Taíza Brito
Mídia de paz
como guia
Carol Bradley
Brasil e Mundo
em foco
Ericka Melo
Educação, ecologia
e tecnologia
Jailson da Paz
Religião, ação
e humanidade
Teresa Maia
Imagens &
esperança
ANDI- Agência de Notícias dos Direitos da Infância
ANDA - Agência de Notícias dos Direitos Animais
Conservatório Pernambucano de Música
Fórum da Cidadania Contra a Violência
Fundação Giacomo e Lucia Perrone
Instituto Röerich da Paz e Cultura do Brasil
IPAZ- Agencia de Notícias para a Paz
IVE- Imagens e Vozes da Esperança
Ministério Público de Pernambuco
Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco
Texto Vivo Narrativas da vida real
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Em 2003 abri mão do posto de editora de Vida Urbana do Diario de Pernambuco, no Recife, no qual trabalhava desde 1999, para ir à Espanha, onde havia sido aceita na posgraduação “A Comunicação dos Conflitos e da Paz”, da Universidade Autônoma de Barcelona. Alguns amigos próximos acharam que a “troca” de um cargo de destaque em um jornal conceituado por um curso no Exterior era uma loucura. Contudo, o que me movia era mais forte do que os apelos para desistir daquele projeto e segui adiante. Na bagagem, levava o desejo de conhecer experiências de profissionais distintos no que se convencionou no mundo como Mídia de Paz. A experiência foi maravilhosa. Eu e os demais alunos da turma, entre brasileiros, espanhóis e latino-americanos da Colômbia e Venezuela, fomos apresentados a este universo por professores do Departamento de Jornalismo da própria Universidade Autônoma, profissionais espanhóis de TV acostumados em cobertura de guerras, especialistas em áreas diversas como Política Internacional, Terrorismo, Islamismo, Economia Global, e professores convidados da Tunísia, Angola, México, Venezuela, Argentina, Irlanda do Norte e País Basco (Espanha). A proposta do curso, ministrado da Escola de Posgraduação da Universidade e gerenciado pelo Departamento de Jornalismo do Centro de Comunicaçãoes da Autônoma, é dar ferramentas para que jornalistas qualifiquem a cobertura dos mais diversos conflitos mundiais e se capacitem para atuarem como mediadores da paz, onde quer que trabalhem. Voltei de Barcelona para o Brasil com muitos projetos, mas o destino me fez entrar novamente na roda viva do jornalismo cotidiano. Fui convidada a trabalhar no jornal A Crítica, de Manaus, onde passei os anos de 2004 e 2005 e exerci as funções de editora executiva e diretora de Redação. De volta ao Recife, atuei em 2006 como chefe de jornalismo da Estação TV, indo em seguida para a subeditoria de Política do Jornal do Commercio do Recife, onde havia iniciado a carreira como repórter no ano de 1995, tendo passado pelas editorias de Regional, Brasil, Internacional e Economia. Assim, meus projetos e ideais de trabalhar com Mídia de Paz foram adiados. Ao consolidar em 2009 o projeto do site Viva Pernambuco, que vinha sendo maturando desde o ano anterior, quando já estava atuando na Assessoria de Imprensa da Liderança do Governo na Assembléia Legislativa, enfim comecei a colocar em prática o que havia buscado em Barcelona: trabalhar promovendo Mídia de Paz. Ao apresentar o projeto aos colegas de profissão Ayrton Maciel, Éricka Melo, Jailson da Paz, à fotógrafa Teresa Maia e ao webdesigner Tiago Roffé, todos aceitaram de pronto a encarar a empreitada. Isso porque todos entenderam que a ideia do site não é fazer de conta que vivemos em um mundo sem violência, tragédias, injustiças ou conflitos. Pelo contrário. Mídia de Paz é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo. Então, nosso desafio será produzir conteúdo de Mídia de Paz. num blog escrito a cinco mãos e que será alimentado por cada um de nós simultaneamente com notícias que propaguem exemplos concretos de ações transformadoras. Sejam nas áreas de jornalismo, literatura, música, artes, cinema, propaganda, ação social, eduação, religião, meio ambiente, cultura, ou qualquer outra. O nome Viva Pernambuco foi escolhido por vários motivos. Primeiro por entendermos que a vida é o bem mais precioso que possuímos. Segundo porque para nós viver não significa apenas respirar e ter o coração batendo, mas nos movimentarmos no sentido de contribuir para melhorar o mundo ao nosso redor. A equipe do Viver Pernambuco vai tentar colaborar com iniciativas de cunho pessoal, associativas, organizacionais, empresariais, institucionais ou governamentais, amparadas nesta visão. E não estará limitada à publicação de notícias apenas originadas em Pernambuco. Por isso abrimos as janelas Viva Brasil e Viva Mundo, para replicar experiências de cultura de paz realizadas em outros Estados brasileiros e no Exterior. Tomando emprestado algumas idéias de Judy Rodgers, primeira diretora mundial do projeto Imagens e Vozes de Esperança (www.ive.org.br) – que atua em linha semelhante ao Viva Pernambuco – acredito que divulgar ações positivas nos fortalece em quanto seres humanos, pois: “Estamos num momento da história em que a humanidade necessita de um sentido sobre o que é melhor para o mundo, que tipo de futuro pode haver diante de nós e o que devemos fazer juntos para criar esse tipo de futuro. Podemos fazer muito para esclarecer isso. Mas em primeiro lugar devemos limpar as correntes de pensamento que correm em nossas mentes”. Para fortalecer esta corrente convidamos colaboradores das mais diferenciadas esferas da sociedade, mas que têm em comum a preocupação com o bem-estar do próximo, para assinar artigos na página. A todos que se sintam identificados com o projeto, que é antes de tudo um compromisso de trabalho vivificante, com vistas a criar imagens e histórias de possibilidades e esperança, abrimos espaço para divulgação. Atenciosamente, Taíza Brito, jornalista, idealizadora do site Viva Pernambuco. Artigos Relacionados: |