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Publicado por Taiza Brito
Seg, 23 de Janeiro de 2012 21:58 |
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As epidemias de dengue ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos. Por isso muito cuidado nesta época do ano. O combate ao mosquito da dengue deve ser feito acabando com os criadouros de larvas. Para tanto, não se deve deixar expostos à chuva objetos que possam acumular água. Os recipientes de água devem ser cuidadosamente limpos e tampados. Não adianta apenas trocar a água, pois os ovos do mosquito ficam aderidos às paredes dos recipientes. Portanto, o que deve ser feito em casa, escolas, creches e no trabalho é:
•Substituir a água dos vasos das plantas por terra e esvaziar o prato coletor, lavando-o com auxílio de uma escova.
•Utilizar água tratada com água sanitária para regar as plantas duas vezes por semana.
•Não deixar acumular água nas calhas do telhado.
•Não deixar expostos à chuva pneus velhos ou objetos que possam acumular água (latas, garrafas, cacos de vidro).
•Acondicionar o lixo domiciliar em sacos plásticos fechados ou latões com tampa.
•Tampar cuidadosamente caixas d'água, filtros, barris e tambores.
Em locais de maior ocorrência dessa doença, deve-se usar, sempre que possível, calças, camisas de manga comprida e repelente contra insetos. Pessoas que estiveram em área de risco para dengue e que apresentarem febre durante ou após a viagem devem procurar um Serviço de Saúde.
DOENÇA - A dengue é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus de evolução benigna, na maioria dos casos. Ela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti infectado, que se desenvolve em áreas tropicais do mundo, inclusive no Brasil, pois as condições do meio ambiente favorecem seu desenvolvimento e proliferação. Esse mosquito pica durante o dia, ao contrário do mosquito comum que pica durante a noite.
A transmissão da dengue se dá pela picada do mosquito Aedes aegypti que ficou infectado porque picou uma pessoa doente. Esse mosquito infectado, picando uma pessoa sadia, passa o vírus da dengue a essa pessoa que fica doente. A dengue só acomete a população humana. O mosquito transmissor prolifera-se em qualquer lugar onde houver água parada, tais como caixas d'água, latas, pneus, cacos de vidro, vasos de plantas, entre outros. A transmissão é mais comum em cidades e é rara em grandes altitudes. Não há transmissão pelo contato direto de uma pessoa doente para uma pessoa sadia. Também não há transmissão pela água da torneira, por alimentos ou por quaisquer objetos.
Existem dois tipos de dengue: a clássica e a hemorrágica. A dengue clássica é uma doença que, na grande maioria dos casos (mais de 95%), causa desconforto e transtornos, mas não coloca em risco a vida das pessoas. Ela se inicia com febre alta podendo apresentar dor de cabeça, prostração, dor muscular, enjoo e vômitos. Após a picada do mosquito, os sintomas se manifestam a partir do terceiro dia. A maioria das pessoas começa a melhorar e se recupera por completo após quatro ou cinco dias do início dos sintomas.
A dengue hemorrágica é uma forma grave da dengue clássica e é rara. Nela ocorre um agravamento do quadro clínico da dengue clássica com sangramento pelo nariz, boca ou gengiva e manchas vermelhas na pele. Essa situação pode evoluir para um colapso circulatório, choque e, finalmente, pode levar a pessoa à morte.
O diagnóstico da dengue é clínico (história dos sintomas e exame físico) e laboratorial. Uma pessoa pode ter dengue até quatro vezes, pois existem quatro tipos diferentes de vírus da dengue.
O tratamento da dengue é apenas de suporte, ou seja, alívio dos sintomas, reposição de líquidos e manutenção da atividade sanguínea. A pessoa deve se manter em repouso, beber muito líquido (inclusive soro caseiro) e só usar para aliviar as dores e a febre medicamentos prescritos por médicos. A recuperação da doença costuma ser total. É comum que ocorra durante alguns dias uma sensação de cansaço, que desaparece completamente com o tempo. |
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Publicado por Taiza Brito
Seg, 23 de Janeiro de 2012 21:27 |
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Inauguração contará com apresentação aberta ao público da Orquestra do Movimento Pró-Criança
O Espaço Cultural Maria Helena Marinho/Movimento Pró-Criança, no Recife Antigo, inaugura nesta terça (24), às 10h, a Sala de Música Sebastião Barreto Campello, com 70 lugares e equipamento completo de áudio e vídeo. A festa contará com a apresentação da Orquestra do Movimento Pró-Criança e será aberta ao público. No show a Orquestra fará uma retrospectiva de sua história. “Quando começamos a apostar na formação em música erudita tudo era mais difícil, os instrumentos são caros e no princípio eram apenas quatro violinos. A apresentação vai mostrar o percurso. As primeiras músicas executadas serão entoadas pelos violinos apenas. Depois entrou o violoncelo e então no show o maestro Crisóstomo Santos preparou algumas músicas com a formação violinos e violoncelo. Hoje temos uma orquestra completa e assim vai terminar também o show desta terça”, explica a gestora do Espaço Cultural, Rosa Campello.
A homenagem ao presidente do Movimento Pró-Criança, Sebastião Barreto Campello, que teve a sala de música batizada com o seu nome, é uma surpresa preparada pela equipe. A sala de música foi toda preparada com o apoio e patrocínio total do empresário Anchieta Macena, da BPM Serviços.
A Orquestra do Movimento Pró-Criança, aliás, começa a ganhar o mundo. Em 2011 eles receberam um convite para se apresentar na França este ano. “O pessoal de um festival em Toulouse entrou em contato, encantados com a mistura entre o erudito e o popular e a qualidade musical dos meninos. Hospedagem e alimentação estão garantidas lá. É um grande presente. Agora precisamos conseguir as passagens e já estamos na batalha em busca de apoio para realizar esse grande sonho”, diz Rosa Campello.
A Orquestra do Movimento Pró-Criança hoje está completa, depois dos novos instrumentos recebidos no último mês de abril de um grupo de estudantes holandeses alunos do saxofonista Fred Berkemeier, que também ficou sensibilizado com o trabalho em uma visita que fez ao Recife para apresentações por aqui. O grupo, que também acaba de gravar o primeiro CD e DVD (e espera patrocínio para a prensagem), foi criado a partir do esforço do maestro Crisóstomo Santos e do professor Márcio Pereira.
“Antes havia aulas de piano e violino, mas não tinha uma orquestra. As aulas de violino começaram a ficar complicadas e a direção estava pensando em parar. Então tivemos a ideia de formar a orquestra”, explica Márcio. Dos treze integrantes do começo, passou para 23, sendo 19 de cordas e quatro de percussão. “Eram quatro violinos, depois veio viola, violoncelo, novos violinos e agora tem até contrabaixo. A orquestra de cordas estava completa, mas faltavam ainda outros instrumentos de percussão para termos uma orquestra inteira. Com a iniciativa de Fred Berkemeier, só temos o que celebrar. A qualidade musical está cada vez mais impressionante”, comemora Crisóstomo.
Histórias emocionantes de jovens que vão mudando a vida se misturam com os passos da Orquestra Pró-Criança. A de Bernardo José, que mora com a mãe, o pai e sua irmã em Brasília Teimosa, é uma delas. Em janeiro de 2011 foi convidado pela Associação de Moreno e começou a dar aulas de violino para crianças da cidade todos os sábados pela manhã. Com o salário, está ajudando sua família, já comprou um computador e colocou internet em casa. Além das aulas em Moreno e das apresentações com o grupo do Pró-Criança, Bernardo formou um quarteto com três amigos e estão tocando em festas, casamentos e eventos. “Depois que a música entrou na minha vida, todo dia eu penso nela”, diz.
“Meu objetivo é dar aula, ser músico e continuar vivendo da música. Nunca mais eu deixo. A música representa para mim uma forma de esperança, um sonho possível”, emociona-se Fábio Eduardo, que completou 18 anos no dia 2 de fevereiro de 2011 e mora no Coque e no último mês de março, com as economias que tinha e a ajuda do tio, conseguiu comprar seu próprio contrabaixo. No mesmo mês foi aprovado no Conservatório Pernambucano para integrar a Orquestra Jovem. Fábio está dando aulas de musicalização infantil na escola municipal Novo Mangue. “Meu sonho é viajar o mundo fazendo música”, declara.
De alguma forma, o mundo ouviu os instrumentos desses meninos e se eles ainda não ganharam uma viagem para outro país para mostrar sua música, pelo menos o convite está feito. Agora é conseguir apoio para as passagens.
Tem ainda muitas outras histórias emocionantes para se contar dentro da orquestra. Como a de Estefanny Patrycia e de Moab da Silva Oris. Em comum ambos têm uma história de lutas por serem filhos de duas das tantas famílias pobres que vivem em Pernambuco. Ela mora no Alto da Bondade e ele na comunidade do Pilar. Mas tem mais, os dois, em momentos diferentes de suas vidas, se apaixonaram por um instrumento musical, o mesmo, o violino, e no ano passado comemoraram juntos uma grande conquista, Estefanny e Moab conseguiram comprar os próprios violinos no final de maio de 2010 e o sonho de se tornarem músicos ganhou mais força e tons novos, de início de realidade.
"Ter o seu instrumento para estudar quando se sente vontade faz a maior diferença no aprendizado”, diz o maestro Crisóstomo Santos, clarinetista da Banda Sinfônica do Recife e do grupo instrumental SaGRAMA e que coordena a Escola de Música de Afogados da Ingazeira e dirige a Orquestra Movimento Pró-Criança. “Quando comecei a tocar, meu pai era tecelão e não podia comprar um clarinete para mim. Foi o meu tio que me deu de presente um velhinho um dia e isso foi muito importante na minha formação”, completa.
Com um jeito tímido, mas acompanhado de um sorriso e de uma força que transborda pelos olhos quando começa a contar a sua história musical, Estefanny diz que viu a sua prima tocando violino uma vez e desde esse encontro nunca mais deixou de sonhar com o instrumento. Procurou o Movimento Pró-Criança já com o intuito de iniciar os estudos musicais, há pouco mais de quatro anos, e como na época a instituição só dispunha de quatro vagas para o curso de violino, que já estavam preenchidas, Estefanny teria que começar aprendendo piano. “Eu fiquei triste, chorei, mas comecei a estudar. Aí soube que tinha saído um dos alunos do violino e não deixei passar a oportunidade”, conta. A prima de Estefanny, Natalie, que morava no Alto do Céu, também começou a tocar em projetos sociais, hoje segue na carreira musical e está morando na Bahia.
Coincidências do destino, Natalie saiu do mesmo projeto social do atual professor de violino de Estefanny, Márcio Pereira. “Eu vejo os meninos da Orquestra do Pró-Criança com potencial e uma vontade imensa e isso é muito bom e estimulante para um professor. A música pode sim mudar a vida de alguém. Mudou a minha, a de Crisóstomo e vai mudando a dos meninos”. Ele conta que começou a estudar com 12 anos e durante seis anos usou um instrumento emprestado. “Estava com 21 anos quando comprei o meu primeiro violino. Os meninos ainda são jovens e já com uma força de vontade tão grande. É muito bonito de se ver”.
Moab da Silva Oris trabalha desde cedo na lanchonete do pai, Ely Oris dos Santos, em frente à Prefeitura do Recife. Ele ajuda o pai das 5h da manhã até 7h. Sai de lá, vai para o Pró-Criança para sua aula de música. Sai de lá, toma banho, almoça e vai para o colégio, onde cursa o primeiro ano do Ensino Médio. Às 18h volta para a lanchonete para ajudar o pai e às 20h volta para casa. “Agora, quando chego em casa, ainda consigo estudar uma hora toda noite, graças à conquista do meu próprio violino. Aos sábados e domingos, estudo umas cinco horas”, diz. “Antes de comprar o meu instrumento, às vezes eu deixava de lanchar no Pró-Criança para aproveitar aquela horinha e poder estudar”. Moab diz que está seguindo seu caminho e quer se tornar músico profissional. Estefanny diz que vai fazer faculdade de Música e Medicina. |
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Seg, 23 de Janeiro de 2012 21:12 |
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O Ministério da Cultura prorrogou até o dia 29 de fevereiro o prazo para os interessados se inscreverem no edital Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos e Ações Interculturais. Por meio da Secretaria de Cidadania Cultural, o MinC vai premiar 500 iniciativas de jovens entre 15 e 29 anos. As inscrições para a premiação foram abertas no dia 15 de dezembro de 2011.
O edital é uma parceria entre o MinC – que investirá R$ 2,9 milhões – e os ministérios da Saúde (R$ 1 milhão) e do Desenvolvimento Agrário (R$ 600 mil), além da Secretaria-Geral da Presidência da República/Secretaria Nacional de Juventude (R$ 500 mil).
Podem concorrer ao prêmio iniciativas existentes e já concluídas nas áreas de comunicação, tecnologia, pesquisa, formação cultural, produção artística, intercâmbio e sustentabilidade. Cada selecionado irá receber premiação no valor de R$ 9 mil. Os premiados poderão se inscrever de acordo com a faixa etária: serão 200 bolsas para jovens entre 25 e 29 anos, número igual para aqueles que têm entre 18 e 24 anos e outras 100 para os jovens de 15 a 17 anos. As inscrições poderão ser feitas pela internet, por meio do SalicWeb, ou pelos Correios. O MinC lembra aos interessados que as inscrições online só serão efetivadas depois que o inscrito clicar no botão “Enviar”.
O edital terá duas fases: habilitação das propostas (análise documental eliminatória) e seleção (eliminatória e classificatória). Os projetos serão avaliados a partir dos seguintes critérios: criatividade, inovação e boas práticas; impacto social da iniciativa; comprovação da qualidade e efetividade das estratégias de comunicação e de estratégias que promovam o empoderamento para o autocuidado; sustentabilidade valorização da cidadania e da diversidade cultural brasileira.
Para a secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, é importante identificar e valorizar o que vem sendo feito por jovens que trabalham com a cultura no Brasil. “Esse prêmio é o primeiro passo de um processo de ação mais ampla e permanente, que vai envolver trabalhos de fortalecimento da formação do agente jovem de cultura, incluindo bolsas de formação, com uma parceria, também, do Ministério da Educação (MEC)”, diz a secretária.
As informações sobre o edital estão disponíveis no www.cultura.gov.br/culturaviva. |
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Seg, 23 de Janeiro de 2012 21:01 |
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Por Cesar Vanucci *
“Nas masmorras da ditadura argentina e no campo de batalha deixou evidenciado o mesmo desassombro.” (Antônio Luiz da Costa, professor)
Esse tal de capitão Alfredo Astiz, que vem de ser, juntamente com outros dezessete comparsas, condenado à prisão perpétua pela Justiça argentina, em razão de atrocidades cometidas durante a ditadura militar em seu país, é protagonista de um episódio de estrepitoso surrealismo ocorrido durante a “Guerra das Malvinas”. Algo que produziu duradoura estupefação.
Tristemente celebrizado pela bestial ferocidade empregada no extermínio de criaturas indefesas, entre elas doze fundadoras do movimento “Mães da Praça de Maio”, duas freiras francesas e uma adolescente sueca, detida “por equívoco”; um dos cabeças do terrorismo de Estado que levou à eliminação de milhares de seres humanos nos porões do regime militar, ele foi escolhido a dedo, por sua apregoada condição de “estrategista militar” e de “líder corajoso e resoluto”, para comandar a primeira frente de resistência das tropas argentinas que se posicionaram nas ilhas contestadas com vistas ao inevitável enfrentamento das forças britânicas.
Sua atuação deixou todos, até os próprios inimigos, boquiabertos. Nem bem a primeira fileira dos soldados gurkas, temidos combatentes da legião estrangeira inglesa, botou pra fora dos lanchões de desembarque as cabeças envoltas em turbantes, e já o “desassombrado” chefe militar, aos brados e com gestos frenéticos, danou a agitar a bandeira branca de rendição. A cidadela sob seus cuidados acabou sendo conquistada sem que se disparasse um único tiro. Capturado nessas condições - extremamente desonrosas para um chefe militar depositário da irrestrita confiança dos ditadores portenhos engajados na tresloucada aventura bélica das Malvinas - o cara por muito pouco não foi extraditado para a França ou Suécia. Nesses países, seus hediondos crimes, julgados à revelia, renderam-lhe penas severas. Negociações, por sinal intermediadas pela Embaixada brasileira em Londres, impediram a entrega do demoníaco “Anjo Loiro” aos tribunais franceses. Um indivíduo asqueroso, pelo que se viu, de extrema “valentia” no trato com presos e desafetos a qualquer título colocados sob sua custódia e de atordoante covardia no campo de batalha na defesa do que acreditava ser parte sagrada do território pátrio.
Da série de crimes “por equívoco” que se lhe é creditada consta também vítima brasileira. Trata-se de um integrante de grupo artístico que acompanhava Vinicius de Moraes em turnê pela Argentina. Ao que se divulgou na época, o músico saiu do hotel, em Buenos Aires, à noite, durante toque de recolher, para compra de cigarros. Teve a infelicidade de topar com uma patrulha militar, pelo que se soube, chefiada pelo próprio Astiz. Nunca mais foi visto.
* O jornalista Cesar Vanucci (
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) escreve semanalmente para o Blog Viva Pernambuco. |
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Publicado por Taiza Brito
Qui, 19 de Janeiro de 2012 18:48 |
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Do Repórter Brasil
Pelo terceiro ano consecutivo, entidades públicas e organizações civis realizam na última semana de janeiro atos e debates para marcar o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (28 de janeiro). Assim como em 2010 e 2011, atividades estão programadas em vários estados do país para chamar atenção sobre o problema e mobilizar por avanços na erradicação do trabalho escravo contemporâneo.
Ato contra o trabalho escravo no Fórum Social Mundial de Belém (PA), em 2009. Este ano, na edição do evento em Porto Alegre está previsto um debate sobre o tema (Foto: Verena Glass)
Este ano, a mobilização inclui atividades no Fórum Social, em Porto Alegre (RS), onde está marcado um debate com a presença da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e o procurador geral do Ministério Público do Trabalho, Luiz Antônio Camargo, para analisar a relação entre o trabalho escravo e os danos ao meio ambiente. O Fórum Social, este ano, será temático e irá preparar terreno para a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, prevista para junho.
Além da discussão no Rio Grande do Sul, também está previsto o lançamento do Manual de Combate ao Trabalho em Condições Análogas ao de Escravo, em Brasília, com participação do ministro interino do Trabalho e Emprego Paulo Roberto Pinto. Por fim, há eventos em, pelo menos, mais sete Estados, conforme a programação que segue abaixo.
O dia 28 de janeiro foi oficializado como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo como uma forma de homenagear os auditores fiscais do trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, assassinados nesta data em 2004, durante fiscalização na zona rural de Unaí (MG). Entre as atividades previstas para este ano também estão manifestações exigindo o julgamento dos envolvidos na “Chacina de Unaí”, como ficou conhecido o episódio. Quatro réus se encontram em liberdade, beneficiados por habeas corpus, e outros cinco (acusados de participar da execução) permanecem presos.
Programação:
Evento Nacional
28/01/2012
Com trabalho escravo, não há desenvolvimento sustentável
Debate com a participação de Maria do Rosário, ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; Luiz Antônio Camargo, procurador geral do Ministério Público do Trabalho; Daniel Avelino, procurador da República no Pará; Jônatas Andrade, magistrado da Justiça do Trabalho no Pará. A mediação será feita por Leonardo Sakamoto, diretor da ONG Repórter Brasil.
Local: Auditório do Centro Administrativo “Fernando Ferrari”, Avenida Borges de Medeiros, 1501, Térreo – Porto Alegre (RS)
Horário: das 14h às 16h
Organização: Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) com o apoio da Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Sul
Brasília
24/01/2012
Lançamento do Manual de Combate ao Trabalho em Condições Análogas ao de Escravo, com participação do ministro interino do Trabalho e Emprego Paulo Roberto Pinto
Local: Auditório do Ministério do Trabalho e Emprego, Esplanada dos Ministérios, Bloco F. – Térreo, Brasília (DF).
Horário: 10h30
Organização: Ministério do Trabalho e Emprego e Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo
Maranhão
26/01/12
Assinatura de Termo de Cooperação Técnica para enfrentamento ao trabalho escravo, palestras e encerramento com apresentação do Grupo de Teatro Quilombagem
Local: Auditório do Tribunal Regional do Trabalho da 16 Avenida Vitorino Freire, 2001, Areinha, São Luís (MA)
Horário: Das 9h às 16h (apresentação das mesas: “A experiência do MTE no enfrentamento ao trabalho escravo”, às 10h com o auditor fiscal do trabalho Marcelo Gonçalves Campos; “Ministério Público e combate ao trabalho escravo”, às 11 com os conselheiros do Ministério Público Jeferson Coelho e Luiz Moreira; “Fragmentação x Articulação: a experiência dos GAETEs”, às 14h com o juiz do Trabalho Jônatas Andrade; e “A experiência do Mato Grosso no combate ao trabalho escravo”, às 15h com o procurador da República Gustavo Nogami)
Organização: Grupo de Articulação Interinstitucional de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, do qual fazem parte o Tribunal Regional do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho e Emprego, junto com o Centro de Defesa dos Direitos Humanos e da Vida de Açailândia.
27/01/12
Apresentação das Ações do Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo, apresentação do Projeto Marco Zero de Intermediação Rural e lançamento da Cartilha contra o Trabalho Escravo
Local: Auditório do Tribunal Regional do Trabalho da 16 Avenida Vitorino Freire, 2001, Areinha, São Luís (MA)
Horário: Das 8h às 11h30
Organização: a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Cidadania (Sedihc) / Comissão Estadual pela Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MA)
Tocantins
30/01/2012
Palestra de membros da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e apresentação da peça teatral Quilombagem
Local: Auditório da UFT, em Palmas (TO)
Horário: 19h30
Organização: Comissão Estadual pela Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-TO)
31/01/2012
Palestra de membros da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e apresentação da peça teatral Quilombagem
Local: Auditório da FACDO, em Araguaína (TO)
Horário: 16h
Organização: Comissão Estadual pela Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-TO)
Minas Gerais
27/01/2012
Manifestação pelo julgamento dos acusados e em homenagem aos servidores mortos na “Chacina de Unaí”
Local: Em frente ao Tribunal Regional Federal (TRF), de Belo Horizonte (MG)
Horário: A confirmar
Organização: Sindicato Nacional Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait)
São Paulo
27/01/2012
Primeira reunião da Comissão Estadual para a Erradicacão do Trabalho Escravo de São Paulo
Local: Secretaria de Justiça, Salão dos Anjos – Pátio do Colégio, 184, 1o andar, Centro, São Paulo (SP)
Horário: 9h30 às 11h30
Organização: Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo
Piauí
24/01/2012
Exibição de vídeos e audiência com o poder público municipal
Local: Município de Monsenhor Gil (PI)
Horário: A confirmar
Organização: Secretaria de Assistência Social e Cidadania do Piauí
24/01/2012 e 25/01/2012
Reunião com a comissão local de combate ao trabalho escravo, exibição de vídeos e debate
Local: Oeiras (PI)
Horário: A confirmar
Organização: Secretaria de Assistência Social e Cidadania do Piauí
27/01/2012
Exposição e manifestação, com apresentação de ações governamentais e não governamentais, e coleta de assinaturas em favor da Proposta de Emenda Constitucional 438, a PEC do Trabalho Escravo.
Local: Teresina (PI)
Horário: A confirmar
Organização: Secretaria de Assistência Social e Cidadania do Piauí
Ceará
25/01/2012
Debate para criação da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae)
Local: Sindicato dos Comerciários
Horário: A confirmar
Organização: Coordenadoria Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos do Estado do Ceará (CDH)
Bahia
01/02/2012
Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo
14h – Superintendência Regional do Trabalho – Tema: A importância do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (Fatos e Fundamentos); 14h30 – Jairo Sento Sé (Ministério Público do Trabalho): Atuação do MPT frente ao Trabalho Escravo; 15h – Dra. Rosimeire Fernandes – Juíza do Trabalho” Atuação do Judiciário Frente ao Combate ao Trabalho Escravo; 15h30 Luiz Machado (Organização Internacional do Trabalho): Panorama Geral e Nacional do Trabalho Escravo e necessidade de aprovação da PEC 438; 16h Gilca Garcia de Oliveira (UFBA): Os Novos Rumos no Enfrentamento ao Trabalho Escravo; 16h30 – Encerramento; 17h – Coffee Break.
Local: Auditório da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Quarta Avenida, nº 400, 1º andar, Centro Administrativo, Salvador (BA)
Horário: 14h às 17h
Organização: Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae) da Bahia
A Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo do Mato Grosso também deve realizar atividades, mas a agenda não está fechada. |
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Publicado por Taiza Brito
Qui, 19 de Janeiro de 2012 12:14 |
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No próximo sábado (21), a Secretaria de Turismo do Recife realiza o roteiro ‘Parques do Recife’, com visita aos parques da Jaqueira, Treze de Maio e Dona Lindu. O passeio é gratuito e a concentração é na Praça do Arsenal da Marinha, com saída às 14h.
Durante o passeio os visitantes receberão informações sobre os bairros nos quais os parques estão situados, além de curiosidades sobre os locais. No Parque Dona Lindu, por exemplo, será feita uma visita a Galeria Janete Costa que está com uma exposição em homenagem aos 104 anos do arquiteto Oscar Niemeyer, intitulada “Niemeyer: brasileiro, arquiteto, cidadão”.
As vagas são limitadas e cada participante deve levar um pacote de leite para ser doado Núcleo de Apoio aos Idosos. Para participar é necessário fazer inscrição prévia por meio do telefone 81 3355.8847. |
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Publicado por Taiza Brito
Qui, 19 de Janeiro de 2012 12:03 |
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Por Washington Araújo*
Não demorou muito e o BBB é caso de polícia. Mais, é caso de estupro. Mais, é caso do habitual descaso com que a programação da tevê aberta brasileira é tratada tanto pela sociedade quanto pelas instâncias governamentais.
A 12ª edição de um dos programas mais fúteis dentre a enormidade de produção de lixo televisivo nem chegou a completar uma semana de existência e já mostrou a que veio: vender cabeças vazias em corpos sarados e uma série quase interminável de comportamentos humanos aceitáveis na esfera privada e patéticos quando transbordam para a esfera pública.
Na noite de sábado [14/1], festa no BBB. Prenúncio de comas alcoólicos e certeza de danças variando entre o sensual e o erótico, ritmo alucinante, luzes piscando e tudo contribuindo para a exposição, sem reservas, dos instintos humanos. Na madrugada de domingo, o Twitter passa a movimentar um sem número de mensagens denunciando Daniel de ter estuprado Monique, tudo captado pelas lentes do BBB, tanto imagem de cobertor em movimento quanto som. O problema, segundo o Twitter, é que apenas um dos dois parece estar vivo – apresenta, vamos dizer, sinais vitais. Este seria o Daniel. Não tardou para que hashtag #DanielExpulso viesse a ser um dos tópicos mais comentados do domingo.
E a onda se espraia na internet com força de tsunami: todos se unem para pedir a cabeça do Daniel e, de quebra, criticar ferozmente a existência de um programa como o Big Brother Brasil. Muitos questionam a correção em classificá-lo como programa. Muitos anunciam que irão boicotar a marca de automóveis Fiat, aquela que premia os carros entre os participantes e entre a audiência, e muitos clamam por intervenção do governo na grade de programação da tevê aberta.
Caso de polícia
Na tarde da segunda-feira [16/1], investigadores da polícia vão ao Projac (centro de produção da emissora, localizado na Zona Oeste do Rio) para apurar a suspeita de que Daniel teria abusado sexualmente de Monique durante a madrugada do último domingo [15/1]. A essa altura, Monique, a presumida vítima, é chamada no “confessionário” para dar explicações sobre o que aconteceu entre ela e Daniel na madrugada de segunda-feira. A moça parece não dizer coisa com coisa, algo como “não sei muito bem”, “acho que não passamos disso”, “ele seria muito mau-caráter se tivesse se aproveitado de mim”, e por aí vai.
Logo, as notícias na internet, em particular no sítio G1, da TV Globo, produtora e responsável pela “atração”, passam a divulgar que a moça negou a ocorrência de estupro e replicam a fala do diretor-geral do reality show, J.B. Oliveira, o Boninho. “Ela não confirmou que teve sexo e disse que tudo o que aconteceu foi consensual. Não dá para garantir que houve sexo, muito menos estupro. Eles estavam debaixo do edredom e de lado. Mas o mais importante é que ela [Monique] estava consciente de tudo. Ela me disse que na hora que o clima esquentou pediu para ele [Daniel] sair da cama”. Não ficaria por aí: “O que está acontecendo nada mais é que racismo”.
Ainda na segunda-feira, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, enviou ofício ao Ministério Público do Rio de Janeiro solicitando que o órgão “tome providências em relação ao suposto estupro que teria acontecido dentro do programa Big Brother Brasil 2012, exibido pela TV Globo.”
Nesta mesma noite, Pedro Bial lê em teleprompter a nota oficial da TV Globo dando conta da expulsão de Daniel por “haver infringido gravemente o regulamento do BBB”. É evidente o clima de constrangimento, sentimento que nem deveria existir em se tratando do BBB, que bem poderia ser visto como uma gincana ininterrupta de constrangimentos… à condição humana. Patética a figura de Bial. Porque ele é aquele jornalista que cobriu a histórica derrubada do muro de Berlim, em novembro de 1989, e mostra à larga que o seu talento é melhor aproveitado fazendo o que faz há 12 anos seguidos no BBB: uma mistura de mestre-de-cerimônias com animador de picadeiro e bedel de escola primária com direito a filosofices tão rasas quanto o programa em que foi aceito como sumo pontífice. Fez o caminho de volta sem ao menos ter ido.
Silêncio da imprensa
Em um país que busca combater a violência contra a mulher em seus muitos aspectos e, em especial, combater o crime de estupro, chama a atenção o silêncio da grande imprensa em torno do caso. Sim, porque pedidos pela expulsão de Daniel e punições à TV Globo não partiram dos jornais Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e muito menos da emissora-líder na desconfortável posição de facilitar a ocorrência de estupro, com tudo gravado, segundo a segundo, e retransmitido para todo o Brasil. As denúncias começaram na forma de “piados” (twitter, em inglês), passaram pelo Facebook e tomaram forma nos tais blogues sujos (para a grande imprensa) e alternativos (para a cidadania).
No espaço de 24 horas, muitas águas rolaram nos desfiladeiros oceânicos da internet. Muitos levantaram o assunto na forma de algo adredemente planejado pela emissora do Jardim Botânico carioca para alavancar a audiência do BBB nesta sua 12ª edição. Outros tantos foram mais enfáticos e exigiram nada menos que a suspensão do programa por tempo ilimitado ou, ao menos, pelo tempo em que durarem as investigações policiais. Mas isto é pedir muito quando estão em jogo interesses unicamente comerciais. Porque o dinheiro não tem nem pátria, ética, nem moral, nem costumes. Tem apenas a densidade que seu proprietário a ele conceda. E nesses tempos em que a liberdade é vista como garantia de expressão dos instintos humanos básicos a qualquer momento, o sucesso nada mais é que conseguir esticar ao máximo seus quinze minutos de fama (lembram do Andy Warhol?), amealhar bens materiais e financeiros sem qualquer escrúpulo, usando os meios mais torpes para sua consecução. Neste contexto, não há muito o que esperar.
Nos últimos três anos escrevi no Observatório da Imprensa críticas ao conteúdo, formato, estilo, produção e transmissão do Big Brother Brasil. Tratei de estética, de conteúdo, de ética e de direitos humanos. Abordei a questão da privacidade e o circo de horrores que a qualquer momento poderia vir a ser a marca registrada do BBB. Depois, resolvi não mais escrever. Porque é difícil falar para o deserto, ou pior, para o vácuo. Mas com a chegada da polícia ao Projac julguei oportuno voltar a tratar do “assunto”. Não porque o programa mereça, mas sim porque é um momento propício para debater sobre a sociedade que temos e a sociedade que queremos.
E qual o papel da mídia, enquanto espelho da realidade, na formulação dessa nova sociedade, uma sociedade que seja justa, igualitária, fraterna, inclusiva e promotora dos direitos humanos?
*Washington Araújo é mestre em Comunicação pela UnB e escritor; criou o blog Cidadão do Mundo. |
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Publicado por Taiza Brito
Qui, 19 de Janeiro de 2012 11:53 |
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O projeto Ensinando o Respeito para Todos, resultado de cooperação entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), os Estados Unidos e o Brasil, foi lançado no último dia 18 de janeiro em Paris. Esse é o primeiro passo de um processo com duração de três anos, cujo objetivo é desenvolver currículos que promovam o aprendizado da convivência na escola.
Coordenado pela Unesco e financiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, o projeto reconhece o papel fundamental das escolas no combate à discriminação racial e étnica. O objetivo da primeira fase do projeto é rever os currículos escolares, as legislações e as políticas de educação para a tolerância a fim de identificar as melhores práticas nessa área.
Participam do lançamento a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, a secretária adjunta para Organismos Internacionais do Departamento de Estado dos EUA, Esther Brimmer, e o secretário executivo da Secretaria Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial, Mário Theodoro Lisbôa. |
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Publicado por Taiza Brito
Ter, 17 de Janeiro de 2012 12:49 |
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Às vezes repetir um argumento cansa. Quando os interlocutores não estão dispostos a abandonar seus próprios preconceitos e aprender um pouco, ainda mais. A repetição é exaustiva. Pois é assim que me sinto hoje, escrevendo esta coluna para o Outras Palavras. Um assunto que vai e vem e que não é resolvido praticamente em país nenhum: estupro de vulnerável.
Provavelmente muitos leitores daqui ouviram por alto — e sequer acompanham ou se preocupam com o Big Brother Brasil. Outros devem ser da opinião de que a indignação com o caso de estupro registrado pelas câmeras do programa no final de semana seria mais útil para expulsar o Sarney do Senado. Aí é que se enganam.
A opressão de gênero, que se utiliza frequentemente de violências sistemáticas como o estupro ou o controle sobre o corpo para se manter, independe do Senado, do sistema político, da economia, do tipo de organização social, do sistema produtivo. Achar que a corrupção deve ser mais importante do que isso, é a verdadeira falácia. Se vocês assistem Big Brother Brasil ou não, entendam: discutir o que ocorreu no programa não é apenas discutir o que ocorreu no programa. É discutir uma prática constante de violência sexual de gênero que assola todos os grupos sociais no Brasil e fora dele.
Durante a festa a mulher bebe, se diverte, como todo mundo. Diz ao homem que não quer ficar com ele. Isso já deveria bastar para um homem com um mínimo de senso ético desencanar da dita mulher. Pois não. Ele fica lá, enchendo o saco. Ela continua dizendo que não quer ficar com ele. No final da noite, ela trêbada se deita. Ele vai lá e começa a abusar dela. Carícias não só não-solicitadas, como repelidas, não são carícias. São atos de violência. Se a mulher não diz não, isso não significa um “sim” automático, até porque ela não estava em condições de dizer nenhum dos dois.
No nosso Código Penal, casos como esse são chamados “estupro de vulnerável” (1), porque não havia condições de consentir. É violência presumida. Mas este não é o primeiro, único ou último caso desse tipo de violência. Perguntem às moças e moços e verão que muitas e muitos já tiveram que defender uma amiga ou desconhecida desacordada, dormindo, embriagada ou não.
“A festa era grande, havíamos contratado um segurança até. Meu quarto trancado a chave, vejam o absurdo, para caso eu quisesse dormir quando ainda houvesse convidados. O medo do ataque. A chave no bolso. Os pufes num canto, ela dormia, sem estar bêbada nem nada. Apenas dormia, cansada, no meio da festa. Podia ser que houvesse trabalhado naquele dia. Tudo podia ser, ali. Não importava. Ela dormia no canto da pista, sobre os pufes, tranquila. Ouço um rebuliço, vejo um homem andando rápido, quase correndo pelo casarão. (…) Ele se misturava à multidão, fugitivo. Encontro alguém que me diz que um homem tentara agarrar a menina que dormia. Que as amigas lançaram-se sobre ela para impedi-lo, que ele as havia agredido. Uma menina machucada contava a história em meio à música alta da pista já vazia. Acionamos o segurança, este homem seria expulso da festa e, caso se recusasse a sair, chamaríamos a polícia.”
[Trecho do post Mulheres, Em Três Episódios, de minha autoria, no Blogueiras Feministas]
Tão grave quanto o ataque do estuprador são os comentários que consideram que a culpa do estupro é da vítima. Estar bêbada, usar determinadas roupas e até mesmo “olhar” de certo jeito são argumentos frequentemente usados por defensores de estupradores para culpar a vítima. Ora, se o estupro fosse causado por uma saia curta, quase todos os homens heterossexuais seriam estupradores e todas as mulheres teriam sido estupradas. O que causa estupro não é a roupa, o comportamento da vítima (corrobora com isso, inclusive, o fato de que a maior parte dos casos de violência sexual acontece dentro da família da vítima, em casa). É o estuprador.
O mito de que a culpa do estupro é da vítima leva, inclusive, a um tratamento desumano da justiça nos poucos casos em que é julgado como crime, como mostram o filme “Acusados” (1988), baseado numa história real, e a reportagem do The Guardian:
“Neste ano [2010], também foi publicada a maior pesquisa sobre estupro já realizada no Reino Unido. Conduzida pela organização de advocacy e lobby feminista Campaign to End Rape (CER) ["Campanha pelo Fim do Estupro"] as entrevistadas, todas mulheres, responderam perguntas sobre suas próprias experiências de estupro, acesso aos serviços de apoio a vítimas de violência sexual, e sobre o que poderia ser feito para melhorar o processo de registro de ocorrências e acusação. A pesquisa mostra que a forma como muitas mulheres são tratadas pelo sistema judiciário criminal — onde não são levadas a sério e são vistas com suspeição — leva outras mulheres a tratá-las do mesmo jeito. O fato de tantos homens acusarem vítimas de estupro de mentirosas tem um efeito devastador sobre as mulheres. Enquanto amostragem não-aleatória, a pesquisa mostrou resultados alarmantes: 40% das entrevistadas tinham sido estupradas, a maioria por homens que elas já conheciam. Apenas 42 dos 123 casos registrados de estupro chegaram a serem julgados como crime.”
[Trecho do post Culpem o Estuprador, Não a Vítima, tradução livre minha de um artigo do The Guardian)]
O que aconteceu no Big Brother Brasil no final de semana não é, como podem ver, um problema do Big Brother Brasil, apenas. É um problema social muito maior. O problema do Big Brother Brasil é ter uma equipe de produção acompanhando os fatos, presenciando um crime, e se omitindo ao não chamar a polícia, não levar o estuprador à delegacia nem fazer exame de corpo delito com a vítima. Sem falar que o estuprador estava sem preservativo… É um problema do Brasil, porém, caso o Ministério Público não se pronuncie, não exija a prisão e retirada do participante da casa e acredite que a Globo está acima da lei. Não está.
– (1) A lei 12.015, (7.08.2009, incorporada , ao Código Penal, diz, em seu artigo. 217-A, que incorrer em crime de estupro de vulnerável é “Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos”. A pena é reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. O § 1° acrescenta: “Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.”
– Mais sobre o mesmo tema: “Isso não é um convite para me estuprar” “O fato de eu ser mulher, de eu beber, de eu te beijar ou algo mais não é um convite ao estupro”. Por Renata Oliveira Lima –
(Do Outras Palavras) |
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Publicado por Ericka Melo
Qui, 12 de Janeiro de 2012 10:55 |
Atividade faz parte do projeto Verão Total, que acontece há 15 anos no Recife
Será inaugurada nesta quinta-feira (12) a pista de patinação no gelo, dentro do Parque Dona Lindu, localizado na Zona Sul do Recife. A atividade está inclusa no projeto Verão Total, que já acontece na cidade há 15 anos e é responsável por atrair milhares de turistas. Desde a primeira edição, mais de 15 milhões de pessoas já usufruíram dos serviços.
Cerca de R$ 500 mil foram investidos na ação inteira. Além da pista – que terá 300 metros quadrados e contará com sonorização e iluminação apropriadas –, haverá apresentações culturais, oficinas de pintura, muro de escalada e eurobang. Apesar de o público alvo ser crianças e adolescentes, qualquer pessoa pode participar.
As atividades, que irão funcionar a partir desta quinta, das 16h às 22h, são gratuitas. Apenas para a pista de patinação é solicitado um quilo de alimento não perecível. A ação segue até o dia 29 de janeiro.
Fonte: Folha de Pernambuco
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Publicado por Taiza Brito
Qua, 11 de Janeiro de 2012 17:30 |
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Com informações da Redação EcoD
Sob o tema “Sou Rio, essa bossa é nossa”, a 20ª edição do Fashion Rio, que começou na última terça-feira, 10 de janeiro, no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, traz nesta quarta-feira (11) a sustentabilidade no desfile da grife TNG, assim como nos acessórios que serão apresentados no evento paralelo, o Rio-à-Porter.
A TNG leva a sustentabilidade para as passarelas por meio do jeans 100% reciclável, desenvolvido a partir de sobras de indústrias de confecção e garrafas PET.
Além do jeans eco-friendly, a grife promete apresentar outros tecidos ecologicamente corretos em looks que traduzem o diálogo entre a tecnologia têxtil e a sustentabilidade, assim como em acessórios, a exemplo dos óculos de acetato 100% reaproveitado, e bolsas, sapatos e cintos feitos de raspas de couro.
Já no Rio-à-Porter, que será realizado até o dia 13 de janeiro, na Casa Firjan da Indústria Criativa, em Botafogo, algumas designers irão apresentar peças de acessórios sustentáveis, a exemplo de Silvia Blumberg, Julieta Sandoval e Mônica Krexa.
Silvia Blumberg irá apresentar a sua nova linha da coleção Canteiro de Joias, chamada “Horta Carioca”, que são peças fabricadas com cimento branco e coloridas com verduras como a beterraba.
Julieta Sandoval, por sua vez, aposta na criação de uma linha de eco joias feita a partir do mix de diversos papéis, como revistas, panfletos e papel natural pintado a mão, tudo de forma inovadora e criativa.
Já a argentina Mônica Krexa transforma o alumínio em peças nobres, ao desenvolver a sua coleção composta por brincos, anéis, braceletes, bolsas-acessórios, com detalhes do metal e trabalhadas em lona, couro e camurça, além de adereços de cabeça, combinando alumínio e feltro em tiras coloridas tingidas de forma artesanal, dando as suas criações caráter de objetos de arte.
(A Fashion Rio segue até o sábado, 14 de janeiro) |
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Publicado por Taiza Brito
Qua, 11 de Janeiro de 2012 17:21 |
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Da Cúpula dos Povos
A Organização das Nações Unidas (ONU) abriu inscrições para eventos paralelos à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD) – a Rio+20 –, que acontecerá de 13 a 22 de junho deste ano, dentro e fora do Centro de Convenções do RioCentro. Os eventos poderão ser organizados durante o Terceiro Encontro Peparatório do Comitê do UNCSD (13 a 15 de junho), os Quatro Dias de Diálogo sobre Desenvolvimento Sustentável (16 a 19 de junho) e durante a própria Conferência (20 a 22 de junho). As inscrições podem ser feitas on-line até o dia 20 de maio.
Segundo o site oficial da Rio+20, serão aceitos eventos paralelos patrocinados por governos, por Major Groups (mulheres, crianças e jovens, indígenas, organizações não-governamentais, autoridades locais, trabalhadores e sindicatos, negócios e indústria, comunidade científica e tecnológica e fazendeiros), pela própria ONU e por outras organizações intergovernamentais.
Nos critérios relativos a esses eventos paralelos, a ONU faz menção aos tão citados três pilares do desenvolvimento sustentável: ”O evento paralelo proposto deve ser relevante em relação aos temas principais da UNCSD, refletindo uma abordagem do desenvolvimento sustentável que integre suas dimensões econômica, social e ambiental”. Também é enfatizado que a divulgação e a publicidade desses eventos paralelos são responsabilidades dos seus organizadores. “A Secretaria não produzirá panfletos, distribuirá notas ou empreenderá outros esforços publicitários para os eventos paralelos”, explica a ONU. Organizações não-governamentais e outros representantes dos Major Groups devem ser credenciados no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc)
Perguntas frequentes
A ONU também publicou respostas e várias perguntas comuns a respeito dos eventos paralelos à conferência oficial. Traduzimos algumas delas, mas você pode ler o arquivo todo aqui (em inglês).
Minha organização gostaria de participar da Rio+20, tanto dos eventos oficiais preparatórios quanto na própria Conferência. Minha organização pode participar?
Segundo com a decisão 66/544 da Assembleia Geral da ONU, “Acordos para credenciamento e participação no processo preparatório e na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável de organizações não-governamentais relevantes e outros major groups“, Major Groups que estão atualmente em estado consultivo no Conselho Econômico e Social (Ecosoc) como organizações não-governamentais (incluindo aquelas no registro da lista da Comissão de Desenvolvimento Sustentável), bem como aqueles que foram credenciados para a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, podem participar na Conferência Rio+20 e de seu processo preparatório. Percebam que um pré-registro para participação é exigido.
Essas organizações não-governamentais (ONGs) e outros Major Groups que atualmente não estão em estado consultivo no Ecosoc, mas que desejam comparecer e contribuir com a Conferência, podem requerer participação à Secretaria da Rio+20, e a decisão final será tomada pela Assembleia Geral.
O que é o estado consultivo do Ecosoc?
Estado consultivo junto ao Ecosoc é conferido a organizações não-governamentais (ONGs) sob recomendação do Comitê de ONGs do Ecosoc, que é formado por 19 Estados membros da ONU. Após cumprir certos critérios e demonstrar de que seu trabalho é relevante para os objetivos e propósitos da ONU, essas ONGs adquirem estado consultivo com o Ecosoc, o que lhes dá direito a mandar representantes a encontros intergovernamentais organizados pelo Ecosoc e seus órgãos subsitiários, como a Comissão de Desenvolvimento Sustentável (CSD). O estado consultivo do Ecosoc é também exigido para participação dos encontros do Comitê Preparatório da Rio+20 e dos encontros Intersessionais do CSD. A lista de organizações que estão atualmente em estado consultivo junto ao Ecosoc pode ser lida on-line aqui.
Como posso me candidatar para estado consultivo junto ao Ecosoc?
Informações sobre candidatura para estado consultivo junto ao Ecosoc estão disponíveis aqui. Você também pode contatar o braço de ONGs do Undesa aqui, ou por e-mail no endereço
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Publicado por Taiza Brito
Qua, 11 de Janeiro de 2012 17:10 |
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Por Ashfaq Yusufzai, da IPS
Apesar de agora haver menos atentados suicidas e explosões de bombas no Paquistão, o movimento islâmico afegão Talibã continua atacando escolas de mulheres. A resposta das alunas é continuar estudando, apesar de não ter um prédio. A escola secundária de Kumbar, na província de Khyber Pakhtunkhwa, é uma das muitas que devem ser reformadas. Em maio de 2009, a explosão de uma bomba a deixou quase em ruínas.
“Enquanto estávamos vivendo no acampamento de Mardan, em razão da operação militar na região, ouvimos a má notícia de que nossa escola tinha sido destruída pelo Talibã”, contou Kulsoom Bibi, estudante da nona série da escola secundária para meninas do governo, no distrito de Timergara Dir. “Já se passaram dois anos e ainda não foi reformada”, lamentou. A boa notícia é que continuam estudando, mesmo sem salas de aula.
“O Talibã está profundamente contra a educação; cessaram os atentados suicidas e com bomba e houve sinais de melhoria na segurança, mas continuam os ataques contra escolas”, denunciou Pervaiz Jan, funcionário da educação no distrito de Charsadda, em Khyber Pakhtunkhwa.
No dia 21 de dezembro explodiram duas escolas. No mês passado, 13 centros de ensino foram dinamitados nas agências de Mohmand, Khyber e Orakzai, nas vizinhas Áreas Tribais Administradas Federalmente (Fata), e em Mardan, Charsadda e Peshawar, capital de Khyber Pakhtunkhwa. Insurgentes explodiram 33 escolas desde 2006 em Dir, um dos 25 distritos da província, disse à IPS o diretor-executivo dessa localidade, Khursheed Ali. “Estão sendo reconstruídas apenas 11 escolas por causa do orçamento limitado do governo”, acrescentou.
A diretora de um dos centros de ensino, Ayesha Bibi, afirmou que as estudantes ainda estão atemorizadas. “A campanha do Talibã deixou sem educação três mil alunas. O governo distribuiu 20 barracas de campanha para serem usadas como salas de aula”, contou Bibi à IPS.
O Talibã afirma que é contra certo tipo de educação. “Não estamos contra o ensino, mas estas escolas são a fonte da educação moderna e liberal que não é permitida pelo Islã”, disse à IPS o porta-voz do proscrito Tehreek Talibã, Ihsanullah Ihsan, por telefone, de um local desconhecido. O Talibã continuará explodindo escolas, ressaltou.
O assistente de direção para a educação de Khyber Pakhtunkhwa, Pervez Jan, afirmou que 755 escolas foram destruídas nessa província e 296 nas vizinhas Fata. “Não se detém, e nos últimos tempos a campanha se estendeu a Mardan, Charsadda, Swabi, Nowshera e Peshawar, que antes eram áreas seguras”, afirmou.
No dia 22 de novembro, o Talibã colocou uma bomba do lado de fora da escola secundária do governo para meninas em Shah Dand Mardan, que explodiu enquanto a polícia tentava desarmá-la. “Se tivesse explodido pouco depois teria matado dezenas de jovens”, disse Jan. A diretora da escola, Lal Baha, afirmou que três meses antes recebera uma carta do Talibã dizendo que estabelecesse a obrigatoriedade do véu. “Desde então é usado pela maioria de nossas mil alunas”, acrescentou.
Várias estudantes disseram à IPS que estão decididas a continuar assistindo as aulas. “Se deixarmos de ir será a concretização do sonho mais desejado do Talibã’, disse Kausar Bibi, de 16 anos, da escola secundária de Mardan. “Por que destruir escola? O Islã promove a educação de homens e mulheres, mas o Talibã faz o contrário do que ordena nossa religião”, acrescentou. As alunas de outra escola de Khyber, com oito salas de aula, destruída pelo Talibã este mês, estão animadas. “Nossa escola não tem teto nem móveis ou outros elementos necessários, mas continuaremos estudando”, assegurou Gul Ghutai, de nove anos, estudante do terceiro grau.
Por outro lado, as alunas da escola secundária do governo em Domail, distrito de Bannu, nas Fata, não sabem quando as autoridades começarão a construir o prédio destruído em setembro de 2011. “Mais de 800 meninas estudam em tapetes que levaram de casa”, contou a professora Zar Pari. “É difícil ouvir a professora porque as salas estão lotadas, mas não há outra alternativa”, disse a aluna Mushtari Begum.
Shahana Imran, da quarta série da escola secundária do governo em Regi, disse que escolheu ciências porque deseja ser médica, mas a escola não tem material apropriado. “Quando chegamos, em 23 de abril, encontramos apenas restos deixados pela bomba que havia explodido pela manhã”, contou a aluna.
O ministro da Educação de Khyber Pakhtunkhwa, Sardar Hussain Babak, disse que várias organizações doadoras prometeram ajuda econômica para a reconstrução. “Começamos a reconstruir 127 escolas em Swat, onde os rebeldes destruíram um total de 255, entre 2007 e 2009”, disse. O governo criou comitês de aldeia para preservar os centros de ensino. Saeed Bibi, estudante da sétima série em Lakki Marwat, disse que, como ela, cerca de 200 alunas não vão mais à escola desde que foi destruída, em maio de 2011. |
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Publicado por Ericka Melo
Qua, 11 de Janeiro de 2012 11:32 |
Nesta época do ano os pais sempre buscam alternativas para ocupar o dia dos filhos. Uma sugestão é ler um livro. Estimular a leitura nas férias é uma maneira de tornar esse hábito prazeroso. E já que estamos falando de férias, praia, sol e mar, as nossas dicas de livros tem como pano de fundo as aventuras do mar.
E já que estamos no clima de verão a nossa dica de livro é “Otto vai à praia”, de Todd Parr. No livro você vai se emocionar com as aventuras do cãozinho Otto. Em um belo dia ensolarado, Otto depara-se com um desafio: encontrar um amigo para brincar na praia. Será que ele vai conseguir? Afinal, cada um tem suas brincadeiras favoritas. Com frases curtas, diretas e envolventes, Todd Parr ensina maneiras simples e divertidas de resolver esses pequenos problemas do dia-adia das crianças. As ilustrações têm traços fortes e são bem coloridas, o que aproxima e chama a atenção da criançada (e dos adultos também).
Em Tartarugas em perigo, de Fábio Yabu, Tata, a Princesa das Tartarugas, descobre uma porção de tartarugas doentes, que haviam comido toda espécie de lixo enquanto viajavam para desovar na praia. Para salvá-las e a seus ovinhos, as princesas se unem para o resgate. Neste título, Fábio Yabu apresenta a tartaruga-oliva, animal marinho da fauna brasileira que está na lista do Ibama de animais ameaçados de extinção. As lições de cidadania, ecologia e ética estão sempre presentes nas histórias destas intrépidas princesinhas, sempre dispostas a salvar o dia no fundo do oceano! Encante-se com as aventuras das Princesas do Mar.

Um livro bem legal que aborda os cuidados com o meio ambiente como tema central é O Peixe, do autor Marcelo Manhães de Oliveira. No livro, ele retrata a luta de um peixe pela sua sobrevivência em busca de um lugar onde as águas sejam limpas e livres das diversas formas de depredação da natureza. Uma ótima dica de leitura para as crianças.
Fonte: Varejão do Estudante
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Publicado por Taiza Brito
Ter, 10 de Janeiro de 2012 17:44 |
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Do site da PCR
Os museus mantidos pela Prefeitura do Recife também são espaços de aprendizado e diversão. Nestas férias, além das exposições, o Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães (Mamam), a Galeria Janete Costa e o Museu Murillo La Greca oferecem atividades lúdicas e oficinas variadas para crianças, adolescentes e adultos. Afinal, janeiro é tempo de soltar a imaginação e a criatividade para sair da rotina e vivenciar novas experiências. Confira as opções e faça o seu roteiro de cultural nas férias.

Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães – Mamam Endereço: Rua da Aurora, Boa Vista. Informações: 3355-6870.
O Mamam realiza de terça a sexta-feira programação especial com atividades lúdicas e oficinas voltadas para crianças a partir dos 7 anos de idade. A maioria das atividades é gratuita. Já os finais de semana serão dedicados ao Cine Mamamzinho com exibição de filmes longa e curta-metragem com temáticas infantis, sempre seguidos de bate-papo.
Exposição: 47º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco | Mostra Mamam De 7 de dezembro a 5 de fevereiro
No Mamam, as obras contam com curadoria de Maria do Carmo Nino (PE) e Ricardo Basbaum (SP), que trazem ao público o resultado dos trabalhos dos artistas Dominique Berthé (PE); Fabio Okamoto (SP); Izidorio Cavalcanti (PE); João Castilho (MG); Jonathas de Andrade (PE); Jura Capela (PE); Bianca Bernardo (RJ); Deyson Gilbert (SP); Graziela Kunsch (SP); Marcos Costa (PE); e Tatiana Devos Gentile (RJ). Serão expostos ainda na mostra os trabalhos dos premiados na categoria grafite: Elanie Bomfim e Derlon Almeida (PE); Elvis Almeida Oliveira (RJ); Galo de Souza (PE); e Wagner Porto Cruz (PE).
Atividades Lúdicas: As inscrições gratuitas serão feitas no dia de cada atividade, a partir das 14h30. - Produção de carimbos Terça-feira (dias 10, 17, 24 e 31), a partir das 15h Vagas: 15 Faixa etária: livre
- Confecção de máscaras Quarta-feira (dias 11, 18 e 25), a partir das 15h Vagas: 10 Faixa etária: de 06 até 10 anos de idade.
- Confecção de pipas Quinta-feira (dias 12, 19 e 26), a partir das 15h Vagas: 10 Faixa etária: a partir dos 07 anos de idade.
Oficina de pinlux (máquina de fotografia artesenal): As inscrições devem ser efetuada até a quinta-feira de cada semana. Sexta-feira (dias 13, 20 e 27), a partir das 15h Vagas: 10 Faixa etária: a partir dos 12 anos de idade. Valor: R$ 15,00 (por pessoa)
Cine Mamamzinho Sábado (14), às 15h – Longa-metragem “O Garoto Cósmico”, de Alê Abreu Domingo (15), às 15h – Curtas-metragem: “A rua das Tulipas”, animação resultado da oficina 3D ANIMUS “A ilha”, animação resultado da oficina de 3D ANIMUS “Maria Flor”, de Camila Carrosine “A Quoi Ça Sert L’Amour”, de Louis Clichy “Parajema”, “O anão que virou gigante”, de Marão.
Galeria Janete Costa Parque Dona Lindu – Av. Boa Viagem, s/n. Informações: 3355-9832
- Exposição “Oscar Niemeyer – brasileiro, arquiteto, cidadão – 104 anos” Ingressos: R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia-entrada mediante apresentação da carteira de estudante, idoso e professor). O ingresso pode ser adquirido na bilheteria do Parque Dona Lindu e inclui a participação nas atividades.
Visitação espontânea - Horários: de terça a sexta, das 14h às 20h, e sábados e domingos, das 10h às 20h. Agendamento - grupos de escolas e entidades sociais terão entrada gratuita com agendamento antecipado pelo e-mail
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. As visitas de grupos acontecem de quarta a sexta, no horário das 10h às 20h. Informações: 3355-9831 / 3355-9832
Visita guiada à exposição A equipe de arte-educação da Galeria Janete Costa conta com equipe de mediadores capacitados para guiar os visitantes na exposição “Oscar Niemeyer – brasileiro, arquiteto, cidadão”. A equipe conta com mediadores capacitados em idiomas (inglês, espanhol, francês, criolo, alemão e italiano), Libras (Língua Brasileira de Sinais), leitura labial, além de dispor de áudio-descrição e de texto da curadoria da exposição em braile para atender as pessoas com deficiência visual. Horários: das 14 às 19h, de acordo com a formação de grupos espontâneos. Sábados e domingos, às 11h, 13h, 15h e 17h. Duração: 40 minutos a 1hora, dependendo grupo e do idioma.
Atividades práticas - Inscrições na Galeria, meia hora antes do início das atividades. Para o público infanto-juvenil: Faixa etária de 6 aos 18 anos de idade. Horários: Terça a sexta-feira, às 14h, 16h e 18h. Duração: 1 hora e meia (roteiro completo)
- Desenho no Parque Passeio do público infantil e adolescente por toda a extensão do Parque Dona Lindu, acompanhados pelos mediadores da ação educativa da Galeria e coordenadores dos grupos, para atividades de desenho dos elementos arquitetônicos e outras referências do local.
- ContenArte Atividades artísticas realizadas no interior do ContenArte, um contêiner-ateliê instalado no Parque Dona Lindu. Já estão previstas atividades destinadas às técnicas de desenho, pintura e gravura para crianças e adolescentes.
- Escrevendo a Imaginação A equipe de arte-educadores da Galeria estimula o público infantil e adolescente a descrever de forma lúdica as experiências vivenciadas nas atividades da Galeria.
- Papinho de Galeria Círculo de discussão sobre a exposição em foco, mediada por pelo integrantes da equipe do educativo e pelo coordenador responsável pelo grupo de visitação.
Atividades para o público adulto - Papos de Galeria Palestras quinzenais e trans-disciplinares, tendo como eixo, a exposição em cartaz sobre o arquiteto Oscar Niemeyer. A primeira palestra está agendada para a próxima sexta-feira (13), às 10h30, com o artista plástico Rinaldo Silva, que viveu e trabalhou em Brasília. Rinaldo far[a uma exposição sobre a sua impressão sobre Brasília e sobre o trabalho artístico desenvolvido por ele intitulado “Brasília, eu vi porque fui pra lá”.
Museu Murillo La Greca Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 366, Parnamirim. Informações: (81) 3355-3126 | (81) 3355-3127 Exposições simultâneas Horários: De terça a Sexta, das 09h às 17h. Sábados e domingos, das 13h às 17h.
Murillo La Greca - Um Outro Olhar: Nova apresentação das obras do acervo do Museu com curadoria de Constanze Musterer, Historiadora de Arte e Crítica A exposição apresenta obras e desenhos do artista e explora com isso sua criação além de seus trabalhos por encomenda. São apresentadas pinturas independentes, desenhos e estudos do artista. Entre obras que até nunca foram expostas, um destaque é série de caricaturas, retratos de forte expressão e estudos de corpos com ângulos especiais. Até 04 de março.
Amós Votos Hieronymus, de Renato Valle: Amós Votos Hieronymus é um exercício de desenho e de religiosidade, composto por doze grafites sobre telas de algodão cru e tem como referência o profeta do antigo testamento Amós, os Votos religiosos e a pintura de HieronymusBosch. Até 29 de janeiro.
Um Cartaz para São Paulo: A mostra apresenta seleção de 35 cartazes das quatro primeiras edições do projeto, buscando retratar não somente a história dessa mostra, mas, principalmente, apresentar uma visão multifacetada de uma das mais ecléticas cidades do mundo, fruto da mistura, convivência e confronto de diferentes povos, provenientes de diferentes países e regiões de um país não menos múltiplo. A curadoria é do designer gráfico Paulo Moretto e do artista plástico Alécio Rossi. Até 29 de janeiro.
Seres Imaginários Pernambucanos: A exposição apresenta ilustrações de personagens realizadas pelos alunos da Aeso (Faculdades Integradas Barros Melo) do curso de Cinema de Animação e Artes Plásticas. O trabalho foi proposto pelo professor Daniel Lourenço e consistiu na criação de um personagem que fosse do estado de Pernambuco e que tivesse referências visuais buscadas nas fotografias da exposição dos artistas pernambucanos Gil Vicente, Manoel Veiga e Renato Valle visitada. Com isso, procurou-se aprimorar o potencial criativo dos alunos, assim como buscar referências sociais e culturais pernambucanas.
Atividades Laboratório de Infantil de Artes e Jogos com Lucas Fonseca Com o propósito de tirar as crianças dos apartamentos, o laboratório resgata as brincadeiras e fazeres que foram tão recorrentes nas infâncias pré-revolução digital. Quem não lembra daquele banho de mangueira no jardim da vovó? Daquela bagunça na cozinha, trigo pra todo lado? A oficina ainda apresenta a temática dos contos dos irmãos Grimm, junto com a didática das artes cênicas, plásticas e música. A programação ainda conta com um cardápio de lanches elaborado sob medida por nutricionista. De 09 a 13 e de 16 a 20 de Janeiro Horário: das 8h30 às 11h30 Valor: R$ 160,00 (por semana) Faixa etária: de 3 a 9 anos de idade.
Oficina de Teatro Animado com Anna Menezes É uma oficina teatral para crianças baseada no teatro de formas animadas. Na oficina, as crianças vivenciam e constroem um texto teatral utilizando objetos. Assim, cada um torna autor e ator, brincando de criar personagens e dar vida a objetos para a construçãon do Teatro Animado. Quartas e Sextas (de 11 de janeiro a 03 de fevereiro) Horário: das 9h às 12h Valor: R$ 300,00 (por criança)
Contação Histórias Animadas” com Anna Menezes São 4 histórias contadas com muita alegria e música. A cada sábado terá uma nova história, uma nova aventura e muita diversão garantida. Sábados (de 14 de janeiro a 04 de fevereiro) Horário: às 16h Valor: R$ 10,00 (adulto – por dia) e R$ 5,00 (criança - por dia)
Oficina de Narrativa com Tatiana Móes Aborda como criar uma narrativa imagética e textual e como interagir com as linguagens numa única história. Serão discutidos temas sobre a construção de um personagem, tipos de narrativas, conflito existencial e ocasional, composição e a importância das cores na narrativa. O curso terá atenção especial ao estilo de cada aluno e a interação entre eles. Terças e Quartas (dias 17, 19, 24, 26, 31 de janeiro) Horário: das 14h às 16h30 Carga horária total: 12 horas e meia Valor: R$ 170,00 (por pessoa) Faixa etária: a partir dos 11 anos, máximo de 15 alunos. |
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Publicado por Taiza Brito
Ter, 10 de Janeiro de 2012 17:36 |
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Com informações da PCR
O circuito Conheça o Recife, promovido pela Secretaria de Turismo do Recife, dentro do Programa de Sensibilização Turística, realiza no próximo sábado (14) um roteiro que vai contar a história de algumas religiões e doutrinas brasileiras. O ‘Circuito da Fé’ tem saída às 14h da Praça do Arsenal da Marinha.
Serão visitadas a Igreja Anglicana (Aflitos), a Federação Espírita Pernambucana (Espinheiro), os jardins da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons - Parnamirim), a Igreja do Sagrado Coração de Jesus (Casa Forte) e o Terreiro de Pai Adão (Água Fria).
Em todos os locais visitados, guias darão as informações sobre cada religião e doutrina. Para participar é necessária inscrição pelo telefone 81 3355.8847. O passeio é feito em ônibus de turismo e é gratuito, sendo solicitada apenas a entrega de um pacote de biscoito por cada participante que será doado a Federação Espírita. |
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Publicado por Taiza Brito
Ter, 10 de Janeiro de 2012 12:47 |
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Iniciativa visa promover a participação de jovens que produzem cultura no país
O dia 31 de janeiro é o prazo final para as inscrições do Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos e Ações Interculturais. Ao todo, serão distribuídos 500 prêmios de R$ 9 mil cada, a iniciativas propostas, realizadas e concluídas por jovens agentes culturais de todo o país, entre 15 e 29 anos. Podem participar brasileiros natos, naturalizados e estrangeiros residentes há mais de três anos no Brasil.
A premiação contemplará ações voltadas para as áreas de Comunicação, Articulação e Mobilização Cultural, Cultura e Tecnologia, Pesquisa, Acervo e Diálogos Intergeracionais no Campo da Cultura, Formação Cultural, Produção e Expressão artística e Cultural, Intercâmbios e Encontros Culturais, Cultura e Sustentabilidade, divididas em três categorias. Serão 100 prêmios para a categoria Jovem adolescente (15 a 17 anos), 200 para a categoria Jovem (18 a 24 anos) e outros 200 para a categoria Jovem adulto (25 a 29 anos).
Segundo a secretária de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC/MinC), Márcia Rollemberg, o prêmio “é o primeiro passo de um processo de ação mais ampla e permanente, que vai envolver trabalhos de fortalecimento da formação do agente jovem de cultura, incluindo bolsas de formação, com uma parceria, também, do Ministério da Educação (MEC)”. Ela afirmou que a partir deste ano o trabalho será amplo, visando fortalecer os agentes de cultura.
O Prêmio Agente Jovem de Cultura será desenvolvido pelo MinC, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural, em parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República/Secretaria Nacional de Juventude e os Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Saúde (MS). A iniciativa conta com o total de 5,7 milhões em apoio financeiro.
O edital está disponível para download no www.cultura.gov.br/culturaviva. |
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Publicado por Taiza Brito
Ter, 10 de Janeiro de 2012 12:39 |
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Com a chegada das férias escolares as crianças reclamam que ficam sozinhas em casa, longe dos amigos, porque os pais têm que trabalhar e não dá para viajar. Para os pais que procuram uma atividade criativa e divertida para filho, a loja SineQuaNon, localizada em Casa Forte, no Recife, preparou a Oficina de Artes Infantil. Num ambiente exclusivo, promove, todas as sextas-feiras, oficinas de arte monitoradas pelos artesãos Suziane França e Paulo Vilela, que comandam a Sociedade Alternativa do Barro (SAB) e tiveram formação pelo Grupo Jovem Artesão do Museu do Homem do Nordeste em parceria com o Movimento Pró-Criança. A loja ainda abriu turmas aos sábados.
Segundo a proprietária da loja, a arquiteta Julice pontual, o programa visa estimular a criatividade dos pequenos com a cultura. ´"Férias para as crianças é sinal de brincadeira e de alegria. Com a rotina atripulada de trabalho nem sempre os pais podem proporcionar boas atividades aos filhos. Nossa ideia é oferecer um espaço seguro, educativo e acima de tudo divertido!", explica Julice.
Para esse mês de janeiro, a programação já está fechada e promete atrair a criançada que está em busca de experimentar novas atividades e soltar a imaginação. Nesta sexta-feira (13), os pequenos vão ter a oportunidade de vivenciar a aula de montagem de mandalas em cerâmicas. No sábado (14) é a vez de pintura em tecido. No dia 20 acontece a oficina de colagem e pintura em papel. Já no dia 21 será de pintura em camisas.
Para fechar a grade, o dia 27 será dedicado as máscaras de Carnaval e no dia 28 bonecos em E.V.A. As oficinas são voltadas para crianças e adolescentes com idades entre 2 e 12 anos. As atividades acontecem sempre a partir das 15h30. O valor é de R$ 25,00 por criança. Os pais que levarem mais de uma criança para participar das atividades recebem desconto especial. Mensalistas também têm pacotes diferenciados. A SineQuaNon é especializada em artigos para decoração e presentes e fica na Av. 17 de agosto, 1631. Mais informações: (81) 3037.6237. |
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Publicado por Taiza Brito
Ter, 10 de Janeiro de 2012 12:27 |
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O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) abriu as inscrições para seu Programa de Jovens Profissionais. O registro se encerrará no dia 1º de março de 2012. Entre os requisitos básicos para participar no programa estão: ter até 32 anos de idade e possuir pelo menos dois anos de experiência profissional em uma ou mais das seguintes áreas: Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Social, Infraestrutura, Meio Ambiente e Recursos Naturais, Financiamento de Projetos, Setor Privado e Administração de Empresas.
Os participantes selecionados para o programa firmarão um contrato por 24 meses com o Banco e serão tratados como funcionário plenos que, a qualquer momento, podem ser convidados a ocupar um cargo permanente. O programa, lançado em 1970, é considerado um ponto de partida para uma carreira profissional no BID.
O BID busca promover a diversidade incluindo profissionais afro-descendentes e indígenas como parte integral de suas atividades com os governos e a sociedade civil. Os candidatos com esses perfis são incentivados a participar neste programa. Nesses casos, o limite de idade para os candidatos é de 35 anos.
Processo de Seleção - Serão selecionados candidatos com experiência em áreas de especialização do Banco e convocados a entrevistas na sede do BID em Washington. O objetivo das entrevistas é identificar características, como o nível de conhecimentos técnicos evidenciados por seu êxito acadêmico, capacidade analítica, habilidade para trabalhar em equipe e comunicar-se claramente, e disponibilidade para servir em missões ou mudar-se para trabalhar em um escritório na América Latina e no Caribe. Além disso, os pré-selecionados para viajar a Washington para as entrevistas poderão ter que produzir um estudo de caso e apresentar referências.
Antes da entrevista na sede, haverá um processo de seleção interno. Este processo de seleção inclui avaliação de currículos pelo Departamento de Recursos Humanos, uma avaliação técnica por uma equipe de especialistas do Banco e, em seguida, uma seleção pelo painel que conduzirá as entrevistas. O Banco irá cobrir as despesas de viagem a Washington.
O formulário de inscrição deve ser preenchido diretamente na página web do Programa Jovens Profissionais. |
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Publicado por Taiza Brito
Seg, 09 de Janeiro de 2012 17:03 |
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O melhor horário para este sono tão agradável é logo depois do almoço, entre 13h e 16h. Foto:Travelin' Libraria
Nada melhor do que um cochilo após o almoço, não é mesmo? Em 45 minutinhos pode-se ter um soninho revigorante e um melhor desempenho no trabalho.
Para entender melhor como porque isso acontece, psicólogos e neurocientistas da faculdade norte-americana Allegheny College avaliaram os benefícios do sono diurno na recuperação cardiovascular.
Foram separadas 85 pessoas em dois grupos. Um deles deveria dormir por 45 minutos após o almoço, enquanto o outro permanecia acordado. Todos os participantes foram submetidos a testes de estresse. Após avaliação dos resultados, foi constatada uma baixa pressão arterial no grupo que repousou.
“Outros trabalhos já demonstraram que descansar após o almoço diminui a pressão sistólica”, confirmou o cardiologista Marco Antônio Gomes, do departamento de hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Ao falar em pressão sistólica, ele se referiu ao número de maior valor que aparece registrado no aparelho de medição.
Os especialistas especulam que esse fenômeno seria comandado pelo cérebro, mais precisamente pelo sistema nervoso central, que é dividido em simpático e parassimpático. O primeiro acelera e o segundo coloca um freio nas funções fisiológicas. “Quando dormimos, há redução da atividade simpática, o que relaxa os vasos e diminui os batimentos cardíacos”, explicou o pneumologista especialista em sono Pedro Genta, do Hospital do Coração, de São Paulo.
A curta duração de um cochilo não desmerece suas qualidades. “Em 45 minutos, é possível atingir a fase três do sono”, observou Genta. O descanso pós-almoço, porém, não substitui o noturno, já que apenas na escuridão o cérebro desperta o hormônio fundamental para um sono pleno: a melatonina.
* Publicado originalmente no site EcoD. |
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