Taíza Brito
Mídia de paz
como guia
Carol Bradley
Brasil e Mundo
em foco
Ericka Melo
Educação, ecologia
e tecnologia
Jailson da Paz
Religião, ação
e humanidade
Teresa Maia
Imagens &
esperança
ANDI- Agência de Notícias dos Direitos da Infância
ANDA - Agência de Notícias dos Direitos Animais
Conservatório Pernambucano de Música
Fórum da Cidadania Contra a Violência
Fundação Giacomo e Lucia Perrone
Instituto Röerich da Paz e Cultura do Brasil
IPAZ- Agencia de Notícias para a Paz
IVE- Imagens e Vozes da Esperança
Ministério Público de Pernambuco
Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco
Texto Vivo Narrativas da vida real
| Cerca de 40% da juventude rural é analfabeta |
|
|
|
| Publicado por Carol Bradley Qui, 29 de Julho de 2010 12:40 | |
|
Do site EcoDesenvolvimento Cerca de 40% das pessoas entre 16 e 32 anos que moram e trabalham no campo são analfabetas, informou a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Segundo a secretária de Jovens Trabalhadores Rurais da Contag, Maria Elenice Anastácio, o analfabetismo atinge 3 milhões dos quase 8 milhões de trabalhadores rurais do país nesta faixa etária. Se forem considerados os habitantes de pequenas cidades que sobrevivem da economia rural, os números podem ser ainda mais preocupantes, afirmou a secretária. Para Maria Elenice, as condições atuais do ensino obrigam o jovem a escolher entre o estudo e o trabalho. “O trabalhador rural tem que buscar a cidade para ter acesso à saúde, à informação e à escola. Mas como vão pegar um transporte precário para estudar na cidade se estão cansados do trabalho exaustivo?", questionou. Faltam investimentos e infraestrutura Para a coordenadora do curso de Licenciatura em Educação no Campo da Universidade de Brasília, Mônica Molina, a pouca oferta de escolas no campo é a principal responsável pelas altas taxas de analfabetismo. “O interesse em estudar existe. Hoje, o trabalhador dá mais importância ao estudo do que em gerações anteriores, mas quando o aluno chega à 5ª série, dificilmente encontra turmas no meio rural. Então ele precisa ir estudar na cidade mais próxima e acaba desistindo", afirmou Mônica. Para Mônica, as faltas, repetição de séries, professores despreparados e recursos didáticos escassos contribuem ainda mais com o analfabetismo funcional. “Sem acesso à escolarização correta na idade apropriada, o jovem acaba perdendo a condição de ler e interpretar após alguns anos”, afirmou. Como solução, ambas especialistas defendem a ampliação do número de escolas no campo. “De 2005 a 2007 foram fechadas 8 mil escolas rurais e agora temos que garantir as que já existem”, disse Molina.
Artigos Relacionados: Comentários (0) |