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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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BID-LogoO Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) abriu as inscrições para seu Programa de Jovens Profissionais. O registro se encerrará no dia 1º de março de 2012. Entre os requisitos básicos para participar no programa estão: ter até 32 anos de idade e possuir pelo menos dois anos de experiência profissional em uma ou mais das seguintes áreas: Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Social, Infraestrutura, Meio Ambiente e Recursos Naturais, Financiamento de Projetos, Setor Privado e Administração de Empresas.

Os participantes selecionados para o programa firmarão um contrato por 24 meses com o Banco e serão tratados como funcionário plenos que, a qualquer momento, podem ser convidados a ocupar um cargo permanente. O programa, lançado em 1970, é considerado um ponto de partida para uma carreira profissional no BID.

O BID busca promover a diversidade incluindo profissionais afro-descendentes e indígenas como parte integral de suas atividades com os governos e a sociedade civil. Os candidatos com esses perfis são incentivados a participar neste programa. Nesses casos, o limite de idade para os candidatos é de 35 anos.

Processo de Seleção - Serão selecionados candidatos com experiência em áreas de especialização do Banco e convocados a entrevistas na sede do BID em Washington. O objetivo das entrevistas é identificar características, como o nível de conhecimentos técnicos evidenciados por seu êxito acadêmico, capacidade analítica, habilidade para trabalhar em equipe e comunicar-se claramente, e disponibilidade para servir em missões ou mudar-se para trabalhar em um escritório na América Latina e no Caribe. Além disso, os pré-selecionados para viajar a Washington para as entrevistas poderão ter que produzir um estudo de caso e apresentar referências.

Antes da entrevista na sede, haverá um processo de seleção interno. Este processo de seleção inclui avaliação de currículos pelo Departamento de Recursos Humanos, uma avaliação técnica por uma equipe de especialistas do Banco e, em seguida, uma seleção pelo painel que conduzirá as entrevistas. O Banco irá cobrir as despesas de viagem a Washington.

O formulário de inscrição deve ser preenchido diretamente na página web do Programa Jovens Profissionais.
 

Segunda, 09 Janeiro 2012 20:03

Cochilo pós-almoço desestressa, aponta pesquisa

Escrito por

sleep
O melhor horário para este sono tão agradável é logo depois do almoço, entre 13h e 16h.  Foto:Travelin' Libraria

 

 

Nada melhor do que um cochilo após o almoço, não é mesmo? Em 45 minutinhos pode-se ter um soninho revigorante e um melhor desempenho no trabalho.

Para entender melhor como porque isso acontece, psicólogos e neurocientistas da faculdade norte-americana Allegheny College avaliaram os benefícios do sono diurno na recuperação cardiovascular.

Foram separadas 85 pessoas em dois grupos. Um deles deveria dormir por 45 minutos após o almoço, enquanto o outro permanecia acordado. Todos os participantes foram submetidos a testes de estresse. Após avaliação dos resultados, foi constatada uma baixa pressão arterial no grupo que repousou.

“Outros trabalhos já demonstraram que descansar após o almoço diminui a pressão sistólica”, confirmou o cardiologista Marco Antônio Gomes, do departamento de hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Ao falar em pressão sistólica, ele se referiu ao número de maior valor que aparece registrado no aparelho de medição.

Os especialistas especulam que esse fenômeno seria comandado pelo cérebro, mais precisamente pelo sistema nervoso central, que é dividido em simpático e parassimpático. O primeiro acelera e o segundo coloca um freio nas funções fisiológicas. “Quando dormimos, há redução da atividade simpática, o que relaxa os vasos e diminui os batimentos cardíacos”, explicou o pneumologista especialista em sono Pedro Genta, do Hospital do Coração, de São Paulo.

A curta duração de um cochilo não desmerece suas qualidades. “Em 45 minutos, é possível atingir a fase três do sono”, observou Genta. O descanso pós-almoço, porém, não substitui o noturno, já que apenas na escuridão o cérebro desperta o hormônio fundamental para um sono pleno: a melatonina.

* Publicado originalmente no site EcoD.

Segunda, 09 Janeiro 2012 19:44

Sustentabilidade faz bem para o planeta e o bolso

Escrito por

sustentabilidade-2Por Juan Quirós*

A cerca de sete meses da realização da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, é fundamental que governos e a sociedade mobilizem-se e se debrucem sobre o tema, considerando ser o evento uma grande oportunidade de se conter a tempo as consequências do efeito estufa, resgatar a qualidade ambiental e equacionar o abastecimento de água e a segurança alimentar. A humanidade está atrasada na agenda de sua sobrevivência, considerados os pífios resultados de iniciativas como o Protocolo de Kyoto e a Agenda 21, documento basilar da Rio 92.

Em todo esse contexto, é fundamental o engajamento das empresas, que, independentemente das decisões governamentais, podem fazer muito. Felizmente, observa-se, no universo corporativo dos mercados emergentes, que cresce o número de organizações preocupadas com a questão e que muitas delas estão se beneficiando de iniciativas que aliam progresso ao desenvolvimento sustentável, mantendo práticas ambientais sensatas e crescimento social e econômico responsável.

Em nosso país, o conceito emergiu com força na década de 1990. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), 46% das empresas entrevistadas afirmam que têm políticas de sustentabilidade e 37% possuem um departamento específico dedicado ao assunto. Contudo, os números mostram que o conceito ainda não está devidamente incorporado na totalidade das organizações: é estratégico para 32%, pontual para 30%, informal para 23%, existente, mas não aplicado, em 11%, e inexistente em 4%. Como se observa, temos muito a avançar.

Uma contribuição relevante no sentido de sensibilizar as empresas e a sociedade quanto à importância das práticas sustentáveis é a disseminação ampla de suas vantagens. Exemplos inequívocos destes benefícios encontram-se nas chamadas construções sustentáveis, caracterizadas pela presença de painéis de energia solar, captação de água da chuva – dispositivo de redução do consumo e reúso da água –, utilização de materiais novos recicláveis que possam ser usados nas reformas, fonte de energia eólica, filtros e sensores de dióxido de carbono – melhorando a qualidade do ar interno –, aproveitamento de ventilação e iluminação naturais, paisagismo com espécies nativas, e mínima ocupação do solo, favorecendo a permeabilidade.

Edificações com tais características propiciam economia de 30% de energia e até 50% de água, além de redução de até 60% na geração de resíduos sólidos e 35% de dióxido de carbono. Além dos benefícios ambientais e impactos positivos na qualidade da vida dos funcionários das empresas ou moradores de edifícios residenciais, esses avanços na concepção arquitetônica fazem muito bem ao bolso dos proprietários. No caso de prédios comerciais, obtêm-se, em média, acréscimo de 10% a 20% por metro quadrado no aluguel e 3,5% na ocupação. No caso de prédios residenciais, é de 14% a sobrevalorização.

O avanço dos conceitos de sustentabilidade na arquitetura e construção suscita enormes oportunidades no tocante ao desenvolvimento de produtos, materiais, serviços e tecnologia. Implica, porém, os desafios de estimular todo esse movimento nos sistemas produtivos e incentivar a pesquisa e a inovação. O compromisso com a sustentabilidade não pode mais ser adiado. Se na Rio 92 a situação do planeta era de alerta, na Rio+20, é de emergência. Mais do que nunca, as empresas devem ser agentes de desenvolvimento e o poder público, instrumento de transformação.

* Juan Quirós é presidente do Grupo Advento e vice-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).

2908273648_e1d84f5ef9Atividade é direcionada ao aprimoramento técnico de artistas. As aulas acontecem de 16 a 20 de janeiro

Os acrobatas circenses do Recife contam com oportunidade de aperfeiçoamento neste mês de janeiro. Os artistas e educadores Sérgio Oliveira e Paulo Líbano, integrantes da Troupe AeroCircus, uma das mais renomadas do estado do Paraná, e da Associação Londrinense de Circo, estarão no Recife para ministrar a oficina de Acrobacia de Solo e Segurança Circense. A atividade é realizada pela Gerência de Circo da Fundação de Cultura Cidade do Recife em parceria com a Escola Pernambucana de Circo e apoio da Petrobras.

Estão disponíveis 20 vagas direcionadas a artistas circenses com experiência em acrobacia de solo. Os interessados em participar devem se candidatar gratuitamente, enviando currículo e breve carta de intenções para o email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. até o próximo dia 12 de janeiro. Os selecionados serão comunicados por email no dia 13. A oficina será realizada de 16 a 20 de janeiro, das 9h às 12h e das 14h às 18h, na Escola Pernambucana de Circo (Av. José Américo de Almeida, nº 05, Macaxeira).

De acordo com a Gerente de Circo da Prefeitura do Recife, Maria Luiza Lopes, a oficina dá início às ações de formação que serão realizadas durante o ano de 2012. A gestora ressalta que os educadores têm ampla experiência, sendo especializados nos cuidados para realização dos movimentos acrobáticos, com o objetivo de proporcionar maior rendimento técnico e minimizar as lesões corporais.

Serviço:
Oficina de Acrobacia de Solo e Segurança Circense, ministrada por Sérgio Oliveira e Paulo Líbano (PR)
Inscrições: até 12 de janeiro através do email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Realização da oficina: De 16 a 20 de janeiro, das 9h às 12h e daS 14h às 18h
Local: Escola Pernambucana de Circo - Av. José Américo de Almeida, nº 05, Macaxeira.

A Prefeitura do Recife, por meio do Instituto de Assistência Social e Cidadania (Iasc), apresentou o balanço da campanha Doação Cidadã 2011. Com o tema “Não dê esmola na rua, faça uma doação cidadã”, a campanha arrecadou alimentos, brinquedos, roupas, calçados, roupa de cama e banho, material de higiene que foram doados para 2.386 famílias recifenses.

A Doação Cidadã é uma campanha permanente que recebeu reforço no final do ano, com o objetivo de estimular as pessoas a fazerem doações. Como resultado o Iasc recebeu da Associação Sino-Brasileira de Indústria e Comércio (ASIBRA) 30 toneladas de alimentos, que foram encaminhadas para as casas de acolhida do Instituto, como a Andaluz, O Recomeço e o Espaço Iêda Lucena, em forma de cestas básicas. No total foram distribuídas 1500 unidades, cada uma com 15 itens diferentes. A Campanha teve 13 pontos de arrecadação e contou com apoio de 50 profissionais do Instituto.

As arrecadações continuam e o interessado em participar da campanha deve ligar para o 0800 281 0248 - a ligação é gratuita.

IASC - Criado em maio de 2003 é uma autarquia vinculada à Secretaria de Assistência Social, criada para consolidar a política de assistência social do município.

O IASC desenvolve ações e presta serviços direcionados ao resgate de direitos da população em maior grau de exclusão e vulnerabilidade social, com vínculo familiar fragilizado ou interrompido, vitimada por ocorrências pessoais, sociais ou de calamidade pública que lhe interrompam o acesso ao atendimento das necessidades básicas, visando assegurar-lhe proteção social especial de média e alta complexidade e inclusão social. 

thisplacements__simulation_04Segue até a próxima sexta-feira, 13 de janeiro, a mostra THIS_PLACEMENTS, do artista visual César Meneghetti, em cartaz na na Sala Nordeste, no Recife. A visitação à instalação, selecionada para ocupar o espaço através do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2011, estava prevista para acontecer até o dia 15 de janeiro, no entanto teve de ser antecipado o fim da mostra devido à reforma do prédio, sede da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura.

THIS_PLACEMENTS é fruto de uma pesquisa que Meneghetti vem desenvolvendo nos últimos anos a respeito da interação entre as diversas culturas através da arte. A exposição é composta por uma série de projeções de imagens filmadas em diversas partes do globo que se mesclam, transformando-se em lugares simbólicos. A obra dialoga com o conceito de tempo/espaço ao reunir numa só linha, vídeos de quatro continentes dispostos em grandes projeções, que se fundem e formam novas realidades. Recife (representando a América), Veneza (Europa), Niamey (África) e Hanói (Ásia) surgem como protagonistas, reelaboradas digitalmente, se sobrepondo até se tornarem puro fluxo.

Para este trabalho, Meneghetti dá uma nova dimensão ao Ocidente e ao Oriente, unindo o ângulo visual e o objeto observado, a sugestão e a realidade, a memória e o presente, o Norte e Sul do planeta, prefigurando em simultaneidade absoluta a forma espaço-tempo, como um espelho da globalização.

No Recife, THIS_PLACEMENTS foi inaugurada no dia 16 de dezembro de 2011, marcando a volta do artista e cineasta ao país, após ter vivido um longo período na Europa e acumulado uma vasta gama de trabalhos realizados pouco conhecidos no Brasil. Além do Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2011, ele inaugurou em 2011 mostras individuais em Roma e em Salvador e teve seu trabalho I\O _EU É UM OUTRO apresentado na 54° Bienal de Veneza, no evento Biennale Sessions, em outubro.

Saiba mais: www.cesarmeneghetti.net e www.thisplacements.blogspot.com.

A ocupação de César Meneghetti ficará aberta ao público diariamente na Sala Nordeste, até 13 de janeiro de 2012. Após Recife, a obra THIS_PLACEMENTS foi convidada a participar de uma coletiva internacional itinerante composta por 10 instalações de 10 artistas estrangeiros e brasileiros a ser realizado em Turim, Liubliana, Varsóvia e Middelburg.

Serviço:
THIS_PLACEMENTS – mostra de César Meneghetti

Visitação: Até 13 de janeiro 2012 | segunda a sexta-feira, das 10h às 18h

Local: Sala Nordeste, Rua Bom Jesus, 237 – Bairro do Recife, Recife, PE – 50030-170

Informações: (81) 3117.8442 / 8430

Entrada Franca

Segunda, 09 Janeiro 2012 18:48

Verso e reverso

Escrito por

caminhos20opostos_20foto_20j20heffnerPor Cesar Vanucci*

 "As ideologias radicais, não importa sua coloração, nem suas supostas e inflamadas discordâncias, são verso e reverso de uma mesma moeda

(Antônio Luiz da Costa, professor)

O fundamentalismo ultraconservador apavora tanto quanto o extremismo terrorista. Pode-se dizer mesmo que um e outro representam, na verdade, verso e reverso de uma mesma moeda. São expressões incendiárias de uma visão distorcida da realidade humana. Uma contrafação do sentido verdadeiro da vida. Agridem a consciência social. Alvejam os direitos elementares. Desprezam os sentimentos e emoções puros e espontâneos que regem a boa convivência comunitária. Geram deuses e ícones falsos. Abominam o diálogo entre contrários, instrumento de convergência que ajuda na construção de mundo melhor. Alimentam preconceitos aviltantes, racismo impiedoso, idiossincrasias incuráveis, ódios fratricidas, totalitarismos ferozes.

Espicham a tal ponto sua interpretação arcaica das coisas que passam a enxergar as conquistas do espírito, os avanços da ciência como blasfêmias heréticas. Chegam, não poucas vezes, a identificar riscos funestos à paz, à harmonia cotidiana, como agora acontece nos Estados Unidos, por obra e graça do chamado “Tea Party”, num simples anúncio de um atendimento de saúde universalizado; ou como ocorre, também neste justo instante, em certos países do mundo árabe intoxicados pelo radicalismo religioso, na mera aspiração das mulheres de desfrutarem do direito de acesso a uma carteira de habilitação de motorista.

Esse pessoal desvairado, pelos males que se revela capaz de aprontar, enche o mundo de medo. Ou seja, mesmo constituindo parcelas, embora aguerridas e atuantes, flagrantemente minoritárias no conjunto da sociedade, têm o “dom” de espalhar freneticamente por onde atuam o mais amaldiçoado dos instintos rasteiros, a nos valermos da definição do medo cunhada por Shakespeare.

* Martelo de novo, com carradas de razão, a tecla. Só no primeiro semestre deste ano, os quatro maiores bancos do País obtiveram, somados, lucros da ordem de R$ 22 bilhões e 900 milhões. Tais números, como de praxe, nessa espiral ascendente ininterrupta de resultados excepcionais que pontilha a trajetória do sistema bancário em nosso País, revelaram-se superiores aos do mesmo período do ano anterior, ficando assim distribuídos pelas organizações: Itaú, R$ 7.1 bi; Banco do Brasil, R$ 6.3 bi; Bradesco, R$ 5.4 bi; Santander, R$ 4.1 bi. A proverbial lucratividade do nosso operoso complexo bancário, incomparável com relação a qualquer outro país, traduzida nessa amostra de números correspondentes a apenas quatro instituições, suscita inapelavelmente uma indagação. À vista de toda essa dinheirama, não é o caso de se imaginar a instituição, por iniciativa do Governo, de um fundo para programas sociais relevantes com recursos derivados de tributação que incida sobre a lucratividade excessiva desse e de outros setores escandalosamente favorecidos pela política econômica vigente? Uma decisão dessas, corretíssima do ponto de vista político e social, não representaria uma forma de reforçar o caixa para a expansão de serviços essenciais nas áreas da saúde e educação?

 * O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva pernambuco semanalmente.

teatro_1A partir da próxima semana, os teatros municipais recebem a 18ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos. O evento, realizado pela da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe), com patrocínio da Prefeitura do Recife e outros parceiros, acontece nas cidades do Recife, Olinda e, pela segunda vez consecutiva, em Caruaru, de 11 a 29 de janeiro. Uma ótima opção para quem está em férias e os turistas que visitam a cidade nessa época.

A abertura acontece no Teatro de Santa Isabel, no dia 11, às 19h. Com ingressos populares que variam de R$ 10 a R$ 20, além de atrações gratuitas, o Janeiro de Grandes Espetáculos aposta numa programação bastante diversificada, com produções do teatro para adultos e para crianças, abrindo espaço também para espetáculos de dança (são mais de 90 atrações das artes cênicas nesta edição) e 12 shows musicais, além de atividades formativas como aula espetáculo, lançamentos de livros, seminário de dança, mesas de discussão e debates de teatro e dança.

Na capital, doze casas de espetáculos serão utilizadas, entre elas os teatros de Santa Isabel, Apolo, Hermilo Borba Filho e Barreto Júnior. Em Olinda, acontecerão as montagens de rua. Em Caruaru, toda a programação, inclusive com convidados internacionais, ocupará o Teatro Rui Limeira Rosal, do Sesc Caruaru. Nesta edição, além de mais de 30 produções pernambucanas, estarão na grade espetáculos do Rio Grande do Norte, Paraíba, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Porto Alegre e Brasília. Também participam atrações de cinco outros países: Canadá, Argentina, Portugal, Equador e Chile.

O foco principal é apresentar os maiores destaques da produção pernambucana que estrearam no ano anterior, não só da capital, mas de outros municípios (Recife, Olinda, Limoeiro e Petrolina têm representações), convidando, ainda, estreias locais (serão três: Caxuxa, Aquilo Que Meu Olhar Guardou Para Você e O Pássaro de Papel) e realizações cênicas de outros estados brasileiros, além de atrações internacionais, algo que vem crescendo a cada ano. As produções locais concorrem ainda ao Troféu Apacepe de Teatro e Dança, concedido aos melhores do evento como o único prêmio pernambucano da categoria profissional das artes cênicas.

Serviço:

Ingressos:
Central de Vendas
Bilheteria do Teatro de Santa Isabel.
Telefone: 3355-3322 | Horário: 10h às 16h
Vendas antecipadas para os espetáculos que acontecerão nos teatros Marco Camarotti, Hermilo Borba Filho, Luiz Mendonça, Barreto Júnior e Apolo.

Nos demais teatros, vendas no local, duas horas antes da apresentação

sisu2A partir da meia-noite desta sexta-feira (6), estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 podem se inscrever para disputar uma das 108 mil vagas em universidades públicas que serão oferecidas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). As oportunidades estão distribuídas em 3.327 cursos de universidades federais e estaduais, além de institutos federais de Educação Profissional.

O maior número de vagas disponíveis (64 mil) está nos cursos de bacharelado. Há, por exemplo, 2.487 vagas em cursos de direito, 1.443 em medicina e 3.958 em graduações na área de administração. Além das carreiras  mais disputadas nos vestibulares tradicionais, há oportunidades em cursos menos conhecidos pelos estudantes como astronomia, ciências ambientais, produção cultural e mineração.

Os candidatos podem se inscrever no Sisu até 12 de janeiro. Ao acessar o sistema, o estudante deve escolher duas opções de curso, indicando a sua prioridade. Diariamente, o sistema divulga a nota de corte preliminar de cada curso com base na nota do Enem dos candidatos que pleiteiam as vagas. Durante esse período, o participante pode alterar essas opções se achar que tem mais chances de ser aprovado em outro curso ou instituição.

Ao todo, 95 instituições públicas de ensino superior participam da oferta do Sisu para o primeiro semestre de 2012. São 42 universidades federais, 13 instituições estaduais e 39 institutos federais de Educação Profissional, além da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, administrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As oportunidades se concentram principalmente no Nordeste e Sudeste, que oferecem respectivamente 34,66% e 33,09% das vagas. Menos de 5% das vagas estão no Norte, 12,88% no Centro-Oeste e 14,5%, no Sul.

O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de janeiro. Os estudantes aprovados deverão comparecer às instituições de ensino entre os dias 19 e 20 para fazer a matrícula. O participante que foi selecionado para a primeira opção de curso é retirado automaticamente do sistema e perde a vaga se não fizer a matrícula. Aqueles que forem selecionados para a segunda opção ou não atingirem a nota mínima em nenhum dos cursos escolhidos podem participar das chamadas subsequentes.

A segunda chamada está prevista para 26 de janeiro, com matrículas entre os dias 30 e 31. Caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizada para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.

A decisão que reconheceu a união homoafetiva estável em todo o país, tomada no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ainda não foi suficiente para garantir que todos os casais tenham o direito reconhecido. Para uniformizar o entendimento sobre o assunto em nível local, a Justiça de Alagoas decidiu, em caráter pioneiro, adotar uma regra que autoriza os cartórios a habilitarem casais gays para o casamento.

De acordo com a advogada Maria Berenice Dias, presidente da Comissão Nacional de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a medida ainda não é ideal porque a habilitação precisa passar pela análise de um juiz, o que não ocorre em casamento de heterossexuais. “Ainda assim, é uma medida importantíssima, que queremos levar para todo o país”, explica.

Em maio do ano passado, o STF entendeu, por unanimidade, que a união estável homossexual é válida legalmente. No entanto, muitos cartórios e juízes ainda resistem em adotar esse posicionamento, o que leva casais a recorrerem a instâncias superiores em processos judiciais desgastantes.

Outro ponto que não ficou claro na decisão do STF foi a autorização para o casamento. Na ocasião, os ministros preferiram deixar a discussão aberta caso a caso, o que vem gerando situações desiguais no país, já que alguns juízes autorizam o matrimônio e outros não.  Em outubro, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) liberou o casamento de duas gaúchas e embora a decisão não tenha força para vincular outros casos, o julgamento se tornou importante precedente jurídico.

Com a decisão do Tribunal de Alagoas, os casais homossexuais não precisam mais entrar no Judiciário para formalizar a união, basta manifestar o desejo em cartório. “No início, eu ficava na dúvida e achava que não deveria habilitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, já que não há nenhum artigo que trata especificamente disso no Código Civil. O provimento abriu espaço para que o oficial possa, sem nenhuma dúvida, habilitar esses casamentos”, diz a oficial do 6º Ofício de Registro Civil e Notas de Maceió, Maria Rosinete de Oliveira.

A representante da Comissão Nacional de Diversidade Sexual da OAB lembra que já enviou o texto do Tribunal de Alagoas a todas as comissões estaduais para que os membros se organizem a fim de garantir a medida em todo o país. Segundo Maria Berenice, as conversas sobre a uniformização do trabalho dos cartórios já estão avançadas no Paraná.

culturaA Prefeitura do Recife publicou o edital de abertura das inscrições para o Sistema de Incentivo à Cultura 2012. As inscrições devem ser feitas até 31 de janeiro de 2012, na Rua das Águas Verdes, 08 - Pátio de São Pedro - bairro de São Jose, na sede do Conselho Municipal de Política Cultural, das 9h às 17h.

O SIC visa incentivar, difundir, valorizar e preservar as artes e o patrimônio cultural do Recife, através das mais variadas formas de expressão e manifestação. Por meio dele, empresas públicas e privadas recebem benefícios fiscais ao investir nos projetos favorecidos.

Os proponentes de cada um dos nove segmentos – Música; Artes Cênicas (Teatro, Circo, Ópera, Dança, Mímica e Congêneres); Fotografia, Cinema e Vídeo; Literatura (inclusive cordel); Artes Gráficas e Artes Plásticas; Artesanato e Folclore; Pesquisa Cultural; Patrimônio Histórico e Patrimônio Artístico – devem preencher um formulário e anexar a documentação solicitada no edital. Só serão válidas as inscrições dos proponentes cujo número do Cadastro Cultural tenha sido habilitado até o dia 16 de novembro de 2011.

Para imprimir o currículo o candidato deve acessar o site do Cadastro Cultural.

O limite máximo, por projeto, a ser pleiteado no Sistema de Incentivo à Cultura será de R$ 50 mil. O resultado da seleção será publicado no Diário Oficial em até 60 dias após o término das inscrições. Mais detalhes sobre a seleção podem ser consultados na edição de nº 139 do Diário Oficial, publicado em 03 de dezembro de 2011. Confira o edital em anexo.

Serviço:
Inscrições SIC 2012
Onde: Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC) - Rua da Águas Verdes, 08 - Pátio de São Pedro - bairro de São José - Recife - PE
Quando: até 31 de janeiro de 2012
Horário de atendimento: de segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 17h
Informações: 3355-3298/ 3355-3299

Inscrições no Cadastro Cultural
Onde: Centro de Formação, Pesquisa e Memória Cultural - Casa do Carnaval, no Pátio de São Pedro, 52, São José - Recife - PE - CEP: 50.020-220
Informações: 3355-3298 / 3355-3299
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

1240JC0012Com o objetivo de reduzir o consumo de sal no país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou um guia com orientações para as padarias e outras empresas de alimentação fabricarem o tradicional pãozinho com menor teor de sal.

Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009,  mostram que o brasileiro consome pelo menos um pão francês por dia, principalmente no café da manhã ou no lanche da tarde. Uma unidade do pãozinho, tamanho habitual de 50 gramas, tem cerca de 320 miligramas (mg) de sódio (correspondente a 40% da composição do sal). A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda consumo diário de 2 mil mg, equivalente a uma colher de chá de sal.

No guia, uma das dicas é diminuir a adição de sal à farinha de trigo, um dos ingredientes da massa. Em dezembro passado, o Ministério da Saúde e as indústrias de massa, trigo e panificação firmaram acordo que prevê a diminuição dos atuais 2% de sal no pão francês para 1,8% até 2014. Batatas fritas, bolos prontos, salgadinhos de milho e biscoitos recheados também estão na lista do acordo. 

“Isso significa que em 2011 uma receita que utiliza 50 quilos de farinha de trigo e que, tradicionalmente, é adicionada de 1000 gramas de sal (2% da base de farinha de trigo) terá a quantidade desse produto diminuída para 950 gramas (1,9% da base de farinha de trigo) até o fim de 2012 e para 900 gramas (1,8% da base de farinha de trigo) até o fim de 2014”, diz o guia de boas práticas.

Outra recomendação é pesar a quantidade de ingredientes da receita em uma balança. Não é aconselhável usar xícaras, copos e colheres como medidores, porque não garantem precisão. “Se realizada de forma incorreta [pesagem], pode comprometer a qualidade do produto final e, até mesmo, acarretar danos à saúde do consumidor. Por exemplo, se a adição de sal for maior do que a recomendada, o produto final terá maior quantidade de sódio e, consequentemente, poderá influenciar na pressão arterial e aumentar o risco de doenças cardiovasculares”.

A adoção do guia é voluntária. O brasileiro consome em média 3.200 mg de sódio por dia, acima do indicado pela OMS. De acordo com pesquisa do IBGE, mais de 81% dos garotos e 77% das meninas na faixa etária de 10 a 13 anos ingerem sódio além do máximo tolerável. A ingestão excessiva contribui para a pressão alta, doenças cardíacas e renais.

O Guia de Boas Práticas Nutricionais para o Pão Francês está disponível na página da Anvisa na internet (www.anvisa.gov.br). 

Quarta, 04 Janeiro 2012 21:18

Um supermercado não-consumista é possível?

Escrito por

supermarket250Roberto Almeida, no Opera Mundi

Roupa simples, cabelo curto e óculos de haste grossa. A britânica Kate Bull sabe que não preenche o estereótipo de uma CEO —nomeclatura moderna para o presidente de uma empresa. “Não preciso de terninho”, diverte-se a executiva, enquanto reabastece seu carro elétrico nos fundos do estabelecimento.

Kate divide seus dias entre planilhas, pallets com caixas de alimentos, caminhões de entrega e voluntários. Muitos voluntários. Ela é a CEO do The People’s Supermarket, ou Supermercado do Povo, uma minirrevolução silenciosa de modelo de negócios, que até o momento conta com uma loja em Holborn, no coração de Londres, embora já tenha inspirado outras iniciativas mundo afora.

Na inauguração da empreitada, dia 1º de junho de 2010, funcionava assim: o cliente tinha de pagar 25 libras (cerca de 75 reais) por ano para se associar ao supermercado. Se trabalhasse quatro horas por mês na loja, varrendo o chão, tirando o lixo, fazendo pão ou operando o caixa, ganharia 10% de desconto em todas as compras.

Em 24 horas, a loja tinha 100 associados. Hoje, 18 meses depois, são 1.100. E a sorridente Kate está particularmente feliz porque, há menos de uma semana, conseguiu dar um passo importante para o desenvolvimento do negócio: em vez de 10%, os membros passaram a receber 20% de desconto.

Com essa tesourada, os preços da maioria dos produtos ficam abaixo das principais redes varejistas da Grã-Bretanha, como Tesco, Asda e Sainsbury’s. O mercado trabalha com transparência, pagando em dia os 24 funcionários fixos e não obtém lucros.

A inspiração veio do modelo do Park Slope Food Cooperative, de Nova York, que opera com conceitos semelhantes. O investimento inicial na loja britânica foi de 175 mil libras, ou 535 mil reais. O faturamento de 2011 é de 1 milhão de libras, ou 2,9 milhões de dólares – um crescimento de 60% em relação ao ano passado.

Com esse conceito e esses números, The People’s Supermarket é um ímã de holofotes. No dia 11 de fevereiro de 2011, a loja recebeu a visita do premiê britânico David Cameron, cujo sonho, dizia na época da eleição, era construir uma Big Society, ou “Grande Sociedade” – o conservador vem estimulando o voluntariado para suprir os cortes com a política de austeridade.

O encontro com Cameron durou cerca de uma hora. Kate sorri quando pergunto se conseguiu algum apoio do governo. “Verbalmente, apenas verbalmente”, diz.

Segundo a última auditoria da loja, o Social Return on Investment, ou Retorno Social por Investimento do projeto tem proporção de 5 libras para uma. Ou seja, cada libra esterlina investida em um associado ou voluntário é revertida em 5 libras para a comunidade em ganhos sociais.

Economia social

A camiseta amarela do voluntário Jacob Pover, designer de 23 anos, leva a estampa do The People’s Supermarket. Ele opera o caixa, pesa frutas, varre, o que vier, isso num sábado à tarde. Tudo porque sente que é parte de uma comunidade criativa e atuante, dentro de uma sociedade de relações interpessoais vazias. ”Todos contribuem de alguma forma e se sentem em casa”, diz o designer Jacob Pover.

“Já trabalhei em um café desses de rede que os clientes não olhavam na minha cara, não sabiam meu nome. Aqui a diferença é enorme. Sou cumprimentado na rua por advogados que trabalham na região. Eles sabem quem eu sou, que faço parte do mercado que eles compram”, conta Pover, um dos funcionários fixos da loja.

Segundo ele, o reconhecimento pelo trabalho é o que estimula o voluntariado. “Gente que não tinha experiência, que surtou por problemas pessoais ou profissionais e até pessoas que sofreram algum tipo de abuso fazem parte do grupo. Todas contribuem de alguma forma e se sentem em casa”, afirma.

O clima é de pressão zero. Voluntários podem até agendar suas 4 horas de trabalho pela internet, mas nem sempre funciona assim. “O importante é aparecer para dar um oi que seja”, brinca Pover, que agora quer aplicar seus conhecimentos em design para valorizar os produtos da loja.

Naquele sábado, o garoto dividia expediente com John Batho, 34 anos, o gerente da “Cozinha do Povo”, que ocupa uma pequena área no canto do supermercado. Ele é um dos que aparecem com frequência para ajudar. Ex-jornalista de negócios, estressado e infeliz, optou pelo seu maior prazer: o de cozinhar.

Batho não precisou de experiência em restaurante para trabalhar na loja. Bastou querer aprender. Ele recebeu treinamento do chef midiático Arthur Potts-Dawson, um dos idealizadores do projeto – e, por que não citar?, sobrinho de Mick Jagger.

A batalha do ex-jornalista é contra o desperdício, uma das bandeiras do The People’s Supermarket. “Reaproveitamos frutas e legumes que poderiam ser jogados fora. Fazemos tortas, bolos e pratos de salada”, ressalta, após uma fornada de “mince pies”, as tradicionais tortinhas inglesas de Natal.

Aliás, ao contrário das redes varejistas, o mercado abre no dia 25 de dezembro porque alguns voluntários querem. “Tudo fecha em Londres no Natal. Mas nós estaremos abertos. Achamos que as pessoas têm direito de comprar uma cerveja ou um doce no dia. Podem vir beber com a gente”, avisa Jacob Pover.

O futuro é fracionar

Na geladeira da loja, as cervejas são locais, produzidas por microcervejarias no leste de Londres. Foi decisão de assembleia: queremos cervejas locais. Mas The People’s Supermarket não vende cigarros. Foi também decisão de assembleia: não venderemos cigarros porque, do outro lado da rua, tem um hospital. Os médicos louvaram a decisão.

Enquanto a assembleia de voluntários dá as cartas nas prateleiras, a CEO Kate Bull espera implantar no futuro o fracionamento de produtos, partindo cada vez mais para a venda a granel. “Em vez de um saco de açúcar, vamos vender uma xícara. Não queremos que você compre demais, como as cadeias fazem, com promoções de 3 pelo preço de 1. Queremos que você compre o suficiente”, conta, mirando uma possível expansão da loja.

Por enquanto, The People’s Supermarket continua no mesmo endereço, entre lojas de grife: Lamb’s Conduit Street, Holborn, centro de Londres. Se a ideia do fracionamento colar como diferencial das grandes redes, Kate prevê bastante trabalho pela frente. “Leva tempo, mas temos de ser fortes e ambiciosos”, define.

273c90744d3c8e24e8a3fd36a16fc570Os encontros de blocos líricos voltam com tudo em janeiro. Ao longo dos sábados do mês acontecerá na Praça do Arsenal da Marinha o aquecimento para o Carnaval 2012. O projeto “Alegres Bandos” foi idealizado por Claudionor Germano e produzido por Pedro Castro, com patrocínio da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo e Governo do Estado. O encontro acontecerá semanalmente, sempre das 16h30 às 19h. E, em fevereiro, o projeto poderá ser conferido no Parque Dona Lindu.

Projeto Alegres Bandos – Encontro de Blocos

2ª etapa (em janeiro de 2012, aos sábados, na Praça do Arsenal – Bairro do Recife, das 16h30 às 19h, com entrada franca)
* Participação da Orquestra do Maestro Beto do Bandolim

Dia 07/01/2012 - Bloco O Bonde (Recife)

Dia 14/01/2012 - Bloco da Saudade (Recife)

Dia 21/01/2012 - Bloco das Ilusões (Recife)

Dia 28/01/2012 - Bloco Carnavalesco Amante das Flores (Camaragibe)

Fevereiro de 2012 (aos sábados, no Parque Dona Lindu, das 16h30 às 19h, com entrada franca)
* Participação da Orquestra do Maestro Beto do Bandolim

Dia 04/02/2012 - Bloco Banhistas do Pina (Recife)

Dia 11/02/2012 - Bloco Batutas de São José (Recife)

Um dos principais e mais completos eventos de verão do Brasil – o Verão Total – completa 15 anos e vai para um dos atrativos turísticos mais recentes do Recife, o Parque Dona Lindu. O evento mescla esporte, lazer, cultura, saúde, gastronomia e entretenimento para todas as faixas etárias e classes sociais. Com realização da Ativa Promoções, o Verão Total tem apoio da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo.

Este ano, a grande novidade fica por conta da pista de patinação no gelo. Serão 300m² de área coberta com ar condicionado, mais de mil pessoas patinando diariamente, com sonorização e iluminação apropriadas. Além da patinação no gelo, o Verão Total contará com módulos de Adventure, Vila da Criança e um palco.

A ação funcionará no período de 12 a 29 de janeiro, de terça-feira a domingo, das 16h às 22h, com entrada gratuita. No palco terão aulas de dança e ginástica, apresentações culturais e infantis. Já na Vila da Criança, brinquedos diversos, espaço leitura e oficina de pintura, com recreadores profissionais e monitoria em todas as atividades. O espaço Adventure terá arvorismo, muro de escalada e eurobang.

“É a oportunidade de turistas e recifenses aproveitarem um pouco mais o Parque Dona Lindu como espaço de recreação”, afirma o secretário de Turismo do Recife, André Campos. Mais de cinco milhões de pessoas já passaram pelas diversas atividades gratuitas nas arenas montadas nas praias nordestinas.

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                                                                                                           Teatro de Santa Isabel
No próximo sábado (07), a Secretaria de Turismo do Recife realiza o primeiro passeio do ano do projeto “Conheça o Recife”. Dessa vez, turistas e recifenses poderão conhecer a história dos teatros locais. A saída está prevista para as 14h, da Praça do Arsenal da Marinha. O passeio é gratuito e tem vagas limitadas. Será um passeio panorâmico com parada nos teatros de Santa Isabel, Luiz Mendonça, Barreto Junior, Apolo e Hermilo.

Projetado pelo engenheiro francês Vauthier, o Teatro de Santa Isabel foi inaugurado em 1850 e tem estilo neoclássico. O Teatro Luiz Mendonça foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e é um dos equipamentos culturais que fazem parte do Parque Dona Lindu. Os participantes também irão saber os detalhes do Teatro Barreto Junior, que funcionou antigamente como Cine-Atlântico, localizado no bairro do Pina.

O teatro mais antigo do Recife, o Apolo, inaugurado em 1842, funcionou por alguns anos como armazém de açúcar. Já o Hermilo Borba Filho é um teatro de arena e iniciou suas atividades em 1987. Seu nome é em homenagem a um famoso dramaturgo pernambucano.

Os guias de turismo farão um breve histórico dos demais teatros do Recife. As inscrições são realizadas previamente através do telefone 81 3355.8847. É solicitado aos participantes que, no dia do passeio, levem um pacote de biscoito para ser doado ao Hospital Infantil Manoel da Silva Almeida.

Quarta, 04 Janeiro 2012 20:38

O que o brasileiro leu em 2011

Escrito por

habito-da-leituraPor Deonísio da Silva

A média de venda em países desenvolvidos é 13 livros por ano, por habitante. No Brasil, há poucos anos era inferior a um livro por ano, mas depois que os governos passaram a fazer compras relevantes de livros previamente selecionados, este índice subiu para dois livros anuais por habitante. Em resumo, o brasileiro lê pouco. Mas há uma contradição nisso tudo: o mercado editorial brasileiro é um dos maiores do mundo.

Foi nesse contexto que, do ponto de vista dos negócios editoriais, o autor nacional foi um desastre para as editoras em 2011, especialmente os autores do que se entende por literatura – romance, contos, crônicas, poesia, biografia, ensaio.

No romance, gênero literário por excelência, a solitária exceção foi Jô Soares, com o romance As Esganadas (Companhia das Letras, 88.391 exemplares vendidos). Esse romance é sucesso, não pela qualidade literária inegável, com tramas muito bem urdidas, mas porque o autor é conhecido do público por causa da televisão.

O livro de qualidade pode vender pouco e isso não lhe tira os méritos. De modo análogo, pode vender bastante e ter ou não ter qualidade. Jô Soares concilia qualidade literária e desempenho comercial. Que editor não quer um autor com tal perfil?

Primeiro da lista

Nos romances vindos de traduções, houve também uma solitária exceção, a de Umberto Eco, com Cemitério de Praga (Editora Record, 46.420 exemplares vendidos). O autor italiano é um fenômeno mundial desde que, ensaísta e professor universitário conhecido de poucos, ganhou a mídia internacional e a lista dos exemplares mais vendidos em todo o mundo com o romance O Nome da Rosa.

Vejamos o que ocorreu com as editoras que publicaram Umberto Eco e Jô Soares. No Grupo Editorial Record, que engloba diversas editoras, o destaque de vendas para escritores brasileiros foi A Riqueza do Mundo (7.984 exemplares vendidos), da romancista, poeta e cronista Lya Luft. Mas este seu livro, destaque em vendas, não é romance e, sim, um livro que mistura crônicas e ensaios, um dos quais dá título ao volume.

Entre os 59 livros mais vendidos do grupo, apenas 23 títulos tiveram desempenho de vendas acima de 2.000 exemplares. Em compensação, os dez livros mais vendidos da Record venderam no conjunto 299.546 exemplares, média de 30.000 exemplares por livro.

O campeão de vendas da Companhia das Letras foi Steve Jobs, de Walter Iaacson. A biografia do ícone de tablets e celulares de sucesso internacional vendeu 109.658 exemplares.

Sem anúncios

Em 2011, foram lançados no Brasil muitos livros de qualidade, de autores nacionais como de estrangeiros, mas não foi dada a devida atenção ao óbvio nos negócios: o marketing.

A mídia deu sua quota de colaboração nos tropeços ao esconder livros importantes, mas é preciso que jornais, revistas, tevês, rádios, blogues etc. sejam procurados, não apenas para solicitação de apoios gratuitos, mas como parceiros de negócios editoriais.

Ouvimos, vemos e lemos anúncios de cinema, de teatro, de músicas e até de telenovelas, mas livros só muito raramente são anunciados.

[Deonísio da Silva é escritor, doutor em Letras pela Universidade de São Paulo, professor e um dos vice-reitores da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, autor de A Placenta e o Caixão, Avante, Soldados: Para Trás e Contos Reunidos (Editora LeYa)]

desenvolvimento-sustentavelPor Marcus Eduardo de Oliveira (*) 

Um dos pontos mais importantes discutidos nos meandros da economia ambiental diz respeito ao seguinte fato: fazer com que a economia pare de crescer não significa, consequentemente, que irá parar de se desenvolver. O que os economistas com uma visão mais apurada da questão ambiental desejam é justamente obter desenvolvimento. O que esses mesmos economistas tanto condenam é um crescimento conseguido sob as ruínas da degradação do capital natural. Assim, a economia ambiental não se coloca (e nunca se colocou) contra o desenvolvimento, mas sim contra as elevadas taxas de crescimento que inflam a economia à custa de piorar, substancialmente, o meio ambiente, e, por conseguinte, a qualidade de vida.

Em termos de definição, cumpre aduzir que crescimento é o aumento na produção, na parte física; em outras palavras é “mais quantidade”. Desenvolvimento, por sua vez, supera essa idéia e busca “mais qualidade”.

Com tecnologia e inovação, é possível produzir a mesma quantidade de bens, porém, de forma eficaz, com qualidade e respeito ambiental. A idéia fundamental então é a seguinte: toda e qualquer produção deve servir para repor, e não para acumular. Hoje, vivenciamos o contrário. A preocupação primeira e o anseio da economia tradicional é, tão somente, produzir para acumular.

Entender isso passa primeiramente pela necessidade de se ter em conta que desenvolvimento não está ligado a crescimento econômico, o que não quer dizer que crescimento não seja importante, antes, é de fundamental importância, mas desde que pautado pela prudência e não pela deterioração/dilapidação dos recursos naturais.

Trata-se, em nosso entendimento, de pura e cristalina ilusão achar que fazendo a economia crescer atinge-se, por conseqüência, o desenvolvimento. O processo entendido como “desenvolvimento econômico” (qualidade) não só é desejável como é perfeitamente possível, ainda que não haja crescimento (mais quantidade) da economia.

A questão primordial nos parece ser essa: se continuarmos evidenciando uma economia sob as bases do processo produtivo que responde apenas (e em nome) pelos (dos) ganhos do mercado de capitais, não se logrará sucesso algum, visto que esse mercado somente tem olhos para a “quantidade”.

O que é necessário fazer e, isso não é tarefa fácil, é direcionar à produção para o atendimento exclusivo das necessidades humanas, que não necessariamente passam pela questão do “ter”. Para isso é imprescindível colocar a economia a serviço das pessoas, rompendo-se assim com a situação tradicional que tem vigorado por longo tempo que insiste em colocar as pessoas a serviço da economia.

Urge entender, definitivamente, uma premissa relativamente simplista: a economia, em larga medida, precisa fazer sua volta às origens que remontam aos tempos em que estava incubada nos aspectos teóricos da Filosofia Moral, quando os clássicos, na elaboração de seus primeiros “tratados”, orientavam à economia (atividade produtiva) para que, com isso, as pessoas pudessem atingir bem-estar comum; sob as lentes do utilitarismo, felicidade plena.

Na esteira desse comentário, é de bom alvitre salientar que a felicidade, embora encontre morada em uma base conceitual de total subjetividade, nunca esteve ligada a posse de dinheiro.

Dentro dessa perspectiva, não é o mercado então, como insistem alguns e como a economia tradicional quer fazer prevalecer, um lugar “sagrado” onde se encontra à venda uma mercadoria chamada “felicidade”. Felicidade não é (e nunca foi) uma “mercadoria”; logo, não tem preço!

Compreender isso, de certa forma, ajuda a romper com a lógica de que a economia deve ser vista meramente como uma ciência que dita e direciona os rumos apenas do mercado em seu bel-prazer, como se o mercado fosse unicamente responsável por gerar felicidade e bem-estar a todos.

Antes disso, é oportuno salientar que a economia - sendo uma disciplina pertencente ao campo das humanidades - deve estar preocupada exclusivamente com o bem-estar das pessoas, tomando a noção básica de que se trata de uma ciência feita pelas pessoas e para as pessoas. Por sinal, a economia nasceu para isso; para fazer as pessoas prosperarem no aspecto mais básico e elementar: atingindo qualidade de vida.

Querer medir o desempenho (melhoria) de uma sociedade pelo que se pode (ou se deseja) comprar num shopping center é reduzir a vida a uma mera questão mercadológica, tipificando as coisas pelo sistema de preços.

Definitivamente, a ciência econômica precisar superar essa visão antiga e prosperar sobre a afirmação de que depende totalmente das coisas da natureza, daí a necessidade suprema em se praticar a preservação e a sustentabilidade, para que, com isso, ocorra sua efetiva consolidação de ciência social capaz de se colocar ao serviço de melhorar a vida das pessoas.

 
*Marcus Eduardo de Oliveira é economista e professor de economia da FAC-FITO e do UNIFIEO, em São Paulo. Mestre pela Universidade de São Paulo (USP), com passagem pela Universidad de La Habana (Cuba). Especialista em Política Internacional (FESP).
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mobilidade_urbanaEm cem dias entrará em vigor a Política Nacional de Mobilidade Urbana sancionada pela presidenta Dilma Rousseff. A nova lei tem o intuito de integrar, melhorar e tornar mais acessíveis os diferentes modos de transporte, visando a mobilidade de pessoas e cargas no país.

O documento esclarece também direitos dos usuários, como o de ser informado, nos pontos de embarque e desembarque, sobre itinerários, horários, tarifas dos serviços e modos de interação com outros modais. As regras que definem as tarifas a serem cobradas também estão estipuladas.

De acordo com a nova política, os entes federativos poderão fazer uso de instrumentos de gestão como restrição e controle de acesso e circulação, permanente ou temporário, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados. São Paulo, por exemplo, já utiliza o sistema de rodízio de automóveis na tentativa de amenizar os problemas de trânsito.

Prevê também a aplicação de tributos para utilização da infraestrutura urbana, visando a desestimular o uso de “determinados modos e serviços de mobilidade”. Mas garante, no entanto, que os recursos obtidos por esse meio serão aplicados exclusivamente em infraestrutura urbana “destinada ao transporte público coletivo e ao transporte não motorizado”, e no financiamento do subsídio público da tarifa de transporte público.

Aos entes federativos caberá, segundo a lei, estipular padrões de emissão de poluentes para locais e horários determinados, bem como monitorar e controlar as emissões dos gases de efeito local e de efeito estufa, podendo, inclusive, restringir o acesso a vias com índices críticos de poluição.

Poderão, ainda, dedicar espaço exclusivo nas vias públicas para os serviços de transporte público coletivo e para meios de transporte não motorizados, além de estabelecer políticas para estacionamentos públicos e privados.

 energia_eolica_250Por Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil

Relatório publicado pela consultoria Ernst & Young aponta índice das nações mais atrativas para os investimentos em energias limpas; Brasil subiu uma posição em relação ao semestre anterior e ficou entre as dez mais

Fazendo uma retrospectiva energética de 2011, pode-se dizer que o último ano foi favorável para as energias renováveis no Brasil, especialmente para a energia eólica. Pelo menos é o que mostra o Índice de Atratividade das Energias Renováveis por País, publicado pela consultoria Ernst & Young em novembro.

De acordo com o relatório, o Brasil subiu uma posição em relação ao semestre analisado anteriormente, e ficou entre as dez nações mais atrativas para as energias limpas. A principal responsável pela ascensão do país no ranking foi a energia eólica, cujo preço alcançou patamares mais baixos (R$ 99,56/MWh) que o do gás natural (R$ 103/MWh) em leilões de energia.

Energia eólica

Principalmente por causa disso, o país saltou quatro posições no índice de energia eólica, ficando em décimo na classificação. Durante o terceiro trimestre de 2011, o setor eólico conseguiu garantir acordos de compra de energia para 78 projetos, totalizando 1.979 MW. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a capacidade de energia eólica do Brasil deve crescer 600% até 2014, pulando de cerca de 1 GW em 2010 para 7 GW.

Alguns analistas acreditam que a queda no valor da energia eólica, que levou ao aumento no número de projetos do setor, foi causada por muitas razões, incluindo a chegada de equipamentos eólicos chineses com preços competitivos ao Brasil. Isso obrigou os fornecedores brasileiros a reduzirem seus custos para competir com os produtos chineses

Mas apesar do grande progresso dessa fonte renovável, a Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) declarou que a pequena margem de retorno dos projetos ainda ameaça o crescimento do setor no país, que fica vulnerável a complicações que podem surgir durante a construção das usinas e dos abalos no mercado.

Para contornar essa questão, a associação afirma que o aperfeiçoamento no licenciamento ambiental e soluções para problemas logísticos são as principais respostas.

Biomassa, Pequenas centrais hidrelétricas e energia solar

A biomassa também teve projetos desenvolvidos, mas o desempenho do setor caiu devido ao aumento da concorrência da energia eólica. Apenas 11 projetos dessa fonte, totalizando 554 MW ganharam contratos no terceiro trimestre. Além do setor eólico, a biomassa também enfrenta a concorrência do gás natural e de pequenas centrais hidrelétricas. Ainda não há certeza se em médio e longo prazo a energia produzida pelo setor se tornará mais cara.

Assim como a biomassa, as pequenas centrais hidrelétricas não obtiveram muito crescimento no terceiro trimestre, indicando que os projetos do setor não conseguiram competir com os preços baixos apresentados nos leilões. No ranking da energia solar, o país se manteve na 16ª posição, sugerindo que esse setor também não fez grandes progressos no terceiro trimestre.

Cenário mundial

Em escala mundial, pouca coisa mudou em relação ao semestre analisado anteriormente. A China segue em primeiro como país mais atrativo para as energias renováveis, seguida pelos Estados Unidos(2º), Alemanha (3º), Índia (4º) e Itália (5º). O Reino Unido, que antes dividia o posto com a Itália, caiu para sexto lugar, seguido pela França (7º), Canadá (8º) e Espanha (9º).

A novidade ficou por conta da Romênia, que saltou do 16º para o 13º lugar, sobretudo por conta de uma nova lei sobre energias renováveis (RES-E), que aumentou os certificados verdes para as tecnologias renováveis e criou um dos esquemas mais favoráveis de incentivo na Europa. O Japão, a África do Sul e Taiwan também tiveram aumentos significativos em suas posições, subindo de 19º para 15º, de 26º para 23º e 31º para 27º, respectivamente.

Já entre as maiores quedas na classificação geral, ficaram Portugal (de 16º para 19º), Chile (de 34º para 39º) e República Tcheca (de 35º para 40º). No ranking eólico, as maiores mudanças ficaram por conta do Brasil, Romênia (ascensão de 16º para 13º), Espanha (queda de 10º para 15º), Finlândia (queda de 20º para 23º), Chile (queda de 33º para 36º), Áustria (queda de 34º para 37º) e República Tcheca (queda de 35º para 38º).

Por fim, no índice solar, o Egito despencou do 15º para 19º lugar, Áustria do 17º para o 21º, Canadá do 21º para o 25º, Bulgária do 22º para o 26º, Suécia e Holanda do 23º para o 28º, Dinamarca do 30º para o 34º, República Tcheca do 31º para o 35º, Nova Zelândia do 31º para o 37º, Irlanda do 33º para o 37º, Noruega do 34º para o 39º e Finlândia do 35º para o 40º.

Terça, 03 Janeiro 2012 20:49

A pirâmide inversa do tráfego

Escrito por

 piramide_vdbPor Willian Cruz,  do Vá de Bike

O diagrama ao lado foi criado pelo Bicycle Innovation Lab. A ideia original era colocar os modos de locomoção mais saudáveis e menos emissores de CO2 no topo, mas seus idealizadores perceberam que por consequência ela representava também a prioridade que os veículos deveriam ter nas ruas, em termos de importância para a mobilidade.

Planejar a mobilidade tendo em mente a ordem representada nessa pirâmide é uma receita simples para cidades mais viáveis, humanas, seguras e saudáveis.

Transporte de cargas

O Vá de Bike tomou a liberdade de adaptar algumas legendas e de incluir o transporte de cargas, representado por caminhões, caminhonetes, vans e outros veículos de distribuição. Apesar de serem grandes emissores de CO2, têm importância inegável na distribuição de recursos nas nossas cidades.

Dentro do transporte de carga, poderíamos ainda acrescentar que veículos maiores (que transportam mais carga) deveriam ter sua utilização priorizada em relação aos que precisam realizar mais viagens para entregar o mesmo volume total. Entretanto, o que acontece na cidade de São Paulo é o oposto: caminhões têm sua circulação restringida e a distribuição acaba sendo realizada em veículos pequenos, que somados acabam ocupando mais espaço viário, causam mais congestionamento e poluem mais.

Trens deveriam fazer boa parte da distribuição de cargas, mas como já estão acima dos caminhões na pirâmide, a prioridade continua correta.

Tração humana

Ainda adaptando o diagrama à realidade de nossas cidades, em “veículos de carga de tração humana” podemos ter bicicletas de carga, carrinhos empurrados ou puxados por pessoas para transportar pequenos volumes e as carroças que recolhem material reciclável.

Os carroceiros também devem ser contemplados quando se pensa na mobilidade urbana, tanto pela sua segurança quanto pela importância do trabalho que realizam.

O diagrama original, em inglês, se encontra aqui. Dica do Pedalante, via Facebook.

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