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| A arte de transformar lixo em cidadania |
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| Publicado por Taiza Brito Dom, 07 de Março de 2010 14:21 | |
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Por Jailson da Paz O que seria lixo para muitos é artigo de luxo para a organização Trapeiros de Emaús. Criada há 13 anos, a entidade sobrevive de doações de material reciclável. E, principalmente, de equipamentos e eletrodomésticos. Nas oficinas da instituição, máquinas de lavar, fogões, televisões, ventiladores, móveis, roupas e brinquedos velhos são recuperados e postos à venda. “Já ganhamos até um carro”, lembra o diretor Tiago Nascimento. As oficinas funcionam na comunidade da Linha do Tiro, bairro Dois Unidos, no Recife. Outras fontes de sustento do movimento são papéis, vidros, alumínio e plástico. Empresas públicas e privadas estão na lista dos grandes doadores dos materiais recicláveis, mas há também doações de pessoas físicas. As doações, explica Tiago, podem ser entregues na sede da instituição ou o doador pode agendar a coleta por telefone. A entidade possui dois veículos que recolhem materiais nos municípios da Região Metropolitana do Recife. O que se arrecada com a venda dos produtos tem destino certo: a realização de cursos profissionalizantes. São oferecidos atualmente os cursos de refrigeração, eletricidade, manutenção de micros e rede, autocad e NR-10. A Trapeiros de Emaús já capacitou mais de cinco mil pessoas em seus treinamentos. O movimento nascido na França, em 1949, está presente em mais de 40 países. No Recife, teve como fundador Luís Tenderine, ainda integrante da diretoria da instituição. Serviço:
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