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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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A lei que declara o educador Paulo Freire patrono da educação brasileira foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 16 de abril. O projeto de lei foi aprovado no início de março pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, em decisão terminativa, por unanimidade.

Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997) foi educador e filósofo. Considerado um dos principais pensadores da história da pedagogia mundial, influenciou o movimento chamado pedagogia crítica. Sua prática didática fundamentava-se na crença de que o estudante assimilaria o objeto de análise fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído.

Freire ganhou 41 títulos de doutor honoris causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford. Foi preso em 1964, exilou-se depois no Chile e percorreu diversos países, sempre levando seu modelo de alfabetização, antes de retornar ao Brasil em 1979, após a publicação da Lei da Anistia.

Do PNUD

Se você já pensou em investir no mercado de ações, é hora de conhecer um mercado semelhante: o de doAções, com retorno – social – garantido. A Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA) é uma iniciativa da BM&FBOVESPA que possibilita a pessoas ou empresas contribuir com projetos sociais e ambientais que necessitem de recursos financeiros para sua realização.

A BVSA funciona como uma bolsa de valores, mas no lugar de comprar ações, o investidor socioambiental pode financiar projetos de ONGs em todo o país por meio de doações. Em sua recente ampliação, a Bolsa de Valores Socioambientais adotou os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para a seleção de projetos. São eles: erradicar a pobreza extrema e a fome; atingir o ensino básico universal; promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde materna; combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental; e estabelecer uma parceria global para o desenvolvimento.

“Agora os projetos são avaliados de acordo com o atingimento dessas metas”, diz Sonia Favaretto, diretora de sustentabilidade da BM&FBOVESPA.

“A responsabilidade social e empresarial é um tema importante para o setor privado e também para a sociedade. Iniciativas como essa contribuem para o desenvolvimento do Brasil e para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, diz Maria Celina Berardinelli Arraes, Coordenadora da Unidade de Planejamento Estratégico e Desenvolvimento de Capacidades do PNUD.

A Bolsa garante que os recursos doados são repassados integralmente – sem qualquer tipo de dedução –, e os investidores podem acompanhar a evolução dos projetos por meio de relatórios periódicos sobre a organização e, após a captação integral dos recursos pleiteados, sobre sua implementação. Todos os projetos, que passam por uma rigorosa seleção antes de entrarem para o portfólio da Bolsa, são acompanhados para garantir que a aplicação dos recursos corresponda ao que havia sido previamente assumido.

Com mais de R$ 12 milhões arrecadados e 119 projetos atendidos desde sua fundação, em 2003, o modelo de sucesso da Bolsa de Valores Socioambientais está se espalhando pelo mundo. A iniciativa já inspirou projetos semelhantes nas bolsas de Johanesburgo e de Lisboa.

Pacto Global

O PNUD é parceiro da Bolsa de Valores Socioambientais – a BM&FBOVESPA é uma das 35 empresas e instituições integrantes do Comitê Brasileiro do Pacto Global que visa mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção de valores fundamentais e internacionalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.

O Pacto Global conta com a participação de agências das Nações Unidas, empresas, sindicatos, organizações não-governamentais e demais parceiros necessários para a construção de um mercado global mais inclusivo e igualitário.

Da EcoD

Uma técnica milenar dos povos indígenas da Floresta Amazônica inspirou a marca espanhola One Moment a criar um sapato eco-friendly, 100% biodegradável. Em dias de chuva, os indígenas costumavam passar no pé uma fina camada de látex, extraído das seringueiras. O produto se degradava naturalmente, retornando ao ambiente natural. A lógica do calçado 01M é a mesma.

Procurando a maior versatilidade possível, o conceito do 01M foi elaborado por uma equipe multidisciplinar de arquitetos, designers, podólogos e sapateiros. O resultado: um calçado com um milímetro de espessura no corpo e 2mm na sola, foi obtido graças a técnica de injeção de polímero. O sapato possui, ao menos, três milímetros menos do que o sapato tradicional.

De acordo com o fabricante, além de trazer benefícios para meio ambiente humano, o calçado é confortável e permite que a pele “respire”. A empresa enfatiza que o sapato foi projetado para profissionais, viajantes e amantes de acessórios confortáveis para os pés.

O melhor de tudo é o preço: 10 euros por unidade, cerca de 24 reais. A coleção inicial conta com sete cores e 5 tamanhos e pode ser adquirida pelo site da fabricante.

Com informações de Fabio Biolcati, da Made in Forest

A Central da Reciclagem, o maior banco de dados de pontos de descarte de resíduos sólidos conta com mais de 50 mil pontos de descarte identificados em mais da metade dos municípios brasileiros. Além disso, podem-se encontrar no site, cujo endereço é www.centraldareciclagem.org, informações de educação ambiental e pontos de descarte de cada um dos 37 tipos de resíduos recicláveis, entre  materiais educação ambiental e pontos de descarte de vidros, aço, agrotóxicos,alumínio, autopeças, baterias automotivas,brinquedos, cartichos, toner, celulares, computadores, etrodomésticos, eletrônicos, radiografias, entre outros materiais.

O cidadão ou a empresa que sabe da importância de descartar corretamente e reciclar acessa www.centraldareciclagem.org , clica no nome do material e digita sua cidade para conhecer os pontos mais próximos de descarte do material.

O serviço é de utilidade pública, gratuito, organizado e divulgado pela Central da Reciclagem, porém esta iniciativa precisa contar também com o apoio das empresas, que precisam divulgar seus pontos de coleta de seus materiais pós consumo e principalmente dos prefeitos e secretários de Meio Ambiente para precisam mapear os pontos de descarte existentes nas cidades, organizá-los, informar e educar a população sobre o correto descarte dos materiais.

Hoje mais da metade dos municípios do Brasil ainda possuem lixões a céu aberto e de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, os municípios tem até agosto de 2014 para eliminar os lixões e implantar aterros que receberão apenas o que não puder ser reciclado ou reutilizado. E até agosto de 2012, para elaborar seus planos de Gestão de Resíduos Sólidos e continuar a ter acesso aos recursos do Governo Federal; devem implantar programas de descarte correto ou coleta seletiva, além de campanhas de educação ambiental para que estes objetivos sejam atendidos.

A Lei impõe novas obrigações e formas de cooperação entre o poder público e o setor privado e define responsabilidades compartilhadas que abrange as prefeituras, fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores.

As informações são integradas a 321 Redes Sociais: Facebook, Twitter, Orkut e outras, onde milhares de seguidores se informam sobre as questões ambientais por meio das informações divulgadas pela rede ambiental Made in Forest.

O objetivo da Made in Forest é integrar os organismos envolvidos com o meio ambiente em contato com a população, seu público consumidor e entre si, conectando eco consumidores com eco fornecedores, para que juntos possam buscar negócios, consumo e descarte sustentável e ajudar a identificar e fortalecer a economia verde de onde vivemos, gerando assim empregos verdes, renda à população e valor aos municípios.

Sobre a Made in Forest

Fundada em 2009 pelos empresários Fábio Biolcati e Martin Mauro, a rede ambiental tem como proposta integrar organizações privadas e públicas, além dos cidadãos envolvidos com o tema, para que haja troca de informações, negócios e prestação de serviços entre mercados e consumidores em âmbito mundial. Economia Verde e Política Nacional de Resíduos Sólidos na prática.

(Made in Forest)

Quarta, 18 Abril 2012 21:24

Acupuntura, especialidade médica?

Escrito por

Por Cesar Vanucci *

“Lembro-me bem do tempo, não tão distante assim,
em que a acupuntura era tida como prática de curandeirismo.”
(Antonio Luiz da Costa, professor)

Estive a pique, falar verdade, de soltar estardalhante risada. Contive-me pelas implicações dramáticas do episódio na ação profissional de um bocado de gente. Essa decisão recente do Tribunal Regional Federal de Brasília, acatando postulação do Conselho Federal de Medicina, no sentido do reconhecimento de que a prática da Acupuntura só seja facultada a médicos, faça-me o favor, é de deixar arrepiados e estarrecidos todos os profetas esculpidos por Aleijadinho no ádrio da Matriz de Nosso Senhor Bom Jesus de Matozinhos, lá de Congonhas.

Quem, como este desajeitado memorialista de lances bizarros do comportamento humano, conserva ainda frescos na lembrança velha de guerra elucidativos registros da aurora dessa prática milenar oriental na vida brasileira, está careca de saber que a acupuntura aflorou por aqui rodeada de pesada carga de desconfianças e suspeitas. Sobretudo por conta das severas restrições terapêuticas estabelecidas em redutos médicos. Não poucos viam-na como um extravagante e herético exercício de curandeirismo, abominável ao olhar crítico da hermenêutica científica. Os vanguardeiros aplicadores dessa técnica alternativa eram olhados de esguelha, em não poucos ambientes. Eram acusados de envolverem com aconselhamento subversivo e anticientífico ingênuos pacientes, espetando-lhes agulhas pelo corpo em excêntricos rituais.

E não é que anos depois, bom pedaço de tempo transcorrido, a história começou a ser narrada de modo totalmente diferente! A acupuntura, como era decantado pelos iniciadores da prática, contrariando – repita-se – as alegações dogmáticas de poderosos opositores, “passou” a possuir, sim senhor, propriedades curativas dignas de nota. Já razoavelmente propagada nos hábitos comunitários, atiçou as atenções de setores que faziam questão fechada de menosprezá-la ostensivamente.

Daí, para ser incorporada à atuação profissional rotineira desses segmentos antes refratários à sua disseminação foi um passo rápido. Ocorreu, então, de os domínios dessa saudável atividade terapêutica passarem a ser palmilhados, ao mesmo tempo, com evidentes vantagens para a clientela cada dia mais volumosa, pelos terapeutas holísticos responsáveis pela sua introdução na praça, ou seja os acupunturistas da primeira hora, por médicos e por outros profissionais da área da Saúde, com realce para farmacêuticos e psicólogos. De repente, chega a público inesperada proclamação de um desses respeitáveis segmentos. A acupuntura – está sendo esclarecido doutoralmente – permite a utilização de agulhas de vários tamanhos, em áreas nobres do corpo. O profissional que maneja esses instrumentos, precisa dominar com precisão cientifica o que é feito. Conclusão inapelável: só os médicos, ouviu moçada?, mostram-se aptos a elaborar diagnósticos e a fazer tratamento por esse salutar processo.

A controversa alegação desaguou, obviamente, em contenda jurídica. O desate surpreendente, sujeito ainda naturalmente a chuvas e trovoadas por força dos recursos legais produzidos pelo compreensível inconformismo dos setores que vêm sendo descerimoniosamente alijados dessa área de atuação profissional, foi a decisão, hilária a mais não poder a considerar os antecedentes históricos narrados, tomada pelos magistrados brasilienses. O ex-presidente do Colégio Brasileiro de Acupuntura, médico Dirceu Sales, tomou da palavra, após a sentença, para explicar que “vamos agora conversar para ver como será a aplicação da decisão judicial”. Adicionou, magnânima e condescendentemente, que “não queremos fazer caça às bruxas ou que consultórios de outras especialidades sejam da noite para o dia fechados”. O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Lima, deixou explícito que a decisão judicial representa “um ganho para a saúde, para a segurança do paciente.” Mas não é bem assim que a coisa é vista noutras paragens.

Os Conselhos representativos das demais categorias profissionais prometem brigar, com todas as forças, pelo direito de seus membros continuarem compartilhando a “ex-técnica maldita”, segundo o “veredicto” implacável do passado, com os colegas médicos. Taí um tipo de luta que encontra – é fácil comprovar – respaldo pra valer na simpatia popular.

Acupuntura, uma especialidade médica? Há sérias controvérsias a esse respeito.

* O jornalista Cesar Vanucci  (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

Quarta, 18 Abril 2012 21:19

Olinda recebe projeto Cinearte Sarau

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O Parque do Carmo, no Sítio Histórico de Olinda, vai virar cinema no dia 22 de abril, quando a cidade Patrimônio Cultural da Humanidade recebe o projeto Cinearte Sarau. Criado em 2006, patrocinado pela Petrobras e com apoio da Prefeitura de Olinda, o Cinearte Sarau já percorreu cerca de 450 municípios em 19 estados brasileiros. Com uma programação de qualidade e gratuita, atingiu nesse período um público aproximado de 250 mil pessoas.

Como o próprio nome sugere, o projeto remete aos antigos saraus, nos quais as pessoas se reuniam para desfrutar de boa música, poesia, arte e literatura. No Cinearte Sarau, em um ambiente informal, lúdico e interativo, o público desfruta de exibições de filmes ao ar livre, articuladas com apresentações de grupos teatrais e circenses. O evento é aberto ao público.

A programação em Olinda começa às 18h com apresentação de grupos culturais para aquecerem o público. Na sequência, às 19h15, será exibido O Palhaço, com Senton Mello. No filme, Benjamim (Selton Mello) trabalha no Circo Esperança junto com seu pai Valdemar (Paulo José). Juntos, eles formam a dupla de palhaços Pangaré & Puro Sangue e fazem a alegria da plateia. Mas a vida anda sem graça para Benjamin, que passa por uma crise existencial e assim, volta e meia, pensa em abandonar Lola (Giselle Mota), a mulher que cospe fogo, os irmãos Lorotta (Álamo Facó e Hossen Minussi), Dona Zaira (Teuda Bara) e o resto dos amigos da trupe. Seu pai e amigos lamentam o que está acontecendo com o companheiro, mas entendem que ele precisa encontrar seu caminho por conta própria.

Olinda será a última cidade pernambucana a receber o projeto, que já passou por Exu, Oiricuri e Jaboatão dos Guararapes. Deixando Pernambuco o projeto segue para o Ceará, onde percorre 12 cidades até o dia 22 de abril: de Fortaleza a Juazeiro do Norte, passando por Barbalho, Santana do Cariri, Nova Olinda, Missão Velha, Barro, Caririaçu, Assaré, Milagres, Caucaia e São Gonçalo do Amarante. Em julho, o projeto segue para o Rio de Janeiro. A temporada de 2012 será encerrada em agosto, em Minas Gerais, quando o Cinearte Sarau percorrerá 15 municípios.

Serviço:

Cinearte Sarau
Quando: 22 de Abril
Hora: 18h
Filme: O Palhaço (19h15)

O Movimento Mais Feliz já tem um aplicativo, chamado Myfuncity, para fazer a medição da felicidade dos cidadãos em tempo real. A ferramenta foi desenvolvida no Brasil e divulgada em todo o mundo.

Segundo o criador do movimento, Mauro Motoryn, o aplicativo é mais sensível e atual do que aquele que resultou em recente pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU), porque consegue medir rua a rua, bairro a bairro. “Você consegue perceber onde deve colocar e priorizar o investimento público”.

Após seis meses de testes pilotos que terminaram na última sexta-feira (13), envolvendo cerca de 6 mil pessoas, o Movimento Mais Feliz está iniciando o processo de discussão do Myfuncity na próxima campanha de eleição para vereadores. “É participação popular, objetivando dar prioridade ao gestor público”.

Motoryn salientou a importância de se estabelecer critérios de medição da felicidade nos municípios. “É preciso jogar essa discussão já no processo eleitoral”, defendeu. A criação de parâmetros para medir o nível de bem-estar da população será debatida pelo Movimento Mais Feliz durante a Rio+20 tendo como objetivo inserir a felicidade como definidora de políticas públicas. “O que queremos é [ver] o conceito da felicidade permear as atividades da Rio+20”.

Os testes com o aplicativo revelaram que nas regiões onde existe educação e saúde de qualidade, o nível de bem-estar é maior. De acordo com o dirigente do movimento, a felicidade analisada pela ferramenta não é a subjetiva, isto é, percebida por cada pessoa, mas sim a felicidade objetiva, que resulta das ações do poder público.

Motoryn explicou que já existem muitos exemplos no país de política pública focadas na felicidade, dando como exemplos programas do governo federal como o Bolsa Escola, o Universidade para Todos (ProUni) e o Bolsa Família.

O Movimento Mais Feliz reúne atualmente cerca de 700 entidades que buscam difundir a felicidade como norteadora de políticas públicas, no âmbito de cidades sustentáveis. “Nós queremos cidades melhores e elas pressupõem uma atividade pública com participação popular e com sugestões da população para a elaboração de programas de governo”.

A base do movimento foi o indicador Felicidade Interna Bruta (FIB), criado no Butão, pequeno reino da Ásia, encravado na Cordilheira do Himalaia. Motoryn informou que em todo o mundo já existe o embrião de uma nova sociedade, cujo objetivo é a felicidade.

O coordenador do movimento destacou, ainda, que o desenvolvimento do conceito da felicidade como objetivo das políticas públicas tem relação com o resgate da utopia, em especial, entre os jovens. “Eles precisam ter uma bandeira que possa levá-los a participar de uma forma mais ativa da gestão das cidades, independente do partido político”.

Da EcoD

Um pouquinho de criatividade é o ingrediente principal para transformar aquela caixa de papelão que não tem mais utilidade em uma coisa completamente diferente: um brinquedo infantil.

Trata-se de uma maneira divertida e barata de ensinar, desde cedo, os pequenos a reutilizarem materiais, preservando o meio ambiente. Não existem regras na hora de reutilizar sua caixa, mas, para facilitar a tarefa, a revista Parents fez uma seleção de três diferentes brinquedos que podem ser construídos com caixas de papelão. Conheça:

 

Jogo de encaixe de formas geométricas

 
Materiais necessários:

Caixa de papelão;
Compasso ou forma circular (pode ser um prato);
Régua;
Caneta;
Estilete;
Papel adesivo colorido;
Fita adesiva colorida;
Cola quente
Modo de fazer:

Desenhe as formas desejadas nos seis lados usando o compasso, a régua e o lápis e, logo em seguida, corte as formas com o estilete. Se fizer um círculo, por exemplo, desenhe um do mesmo tamanho no papel adesivo e, com um compasso, desenhe um 3 cm maior em diâmetro em torno deste. Corte o anel e cole-o no recorte circular correspondente na caixa de papelão para fazer o acabamento. Para criar os quadrados, use tiras de fita adesiva colorida. Utilize a pistola de cola quente para selar a caixa e mantê-la bem fechada em ambas as extremidades. Pronto! Agora, basta brincar.

Cama de boneca

Materiais necessários:

Caixa de papelão
Tesoura
Papel
Fita adesiva
Lápis
Estilete
Placa de apoio para corte
Pistola de cola quente
Pompons
Lantejoulas grandes
Modo de fazer:

Pegue a caixa de papelão lisa e corte as quatro abas superiores. Dobre um pedaço de papel ao meio. Segure o papel dobrado na vertical e corte um design decorativo em toda a parte superior para formar o molde da cama. Desdobre e cole em um dos painéis mais curtos da caixa e a seguir trace o desenho. Corte o papelão, com o estilete, em cima da placa de apoio para corte para criar o projeto da cabeceira da cama. Repita o procedimento para criar o pé da cama. Monte o fundo da caixa e cole com cola quente para que se mantenha fechada e segura. Enfeite as colunas da cama com pompons e a moldura com lantejoulas. Cole com cola quente. E pronto. A cama já está pronta para a brincadeira.

Castelo

Materiais necessários:

Caixa de papelão
Tesoura
Régua
Lápis
Estilete
Cola quente
Tinta cinza
Pincel
Duas ou três caixas de papelão pequenas
Fita vermelha
Hastes de chenile
Canudinhos listrados
Pequenos pompons
Feltro
Modo de fazer:

Este dá um pouquinho de trabalho, mas é diversão garantida para a criançada. Pegue a caixa de papelão lisa e corte as abas superiores. Para cortar as torres nos cantos, desenhe um retângulo de 15 x 27cm na parte de cima de cada lado e corte usando um estilete. Crie as bordas do muro do castelo, fazendo entalhes com o estilete de 2,5 x 2,5 cm na parte superior da caixa, utilizando o auxílio do apoio de corte. Desenhe uma porta levadiça de 18 cm de altura e recorte até o fundo, que ainda está ligado à caixa. Utilize, então, um lápis para marcar os dois orifícios correspondentes de cada lado da porta, onde ficarão presas as “correntes” que a fazem subir e descer.

Recorte quadrados de 3 cm para fazer as janelas usando o estilete e a placa de corte. Feche bem a caixa embaixo e cole com cola quente. Pinte o lado de fora com tinta cinza e bote para secar. Coloque caixas menores no interior do castelo para criar altura e corredores para os bonequinhos. Corte duas cordinhas de 15 cm de comprimento e passe através dos furos da porta e da moldura. Dê um nó para prender. Para fazer bandeiras, insira uma haste de chenile em um canudo e cole um pompom para finalizar. A seguir, corte uma bandeira triangular de feltro e cole pelo lado mais largo no topo da haste. Anexe as bandeiras na caixa, empurrando o chenile através da caixa. Pronto! Para incrementar ainda mais a brincadeira, adicione cavaleiros e cavalos de brinquedo.

Com informações do Ciclo Vivo

Como viver em harmonia. É o que propõe o seminário que a Unipaz Recife promove nos próximos dias 27 e 28, fazendo parte da Formação Holística de Base (FHB) do mês de abril. “A Arte de Viver em Harmonia” integra o programa de seminários criados pelo fundador da Unipaz (Universidade Internacional da Paz), o professor e psicólogo francês Pierre Weil.

O seminário abordará questões relacionadas ao ser humano desde o seu nascimento, buscando uma melhor compreensão sobre sua autonomia, as interligações da existência e a consciência da interdependência da vida. No programa constam temas como ‘o que significa evoluir’, ‘como conviver com a luz e a sombra nas relações’, ‘diálogo com empatia’ e ‘como manter uma relação evolutiva’.

“É missão da Unipaz a disseminação dos ideais holísticos, provocando uma ação reparadora com reais repercussões na sociedade e na própria natureza através de uma ação corretiva e educativa”, afirma a psicóloga e facilitadora do seminário, Leila Albuquerque.

As inscrições podem ser feitas na sede da Unipaz Recife, na Rua Enéas Lucena, 244, no Rosarinho ou pelos fones: 32442742 ou 97251415. Mais informações no site www.unipazrecife.org.br.

Sobre Leila Albuquerque

Psicóloga Clínica. Concluiu a Formação Holística de Base -2000. Formação para Facilitadora de Grupos (Gestalt); Formação para Terapia de Família - Casal (Depto de Neuropsiquiatria da UFPE). Formada em Comunicação e Liderança (Southen Instiute - Flórida - EUA). Facilitadora de Grupos; ministra palestras em empresas sobre Motivação, Liderança, Aprendendo com o Stress e Conflitos- Desafios Evolutivos; Relacionar-se e Competência Interpessoal.Facilitadora do Seminário Presença - Fator de Consciência. Coordenadora da Oficina de Memória  e Funções Cognitivas no Hospital São Marcos. Coordenadora  Ação Social da Unipaz Pernambuco. Facilita atividades de Educação Para a Paz, para Jovens Multiplicadores de Cultura de Paz.

Facilitadora do seminário A Arte de Viver em  Paz (2002).

Os interessados em participar do Prêmio Vasconcelos Sobrinho 2012, promovido pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), têm até o dia 30 de abril para fazer suas inscrições. O Prêmio é concedido anualmente a pessoas físicas, empresas e instituições (governamentais ou não) que realizem ações e projetos com objetivo de promover a melhoria das condições ambientais ou ações socioambientais.

O Prêmio chega a sua 22ª edição com uma novidade: foi inserida a categoria “Projetos e Práticas do Ensino Superior”, totalizando 12 categorias neste ano.

Para concorrer, o candidato deve preencher a ficha de inscrição constante no folder de divulgação. Ficha e regulamento estão também disponíveis para download no portal da CPRH (www.cprh.pe.gov.br). Junto ao documento, deverá ser encaminhado à sede da CPRH, em Casa Forte, o resumo dos trabalhos ou projetos, além de material que comprove a execução ou etapas dos mesmos, tais como recortes de jornais, fotografias e DVDs. Cada projeto poderá concorrer em apenas uma categoria.
A entrega do Vasconcelos Sobrinho será feita pela CPRH no dia 5 de junho, como parte das atividades comemorativas ao Dia do Meio Ambiente.

Pioneirismo - O ecólogo Vasconcelos Sobrinho foi um dos pioneiros na defesa das causas ambientais do nosso Estado; por isso a criação, em 1990, de um prêmio em sua homenagem. Engenheiro agrônomo de formação, Vasconcelos Sobrinho foi professor, pesquisador e escreveu e publicou mais de trinta livros com temática ambiental. 

Serviço:

Sede CPRH: Rua Santana, 367, Casa Forte, Recife-PE – CEP: 52060-460

Portal: www.cprh.pe.gov.br
Facebook: cprhpe
Twitter: cprh_pe
Blog: cprh.pe.gov.br/blog

Quarta, 18 Abril 2012 19:25

Pernambucano na Iª Bienal de Brasília

Escrito por
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O livro “A última volta do ponteiro”, do escritor e jornalista Adriano Portela, foi convidado para participar da I Bienal do Livro e da Leitura de Brasília. A obra será lançada às 20h do dia 21 de abril, na Esplanada dos Ministérios. "A última volta do ponteiro" chegou ao mercado literário no final do ano passado e já passou por eventos como: Bienal do Livro de Pernambucano, Fliporto e debates em livrarias, universidades e escolas.

O livro conta a história de jovem chamada Anne, que cresce em meio aos mistérios da sua família. O enredo de A Última Volta do Ponteiro é uma espécie de retorno, um retorno ao centro, à origem, à reintegração de um passado cheio de surpresas, de momentos reveladores. As horas se passam entre o Brasil e a Itália, entre Recife e Florença, criando um ambiente em que se veem inúmeras relações ítalo-brasileiras. As duas culturas, tão próximas desde muito tempo, estão refletidas nos personagens. Crime, traição, investigação, fantasia, poesia, teatro e romance fazem parte desta obra.

Adriano Portela é produtor da RedeTV!, professor universitário e cineasta premiado. O autor conta que para o trabalho literário, tem como exemplo, os escritores e amigos, também pernambucanos, Raimundo Carreiro e Ronaldo Correia de Brito.

A I Bienal do Livro e da Leitura de Brasília, que começou no último dia 14, segue até 23 de abril e faz homenagem a Ziraldo e ao nigeriano prêmio Nobel de Literatura de 1986, Wole Soyinka. Caetano Veloso, Nando Reis e Fernanda Takai são destaques do evento.

Gestante

O Real Hospital Português (RHP), na capital pernambucana, promove amanhã (18/4) o 19º Curso para Gestantes da Real Mater.

Na ocasião, médicos e demais especialistas em saúde esclarecem dúvidas e orientam as futuras mamães sobre pré-natal, amamentação, nutrição na gravidez, cuidados com o recém-nascido e outros assuntos.

O curso, coordenado pelo obstetra Abílio Costa, acontece a cada três meses. Cerca de 150 gestantes são esperadas no evento. A entrada é gratuita e é permitido acompanhante.

Durante o intervalo, os participantes podem conferir uma exposição de produtos e artigos diversos para a mãe e o bebê.

Serviço:

19º Curso para Gestantes da Real Mater

Dia: 18/4

Local: Salão de Convenções do RHP – 9º andar do Edifício Egas Moniz

Hora: 13h às 18h30

Inscrições: 81 3416-1237 ou 81 3416-1238

O sociólogo Gerard Sauret lança, no próximo dia 19 de abril (quinta-feira), o livro “Estatísticas pela vida: a coleta e a análise de informações criminais como instrumentos de enfrentamento da violência letal”, com selo das Edições Bagaço. O evento acontece no auditório Benício Dias, no Museu do Homem do Nordeste, na Avenida 17 de Agosto 2187, em Casa Forte, a partir das 19h30.
O livro reúne capítulos assinados pelo sociólogo, que coordena a Gerência de Análise Criminal e Estatística da Secretaria de Defesa Social, e mais quatro colaboradores – Augusto Sales (sargento PM, formando em Sistemas para Internet), Egenilton Farias (estatístico), Mariana Tiné (geógrafa) e Servilho Paiva (delegado federal e ex-secretário da SDS). O prólogo é assinado por Ignacio Cano, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e referência internacional em metodologias quantitativas em segurança pública.
Os autores apresentam diversas inovações técnicas e metodológicas que têm permitido o aprimoramento da coleta e análise de informações de crimes violentos letais intencionais (CVLI) em Pernambuco. Ganham destaque a implantação de ferramentas tais como o georreferenciamento dos locais de crime, a pulseira de identificação de cadáver e a análise de dados sobre as motivações criminais, peças que vêm sendo fundamentais para o monitoramento do Pacto Pela Vida, política pública de segurança do Estado.

A Orquestra do Movimento Pró-Criança realiza uma apresentação especial gratuita neste domingo (15), às 16h, no Teatro Maurício de Nassau, no Recife Antigo, com um repertório que vai homenagear o Rei do Baião Luiz Gonzaga. A realização do evento só foi possível graças a união do Pró-Criança com o apoio da TAM, Secretaria de Turismo da Prefeitura do Recife, Divina Sundown Vitaminas, Downtown PUB, Excelsior Seguros, HSBC, Absolute Escritórios Inteligentes e 3° Tabelionato de Notas do Recife.

Regida pelo maestro Crisóstomo Santos, a equipe se prepara também para sua primeira viagem internacional depois de receber um convite oficial para se apresentar em Londres, em agosto. A história destes meninos e meninas de bairros pobres da Região Metropolitana do Recife vai ganhando novos desenhos e horizontes cada vez mais amplos através da música. A Orquestra do Movimento Pró-Criança foi oficialmente convidada para se apresentar em Londres pela produtora inglesa Gandaia Arts, que há dois anos vem trabalhando na divulgação da cultura popular brasileira em vários países da Europa. A diretora artística da Gandaia Arts, Mariana Rabello Pinho, esteve no Recife em fevereiro e veio especialmente para fechar todos os detalhes e viabilizar a viagem do grupo. As passagens já estão garantidas e também hospedagem e alimentação e agora o Pró-Criança só precisa viabilizar o seguro saúde e outros detalhes para o embarque. “Ainda precisamos de apoio financeiro, mas não tem volta, iremos para Londres custe o que custar”, comemora Rosa Campello, gestora cultural do Espaço Maria Helena Marinho/Movimento Pró-Criança, onde está a sede da orquestra.

Histórias emocionantes de jovens que vão mudando a vida se misturam com os passos da Orquestra Pró-Criança. A de Bernardo José, que mora com a mãe, o pai e sua irmã em Brasília Teimosa, é uma delas. Em janeiro de 2011 foi convidado pela Associação de Moreno e começou a dar aulas de violino para crianças da cidade todos os sábados pela manhã. Com o salário, está ajudando sua família, já comprou um computador e colocou internet em casa. Além das aulas em Moreno e das apresentações com o grupo do Pró-Criança, Bernardo formou um quarteto com três amigos e estão tocando em festas, casamentos e eventos. “Depois que a música entrou na minha vida, todo dia eu penso nela”, diz. A expectativa pela primeira viagem internacional é enorme.

“Meu objetivo é dar aula, ser músico e continuar vivendo da música. Nunca mais eu deixo. A música representa para mim uma forma de esperança, um sonho possível”, emociona-se Fábio Eduardo, que completou 19 anos no último dia 2 de fevereiro de 2012 e mora no Coque e que em março de 2011, com as economias que tinha e a ajuda do tio, conseguiu comprar seu próprio contrabaixo. No mesmo mês foi aprovado no Conservatório Pernambucano para integrar a Orquestra Jovem. Fábio está dando aulas de musicalização infantil na escola municipal Novo Mangue. “Meu sonho é viajar o mundo fazendo música”, declarou numa entrevista há cerca de um ano. Parece que as preces de Fábio foram atendidas!

De alguma forma, o mundo ouviu os instrumentos desses meninos e eles já esperam pela temporada de uma semana em Londres cheios de planos e novos sonhos.

Tem ainda muitas outras histórias emocionantes para se contar dentro da orquestra. Como a de Estefanny Patrycia e de Moab da Silva Oris, que a TV Globo entrevistou numa matéria em 2010 e seguem cada vez mais envolvidos com a arte. Em comum ambos têm uma história de lutas por serem filhos de duas das tantas famílias pobres que vivem em Pernambuco. Ela mora no Alto da Bondade e ele na comunidade do Pilar. Mas tem mais, os dois, em momentos diferentes de suas vidas, se apaixonaram por um instrumento musical, o mesmo, o violino, e comemoraram juntos uma grande conquista, Estefanny e Moab conseguiram comprar os próprios violinos no final de maio de 2010 e o sonho de se tornarem músicos ganhou mais força e tons novos, de início de realidade.

“Ter o seu instrumento para estudar quando se sente vontade faz a maior diferença no aprendizado”, diz o maestro Crisóstomo Santos, clarinetista da Banda Sinfônica do Recife e do grupo instrumental SaGRAMA e que coordena a Escola de Música de Afogados da Ingazeira e dirige a Orquestra Movimento Pró-Criança. “Quando comecei a tocar, meu pai era tecelão e não podia comprar um clarinete para mim. Foi o meu tio que me deu de presente um velhinho um dia e isso foi muito importante na minha formação”, completa.

Com um jeito tímido, mas acompanhado de um sorriso e de uma força que transborda pelos olhos quando começa a contar a sua história musical, Estefanny diz que viu a sua prima tocando violino uma vez e desde esse encontro nunca mais deixou de sonhar com o instrumento. Procurou o Movimento Pró-Criança já com o intuito de iniciar os estudos musicais, há pouco mais de cinco anos, e como na época a instituição só dispunha de quatro vagas para o curso de violino, que já estavam preenchidas, Estefanny teria que começar aprendendo piano. “Eu fiquei triste, chorei, mas comecei a estudar. Aí soube que tinha saído um dos alunos do violino e não deixei passar a oportunidade”, conta. A prima de Estefanny, Natalie, que morava no Alto do Céu, também começou a tocar em projetos sociais, hoje segue na carreira musical e está morando na Bahia.

Coincidências do destino, Natalie saiu do mesmo projeto social do atual professor de violino de Estefanny, Márcio Pereira. “Eu vejo os meninos da Orquestra do Pró-Criança com potencial e uma vontade imensa e isso é muito bom e estimulante para um professor. A música pode sim mudar a vida de alguém. Mudou a minha, a de Crisóstomo e vai mudando a dos meninos”. Ele conta que começou a estudar com 12 anos e durante seis anos usou um instrumento emprestado. “Estava com 21 anos quando comprei o meu primeiro violino. Os meninos ainda são jovens e já com uma força de vontade tão grande. É muito bonito de se ver”.

Moab da Silva Oris trabalha desde cedo na lanchonete do pai, Ely Oris dos Santos, em frente à Prefeitura do Recife. Ele ajuda o pai das 5h da manhã até 7h. Sai de lá, vai para o Pró-Criança para sua aula de música. Sai de lá, toma banho, almoça e vai para o colégio, onde cursa o Ensino Médio. Às 18h volta para a lanchonete para ajudar o pai e às 20h volta para casa. “Agora, quando chego em casa, ainda consigo estudar uma hora toda noite, graças à conquista do meu próprio violino. Aos sábados e domingos, estudo umas cinco horas”, diz. “Antes de comprar o meu instrumento, às vezes eu deixava de lanchar no Pró-Criança para aproveitar aquela horinha e poder estudar”.

oab diz que está seguindo seu caminho e quer se tornar músico profissional. Estefanny diz que vai fazer faculdade de Música e Medicina.

“Quando começamos a apostar na formação em música erudita tudo era mais difícil, os instrumentos são caros e no princípio eram apenas quatro violinos. Depois entrou o violoncelo. Hoje temos uma orquestra completa”, explica a gestora do Espaço Cultural Maria Helena Marinho, Rosa Campello.

A Orquestra do Movimento Pró-Criança, aliás, já recebeu outras propostas para sair do Brasil. Em 2011 eles receberam um convite para se apresentar na França agora em 2012. “O pessoal de um festival em Toulouse entrou em contato, encantados com a mistura entre o erudito e o popular e a qualidade musical dos meninos. Hospedagem e alimentação estão garantidas lá. É um grande presente. Agora precisamos conseguir as passagens e já estamos na batalha em busca de apoio para mais esta viagem”, diz Rosa Campello.

A Orquestra do Movimento Pró-Criança hoje está completa, depois dos novos instrumentos recebidos no último mês de abril de um grupo de estudantes holandeses alunos do saxofonista Fred Berkemeier, que também ficou sensibilizado com o trabalho em uma visita que fez ao Recife para apresentações por aqui.

O grupo, que também acaba de gravar o primeiro CD e DVD (e espera patrocínio para a prensagem), foi criado a partir do esforço do maestro Crisóstomo Santos e do professor Márcio Pereira. “Antes havia aulas de piano e violino, mas não tinha uma orquestra. As aulas de violino começaram a ficar complicadas e a direção estava pensando em parar. Então tivemos a ideia de formar a orquestra”, explica Márcio. Dos treze integrantes do começo, passou para 23, sendo 19 de cordas e quatro de percussão. “Eram quatro violinos, depois veio viola, violoncelo, novos violinos e agora tem até contrabaixo. A orquestra de cordas estava completa, mas faltavam ainda outros instrumentos de percussão para termos uma orquestra inteira. Com a iniciativa de Fred Berkemeier, só temos o que celebrar. A qualidade musical está cada vez mais impressionante”, comemora Crisóstomo.

Mariana Rabello Pinho é brasileira do Rio de Janeiro, trabalhou até na Mocidade Independente de Padre Miguel, quando há oito anos foi convidada para dar aulas de dança na escola de samba Unidos de Londres. Desde então vive na Inglaterra e decidiu investir na divulgação da nossa cultura nos países europeus. De lá pra cá produziu em 2006 e 2007 o I e II Encontro Europeu de Maracatu, que hoje está nas mãos de outra produtora mas segue firme e já está na quinta edição; fundou a banda Maracatudo Mafuá e criou a Gandaia Arts, entre muitas outras realizações.

SERVIÇO:

APRESENTAÇÃO DA ORQUESTRA DO MOVIMENTO PRÓ-CRIANÇA EM HOMENAGEM A LUIZ GONZAGA

LOCAL: Teatro Mauricio de Nassau

                Rua Vigário Tenório,135 – Recife

DATA: 15 ABRIL 2012

HORA: 16:00

Entrada gratuita

Sexta, 13 Abril 2012 13:46

É possível evitar o câncer

Escrito por

Por Rogério Tuma*

Um estudo publicado na revista Science Translational Medicine, em 28 de março, faz uma revisão de dezenas de outras pesquisas sobre as causas dos tumores mais comuns que afligem a humanidade e conclui que mais da metade deles pode ser evitada. O principal pesquisador do estudo, o Dr. Graham Colditz, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington e diretor de Prevenção e Controle do Centro do Câncer Siteman, em Saint Louis, afirma que está na hora da ciência colocar todo seu conhecimento já adquirido em ação para implantar medidas preventivas que podem reduzir a incidência de câncer na humanidade.

De acordo com o estudo, o que já sabemos sobre estilo de vida e costumes, como tabagismo, dieta e exercícios, tem relevante papel no desenvolvimento de vários tipos de câncer e se conseguirmos de alguma maneira mudar nossos hábitos, mesmo que de maneira forçosa, vamos nos livrar de boa parte deles. O fumo, por exemplo, provoca mais de um terço dos casos de câncer, e a obesidade causa outros 20%. Um estudo feito na Índia, e publicado em março na Lancet Online First pelo professor Prabhat Jha, avaliou as mortes por câncer naquele país em 2010 e concluiu que 42% dos óbitos em homens e 20% em mulheres foram causados pelo fumo.

Os obstáculos para mudarmos isso são vários. O principal é o ceticismo de que o câncer pode ser evitado. Apesar de sabermos que o cigarro é o único causador de 75% dos tipos de câncer no pulmão, é difícil conseguir fazer um fumante parar de fumar ou alguém que nunca fumou entender o cigarro como algo muito perigoso. A dificuldade em se acreditar nisso é de que medidas preventivas, apesar de surtirem efeito imediatamente, demoram um tempo para demonstrar isso. Se abolirmos o fumo hoje, conseguiremos reduzir o tumor que mais mata homens em até 75%, mas esse índice será atingido em 20 anos.

O efeito nas outras doenças crônicas que serão evitadas também ficará bem claro em apenas uma ou até três décadas.

Outro obstáculo é que a ação preventiva em geral é dirigida ao adulto e não ao jovem. Quando ocorre o inverso, o efeito é muito mais eficaz. É o caso da vacinação contra o papilloma vírus, que causa câncer cervical uterino. Se a imunização for feita em meninas antes do início da atividade sexual, é muito melhor e, portanto, mais indicado. Mas poucos pais e governos levam as adolescentes para vacinação.

Outro obstáculo gigantesco é que grande parte dos recursos em pesquisa são gastos na busca do tratamento, e não na prevenção do câncer. Hoje, vale muito mais uma patente na mão do que um Nobel de medicina, mesmo porque não se ganha prêmios Nobel fazendo medicina preventiva. Programas preventivos que salvam milhares de vidas dificilmente são notados pela mídia, mesmo a especializada.

No Brasil, cerca de 300 mil pessoas morrem de câncer ao ano, e mais de 800 mil casos novos aparecem todos os anos. Nossa incidência é proporcionalmente um pouco menor do que nos países desenvolvidos, pois nossa população ainda morre de doenças que já estão sob controle no Primeiro Mundo. Mas aqui, por falta de recurso assistencial, morremos antes pelo mesmo tipo de câncer que os americanos.

Na década de 1990, esperávamos que os seres humanos pudessem nos dias de hoje ter uma expectativa de vida de mais de 120 anos. Isso não aconteceu, principalmente porque não mudamos nossos hábitos. O vício, o sedentarismo e o abuso de calorias na dieta serão por muito tempo nossos maiores algozes.

A coautora do estudo desabafa: “Medidas preventivas são baseadas em mudanças de políticas governamentais, que devem ser implantadas corajosamente. Podemos contar a história, mas se não houver massa crítica suficiente para forçar mudanças continuaremos morrendo à toa”.

* Rogério Tuma é médico neurologista.

** Publicado originalmente no site Carta Capital.

Do PNUD

Jovens estudantes e profissionais de todo o país interessados em trabalhar como voluntários durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável já podem se inscrever no processo seletivo. O primeiro edital do Programa Voluntariado Rio+20 receberá inscrições até o dia 19 de abril. São 400 vagas para universitários (graduação e pós-graduação) ou para profissionais formados que irão atuar como guias de visitas às comunidades e em atividades nas áreas de sustentabilidade, tecnologia da informação e orientação e apoio à sociedade civil, entre outras.

Além destas vagas, o programa abrirá inscrições para outros dois perfis: voluntários jovens e voluntários do ensino médio. Ao todo, serão selecionados 1,7 mil voluntários.

A iniciativa é parte do projeto de cooperação técnica “Parcerias para Realização da Rio+20″, desenvolvido pelo Comitê Nacional Organizador da Conferência (CNO) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Além do Programa Voluntário, o projeto contempla outras três ações sociais desenvolvidas para a Rio+20: os programas Comunidades Sustentáveis, Cultura+20 e Visitas às Comunidades do Rio de Janeiro.

Para Moema Freire, Oficial de Projetos do PNUD, esta é uma forma que os jovens têm de participar ativamente de eventos de grande porte como a Rio+20. “As comunidades vulneráveis, em particular, ficam afastadas desse tipo de atividade. Esse projeto, portanto, significa antes de tudo inclusão social”, avalia Moema. A iniciativa foi desenvolvida a partir de experiência semelhante realizada em 2007 para os Jogos Pan-Americanos.

Os voluntários selecionados passarão por um treinamento obrigatório, com carga horária de 20 horas/aula, envolvendo os seguintes temas: Voluntariado e formação cidadã; Histórico da Conferência Rio+20 e sustentabilidade; Direitos humanos, gênero e igualdade racial; e Voluntariado na Rio+20. A capacitação dos jovens será realizada no mês de maio pelo PNUD/CNO, pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) e pela Secretaria de Educação do Estado do RJ, cada qual responsável por um perfil.

O conteúdo das oficinas será elaborado por consultores contratados, em consulta com o CNO, o PNUD, o programa de Voluntários das Nações Unidas (VNU) e parceiros, como a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a Secretaria de Políticas para as Mulheres, o Ministério do Meio Ambiente e a Secretaria Nacional de Juventude.

Todos os voluntários participantes do programa receberão ajuda de custos no valor de R$ 25 por dia de treinamento e R$ 35 por dia de atuação.

Atuação durante a Conferência

Os voluntários atuarão por 4 horas diárias, por no mínimo 10 dias, no período de 5 a 30 de junho. As atividades executadas estão divididas em quatro grupos principais:

- Visitas às comunidades: Acompanhamento do público ao programa de visitação comunitária que será promovido pelo CNO e pelo governo do Estado. Número estimado de voluntários: 200 (sendo 100 residentes das 5 comunidades que receberão visitas e 100 estudantes universitários com fluência em inglês).

- Atividades na área de sustentabilidade: Acompanhamento de atividades indicadas pela Coordenação de Sustentabilidade do CNO. Número estimado de voluntários: 300.

- Atividades na área de tecnologia da informação (TI): Acompanhamento de atividades indicadas pela Coordenação de TI do CNO. Número estimado de voluntários: 100.

- Atividades de orientação e apoio à área de sociedade civil: Atividades de informação e orientação ao público da Conferência, especialmente nos eventos promovidos nos espaços da sociedade civil. Número estimado de voluntários: 1100.

Ao final do processo, os voluntários receberão certificado de atuação voluntária e serão cadastrados em um banco de dados que será oferecido a outras instituições organizadoras de grandes eventos no Rio de Janeiro, de forma a fomentar a continuidade da iniciativa.

Todo o processo de elaboração e implementação do programa de voluntariado para a Rio+20 será registrado e avaliado pelos consultores contratados. O documento final de registro e avaliação da iniciativa será entregue a instituições organizadoras de grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, assim como à Secretaria de Direitos Humanos, como subsídio para a estruturação do Sistema Nacional de Voluntariado que está em fase de concepção.

Perfil dos voluntários

Voluntário jovem: Jovens de 18 a 29 anos provenientes de famílias de baixa renda do Rio de Janeiro, participantes ou ex-participantes de cursos profissionalizantes. Os jovens já deverão ter concluído ou estarem cursando o 9º ano do ensino fundamental.

Voluntário universitário e profissional: Estudantes universitários (cursos de graduação ou pós-graduação) ou profissionais formados de todo o Brasil. A idade mínima para inscrição é de 18 anos.

Voluntário do Ensino Médio: Estudantes de escolas públicas do Rio de Janeiro cursando o ensino médio, com idade mínima de 18 anos.

Acesse o edital com mais informações sobre a seleção de voluntários profissionais.

Acesse a ficha de inscrição para participar da seleção.

Sexta, 13 Abril 2012 13:29

Quem são os donos do cardápio infantil?

Escrito por

Por Noemia Perli Goldraich*

Atraídas por propagandas fascinantes que prometem um mundo de sonhos em um pacote de salgadinhos ou um pirulito, por brindes-brinquedos e pelas intermináveis coleções, as crianças se tornaram as principais vítimas desses alimentos e passaram a influenciar nas compras de toda a família. Quais as conseqüências de seguirmos ao sabor do vento das grandes corporações fabricantes de alimentos? E de não termos controle sobre a publicidade dirigida ao público infantil?

Há 40 anos trabalho como Nefrologista Pediátrica. Não recordo de ter identificado, antes dos anos 90, um único caso de pressão alta em criança que não estivesse relacionada a algum problema grave como doença nos rins, nas artérias renais, na aorta ou a tumores raros. Pressão alta era uma doença de adultos. Era!

Infelizmente, na última década, mais crianças passaram a sofrer de hipertensão arterial, uma doença crônica, isto é, que se arrasta por toda a vida e que necessita de medicação continuada. E qual a causa dessa repentina mudança? Múltiplos fatores podem causar a pressão alta mais comum – também chamada de hipertensão arterial essencial – mas os principais são a combinação de obesidade e ingestão de quantidades excessivas de sal na alimentação.

Antes de seguir em frente, é preciso que se diga que a pressão alta não é um probleminha qualquer. É fator de risco importante para infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (os derrames cerebrais), entre tantas outras consequências. E o resultado da obesidade iniciada na infância é o aparecimento de hipertensão arterial em crianças e adolescentes, de diabetes melito, doenças vasculares como infarto do miocárdio, tromboses, derrames cerebrais e todas as suas complicações.

Bem, mas não é de hoje que o sal está presente na alimentação humana. Então, por que agora estaria prejudicando também as crianças? O problema não é exatamente o sal, mas sim o sódio presente nele e é esse último que causa o aumento da pressão. É aí que entram os alimentos industrializados ou altamente processados. Há muita diferença na quantidade de sal (cloreto de sódio) colocado numa refeição cotidiana preparada em casa e os tais produtos industrializados. Nestes, o sódio está presente, além do sal, na estrutura dos conservantes e aromatizantes, usados para aumentar o período de validade ou para realçar o sabor, resultando em quantidades exageradamente grandes de sódio.

Nesse contexto, é preciso considerar que os hábitos alimentares dos brasileiros mudaram significativamente nos últimos anos. Saímos do feijão, arroz e bife para as comidas congeladas, as pré-prontas, os salgadinhos, os biscoitos e refrigerantes. Atraídas por propagandas fascinantes que prometem um mundo de sonhos em um pacote de salgadinhos ou um pirulito, por brindes-brinquedos e pelas intermináveis coleções, as crianças se tornaram as principais vítimas desses alimentos e passaram a influenciar nas compras de toda a família. Sem entender o que leem ou sem ler o que informam os rótulos, os pais também se seduzem pelos coloridos sinais de adição a anunciar + ferro, + cálcio, + vitaminas. Na verdade, estão comprando gordura, sal e açúcar, crentes de que seus filhos estão sendo bem alimentados. É isso mesmo. Em geral, as fantásticas embalagens coloridas contêm muita caloria e baixíssimo valor nutricional.

Estudos que vem sendo amplamente divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que o brasileiro está ingerindo mais que o dobro de sal da quantidade diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 5 gramas, o que equivale a uma colher de chá. O brasileiro, em média, está consumindo 12 gramas ao dia, o equivalente a uma colher de sopa. Muitos produtos que hoje fazem parte da dieta usual de crianças contêm quantidades exageradas de sal, sem que os pais percebam o perigo. Você sabe que um pacote de massa instantânea pré-cozida tipo miojo contém 5g de sal, que é a quantidade máxima diária recomendada para um adulto? Haja rins para dar conta!

Pesquisa publicada neste janeiro por um grupo da Filadélfia, no American Journal of Clinical Nutrition, uma importante revista da área, mostrou a relação entre o desenvolvimento da aceitação do gosto salgado e uma alimentação complementar, administrada a bebês, contendo amido (batatas, arroz, trigo, pão, bolachas). Foram comparados dois grupos de lactentes: um recebeu alimentação complementar com amido e o outro só comeu frutas em complemento ao leite. A aceitação para o gosto salgado já estava presente aos seis meses nos lactentes alimentados com amido e ausente nos que receberam só frutas. Os lactentes do primeiro grupo apresentaram maior probabilidade de lamber o sal da superfície dos alimentos na pré-escola, bem como de comer sal puro. Assim, segundo a pesquisa, experiências alimentares bem precoces (primeiros meses de vida) exercem um papel muito importante em moldar a resposta ao gosto salgado de lactentes e pré-escolares.

Sabemos que a formação do hábito alimentar se dá desde a gestação até cerca de dois anos de idade. E uma vez consolidado o padrão de gosto, fica difícil mudar. A isso, é preciso associar o padrão de uma infância sedentária em frente à televisão, computador e vídeo games. O resultado tem sido a obesidade. Dados do IBGE mostram que o excesso de peso e a obesidade são encontrados com grande frequência, aos cinco anos de idade, em todos os grupos de renda e em todas as regiões brasileiras.

Houve um salto no número de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso ao longo de 34 anos: em 2008-2009, 34,8% dos meninos estavam com o peso acima da faixa considerada saudável pela OMS. Em 1989, este índice era de 15%, contra 10,9% em 1974-75. Observou-se padrão semelhante nas meninas que, de 8,6% na década de 70, foram para 11,9% no final dos anos 80, e chegaram aos 32% em 2008-09.

O tempo de exposição à mídia também vem aumentando. Em média, as crianças ficam mais de 5 horas diárias em frente à TV, tempo superior ao permanecido na escola, que é de 4h30min. Além disso, o padrão das crianças de hoje é acessar varias mídias ao mesmo tempo e em quase todas há inserção de propaganda, ou seja, as crianças ficam expostas a um bombardeio mercadológico. Estudo feito pela Universidade de São Paulo, em 2007, mostrou que 82% dos comerciais televisivos sugeriam o consumo imediato de alimentos ultraprocessados, 78% mostravam personagens ingerindo-os no ato e 24% dos alunos expostos a tais mensagens apresentaram sobrepeso ou obesidade. Já um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde em 2009 identificou que apenas 25% das crianças entre 2 e 5 anos e 38% das crianças entre 5 e 10 anos consomem frutas, legumes e verduras. Guloseimas como balas, biscoitos recheados, refrigerantes e salgadinhos ocuparam o espaço de refeições principais.

E a água? De repente esse bem essencial ao bom funcionamento do corpo humano foi sendo esquecido. Em creches, escolas e hospitais é comum não encontrarmos bebedouros. A água não está franqueada justamente a quem deveria receber estímulo constante para ingeri-la. O estímulo está focado nos sucos industrializados e nos refrigerantes.

E agora, já podemos responder quem são os donos do cardápio das nossas crianças? E quais as conseqüências de seguirmos ao sabor do vento das grandes corporações fabricantes de alimentos? E de não termos controle sobre a publicidade dirigida ao público infantil?

Se o que queremos para nossas crianças não é um futuro de obesos desnutridos, precisamos tomar as rédeas da situação e já. A informação continua sendo a chave-mestra e, pais, educadores e profissionais da saúde precisam saber identificar o que está escrito nos rótulos.

Se tomamos tantas medidas para a identificação de pessoas que entram nas nossas casas e nas escolas, porque não adotamos estes mesmos cuidados antes de permitir a entrada de substâncias no nosso organismo e das nossas crianças? Nunca é demais lembrar que bons hábitos alimentares começam a ser transmitidos na vida intra-uterina, que criança até dois anos não deve ser exposta ao sal e que não se deve colocar açúcar em chás e mamadeiras de bebês. Muito menos achocolatados, que contém açúcar e gordura em excesso.

Seguindo orientações da OMS, estão surgindo políticas públicas para redução do sal nos alimentos industrializados, assim como campanhas de esclarecimento ao público. Foram identificadas ações em 38 países, sendo a maioria na Europa. Já o Brasil recém está iniciando algumas medidas nessa área. Em janeiro deste ano, a Anvisa fez recomendações não obrigatórias para a redução, até 2014, em 10% no conteúdo de sal do pão francês.

Também em países europeus, há regras rígidas em relação à propaganda dirigida a crianças. Em terras nativas, dispensam-se comentários. Felizmente a sociedade começa a dar sinais de reação.

Acreditando que um outro mundo é possível, que tal a gente sonhar com uma sociedade em que a saúde das nossas crianças esteja acima dos interesses das megacorporações?

* Noemia Perli Goldraich é doutora em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pós-doutora em Nefrologia Pediátrica pela Universidade de Londres, professora-associada do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFRGS, nefrologista pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Doenças Crônicas na Infância da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS.

** Publicado originalmente no site Carta Maior.

O espetáculo de dança “Leve” pega a estrada pelo interior de Pernambuco com várias apresentações até o final do ano. A agenda da circulação, projeto aprovado pelo Funcultura, passará por Arcoverde, Triunfo, Garanhuns, Petrolina, Goiana, São Lourenço e Recife. E permanece em temporada no Recife, no Teatro Hermilo Borba Filho todas às quartas e quintas, às 19h.

Durante a nova temporada, a equipe da premiada montagem, que já passou por 15 estados brasileiros e foi vista por mais de 5 mil pessoas do País, também vai oferecer oficinas de dança e iluminação nas cidades do interior. A próxima acontecerá em Petrolina, nos dias 20 e 21 de abril (Oficina de Iluminação com Luciana Raposo) e no dia 22 (Oficina de Dança com Renata Muniz e Maria Agrelli). A apresentação de “Leve” em Petrolina será dia 21 de abril, em parceria com o Sesc.

Iniciado em março, o projeto de circulação já passou por Goiana e São Lourenço. Agora em abril é a vez de Recife e Petrolina. Arcoverde e Triunfo será em setembro e em outubro Garanhuns.

“Leve” é um convite à beleza de despertar todos os sentidos no compartilhamento de um momento inteiro, que através da arte da dança e da poesia traduz a leveza e dureza de sermos nós, com nossas dores, saudades e os voos e quedas que nos cabem. Os cheiros desenvolvidos e trabalhados especialmente para criar uma atmosfera única entre artistas e público, o tato, o olhar, a música belíssima na trilha assinada por Isaar França, o poema de Mário Quintana na voz das bailarinas Maria Agrelli e Renata Muniz no centro da mandala desenhada no chão, o gosto do encontro que fica no contato de nos percebermos assim, simplesmente e maravilhosamente humanos.

Nesta sexta e sábado, dias 13 e 14 de abril, os pernambucanos terão oportunidade de conhecer mais de perto a história de Tara - representação feminina de Buda - e as práticas do Budismo Tibetano com a presença no Recife da estudiosa Prema Dasara. Ela vem desta vez para ministrar um encontro sobre as práticas budistas. No evento, os participantes vão vivenciar os ensinamentos de mestres tibetanos por meio de meditações, reflexões e dança.

Prema Dasara é professora, estudiosa e praticante do Budismo. Americana, com residência no Havaí, foi treinada na Ásia por mestres da Índia, do Nepal, do Tibete e de Bali. Prema criou a dança "Mandala das 21 Preces de Tara", hoje praticada em várias partes do mundo. O ritual feito em grupo é fundamentado nas profundas práticas de treinamento mental do Budismo Tibetano. Quem pratica alcança níveis elevados de meditação.

Prema se dedica a viajar o mundo ensinando a Mandala e os preceitos da filosofia de vida que leva.Segundo Prema, a dança da “Mandala das 21 Preces de Tara” é oferecida com o propósito de beneficiar os seres neste mundo de caos e confusão. É executada em respeito e gratidão aos mantenedores das linhagens das variadas tradições do Budismo Tibetano que embelezaram os ensinamentos ancestrais dos cantos de Tara. Sua prática acontece em unidade com o povo do Tibete, que universalmente invoca e evoca Tara, que canta seus louvores desde a infância e que reconhece Nela a Mãe e Protetora Universal.

“É com a intenção de reconhecer a dignidade e a capacidade das mulheres de alcançar o mais elevado desenvolvimento espiritual que é ofertada esta dança da Mandala das 21 Preces de Tara”, diz.

História - Considerada a mãe da compaixão, Tara é o aspecto feminino do Buda indissociável do estado desperto iluminado. É a divindade nacional do Tibete e surge sob várias manifestações. Conta-se que a princesa Yeshe Dawa, "Lua de Sabedoria", recebeu ensinamentos de um Buda, e ao longo da vida acumulou méritos e sabedoria, por isso foi aconselhada a rezar por um renascimento masculino, pois, como homem, alcançaria a iluminação espiritual. Reconhecendo nisso a ignorância de que a dualidade é relativa, fez o compromisso de sempre renascer em forma feminina, como mulher. Por esse gesto de sabedoria e compaixão, Yeshe Dawa/Tara é considerada entre suas várias denominações como "Aquela que enxerga os clamores do mundo" ou "Senhora dos Mil Olhos”.

 

Mais informações sobre a divindade e a Mandala podem ser vistas em www.taradhatusulamerica.com.br. Mais informações sobre os encontros no Recife: (81) 3268-4403 ou (81) 8886-7776 ou ainda pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

* Programação

13/04 (Sexta-feira)

Das 9h30 às 12h30 - "Os mistérios do feminino no caminho Budista"

Valor: R$ 30,00

Das 14h30 às 17h30 - "As qualidades do Feminino na perspectiva Budista "

Local: Valença e Associados Ltda. - Rua Marcelino Lisboa 55 - Parnamirim

Valor: R$ 30,00

14/04 (Sábado)

Das 9h30 às 12h30 - "Vida longa e boa saúde - Tara Branca"

Local: Valença e Associados Ltda. - Rua Marcelino Lisboa, n 55 - Parnamirim

Valor: R$ 30,00

Das 14h30 às 17h30 - "A dança como caminho para a mente plena"

Local: Valença e Associados Ltda. - Rua Marcelino Lisboa, n 55 - Parnamirim

Valor: R$ 30,00

Preços especiais:

Para quem vai fazer 2 encontros = R$ 55,00

Para quem vai fazer 3 encontros = R$ 82,00

Para quem vai fazer 4 encontros = R$ 110,00

Quinta, 12 Abril 2012 21:19

4º Outlet Solidário AACD

Escrito por

 

Por Ericka Melo

 

Solidariedade cai muito bem em você. Essa é a dica do 4º Outlet Solidário da AACD, que acontece nos próximos dias 22, 23 e 24 de abril no esquema all day, na Arcádia Boa Viagem.

 

Os ingressos para o 4º Outlet Solidário já estão à venda e custam R$5. Os interessados podem adquirir a entrada na sede da AACD, nas lojas participantes ou no dia do evento na Arcádia Boa Viagem.

 

Entre as marcas já confirmadas estão: Ananê, Artes Cristina, Manoela e Juliana, Bafafá, Bendita Seja, Binha, Carmen Steffens, Coisas e Casa, Divina Graça, Lalinda, Le Postiche, Lubella, Lure Cosméticos, Mactoot, Milla Boutique, Miss Victtoria, Nouveaute, Ouro Preto, Papéis do Rosário, Patalu, Prima Santa, Script, Senhorita Luna, Show room Multimarcas, Sianinha, Spuk, Terezinha do Vale, Tuti di panno.

 

Parte da renda dos produtos será revertida para a AACD, que atende crianças de todo o Norte e Nordeste.

Da EcoD

É preciso muito mais do que apenas visão e criatividade para criar peças como, as esculturas florais feitas a partir de latas de spray descartadas. É necessário ter a habilidade e paciência para transformar essa visão em realidade. E a artista norte americana Hillary Coe parece ter de sobra essas duas qualidades.

 

Ela possui uma grande paixão por tudo que é reciclável, e latas de spray estão no topo de sua lista. Por meio de uma organização chamada de “Canlove” (Pode amar), Coe transforma latas descartadas em esculturas e obras de arte que irão encontrar um novo lar em salas de estar em todo o mundo.

Espalhadas por toda parte, as latas de pulverização causam danos consideráveis ao meio ambiente, daí a grande importância no reaproveitamento desse material.

A gama de esculturas inclui orquídeas do deserto e orquídeas que são completamente originais criadas a partir de bocais de sprays. É uma linda coleção que mostra a reutilização, reciclagem e desenvoltura.


 

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