novas plateias através do Projeto Salão de Saraus. São vários espetáculos de música erudita, recitais e concertos ao longo do ano e neste domingo o Coral do Movimento Pró-Criança será a atração principal do evento, a convite da CORE, mais uma conquista para os meninos e meninas de bairros pobres, alunos da ONG Movimento Pró-Criança, que vêm mostrando seu talento e consolidando a realização de muitos sonhos, como a gravação do primeiro CD, lançado no final do ano passado. A apresentação começa às 18h, com a participação do pianista Arthur Tenório e a entrada é gratuita. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria do teatro a partir das 17h.

Carlos Alessandrino, de Dois Unidos; Crislainny da Conceição, do Cabo; Elisa Gabriela, da Estância; Raianderson Ferreira, de Caixa D´Água; Fernanda Alcides, de Joana Bezerra... Na primeira vez que ouviram suas vozes gravadas em uma das faixas do primeiro CD do Coral Pró-Criança, os 29 meninos e meninas não esconderam a emoção e muitos deles acabaram em lágrimas e risos que se misturavam. Agora o sonho vai ganhando novas asas.

Desde outubro de 2005 regendo e ensinando o grupo, o maestro Otávio Góes conta que o trabalho, que vem recebendo elogios pela qualidade musical, não se encerra nas vozes, mas é refletido na vida e nos passos das crianças. “Nesses mais de cinco anos de convivência, é muito bom ver o quanto, através da música, vamos conseguindo mudar o comportamento de crianças antes consideradas difíceis e nos relatos deles comemoramos as novas delicadezas descobertas também nas relações lá fora”, conta Otávio, que assina a direção musical, regência e preparação vocal do grupo.

O CD teve apoio financeiro do SESI e apresenta 16 músicas, transitando por um repertório que passa pelo popular, erudito, internacional e MPB. As gravações aconteceram no estúdio Carranca e os arranjos do disco foram do maestro Crisóstomo Santos, regente da Orquestra do Pró-Criança.

A coordenadora da unidade Pró-Criança dos Coelhos, onde está localizada a sede do coral, Roseângela Almeida, foi a responsável pelos contatos para liberação dos direitos autorais. Ela conta que foram muitas belas surpresas no caminho. “Quando tentamos a primeira vez a liberação da música “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos, a gravadora que detém os direitos nos desanimou, dizendo que era muito difícil conseguir, que ele nunca tinha cedido os direitos da música gratuitamente a ninguém. Depois de um tempo me ligaram de volta, dizendo que numa decisão inédita o rei Roberto Carlos, pessoalmente, tinha concordado e que os direitos para gravação da sua música pelo Coral Pró-Criança estavam totalmente liberados”, emociona-se Roseângela.

“Dona Zezita, viúva de Capiba, nos recebeu na casa dela, em Surubim e delicadamente nos deu a liberação para gravarmos “Eh! Uá! Calunga”, a preferida do mestre Capiba pelo Dr. Sebastião (Sebastião Barreto Campello, presidente do Movimento Pró-Criança)”, diz Otávio Góes.

 “A minha ideia é criar um grupo oficial e fazer apresentações nos quatro cantos do mundo”, completa Otávio. Os alunos recebem aulas de dicção, articulação, técnica vocal, respiração, além do cruzamento de linguagens com outras expressões artísticas.

Otávio Góes já foi professor da Universidade Federal da Bahia, UFPE e Conservatório de Olinda, como cantor de óperas e corais já se apresentou na França, Portugal e várias cidades do Brasil. “A música me levou duas vezes para a Europa e através dela realizei muitos sonhos, é o exemplo que levo para os meninos. Com eles pode acontecer a mesma coisa. Hoje no trabalho que desenvolvo com eles, sou movido por muito amor e principalmente muita fé”. 

 

feriasCom a chegada do período de férias escolares as crianças reclamam que ficam sozinhas em casa, longe dos coleguinhas, porque os pais têm que trabalhar e não dá para viajar.

E agora? Os pais devem organizar atividades prazerosas para seus filhos, que tal manter os contatos sociais, combinando visitas a amigos e parentes da mesma faixa etária, mas para isso é necessário que tenha sempre um adulto por perto. Outra opção é fazer passeios com a criançada como ir a um parque de diversões, ao cinema, a zoológicos ou clubes.

Manter contato com os colegas da escola também é uma forma agradável de divertir as crianças nas férias. Eles podem se divertir pra valer passando um dia na casa do outro e vice-versa.

O ideal é manter as crianças ocupadas por todos período de férias, sempre diversificando nas atividades. E nos finais de semana os passeios e diversões devem ficar por conta dos pais, para que os pequenos não se sintam abandonados e sozinhos. Em dias chuvosos, filmes e jogos serão bem aproveitados para que as crianças não fiquem sem ter o que fazer.

Algumas livrarias agendam momentos de contação de histórias, com fantoches, livros atrativos e até personagens caracterizados. É uma atividade divertida e de muito conteúdo, pois incentiva o interesse pela leitura e a atração pelos livros.

O importante mesmo é a família se organizar para que tudo corra na mais tranquila ordem.

 

No livro da editora Salto Quântico, o médico Marco Menelau trata da relação entre doenças respiratórias e a figura do pai biológico

 LIVRO PSICOMEDICINA 1Por Tereza Soares

 “Psicomedicina e o Amor Paterno”. É o livro do médico pernambucano Marco Menelau, que será lançado no próximo dia 27 de junho, à partir das 19h, com noite de autógrafos, na Livraria Saraiva do Shopping Center Recife. O autor é também pesquisador das Essências Florais do Nordeste e atende como psicoterapeuta utilizando esse processo de cura das emoções em seus pacientes. O livro é o primeiro volume da coleção de Psicomedicina, que traz os fundamentos dessa nova ciência, unindo a medicina com a espiritualidade. “Esse livro trata do amor paterno e sua relação com o sistema respiratório. Neste volume estudamos as causas reais de doenças como asma, pneumonia, sinusite, gripes, tuberculose e traz dicas de tratamentos naturais para essas patologias”, explica o médico Marco Menelau.

 

O autor do livro ‘Psicomedicina e o Amor Paterno’ defende que o seu livro traz novidades na área das curas integrativas. A obra completa de Psicomedicina consta de 12 volumes, que segundo ele, estão em fase de finalização. “Alguns já foram lançados. O livro Psicomedicina e o Amor Paterno é o primeiro volume, que lança as bases desta nova ciência. Este primeiro livro trata dos fundamentos da Psicomedicina, e fala a respeito do Amor Paterno, que recebemos diretamente do nosso pai biológico, que encontra correspondência com o Amor de Deus-Pai”, explica.

 

De acordo o médico, a partir dos conceitos lançados no livro, o leitor poderá compreender “de forma profunda”, a causa de doenças do sistema respiratório, que possuem uma ligação com o amor paterno. “Neste livro estudamos o sistema respiratório, e as causas reais das doenças que acometem este sistema como pneumonia, tuberculose, asma, gripes, obstrução nasal, sinusite, entre outras”, exemplifica.

Segundo Menelau, os conhecimentos trazidos pela Psicomedicina servem para todos os profissionais que lidam com a saúde, como fisioterapeutas, nutricionistas, médicos, enfermeiros, psicólogos, e também para aqueles que buscam o auto-conhecimento e a auto-cura. “A Psicomedicina é uma nova forma de encarar a doença e o próprio ser humano, e por este motivo ela pode ser uma base segura para qualquer profissional de saúde, em qualquer área que atuar: cirurgia, traumas, psiquiatria, clínica médica, dermatologia e outras”, finaliza.

Formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco, Marco Menelau é pioneiro na pesquisa das Essências Florais do Nordeste. É natural do Recife e nasceu no ano de 1966. Tem formação como Terapeuta Integrativo nas áreas de Reflexologia, Iridologia, Aura soma, Cura espiritual, Cromopuntura, entre outras.

Segunda, 25 Junho 2012 20:37

Luminosidade ofuscante, não espessa treva

Escrito por

Por Cesar Vanucci *

“Dá pra sentir que hoje em dia as mentiras e
ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente?”
(De uma profecia atribuída ao guru indiano Sai Baba)

 

As profecias apocalípticas jorram.Quase todas, espantosas nos pormenores, precisam datas sobre o que está pra acontecer neste ano da graça de 2012. Inversão dos pólos magnéticos, deslocamento do eixo da Terra, colisão com asteróide de descomunal proporção, tsunamis e terremotos devastadores, elevação súbita do nível dos oceanos, bombardeio fulminante de raios solares, arrasador conflito nuclear, guerra cibernética: são hecatombes dos mais variados feitios acenando com a indesejável perspectiva, para breve, do final dos tempos. Em certos momentos, as informações de cientistas e místicos parecem coincidir. Muita gente garante perceber, solta no ar, uma sensação bem próxima de mudanças impactantes.

Em meio a esse turbilhão de adivinhações, topo, de repente, com uma teoria danada de instigante. De certo modo, a mais instigante de quantas já produzidas sobre o tema. É atribuída a um pensador indiano recentemente desaparecido, que estruturou em vida uma obra filosófica e educacional que continua atraindo grande contingente de adeptos, espalhados pelo mundo. Relatos interessantíssimos de prodígios no campo da parapsicologia compõem sua lendária biografia. Qual é mesmo o nome do personagem? Sai Baba.

O destino deste planeta azul, uma ilhota aparentemente insignificante perdida no meio de um oceano infindável composto de inexplicabilidades, como anota Huxley, é comentado de forma assaz original num depoimento, colhido via psicográfica ao que se afirma, e que vem sendo intensamente divulgado nas redes sociais. Baba fala de transformações profundas que já estariam acontecendo, afiançando não corresponder à realidade a predição de que o mundo vai acabar. A Terra – é acentuado também – entrou num processo de vibração energética tremendamente acelerado. Essa vibração afeta todos e ganha intensidade em emoções e pensamentos liberados pelas pessoas. Essa elevação vibratória – sublinha-se – pode parecer até um paradoxo, uma vez que ao nosso redor pululam o ódio e a miséria. Mas é assim mesmo que as coisas rolam no plano cósmico. “Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos”, assevera o pensador. “Mas, como assim; e essa escuridão que nos rodeia?” – pergunta-se. Resposta: dá, sim, pra ver a escuridão, mas as pessoas não devem temê-la ou com ela se identificarem. A escuridão não é uma força que obrigue ninguém a carregar ódio no coração. Não é uma força que se opõe à luz. É ausência da luz. Vem daí que as situações trevosas ou de penumbra enfrentadas pela humanidade, configuradas nas mazelas de todo tipo que nos espreitam e que tanto agridem a consciência social, estão sendo bombardeadas por uma claridade extremamente ofuscante gerada por esse novo estágio de conscientização. A luz emanada desse estado de espírito é mais copiosa do que em qualquer outro patamar da aventura do homem, assegura-se.

Uma comparação sugestiva trazida à nossa reflexão: a troca de uma lâmpada de 40w por outra de 100w no quarto de despejo leva a gente a enxergar no lugar sinais de desordem e de sujeira que, nem de leve imaginava pudessem existir. A luminosidade abundante de hoje em dia tem o condão de expandir nossa capacidade de percepção para mentiras, ilusões, engodos, mitos equivocados que não vinham sendo lançados no lixo, mas empurrados pra debaixo do tapete.

Este momento de irradiação energética poderosa convoca-nos a arrumar melhor o quarto de despejo. Arregaçar as mangas e promover limpezas que escorracem as imundícies. A mudança poderá trazer dores físicas, fruto de emoções negativas estocadas nas mentes e corações. A solução é assimilar em plenitude a vibração energética posta a circular. No fecho do depoimento atribuído a Sai Baba é dito que vivemos “a melhor época da humanidade desde todos os tempos.” Isso nos coloca no desfrute do privilegio de passar a ser testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

Segunda, 25 Junho 2012 20:13

Rio+20: A ruptura entre o querer e o Poder

Escrito por

Por Dal Marcondes, da Envolverde

Nas manifestações pelas ruas do Rio de Janeiro e no colorido da Cúpula dos Povos as pessoas e as organizações da sociedade civil gritaram, desenharam e sonharam palavras de ordem contra quase tudo. Enquanto isso, no RioCentro sucederam-se enfadonhos discursos de chefes de Estado que, por horas, ocuparam a tribuna para ler textos que pereciam ter sido escritos pelo mesmo ghost writer. O colorido das ruas substituído pelo monocromático das gravatas em discursos acanhados, como a explicar porque não tinham a coragem de sonhar com um amanhã menos cinzento.

A Rio+20 vai entrar para a história como um vazio de coragem e o abandono das utopias. A ruptura entre as palavras de ordem das ruas e a ordem das palavras no documento final da conferência. No entanto, não é um fim de linha, nem para a ONU nem para a sociedade civil. O próprio secretário geral, Ban Ki-Moon considerou o documento acordado entre os países como tímido e as organizações sociais sabem
que há muito trabalho a fazer. Até 2014 devem ser definidos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que precisam ser mais corajosos do que esse documento “sem conflitos” assinado no Rio de Janeiro.

No entanto, é sempre bom lembrar que os documento da Rio+20 representa apenas o piso, o mínimo que se pode fazer, mas não o máximo. O recado das ruas também foi confuso, sem nenhuma objetividade e, de forma generalizada, contra tudo e contra todos. É importante que se tenha em mente que cada governo individualmente, cada organização e cada pessoa pode avançar, ir além, trabalhar pelas utopias que sempre são as sementes de grandes realizações da humanidade.

A Rio+20 pode ser vista como um exemplo a não ser seguido. A ONU criada após a 2ª Guerra Mundial pode não ser mais o modelo de cooperação internacional que o século XXI necessita. Mas é o único modelo de multilateralismo que o planeta tem, portanto, é preciso apostar em sua capacidade de se renovar. Nos próximos anos outras conferências vão desafiar a capacidade da humanidade em resolver problemas comuns e não se deve desistir de buscar uma voz comum em harmonia com os desejos das sociedades.

O documento final da Rio+20 é uma afronta à capacidade humana de sonhar, mas é uma ode à necessidade de se caminhar unido. O esforço diplomático para redigir um documento para ser assinado por quase duas centenas de países é louvável, porque os interesses são os mais díspares possíveis, contemplando desde a falida aristocracia europeia aos novos-ricos dos BRICS, passando por Saint Kitts, uma ilhota do Caribe que é o menor país das Américas.

Mas a diplomacia adotou a técnica de retirar os pontos conflitantes, aparar as arestas, tirar as cores fortes, de forma que, no final, pouco restou do sonho de uma grande conferência sobre desenvolvimento sustentável. (Envolverde)

* Dal Marcondes é jornalista especializado em jornalismo econômico, diretor e editor responsável da Envolverde – Revista Digital e presidente do Instituto Envolverde.

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